Coletiva-Vistoria às obras Nova Luz-20122601

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva de Vistoria às obras Nova Luz

Local: Capital - Data: 26/01/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Hoje nós estamos aqui vistoriando as obras da futura ETEC, aqui na Nova Luz. É um prédio, são três prédios na realidade. Vem para cá o Centro Paula Souza, toda a administração central das ETECs, das FATECs, são mais de 500 funcionários. Teremos também já agora em abril, as inscrições para as ETECs que começarão em agosto já a funcionar aqui. Começa com três cursos, todos voltados à vocação de São Paulo, culinária, cozinha, todos os laboratórios, eventos, hotelaria, bares e restaurantes, e também a parte enologia. Então voltado à vocação de serviços de São Paulo de grande centro turístico. E também laboratório de línguas nós teremos aqui. Então laboratório de línguas, ETEC de culinária, de cozinha, ETEC de eventos, ETEC de serviços de bares e restaurantes e hotelaria. E curso à noite. Isso ajuda também a revitalizar a região, porque traz pessoas aqui, movimenta a região no período noturno. E Centro de Formação de Professores. Então um prédio é administração centralizada da Paula Souza. Segundo prédio são os cursos técnicos da ETEC, a ETEC Nova Luz. E terceiro prédio Centro de Formação de Professores. Começaremos já em agosto com mais de mil pessoas aqui trabalhando, estudando, e chegaremos a mais de duas mil pessoas. Eu diria que nessa nova fase da Nova Luz, é o primeiro prédio público desta proporção que vem para ajudar a revitalizar aqui, esta região aqui de São Paulo.


REPÓRTER: E o que mais o governo pretende fazer, por exemplo, sobre a Cracolândia, tem algum outro projeto? Porque alguns imóveis já estão desapropriados há muito tempo e gente ainda ocupa esperando uma definição.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O outro grande investimento que nós teremos será em frente à Sala São Paulo. Onde era antigamente a rodoviária, é uma área enorme ali em frente à Sala São Paulo, também na Luz, e será o Teatro da Dança. Então um grande investimento, de perto de R$ 400 milhões. Um dos maiores centros culturais do país. E dá muito emprego também. Porque é o setor terciário da economia, que é serviços. E vai consolidando São Paulo uma capital mundial do turismo de negócios internacional e equipamentos culturais, também importante. Então esse será entregue agora em agosto, e o próximo que será licitado será o grande Centro Cultural e Teatro da Dança, em frente à Sala São Paulo.


REPÓRTER: Sobre o Pinheirinho, o governo tem algum plano pra assentar aquelas famílias, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, antes mais uma palavra sobre segurança pública. Hoje vai ser divulgado o índice do mês de dezembro, que é sempre divulgado no mês seguinte até o dia 25. E nós então fechamos o ano de 2011. E acho que a gente pode destacar o fato de que nós encerramos 2011 com 10,01 homicídios por 100 mil habitantes. O que na série histórica, desde 1999, é uma redução de 71,5% do número de homicídios. Foram mais de oito mil vidas que foram poupadas. Isso porque nós incluímos o homicídio doloso do trânsito. Então como nós estamos no caso de bebida alcoólica, a pessoa alcoolizada, alguém ser atropelado, acidentado e morrer, nós estamos incluindo como homicídio doloso, então nós incluímos, mas os outros Estados não incluem. Então, se a gente excluir os casos por homicídio doloso de trânsito seria 9,86 homicídios por 100 mil habitantes. É a primeira vez na série histórica que São Paulo fica abaixo de 10 homicídios por cem habitantes e um grande esforço da polícia e um grande esforço da sociedade organizada, enfim, um trabalho coletivo para se chegar a esses índices e chegar a reduzir ainda mais e fazer um esforço ainda maior nesse sentido.


REPÓRTER: Governador, a gente tem observado atentamente que o número de assalto à residência tem crescido bastante, o número de mortes nesse tipo de assalto também tem aumentado muito. Essa madrugada mesmo mataram um policial militar, quando descobriram que ela era PM, ela e o patrão mortos na Zona Leste. Este tipo de crime tem alguma coisa específica para combater?

REPÓRTER: E roubos a carros também, governador, aumentou.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: São duas questões importantes. A primeira é investigação que é a Polícia Civil. Então nós teremos já agora nos próximos meses mais quase mil policiais civis: investigadores e escrivãs e estamos terminando o concurso para 140 delegados. Então é fazer investigação. No caso de homicídio DHPP, no caso de roubo de automóveis, furtos, identificar as quadrilhas, desmanches de automóveis, que também tem um problema grave e receptador de produto roubado e polícia na rua, polícia ostensiva, preventiva para evitar o crime. Isso é uma guerra que tem que vencer batalha todos os dias aí. A gente pode dizer que nós estamos encerrando o ano passado com seis mil policiais militares a mais. E agora em março ou abril nós teremos já a primeira formatura de 2012. Então é contingente policial grande e prioridade para as regiões metropolitanas, especialmente a região metropolitana de São Paulo.


REPÓRTER: As bases do Morumbi, Governador?


REPÓRTER: A gente sabe as diferenças sazonais como em qualquer outro lugar, não é? Existe caixa eletrônico, cada hora é uma modalidade que fica mais irreal. Esse caso de assalto à residência preocupam, chega a preocupar?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não há dúvida, aliás, você sempre está trabalhando no sentido de enfrentar a criminalidade. Assalto a banco: fortalece, vai para o caixa eletrônico, fortalece... Há uma migração do crime, porque o crime sempre busca oportunidade. É investigação permanente no sentido de descobrir e prender quadrilhas e polícia ostensiva, polícia na rua trabalhando, nesse sentido nós estamos recebendo agora em fevereiro, 200 bases comunitárias móveis para regiões que precisam você colocar a base comunitária com polícia ali do bairro. Nós vamos ampliar bastante as bases comunitárias. A polícia comunitária que conhece o bairro, conhece as pessoas e a comunidade conhece o policial, traz resultados extraordinários.


REPÓRTER: Agora sobre o Pinheirinho. O governo do estado tem o plano para executar?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós já... Ontem foi publicado no Diário Oficial o decreto estadual que nós assinamos, permitindo o pagamento do aluguel social. Então, as famílias já foram cadastradas, elas já começam a ter autorização já para procurar o aluguel, o valor do aluguel é até R$ 500, que é que nós pagamos nas regiões metropolitanas. Então as pessoas que recebem o valor, já procuram um aluguel e já vão para as suas casas, e simultaneamente o governo do estado... Nós já temos quatro terrenos já estudados em São José Dos Campos, de acordo com a legislação municipal, áreas de residência para fazer os prédios. Como a gente não faz isso em 24 horas, então enquanto não ficam prontos os prédios, o governo paga o aluguel social. Então as famílias foram obrigadas, agora a segunda fase é ir para as casas que elas vão alugar, o governo pagará o aluguel e a terceira é agilizar a construção das unidades habitacionais para que cada um que não tem casa possa receber a chave da sua residência.


REPÓRTER: O senhor tá se antecipando ao governo federal que pretende fazer uma medida parecida?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não, pelo contrário. Se nós pudermos, e vamos trabalhar juntos nesse sentido, melhor. Veja que o ‘Minha Casa, Minha Vida’... Como em São Paulo o terreno é mais caro, construções em regiões metropolitanas a infraestrutura é mais cara, com R$65 mil não seria suficiente para viabilizar... No interior sim, mas não na região metropolitana. Nós estamos complementando com R$ 20 mil por unidade, 97 mil unidades. Para quem? Para quem ganha até três salários mínimos. Um salário mínimo, dois salários mínimo s, até três salários mínimos.


REPÓRTER: Governador, em uma manifestação os moradores afirmaram que não estão podendo retornar as suas casas para pegar os seus pertences. Eles tão proibidos de entrar no assentamento?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. O que quê... Quem administra tudo é o Poder Judiciário, é todo o controle da justiça de São José Dos Campos. O quê que ficou estabelecido? Que as famílias com todos os seus pertences, móveis, irão para os centros que foram contratados pela justiça. A justiça contratou os balcões, toda a parte de armazenagem; ela contratou empresas para fazer isso. E a hora que tiver a casa alugada, tudo isso para vai ser feito pela justiça e pela prefeitura de São José. Os móveis das pessoas vão para as suas novas casas alugadas, e depois vão para as casas novas que eles vão receber através dos programas habitacionais do estado. Essa é a regra, se houve algum caso específico, é só ser identificado. Aliás, tem 160 assistentes sociais trabalhando lá em São José e as pessoas vão ser indenizadas.


REPÓRTER: O que quê o senhor vai tratar com o prefeito em São José hoje, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, é sobre... A questão do aluguel social já tá resolvido, agora já ir liberando os cheques e vamos tratar da questão, para agilizar os conjuntos habitacionais.


REPÓRTER: Governador, os moradores também afirmar que houve mortos, feridos e desaparecidos. O senhor confirma?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Tem um caso, só citaram um caso. Citaram um caso e vai ser verificado.


REPÓRTER: Agora, essa medida ela não é política. Então o governo federal é parceiro do governo estadual para construir casa?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós queremos somar todos os esforços e principalmente para o governo federal, por que tem recursos do FGTS.


REPÓRTER: E porque tratar essa desocupação como caso de polícia, governador? Teve negociação antes para regularização do assentamento?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não é. É caso de cumprimento de ordem judicial. É diferente. Você tem uma ordem judicial que precisa ser cumprida, já em última instância, não tinha... A justiça não pede ao governo, ela requisita força policial. Senão, caberia ao executivo decidir: Aqui eu atendo a justiça, aqui eu não atendo, se acabava o Poder Judiciário, só o executivo. Então, agora nós estamos cuidando das famílias. As famílias já foram abrigadas, vão receber o aluguel social quem não tem casa e vai receber a sua moradia. Como não dá para fazer em 24 horas a moradia, elas vão receber o aluguel social até que as moradias fiquem prontas. Isso já tá equacionado.


REPÓRTER: O senhor disse que impossíveis abusos da polícia seriam avaliados. Já houve algumas avaliações, alguma coisa?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não há menor dúvida. Aliás, já tem um filme de um caso que já está sendo apurado. A polícia tem uma corregedoria muito rigorosa. A própria polícia também filmou toda a documentação, documentou. Tem caso já que está sendo apurado e será punido.


REPÓRTER: Até ontem a polícia de São José não tinha identificado quem eram os policiais. Já teve algum avanço nisso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Mas vai identificar, tenho certeza que vai. Eu pediria que a Laura Laganá desse uma palavrinha aqui pra vocês sobre os novos cursos, o modelo. É um centro voltado à formação de mão de obra, a formação profissional, muito voltado à vocação turística de São Paulo.


REPÓRTER: Só uma última pergunta, governador. Você pretende conversar com o governo federal sobre a construção dessas casas.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Mas nós conversamos todo dia. Para ter uma ideia, das 97 mil, as primeiras 11 mil o terreno, o estado que já tá viabilizando. Nós conversamos todo dia, é permanente essa conversa. E o secretário... De que forma se faz? Pelo secretário da habitação Silvio Torres.


REPÓRTER: Ainda sobre ontem, o episódio da agressão ao prefeito Kassab, não sei se o senhor chegou a conversar com ele. Ele chegou a dizer que era um problema com o governo do estado e que ele tinha acabado sendo alvo, por conta do senhor não está lá. Vocês chegaram a conversar sobre isso?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a manifestação não foi uma manifestação democrática, manifestação violenta, atos de vandalismo... Evidente que são absolutamente reprovadas.


REPÓRTER: O senhor acha que já é clima de ano eleitoral, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A Laura vai dar uma palavrinha.


REPÓRTER: Hein governador?