Coletiva-Visita à Futura Estação Fradique Coutinho da Linha 4 - Amarela do Metrô e Assinatura de Autorizo-20122403

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Visita à Futura Estação Fradique Coutinho da Linha 4 - Amarela do Metrô e Assinatura de Autorizp

Local: Capital - Data: 24/03/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, hoje foi assinado um contrato de quatro novas estações aqui da Linha-4. É a estação Higienópolis – Mackenzie, a estação Oscar Freire, essa estação, Fradique Coutinho e Morumbi. R$ 1,4 bilhão. Essas quatro estações, o prazo contratual é para 2014, nós vamos tentar antecipar o máximo que nós pudermos. E, dentro de 30 dias, nós assinaremos um outro contrato, que é o contrato da Vila Sônia, é a quinta estação dessa Linha-4. Então é, na vila Sônia contrato é do terminal de passageiros, da estação do metrô, do ônibus, do pátio e mais 1,5 km no sentido de Taboão da Serra. E deveremos assinar, também, em um mês, o contrato do projeto funcional, e as sondagens, e já está sendo feito o projeto básico do futuro metrô com a continuidade dele chegando a Taboão da Serra. Então esse demora um pouco mais, que vai ter que ainda licitar o projeto executivo e a obra. Mas já vamos ter 1,5 km de metrô no sentido de Taboão da Serra. Hoje nós já temos funcionando seis estações: Luz, República, Consolação, Paulista, Faria Lima e Pinheiros. Então é: Luz, República, Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã. Já tem seis. Ontem, a Linha-4 bateu recorde de passageiros: 601 mil passageiros, foi o recorde do período, ontem. Isso no passado levava quatro anos, levou cinco meses para chegar a 601 mil passageiros. E com essas cinco novas estações, indo para onze estações, a expectativa é que chegue a 1 milhão de passageiros/dia. Então a obra começa hoje, essa é a estação mais adiantada, ficou pronta, entrega imediatamente, o contrato é 2014, cinco novas estações, sendo que quatro assina hoje; a de Vila Sônia assina em 30 dias e o projeto básico funcional e sondagem de Taboão da Serra já em andamento.



REPÓRTER: Quando o senhor diz 2012, governador, [ininteligível] antes da Copa?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Se possível. A medida que são cinco estações, a medida que for ficando pronta vai entregando. Quando mais rápido nós pudermos andar, melhor.


REPÓRTER: Governador, vocês cobraram essa semana uma agilidade da secretaria do Verde em liberação de licenciamento ambiental. No mesmo dia dessa cobrança, saiu a licença. Como está a relação do governo do estado com a secretaria do Verde, nesse caso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Muito boa. O prefeito Gilberto Kassab tem um secretário por quem eu tenho grande admiração, que é Eduardo Jorge, pessoa de alto espirito público, correta. Então, já saiu a licença de instalação e mãos a obra. E saiu também da Linha-17. Então, na próxima semana começa a Linha-17, que é a Linha Ouro, monotrilho. No primeiro trecho, que é o trecho entre o aeroporto de Congonhas até a estação da CPTM, na Marginal do Rio Pinheiros, no Morumbi e esse monotrilho ele vai ser muito importante, porque ele liga com o metrô na Linha-1, Jabaquara; ele liga com a Linha-5, que está em obra, em Água Espraiada; ele liga com o trem, com a Linha-9, na Marginal do Rio Pinheiros e ele liga com a Linha-4, essa linha aqui do metrô, lá no Morumbi. Passará por Paraisópolis, atenderá o estádio do Morumbi, o estádio do São Paulo. Então, uma linha importante também em obra. Aí nós teremos, em obra, a Linha-2, que está sendo trabalhada, a primeira estação será a estação Oratório, Linha-2 que é o monotrilho, vai para Cidade Tiradentes; temos a Linha-4, que é essa que as obras começam hoje; temos a Linha-5, que vai de Santo Amaro até Chácara Klabin, que está em obra e, agora, a Linha-17, que começa a obra semana que vem. Então, quatro linhas simultâneas em obras.


REPÓRTER: Governador, o senhor mesmo deu exemplo da demanda reprimida que a gente tem, [ininteligível] menor. Qual [ininteligível] que está sendo tomado agora na recolocação dessas novas estações em uma linha tão populosa?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, essa Linha-4, ela é um modelo de modernidade. Seja pelos trens, trens que, inclusive, operam a base de sistema, eles não tem operador, não tem o operador do trem, ele é todinho por sistema, ele é extremamente moderno. Nós vamos receber no metrô... Então aqui, praticamente, mais do que dobra. Hoje tem 14 trens passará para 23, serão 29 trens; 15 a mais. Cada trem são seis carros. 15 x 6, 90 carros a mais. E trens moderníssimos, operados por sistema, com 85/90 segundos de distância entre um trem e outro, ar condicionado, câmeras de vídeo, acessibilidade, segurança, motorização, são os mais modernos trens hoje, da atualidade.


REPÓRTER: Governador, ontem saiu uma notícia de que [ininteligível] suspeitas de fraudar uma licitação da Linha Lilás. O senhor se sente, como governador, confortável estar pagando essas empresas sabendo que há suspeita [ininteligível] licitação?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, duas questões, aqui, importantes. Primeiro nós somos favoráveis a total investigação, total investigação. Não fique nenhuma dúvida. Agora, paralisar a obra, punir a população em razão dessa denuncia, não tem sentido. Então entendo que o Tribunal de Justiça de São Paulo agiu corretamente. Não prejudica a população, as obras tem todo andamento, quanto mais rápido entregar melhor, são onze estações de metrô, é uma linha que vai ter um ganho muito grande; porque só o trecho Capão Redondo – Santo Amaro fica uma ligação pequena, então ela é muito importante para a logística de transporte da cidade e continua a investigação. Rigorosíssima. E se houver algum problema, punição exemplar.


REPÓRTER: Governador, mesmo com essas obras o senhor acredita que ainda exista um déficit inflacionário...?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ah, sim. Não tenha dúvida. O ideal é nós chegamos a 200 km de metrô, e rapidamente. Hoje são 72. Nós esperamos terminar no próximo mandato, em torno de 100 km de metrô e monotrilho, e deixaremos 98 km de canteiro. Então, não há dúvida, muito pouco. Você ter 72 na terceira megalópole do mundo. Mas nós temos 260 km de trem. Então a malha metro ferroviária, são 330 quase 340 km em São Paulo. Para se ter uma ideia, nós estamos transportando hoje 2,5 milhões na CPTM e 4,6 no metrô, dá 7,1 milhões. Isso representa 70% do Brasil. Quer dizer, se você juntar Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Pindamonhangaba, juntar tudo dá 30%. Só o metrô e a CPTM de São Paulo, 70%. 7,1 milhões. Acho que nós chegaremos, em 2014, com mais de 9 milhões de passageiros/dia. Como? Mais trens, investimento em segurança, energização, estações, acessibilidade e rede, expansão forte da rede.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Mudando de assunto: Educação, a questão do reforço escolar. Ontem, parece que teve uma declaração do senhor, que parece que não foi bem interpretada, sobre o fim do reforço escolar em horário invertido ao que o aluno estuda. Vai ter essa mudança mesmo? E gostaria de saber quantas classes vão ser atingidas, sem o professor auxiliar nas classes.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós tínhamos um modelo de reforço escolar, que era no contraturno. Então, o aluno estuda de manhã e tem o reforço à tarde. O que estava acontecendo? Você fazia um chamamento de professor, para esses professores do contraturno, sem saber que alunos são esses, e com baixíssimo resultado, porque, muitas vezes, o aluno não voltava no contraturno para estudar. Então, não tinha aluno, quer dizer, o aluno não voltava no segundo turno. O que é que a rede fez, a Secretaria da Educação para melhorar? Ela agregou, além do contraturno, primeiro o contraturno, o reforço escolar no segundo período, no contraturno, ele será feito pelo professor da escola. Então, o professor da escola, ele conhece o aluno, ele sabe quais os alunos que estão com problema, ele vai ter um reforço melhor, um acompanhamento melhor. Serão os próprios professores da escola que vão fazer o contraturno.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Vai ser mantido então?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vai ser mantido. Agora, além disso, o que é que tá provado é que o grande problema do aprendizado é na sala de aula. Na sala de aula que precisa melhorar. Se ele conseguir melhorar na sala de aula, vai ajudar muito. Então, nós estamos colocando um segundo, não é estagiário, é um segundo professor, pedagogo, nessas salas de aula que têm alunos com dificuldade de aprendizagem. Então, são dois reforços: Um reforço na própria sala de aula, com um pedagogo, e um reforço no contraturno, com professores titulares, professores da própria escola. Às vezes, até da própria sala de aula que ele estuda.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Governador, e quantas salas de aula vão ficar de déficit no Estado com esse professor? A gente tá perguntando para o Governo esse número, e ele não [ininteligível].


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É déficit de qual?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: De quantas salas o Estado, a rede estadual, não terão o seu professor?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu posso verificar com o Herman, e peço para ele passar detalhadamente para você, tá bom?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Governador, sobre a Linha 17 ainda, o que acontece, a semana que vem é igual ao que está acontecendo aqui hoje, é a autorização para o início das obras?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É a ordem de serviço.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: E a previsão? E a previsão para a conclusão?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: A previsão do primeiro trecho é 2014 também. Só que lá, tá começando do zero. Então, você tem que fazer o Monotrilho, tem que comprar o trem, tem que fazer as estações, tem que fazer tudo. Aqui, já tem a ferrovia, já tem a estação, já a estrutura dela pronta, embora, só do outro lado, para poder fazer o acesso do outro lado, vai ter uma escavação, retirada de 10 mil metros cúbicos de terra.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Tem muita obra.


REPÓRTER: E ela vai seguir os mesmos moldes das outras, né?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso. É arquitetônico. Olha, a parte técnica o Jurandir e o Aveleda explicam.

REPÓRTER: Só para falar um pouco das prévias, qual a sua expectativa. Com a entrada do Serra, você acha que de alguma forma a mobilização vai ficar afetada, os integrantes do partido vão todos [ininteligível].


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não. Eu acho que vai aumentar até a presença na prévia. Acho que pode ficar em torno aí de 5 mil filiados, partido bem animado, todo mundo motivado, o importante é aquele que for escolhido estar todo mundo unido, para em seguida fazer um importante arco de alianças, para poder trabalhar na eleição, ter um bom resultado, ganhar a eleição para trabalhar pela cidade.


REPÓRTER: O senhor já tem o local e o horário de votação amanhã?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu voto no meu diretório, que é ali do Morumbi, o Butatan. O meu diretório é Butantan, pela manhã. Eu, se eu pudesse, acordo cedo, eu sou leiteiro, leiteiro acorda cedo seis horas.