Coletiva-Entrega de 360 Unidades Habitacionais da CDHU-20120501

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Transcrição da coletiva da Entrega de 360 Unidades Habitacionais da CDHU em Itaquaquecetuba

Local: Itaquaquecetuba - Data: 05/01/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O pessoal está todo de visual novo, não é? Prefeito de barba, o outro de óculos Ray Ban.


REPÓRTER: Governador, o que aconteceu com o Hospital Santa Marcelina? Houve um corte de repasse de verba, porque o hospital deixou de atender o ambulatório?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, primeiro em relação aqui as moradias. Nós estamos entregando aqui 360 apartamentos, 250 apartamentos para funcionários públicos, servidores estaduais e municipais de renda menor, é um programa que o Governo tem de atendimento aos servidores. Além desses 250 apartamentos, nós vamos liberar 40 mil cartas de crédito aí limitado a R$3.200,00. Aí o Governo não constrói, ele entrega a carta de crédito que tem para as famílias comprarem as moradias ou construírem a sua moradia e pagam uma prestação, e as família de menor renda tem um importante subsídio por parte do Governo do Estado. Então, já entregamos ao todo esse ano com essas 360, 658 apartamentos aqui em Itaquaquecetuba e temos programados mais 1.640, e manhã vamos entregar em Cubatão mais de 900, quase 900 apartamentos, 884 amanhã em Cubatão. O Governo de São Paulo é o único Governo do Brasil estadual que investe 1% do ICMS para moradia de famílias de menor renda. Então, quem ganha um salário mínimo pode ter acesso à casa própria, porque como não passa de 15% do salário, o salário mínimo de R$622,00, 15% vai dar noventa e poucos reais de prestação, um aluguel aqui em Itaqua é R$400,00, R$500,00, não é, R$400,00 o aluguel de um apartamento. Em relação à saúde, nós temos uma boa notícia, agora em fevereiro nós vamos entregar um novo ambulatório de especialidades em Mogi das Cruzes, o AME de Mogi, que vai beneficiar a cidade de Mogi e a região. Temos também Ferraz de Vasconcelos, já abrimos concurso, vamos contratar 60 médicos só para o hospital de Ferraz de Vasconcelos, onde nós temos falta de médico, isso que o prefeito Armando falou é uma realidade, não é? Hoje faltam médicos no Brasil. Aumentamos 20% do salário, e vamos concluir nas próximas semanas o nosso plano de cargos e carreira para os médicos no estado, os médicos vão ter um grande ganho salarial. Aqui em Itaquaquecetuba não houve nenhuma redução do contrato das OSs com Santa Marcelina, ele até aumentou de valor o contrato para 2012. Nenhum serviço será diminuído, apenas atendimento primário, o que é atendimento primeiro? É aquela consulta de PSF, essa precisa ser feita pelas Prefeituras, não deve ser feita em hospital, o hospital é para atendimento terciário, então só o atendimento primário. Mas cirurgias, cirurgias eletivas, especialidades, tudo continua. Então eu já falei com o professor Giovanni Cerri e ele vai chamar o pessoal da US, do Santa Marcelina, e já vai tomar todas as providências aí. E nós vamos investir aqui no hospital, reforma do hospital e mais equipamentos; raio-x, ultrassom, mamografia. Tem um conjunto aqui, uma listagem de equipamentos novos que estão vindo para cá.


REPÓRTER: O senhor sabe o valor desse investimento, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu posso passar depois detalhadamente para vocês.


REPÓRTER: O que vai mudar com relação ao atendimento do Santa Marcelina?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nada. Nada. Tem nenhuma razão.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O valor é até maior esse ano para o ano passado. Não tem razão para mudar absolutamente nada. Apenas, atendimento primário e a consulta; consulta generalista, atendimento primário, essa deve ser feita pelos municípios, quer dizer, não tem sentido você fazer atendimento primário em hospital.


REPÓRTER: [ininteigivel].


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Mas gravidez de alto-risco tem que ser atendido. Isso não é atendimento primário, óbvio.


REPÓRTER: E lá foi cortado. Não vai cortar então?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não vai ser cortado não, nós vamos verificar.


REPÓRTER: Voltando às moradias, sobre o que a Folha de São Paulo noticiou hoje, que um mês depois de uma cerimônia como essa ainda não tem gente morando no Conjunto de São Bernardo do Campo. De quem é a falha quando isso acontece?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Esse foi um caso específico, onde a Eletropaulo exigiu uma mudança de... O Silvio pode detalhar melhor, de problema de energia, que é sanado em questão de dias, e as famílias vão poder mudar, realizar o sonho da casa própria.


REPÓRTER: Governador, em dezembro, Bertaiolli se reuniu com Mário Bandeira e pediu a ele ajuda para sanar os problemas das passagens de nível em Mogi das Cruzes. São seis, não é? Por causa das cancelas da CPTN. O Governo do estado pode ajudar a cidade nesse sentido?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós vamos verificar. Nós estamos priorizando a CPTM. Então, serão, ao todo, praticamente 98 trens novos. Cada trem são oito carros. Nós teremos aí quase 700 carros, e não é reformado, é novo; zero quilômetro, ar condicionado, câmaras anteriores, posteriores. Então, um serviço importantíssimo. Reforma de todas as estações. Acessibilidade nas estações. Estações modernas, amplas, trens modernos. Diminuir o horário na hora do pico, de cinco minutos para quatro minutos, depois chegar a três minutos. Passarela, o ideal é não ter realmente, não ter cancela, você ir eliminando. Então, pode-se se fazer um projeto gradual para substituí-los.


REPÓRTER: Mas o orçamento vai ter... O senhor vai divulgar algumas coisas do orçamento. Vai atingir a nossa região?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nada, investimento zero. [ininteligível] uma notícia importante até para transmitir: O Governo do Estado pela primeira vez não fará nenhum corte de investimento, nenhum contingenciamento. Nós vamos é pisar no acelerador dos investimentos. O contingenciamento é de custeio. Então, o custeio, sim, nós vamos contingenciar uma parte do custeio, excluído segurança, saúde e educação. Excluído. No sentido de procurar a ter mais eficiência no gasto público. Investimento zero, contingenciamento pela primeira vez.


REPÓRTER: Com relação à reforma da Estação de Suzano, alguns engenheiros da região dizem que essa obra, ao ver desses profissionais, deve atrasar cerca de seis meses. O senhor confirma essa informação ou está tudo em ritmo avançado?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não há... Eu vou verificar para você. Deixa eu pedir para o Dr. Adelmo. Anota para mim, estação da CPTM de Suzano.


REPÓRTER: E o hospital de Suzano?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Recurso está totalmente disponível. Então não há nenhuma razão para ter atraso, mas eu vou checar. Estação da CPTM de Suzano.


REPÓRTER: Quanto ao relatório que está às voltas Mogi das Cruzes contra o lixão, está na CETESB para ser analisado. Gostaria de saber se tem alguma posição. E uma outra questão é sobre o aporte técnico que o Governo do Estado vai passar na elaboração dos relatórios visando à política de resíduos sólidos. Como que está essa questão?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, em relação ao aterro sanitário, ao lixão, se a cidade de Mogi das Cruzes ela é contrária, então, nós também somos contrários. Porque a cidade tem uma legislação própria de uso do solo, se ela diz “Olha, aqui não pode” não pode. Agora, os órgãos ambientais ele tem que seguir uma regra. Se ele não seguir um ritual jurídico, você acaba perdendo na Justiça e acaba refazendo de novo. Então, tem um ritual a ser feito. Agora, eu acho difícil que isso seja concretizado.


REPÓRTER: ... O aporte, sobretudo, técnico, a elaboração dos relatórios dos municípios quando se trata do lixo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, acabou de ser publicado um documento mostrando a situação dos resíduos sólidos no Brasil, e mostrou uma situação excepcional do Estado de São Paulo. Quer dizer, o estado de São Paulo é o que tem... Como é que é?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: A Sabesp teve uma reunião, ontem, lá. Eles estão... Têm interesse. Se houver demanda, eles vão operar junto com quatro municípios nossos que tem aqui.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É, São Paulo está, excepcionalmente, na frente na questão dos destinos finais dos resíduos sólidos. Então, é o estado mais bem estruturado. Quer dizer, eu me lembro, década de 70, o que era? Era a expressão que você usou: lixão. Vai jogando, vai ficando aquelas montanhas de lixo. Hoje, não. Hoje, você tem controle, CETESB, prefeituras responsáveis, aterros sanitários aprovados, usinas incineradoras. E nós autorizamos a Sabesp, que é a maior companhia de saneamento básico do país, uma das maiores do mundo, em água e esgoto, a atuar também na questão dos resíduos sólidos. Ela pode, também, atuar, e ela está em entendimento...


REPÓRTER: [ininteligível] dos quatro municípios aqui da região, governador. Tem alguma novidade sobre isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Exatamente. Biritiba, Mogii, Salesópolis e Guararema. A Sabesp já está autorizada a se reunir com os quatro municípios, buscar estruturar um consórcio, buscar estruturar uma alternativa. E ela, estatutariamente, juridicamente, já pode atuar na questão dos resíduos sólidos.


REPÓRTER: Isso, na prática, quer dizer que o consórcio está autorizado?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Quem constitui o consórcio são os...


REPÓRTER: Mas pode ser...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Pode concorrer. A SABESP está autorizada a participar do consórcio. Aí a SABESP é uma empresa que tem acionista. Ela é uma empresa que tem ação na Bolsa. Ela tem toda uma análise econômica do projeto. Mas ela está autorizada a aprofundar os estudos. De repente, se constitui aí o primeiro consórcio, talvez do país, participando Estado e Prefeitura no destino final dos resíduos sólidos. Porque esse é um desafio mundial. E tem muita alternativa. Lixo é emprego, não é? Lixo é renda, é reciclagem; lixo é energia, é usina; lixo é dinheiro. Então, como é que monetiza isso e transforma um problema em uma boa solução?


REPÓRTER: Governador, apesar de vocês terem dito que as casas estão sendo entregues prontas. Uma volta rápida aqui por baixo, mostrou que ainda faltam detalhes essenciais, como: torneira, cano de pia, não há extintor em todos os prédios, os fios dos para-raios estão desligados. A que se deve esse tipo de problema?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O Silvio Torres vai detalhar aí para vocês.


REPÓRTER: Com relação ao hospital estadual para Suzano, já tem um avanço? Como está essa situação?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós vamos fazer. Já temos um hospital de retaguarda, estamos fechando o projeto de um hospital aberto. Quer dizer, um hospital que seja de retaguarda e também atenda a população da cidade.


REPÓRTER: Já foi aberta a licitação já, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A hora que estiver fechado o escopo do projeto, a gente anuncia.


REPÓRTER: O senhor confirmou a visita a Arujá, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A próxima vinda aqui à região vai ser Arujá.


REPÓRTER: [ininteligível] Índio Tibiriçá?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Índio Tibiriçá é próximos dias também, licitação feita, obra resolvida. Então já está tudo Ok. É o que se chama na minha cidade: “macuco no borná”, está garantido. Então a Índio Tibiriçá o alteamento da rodovia está ok, é questão de dias já começa.


REPÓRTER: Arujá [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Arujá é... A próxima vinda à região vai ser Arujá.


REPÓRTER: A duplicação da Índio Tibiriçá vai ser possível ou não?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, a Índio Tibiriçá, o que acontece? Está em obra o Rodoanel Leste. Então nós vamos avaliar se com o Rodoanel Leste o VDM justifica você duplicar, porque grande parte do tráfego vai passar para o Rodoanel.