Coletiva-Anúncio da Recuperação do Quartel do Parque Dom Pedro II-20121801

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva do Anúncio da Recuperação do Quartel do Parque Dom Pedro II

Local: Capital - Data: 18/01/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, destacar a importância aqui de onde nós estamos. Esse é um local histórico, século XVIII, 1765, antiga Chácara do Fonseca. Ligado diretamente à história de São Paulo, a história do Brasil. Depois da Chácara do Fonseca, nós tivemos aqui convento, tivemos seminário, tivemos hospital psiquiátrico, o Hospício dos Alienados, de 1862 a 1905. Depois a Força Pública de São Paulo até a Revolução de 32 aqui, no Complexo do Parque Dom Pedro. Depois o Exército após a Revolução de 32 ocupou essa área até 1992. Então o Exército ficou aqui praticamente 60 anos. Aí volta pra Polícia Militar, e a Polícia Militar ficou até 1997. Mas a situação do complexo arquitetônico era muito ruim, muito degradado, prédios muito antigos. Aí saiu e ficou fechado nesses últimos, praticamente de 97 até agora, 15 anos. Uma região importante aqui de São Paulo no Parque Dom Pedro, próximo aqui do Catavento, que é um dos museus mais visitados hoje da cidade. Próximo também onde nós teremos o museu da história de São Paulo, o Museu de São Paulo. E a proposta é recuperar toda essa área. Então já está sendo feito o estudo topográfico, o estudo geológico, os pré-estudos aqui das ocupações anteriores, histórico. Esse é um prédio tombado pelo CONDEFAT. Agora em abril nós teremos a licitação, abertura da licitação para o projeto executivo. Esperamos estar contratando já em maio. Até o final do ano todo o projeto pronto. Em janeiro licita a obra. E esperamos aí em 18 a 20 meses ter tudo concluído. Aqui vai funcionar, aqui ao lado esquerdo uma fábrica de cultura, todas as oficinas culturais, uma área de anfiteatro, áreas de exposições, exposição dos veículos da PM, que são super procurados, desde o Corpo de Bombeiros até às primeiras viaturas da Força Pública de São Paulo, motocicletas, jipes, carros de bombeiro, caminhão, viaturas da polícia. A Polícia Militar tem um acervo histórico muito relevante. E aqui nesta área será o Museu da Polícia, com exposições fixas, exposições permanentes, áreas de consulta. Enfim, a revitalização de toda esta região, dentro de um projeto... Está aqui o Miguel Bucalem. Dentro do contexto de recuperação da área com a prefeitura de São Paulo. Teremos também passarelas, interligação. Deixa de ser uma área isolada. E vai servir a região aqui do Glicério com a Fábrica de Cultura, com oficinas culturais para a região, lazer, entretenimento para a região. E vão servir pra todo estado e ao país como um grande museu da história aqui de São Paulo, da região, especialmente da polícia de São Paulo.


REPÓRTER: Vinte meses, é isso governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Vinte meses de obra, de obra. Tudo. E a gente percebe aqui que está no ponto da restauração, se passar mais vai começar a cair. E interessante, não é? Quer dizer, a qualidade das obras no século 18. Porque tem, as madeiras com 260 anos praticamente intactas, não é? Impressionante. E a história, aqui...


ANDREA MATARAZZO, SECRETÁRIO DA CULTURA: É um dos maiores prédios históricos de São Paulo.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É! Um dos maiores, o secretário Andrea Matarazzo coloca bem, um dos maiores prédios históricos aqui de São Paulo, um do grande conjunto arquitetônico da época ainda preservado, na hora de ser restaurado. E vai ajudar a revitalizar a região, porque prédio abandonado, equipamentos abandonados, estimulam atividade criminosa, degradam a região. Então, é importante essa recuperação. E vai trazer muita gente para cá, para visitar aqui o museu e para a fábrica de cultura. E vamos restaurar aqui um conjunto arquitetônico de grande valor talvez um dos mais importantes de São Paulo. O comandante Coronel Camilo coloca que terá também base aqui da Polícia Militar, então mais segurança também para a região. E, terá aqueles jipes, não é? Os jipes da polícia, os carros de bombeiros que são fascinantes, motocicletas, viaturas. Tem um museu do automóvel maravilhoso, além do acervo da Polícia Militar.


REPÓRTER: O senhor acha que dá para fazer essa inauguração nesse período de vinte meses?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Vinte meses de obra. Então, recapitulando, até março a gente conclui levantamento, parte geológica, topográfica, estudos, já foi muito estudado aqui. A polícia, secretário da cultura, segurança e a cultura estão estudando aqui a história, levantamento de dados já há um bom tempo, então agora está maduro. Então licita o projeto executivo, fica pronto até dezembro, licita a obra, e depois abre ao público.


REPÓRTER: Governador, de ontem para hoje houve uma explosão no bueiro em Santa Cecília, claro que ainda precisa se apurar isso, mas, isso mostra ainda a falta de investimento da Eletropaulo em relação a essa questão?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a informação é que não é bem um bueiro, você tem transformadores subterrâneos, então a Secretaria de Energia e a Arcesp já estão fazendo a investigação junto com a Eletropaulo para saber a causa, enfim, vamos aguardar aí as apurações todas que estão sendo feitas.


REPÓRTER: O senhor acha que do ano passado para cá, quando o Governo do Estado fiscalizou a Eletropaulo, insistiu na Eletropaulo com a questão dos apagões, o senhor acha que melhorou alguma coisa?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, eu acho que é fundamental, quer dizer, o Governo deixou de ser executor, de distribuição de energia, hoje é uma concessionária privada, para ter um forte papel regulador e fiscalizador. Então esse é o nosso papel, é uma reforma de estado, o Governo não deve ser provedor de tudo porque não tem dinheiro para tudo, e nem executor de tudo, mas ele tem um papel regulador e fiscalizador muito relevante.


REPÓRTER: Governador, agora, por sorte esse acidente não teve consequências mais graves, uma pessoa ficou ferida, vários carros foram atingidos, um imóvel, também. O senhor acredita que há, nesse caso, fadiga de material? Porque foi uma grande explosão em um equipamento da concessionária de energia pública.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É. O fato vai ser qual foi a origem, perícia, isso tudo vai ser esclarecido e temos que aguardar. Agora, a responsabilização é da concessionária, não há dúvida, evidente que não pode explodir. Então, a origem disso, se foi transformador subterrâneo, o que aconteceu, qual foi, se foi falha de material, isso tem que aguardar a perícia. Agora, é obvio que há uma responsabilização.


REPÓRTER: O senhor tem reunião com o Sérgio Guerra hoje ainda, Governador, no palácio?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu acho que sim. O Sérgio Guerra, periodicamente, ele passa aqui em São Paulo para tomar um café e, se vier, acho que é no fim da tarde, o café estará no bule.


REPÓRTER: Como é que o senhor soube essa aproximação de novo do partido do prefeito Kassab com o PT?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, se depender de nós, nós estaremos todos juntos para servir a São Paulo, trabalhar pela cidade, trabalhar pela população. Agora, as questões partidárias, elas são mais conversas de partidos, não é? Mas do que depender de nós estaremos juntos aí para servir à população.


REPÓRTER: [ininteligível].


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Em relação à questão de macrodrenagem, a responsabilidade do governo são os rios chamados intermunicipais, exemplo o Tietê. Então, o Rio Tietê é responsabilidade do Estado, porque ele nasce lá em Salesópolis e vai desaguar lá no Rio Paranazão. Então, o que o governo está fazendo na questão da macrodrenagem? Primeiro: aprofundamento da calha. Nós já tiramos mais de dois milhões de metros cúbicos de material assoreado do Tietê e, também, do Pinheiros, um milhão e meio de metros cúbicos, que são por onde escoa a macrodrenagem da cidade: Tamanduateí, Aricanduva, Cabuçu, todos eles deságuam no Tietê. Além do aprofundamento da calha, a recuperação da várzea no parque ecológico, com a circunvalação. Isso vai nos possibilitar um piscinão natural de mais de dois milhões de metros cúbicos de reserva de água. Depois recuperar as várzeas do Tietê. Financiamento do BID, os projetos já estão sendo licitados entre a Barragem da Penha até o Ribeirão das Pontes, divisa com Itaquaquecetuba; vai ter que ter ali uma remoção de mais de 3.000 famílias, que estão em área de risco e retirar o aterro, para recompor as várzeas do Tietê. Os piscinões, nós não tínhamos nenhum piscinão do estado, hoje, são 31 já em funcionamento. A Prefeitura de São Paulo faz a manutenção correta, mas nos outros municípios não tinha uma manutenção adequada e, então, o governo assumiu toda a manutenção. Então, rebaixamento da calha do Tietê e do Pinheiros, com a retirada do material assoreado; a recomposição das várzeas do Tietê; o desassoreamento nos demais rios; e, a construção dos piscinões.


REPÓRTER: Obrigado, governador.