Coletiva-Entrega da Nova Pediatria e Enfermaria Infantil do Hospital Vila Nova Cachoerinha-20122202

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Entrega da Nova Pediatria e Enfermaria Infantil do Hospital Vila Nova Cachoerinha

Local: Capital - Data: 22/02/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, uma alegria hoje nós estarmos entregando mais uma conquista aqui para a região norte de São Paulo e da grande São Paulo. Nós entregamos o ano passado um novo hospital em Franco da Rocha, um hospital novinho, entregamos um novo hospital no final do ano aqui em Imirim, o Hospital de Retaguarda São José, entregamos agora, há 30 dias, as novas unidades do Complexo Hospitalar do Mandaqui, com 150 leitos a mais. E agora o hospital da Vila Nova Cachoeirinha. Ele está sendo inteirinho reformado. A UTI, já foi toda ela reformada, a pediatria. A próxima etapa provavelmente centro cirúrgico. Troca de todo o seu mobiliário, equipamentos, três raio-x fixos, quatro raio-x móveis, 150 mobiliários, camas novas, mobílias novas, prédios, apartamentos novos, enfim, humanização e qualidade. Local para os pais poderem tomar banho, poderem descansar, brinquedoteca, local para as crianças. Tudo pelo SUS, 100%. Aliás, eu queria destacar que nós temos uma boa rede hospitalar, então, reformando todos esses hospitais, um a um, como nós estamos fazendo, modernizando equipamentos de última geração, tomógrafos, radiologia, imagem, monitores, respiradores de UTI, tudo moderno, e valorizando os recursos humanos, nós demos reajuste o ano passado, e vamos agora em março, o Professor Giovanni Cerri vai terminar o plano de carreira dos médicos. Nós vamos ter uma situação praticamente idêntica das OS’s. Quer dizer, a nossa rede pública por administração direta, ela pode ser tão boa, até melhor, que as nossas Organizações Sociais. Então esse trabalho aqui da Vila Nova Cachoeirinha, nós estamos fazendo em todos os demais hospitais.


REPÓRTER: E os recursos humanos aqui, o contingente de recursos humanos também está contento?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Recursos humanos, tudo administração direta. Qual a dificuldade que nós temos, que todos têm? É médico. Essa é a dificuldade. Então agora nós já demos um reajuste de 20% ano passado e agora em março nós vamos apresentar um novo plano de carreira dos médicos. Aí eu acho que nós não teremos mais dificuldade, nós vamos ter uma rede de contrato de gestão por organizações sociais, que aí é contrato de gestão, quem contrata é a OS e remunera, e a nossa rede recuperada. Por exemplo, o Hospital do Mandaqui era de 1938. Um hospital que era do tempo da tuberculose. Então os hospitais reformados, apartamentos novos, mobiliário novo, equipamento e prédio totalmente recuperado, e recursos humanos. Já fizemos a carreira para um grande número de profissionais de saúde, e a carreira do médico agora em março, ela será apresentada.


REPÓRTER: Governador, o senhor fala sempre da defasagem do teto do SUS, se essa defasagem fosse corrigida, o quê que seria possível fazer?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós teríamos duas coisas importantes. Primeiro nós estamos extra teto, nós estouramos o teto porque aumentou muito o serviço de saúde no estado de São Paulo. Então quando a gente soma tudo, estoura o teto, R$ 80 milhões quase, por mês. Se a gente tivesse o teto correto, nós teríamos R$ 1 bilhão a mais por ano para poder investir, para poder atender mais a população. E nós atendemos gente, pacientes do país inteiro. Se você pegar os casos de maior complexidade, transplantes, metade dos transplantes do Brasil são feitos no estado de São Paulo. Então a gente atende pacientes de todo país e não tem teto. E a outra é a correção da tabela, a tabela está defasada, porque todo ano tem dissídio, aumento de salário, água, luz, remédio, alimento, segurança, e a tabela não é corrigida. Então nós temos uma outra dificuldade. Isso todo mundo tem. Há um problema de financiamento da saúde no Brasil que não está resolvida e que precisa ser equacionada.


REPÓRTER: Governador, ontem, o prefeito Gilberto Kassab disse que espera retomar as conversas com o PSDB na próxima semana a respeito de apoio partidário. Por enquanto, essas conversas estão estancadas?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, elas sempre estão abertas, não é? Eu sempre coloquei, desde o começo, que nós queremos estar juntos, construir uma aliança, um forte arco de alianças para eleger um prefeito com um bom programa, em torno de um programa, para servir, para trabalhar pela população. Então, essas conversas continuam. Não tem nenhum fato novo. A hora que tiver algum fato novo, a gente transmite.


REPÓRTER: O José Serra só deve decidir alguma coisa depois de passar o inferno astral dele mesmo, é o que dizem?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não, imagine! O Serra se quiser ser candidato, será um grande candidato, como foi um bom prefeito, um bom governador, um bom ministro da Saúde... Mas, se ele resolver ser candidato, certamente, vai transmitir ao partido, vai transmitir aos pré-candidatos e nós vamos conversar. Mas não há nenhum fato novo, por isso, as coisas continuam. Está marcada a prévia, é dia quatro de março.


REPÓRTER: Governador, o senhor não acha que essa indefinição acaba por fragilizar aos quatro pré-candidatos que estão inscritos ali, que tem que ficar gritando que ainda são candidatos, que não abriram mão, que o processo vai existir.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Não tem nenhum fato novo. Se tiver um fato novo o partido vai conversar, como é natural. Você ter bons quadros é um bom problema.


REPÓRTER: Mas os pré-candidatos ainda estão em campanha, não é?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Claro. E devem continuar. E devem continuar óbvio. E está mantida a prévia para o dia quatro de março.


REPÓRTER: O que falta para o ex-governador José Serra se decidir, sobre suas conversas?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Você vê que o tema aqui, hospital está...


REPÓRTER: Pelas suas conversas com o ex-governador, o que falta para ele tomar uma decisão?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ser candidato é uma decisão primeira de vontade, depois coletiva. Então vamos aguardar. Tendo algum fato novo o partido vai se reunir, vai conversar. Está bom?


REPÓRTER: Governador, só mais uma pergunta, por gentileza. Fugindo desse assunto. Eu queria só que o senhor, por gentileza, comentasse um pouco sobre o ocorrido ontem na apuração das escolas de samba.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, lamentável, não é? Quer dizer, toda violência, todo ato de violência é incompatível com festa. O Carnaval é uma festa popular, de descontração, de alegria. O Carnaval de São Paulo está de parabéns. Foi belíssima a apresentação. Muito bonita. As escolas de samba se superaram. Agora, essas questões de pontuação, de resultado não podem se converter em ato de vandalismo.


REPÓRTER: A ação da polícia na Marginal foi rápida, não foi, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ah sim. A polícia é bem treinada, bem capacitada. Mas a gente deve evitar esses casos. Está bom?