Coletiva-Missa em Memória de Mario Covas-20120303

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Missa em Memória de Mario Covas

Local: Capital - Data: 03/03/2012

REPÓRTER:...E ressaltou essa, uma força tão importante, uma figura importante como foi o ex-governador Mario Covas, o que ele valorizava em moral, em bons costumes e na sua vida política também. O senhor acredita que se ele tivesse entre nós, isso seria diferente dentro do partido ou até mesmo na vida política?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o Mario Covas faz muita falta porque ele sempre fez a vida pública baseada em princípios e em valores, o amor às pessoas, a dedicação ao trabalho, o compromisso com a verdade, com a justiça, a simplicidade, a humildade, deixou uma arte na política um grande exemplo que é... então, é com emoção que, ao longo dos anos, através da Santa Missa, tem sido reverenciada a sua memória, lembrando esses valores que são tão necessárias à política, não há política sem ética, a ética é a base da atividade política.


REPÓRTER: E como anda a ética hoje, nessa relação que vem sofrendo, não só o partido, mas de uma forma geral a política brasileira?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Infelizmente é o que tem faltado na política brasileira, a gente tem visto que nem sempre são princípios e valores que norteiam a atividade pública. Então, a nossa homenagem muito carinhosa, muito afetiva a toda a família do Mario Covas, ao Bruno, ao Juzinha, à Renata, dona Lila, toda a família. Fica esse legado maravilhoso.


REPÓRTER: Governador, nós temos uma notícia aí de que a justiça não tem depositado aos credores os precatórios, tanto do município quanto do estado. Nós sabemos que o estado deposita um valor importante todos os anos pros credores. A imagem que fica é que as pessoas que têm os precatórios a receber não recebem por demora. tanto por parte do estado e agora por parte da justiça. O que senhor acha dessa situação e o que deve ser...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós cumprimos rigorosamente a Emenda Constitucional, a PEC, que determina 1,5% da receita corrente líquida para pagamento de precatórios. Só que quem faz o pagamento é o Poder Judiciário. Então, nós depositamos, hoje está perto de R$ 1 bilhão depositados na Justiça. Cabe à Justiça, estabelecer a ordem. Claro que a gente sabe que isso não é fácil, mas tive uma reunião semana passada com o Dr. Ivan Sartori, Presidente do Tribunal, e ele disse que vai fazer lá um mutirão para acelerar. E é importante dizer para as pessoas o seguinte: quem tem mais de 60 anos de idade ou doença grave, tem preferência, sai da fila, e recebe perto de R$ 60 mil, vamos dizer imediatamente. Então, pessoas de mais de 60 anos de idade ou por doença grave, pode pedir ao seu advogado para que requeira preferência e sai da fila e o pagamento é imediato. Nós estamos hoje quase perto de R$ 970 milhões depositados.


REPÓRTER: Desde quando isso, governador?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso ao longo do tempo.


REPÓRTER: Desde 2009? Fim de 2009?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu não tenho a data exata, mas hoje o valor se aproxima de R$ 1 bilhão.


REPÓRTER: E como fica o credor que não consegue resolver devido a essa burocracia da Justiça? Não fica ruim também a imagem para o Estado de que antes não depositava e, agora que deposita, o dinheiro não chega de qualquer forma?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nós não podemos fazer o pagamento. Nós não temos esse poder de fazer o pagamento. O pagamento é feito pelo Judiciário. O Judiciário está fazendo um esforço grande e nós tivemos uma reunião, semana passada, exatamente em razão desse fato e o que nos disse o presidente é que ele vai fazer um grande empenho e um mutirão para poder acelerar os pagamentos. E é importante destacar que, pessoas com mais de 60 anos e/ou com doença grave, têm preferência e saem da fila. Se o precatório for muito grande, não vai receber tudo, mas o valor, o URV transformado em reais, dá perto de R$ 60 e poucos mil.


REPÓRTER: E o rendimento que a Justiça tem com esse dinheiro que o estado tem depositado e não chegou ao credor, o que o senhor acha dessa regra que permite que a justiça lucre com isso?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Aí, me permita analisar essa questão juridicamente e te dar uma resposta.


REPÓRTER: Governador, o senhor (ininteligível) o consórcio via amarela?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, eu falei ontem ainda com o Jurandir Fernandes e falei: “olha, é inadmissível essas falhas, seja de um minuto, ou vinte minutos, o que for, exercer fiscalização rigorosa. Se houver responsabilidade do consórcio, punição exemplar. Isso é um serviço público e que precisa ser feito com qualidade.


REPÓRTER: Governador como é que o senhor vem recebendo o desconforto dentro do seu partido por conta do adiamento das prévias à pré-candidatura do Estado na cidade de São Paulo?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o que nós temos de importante? É a realização das prévias, aliás, vai ser a primeira, praticamente em eleição municipal, esse é o fato importante. A data, o que diz a resolução do diretório estadual? Ela pode ser feita até o dia 30 de março. Então cabe ao município definir se é quatro, dezoito, vinte e cinco. Acho que o principal é a realização das da previa, participar os militantes, ouvir o partido.


REPÓRTER: (ininteligível) Tem que ter debate?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É se entenderem que deva ter, ótimo, debater é importante.


REPÓRTER: O que o senhor está achando da postura do ex-governador José Serra que já age como se fosse pré-candidato oficial do partido?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ah, eu não vou falar por ele.


REPÓRTER: Governador, e o prefeito Kassab dizendo que a aliança com o PSD é desconfortável?