Coletiva - Abertura do Feirão Morar Bem, Viver Melhor 20160511

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Abertura do Feirão Morar Bem, Viver Melhor

Local: [[]] - Data:Novembro 05/11/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu acho que tem vários significados. O primeiro é a possibilidade dos nossos funcionários públicos estaduais saírem do aluguel e realizarem o sonho da casa própria. É uma oportunidade, porque nós estamos unindo aqui três fatores: primeiro, o setor privado que tem muitos imóveis, querem vender. Então, estão oferecendo aqui imóveis em toda região metropolitana de São Paulo, até no interior também, com descontos, descontos grandes, e pagando toda a documentação, inclusive o imposto de transmissão. O segundo aspecto, o Governo Federal, trazendo aqui através da Caixa Econômica Federal, financiamento pra poder comprar os apartamentos, inclusive com subsídio, porque são famílias de menor renda. E depois o Estado com o cheque-moradia. Nós estamos colocando um cheque de até R$ 40 mil, que não precisa pagar, é subsídio, para que o nosso funcionário consiga comprar o seu imóvel. Então, são três aspectos importantes. E o outro é pra população como um todo, porque a construção civil ela gera muito emprego, então se a gente conseguir ajudar a ativar a indústria imobiliária, a gente está ajudando a retomada da economia em São Paulo.

REPÓRTER: Agora, na realidade, como que funciona pra quem tem cheque-moradia, pra quem mora em área de risco e está recebendo aluguel?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Aí, então, esse feirão, hoje e amanhã, sábado e domingo é para os funcionários públicos do estado de São Paulo e para quem está recebendo auxílio moradia. Pessoas que estavam em área de risco, lá atrás saíram e estão recebendo um aluguel, estão recebendo um auxílio aluguel. Ninguém quer ficar o resto da vida recebendo auxílio aluguel. Então, nós estamos oferecendo a essas pessoas a possibilidade de adquirirem a sua casa própria também com o subsídio, aí sai do auxílio aluguel. Tá bom?

REPÓRTER: Qual o déficit, hoje, do Estado em relação à moradia e ao servidor?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Para o servidor, especificamente, eu não tenho esse número. Agora, as famílias de menor renda, a gente não precisa, de maior renda, a gente não precisa se preocupar, quem tem dinheiro, compra, o problema se resolve. O problema são aqueles que ganham R$ 1,7 mil, dois, três, R$ 4 mil, que se não tiver um subsídio no financiamento terão dificuldade de adquirir. Então, nós conseguimos nesse feirão, unir os três atores, o setor privado, com desconto, pagamento de documento, imposto, tudo, desconto é importante. O Governo Federal, com a Caixa presente aqui com financiar os apartamentos e está embutido no subsídio e no financiamento, e o Estado dando um cheque moradia pra abater o valor do imóvel. Tá bom?

REPÓRTER: Como é que o senhor classifica, governador, essa parceria do Governo Federal e do Estado para reaquecer a economia de São Paulo, que é o termômetro da economia?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, muito positiva. Até agradeci aqui ao ministro Bruno Araújo, das Cidades, pelas boas parcerias na habitação, temos feito aí um trabalho juntos. Inclusive, São Paulo é o único Estado brasileiro que complementa o Minha Casa, Minha Vida, através do Casa Paulista. Dei os parabéns a ele porque está lançando, na quarta-feira, também o projeto de reformas, o cartão de reforma para as famílias poderem fazer pequenas reformas nas suas, nos seus imóveis, quem já tem casa, e também na área de habitação, de transporte, de mobilidade e saneamento.

REPÓRTER: Governador, o secretário de Saúde, David Uip, tem se mostrado preocupado em algumas entrevistas em relação a PEC do Teto. Como é que o senhor imagina já que vai ser o ano que vem?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, na realidade, claro que a saúde, pela mudança demográfica que o Brasil está tendo de país jovem para um país maduro e de país maduro para um país idoso, que é ótimo, né? E a tendência dos países mais desenvolvidos. A saúde vai ter que gastar mais. Agora, a PEC ela não limita a inflação à saúde, ela limita a despesa primária. Aí cabe ao governo... O que é que é despesa primária? É pessoal, é custeio e investimento. Aí cabe ao governo priorizar essas áreas que precisam mais. Então não há uma limitação para a saúde, há uma limitação pra despesa primária do governo. Dentro da despesa primária, governar é escolher, aí você tem que realmente priorizar mais a saúde pela mudança demográfica.

REPÓRTER: Então, 2017 vai ser um ano de escolhas difíceis.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, 17, 18, 19, né? A situação fiscal brasileira vai levar algum tempo aí para se recuperar. Tá bom?

REPÓRTER: Obrigada.

REPÓRTER: Governador, como é que o senhor está vendo a movimentação do seu partido, o PSDB, em relação a nomes pra comandar o Senado e a Câmara no ano que vem? O próprio Estadão noticiou-

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, eu não pretendo interferir nessa questão. Eu já fui deputado federal. Eleição da Câmara é um assunto interno do Poder Legislativo, a eleição do Senado também é um assunto interno do Senado. Há uma questão jurídica que se for superada, eu acho até que a eleição, a reeleição do Rodrigo Maia, que é o atual presidente da Câmara, ela é uma solução até, eu diria, natural, se ele puder continuar, então eu acho que a gente deve aguardar. Mas é um assunto que cabe a área federal, nós não vamos interferir, e ao legislativo.

REPÓRTER: Obrigado. Categoria 05 de novembro de 2016 [[]]