Coletiva-Assinatura de termo de compromisso sobre responsabilidade pós-consumo-20122802

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Assinatura de termo de compromisso sobre responsabilidade pós-consumo

Local: Capital - Data: 28/02/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, destacar a importância, hoje, da assinatura dos convênios e protocolos para a logística reversa, ou seja, uma conscientização, de um lado, dos fabricantes, importadores, comerciantes; do outro lado, dos compradores e usuários, para o pós-consumo, ou seja, o destino daquilo que é consumido. Então, por exemplo, as pilhas, as baterias, que não podem ir para o lixo comum, para o destino final do resíduo sólido, as embalagens de agrotóxico, embalagens de óleos, de graxas, produtos de beleza, enfim, toda essa área. Então, a Secretaria do Meio Ambiente assinou o protocolo com as entidades, as mais representativas, aqui, de São Paulo, para se ter um trabalho de logística reversa, ou seja, conscientização dos consumidores, para eles separarem esses produtos, locais para que esses produtos sejam entregues, a logística de retirada desses produtos e o seu destino final até a sua reciclagem. Nós vimos agora, no caso de tubos e embalagens de óleo para veículos, motocicletas, enfim, óleo combustível, toda a logística, e é tudo reaproveitado. Quer dizer, acaba virando pequenos ‘pellets’, e esses ‘pellets’ vão criar novos produtos. Então, uma reciclagem é importante, e também o trabalho. Nós vamos estimular muito as cooperativas dos catadores, que é um programa também importante de geração de renda para a população.


REPÓRTER: Agora, governador, existe alguma estimativa de quanto tem de toneladas desses produtos que terão agora destinação correta, de acordo com esses setores que a...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O Secretário Bruno Covas pode detalhar um pouco melhor as questões técnicas e informações em relação a este trabalho.


REPÓRTER: A retirada disso é um grande problema. A gente já ouve isso há anos, separa, mas ninguém retira, ninguém leva, enfim.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É, nós estamos avançando. Se for verificar, eu fui prefeito na década de 70, era chamado lixão. Hoje você já tem aterros sanitários, você tem aterros que são aprovados pela CETESB com fiscalização. Estamos avançando. Agora nós precisamos avançar nos produtos que não podem ser colocados ou misturados com os demais no aterro sanitário: as pilhas, as baterias, produtos de agrotóxicos, e tudo isso precisa fazer uma logística e precisa trazer de volta e dá prejuízo. Se você for verificar este caso, por exemplo, das embalagens de óleo, mesmo você reciclando a embalagem, transformando em pet para fazer outro produto, ela é altamente deficitária. Então isto é rateado pelas empresas, é uma responsabilidade de quem produz o pós-consumo e nós vamos estudar, inclusive, a hipótese de alguns estímulos de natureza fiscal, para você poder estimular este trabalho da logística reversa.

REPÓRTER: Governador, o Secretário Bruno Covas falou pela primeira vez que deixou as prévias do PSDB, ele apoiou muito o Serra, fez vários elogios. Como é que o senhor viu a saída dele desse processo, o senhor disse a ele que abriu mão para acomodar o Serra?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o Bruno é uma vocação de servir, né, de fazer da política serviço coletivo, bem comum, espírito público, uma liderança jovem, o deputado mais votado do estado de São Paulo, cresceu ainda mais nesse processo das prévias, as prévias fortaleceram o PSDB, animaram a militância, os quatro pré-candidatos tiveram papel muito importante e foi generoso, né, entendeu que nós temos um momento político onde é necessário somar aí os esforços para podermos vencer as eleições. Então eu acho que agiu de forma generosa, cresceu ainda mais no partido e na sociedade pelo trabalho que fez durante as prévias, pelo interesse por São Paulo, pelos estudos, pela expertise, pela competência e pelo desprendimento.


REPÓRTER: Agora os outros dois que se recusam a abrir mão da candidatura, eles vão colocar algum racha no partido...?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não.


REPÓRTER: Como é que o senhor vê essa condição do ex-governador Serra esperar até o último minuto do segundo tempo para colocar a candidatura dele?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o que é importante aí nesse processo? O importante é o PSDB escolher um bom candidato e fazê-lo da forma mais democrática possível, tendo mais de um candidato, que é a prévia. Então, ao invés de você numa convenção, 800, 900 pessoas escolherem um candidato, você abriu para todos os filiados da capital, eles poderão ter quase 10 mil votantes no processo da prévia. Eu acho que o fato de o Serra, inclusive já tendo sido prefeito, governador, candidato à presidente mandar uma carta dizendo, olha, estou me escrevendo, quero participar da prévia, isso valoriza a prévia, mostra respeito pela militância, é um ato importante.


REPÓRTER: Não desvaloriza a candidatura ele ter deixado para o último momento?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, a eleição é só em outubro, então tem tempo.


REPÓRTER: Sim, mas dentro do próprio partido as pessoas estão satisfeitas?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O que não podia, não deveria? Não deveria passar da prévia. Então fez antes. Eu acho que fez dentro.


REPÓRTER: [ininteligível].


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Aí veja bem: o que é importante? O importante é o principal. O principal é a escolha democrática, é a prévia, que dá legitimidade maior ainda ao candidato. O acessório é a data. Pode ser dia 04, pode ser dia 11, dia 18, aí quem estabelece é a executiva.


REPÓRTER: O senhor acha que é importante que ele tenha tempo pra se preparar para se apresentar à militância como candidato?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu acho que é importante sim. É importante. E o que o diretório estadual estabeleceu? Que o prazo é até 31 de março. Então até o final de março cabe a executiva... Essa é uma questão operacional dizer: “Olha, faz dia 04, dia 11, dia 18”.


REPÓRTER: Agora, governador, o Twitter é um bom termômetro. E se nós consultarmos o Twitter, nós vamos ver que várias pessoas que são do PSDB estão descontentes com tudo isso e dizem que o Serra entrou no último minuto, que ele vai fazer metade do mandato, etc, etc, etc. Quer dizer, parece que ele não está conseguindo agregar dentro do partido. Como é que vai ser esse trabalho para agregar esses descontentes?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Não são descontentes. São militantes que apoiam outras candidaturas. Isso é legítimo. Pra isso que você faz à prévia. Pra você tendo um, dois, três, quatro, cinco pré-candidatos você escolher um. Isso é normal.


REPÓRTER: Agora, não seria mais leal manter então todos os quatro pré-candidatos que vinham aí em campanha há seis meses e adicionar o nome do candidato Serra?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Mas eu vejo que... Por isso que eu destaquei o Bruno Covas, como também o Andrea, um ato de desprendimento, “Olha, eu estou entendendo o momento político onde se pode sair de maneira mais fortalecida, com arco de alianças maior, pra poder vencer as eleições, pra trabalhar, pra servir a São Paulo”. Tá bom?


REPÓRTER: Os outros dois não, né?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Mas é um direito deles. É um direito deles. Não tem nenhum problema.


REPÓRTER: ... Está acertada já a entrada do PTB na Secretaria de Emprego?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: PDT.


REPÓRTER: PDT. Desculpe.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Está. O PDT vai participar conosco na Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho. Isso deve ocorrer ao longo do mês de março.


REPÓRTER: Governador, e PSB ontem a assessoria do Eduardo Campos afirmou que ele deve apoiar o candidato do PT. O PSB tem uma vaga aqui na Secretaria de Turismo com o Márcio França, continua tudo como está, esse apoio pode enfraquecer?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, essas questões partidárias vão ser conduzidas pelos partidos. Então no Estado de São Paulo o Pedro Tobias, em São Paulo o Júlio Semeghini, nós temos sim uma expectativa de estarmos juntos, o PSB não tendo candidato em São Paulo, porque em outras cidades nós apoiamos o PSB. Então nós temos uma expectativa. Mas essa é uma conversa partidária que vai ser feita. Tá bom?


REPÓRTER: [ininteligível] para mim a questão da lei dos resíduos sólidos.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ah sim, é muito importante, primeiro uma política efetiva de resíduos sólidos como São Paulo tem pra poder se dar o destino adequado ao lixo. Segundo uma política de reciclagem que gera renda, fortalecer cooperativa, apoiar os catadores, ter uma política de reciclagem, até com estímulo fiscal nós estamos estudando. E a outra, a logística reversa, e especialmente para casos de baterias, pilhas, produtos que colocados em contato com o meio ambiente podem trazer consequências para saúde da população e para o meio ambiente. Então São Paulo sai na frente... Saiu na frente, com a política estadual de resíduos sólidos e agora com a logística reversa. E o fez da melhor maneira possível, que é pelo diálogo com as entidades mostrando a responsabilidade de quem produz, de quem importa e de quem comercializa. E de outro lado uma importante conscientização de quem compra e de quem usa, do usuário.


REPÓRTER: Com relação ao o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, voltando ao tema de eleição, ele até comentou a questão do José Serra se candidatar, mas depois, que não descarta a possibilidade também de ele se candidatar também à presidência. Eu queria que o senhor comentasse...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu acho que foi mal interpretado. O presidente quer dizer, é óbvio, que o Serra é um nome nacional, mas isso é evidente. Agora São Paulo é uma cidade-estado. A cidade de São Paulo, que é a terceira metrópole do mundo, ela é maior que Portugal. É uma cidade-estado. E eu não tenho dúvida de que o Serra, vencendo a prévia e sendo eleito, será um bom prefeito de São Paulo.


REPÓRTER: Durante quatro anos?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Claro. Tem experiência, tem competência, é correto, honesto, conhece São Paulo duplamente, não é, por ter sido prefeito e por ter sido governador, porque há uma interface muito grande entre o estado e o município.


REPÓRTER: Governador, só uma última perguntinha.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO: A última então.


REPÓRTER: O senhor sempre diz que as questões partidárias são conduzidas pelo partido, mas o próprio presidente Fernando Henrique hoje delegou ao senhor a responsabilidade por todo esse arranjo que aconteceu aí nas eleições. O senhor acredita que foi uma empreitada vitoriosa? Porque, primeiro, o senhor bancou as prévias, depois conseguiu levar o candidato que o senhor acreditava que era o melhor nome à primeira opção, o José Serra, para poder refazer o ato de aliança do partido. Foi uma empreitada valiosa? Como é que o senhor avalia?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Essa é uma tarefa coletiva, é uma construção coletiva. Eu sempre digo: olha, cargo legislativo, você tem 94 cadeiras na Assembleia, 70 na Câmara Federal, às vezes é muito de disposição, de você ser um representante da população e disputar o voto. O Executivo, que é um só, é fruto da vontade coletiva. Isso é uma construção que a gente procura ajudar para buscar o melhor para o partido como um instrumento para poder trabalhar pela população. Ninguém quer vencer eleição para derrotar partido a, b ou c. Se quer vencer a eleição para ter os instrumentos, as ferramentas para poder trabalhar pela população.


REPÓRTER: Com a entrada do Serra, a campanha pela prefeitura vai ser nacionalizada de vez?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, ela sempre tem uma disputa ideológica, uma visão da política, da democracia, de valores. Sempre tem uma diferença, que é de partidos grandes e nacionais. Agora ela é eminentemente local. Embora seja uma cidade-estado, é local.


REPÓRTER: Todos os discursos que eu vi nesse período semana todos diziam para combater o PT, para ganhar do PT, para vencer o PT.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É que para você vencer, chegar ao governo para poder implementar as suas políticas públicas, aquilo que você acredita, os seus princípios, você tem que vencer o adversário, mas esse não é o objetivo em si, tá bom? O Bruno complementa.