Coletiva-Visita de Inspeção a Obras e Entrega de Equipamentos no Jardim Metropolitano-20120402

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Visita de Inspeção a Obras e Entrega de Equipamentos no Jardim Metropolitano

Local: Capital - Data: 04/02/2012

REPÓRTER: Por favor, o senhor podia comentar a denúncia do senador Eduardo Suplicy? A denúncia do senador Eduardo Suplicy sobre um suposto abuso sexual da...


REPÓRTER: Abaixar um pouquinho, se não ninguém faz.


REPÓRTER: Na operação Pinheirinho?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, primeiro, em relação... primeiro, em relação ao Jardim Metropolitano, destacar aqui a importância do que vai ser feito, a Secretaria de Recursos Hídricos e a Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, e o DAEE, abrimos uma licitação, um belíssimo projeto do arquiteto Ruy Ohtake. Nós teremos 15 quilômetros de jardim metropolitano. Então, quem chegar no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, terá um jardim ao lado da Ayrton Senna, e quem sair de São Paulo também terá um jardim ao lado da Ayrton Senna. 15 quilômetros, 350 mil m² de área verde e área de Mata Atlântica. Nós teremos aqui, a parte mais próxima da pista, grama, vedélia, um jardim rasteiro; depois teremos flores; depois arbustos da Mata Atlântica; e, finalmente, as grandes árvores. Como essa obra leva 12 meses, tudo iluminado por LED e energia solar. Então, energia solar, LED, esse jardim metropolitano vai se todo ele iluminado, ajuda a preservar aqui as várzeas do rio Tietê, recompõe a Mata Atlântica, essas flores vão mudando, elas são... Têm flores de inverno, verão, primavera, outono... Então, nós teremos durante todo o ano floridas. E já o primeiro passo do chamado Parque Várzeas do Tietê, que nós pretendemos fazer desde a barragem da Penha até a nascente do rio Tietê, em Salesópolis. A primeira etapa tem, inclusive, financiamento do BID; a divisa é com Itaquaquecetuba, córrego Três Pontes. Então, será a primeira etapa. Hoje, já inicia e o DAEE vai fazer um piloto de 100 metros pras pessoas poderem ter uma ideia do que vai ser o jardim. Então, é a parte de grama, de vedélia, depois flores, depois arbustos, e, finalmente, as grandes árvores da Mata Atlântica: Angico, Pau-Brasil, Pau-Ferro, Macaco-Preto... Enfim... Manacá da Serra... Árvores típicas de Mata Atlântica. E ajudando aqui a preservar o parque ecológico. Hoje, também, entregamos mais uma barcaça; é a quarta barcaça nova de 23 barcaças que fazem o desassoreamento do rio Tietê. Até agora, hoje ainda é 4 de fevereiro, mas não tivemos nenhum problema de enchente, nem no Tietê, nem no Pinheiros. Somando os dois: Tietê e Pinheiros e afluentes, já tiramos três milhões de metros cúbicos de material assoreado, e aqui no parque ecológico, através de circunvalação, um grande piscinão natural. Isso ajuda a macrodrenagem de São Paulo. Ainda não é o ideal, ainda vamos ter aí ao longo deste ano, um grande trabalho de desassoreamento, de continuidade das obras do piscinão. Mas, o mais importante é recompor as várzeas do Tietê.


REPÓRTER: E sobre essa denúncia do senador Eduardo Suplicy. Governador, o senhor poderia fazer um comentário?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o... Posso. O comandante geral da Polícia Militar já abriu um procedimento investigatório. A apuração será absolutamente rigorosa. Determinei ao secretário da Segurança Pública e ao comandante geral da PM que acompanhem pessoalmente essa investigação.


REPÓRTER: O senhor, pessoalmente, acha que houve abuso no Pinheirinho?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, eu acho que precisa ser investigado e esclarecido. Isso vai ser investigado e vai ser esclarecido. Não foi no Pinheirinho, foi fora; não foi no dia da reintegração, foi depois. A queixa só foi feita dez dias depois, mas nós vamos apurar rigorosamente, com absoluto rigor.


REPÓRTER: O senador Eduardo Suplicy chegou a sugerir que o senhor ouvisse, pessoalmente, as denúncias das pessoas, por conta de tudo que aconteceu. O senhor acha isso viável? O senhor pensa nisso?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, tudo está sendo apurado. Apuração rigorosa: Ministério Público, Defensoria, secretário da Segurança. Vamos esclarecer. O governo tem o maior interesse. Se alguém errou, vai pagar por isso. O governo não tolera nenhum tipo de procedimento que não respeite a pessoa humana. Agora, a polícia é treinada, é capacitada, ela tem um treinamento grande. Tinha um tenente acompanhando todo o trabalho, então vamos aguardar. Eu acho que a investigação é o que nós precisamos para esclarecer a sociedade.


REPÓRTER: Governador, o senhor mantém a confiança no comando da Polícia Militar, uma vez que as duas principais operações que aconteceram no ano de 2012, Cracolândia e a operação em São José dos Campos, acabaram repercutindo de forma negativa no noticiário. Então, o senhor mantém esse apoio, ainda, ao comando da Polícia Militar?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, a operação... O trabalho da Cracolândia é um trabalho necessário, aliás aprovado por 82% da população. Trabalho necessário. Quer dizer, nós tínhamos, ali, um local onde havia tráfico de droga. Então, quem queria vender droga ia para lá; quem queria comprar droga ia para lá. Quarenta e oito criminosos homiziados lá. Quer dizer, foram presos que foram recapturados. Quarenta e oito fugitivos: homicidas, estupradores, ladrões. Pessoas se matando ali, pessoas com tuberculose, doentes. Dependência química é doença, como é apendicite, como é... É doença. Há um preconceito em relação à saúde mental. Eu posso até lhe dar o número de hoje, mas nós já deveremos ter hoje, nenhuma internação compulsória, nenhuma, todas as internações... A última página. Todas as internações voluntárias. Já foram internados 194 dependentes químicos, nenhum obrigatório. Cento e noventa e quatro internados, mais de 400 encaminhados para as CAPs, que são atendimentos ambulatoriais, nove encaminhados para hospitais gerais, pessoas que estavam gravemente doentes, seis grávidas encaminhadas ao serviço de ginecologia e obstetrícia. Aumentou a procura por abrigamento. Agora, esse problema de dependência química, de crack, é um problema mundial. Ele não é fácil, ele demanda um trabalho permanente, perseverante. Não vai acabar rápido. A polícia vai continuar na região. Tráfico de droga é crime e criminoso deve ir para a cadeia. Crack é derivado de cocaína. São laboratórios que fabricam crack através de resíduo de cocaína. Três laboratórios foram estourados e as pessoas presas. Então, é um trabalho importante. É dever...


REPÓRTER: O senhor considera que foi um sucesso, então, a operação?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu acho que o trabalho na Cracolândia é um trabalho necessário, que não vai se encerrar a curto prazo, que precisa ter perseverança. E ele é uma ação conjunta, ação de saúde pública, de internação, de atendimentos ambulatoriais, ação social de abrigamento das pessoas e ação policial de combate ao crime.


REPÓRTER: Governador, qual é... que foi enviado por um membro da executiva municipal do PSDB convocando apoio ao senhor, mas com um tom muito agressivo e violento?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, não há nenhuma necessidade disso, nenhuma, nenhuma, nenhuma. Acho que, talvez, até a intensão seja de solidariedade, mas não há nenhuma necessidade. Já foi chamada a atenção dele.


REPÓRTER: Por isso que eles não vieram hoje?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Um abração!