Coletiva-Visita ao Cratod Bom Retiro-20121403

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Visita ao Cratod Bom Retiro

Local: Capital - Data: 14/03/2012

JORNALISTA: Governador, qual é a avaliação nessa inspeção primeira que o senhor faz aqui desde o funcionamento ininterrupto aqui do CRATOD?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, duas boas notícias na questão do tratamento das pessoas dependentes, seja de álcool, de tabaco ou de droga, o CRATOD, aqui no Bom Retiro, ele já está funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana. Houve um aumento já de 50% a mais de procura, mais no período diurno, mas um crescimento ao longo desses últimos dez dias e 50% de procura. E a noite inteira aberto, médico, psiquiatra, psicólogo, enfermagem, auxiliares de enfermagem, aberto para atender a população que precise. Um grande atendimento de tabagismo, pessoas que querem deixar o cigarro, tem a oportunidade de receber a fita e a medicação adequada, Um grande número de pessoas, de todas as idades, na questão do álcool, do alcoolismo, e também, principalmente, de crack. Então, nós já tivemos na Operação Centro Legal, 330 pessoas internadas para tratamento de dependência química, e encaminhado para serviços de saúde, 2.780 pessoas. É um trabalho importante que está sendo feito, não temos falta de vaga. Então, se precisar ter internação, existe vaga de retaguarda e estamos ampliando bastante. E a segunda boa notícia, nós passaremos a ter um tratamento especializado para mulheres grávidas. Então, começa com 11 vagas no LACAN, em São Bernardo do Campo, que é um serviço voltado à saúde mental e voltado ao tratamento de pessoas dependentes químicas. Aí é um trabalho de tratar a mulher grávida, para que ela consiga deixar a dependência química e especializado também na área ginecológica. Então, é todo um trabalho voltado acompanhamento do pré-natal da criança e, ao mesmo tempo, o seu tratamento em relação à dependência química. Têm casos muito graves de crack, de jovens, meninas grávidas viciadas em crack, muito difíceis. Então, esses 11 leitos são exclusivamente para mulheres grávidas lá no LACAN e podem ser encaminhados, inclusive, por aqui através do CRATOD.


JORNALISTA: Agora, governador, qual é a demanda voluntária nesse tipo de atendimento [ininteligível]?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, a doutora, a responsável, a nossa diretora aqui, ela colocou que, praticamente, quase todos os casos são internações voluntárias. Hoje mesmo, ela dizia que duas pessoas foram conversadas, abordadas, no sentido da sua necessidade da sua internação, que elas ficaram de pensar, talvez amanhã já venham dispostas a ser internadas. E com esse maior acolhimento, 24 horas, equipes multiprofissionais, aumentou 50% aqui à procura. Aqui é um atendimento ambulatorial, com equipes multiprofissionais, médico, psicólogo, fisioterapeuta, dentista, enfermagem, auxiliar de enfermagem, enfim, multiprofissional. E, de outro lado, internação. Aqui tem nove leitos para observação, então o paciente pode ficar, passar 24/48/72 horas e, se houver necessidade de uma internação mais longa, aí é encaminhado para os hospitais. Mas aqui já tem nove leitos, 24 horas também funcionando.


JORNALISTA: Governador, já é possível projetar a longo prazo esse funcionamento 24 horas aqui, até aliado, talvez, essa desocupação da Cracolândia no centro de São Paulo. Se isso tem alguma relação e a longo prazo, como é que vai se dar isso?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Então, todo o trabalho que foi feito e já vem sendo feito, nós sempre colocamos que tem que haver perseverança. Isso não vai resolver em 24 horas, mas que o governo não ia desistir. Ele é de um lado, prioritariamente, área social, de saúde e depois segurança pública. Então área social é cuidar das famílias, é o abrigamento né, encaminhar para abrigamento. Oferecermos à prefeitura uma retaguarda grande de abrigamentos para pessoas que tem problema de abrigo. De outro lado, saúde pública. Dependência química é doença, como é a pneumonia, como é a apendicite e precisa ter tratamento, seja ambulatorial, seja hospitalar. E de outro lado, segurança pública. É prender criminoso, traficante, produtores de crack, a partir de borra de cocaína. Então, o trabalho de investigação e de combate ao crime. Esses três trabalhos vêm ocorrendo, não se vai resolver em 24 horas, mas a melhora é nítida. Quer dizer, quem viu essa área da chamada Cracolândia, ali Rua Helvétia, Dino Bueno... Quem viu aquilo tudo e hoje vê, houve uma melhora muito grande. E esse trabalho precisa continuar, esse é um desafio mundial hoje que é muito importante de ser feito, com enfoque social de saúde pública e de segurança pública.


JORNALISTA: Governador, nesse material, o balanço da Operação do Centro Legal, custa dez internações no CRATOD, atendimento para tratamento. Você acha que esses dezjá são esses internados ou não? Sou pessoas que foram abordadas na rua e aí trazidas para cá? Queria tentar entender.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: A diretora pode detalhar melhor aqui para vocês. Você tem pessoas que vêm aqui todo dia. A maior parte do tratamento do CRATOD é ambulatorial. A pessoa vem todo dia ela tem psicoterapia, medicação, tem todo um programa de trabalho para deixar a dependência química, e em determinados casos, aí são internados. Aqui tem leito de observação, não é de internação permanente, mas é de observação; e de outro lado, nós temos uma rede hospitalar ou de comunidades terapêuticas que os pacientes são encaminhados. E isso vale para o álcool, que é o grande problema, por isso nós iniciamos no ano passado, professor Giovanni Cerri liderou esse trabalho, de proibir duramente venda e consumo de álcool para menor de 18 anos, por que o álcool muitas vezes é a porta de entrada. O tabaco, tabagismo faz mal a saúde, então oferecer as pessoas, que querem deixar o cigarro, a possibilidade de tratamento e drogas, os vários tipos de drogas; e o crack ele vicia muito rápido e como ele é mais barato, mais acessível, então virou um problema de saúde pública muito grave.


JORNALISTA: [Ininteligível] o espaço da operação aqui no centro.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, é continuar esse trabalho. Polícia 24 horas trabalhando, o trabalho de saúde pública, o CRATOD funcionando 24 horas, os leitos sendo ampliados. Agora leitos específicos, especializados para mulheres grávidas, tratamento ambulatorial e a área social. As equipes multiprofissionais no sentido do abrigamento das famílias. O professor Giovanni, a Dra. Marta, podem tirar umas dúvidas aí de vocês.

JORNALISTA: Com relação ao centro de atendimento, são atendimentos voluntários. E com relação aos usuários que migraram para outras partes da cidade, qual o procedimento que o Governo do Estado vai adotar?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, primeiro é importante destacar a forte redução do número de dependentes nas ruas consumindo droga, quer dizer, uma redução importante. Nós internamos, até agora, desde o início da operação, 330 pessoas voluntariamente, nenhuma obrigatória. Então, 330 foram para os hospitais, foram internados e mais de 2.000 atendimentos de saúde ambulatoriais, o CRATOD passa agora a funcionar 24 horas, é óbvio que não acabou, mas diminuiu o número de dependentes e o trabalho continua, esse é um trabalho permanente, trabalho social de abrigamento das pessoas, trabalho de saúde pública de tratamento a quem precisa, dependência química é doença, como é apendicite, como é tuberculose, precisa ter tratamento, e policial, segurança pública, para prender criminoso, prender quem comete crime, quem faz tráfico de droga.


JORNALISTA: Governador, então há um programa específico para esses usuários que acabam não migrando voluntariamente?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Ah, sim. A abordagem é permanente, você tem, permanentemente, uma abordagem. Olha, a doutora-diretora aqui do CRATOD dizia que hoje ainda conversou com dois pacientes, duas pessoas sugerindo a internação e elas disseram: “Olha, nós vamos pensar, amanhã nós voltamos”. Então você tem tratamento ambulatorial, equipes multiprofissionais, médico, psicólogo, enfermagem, assistente social, auxiliares, enfim. Você tem internação para casos mais graves. O CRATOD trata álcool, tabagismo, quem quer parar de fumar também, aquelas fitas, tratamento, e o crack, que é hoje a situação mais grave do país inteiro.


JORNALISTA: E hoje, já quase 11h da noite, é tranquilo caminhar pelo centro de São Paulo, governador?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Melhorou muito, melhorou muito. Eu que venho com frequência aqui à região, você não conseguia passar pela Rua Dino Bueno, pela Rua Helvétia, você não conseguia atravessar, o ônibus tinha que desviar. Hoje não, é um outro momento, outro cenário. Agora, não acabou. Claro, essa é uma... Tem que ter perseverança, é um trabalho permanente no sentido de oferecer assistência médica, oferecer assistência de saúde e uma outra novidade: 11 leitos específicos, especializados só para mulheres grávidas. Tem muita menina grávida, dependente química. Então as mulheres grávidas... No LACAN, em São Bernardo do Campo, nós criamos 11 leitos. Aí ela tem o tratamento da dependência química já sob o ponto de vista da gravidez, com todo o acompanhamento ginecológico, obstétrico, pré-natal, então trata, simultaneamente, a dependência química e já tendo em vista a saúde também do feto.


JORNALISTA: Governador, para finalizar, tivemos hoje aqueles casos na CPTM, nas regiões do Metrô, alguns problemas que os moradores enfrentaram e agora à noite os problemas estão se repetindo. Como é que o Governo analisa esse tipo problema, que procedimentos estão sendo adotados para que isso não aconteça mais?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Só um minutinho.


JORNALISTA: Passaram agora para mim, na redação...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Vamos checar lá, vamos ligar lá.


JORNALISTA: É, mas com relação aos que aconteceram de manhã, como é que o Governo do Estado analisa esse tipo de questão, quando o Metrô atrapalha a vida do paulistano?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha nós temos ciência deste problema, toda solidariedade, porque realmente, uma cidade do tamanho de São Paulo, um enorme problema para a população e esses incidentes estão sendo averiguados com absoluto rigor para averiguar se é falha técnica, se é falha humana e apuração rigorosa. Nós estamos transportando hoje, sete milhões de pessoas por dia. A CPTM transportava 700 mil passageiro/dia, hoje é 2,5 milhões de passageiros e o Metrô chegando a quase 5 milhões. E estamos investindo, hoje nós temos quatro linhas simultâneas de Metrô em obra e trens novos chegando, não para de chegar trem; seja para a CPTM, seja para o Metrô. Então investimentos vultosos e a operação do sistema, que é uma sistema muito lotado porque há uma demanda muito grande, todo o esforço para melhorar e toda apuração desses fatos.


JORNALISTA: Na verdade já aconteceram algumas no início do ano, acho que talvez esse aumento no número de passageiros possa estar sobrecarregando o sistema? E o Senhor acredita que com a inauguração...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: É possível, é possível. Então por exemplo, no caso da CPTM há sim, não há dúvida. Por exemplo, a medida que você vai ter o alongamento da Linha-5, a Linha-4 concluída, você vai tendo... Desafoga, quer dizer, você alivia determinadas linhas que estão excessivamente superlotadas. A outra, no caso da Linha-9 da CPTM há necessidade de investimentos na rede aérea, na rede elétrica, só que só podemos fazer isso de madrugada. Então nós estamos estudando para ganhar tempo e fazer esses investimentos mais rápidos, alguns domingos, porque de madrugada você só vai poder começar a trabalhar 01h00 da manhã, às 4h00 o trem já tá rodando, então você só consegue trabalhar três horas por noite. Então, avisando com antecedência, nós estamos pensando em alguns domingos, você ter 30 horas de trabalho, 30 horas de trabalho para acelerar esses investimentos, no caso da Linha-9 que é mais da CPTM.


JORNALISTA: Obrigado governador.