Coletiva-Anúncio das Novas Ações para o Desenvolvimento Social no Estado-20122902

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva do Anúncio das Novas Ações para o Desenvolvimento Social no Estado

Local: Capital - Data: 29/02/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, uma grande alegria hoje. Nós tivemos três atos importantes na área social. O primeiro deles o aumento dos recursos para o Fundo Estadual de Assistência Social, que é transferido para os municípios, cresceu quase R$ 36 milhões. Esse dinheiro é repassado aos municípios, e o Conselho Municipal de Assistência Social estabelece as prioridades, crianças, idosos, deficientes, pessoas que precisam desse apoio. O segundo foi o projeto de lei enviado a Assembleia estabelecendo um aumento de quase 43% para os servidores da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. E o terceiro, a Escola de Desenvolvimento Social. Então três grandes projetos lançados hoje. Nós vamos inaugurar a semana que vem mais um Bom Prato aqui em Paraisópolis, aqui do lado, na comunidade de Paraisópolis, será o 34º, já foram mais de 30 milhões de refeições, com o controle do ITAL, o Instituto de Tecnologia de Alimentos. O programa do leite, o Viva Leite; são mais de dez milhões de litros de leite por mês, 700 mil famílias. Temos o Renda Cidadã, que agora vai se unir com o Bolsa Família, um cartão só. Temos o Ação Jovem, também de apoio aos jovens de famílias de menor renda. E o grande programa de erradicação da miséria. Começamos com a busca ativa nos 100 municípios de menor IDH, identificando onde estão essas famílias que estão abaixo da linha da pobreza. São 300 mil famílias, perto de 1,05 milhão pessoas. Começamos pelos 100 municípios de menor IDH, e aí no meio do ano começaremos a busca ativa em todo o interior de São Paulo. E o ano que vem, região metropolitana de São Paulo.


REPÓRTER: O Governo Federal apoiou? Essa unificação do cartão foi fácil governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O lançamento até do programa de erradicação da miséria foi aqui em São Paulo, aqui no auditório com a presença dos quatro governadores do Sudeste e da presidenta Dilma; então um programa importante recursos do Estado e recursos Federal.


REPÓRTER: O senhor não acha que esses recursos separados aos municípios deverão ter uma severa fiscalização para o uso correto da aplicação?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Essa é toda alógica, a LOAS, a lei Orgânica de Assistência Social ela estabelece por lei federal os critérios, descentralização, o dinheiro é repassado ao Fundo Municipal e controle da sociedade, para isso o Conselho Municipal de Assistência Social, então o dinheiro descentraliza vai para o município e o Conselho ele estabelece os critérios para a aplicação, geralmente lar das crianças, idosos, asilos, pessoas com deficiência, pessoas em situação de extrema pobreza, enfim o trabalho é feito em cada município, nós temos município, nós muito boas entidades.


REPÓRTER: Que dia vai sair o bônus para os professores da rede estadual?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Até 30 de março, esse mês agora de março será pago o bônus.


REPÓRTER: E quando que o senhor pretende aumentar o vale alimentação dos servidores?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós estamos verificando, nós estamos acompanhando a evolução do orçamento. Mês de janeiro foi razoável, mês de fevereiro tivemos uma perda de quase meio bilhão de reais de ICMS até ontem, o que nos preocupa bastante, então vamos aguardando para ver novas medidas, está bom?


REPÓRTER: Governador falando um pouquinho, aí, tocando no assunto da arrecadação, dos fiscais. Existe algum planejamento de realização de concurso para agente fiscal de renda? Justamente até pelo fato que o sindicato disse que há uma falta aí de 500 fiscais e também que 150 se aposentaram desde 2009 até agora.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não tem nenhuma previsão de concurso nesse momento. Hoje a fiscalização ela avança muito para redes tecnológicas, cruzamento de informações, a gente avança muito na área de tecnologia de informação a serviço de boa fiscalização. Não tem previsão nesse momento, mas se houver a necessidade no futuro poderemos fazer.


REPÓRTER: E o concurso da PM, quando que o senhor pretende autorizar?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: PM é edital agora em abril, edital de contratação em andamento; 1.800 entram na Escola de Soldados, 1.500 entram na Academia, na Escola de Soldados, em novembro; 1.990 temporários também serão contratados; e teremos uma formatura já de soldados, em julho, de mais 930. Então, é um trabalho permanente, Polícia Militar e Soldados temporários.


REPÓRTER: Então, o edital de 1.900 vagas que foi pedido pela Polícia Militar que só aguarda a sua autorização, vai ser autorizado e vai sair em abril?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, 1.800, edital de contratação em andamento. Não, não existe edital em andamento, o edital foi publicado ou não foi. Eu vou checar melhor para você e...


REPÓRTER: A Linha Amarela voltou a apresentar problemas hoje... Em relação à Linha Amarela que voltou a apresentar problema. Por ser uma empresa privada que opera o Estado vai pedir explicações à [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Claro, óbvio! Foi uma interrupção... Interrompeu um trem, mas como há uma sequencia acabou prejudicando toda a linha. Por questão de 20 minutos, mas já determinei verificar se foi falta de energia, e aí é a concessionária, ou problema interno na distribuição de energia. A Secretaria já está empenhada em esclarecer rapidamente.


REPÓRTER: E não é preocupante esses problemas recorrentes dessa linha?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, a Linha 4 é a linha mais moderna que nós temos, não é? É a melhor linha, a mais bem avaliada pela população. Surgiu um problema, vai ser imediatamente esclarecido e corrigido.


REPÓRTER: Governador, qual a opinião do senhor em relação à candidatura do José Serra à Prefeitura de São Paulo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Muito boa, eu acho que é um candidato extremamente preparado, até os adversários reconhecem a sua competência, espírito público, conhecimento das questões de São Paulo. Acho que está à altura dessa responsabilidade. Nós teremos a prévia, que será no dia 25, e depois a convenção, em junho, e aí é campanha.


REPÓRTER: Governador, e ontem na reunião da executiva, o clima foi bastante tenso, quando se decidiu pelo adiamento. Isso já não significa que essa entrada tardia do José Serra no processo já não está criando aí um racha interno outra vez no partido?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, é natural que um partido grande tenha bons nomes, nomes preparados, aspirações legítima, para isso que você faz prévia. Se fosse um só candidato não precisava de prévia. Exatamente por você ter mais é que você faz a prévia e a prévia vai decidir. E qual o avanço da prévia? É que não é uma convenção de 800 votantes, nós poderemos ter mais de 10 mil filiados nessa decisão.


REPÓRTER: Mas como fazer para acomodar esses insatisfeitos dentro desse processo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Mas é natural que você tenha divergências, mas não vejo nenhum problema. O importante é que a prévia está mantida, vai ser feita neste mês de março, como determinava a resolução do Diretório Estadual. E por que algumas semanas a mais? Porque você teve um fato novo de um candidato da estatura do Serra, ex-prefeito, ex-governador, que se predispôs a ser candidato e colocar o seu nome na prévia.


REPÓRTER: Foi uma exigência do Serra a data de 25 de março?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não é exigência. É você dar um prazo maior para um amadurecimento no partido. Isso é positivo.


REPÓRTER: Mas governador, o senhor concorda com essa posição que o Serra tem tomado de transformar e eleição de São Paulo em um fator muito importante para o processo nacional? Não é temerário para alguém que lida sempre com a sombra de ter ali, a esperança de ainda disputar a presidência, e vai ter que afastar isso para convencer o eleitorado de São Paulo, começar assim, dizendo que é uma eleição para discutir dois projetos de Brasil?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, sempre que você tem eleição em uma capital, e ainda mais sendo a maior cidade brasileira, terceira cidade do mundo, claro que ela tem uma dimensão maior. Então eu diria que não é incompatível; as duas coisas vão ser discutidas, os modelos políticos, representados aí pelos grandes partidos. Então é óbvio que tem também uma contingência e uma análise de natureza política nacional. E os temas da cidade que acabarão prevalecendo.


REPÓRTER: O senhor acha que os adversários podem insistir na questão que ele já deixou a Prefeitura uma vez?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Adversário nunca vai elogiar o candidato concorrente, não é?


REPÓRTER: Mas ontem o senhor disse aqui que o partido quando lança uma candidatura, não é pra vencer A, B ou C. E ontem ele disse que o que o fez ser pré-candidato, se inscrever para a pré-candidatura foi justamente um avanço da hegemonia de uma força política. Sem falar o PT.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: São modelos, são propostas distintas, senão seria o mesmo partido. Agora, para que você sai candidato? Você sai candidato para trabalhar pela população. Você chegando ao Governo, você tem os instrumentos, as ferramentas para poder melhorar mobilidade urbana, melhorar a saúde, educação. Se você não está lá, não têm esses instrumentos, essas ferramentas. Esse é o objetivo. Para você chegar lá, você tem um embate político, onde você mostra, “Olha, o nosso modelo é diferente. Nós temos aqui diferenças importantes”. A situação da Prefeitura de São Paulo ao término do Governo do PT não era uma situação boa, sob o ponto de vista financeiro, sob o ponto de vista de obras paralisadas, sob o ponto de vista social. E nós avançamos. Enfim, isso é um debate natural. Está bom?


REPÓRTER: Governador, hoje o jornalista Josias de Souza publicou uma reportagem dizendo que o Kassab informou a grupos políticos que o Serra, se eleito, vai deixar o PSDB. O senhor acha que isso é viável, possível?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu não vou comentar uma conjectura tão fora do propósito.


REPÓRTER: Eu estive com o prefeito agora mais cedo e ele falou que isso era uma bobagem, que isso não existiria, mas ele já deu uma lista de quatro opções para vice-prefeito caso o Serra ganhe as prévias. Quais são as chances de haver essa aliança, 99%?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, primeiro nós temos que fazer a prévia, isso é a primeira coisa, que vai ser dia 25. Depois e conjuntamente o arco de alianças, quem é que pode vir em uma aliança dentro de uma proposta, de um programa de governo. E aí, dentro deste conjunto, a questão da composição da vice. Então, cada coisa á seu tempo.


REPÓRTER: O senhor acha que é uma chapa puro sangue, aí como dizem, a chapa 100% tucano, seria uma boa saída para o partido?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, é uma hipótese, de outro lado você tem um quadro partidário bastante amplo. Então é natural que os outros partidos também queiram participar, mas tudo isso é para o mês de junho, não é? Agora nós estamos ainda, nem entramos em março. Olavo Bilac dizia, “Foi em março, ao findar das chuvas, logo à entrada do outono, que haverá a prévia do PSDB”. O Rodrigo explica aí para vocês.