Coletiva-Lançamento do Programa de Melhoria do Gasto Público-20120203

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva do Lançamento do Programa de Melhoria do Gasto Público

Local: Capital - Data: 02/03/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós lançamos hoje o guardiões da economia. São 107 guardiões da economia, um por secretaria de estado, empresa estatal, fundação, autarquias do estado, órgãos do governo. E qual o objetivo? É melhorar a eficiência do gasto público. Nós já temos uma bela experiência, por exemplo, na Secretaria da Fazenda, da bolsa eletrônica de compras, que vem crescendo a sua economia. Tivemos um número crescente. Em 2007, foram R$ 55 milhões; 2008, R$ 410 milhões; 2009, R$ 662 milhões; 2010, R$ 713 milhões; e o ano passado R$ 2 bilhões e 65 milhões de economia. E esse ano já R$ 450 milhões de economia.


REPÓRTER: Isso é custeio só, não é, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Compras. Bolsa eletrônica de compras.


REPÓRTER: Ah tá. A BEC.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A BEC. A maioria é custeio, mas pode ter algum investimento, pequenos.


REPÓRTER: Bens duráveis?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Bens duráveis. Então está aqui um belo exemplo de economia com a BEC, a bolsa eletrônica de compras. Agora, os guardiões da economia para gente atingir metas, objetivos. Estamos começando pelas utilidades públicas. Então, por exemplo, água, reduziu 10% o consumo, você tem pura 25% de economia. Aliás, isso vale também para o setor privado e para as pessoas. Se você economizar, tiver no programa da SABESP, você economizou 10% do consumo, você reduz 25% a sua conta da água. E nós vamos investir. Por exemplo, nós vamos investir perto de R$ 25 milhões na questão só da água. E no primeiro ano já deveremos economizar R$ 20 milhões, quer dizer, isso vai se pagar em 15 meses. Investimentos em equipamentos modernos, vazamentos, enfim, além do esforço aí de gestão. Energia elétrica, o José Aníbal tem nos ajudado. A nossa proposta é renegociar os contratos. Quer dizer, você tem contratos que estão muito acima daquilo que efetivamente a empresa ou órgão do governo gasta. Você tem um espaço grande. Então você reduz também, à medida que você pode ter também um contrato menor. Telefonia, novas licitações. Pode ter uma queda enorme, além de tecnologia, tipo de equipamento. E aí vale para tudo, compras, combustível, diárias, enfim, todas as despesas, eficiência. E estamos licitando, dia 07 de março nós vamos saber quem ganhou a licitação, empresa especializada em consultoria só para questão de gasto público.


REPÓRTER: Tem uma meta, governador? O senhor já estipulou, “quero fechar o ano economizando tanto” ou ainda não?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, se nós conseguirmos aí 5%, a nossa despesa é R$ 19 bilhões, é quase R$ 1 bilhão. Então esse é o esforço. Isso tem um sentido econômico, porque a população não aguenta mais aumentar imposto. Então a única maneira de fazer mais é investindo melhor, combatendo desperdício. Desperdício zero. Tem um sentido de exemplaridade. Tem um sentido educativo, de cidadania, de respeito ao contribuinte. Então vejo que é um tema extremamente importante. E eu vou ser o 108º guardião aí da economia, para motivar o pessoal.


REPÓRTER: O senhor demonstrou alguma irritação ali durante o evento pela ausência de alguns dos guardiões na primeira reunião, enfim. E aí o senhor chegou a dizer que é um sentimento de uma espécie de descaso porque o dinheiro é público. O senhor acha que isso tem que ser trabalhado na mentalidade do servidor também, enfim? Como é que faz isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O que eu coloquei? Não é fácil você agir pelo lado da despesa, sempre é mais fácil agir pelo lado do aumento de receita, mas o fato é que precisamos agir pelo lado da despesa. Então não é uma coisa simples. Eu me lembro que o Mário Covas quando assumiu, a sua secretária, na época, uma delas, nós estávamos no interior, ele falou: “Olha, vai ter reunião, amanhã, do secretariado”. Ela falou: “Ah, de novo, para dizer que precisa cortar gastos, que precisa fazer isso, fazer aquilo”. Então, não é uma coisa simples. E é um trabalho permanente. Ajuste fiscal, ele é uma obra interminável, você sempre pode dar um avanço, você sempre pode fazer o chamado ajuste fino. E nós queremos valorizar esses guardiões da economia. Eu quero conhecer os 107 pelo nome, pessoalmente, valorizá-los. É um trabalho...


REPÓRTER: Os que não vieram hoje, o senhor já vai... O senhor falou ali: “Quem não veio, pode trocar”. É isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É para trocar, claro.


REPÓRTER: O senhor fez uma espécie de chamada e o senhor vai atrás de quem não apareceu, ou da autarquia?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, as duas coisas. Primeiro, destacar que isso aqui não é uma coisa, assim, rotineira. Não, é uma coisa séria. Nós vamos nos empenhar nisso. Eu acho que São Paulo pode dar um belo exemplo. São Paulo tem escala para, realmente, evitar desperdício, reduzir despesa, melhorar eficiência no gasto público. E prazo, não é, rapidez e resultados. E as metas estão bem estabelecidas, começando pelas utilidades públicas: água, luz, telefone. E um trabalho permanente, que é o da BEC, que está crescendo. Então, você imagina, o governo deve comprar, por ano, uns 30 bi. Se você tiver uma economia... Eu estava vendo, aqui, olha. A economia, até agora, na BEC, está 24%, 24%.


REPÓRTER : Na base de R$ 12 bilhões, [ininteligível] ficou 12 bi.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: R$ 12 bi. Então, 24% dá três bilhões. Ok? Olha, uma boa notícia: Tamoios, terminando o verão, já nós teremos... Hoje, já foi feita a pré-qualificação. Temos 17 empresas participantes e hoje abre a parte comercial.


REPÓRTER: Do planalto, não é, por enquanto?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Do planalto, dois lotes. O primeiro lote são 24 quilômetros e o segundo lote são mais quase 30 quilômetros. Então, vai dar mais de 50 quilômetros. Vamos até o Alto da Serra. E hoje abre a licitação comercial, e nós esperamos, em abril - acabaram as chuvas e acabou o verão -, começar a obra da duplicação da Tamoios, ligando São José dos Campos, Jambeiro, Paraibuna até Caraguatatuba. Enquanto a obra já é executada, a duplicação, nós aceleramos a aprovação do licenciamento ambiental da nova pista, a nova Tamoios, que será uma pista nova porque não tem como duplicar do lado, na serra, e o contorno de Caraguatatuba para Ubatuba, Massaguaçu e para São Sebastião, até o porto.


REPÓRTER: Sobre a saúde, governador. São Paulo não está entre os cinco, mas São Paulo tem essa demanda tão grande. É normal que não esteja entre os cinco?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, São Paulo não está entre os cinco entre capitais, não é, eu acho que é a sétima. Eu não sei bem o critério que foi utilizado, porque não tem... É difícil no mundo, você ter uma cidade que seja um referencial de saúde como é São Paulo. Não é só o Brasil, a América Latina, grande parte dos casos complexos vêm para cá. Então, não sei bem qual é o critério. Agora, entre municípios, dos dez melhores do Brasil, cinco são de São Paulo. Mas nós vamos analisar. Eu vou até pedir ao secretário da Saúde que analise qual foi o critério aí utilizado.


REPÓRTER: Governador, não querendo fugir muito do tema do dia, mas o prefeito Gilberto Kassab, pelo segundo dia consecutivo, chegam notícias de que ele vem falando aí, sobre as posições do Serra na... Não só na disputa municipal, mas para frente. No início da semana, o Josias publicou que o Kassab teria dito que o Serra poderia deixar o PSDB. Hoje, o Rui Falcão, que é presidente do PT, aparece dando um relato de uma conversa do Kassab com os petistas, de que o Serra, em 2014, preferiria a Dilma ao Aécio, tamanha a divergência ali, entre os dois. Esse tipo de comentário, enfim, como é que ele chega no PSDB, como é que as pessoas reagem, o partido reage a isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, eu não vejo muito sentido nessa colocação, porque o Serra está disputando até uma prévia dentro do PSDB, para poder ser o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo. É fundador do partido, como eu. Nós fomos fundadores do PSDB em 1988; foi prefeito, governador, senador, candidato a presidente da República duas vezes, pelo PSDB. Então eu acho que é um desencontro aí de informação.


REPÓRTER: Muito ajuda quem não atrapalha, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Tem que ouvir o Serra.


REPÓRTER: Tá bom. Obrigada.