Coletiva- Entrega das obras de ampliação do Conjunto Hospitalar do Mandaqui-20120702

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Entrega das obras de ampliação do Conjunto Hospitalar do Mandaqui

Local: Capital - Data: 07/02/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, eu quero destacar a importância aqui da entrega dessa grande obra aqui no Conjunto Hospitalizar do Mandaqui. Esse é o maior hospital da região norte de São Paulo, passa de 300 para 450 leitos, aumenta 67% a capacidade de cirurgias e de UTI, e é a grande referência para trauma aqui da região. Hoje a terceira causa de mortalidade, é primeiro o coração; segundo câncer; terceira é causa externa, é trauma, acidente de automóvel, carro, tiro, violência, então é muito importante o Hospital do Mandaqui como uma referência para trauma, para cirurgia, para toda a região norte da Grande São Paulo. O hospital passa de 300 para 450 leitos, um bloco novinho aqui inaugurado, aumento de salas de cirurgia, UTI, enfermarias. Inauguramos há dois meses um hospital de retaguarda aqui no Imirim, o Hospital São José. Então doentes crônicos vão para o Hospital São José, o que abre leitos aqui também no Mandaqui, que é um hospital de maior complexidade, e também um hospital escola que ajuda a formar residência médica para São Paulo.


REPÓRTER: Governador, juntamente com a reforma aqui do hospital, o senhor assinou um documento sobre o funcionamento de 24 horas do CRATOD, como é que vai funcionar isso? É lá na Cracolândia?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Só antes, esse prédio é de 1938, ele é um prédio em que era do tempo de um hospital para tuberculose, ele foi transformado em hospital geral e hoje o grande Conjunto Hospitalar. Então foi reformado o prédio antigo e o prédio novo, esse bloco novo com heliporto inclusive, para atendimento de referência de trauma na região. O CRATOD, nós temos o CRATOD ali na região da Luz, da Nova Luz, mas ele não funcionava 24 horas. Então nós assinamos hoje o decreto e o CRATOD estará 24 horas atendendo a população.


REPÓRTER: A partir de?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É questão de dias. Dr. José Manoel pode..., hoje é terça, se possível amanhã. E aí 24 horas. Quem precisar de atendimento de saúde mental, os dependentes químicos vão poder ser atendidos, quem quiser ser internado. A hora que for o CRATOD vai estar aberto para atender a população. E lá na região da Luz, da Nova Luz. Então um serviço 24 horas de saúde mental.


REPÓRTER: [Ininteligível], prédio, ali no CRATOD?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Já tem o prédio, é na Rua Prates, só que ele funcionava só no período diurno, e agora vai funcionar 24 horas, madrugada inteirinha funcionando.


REPÓRTER: O senhor tem explicações de quanto vai aumentar o atendimento, então, em porcentagem?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, vai crescer. Nós já temos hoje, o último número, 195 dependentes químicos internados voluntariamente, nenhum compulsório. Voluntariamente. Acho que agora com esse trabalho 24 horas, vai ajudar mais ainda a acelerar as internações.


REPÓRTER: Governador, aqui no hospital serão contratados mais profissionais ou deslocados para dar apoio a [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Aqui não é uma OS, aqui é administração direta, então é concurso público, é contratação. E nós vamos ter a carreira dos médicos, que vai ser importante.


REPÓRTER: Voltando à CATROD, vai aumentar o número de funcionários lá?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ah, sim, claro. O Dr. José Manoel pode detalhar melhor para você. Nós vamos ter equipes 24 horas, multiprofissionais: psiquiatra, psicólogo, enfermagem, assistente social, equipes completas.


REPÓRTER: Governador, uma questão política. O senhor acha que uma possível decisão do ex-governador Serra tem que ser tomada antes das prévias, se ele quiser ser candidato?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu não posso falar pelo Serra, mas o que eu quero dizer é que o Serra é um grande nome para ser candidato a prefeito, a presidente da República, ao que ele quiser. É um grande nome, grande quadro. Tenho respeito. Um homem sério, preparadíssimo para servir à população.


REPÓRTER: O ideal seria que ele participasse também das prévias, não é?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Hoje nós temos quatro bons pré-candidatos e vamos... Temos a prévia marcada para o dia 4 de março.


REPÓRTER: Governador, o senador Aécio Neves fez uma ponderação ali, discordando do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de que a oposição estaria rouca ou que não está conseguindo falar, enfim, para... Ontem, o senhor fez um chamado às oposições no evento com o DEM, diz que é preciso batalhar, que é tão patriótico ser oposição quanto ser Governo. Como é que o senhor vê essas declarações do ex-presidente Fernando Henrique sobre a incapacidade da oposição de falar [ininteligível] e a maioria da população?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu acho que o presidente Fernando Henrique fez uma colocação, um alerta, de que é importante no regime democrático você ter uma oposição muito ativa, que aponte equívocos, que denuncie o que está errado, que proponha alternativas. Isso é importante, não é? Porque você tem um equilíbrio, um time governando - e tem que governar da melhor maneira possível - e outro fiscalizando. E deve fazê-lo, porque isso é bom para a sociedade.


REPÓRTER: Governador parece que a princípio ele criticou a questão dos aeroportos e agora veio à privatização. É uma privação que vem tarde, [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu entendo que sim. Veja que o processo de concessão aqui em São Paulo já tem... Vai fazer quase 20 anos. Mas acho que é necessária e acho que foi correta. Porque hoje imaginar que o Governo possa ser provedor de tudo, ele não tem dinheiro para tudo. Achar, também, que ele deva ser executor de tudo, nem sempre faz na velocidade que a sociedade precisa. Então, o Governo moderno ele é mais regulador e fiscalizador. E traz o setor privado para investir e para fazer. E o modal de transporte que mais cresce é o modal aeroviário. E nós podemos ter um grande gargalo, é para ontem o terceiro terminal de Cumbica, e o segundo terminal, e a segunda pista de Viracopos.


REPÓRTER: Isso abriu espaço para se pensar já no terceiro aeroporto aqui?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não há dúvida. Eu acho que foi um sucesso a concessão. Ela foi importante, é necessária. Mas nós já temos que pensar em um terceiro aeroporto e, principalmente, para aviação executiva. Porque veja que o TAV - o trem de alta-velocidade - a estação prevista é no Campo de Marte. Então, você poder perder um aeroporto de aviação executiva. Que hoje já tem dificuldade para você descer em Congonhas. Então, eu acho que vencida essa etapa das concessões de Cumbica e Viracopos, é pensar em um terceiro aeroporto especialmente voltado para a aviação executiva.


REPÓRTER: Governador, como é que o senhor está acompanhando a questão de São Bernardo e o desabamento de segunda?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, eu queria transmitir toda a nossa solidariedade as famílias daquele triste acidente de São Bernardo. Eu falei com o prefeito Luiz Marinho, coloquei a inteira disposição o IPT, que é um instituto de pesquisas tecnológicas para dar toda a colaboração em relação à questão do prédio. O Bombeiro inteiro está lá, a Defesa Civil, todo mundo trabalhando, e coloquei a inteira disposição o Governo do Estado para ajudar no que mais for preciso.


REPÓRTER: A Prefeitura quer tornar obrigatória a vistoria em imóveis de grande circulação a cada cinco anos, o CREA elogiou a medida e destacou que seria interessante em todo o estado. É uma matéria que cabe ao estado ou depende de cada prefeitura?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A legislação desse tipo de matéria é sempre uma legislação municipal, mas nós podemos fazer um trabalho em conjunto com todos os municípios. Para ter essas avaliações periódicas. Eu acho que é uma medida de segurança, porque veja que não é a primeira vez que isso acontece, acabamos de ter um acidente grave no Rio de Janeiro, e é preciso verificar a causa desse acidente, mas acho que é uma medida preventiva importante.


REPÓRTER: Governador, mudando de assunto, um turista foi baleado na Rodovia dos Imigrantes, altura do km 70, ali na região central, na região de São Vicente. Exatamente naqueles semáforos que o Governo estava destinando uma verba para que esses semáforos sejam retirados e construídos viadutos como foi feito na Praia Grande. Eu queria saber, como é que está o andamento desse projeto, obras?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós queremos eliminar esses semáforos. Então, para eliminar o semáforo você precisa ter obra de arte, precisa fazer os viadutos ou passagens inferiores. Governo do Estado já contratou projeto executivo, ele deve ficar pronto nos próximos meses. E nós temos a previsão... O projeto executivo ficou pronto em dezembro. Deixa eu checar aqui. A Prefeitura de São Vicente, ela elaborou o projeto, nós estamos fazendo uma revisão desse projeto e deveremos licitar essas obras no mês de maio. Então em maio devem estar licitadas as obras, não são obras baratas, são obras caras, mas elas vão ser feitas. Isso vai melhorar o trânsito na região. E à medida que diminui semáforo também melhora a segurança.


REPÓRTER: [ininteligível] o tempo de obras, valor?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu peço para o Dr. Clodoaldo, que é do DER, e ele pode passar em detalhes para você, quando sai a licitação, quando começa a obra, e quanto tempo de obra e os valores.


REPÓRTER: Só mais uma coisinha de política, governador. O senhor pode explicar melhor, o que o senhor quis dizer com a expressão ‘libertinagem partidária’? A que o senhor estava se referindo? O que o senhor quer dizer com isso, enfim?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, me preocupa essa questão da fragmentação partidária, do excesso de partidos no país. Eu acho que nós deveríamos ter partidos mais programáticos, com propostas, com fidelidade partidária, em menor número, ou seja, nós ainda precisamos de uma reforma política que possa melhorar a política brasileira.


REPÓRTER: Obrigada.