Coletiva - AME Heliópolis amplia cirurgias após queda na demanda do Hospital de Campanha 20203108

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Coletiva - AME Heliópolis amplia cirurgias após queda na demanda do Hospital de Campanha 20203108

Local: Capital - Data: Agosto 31/08/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, muito obrigado pela presença. Quero agradecer aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos que aqui estão, nessa coletiva de imprensa, no Palácio dos Bandeirantes, nesta segunda-feira, dia 31 de agosto. Agradecer também os jornalistas que, virtualmente, acompanham a nossa coletiva à distância, e agradecer também aqui ao Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e igualmente o José Osmar Medina, nosso coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e Jo ão Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, todos aqui ao nosso lado. Queria, antes da nossa mensagem de hoje, agradecer o apoio do setor privado, empresas e pessoas. Hoje realizamos a nossa 17ª reunião do Comitê Empresarial Solidário, todas as reuniões virtuais. Já alcançamos R$ 1.051.000.000 em doações, em dinheiro, serviços e produtos para a saúde, educação e proteção social em São Paulo, um número recorde, histórico, nada chegou a este valor em qualquer circunstância, em qualquer momento da história. E hoje pude fazer também a doação à Comunitas, uma das entidades que nos ajuda muito, sobretudo na aquisição do Alimento Solidário, como já nos ajudaram também na aquisição de respiradores e EPIs. Eu fiz a doaç&atild e;o do meu salário, os salários de março, abril, maio e junho, totalizando R$ 68.455, doação integral do meu salário, como faço desde o dia 1 de janeiro de 2019. Os R$ 68.455 estão sendo destinados exclusivamente para aquisição de alimentos do Alimento Solidário. Todos os meses, até o final do meu mandato, doarei integralmente o meu salário, e todos os secretários e dirigentes de estatais do Governo de São Paulo estão doando, desde o mês de agosto, 10% do seu salário, igualmente, para o Alimento Solidário. Agradeço a solidariedade de todos, em nome da Patrícia e do Jean, que aqui estão. Na mensagem de hoje, um ponto de preocupação. Todos observaram neste final de semana um número impressionante de pessoas nas praias aqui do litoral de São Paulo, sem me referir ao litoral de outros estados brasilei ros. Pessoas se aglomerando, sem máscara, de forma inadequada e perigosa. As rodovias também aqui do Estado de São Paulo tiveram seguidos congestionamentos, como se nada estivesse acontecendo, como se estivéssemos aqui em período de alta estação, de férias, e com razões para celebrar. Nós não temos razões para celebrar, temos razões para nos preocupar. Os resultados positivos que São Paulo tem alcançado não justificam relaxamento e nem aglomerações, de nenhuma espécie. Nem em praias, nem em parques, nem em bares, nem em restaurantes, nem mesmo em festas em residências particulares. Nós estamos em quarentena, eu quero deixar isso bem claro à opinião pública de São Paulo, e esta quarentena, ela prossegue e prosseguirá, enquanto não chegar a vacina e não tivermos a imunizaç&atild e;o de todos os brasileiros de São Paulo, nós estaremos em quarentena. No Plano São Paulo, na quarentena inteligente, mas para preservar vidas é preciso que as pessoas tenham responsabilidade. Usando máscaras, fazendo o distanciamento social, fazendo os seus hábitos de higiene, sobretudo na lavagem das suas mãos, e tendo respeito pela vida. Nós estamos combatendo um vírus muito agressivo, um vírus letal. Eu mesmo já fui vítima do Corona Vírus, me recuperei, felizmente. Muitas pessoas, não conseguiram se recuperar. Mais de 30 mil brasileiros de São Paulo não conseguiram se recuperar, perderam suas vidas. Não há razão, repito, para celebração de nenhuma ordem. Eu entendo que, após seis meses de confinamento, isolamento, distanciamento e restrições, sobretudo os jovens se sintam compelidos a se aglomerarem, a n&a tilde;o usarem máscaras, mas não podem e não devem fazer isso. Nós queremos jovens com vida, e não jovens ameaçados, e não jovens infectados, não pais chorando a morte dos seus filhos, nem irmãos chorando a morte dos seus irmãos. Então, peço que principalmente os jovens, mas também os pais dos jovens, os avós dos jovens e os amigos dos jovens, digam que nós estamos na pandemia. Não há razão para essas aglomerações. Nada justifica o desprezo pela vida. A redução dos óbitos que temos tido em São Paulo não justifica e não pode ser entendida como final da pandemia. Volto a repetir o que já disse aqui várias vezes: Só teremos o fim da pandemia com a vacina, e com a imunização promovida pela vacina. Enquanto não tivermos, nós estaremos em quarentena, e l utando contra o vírus e a favor da vida. Queremos também recomendar aos prefeitos do Estado de São Paulo, seja no litoral, seja no campo, seja em qualquer uma das regiões do Estado de São Paulo, que por favor não permitam superaglomerações nas praças, nas ruas, nas avenidas, nos parques, nas praias, à beira-mar, e que as pessoas tenham responsabilidade também de aceitarem a recomendação, a orientação e as restrições, para não fazerem aglomerações, e a determinação legal para usarem máscaras. E eu tenho convicção de que prefeitos e prefeitas do Estado de São Paulo saberão agir com responsabilidade pela vida e pela saúde, para impedir que isto aconteça novamente no próximo final de semana, onde temos o feriado de 7 de setembro. Mas de nada adiantará termos um esfo rço de prefeitas e prefeitos se cada pessoa, se cada cidadão não proteger a sua vida e a vida da sua família. Três informações para o dia de hoje. Primeiro, pela terceira semana consecutiva, conseguimos reduzir a queda de óbitos e de internações, mas repito, não é para celebrar, é para termos cuidado e zelo, e seguirmos dentro desse ritmo e desse zelo que o Plano São Paulo propôs e vem obtendo bons resultados. Tivemos uma regressão de 4% nos óbitos da semana que passou, entre os dias 23 e 29, em relação à semana anterior, de 16 a 22 de agosto. Portanto, 4% de regressão de óbitos. As internações também caíram, 4,4%, no mesmo período aqui em São Paulo, no Estado de São Paulo. Houve queda de novas internações na capital, região metropolitana, litoral e interio r. Taxa de ocupação de leitos de UTI, também caiu, foi a mais baixa desde o início do Plano São Paulo, 53.9% na média do estado. Repito, a mais baixa taxa de ocupação de leitos de UTI desde o início do Plano São Paulo, da quarentena do Plano São Paulo. É uma continuidade de bons indicadores, que já se prolongam por três semanas aqui no Estado de São Paulo, mas sempre, volto a repetir com muita ênfase, temos que ter extrema precaução. Não há nada para celebrarmos. A celebração só virá após a imunização com a vacina. Até lá, temos que ter resiliência, paciência, compreensão e proteção à vida. Segunda informação de hoje: Com queda superior a 80% do número de pacientes com Corona Vírus, encerramos as atividades do Hospital de Campanha de Heliópolis, aqui na capital de São Paulo, para ampliar o atendimento a outras doenças. A medida foi possível devido à redução da demanda do Hospital de Campanha, exclusivo para Corona Vírus, que implantamos em maio último, no bairro de Heliópolis, em São Paulo. O hospital cumpriu o seu papel, atendeu 989 pacientes, de 40 cidades, não apenas da capital de São Paulo. Conseguimos uma redução superior a 80% nas internações do Corona Vírus, 81%. Dessa maneira, nós podemos ampliar a demanda reprimida por cirurgias eletivas, que foram canceladas na AME Heliópolis, durante o período de funcionamento do Hospital de Campanha. Dr. Jean Gorinchteyn tratará desse tema e poderá oferecer mais detalhes a todos vocês. Quero informar também que, a priori, o Hospital de Campanha do Ibirapuera segue com suas atividades até o final do mês de setembro, até 30 de setembro, se não houver nenhuma situação que justifique a extensão e o prolongamento do seu funcionamento, depois desta data. Terceira e última informação de hoje, de ordem econômica: O Governo de São Paulo abriu 20 mil vagas em cursos de tecnologia da informação, exclusivamente para mulheres. São quatro opções gratuitas de curso, com duração de 80 horas, oferecidos pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo, a Univesp, em parceria com o Senac: programação de computadores, gerenciamento de banco de dados, desenvolvimento de aplicativos para celular e criação de websites na internet. As aulas começarão no próximo dia 14 de setembro, e repito, exclusivamente para mulheres, e poderão ser feitas, obviamente, à dist ância, remotamente, da própria casa da aluna que se inscrever gratuitamente no curso da Univesp. Patrícia Ellen dará mais detalhes a vocês desta boa medida. Vamos então começando com a saúde, ouvindo Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde. Na sequência, o Dr. Medina e o Dr. João Gabardo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos aqui presentes. Estamos na 36ª semana epidemiológica. Mantivemos índices de queda, tanto no número de óbitos, de internações, em todo o estado, algo que vem se mantendo por três semanas consecutivas. Estamos com estes números epidemiológicos bastante estabilizados, o que reforça o controle da pandemia no nosso estado. Lembro que sempre tivemos o apoio da população para que pudéssemos atingir esses níveis, porque fizemos um pacto. O pacto era: fique em casa, enquanto preparamos a saúde pra vocês. E assim fizemos. Distribuímos mais de 3.900 respiradores, ampliamos o número de unidades de terapia intensiva, de 3.200 leitos para mais de 8.500 leitos em todo o estado. Prometemos testar e assim fizemos, hoje... Desculpa, até dia 28/08, esses dados ainda não estão atualizados, 3,8 milhões de testes realizados no Estado de São Paulo, algo que não se viu em nenhum outro estado, nem tampouco em vários países da Europa. Atingimos 96% de testagens em algumas regiões do estado, e continuaremos testando. Apoiamos e investimos a vacina, a vacina da Sinovac, que é a vacina mais segura e avançada que temos disponível no mundo, não só no nosso país, e já vem sendo liberada de forma emergencial na própria China. Continuaremos nas progressões, nas flexibilizações, sempre seguindo os índices da saúde, pra definirmos de forma gradual e segura a ampliação, tanto de serviços quanto de atividades. Lembro que temos hoje 88% dos municípios do estado na fase amarela, e frente a esses bons índices teremos transição de v&aacu te;rios municípios ainda essa semana. Isso permitirá maior flexibilização segura das atividades e isso acaba não sendo diferente também na saúde. Assim como ocorreu com o hospital de campanha que nós tivemos aqui no Pacaembu, iniciaremos aí a desmobilização, tanto da tenda quanto da própria unidade de terapia intensiva do AME de Barradas, a região do Heliópolis, aqui na região Sul de São Paulo, a partir já da próxima semana, logo a seguir já entro em alguns detalhes. E passamos dessa maneira a dobrar as cirurgias eletivas, passando de 600 para 1.200 procedimentos de baixa complexidade. Na verdade, esses 1.200 procedimentos já eram realizados antes da pandemia e vieram, logicamente, sendo reduzidos, em virtude da ocorrência e da assistência para o Covid. Esses números mostram claramente que as unidades precisam retomar as suas vocações e continuar a servir a população, que não somente pelo atendimento da Covid, mas na sua retomada necessária. Em relação à semana epidemiológica anterior, no Estado de São Paulo, tivemos uma queda do número de internações, em 4%, óbitos também na mesma cifra, de 4%. No município, as internações caíram 4% e óbitos também 4%. Litoral, interior, as internações tiveram uma queda 2% e óbitos tiveram uma queda mais significativa, de 10%. Mantivemos os melhores índices em ocupação de leitos das unidades de terapia intensiva, como o próprio governador falou, o estado com 53,9%, a região metropolitana com 51% na taxa de ocupação nas unidades de terapia intensiva. É importante que lembremos que ainda estamos em quarentena, não voltamos ao normal. Isso só será possível com a vacina. Dessa maneira, precisamos todos, todos mesmo, continuar. Estamos cansados, mas não podemos desistir. Estamos apenas no meio do caminho. Se desistirmos agora, não conseguiremos e não seguiremos aquele plano de flexibilização do Plano São Paulo. Dessa maneira, é fundamental que nós estejamos bastante atentos para que não ocorra o que vimos, tanto em bairros boêmios de várias cidades do estado, assim como praias, uma vez que isso, sim, pode fazer com que possamos retroceder, retornar a fases mais restritivas. Não podemos perder mais vidas. Essas vidas, na verdade, são histórias de amor que jamais serão recuperadas. Com relação ao Hospital de Campanha Barradas, aqui de Heliópolis, que foi inaugurado em 20 de maio, com 200 leitos de enfermaria, 24 leitos de unidades de terapia intensiva, t iveram 989 pessoas atendidas. Dessas, 848 pessoas já recuperadas, em alta, e com assistência a 40 municípios aqui da Grande São Paulo. Hoje, nas taxas agora do dia 30, nós tivemos 15 ainda pacientes, que ainda se mantêm em enfermaria, 13 que estão em unidade de terapia intensiva, e esses pacientes receberão alta de forma gradual ou serão deslocados para outros serviços, para que possamos, na próxima semana, desativar as atividades, como disse, também de uma forma gradual. Próximo, por favor. O cronograma é que, a partir de hoje, exista um bloqueio no recebimento de novos doentes, e a partir de 20/09 toda essa estrutura já tenha sido desabilitada. E com isso, passa-se, como disse, a voltar à sua vocação, na assistência de outras doenças, de forma extremamente importante pra toda a região. Próximo. Hoje, no Estado de São Paulo, nós temos 804 mil casos, com óbitos, 30.014 pessoas que vieram a falecer, com ocupação em unidades de terapia intensiva no estado de 54%, na Grande São Paulo de 51,3%. Próximo, por favor. Tivemos agora, como casos confirmados, para a data de hoje, 938 casos, lembrando que esse número é bem abaixo, naturalmente, o que tem acontecido todas as segundas-feiras. Próximo. E vemos aqui a taxa média de novos casos em queda realmente bastante significativa, em relação ao que se viu nas semanas epidemiológicas anteriores. Próximo. Novas internações também em queda em todo o Estado de São Paulo, e também na taxa de óbitos, mostrando queda em relação às semanas epidemiológicas. Estamos muito próximos à 23ª semana epidemiológica, que aconteceu em junho. Próximo. Hoje, nós ence rramos então aquela segunda quinzena epidemiológica de agosto. As taxas de projeção foram realmente aquelas bem estabelecidas, tanto para o número de casos, bem como para o número de óbitos. Próximo. Muito bem, muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Vamos agora à intervenção do Medina, seguido do Gabardo. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador, boa tarde a todos. Eu queria só reforçar a informação que o Dr. Jean apresentou, que hoje encerrou um ciclo de 15 dias [interrupção no áudio] óbitos, e ele é feito a cada 15 dias, no meio do mês e no final do mês. E estava projetado para hoje entre 835 mil e 970 mil casos, e o resultado foi de 804 mil casos, ficou abaixo do limite inferior da projeção. E também foi projetado entre 30 mil e 36 mil óbitos, o resultado total do estado, e o resultado ficou no limite inferior, que foi 30.014 óbitos. Na próxima quarta-feira, nós vamos apresentar a projeção para os próximos 15 dias. E só uma recomendação, reforçando a recomendação do Comitê, recomendação de todo o Governo e mais o Comitê, para esse final de semana prolongado. Lembrando, como o governador mencionou, que nós estamos na vigência de quarentena. Então, primeiro, não relaxar a vigilância e manter alerta para os riscos de contágio. Não descuidar do uso de máscaras faciais, de higiene das mãos, no distanciamento... Distanciamento, que eu sempre falo, é um distanciamento consciente, de acordo com o risco. Quanto maior o risco, maior o distanciamento. E evitar, na medida do possível, evitar mesmo as aglomerações. E pros jovens, que são aqueles que viajam mais, que frequentam mais os ambientes onde tem aglomeração, lembrar que eles têm que tomar um cuidado muito grande, embora a letalidade, quando ela acomete um jovem, é baixa, ele pode levar o Covid pra casa. Ele pode levar o Covid pra casa, e ele tem que proteger os idosos que estão no domicílio, do c ontágio, porque quando um idoso, ele é contagiado, o risco, a letalidade dele é cerca de 100 vezes maior do que algumas faixas etárias de idosos. Então, é importante que o jovem, além de pensar na sua saúde, pense também como evitar de levar o Covid pra casa e arriscar a vida dos mais idosos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos que acompanham essa coletiva. Eu gostaria de reforçar esses números que foram apresentados pelo secretário Jean, que mostram redução nos indicadores de acompanhamento da transmissibilidade da doença, o fato de nós concluirmos a quinzena dentro do intervalo de confiança previsto pelo Centro de Contingência para o número de casos e também para o número de óbitos, poder dizer que hoje nós tivemos o registro de 938 casos. Este é o menor número de casos confirmados dos últimos 100 dias. Nós nunca tínhamos... Última vez que nós ficamos abaixo de mil casos confirmados foi no dia 18 de maio. Desde o dia 18 de maio, sempre, mesmo nos finais de semana, nós sempre ficamos com mais de mil casos. Hoje regist ramos 938 casos. E por último, reforçar as orientações, os cuidados com as pessoas, em função do feriado do próximo final de semana. A gente tem acompanhado o sistema, a flexibilização que vem ocorrendo em outros países, em que a pandemia começou antes e teve um ciclo diferente do nosso. A nossa situação não é nem parecida com a dos países da Europa, nem parecida. Pra vocês terem uma ideia, a curva, a média móvel de óbitos na Itália, dos últimos sete dias, é de seis óbitos diários; Alemanha, quatro óbitos diários; a França, 13 óbitos diários. O Brasil tem hoje uma média móvel de 876 óbitos, e os Estados Unidos, 920. Nossa situação é muito diferente, então a recomendação para que, no próximo feriado, a s pessoas se protejam, não se exponham, usem máscaras, evitem o contato próximo e outras pessoas, é extremamente relevante. Era isso, obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Gabbardo. Encerrado o tema da saúde, vamos agora ao tema econômico, com Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Hoje, nós temos uma boa notícia, uma grande oportunidade aqui na nossa atualização econômica. Nós sabemos que as empresas de tecnologia são empresas que continuam empregando durante a pandemia. Até como um ponto importante para relembrarmos: Em 2005, das oito maiores empresas, somente uma era empresa de tecnologia. Hoje, em 2020, as oito maiores empresas no mundo, sete são do setor de tecnologia. Então, houve uma grande transformação, que foi muito potencializada e acelerada durante a pandemia. Além disso, nós sabemos que o caso do Brasil não é diferente. Estimativas realizadas pela Brascom, Associação Brasileira de Empresas de Telecom e Tecnologia, entre o ano de 2020 e 2024, o setor de tecnologia terá cerca de 290 mil novas vagas de tecnologia para... São oportunidades reais de emprego e renda, mas infelizmente há uma expectativa de falta de profissionais qualificados para ocupação de todas essas vagas. Então, temos vagas, temos oportunidades e estamos investindo muito em cursos de qualificação para preenchermos essas vagas. Outro desafio que nós temos é que, dos nossos cursos de qualificação em tecnologia, o melhor número que nós encontramos relacionado a mulheres foi um terço das vagas preenchidas por mulheres, mas metade da nossa população são mulheres, metade dos nossos empreendedores e empreendedoras são mulheres. Então, nós precisamos também que as mulheres saibam, e as meninas, mulheres, saibam que elas também podem buscar as vagas no setor de tecnologia. É por isso que hoje, estimulados por essa oportunidade de va gas em tecnologia e de incentivo às meninas e mulheres para procurarem essas vagas, nós estamos lançando uma semana especial do SPTec, nosso programa lançado pelo governador com o objetivo de ocupar essas vagas no Estado de São Paulo, mas 20 mil vagas exclusivas para mulheres, para que esse estímulo aconteça e as mulheres saibam que elas podem, sim, ocupar vagas de programadoras, de web designers, de desenvolvedoras de sites. Todas as mulheres e homens são aptos para esses tipos de programas, então esse é o sinal que nós estamos dando aqui para que todas as meninas e mulheres busquem essas oportunidades. Então são 20 mil vagas exclusivas para mulheres, com inscrições imediatas. Na próxima página, por favor. Nós vamos ter, além dessas 20 mil vagas, nós vamos ter 500 vagas num curso mais avançado. As 20 mil vagas são cursos d e nivelamento, e na sequência 500 vagas em cursos mais especializados, em parceria com o Senac, e eles são como se fossem presenciais, são ao vivo, com professores conectados, mas sem a presença física, pra proteção adicional também nessa etapa da pandemia, que o governador João Doria já destacou a importância de mantermos esse cuidado. Na próxima página, esse lembrete que eu já mencionei: além de nós termos somente um terço das mulheres aqui cursando nossos cursos de tecnologia, nós vimos que 79% das mulheres que ingressam em cursos relacionados a essa área abandonam a faculdade ou o curso ainda no primeiro ano, e apenas 17% das pessoas que ocupam essas vagas que nós mencionamos hoje, que inclusive estão crescendo, no Brasil apenas 17% são mulheres. Então temos aqui um desafio e uma meta bastante audaciosa para realiz armos, mas o governador sempre coloca, que hoje de manhã ele já destacou isso no nosso Comitê Empresarial Solidário, que não tem medo de grandes desafios e grandes metas. Então, está aqui uma, para que a gente consiga alcançar, que metade das nossas vagas de tecnologia, no nosso Estado de São Paulo, sejam preenchidas por mulheres. Na próxima página, para que isso seja possível, além de termos essas 20 mil vagas aqui, como estímulo que vão ser também ministradas pela Univesp, nossa Universidade Virtual, através do Curso Via Rápida, nós temos, como eu mencionei, esse curso mais especializado pelo Senac e toda a curadoria sendo realizada por empresas de tecnologia para aumentar a chance de empregabilidade dessas mulheres que fizerem esses cursos. E além disso, nós vimos que muito dos nossos alunos nesses cursos, optam por empreender, não somente por necessidade, mas, em muitas das vezes, porque eles preferem empreender. Então, para isso, nós estamos também fornecendo módulo de empreendedorismo e um acesso facilitado aos nossos programas de microcrédito do Banco do Povo. A inscrição é imediata, na próxima página, através do site cursosviarapida.sp.gov.br, as inscrições são até o dia 4 de setembro e a previsão para início das aulas é no dia 14 de setembro. Eu agradeço novamente, governador, a oportunidade, porque nós estamos aqui com um programa que tem impacto direto em emprego e renda. Nossa retomada, ela vai ser realizada, sim, não existe melhor política de desenvolvimento que o emprego e nesse caso aqui, emprego para mulheres, então, eu agradeço não somente como secretária de Desenvolvimento Econômico, Ci&ecirc ;ncia e Tecnologia, mas também como secretária e em nome das outras quatro secretárias que estão aqui comigo, e também como mãe de duas mulheres, agradeço a oportunidade. E agradeço a você, Daniel Barros, que tem liderado esse esforço, fez um belo artigo esse fim de semana na Folha sobre a importância da inclusão dos jovens no mercado de trabalho e através desse trabalho em parceria, homens e mulheres, que nós vamos conseguir alcançar esse objetivo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia. Vamos agora às perguntas. Pela ordem: TV Record, CNN, TV Santa Cecília da Baixada Santista, SBT, TV Cultura, Rede TV, TV Gazeta, TV Globo/Globonews. Começando então com a TV Record. Com você Maurílio Goeldner. Maurílio, obrigado mais uma vez por estar aqui ao nosso lado, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MAURÍCIO GOELDNER, JORNALISTA DA TV RECORD: Governador boa tarde, boa tarde a todos. A minha pergunta é em relação a multa pelo não uso de máscara, que no auge da pandemia foi uma nova medida adotada, eu queria saber, na avaliação do senhor, e analisando essas imagens do fim de semana, se essa medida pegou, se essa medida depende de mais fiscalização, se existe esse plano e como fazer para já no próximo fim de semana evitar aquele tipo de aglomeração e estimular o uso das máscaras?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Boa pergunta Maurílio. Sim, é importante que prefeitas e prefeitos de São Paulo tenham uma ação mais rigorosa para aplicação da lei do uso obrigatório de máscara, isto é necessário sim, sobretudo em áreas potencialmente aglomeráveis, beira de praia, parques, praças e próximo ou em frente a bares, restaurantes e cafés. Nós já emitimos uma orientação e repito aqui na coletiva de imprensa, sobretudo aproveitando a imagem da TV Cultura que vai para todo o estado de São Paulo, para que prefeitas e prefeitos orientem a vigilância sanitária neste fim de semana prolongado, principalmente para que redobrem o cuidado, exijam a colocação de máscaras, antes de multar, pedir, solicitar e depois, se necessário, exigir e multar aquele que, circunstancialmente, não esteja portando a sua máscara ou que negue o uso da máscara. Quem não usa a máscara, Maurílio, está a um passo de ser infectado pelo Coronavírus. E estando infectado, ele entra no rol das pessoas que podem perder a vida. Vamos à próxima pergunta, obrigado Maurílio, da Tainá Falcão, da CNN. Tainá, boa tarde, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, JORNALISTA DA CNN: Boa tarde. São duas. A minha primeira pergunta é também sobre esse assunto para o secretário de Saúde Jean Gorenstein, acho que o senhor mencionou alguma coisa sobre o Plano São Paulo, é possível que essas cidades retrocedam no Plano São Paulo por conta das imagens que a gente vem assistindo de aglomeração, isso pode interferir de alguma forma na situação delas no plano de reabertura? E governador, uma pergunta agora direcionada ao senhor, sobre, é uma entrevista recente que o senhor deu falando sobre o apoio do governo federal e se isso não viesse, independentemente desse apoio, São Paulo iria imunizar os brasileiros que vivem aqui no estado. Então, eu queria saber se existe a possibilidade, então, de um plano estadual de imunização e como é que está essa conversa com o gove rno federal, se tem alguma novidade em relação a isso?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Tainá. Vamos as respostas das duas perguntas. A primeiro com Jean Gorenstein.

JEAN GORENSTEIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Tainá, obrigado pela pergunta. Essa pergunta é muito importante. O que nós temos orientado é que essa flexibilização seja lenta e gradual e sempre segura, baseado naqueles índices de internações em Unidades de Terapia Intensiva, ocupação de leito em Unidades de Terapia Intensiva, número de óbitos. Dessa maneira, a medida em que as pessoas flexibilização sem seguir a ciência, sem seguir as orientações sanitárias, isso passa a ter um impacto. Nós vimos nas fotos, alguns presenciaram situações, realmente, em que a aglomeração acabou existindo e essa aglomeração não circula só pessoas, circula vírus. E dessa maneira há maior chance de doenças acontecerem, pessoas ficarem doentes e, com isso, impactarem nos índices. E é isso que nós fazemos, a questão de repactuar com a população. Quando... a gente entende que as pessoas estão cansadas, nós sabemos disso, todos nós estamos, mas não é hora de perdermos esse fôlego, ainda temos muita estrada pela frente. E se nós não tivermos o mesmo apoio da população que tivemos até hoje, nós estaremos fadados a retroceder no Plano São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Jean. Tainá, em relação a sua segunda pergunta, de fato, na última sexta-feira eu concedi uma entrevista para o jornal New York Times, uma das perguntas formuladas, eram dois repórteres, aliás repórteres da Agência Reuters em nome do New York Times, e uma das perguntas foi: se não houvesse apoio do governo federal ao programa da vacina Coronavac em São Paulo, São Paulo manteria o programa da sua vacina? Eu respondi sim e volto a reafirmar, sim. Mas acredito, sinceramente, que teremos o apoio do governo federal através do Ministério da Saúde, tudo indica neste sentido. Não vejo nenhuma indicação contrária ao apoio do Ministério da Saúde, até o presente momento, para apoiar os pleitos feitos pelo Instituto Butantan para ter o apoio financeiro, da mesma maneir a que o governo federal já definiu para a Fiocruz. O Butantan produz três vezes mais vacinas do que a Fiocruz, isso não desmerece a Fiocruz, ela precisa e deve ter o apoio do governo federal, mas eu volto a repetir, não vejo nenhuma razão de ordem técnica que impeça a destinação de recursos ao Butantan que já é o maior provedor de vacinas para o Ministério da Saúde, através do sistema SUS e que tem, em estágio avançado, a sua vacina, a Coronavac e que já em dezembro teremos a vacina aqui disponível para ser, desde que, evidentemente, vencida essa terceira etapa de testagem e mediante aprovação da Anvisa, nós já teremos condição de imunizar os brasileiros de São Paulo. E, na sequência, com mais recursos e é esse o nosso pleito ao governo federal, assim como também os recursos que estam os recebendo em doação do setor privado, destinar a vacina para os brasileiros de outros estados também. Esse é o nosso desejo. Obrigado Tainá. Vamos agora uma pergunta online da Amanda Barbieri da TV Santa Cecília da Baixada Santista. Amanda, você já está em tela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

AMANDA BARBIERI, JORNALISTA DA TV SANTA CECÍLIA DA BAIXADA SANTISTA: Boa tarde governador. Esse final de semana as praias aqui da Baixada Santista ficaram lotadas, inclusive muitas delas já foi liberado o trabalho dos ambulantes. Então, isso levou muitas pessoas às praias também, além do bom tempo. A Ecovias que é a concessionária que administra aqui o sistema Anchieta-Imigrantes, registrou, inclusive, mais de 105 mil veículos vindo aqui para a Baixada Santista. Houve muitos abusos, a gente observou muitos abusos neste final de semana e o meu questionamento é em relação ao próximo final de semana que a gente vai ter um feriado numa segunda-feira, eu queria saber se o governo do estado, juntamente com os prefeitos aqui das cidades da Baixada Santista, avalia fazer alguma ação para impedir que os turistas venham aqui à Baixada e lotem não só as praias , mas também comércios, shoppings, enfim, outros locais de lazer. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Amanda, vou responder e vou pedir um comentário do Dr. Medina ou Dr. Jean Gorenstein ou de ambos, também a vontade o nosso Gabbardo, se assim desejar. Amanda, comentamos isso aqui já na coletiva logística na introdução desta conferência de imprensa de hoje. Não foi uma boa cena aquela que vimos neste final de semana no litoral de São Paulo, sobretudo na Baixada Santista, em especial. E nós demos e oferecemos autonomia aos prefeitos para que possam tomar as devidas providências e sobretudo diante dos fatos que foram registrados pelas imagens nas redes sociais e também por veículos de comunicação. É muito importante que prefeitos que estejam nos acompanhando agora por essa coletiva de imprensa, que dotem medidas para evitar aglomerações nas praias, nas praças, nas áreas aonde o público pode frequentar, porém, sem aglomerações e necessariamente, Amanda, com o uso de máscaras. É inconcebível que pessoas diante de uma pandemia que mata saiam de casa sem usar a máscara, ou saiam com a máscara e tirem a máscara e não a utilizem no contato com outras pessoas. Jean e Medina.

JEAN GORENSTEIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Amanda, obrigado pela pergunta. É importante que nós entendamos que não é uma questão só da Baixada Santista, mas nós estamos diante de um feriado que é natural que as pessoas queiram aproveitar e sair e descansar. Mas as pessoas devem, realmente, como o próprio professor Medina colocou, seguir as normas de vigilância ou as normas que foram estabelecidas como regras sanitárias. Nós da vigilância, do estado, estamos ampliando o número de técnicos que estão sendo distribuídos para todos os municípios, mas especialmente para essas regiões que conclamam maior atenção, principalmente essa região nossa da Baixada. O número de fiscalizações foram intensificadas, mas frente essa grande multidão, isso não foi poss&iacu te;vel se estabelecer de uma norma até visual. Foi difícil que imaginasse que alguém da própria vigilância tivesse em ação. Então, nós vamos precisar uma ação muito mais rigorosa tanto dos prefeitos, tanto da própria vigilância sanitária, estaremos, como eu disse, mandando mais técnicos para essas regiões, mas é importante o papel da população. A população tem que estar engajada como responsabilidade para ela e para as pessoas ao seu entorno.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Medina. Obrigado Jean.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Obrigado. Então, é importante destacar que o Plano São Paulo, ele tem conseguido sucesso na implementação das suas regulamentações, com a redução do número de casos, sem impedir o fluxo de pessoas o que pode gerar conflitos que são impossíveis de lidar numa situação como essa onde já existe, assim, uma fadiga do isolamento, uma fadiga do distanciamento que precisa ser trabalhada. O que nós insistimos bastante é no processo de catequização, ficar insistindo nas recomendações para que as pessoas sejam catequizadas a seguir essas orientações como veem seguindo até agora, para que essas situações como ocorreu ontem, sejam evitadas, mas sem fazer nenhuma limitação, assim, do fluxo de pessoa s. É lógico que necessita alguma fiscalização dos municípios para pelo menos modular um pouco essa atividade, mas é impossível impedir que as pessoas viajem de um lugar para o outro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Medina, obrigado Jean. Obrigado a você, Amanda Barbieri. Nós vamos desconectá-la agora da imagem, mas você continua acompanhando a nossa coletiva de Santos, através da TV Santa Cecília. Vamos agora ao Fábio Diamante, do SBT, na sequência a TV Cultura com Maria Manso. Fábio, boa tarde, a sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, JORNALISTA DO SBT: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Governador, eu queria voltar, insistir no tema da situação das praias, porque, de fato, é uma fiscalização bastante difícil com aquela quantidade de gente, né? Os municípios, no início da pandemia, pediam ajuda, inclusive do governo do estado, para tentar conter que as pessoas descessem para a praia. O senhor considera a possibilidade de oferecer apoio da própria Polícia Militar com uma presença mais maciça para facilitar essa fiscalização? Porque um tumulto ali na praia, com um fiscal da vigilância sanitária querendo multar alguém, é muito fácil de acontecer na prática. Então, eu queria saber se o senhor cogita essa possibilidade? Uma segunda pergunta, se o senhor me permite, fora do tema, a primeira-dama está sendo muito criticada n ovamente nas redes sociais, pela segunda declaração que ela fez sobre os moradores de rua. Eu queria que o senhor comentasse sobre o episódio, principalmente sobre a quantidade de críticas que ela vem recebendo, muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Em relação ao tema das praias, desde que haja solicitação, Fábio, ao Governo do Estado, nós daremos apoio, mas quem faz a solicitação deve ser sempre conduzida pelo prefeito ou pela prefeita do município, que tem também a Guarda Civil Metropolitana, e tem os instrumentos legais para amparar medidas orientativas e coercitivas, se necessário. Mas havendo necessidade do apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo, desde que essa solicitação seja feita pelo prefeito local, ele será atendido. Em relação à Bia Doria, é a mesma circunstância que motivou observações feitas nas redes sociais, de extremistas, de esquerda e de direita. Portanto, a eles o meu desprezo, tanto os que são de extrema esquerda, quanto os que são de extrema dire ita, porque adoram fazer edição de imagem, de áudio, para fazerem as suas críticas. Eu prefiro ficar com o trabalho que a Bia Doria vem fazendo, de atenção, de atendimento às pessoas em situação de rua, levando ela mesmo cobertores, Alimento Solidário, máscaras, álcool gel, como tem feito quase que diariamente, inclusive aos finais de semana. Obrigado, Fábio, vamos agora à Maria Manso, TV Cultura. Na sequência, Estela Freitas, da Rede TV. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. A minha pergunta é para o secretário da Saúde. Um dos efeitos colaterais da pandemia e da quarentena é que a gente tem registrado um aumento no número de agressões às crianças e jovens, que ficam em casa, e também mais jovens têm ido para as ruas. Eu, pelo menos, observo isso nos semáforos, para vender coisas, pra tentar ajudar na manutenção da casa. Então, eu imagino que vocês também vivem essa dicotomia, quer dizer, aulas suspensas, as crianças que não conseguem ficar em casa resguardadas vão pra rua, de qualquer maneira. Como é que se resolve isso e como é que vocês pretendem lidar com isso?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, vou pedir um pouco... O Gabbardo, vamos colocá-lo aqui dentro do jogo de respostas, pela experiência que ele tem como médico, ex-secretário de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul e ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, e integrante do nosso Centro de Contingência do Covid-19. Vou pedir ao Gabbardo para responder à questão da Maria Manso. E se precisar, com algum comentário de vocês.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, Maria, primeiro, o fato da gente ter aumento nesses conflitos domésticos é indiscutível. Isso tem aumentado, exatamente pelo maior tempo em que as pessoas permanecem dentro das suas residências, com muito estresse, em função até mesmo das questões de ordem econômica, impossibilidade de desenvolvimento das suas atividades, tudo isso gera conflitos entre as famílias, e que só existe uma maneira da gente contornar isso, né? Que é, de alguma maneira, poder fazer chegar a essas pessoas o auxílio, através de recursos do Governo Federal, do Governo do Estado, alimento, para que essas pessoas possam, pelo menos, ter as suas necessidades básicas sendo atendidas minimamente. Então, esse é um papel fundamental, eu acho que isso o Governo tem feito, o Governo Federal fez a sua parte, o Governo do Estado está fazendo a sua parte, para tentar minimizar esses efeitos. Se a gente considerar que, nesse período, as famílias estão conseguindo receber recurso, muitas vezes até num nível um pouco superior àquilo que elas vinham recebendo anteriormente. Claro que isso não atinge a totalidade das pessoas, há um número muito grande de famílias que isso não é possível. Então, essa é a questão mais importante para tentar contornar essa situação. O fato da saída dos jovens para as atividades informais de comércio de produtos, que você percebe e todos nós estamos percebendo, é uma tentativa de solução que as famílias terminam encontrando. Já que as pessoas de maior risco, de maior idade, precisam ficar ainda com uma restrição maior nas suas resid&ecir c;ncias, termina saindo aqueles que, os mais jovens e que têm menor potencial de risco com o Corona Vírus. De qualquer maneira, as recomendações permanecem a todos, devem ser feitas por toda a população, de restrição, de uso de máscara, de higienização das mãos, com distribuição deste material.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Vamos a uma complementação que o Jean Gorinchteyn gostaria de fazer à pergunta formulada pela Maria Manso, da TV Cultura.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Maria Manso, obrigado pela pergunta. Isso fica claro, que nós temos realidades diferentes no país. Nós temos pessoas em pobreza, extrema pobreza, que precisam estar retomando as atividades escolares. E esse é o nosso foco, o foco do Governo acaba sendo principalmente esse público, que é um público que muitas vezes precisa da merenda para estar se alimentando, que precisa voltar para o aprendizado, exatamente por todos os riscos de estar em casa, de estar na rua, frente à violência dentro de casa, violência fora de casa. Então, o que nós estamos fazendo com o Governo do Estado, junto com a Secretaria de Estado da Saúde? É melhorando e dando segurança para nós prepararmos essa retomada, de uma forma absolutamente segura, tanto com testagem, quanto a criação de regras sanit árias dentro de cada aparelho escolar. Dando a garantia, não só para as crianças, para os funcionários e também para as suas famílias.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean, obrigado, mais uma vez, Gabbardo, e obrigado, Maria Manso, pela pergunta. Vamos agora à Estela Freitas, da Rede TV. Na sequência, Sabrina Pires, da TV Gazeta, e Willian Kury, TV Globo, GloboNews. Estela, boa tarde, obrigado de estar aqui, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. A minha pergunta também seria por conta das aglomerações aí vindo o feriado, mas acho que já está tudo bem respondido, então vou seguir por um outro caminho. Já foi dito aqui também que não é preciso ser preocupar com relação às reinfecções, porém é um assunto que ainda é discutido. A gente sabe que tem casos que estão sendo investigados. Eu queria saber como é que está o acompanhamento desses casos e como o Comitê da Saúde se prepara, caso surjam outros novos casos. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Estela. Vou pedir ao Dr. José Medina para responder a sua pergunta. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Estela. Então, foi documentado mesmo alguns casos de reinfecção pelo Corona Vírus. Nenhum deles numa situação grave. Possivelmente essa reinfecção é por um vírus até que tem uma letalidade menor do que o vírus anterior. Existe a possibilidade de ter algum outro vírus, que tenha um comportamento diferente. Isso tudo está sendo monitorado, mas tem que dar importância epidemiológica para esse fato. São dois ou três casos, ou cinco casos, em mais de 25 milhões de pessoas que já foram contagiadas pelo Corona Vírus, que está circulando na maior parte do mundo, que também já apresenta outras mutações, mas é o mesmo Corona Vírus. Então, é importante dimensionar, isso precisa ser acompanhado pela ciência, precisa ser dimensionado, mas hoje, no próximo mês, ou daqui dois meses, ou até o final do ano, isso não vai ter uma importância epidemiológica grande.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Estela, obrigado pela pergunta. Nós vamos agora para a Sabrina Pires, da TV Gazeta. Sabrina, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Governador, eu gostaria que o senhor comentasse sobre a vacina. Então, como foi o retorno? Tem prazo para que o Governo Federal dê uma resposta aqui para São Paulo sobre esse financiamento da vacina por aqui? E uma outra questão: mesmo que esse dinheiro não chegue, o senhor disse que brasileiros de São Paulo serão vacinados, uma vez que a vacina esteja aprovada e produzida, em hipótese, aqui, a partir de dezembro. Em quanto tempo a população de São Paulo estaria completamente vacinada, pra gente acabar então com a quarentena?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Sabrina, vamos responder as duas questões. Em relação à vacina, eu continuo otimista em relação ao apoio do Governo Federal, através do Ministério da Saúde, para atender os pleitos de São Paulo. Não vejo nenhuma razão do Ministério da Saúde entender que a vacina de São Paulo, ou seja, a vacina Coronavac, não seja importante para salvar outros brasileiros. Diante de uma circunstância de vida ou morte, não tenho dúvida de que o Ministério da Saúde fará sua opção pela vida. E até aqui tem demonstrado isso, quero deixar bem claro, nenhuma demonstração de um caminho distante deste, de apoiar a vacina do Instituto Butantan. Já esta semana, até o final desta semana, teremos uma sinalização, foi o comprom isso do ministro Eduardo Pazuello, de até o final desta semana nos darão a sinalização clara de parcelas desses recursos, para o Instituto Butantan. Portanto, creio que até a coletiva de sexta-feira desta semana teremos informações concretas, e é a nossa expectativa. Em relação à vacina, nós temos em dezembro 45 milhões de doses disponíveis, teremos mais 5 milhões em março, 5 milhões em abril, 5 milhões em maio, totalizando 60 milhões de vacinas para o atendimento imunizatório à população. Sempre ressalvando que precisamos superar essa terceira fase de testes e também ter aprovação final da Anvisa. Nos testes até aqui, tudo correndo muito bem, nenhuma intercorrência de gravidade que exija o reestudo da vacina. Nós temos 9.000 voluntários médicos e paramédi cos sendo testados, em cinco estados brasileiros, e também tudo indica que, superada essa fase de testes de forma positiva, como tem sido até agora, que a Anvisa rapidamente dará a sua concordância e a aprovação para a aplicação da vacina. São Paulo faz parte do sistema SUS, nós temos a melhor e maior rede hospitalar e de saúde pública do país. Não teremos nenhum problema em utilizar esta vacina para imunização dos brasileiros de São Paulo. Desejaremos, sim, fazer com que essa capacidade do Butantan seja multiplicada, até 100 milhões de vacinas, portanto saindo de 60 milhões para 100 milhões imediatamente, depois a 120 milhões, e depois a 240 milhões. Esse é o objetivo final, com a solicitação de recursos de R$ 1,9 bilhão ao Ministério da Saúde, é ultrapassar essa faixa de 60 milhões para 240 milhões de vacinas, lembrando que são duas doses de aplicação da vacina para imunização plena. Então, teremos condição, já havendo aprovação da Anvisa, superada essa terceira fase de testes, iniciar a vacinação a partir do mês de dezembro, e a complementação à sua resposta será feita pelo médico especialista e infectologista, que é o Dr. Jean Gorinchteyn, nosso secretário de Saúde. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem, Sabrina, obrigado pela sua pergunta. Primeiro que nós temos muito otimismo que essa vacina, ela é produzida, vai ser produzida especialmente aqui no Butantan, e ela serve para brasileiros, e é isso que nós queremos. E foi muito claro, no contato que nós tivemos na semana passada, no Ministério, que o ministro Pazuello, ele se sensibilizou pela necessidade de vacinas. Nós não vamos ter, seja uma ou outra empresa fabricante das vacinas, seja o Instituto Butantan, seja a Fiocruz, não vai dar conta sozinha na produção de vacinas para os brasileiros. Então, isso é muito claro. Então, eu não tenho dúvida que isso é um fator muito importante para que a gente possa ter essa vacina em breve e capilarizada pelo Sistema Único de Saúde, e parte dessa popula&ccedi l;ão, volto a dizer, parte vai ser baseada em vacinar através das prioridades, grupos prioritários. Então, profissionais de saúde, pessoas portadoras de doenças crônicas, gestantes, indígenas, e assim vai. E fazendo nos moldes das campanhas de vacinação para a distribuição. Então, muito possivelmente até junho do ano que vem, se tudo estiver a contento, nós teremos isso já muito bem definido e determinado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Eu queria só acrescentar, Sabrina, dois aspectos. 1) São Paulo, pelo fato de deter o controle sobre a vacina, a Coronavac, nós evidentemente temos a capacidade de aplicá-la rapidamente, dentro dos protocolos sanitários, e fazer isso para atender à imunização dos brasileiros de São Paulo, é o estado mais populoso do país, e fazer isso dentro de uma velocidade adequada, recomendada e também com prioridade. A prioridade são para os profissionais de saúde, os que atuam na área de saúde, na sequência os com morbidades, as pessoas com morbidade, as pessoas com deficiência, as pessoas com mais de 60 anos e, na sequência, as pessoas com mais contato com o público, seja na área pública ou na área privada. Há uma sequência nesse processo. Evide ntemente que uma imunização de quase 46 milhões de brasileiros, em qualquer parte, não só em São Paulo ou no Brasil, mas em qualquer parte do mundo, não se faz de forma instantânea, em alta velocidade. Há um processo progressivo para ser feito. Mas nós estamos muito confiantes de que aqui já em dezembro, superada a fase de teste, tendo aprovação da Anvisa, iniciaremos a imunização dos brasileiros aqui em São Paulo. E também recomendo aos jornalistas que também indaguem ao ministro Eduardo Pazuello, que, repito, tem sido correto, e não só gentil e correto, como também republicano na relação da Saúde com São Paulo, pra que a questão possa ser feita ao Ministério da Saúde, no sentido de atender ao pleito do Instituto Butantan, como já anteciparam antes mesmo que houvesse o pleito , a destinação de recursos para a Fiocruz. E enfatizo aos jornalistas que aqui estão, e aos que remotamente nos acompanham nessa coletiva: neste momento, não há nada mais importante na saúde pública brasileira do que a vacina, nada. É a vacina que salva, é a vacina que vai nos colocar em outro patamar, que não este das quarentenas, das limitações, do distanciamento, do uso de máscara, da higienização, dos controles. Será a vacina. Imunizados os brasileiros, voltaremos a ter vida normal. Portanto, este é o grande tema da saúde pública brasileira e, repito, por não haver nada mais importante do que a vacina, eu entendo que o Ministério da Saúde do Brasil priorize a vacina, seja a Coronavac, seja Oxford ou seja qualquer outra vacina que siga os protocolos de saúde da Organização Mundial de Saúde, e os protocolos da Anvisa também. Obrigado pela sua pergunta. Quero agradecer mais uma vez aos jornalistas que aqui estão, agradecer aos cinegrafistas, fotógrafos, aos técnicos também, que fazem a retaguarda. Willian Kury abriu mão de fazer a pergunta, que ele está entrando no ar agora, ao vivo. Will, sucesso aí na sua intervenção, é compreensível. Estaremos aqui de volta na próxima quarta-feira. Por favor, você, que nos acompanha da sua casa, não saia sem usar a sua máscara, leve o seu tubo de álcool gel, lave as mãos com álcool gel e, se possível, também com água corrente e sabão, e faça o distanciamento social de pelo menos 1,5 metro em relação a outras pessoas. E tenha cuidado, tenha zelo com a sua saúde e a saúde dos seus familiares, dos seus amigos e dos seus vizinhos tamb&eacute ;m. Bom dia a todos, até quarta-feira.