Coletiva - 32ª edição da APAS 2016 20160205

De Infogov São Paulo
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Coletiva - 32ª edição da APAS 2016

Local: [[]] - Data:Maio 02/05/2016

REPÓRTER: A ocupação do Instituto Paula Souza, a polícia está lá tentando negociar, como é que o senhor está vendo essa situação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, primeiro destacar aqui a importância desta, que é a maior feira e congresso de supermercadistas do mundo, nós podemos nos orgulhar de ter um dos mais eficientes setores, em termos de tecnologia, gestão, qualidade do atendimento, e quem está segurando o emprego, 512 mil empregos só no estado de São Paulo. São Paulo representa 30% do setor no Brasil, e com boa possibilidade de passar da crise e crescer bastante. Então, tem importância social, importância econômica, ambiental, sustentabilidade, respeito ao consumidor, e está incorporado no cotidiano das famílias ir ao supermercado, até para tomar um cafezinho também. Nós deveremos ter, nesses quatro dias, cinco bilhões de negócios e, por isso, fizemos um decreto adiando por 30 dias, além do prazo normal, mais 30 dias para o recolhimento do ICMS. Então, a gente fica feliz de ver aqui o tamanho dessa feira, desse congresso, que é confiança no Brasil. É isso que nós precisamos. Em relação à questão das escolas, nós tínhamos uma escola que foi ocupada, a Fernão Dias, mas que os professores já entraram, já retomaram às aulas, não há nenhuma razão para uma escola ser ocupada, não tem causa, não tem sentido. Nas Etecs, nas escolas técnicas, nós temos 202 escolas, nós tínhamos o Centro Paula Souza, que fica ali no Bom Retiro, e uma Etec também foi ocupada na sexta-feira, mas os funcionários já retornaram ao trabalho, a professora Laura Laganá já está trabalhando, todo mundo já voltou à vida normal. E queria dizer, em relação as Etecs, o seguinte, o curso técnico, ele é médio ou pós-médio, então, quando foi concebido lá atrás, não tinha merenda, porque é um curso que não é curso normal, um curso pós-médio, mas nós resolvemos fazê-la. Então, das 212, faltavam sete. Veja que o Instituto Federal, que também tem Etec, nenhuma tem merenda. São Paulo vai ser o único estado do Brasil que todas as escolas técnicas, faltavam sete, hoje nós completamos a sétima, a partir de hoje será oferecido também ao estudante a merenda. Então, não há razão para essas ocupações. O que os alunos querem é estudar, porque a Etec, cada cinco alunos, quatro já saem empregados. Então, você forma para o mercado de trabalho. É um bom casamento entre a formação profissional e a necessidade do mercado de trabalho. Nós só temos ensino técnico agrícola, escolas de tempo integral, que o aluno mora na fazenda, colégios agrícolas industriais, mecatrônica, autotrônica, e de serviços, como aqui o supermercado, de serviços, os melhores cursos de São Paulo. Estamos com quase 300 mil alunos na Rede de Ensino Técnica do Estado.

REPÓRTER: Agora, governador, a polícia está lá no Centro Paula de Souza, está um impasse com os estudantes, e eu pergunto para o senhor: qual é a orientação para a polícia?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: A orientação é paciência, porque não tem razão para ter isso. Então, das 5.100 escolas, é que às vezes gostam de glamourizar as coisas, nós temos 5.100 escolas, nós estamos falando de uma escola, que é a Fernão Dias, que as aulas já foram retomadas.

REPÓRTER: Sim. Mas paciência é o quê? Vai ficar esse impasse até quando?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, o impasse já acabou. Os professores já voltaram. Eles já estão dando aula lá na Fernão Dias.

REPÓRTER: Não. Eu estou falando do Centro Paula Souza.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: No Centro Paula Souza, eles invadiram o prédio administrativo, onde fica a sede do Centro Paula Souza. Todos funcionários já estão trabalhando, eles estão no galpão, eles estão no saguão.

REPÓRTER: Sim.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Todos funcionários já estão trabalhando.

REPÓRTER: Que é onde está a polícia também. Pergunto ao senhor: como é que vai ser? Porque a polícia ainda não tinha recebido a notificação.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Já foi decidido pela justiça a reintegração de posse. Já foi decida. O que nós estamos fazendo é apelando ao bom-senso. Não há razão para manter. Se o pleito era a questão de todas as escolas terem merenda, no caso do estado, todas, 100% têm.

REPÓRTER: Então, e se os estudantes resolverem ficar lá, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não. Mas nós vamos confiar no bom-senso, vamos conversar. Nós estamos falando de um prédio só. Um prédio administrativo, e que o trabalho está normal. Está todo mundo trabalhando.

REPÓRTER: Governador, qual é a importância dessa feira para o setor de supermercados?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, é uma grande importância social, porque nós estamos falando de mais de meio milhão de empregos no estado de São Paulo, 512 mil empregos. E é o setor que está segurando o emprego, não demitiu, ele manteve o emprego. Depois, importância econômica, 92 bilhões de faturamento. Depois, qualidade do serviço, está incorporado na vida das famílias brasileiras e paulistas o supermercado, nem que seja para ir tomar um cafezinho, então, está incorporado na vida. Respeito ao Código do Consumidor, relações de consumo, respeitando o consumidor, ambiental, assinatura na COP 21 dos cuidados de sustentabilidade, responsabilidade social com aprendiz, com os projetos sociais, então, é uma alegria; e outra coisa, confiança no Brasil. Uma feira que deve movimentar, nesses quatro dias, R$ 5 bilhões de negócios, tecnologia, máquinas, equipamentos, o que há de mais moderno, e dezenas de países também aqui presentes. Então, a gente fica muito feliz, torcendo para que o setor possa crescer, porque com isso cresce o emprego, cresce a área econômica e social. E por isso fizemos o decreto, dando 30 dias, além do prazo normal, mais 30 dias para o recolhimento do ICMS, de todos os negócios realizados nesses quatro dias aqui na feira.

REPÓRTER: Governador, o Governo Federal perdeu uma grande chance de valorizar o seguimento, já que o setor reclama de péssima infraestrutura de portos, ferrovias, rodovias, má gestão, alta de juros, alta do dólar?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, eu vejo que se a gente analisar os países que crescem, os países que crescem têm política fiscal severa, não pode gastar à toa, tem que ter rigor fiscal, política fiscal dura, política monetária juros baixos, hoje até um fenômeno novo, juros negativos em muitos lugares, e política cambial moeda competitiva, porque nós vivemos em um mundo onde o comércio exterior é cada vez mais relevante, é isso que nós temos que fazer. Política fiscal dura, baixar na medida do possível a carga tributária; política monetária juros baixos, para estimular o empreendedorismo e não o rentismo, a pessoa viver de capital; e política cambial para o Brasil poder ter mais competitividade. E o que você destacou, infraestrutura e logística, e isso responde muito rápido. A construção civil gera muito emprego. Então, se você fizer metrô, trem, porto, aeroporto, saneamento básico, é emprego rápido. Eu diria que dois setores podem ajudar nesse momento a retomada do emprego, exportação, comércio exterior, e rapidamente também infraestrutura e logística, isso ajuda o conjunto da sociedade.

REPÓRTER: Nós falamos para ABC, quais as conquistas que a região teve, nos últimos 12 meses?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós vamos inaugurar nos próximos dias mais um Poupatempo, que é o Poupatempo de Mauá. Então, mais uns dias estamos inaugurando. Nós tínhamos 25 Poupatempos, hoje são 76 Poupatempos, que é o serviço público melhor avaliado do país. O rodoanel, que colocou o ABC na melhor esquina do Brasil, porque você vai até o aeroporto de Cumbica e o porto de Santos, sem passar por São Paulo, estamos terminado já o Rodoanel Norte. Saúde, com os novos hospitais, AMS, Rede Lucy Montoro. Educação, com as novas Etecs, Fatecs, que são faculdades via rápida emprego, para a pessoa poder rapidamente se recolocar no mercado de trabalho. Saneamento básico. Segurança pública que, inegavelmente, melhorou, tem muito ainda a ser feito, mas os índices de criminalidade caíram. Enfim, um conjunto de fatores. O que precisa agora é o Brasil retomar o seu crescimento.

REPÓRTER: Só para eu encerrar, governador, perdão.. Nós estamos com o Orlando Morando, deputado estadual, aqui ao seu lado. Conquistar São Bernardo é a “menina dos olhos” do governo do estado?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, aqui não é aspecto eleitoral, né? Governador não tem candidato. Mas quero dar aqui um depoimento, do espírito público e da capacidade de trabalho do Orlando Morando.

REPÓRTER: Ok. Categoria 02 de maio de 2016 [[]]