Coletiva-Inauguração de Subestação de energia Piratininga II-20122301

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva de Inauguração de Subestação de Energia Piratininga II

Local: Piratininga - Data: 23/01/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, hoje é inaugurada uma subestação de energia elétrica muito importante, 1.200 megawatts para a região Sul de São Paulo, da capital e região metropolitana. Isso equivale a atender praticamente mais de dois milhões de pessoas, segurança para o sistema. Você integra o sistema e tem mais segurança. Totalmente digitalizado, R$ 130 milhões de investimento. Só a região metropolitana de São Paulo, a sua carga de energia equivale a um país como o Chile, e o estado de São Paulo equivale a 1,2 vezes a Argentina. Então, nós estamos falando aqui de grandes investimentos para garantir energia e segurança no sistema. E no caso aqui, a nova subestação feita em dez meses, a nova Subestação de Piratininga 2, aqui na região Sul de São Paulo, que vai trazer mais efetividade e segurança para a região Sul da cidade e da metrópole.


REPÓRTER: Compensa, governador, eventuais problemas na Bandeirantes, o ano passado...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ah sim, porque você traz um alívio para as demais estações, você tem mais segurança aqui e você também alivia as demais estações de subenergia. A região metropolitana, essa será a décima sétima subestação de energia.


REPÓRTER: E para as pessoas entenderem, no dia-a-dia das pessoas, no sábado, por exemplo, houve aquele problema. Alguns bairros foram afetados, inclusive fora da Zona Sul, em outras regiões. Isso resolve ou minimiza esse tipo de fato?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O José Aníbal vai poder explicar melhor tecnicamente o que ocorreu, mas o fato é que nós estamos garantindo abastecimento de energia para mais de dois milhões de pessoas e a capacidade de transformação da energia que vem das geradoras e segurança no sistema. Quer dizer, você passa a ter um sistema com mais segurança, um investimento novo, mais uma subestação, então uma região sul aqui passa a ter três subestações: Piratininga I, Bandeirante e agora, Piratininga 2.


REPÓRTER: Governador, além dessa questão da inauguração da subestação a gente queria repercutir com o senhor a reintegração da Favela do Pinheirinho. Como o senhor avalia essa ação da Polícia? Houve algum tipo de exagero?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A Polícia cumpre determinação judicial. Importante esclarecer para as pessoas, que às vezes, acha que o Governo escolhe o que ele faz. Não. Quem decide é a Justiça. A Justiça decide e o oficial de justiça vai executar a decisão judicial. Quando ela não é cumprida a Justiça requisita a Polícia, a Polícia Judiciária. O Governo não tem esse condão de “atendo ou não atendo” porque, senão, não precisaria ter justiça, se é o Governo quem vai dar a última palavra. Então não. A decisão é uma decisão judicial que a Polícia é requisitada para fazer a execução e a decisão judicial foi cumprida. O que é que nós vamos fazer junto com a Prefeitura Municipal e, tenho certeza de que o Governo Federal também vai ajudar que é tratar da questão social. Então a Prefeitura já está cadastrando todas as famílias, elas estão tendo todo abrigamento, elas estão sendo todas cadastradas e as famílias serão amparadas.


REPÓRTER: Mas possíveis abusos da Polícia? Isso vai ser avaliado, analisado?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Sempre é avaliado. A operação foi acompanhada por um Juiz de Direito, presente todo o tempo, Dr. Rodrigo Capez, representando o Tribunal de Justiça de São Paulo, ele participou de toda reintegração, toda ela foi filmada, documentada. Então não é uma tarefa simples, mas a Polícia tem que cumprir ordem judicial.


REPÓRTER: Governador, o Governo Federal diz que foi surpreendido pela ação, porque o Ministério da Cidade estaria trabalhando em um plano de reurbanização, enfim, para aquelas famílias. Hoje, o senhor chegou a conversar com a presidente Dilma Rousseff, ou com o secretário Gilberto Carvalho? Houve alguma troca de informações sobre o que aconteceu ontem? E qual o objeto do Governo do Estado aí para a região agora?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, eu fui procurado ontem pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso; já era a hora do almoço, mais ou menos. Ele é um jurista, ele sabe das decisões judiciais e da necessidade do cumprimento, e vamos trabalhar juntos no sentido de atender as famílias que não têm moradia, que precisam de moradia, elas serão todas elas amparadas.


REPÓRTER: Governador, depois da operação na Cracolândia, há uma segunda ação do Governo do Estado que é criticada por supostos abusos de força. O que é que o senhor tem a dizer sobre isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, infelizmente, reintegração de posse é feito permanentemente. Quer dizer, a Justiça decide, a decisão judicial não é respeitada, a Justiça convoca a polícia. Isso ocorre no Brasil inteiro permanentemente.


REPÓRTER: Existe um prazo para essas famílias irem para outro lugar?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O mais rápido possível. A Prefeitura de São José dos Campos está com 180 assistentes sociais lá trabalhando, toda ela empenhada, terminando o cadastramento para aí sim, definido todo o cadastramento, vai ser anunciado o trabalho. Está bom?


REPÓRTER: Governador, ainda não ficou claro para mim qual foi o teor do telefonema do Senhor Ministro Cardozo.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O ministro da Justiça ligou, ele já tinha falado com o Poder Judiciário. E só foi repetido a ele: Olha, é uma decisão judicial, decisão judicial precisa ser cumprida. Há um juiz de direito acompanhando a reintegração de posse, presente lá. Era até interessante falar com ele. Entendeu perfeitamente.


REPÓRTER: Então, ele manifestou apoio ao senhor?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Eu não posso dizer que ele manifestou apoio ou desapoio. Ele foi informado e entendeu perfeitamente, porque decisão judicial se cumpre. Está bom?


REPÓRTER: Só uma pergunta aqui. É sobre energia. Essa oferta de energia também pode gerar uma baixa na conta para o consumidor? Essa oferta de energia na cidade.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, é uma pergunta bem técnica. Eu vou pedir pro Zé Aníbal poder responder.


REPÓRTER: Governador, antes, deixa só eu fazer mais uma perguntinha pro senhor. Em relação ao Jardim Pantanal, a questão dos alagamentos, ontem o prefeito Gilberto Kassab, ele disse o seguinte: que a Prefeitura está fazendo algumas medidas em relação a curto e médio prazo, só que o problema definitivo só vai acabar com a construção do Parque Várzeas do Tietê. A primeira parte vai ficar pronta em 2016. Até lá, o que dá para ser feito? O Governo do Estado vai dar um apoio para essa área do Jardim Pantanal?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o Parque Várzeas do Tietê, nós temos um financiamento do BID, que é do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o projeto executivo já está sendo todo ele elaborado. A primeira etapa ele vai da Barragem da Penha até o Córrego Três Pontes, que é divisa de São Paulo com Itaquaquecetuba. São mais de duas mil famílias que vão precisar ser removidas dessa área, saindo de área de risco para locais com segurança. Isso está sendo estabelecido entre a CDHU e a Prefeitura de São Paulo. E o projeto é dar moradia para essas famílias e recuperar a várzea do Tietê. Inclusive retirando os aterros que foram feitos. O projeto Parque Várzeas do Tietê vai da Barragem da Penha até Salesópolis, que é onde nasce o Rio Tietê. A primeira etapa é até Itaquaquecetuba, é a mais difícil, porque tem mais famílias em área de risco. Mas está sendo trabalhado: Prefeitura e Estado. Eu acho que será um dos grandes parques da São Paulo, e um piscinão natural, que à medida que a várzea é recuperada, a várzea pertence ao rio. E deveremos começar em 15 dias o Jardim Metropolitano. Vai ter um jardim de quem sai de São Paulo indo para Aeroporto de Cumbica, e também quem entra em São Paulo, enorme. É bom até para permeabilidade do solo. Nós temos um jardinzinho ali de dois/três metros, pequenininho aqui no trecho da cidade, mas nós teremos um grande jardim com vedélias, arbustos, árvores da Mata Atlântica. Será um projeto do Ruy Ohtake. Esse já foi licitado e começa a ser implantado em duas semanas.


REPÓRTER: E aí como é que esse projeto vai beneficiar essas famílias do Jardim Pantanal para que elas não precisem esperar até o início, da...?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, as famílias... Têm duas coisas o Jardim Pantanal, uma, uma área que continuará, essa foi feito um dique urbano, foi feito um ‘polder’ urbano para proteger essas áreas, isso já está pronto e está concluído. Então, as famílias que não serão removidas é o dique urbano e o ‘polder’, as outras é um projeto habitacional de moradia segura para as famílias que estão na área de risco. Está bom?


REPÓRTER: Governador, ainda sobre o Pinheirinho. Governador!


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O José Aníbal dá uma palavrinha para vocês sobre a parte...