Coletiva-Nomeação de 14,5 mil professores para a Rede Estadual de Ensino-20120401

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Transcrição da coletiva da Nomeação de 14,5 mil professores para a Rede Estadual de Ensino e de mil agentes de organização escolar

Local: Capital - Data: 04/01/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, hoje nós fizemos a nomeação de 14.473 novos professores, aprovados em concurso público, fizeram a escola de formação de professores quatro meses. E hoje estão sendo efetivados. O ano passado foram 9.900 professores concursados efetivados, e nós vamos ainda, no final do primeiro semestre, chamar mais nove mil professores do concurso público, pra fazer a escola de formação de professores e assumirem no início do ano que vem. Então, em pouco mais de um ano, 34 mil quase, professores concursados, nomeados, feita a escola de formação e assumindo a sua cadeira. É um ganho extremamente importante. É mais de 15% da rede estadual nomeada nesse período por concurso e efetivos. E, além disso, a nomeação dos agentes escolares e dos executivos públicos, e oficiais administrativos, em número suficiente para todas as escolas. Isso vai liberar os nossos supervisores e os nossos diretores de escola para não cuidarem da área burocrática, de compras, de papéis, área administrativa e se dedicarem integralmente a área pedagógica. E os professores em regime de tempo integral. Nós estamos começando pelo ensino médio, 16 escolas agora, ainda no final do ano mais 100 escolas estão sendo preparadas. E esses professores de período integral, eles terão mais 50% de gratificação e vão dar aula apenas em uma escola, em período integral naquela escola, os professores e os alunos.


REPÓRTER: Governador, a questão da quarentena dos temporários foi resolvida?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Foi resolvida. Nós reduzimos esse tempo, excepcionalmente por dois anos, para gente não ter falta de professores.


REPÓRTER: Esses nove mil novos cargos serão nomeados por meio de um concurso público novo ou serão remanescentes?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Esses nove mil que nós estamos chamando, eles serão chamados depois da escolha, que ocorre agora no começo do ano, eles já fizeram concurso público, serão chamados mais nove mil, farão a escola de formação de professores quatro meses e depois serão nomeados, como esses 14.400 hoje; concursados, aprovados, escola de formação de professores quatro meses e aí nomeados. O fato importante, também, durante os quatro meses da escola de formação de professores, depois de aprovado em concurso público, eles recebem uma bolsa até para se manterem nesses quatro meses até a nomeação efetiva.


REPÓRTER: Governador, sobre a ação de ontem na Cracolândia, como fazer para que essa ação seja permanente, para que eles não voltem e não migrem para outras áreas da cidade?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a primeira ação foi tirar os traficantes, separar traficante de consumidor. A identificação desses traficantes, nós temos inclusive um trabalho de investigação, investigando áreas, pequenas fábricas, laboratórios que fabricam o crack também, e a prisão dos traficantes. A segunda ação, e aí é junto com a Prefeitura Municipal, é a ação social, é convencer os dependentes químicos da sua internação. Então, é o trabalho das assistentes sociais, trabalho da saúde. Nós já temos uma retaguarda boa de leitos hospitalares para dependentes químicos e é um trabalho de convencimento, um esforço grande que vai ser feito na área social para o tratamento dos dependentes químicos. Dependência química é doença, como é apendicite, como são outras moléstias e demandam tratamento. Alguns ambulatoriais, dá para fazer esse tratamento através dos Caps e de equipes multiprofissionais: médicos, psicólogos, enfermeiras e assistentes sociais; outros casos mais graves precisam ter internação. Sempre o convencimento e evitar o ato extremo, que é a internação compulsória.


REPÓRTER: Governador, em relação ao veto à lei que autoriza a construção de banheiros públicos nas estações de Metrô da CPTM. Isso não seria uma medida importante em um lugar que já é de grande circulação e que vai ter maior circulação ainda de pessoas por conta dos grandes eventos esportivos?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Então, nós estamos plenamente de acordo com o mérito, a questão é a forma. O Metrô é uma empresa, como a CPTM, são empresas públicas e, portanto, não é matéria de lei você ter esse tipo de medida, mas nós pretendemos ampliar. No caso da CPTM, as 89 estações grande parte já tem banheiro e todas terão banheiro masculino, banheiro feminino, pessoas com deficiência, acessibilidade, todas terão, 100%. No caso do Metrô, nós também queremos chegar a 100%. Só esse ano serão mais 11 estações que não tinham e passarão a ter todos os banheiros. Qual o nosso problema? O nosso problema são as estações mais antigas. A Linha-1, por exemplo, são estações pequenas e muito profundas. A Linha-1 é a primeira linha de metrô e, então, naquela época não tinha ainda projeto. Hoje, todas as novas linhas do metrô já vêm com os banheiros, mas as primeiras não têm. Aí nós estamos avaliando a melhor maneira sob o ponto de vista de engenharia, como é que você faz na profundidade daquela obra e custo, qual a melhor alternativa. Isso vai ser apresentado para nós em 90 dias. A CPTM, todas terão pessoas... Banheiro masculino, feminino e pessoas com deficiência, com acessibilidade. No Metrô 11 já está em licitação e nós vamos ter um projeto para ter o restante. A dificuldade prática e de custo são estações mais antigas, mas nós vamos trabalhar para isso.


REPÓRTER: E que outro, os investimentos estão sendo feitos em relação à mobilidade e visando principalmente os grandes eventos?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, é transporte de alta capacidade; metrô, trem, essa é a nossa prioridade. É transporte sobre trilhos. No caso do metrô, nós temos quatro obras simultâneas, a Linha 2, de Vila Prudente e vai até a Cidade Tiradentes. Está toda em obra. A Linha 4, nós vamos ter mais seis estações de metrô. Todas elas também, algumas em obras, outras em licitação. E vamos levar o metrô para fora de São Paulo, vai para Taboão da Serra. Depois a Linha 5, que está parada em Santo Amaro, e ela vem até Chácara Klabin, são 11 estações, uma grande linha de metrô. E a linha aqui do Morumbi, que também está em obra. Essa linha ela sai de Jabaquara, vem para o Aeroporto de Congonhas, o Aeroporto de Congonhas terá ‘monorail’, terá monotrilho dentro do aeroporto, e vem aqui para Paraisópolis, Estádio do Morumbi, e encaixa na Linha 4 do metrô. Então, são quatro obras, hoje, simultâneas de metrô.


REPÓRTER: Até 2014?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: E vamos licitar Linha 16. Até 2014, nós entregamos mais 32 km de monotrilho, que é lá na zona leste de São Paulo, saindo lá de Vila Prudente. Portanto, nós vamos passar de 70 km para 102 km de metrô em São Paulo. Vamos deixar 90 km de canteiro de obras. Porque obra de metrô infelizmente não é rápida. Vamos licitar a Linha 6, que é aquela que sai da zona norte lá da Freguesia do Ó, Brasilândia, e vem para São Joaquim, e vem para a região central da cidade. O expresso, no caso da CTPM, o expresso aeroporto para Guarulhos, Cecap, lá Cecap Zezinho Magalhães. Aeroporto de Cumbica, e no futuro até o Bairro dos Pimentas, lá em Guarulhos. O expresso para Varginha, zona Sul, ele está parado no Grajaú. Ele vai para zona Sul até Parelheiros. É... O trem de lá de... Itapevi, que vai até a última estação; serão mais 8,4 km de ferrovias novas. E o mais importante, que não é só estender ferrovia, é mais trem. Quer dizer, hoje como é que a gente reduz superlotação? É colocar mais trem e diminuir horário, mais trem e diminuir horário. Então, nós vamos ter no caso da CPTM perto de cem trens a mais, cem trens vezes oito carros são 800 carros a mais. E no caso do metrô, 50 trens, seis carros, 300 carros a mais. Então, no caso Copa do mundo, Linha 11 da CPTM e a Linha 3 do metrô, na porta do Estádio de Itaquera. Uma linha de metrô, acho que não existe no mundo, você tem uma estação de metrô na porta do estádio e tem uma estação de trem na porta do estádio. Nós vamos ter 70 mil passageiros/hora no metrô, 40 mil passageiros/hora na CPTM. Dá 110 mil passageiros/hora. É 50% acima do que a Fifa pleiteia.


REPÓRTER: Governador, sobre a reportagem da Folha de São Paulo. Eu queria saber sobre as casas de Ribeirão Preto, queria saber se lhe causa algum tipo de constrangimento?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós entregamos esse ano, até dezembro, mais de 16 mil unidades habitacionais; casas e apartamentos, 16 mil. Só nesse último mês foram... Últimos 15 dias foram 1.800 unidades habitacionais. O estado de São Paulo, eu tenho impressão que é o único estado dos 27 estados brasileiros do Distrito Federal que coloca dinheiro do orçamento para a habitação popular, nós colocamos 1% do ICMS. O único estado que você viabiliza casa para quem ganha um salário mínimo. Então, quem ganha um salário mínimo tem acesso à casa própria. Quinze por cento da renda familiar, se ele ganha um salário, o salário mínimo no valor até dezembro, isso dava R$ 83 de prestação por mês, sem entrada, para ser dono da casa ou do apartamento. Agora, com o aumento do salário mínimo vai dar menos de R$ 100, mesmo assim. Nós tivemos lá um caso de... Faltou a maçaneta, a torneira, uma infiltração. É inadmissível! Nenhum caso pode ter problema. Então, o que acontece quando há o processo de mudança? A construtora fica 90 dias lá presente para... “Olha, a pessoa mudou, teve um problema ali numa casa”. Uma que devia ter sido antes, mas se não foi visto antes vai ser corrigido imediatamente. Então, a construtora é responsável pelas obras, ela faz o checklist: “Está faltando um problema. Corrija!”. Todas as casas, nós somos pioneiro no Brasil, todas as casas e apartamentos com aquecedor solar. Reduz 30% a conta de luz para a família e ajuda o meio ambiente. Agora, porque lá não tinha aquecedor solar? Porque foi roubado o fio de cobre. Vai ser reposto e vai ter o aquecedor solar. Agora, infelizmente, houve um roubo do fio de cobre. Então, são questões locais, pontuais, inadmissíveis, que vão ser corrigidas imediatamente, sem nenhum prejuízo para o nosso mutuário e sem nenhuma despesa para o governo. A construtora é responsável pela obra.


REPÓRTER: Parece que o senhor ontem numa reunião...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: E esperamos, agora, no início do ano, assinar com a presidenta Dilma, 97 mil unidades do “Minha Casa, Minha Vida”. O teto do “Minha Casa, Minha Vida” nas regiões metropolitanas de São Paulo ele é baixo. Então, às vezes você não consegue, você faz no interior. Mas onde mais precisa - que são as regiões metropolitanas - às vezes não consegue. Então, nós vamos completar o “Minha Casa, Minha Vida”, o subsídio para as famílias de menor renda.


REPÓRTER: O senhor definiu já o valor de contingência o preço, eles deram ou não?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, ainda não. Mas o contingenciamento maior vai ser custeio. O investimento nós vamos pisar no acelerador. Está bom?


REPÓRTER: Obrigada.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Quem ainda não tomou, tem um bom café paulista.