Mudanças entre as edições de "Coletiva-Assinatura de decreto de cessão do terreno do Hospital Central Sorocabana à Prefeitura de São Paulo-20121701"

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GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Mas apoia. Ah, uma notícia aqui pra região: nós deveremos, em março, estar inaugurando o Poupatempo da Lapa. Então, a Lapa, ela recebe de volta aqui o Hospital Sorocabana, e terá o Poupatempo também pra atender aqui a região da Lapa ali, e oeste de São Paulo e grande São Paulo, o Poupatempo, em março.
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GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Mas apoia. Ah, uma notícia aqui pra região: nós deveremos, em março, estar inaugurando o [[Poupatempo|Poupatempo]] da Lapa. Então, a Lapa, ela recebe de volta aqui o Hospital Sorocabana, e terá o Poupatempo também pra atender aqui a região da Lapa ali, e oeste de São Paulo e grande São Paulo, o Poupatempo, em março.
  
 
   
 
   
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Edição atual tal como às 10h29min de 10 de setembro de 2012

Transcrição da coletiva da Assinatura de decreto de cessão do terreno do Hospital Central Sorocabana à Prefeitura de São Paulo

Local: Capital - Data: 17/01/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, hoje é um dia muito importante, assinamos o decreto transferindo toda a área e o prédio do Hospital Sorocabano para a prefeitura de São Paulo. Nós retomamos a área e o prédio judicialmente, porque era propriedade do Estado, foi cedido a uma entidade em 1955. E em razão dos problemas que a entidade enfrentou, parou o hospital em 2010 e nós então, retomamos o hospital, o prédio, retomamos a área, transferimos hoje à prefeitura de São Paulo. A prefeitura em 90 dias já coloca uma AMA 24 horas de atendimento à população aqui no prédio. E, enquanto isso, ele será recuperado pra retomar a atividade hospitalar. Começando na primeira etapa com 120 leitos, hospital geral, hospital do SUS para atender de forma gratuita, com qualidade, aqui a região da Lapa e também a região oeste de São Paulo.


REPÓRTER: Esse prazo de 20 anos pra cessão significa que o Estado pode retomar depois o hospital?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós pretendemos até fazer a doação ao município. Mas como doação depende de lei, então para ganhar tempo nós já fizemos por decreto por 20 anos. Mas em seguida nós mandaremos o projeto de lei fazendo a doação definitiva da área e do prédio para o município.


REPÓRTER: Governador, mudando de assunto, a Santa Casa de São Paulo, ela está há três meses sem realizar cirurgia de catarata, segundo os médicos e pacientes da unidade, por falta de lente; eles alegam que o Estado não repassou os recursos necessários para a compra.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o professor Giovanni poderá responder. A Santa Casa é um hospital privado; o hospital Pirajuçara, que eu vi uma matéria no jornal, não procede. Nós não temos nenhuma falta de lente; realizamos o ano passado 77 mil cirurgias de catarata, reduzimos, aliás, enormemente a fila. O hospital de Pirajuçara está realizando as cirurgias, não falta nenhuma lente. A questão da Santa Casa, eu não tenho detalhes, mas o professor Giovanni pode verificar. Tá bom?

REPÓRTER: Governador, o senhor foi bastante crítico quando o secretário municipal Januário falou sobre a nova lei [ininteligível] presidente. E vai definir, mais uma vez, os orçamentos. Como é que o senhor vê isso? Está tirando de vez do governo federal essa responsabilidade?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu acho que a questão do financiamento da saúde, ela não está resolvida, e a disposição do governo do Estado é sempre de ajudar. Essa é uma questão que não está resolvida, a crise do financiamento da saúde, ela continua; a tabela do SUS precisa ser corrigida, as Santas Casas de Misericórdia todas estão em grande dificuldade. Hoje, a tabela do SUS, em alguns procedimentos, não cobrem 40% do custo. Em São Paulo, nós precisamos de R$ 800 milhões de teto, porque nós estouramos o teto em R$ 800 por ano. Se a gente for somando tudo o que a gente atende pelo SUS, mesmo esse valor pequenininho, estoura o teto. Então, nós precisamos... Temos dois desafios: corrigir o teto de São Paulo, que precisaria de R$ 800 milhões a mais por ano, e corrigir a tabela do SUS, porque a situação de quem atende o SUS é dramática. Quando é o caso do governo, o governo cobre a diferença; quando é o caso de uma Santa Casa de Misericórdia, ela passa por dificuldades. Tá bom?


REPÓRTER: Governador, ontem, dois policiais militares foram agredidos... Tipo de usuários na região da Cracolândia. A medida de tornar ali um policiamento... Limitar o uso de balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo partiu do governo do Estado ou foi uma ação direta tomada pela cúpula da PM? Depois desse acontecimento não seria hora de rever essa medida?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a polícia, ela sempre toma decisões técnicas. As pessoas acham que o governo está lá dizendo: “Faça isso, faça aquilo”. Não é verdade. A polícia tem uma estrutura, 100 mil policiais militares, 32 mil civis, cinco mil policiais científica, altamente profissionalizada, ela sabe como operar em situação de risco, ela tem expertise e tem treinamento. O que eu quero destacar? Que nós já temos hoje na área 266 encaminhamentos para serviços de saúde; nove internações hospitalares, porque tinham pessoas doentes ali, não só dependência química, mas doença: tuberculose e outros problemas; 80 internações, todas voluntarias, nenhuma obrigatória, compulsória, 80 internações. Aumentou muito a procurar por abrigo, aumentou muito a procura por atendimento social, volta para as famílias e, também, a presença de trafico. Nós tivemos, só de condenados recapturados, fugitivos da polícia, 43 que estavam homiziados ali: estupradores, homicidas, ladrões. Então... Fora os outros traficantes que a polícia prendeu. Então, é um trabalho longo, não vai ser rápido, não, é demorado, mas nós acreditamos que já está melhorando. As pessoas procuram, quem é dependente químico ser internado. Nós vamos aumentar bastante as vagas para tratamento em dependente químico. Atendimento social, ‘abrigamento’ social e a Prefeitura tem sido uma grande parceira. E crime é para ser combatido.


REPÓRTER: Então, o governo não interferiu nessa...?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Mas apoia. Ah, uma notícia aqui pra região: nós deveremos, em março, estar inaugurando o Poupatempo da Lapa. Então, a Lapa, ela recebe de volta aqui o Hospital Sorocabana, e terá o Poupatempo também pra atender aqui a região da Lapa ali, e oeste de São Paulo e grande São Paulo, o Poupatempo, em março.


REPÓRTER: Qual o endereço?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu passo para você o endereço. Tá bom?


REPÓRTER: Como é que o senhor vê essas críticas do ministro Fernando Haddad e do PT em relação à operação de se desarticulada? O senhor acha que está entrando...?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós queremos que... Eu acho que essa é uma tarefa de todos, todos têm responsabilidade, o governo municipal, estadual, federal... Quero destacar também a participação da sociedade civil. As igrejas têm ajudado, em muito, nesse trabalho. E também o espírito de colaboração do Ministério Público e do poder judiciário.


REPÓRTER: Obrigado.