Coletiva-Inauguração de unidades habitacionais da CDHU-20121003

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Inauguração de unidades habitacionais da CDHU

Local: Álvares Machado - Data: 10/03/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Uma grande alegria entregarmos hoje aqui 117 apartamentos novinhos, apartamentos de dois dormitórios, três dormitórios, apartamentos para famílias que têm pessoas com deficiência, apartamentos adaptados também para idosos, com toda infraestrutura, priorizando as famílias de renda menor, com recurso 100% do Governo do Estado de São Paulo. E nós vamos entregar até maio mais 370 apartamentos e temos em construção mais 470 casas. Então Álvares Machado terá quase 950 moradias novas para quem não tem casa poder sair do aluguel, e aqui na região nós temos mais de 4 mil em produção e 6 mil para começar. Então um bom programa habitacional para famílias de menor renda. Cada apartamento ou casa são três empregos que gera na região, engenheiro, desenhista, pedreiro, eletricista, carpinteiro, encanador, motorista, secretário, enfim, a construção civil é muito emprego. Então a gente fica feliz aqui com essa entrega e daqui há pouquinho completam mais 370 apartamentos. E mais 470 casas em obra.


REPÓRTER: Governador, ano passado o senhor anunciou aqui para a região, para a cidade Presidente Prudente, o programa Bom Prato que seria construído até o final do ano. Por que ainda não chegou o programa?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, em todas as cidades é a prefeitura que nos indica o local, ela entra com o local e nós fazemos a adaptação do prédio. Ainda não foi feita a indicação, mas acabei de inaugurar o 34° restaurante Bom Prato em São Paulo, na comunidade de Paraisópolis. O ideal é que a gente tivesse aqui um Bom Prato nas proximidades dos hospitais ou da rodoviária, para o pessoal em trânsito poder ter uma refeição balanceada por R$ 1,00.


REPÓRTER: Governador, outro assunto também que a gente pode falar que é de importância para a região: na sua campanha o senhor propôs diminuir o pedágio na nossa região, é um assunto também que interessa. A gente vai poder ver o preço diminuído ainda no seu mandato?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós já estamos implantando o pedágio ponto a ponto, que é o pedágio eletrônico. Vamos começar pela Rodovia Santos Dummont agora em março, que vai de Sorocaba, Itu, Indaiatuba até Campinas, que é o pedágio eletrônico. A nossa meta é que todo carro tenha o chip, que esse chip seja sem pagar nada e também não tenha nenhuma prestação. Nós queremos o pedágio eletrônico sem custos para a população. O Sem Parar a pessoa tinha que pagar o tag e ainda tinha uma prestação, nós vamos trabalhar para ser tudo de graça. E aí, com o pedágio eletrônico, às vezes você tem um trecho curto e paga a tarifa cheia, aí você vai pagar pelo trecho percorrido. E uma boa notícia são as obras em três semanas começa a duplicação da Raposo Tavares em Maracaí. Nós esperamos já em dez dias ter a licença ambiental da CETESB e em três semanas as obras devem estar tendo início aqui na Raposo Tavares, ela será totalmente duplicada.


REPÓRTER: Governador, uma das reclamações aqui na região é a certa insegurança que causa a presença de presos nos hospitais público. Existe alguma perspectiva da região ganhar um hospital penitenciário?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Duas boas notícias aqui para a região. Primeiro a contratação de médicos, nós estamos abrindo um concurso para mais de 300 médicos no sistema penitenciário. Nós vamos triplicar o número de médicos no sistema penitenciário. E devo em 30 dias anunciar o novo plano de carreira dos médicos, então os médicos do Estado, Secretaria de Saúde, Administração Penitenciária, vão ter um grande aumento e um plano de carreira muito importante, que vai tornar mais atrativa a carreira. E vamos investir 18 milhões nos ambulatórios em todas as unidades prisionais. Então os presos não precisarão ir mais para o hospital, a não ser que seja uma cirurgia, aí você vai, opera e volta. No caso de internação. Então a maioria dos casos devem se resolver no próprio hospital. Vamos investir 18 milhões nos ambulatórios e estamos abrindo concurso público para mais de 300 médicos no sistema penitenciário.


REPÓRTER: Governador, aproveitando a pergunta do nosso colega, eu também não posso deixar de questionar: a SAP divulga sempre que os presídios da nossa região estão superlotados, não só da região de Prudente como da região de Rio Preto e Araçatuba também. Recentemente foi inaugurada a penitenciária feminina, com o objetivo também de tirar um pouco a população penitenciária dessas cadeias que estão superlotadas. Há algum planejamento para que se solucione esse problema? É nítida essa superlotação.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós temos hoje 15 penitenciárias em obra no Estado de São Paulo. A primeira meta é tirar preso de cadeia, porque a cadeia é muito mais desumana, muito pior do que o sistema prisional. Uma vez eu ouvi na Marília Gabriela um ex-presidiário que estava lançando um livro e ela perguntou a ele na entrevista o que ele tinha visto de melhor e o que ele tinha visto de pior no tempo em que ele ficou preso. E ele respondeu que de melhor foi a penitenciária de Pirajuí, que fica ao lado de Bauru, é uma fábrica a penitenciária, todo mundo trabalha. O cara três dias que trabalha reduz um dia de pena, é uma fábrica de móveis, carteiras, uma grande fábrica a penitenciária de Pirajuí. E o que você viu de pior ele falou cadeia, é como você entrar num elevador lotado e você fica contando ali os minutos para sair do elevador, você imagine você morar numa cadeia superlotada. Nós tínhamos 30 mil presos em cadeia, hoje tem 6 mil, a minha meta esse ano é mulher zerar, não ter mais nenhuma mulher em cadeia e até o final do mandato não ter nenhum preso mais em cadeia. Superlotação em presídio ainda demora. Para ter uma ideia, nós tínhamos no dia 31 de dezembro agora, dois meses atrás, nós tínhamos 180 mil presos. Hoje nós temos 186 mil, aumentou 6 mil em 60 dias. São cem por dia. Você teria que fazer uma penitenciária a cada sete dias, isso é impossível. Então nós estamos fazendo um trabalho junto ao poder judiciário porque uma parte desses presos poderia ter serviço social, você poderia ter outro tipo de prestação de pena, e por outro lado estamos acelerando as obras.