Coletiva - Abertura da Feira Internacional Hospitalar 2012 - 2012205

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Abertura da Feira Internacional Hospitalar 2012

Local: Capital - Data: 22/05/2012

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: ...e com o nosso governador, nosso secretário Januário Montone, nosso governador Geraldo Alckmin, estamos à disposição para perguntas.


REPÓRTER: Só mais uma vez, da defasagem da tabela do SUS. Quando que isso vai resolvido, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, é fundamental a correção da tabela da SUS e a correção do teto dos Estados. A Constituição brasileira estabeleceu que a seguridade social ela compõe previdência, saúde e assistência social. Previdência é contributiva, então todo mundo paga para depois se aposentar. A saúde não. A saúde é universal e não contributiva, então precisa ter dinheiro do orçamento. E há um fato que a gente deve comemorar que é o fato que nós estamos vivendo mais. Então, o Brasil que era um país jovem hoje é um país maduro e vai ser um país idoso, e a medicina ficou cara. Então, uma crise de financiamento grave. E o que está acontecendo? As Santas Casas, que deveriam crescer, que é a sociedade organizada, hospitais beneficentes, misericórdias, elas estão diminuindo, quer dizer, quem pode saindo do SUS, indo para convênio. Então, eu entendo que é fundamental ao Governo Federal corrigir a tabela do SUS e ao mesmo tempo aumentar o teto dos Estados. Hoje há uma crise de financiamento muito grande. Mas quero aqui saudar a Hospitalar, essa é a 19ª Feira, uma das grandes feiras do mundo, equipamentos de última geração, medicina nuclear, parte odontológica, hospitalar, vai desde móvel, não é, desde seringa até tomógrafos, ressonâncias. E o setor de saúde gera muito emprego porque é o setor terciário da economia. Então, é uma grande alegria ver que essa feira que começou pequena é hoje a maior da América Latina, uma das maiores do mundo, 82 mil m² de área aqui no Center Norte.


REPÓRTER: Eu tenho uma notícia importante, a CCJ do Senado acabou de aprovar a autorização do empréstimo do BID, não é, para a construção do trecho norte do Rodoanel. Isso deixa o Governo com caixa para construção total desse trecho?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, deixa, uma boa notícia. A CCJ acabou de aprovar, acho que o Plenário do Senado aprova ainda hoje, e nós poderemos em 15 dias assinar o financiamento com o BID, que é o Banco Interamericano de Desenvolvimento, 1,4 milhões de dólares. Com isso nós terminamos o Rodoanel. Quer dizer, já está pronta a asa oeste e a asa sul, a asa leste está em obra e não tem dinheiro público, porque é toda concessionada. E a asa norte está em licitação, nós teremos ¼ do financiamento federal porque nós incluímos também as desapropriações, e ¾ financiados pelo Estado. E esse financiamento do BID vai nos ajudar arcar com a nossa parte dos ¾. Então, com esses recursos nós terminamos todo o Rodoanel Metropolitano de São Paulo, vai ajudar muito o trânsito de passagem, que sai de São Paulo, caminhões. Melhora a logística interligando o mais importante aeroporto, que é Cumbica, com o maior porto, que é Santos.


REPÓRTER: Governador, às seis e meia os metroviários vai decidir se param amanhã, se abrem a catraca. O senhor pretende conseguir uma negociação até esse horário para evitar esse...?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós vamos trabalhar até o último minuto. Primeiro porque não tem sentido greve se você tem toda disposição de negociação, e segundo, isso só prejudica a população. Nós transportamos sob trilhos mais de sete milhões de passageiros por dia. CPTM em torno de 2,7 milhões e quase 4,5 milhões pelo Metrô.