Coletiva - Abertura do Seminário SP + Limpa - 20120506

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Abertura do Seminário SP + Limpa

Local: Capital - Data: 05/06/2012

JORNALISTA: Governador, hoje a gente tá com esse seminário como encerramento desse projeto São Paulo Mais Limpa. O senhor traz novidades pra hoje?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: É. Nós estamos lançando um conjunto de propostas voltadas ao saneamento básico, a questão especialmente de esgoto coletado e tratado. Nossa meta é 2014 ter universalizado a coleta e tratamento de esgoto em todo interior de São Paulo, 2016 no litoral, e 2020 na região metropolitana de São Paulo. Nós teremos até 2015 1,5 milhão de pessoas que o esgoto será coletado, e três milhões de pessoas tratadas. A outra é a qualidade do ar. Hoje o diesel que é o problema. São Paulo já avançou, porque a maioria dos nossos carros flex fuel é álcool. Que aqui em São Paulo o álcool é mais barato, o ICMS é 12%. E nós vamos avançar muito com Metrô e trem, que é eletricidade. Então vai substituindo um combustível fóssil poluente por uma energia limpa. E vamos apresentar na Rio +20 a nossa proposta pra São Paulo, que já tem uma matriz energética de energia renovável 55%, ir pra 69%. Através de energia solar, energia eólica, energia hidráulica, biomassa. Então, programa importante aqui para o estado. Ampliação dos nossos parques estaduais, como Parque do Diabo, no Pontal do Paranapanema, no litoral de São Paulo. E muita parceria com o setor privado pra RPPN, que são as Reservas Privadas de Proteção Natural. Uma dessas reservas privadas no Vale do Ribeira será de 35 mil hectares, e mantidas pelo setor privado.


JORNALISTA: Governador, no comecinho de fevereiro o Governo assinou acordos com vários setores, fabricantes de vários produtos diferentes, em relação à logística reversa, ao papel deles na política nacional de resíduos sólidos. Mais acordos estão previstos?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Então, estão previstos agora mais quatro acordos com os produtores, com o setor produtivo. Pneu, que é importante. Então você recolhe os pneus já usados pra produzir asfalto, vários tipos de sapato, enfim, você recolhe tudo isso. O pneu, a pessoa vai saber os pontos que ela vai entregar. Óleo comestível, então as donas de casa, as pessoas da família, os restaurantes, o comércio, vai ter também os pontos pra levar o óleo comestível. Ele é reaproveitado, ele é limpo, descontaminado. Óleo combustível, tira o óleo do cárter do carro. Então vai ter os postos de gasolina, vão ter os locais também pra levar esse óleo e os celulares. Então vão ter também, a pessoa que vai descartar toda a parte eletrônica, que é tóxica, ela ter também o local. Então é o pós-consumo, o que fazer com o pós-consumo. Então dar o destino adequado. Então mais quatro convênios importantes com o setor produtivo para o pós-consumo. Celulares, óleo combustível, óleo comestível e pneu.


JORNALISTA: Esses acordos preveem medidas práticas pra isso, exatamente como vai ser implantado? Qual que é o papel do governo nessa história toda?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: O papel do Governo é a articulação, o incentivo e a fiscalização. Então vão ser definidos os locais de entrega. Então o consumidor, onde é que ele entrega o celular, onde é que ele devolve o pneu, quais são as lojas, revendedoras que fazem. Depois a logística que o setor privado vai fazer, que é recolher tudo isso e dar o destino ambientalmente adequado, transformando esse pneu em asfalto, transformando o óleo combustível em outros tipos de biodiesel, dando destino adequado.


JORNALISTA: Então com isso, são oito acordos, vão ser oito?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Exatamente. Já tinham sido quatro, mais quatro acordos de pós-consumo.


JORNALISTA: E deve ter mais?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Ah sim. A ideia é sempre ir avançando. Esses são os mais relevantes, né? Aqueles sob o ponto de vista ambiental, os mais importantes.


JORNALISTA: E sobre a participação de hoje aqui no seminário, na SP Mais Limpa, qual é a avaliação que o senhor faz desse projeto?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, muito importante. Porque mais importante do que as leis, são os exemplos. É a educação para o consumo sustentável, educação ambiental, preservação, é vida em comunidade. E isso é muito importante. Então o seminário e os meios de comunicação tem um papel muito relevante nesse trabalho.


JORNALISTA: Durante a nossa série, a gente mostrou no interior de São Paulo algumas cidades que ainda tem um problema no gerenciamento desses resíduos, principalmente com a existência de lixões ou aterros inadequados. O que é necessário fazer e qual é o papel do Governo pra resolver essas situações?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, o destino final do resíduo sólido, do lixo, ele é competência municipal, é da Prefeitura. Nós temos a fiscalização através da CETESB, apoio financeiro através do FECOP, e orientação, especialmente em consórcios, visando sempre um trabalho regional. Mas avançamos. Dos 645 municípios, nós tínhamos, há 15 anos atrás, mais de 500 com destino inadequado, hoje são 23 de 645. Então já demos um bom avanço. E agora vamos sofisticando na questão específica de pneu, de óleo combustível, de baterias, de celulares, de outros produtos. Mas o destino final dos resíduos sólidos está a caminho. Até porque as Prefeituras estão se movimentando, porque a multa é pesada, ou você tem que levar o lixo muito longe, fica muito caro. Então o pessoal agora tá rapidamente trabalhando pra resolver o problema. Cada um ter o seu aterro sanitário adequado e aumentar a coleta seletiva, que é pra diminuir o volume do lixo.


JORNALISTA: Até 2014 não pode mais ter esse tipo de lixão?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Exatamente. Então nós temos aí... Muitos já atingiram antes de 2014. Agora, 2014 é a data fatal.