Coletiva-Seminário de anúncio de financiamento para a Copa-20120902

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva do Seminário de anúncio de financiamento para a Copa

Local: Capital - Data: 09/02/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós estamos hoje fazendo um seminário sobre as cidades-base, terão centros de treinamento. São Paulo tem praticamente 40 cidades disputando para oferecer o melhor às seleções, as 32 seleções da Copa do Mundo; aeroportos, logística, infraestrutura hoteleira, infraestrutura esportiva. E para adequar as nossas cidades ainda melhor, nós estamos anunciando hoje um financiamento para o setor privado e para o setor público das cidades-base. Melhora dos centros esportivos, centros de treinamento, campos de futebol e a parte hoteleira das cidades. E também o recurso do Pró-Esporte da parte de estímulo, aí só para as prefeituras. Enquanto que o financiamento pode ser para as prefeituras ou para a iniciativa privada. Então um seminário importante. Quero agradecer aqui ao Felipe Scolari, que veio trazer a sua larga experiência no país e internacional em relação a esses grandes eventos do mundo. E dizer do compromisso de São Paulo em oferecer o que há de melhor. Quem escolhe as cidades-base são as seleções. Mas nós estamos otimistas, que poderemos receber várias seleções aqui no estado de São Paulo. Na capital, na região metropolitana e em outras regiões do estado.


REPÓRTER: Qual que é a importância para as cidades de receber as seleções. O quê que muda na economia dela?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, muito importante. Imagina‑se que o Brasil, no mês da Copa do Mundo, ele deva receber 3/4/5 mil jornalistas, mais de 1,2 milhões de turistas. Os turistas, em média, gastam aí R$350/R$400 por dia, ficam, em média, 20 dias/15 a 20 dias, fora a viagem. E hoje o que mais distribuí renda e gera emprego, é o setor terciário da economia, que é serviços, que é a parte do turismo, enfim, de eventos... Então é muito importante para a economia, importante para o conhecimento, divulgar a cidade, o estado, nossa cultura... E depois traz muito turistas nos próximos anos também, fortalece o turismo não só durante o mês da Copa do Mundo, mas nos próximos anos.


REPÓRTER: Governador, o Felipão falou lá dentro, que é possível também que as seleções escolham não só a capital, mas cidades aos arredores. Que tipo de investimento será aplicado nessas áreas por parte do poder público?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o que ajuda a definir a escolha? Quem escolhe é a seleção; proximidade com os aeroportos, São Paulo tem uma rede de aeroportos extraordinária, não é? Nós temos três aeroportos federais, 31 aeroportos estaduais, mais os aeroportos privados; infraestrutura hoteleira, nós temos a melhor infraestrutura hoteleira da América Latina; médica; esportiva... Enfim, tem um conjunto aí de importantes. E temos grandes cidades, não só na Região Metropolitana de São Paulo, mas na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, na Região Metropolitana de Campinas, Baixada Santista, Ribeirão Preto... Você tem cidades grandes aí no interior e pertinho, não é? São bastante próximas de São Paulo.


REPÓRTER: E haverá investimentos nessas áreas, governador? Maior investimento?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. O quê que nós estamos fazendo? Nós estamos hoje lançando o financiamento, através da Agência de Fomento, a Nossa Caixa Desenvolvimento. Esse financiamento é para a iniciativa privada, para estas cidades que estão disputando e para o setor público, para as prefeituras; desde que a Prefeitura tenha a capacidade de endividamento.


REPÓRTER: Pode ser para a obra viária também governador? Deve ser como a Prefeitura quiser?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não.


REPÓRTER: Não?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não. Obra viária, nós já temos financiamento das prefeituras normalmente. O Dr. Milton está aqui e ele pode detalhar melhor.


REPÓRTER: Pode detalhar como é que é esse financiamento, prazo de pagamento, juros menores? Quais serão esses...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ele varia de acordo com o tamanho da empresa. A Nossa Caixa Desenvolvimento é mais para pequenas e médias empresas, não é? O que se imagina? Juros de 2% mais o IPC; carência pode chegar até 24 meses; prazo: 120 meses. Enfim, mas aí o Dr. Milton que é banqueiro...


REPÓRTER: Há uma previsão de volume de recursos que podem ser liberados?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: R$ 300 milhões.


REPÓRTER: R$ 300 milhões.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: R$ 300 milhões.


REPÓRTER: Há interesse dessas cidades em investir sem a garantia de que elas vão receber as seleções, já que são as seleções que vão escolher as cidades?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, às vezes, você tem um hotel que está projetado, que já iniciou e que ele tem interesse em antecipar. Então, aí é uma decisão privada, não é? Está bom?


REPÓRTER: O Felipão falou também sobre a respeito do deslocamento para as seleções. Como é que ficarão as rodovias paulistas estaduais, ligação entre a capital, a Baixada e, também, as cidades do interior? Haverá mais investimentos?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos uma boa infraestrutura rodoviária, das 20 melhores autoestradas do país 19 estão em São Paulo, uma boa infraestrutura aeroportuária, que é o que mais preocupa, que são os aeroportos. Houve sucesso no leilão de concessão agora, há dois dias atrás, e acho que tudo está caminhando para a gente ter aí um bom trabalho.


REPÓRTER: Governador, só uma questão. O Estado de São Paulo foi citado em gravações dos grevistas da PM da Bahia. Existe aqui algum risco aqui em São Paulo? E o quê que o senhor pensa sobre a PEC 300, já que a situação de São Paulo é diferente do restante do país.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, é diferente porque nós o ano passado já tivemos um bom entendimento com as polícias, mandamos projetos de lei para a Assembleia que foram aprovados unanimidade, estabelecendo os reajustes, estabelecendo carreira. Então, um diálogo permanente, então acho que nós vivemos um outro quadro aqui em São Paulo.


REPÓRTER: Não há risco aqui?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, eu acho que não há clima, e um bom entendimento e diálogo que têm aí, e que não começou agora. Isso nós fizemos no primeiro semestre do ano passado e com vigência a partir do meio do ano passado.


REPÓRTER: E esse diálogo tem sido intensificado agora, como é que vocês estão lidando com...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, ele é permanente. Ele é permanente. Está bom? O Felipão vai...