Coletiva-Posse do Secretário Estadual de Emprego e Relações do Trabalho-20120903

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Posse do Secretário Estadual de Emprego e Relações do Trabalho

Local: Capital - Data: 09/03/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Hoje nós temos uma substituição importante no Governo. O Deputado Davi Zaia que fez um bom trabalho na Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, assume a Secretaria de Gestão Pública. O Davi Zaia é uma liderança sindical muito importante, preside a federação dos trabalhadores, dos bancários em São Paulo e Mato Grosso, fez um trabalho bonito na Secretaria expandindo o Emprega São Paulo, os programas de qualificação profissional ampliando o microcrédito no Estado, o Banco do Povo, reduzimos a taxa de juros para 0,5%, dobramos o microcrédito para R$ 10 mil, R$ 15 mil para as cooperativas, implantamos a frente de trabalho para morador de rua aqui em São Paulo, em outras regiões menos desenvolvidas do Estado, enfim, um programa importante foi feito. Ele assume a Secretaria de Gestão Pública e para a Secretaria do Trabalho vai o Ortiz, que é um líder sindical com larga experiência, foi presidente do DIEESE, preside a Federação de Aposentados, Pensionistas e Idosos do Brasil, grande líder metalúrgico, dirigente da Força Sindical, para dar continuidade e trazer novas iniciativas para a Secretaria do Emprego e Trabalho. São Paulo tem a marca do trabalho tatuada na sua história. Nós somos a terra do trabalho e dos trabalhadores. E nesse momento econômico de redução do PIB de desindustrialização é muito importante nós fortalecermos políticas públicas geradoras de emprego, de renda e melhorarmos as relações capital/trabalho, valorizando o trabalho.


REPÓRTER: Governador, trazer o PDT para o Governo facilita o acordo eleitoral já no primeiro turno?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não tem relação com a questão da eleição de 2012, nós já tínhamos conversado com o PDT, com o Paulo Pereira de Silva no mês de janeiro né, não tem relação com a eleição municipal.


REPÓRTER: Outras mudanças o senhor deve fazer no secretariado?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Poucas, não é? Vamos, poderemos ter alguns secretários que venham disputar as eleições deste ano, então vamos aguardar ainda até o mês de abril.


REPÓRTER: O senhor convidou o Serra para vir governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Convidei.


REPÓRTER: Ainda que não tenha relação da nomeação com as eleições, ela facilita um possível acordo mesmo que não tenha sido com essa intenção?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o que, quem pode falar pelo PDT é o seu presidente, o Paulo Pereira da Silva. O que o Paulinho me disse na primeira conversa que tive com ele em janeiro é que no caso da eleição municipal ele será candidato a prefeito de São Paulo, já tinha dito isso em janeiro talvez tenha reiterado hoje. Então não tem, não tem relação especifica com a eleição da capital, está bom?


REPÓRTER: O senhor falou sobre os problemas da economia o governo está cortando juros, isso não é suficiente?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É uma medida necessária, vejo que há uma retração da atividade econômica. Mas além de cortar os juros é preciso melhorar a competitividade dos produtos brasileiros que a gente, o Brasil não pode ser o exportador de produto primário e perder a manufatura, é preciso melhorar a competitividade, fortalecer política industrial, combater duramente a guerra fiscal de importados, que é uma vergonha que gera emprego fora do Brasil, gera emprego fora do país, então é inadmissível acho que temos que agir firmemente nessa questão.


REPORTER: São Paulo tem um parque industrial muito grande e depende muito desse parque industrial, como é que está a arrecadação, o senhor tem acompanhado a movimentação?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós sofremos no mês de janeiro, especialmente em fevereiro. É claro, dá para perceber nitidamente uma atividade econômica que perdeu força, aliás isso ocorre no Brasil inteiro. Quando foi feito o orçamento do ano passado a previsão em 2010, quando o orçamento para 2011 foi feito, era 5% do crescimento do PIB no Brasil e 4% de inflação. Nós tivemos o crescimento do PIB de 2,7% e inflação mais de 6% em 2011. Então a inflação muito maior e o crescimento da economia muito menor. Claro que isso preocupa e nós vamos aqui, São Paulo, procurar ajudar nesse trabalho.


REPÓRTER: Vai ter que mexer em algum... O senhor vai ter que cortar de algum lugar, apertar algum setor?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós sempre trabalhamos com bastante cautela, mas é óbvio que temos que... Por isso que nós estamos fazendo um esforço para reduzir gastos de custeio, para não precisar cortar investimento.


REPÓRTER: Governador, hoje o CONDEC foi na UESP e divulgou um levantamento sobre o Pinheirinho misturando graves violações de direitos humanos ali naquela região. Agora que um órgão estadual, do Estado de São Paulo, divulga isso, vocês pretendem dar mais atenção ao caso, como é que é?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O Governo do Estado cumpriu uma ordem judicial que foi cumprida, inclusive...


REPÓRTER: Eles reclamaram da forma que o governo, que a policia agiu.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Foi cumprida inclusive com a presença de um representante do Tribunal de Justiça, do juiz de direito, a polícia de São Paulo é extremamente preparada, nós temos, sim, um caso em que houve um abuso, os policiais já estão afastados, já há uma corregedoria e serão punidos. Então não há nenhum compromisso que não seja com respeito às pessoas.


REPÓRTER: ...postos, já há um balanço?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós temos, aqui, o Procon chegou a registrar até 51% de aumento no valor do combustível. Tivemos 42 postos denunciados, 18 foram autuados, 22 notificados para prestar esclarecimentos. O Procon continua atuando, o telefone é 151, ou entrar no site do Procon. Mas nós achamos que mais 48 horas, no máximo 72 horas, já deverá estar normalizado, o abastecimento de combustível em São Paulo.


REPÓRTER: O senhor tem uma mensagem para o novo secretário?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Para o?


REPÓRTER: Ortiz.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ah, sim, claro. Dizer da nossa alegria em ter um líder dos trabalhadores, com uma história de vida, um metalúrgico, um homem de diálogo, com a experiência de dirigente sindical, de presidir uma das instituições mais respeitadas do Brasil, que é o Dieese, presidente nacional, do Brasil todo, dos aposentados, pensionistas e das pessoas idosas. Essa experiência, eu tenho certeza, ela vai estar a serviço do trabalhador e da população de São Paulo.


REPÓRTER: Governador, a disputa entre o Aníbal e o Serra tem gerado comentários a respeito de uma possível saída dele do governo depois da realização das prévias por um desconforto da parte até do senhor em relação à forma como ele trata a questão, com declarações fortes e, enfim, um embate mais direto ao Serra. Existe algum desconforto da parte do senhor em relação à presença do Aníbal na Secretaria e também pelo tom dele?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o José Aníbal tem feito um bom trabalho como secretário de Energia, é um fundador do partido, deputado, foi presidente nacional do PSDB, legitimamente concorre às prévias do partido, como também o deputado Ricardo Tripoli e o ex-prefeito, ex-governador, José Serra. A prévia, dia 25, é um respeito a toda a nossa militância, que dará enorme legitimidade para quem for escolhido, para fazer um grande programa de governo, construir um grande arco de alianças para poder trabalhar pela população.


REPÓRTER: O senhor acha que ele está exagerando na forma, governador?