Coletiva - Abertura do Seminário da Atenção Básica - 20120507

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Abertura do Seminário da Atenção Básica

Local: Capital - Data: 05/07/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Primeiro, o nosso cumprimentos ao Corinthians, que invicto na Libertadores, teve uma vitória merecida. Eu assisti ao jogo, jogou realmente de forma superior, teve um enorme domínio de bola, mais do que merecida aí a vitória, e o Brasil mais uma vez brilhando e o futebol de São Paulo. Então, ficamos muito felizes aí. Um abraço à toda a torcida, a família corintiana. Depois, falar um pouquinho de saúde. Hoje, nós estamos fazendo, assinando convênios, estamos que nem o Romarinho, marcando gol no último minuto. Estamos aqui assinando convênio, amanhã encerra o prazo, com 625 cidades do Estado de São Paulo, 625 municípios. Só 20 dos 645 não assinaram, até estou vendo um caso agora que está no CADIN e aí a lei não permite assinar. Ou não aderiram ao programa ou não puderam assinar por ter falta de regularização de convênios anteriores. E esses 625 municípios é para atenção básica, R$ 76,2 milhões, reforma de unidade básica de saúde, compra de maca, compra de computador, compra de equipamento, enfim, investimento para os municípios. E estamos encaminhando ao BID um pedido de financiamento para a gente avançar ainda mais na saúde. Atendimento básico de saúde, as UBSs, regionalização, melhorar a resolutividade em cada região e recuperação e novos hospitais aqui no Estado de São Paulo. Nós estamos tendo um ganho de expectativa de vida muito boa, São Paulo está liderando no Brasil junto com Santa Catarina e Brasília, estamos aí chegando a 75 anos já de expectativa de vida média, no caso das mulheres esse número ainda é bem maior, mas uma população idosa exige mais cuidados, investimentos, então nós estamos fazendo uma grande política para os idosos, São Paulo Estado Amigo Do Idoso, várias políticas públicas e uma delas é a área da saúde.


REPÓRTER: Governador, como é que está aquele plano de construção de pelo menos cinco hospitais por meio de PPP, vai fazer quando isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Primeiro, em relação aos hospitais para os idosos, cuidadores e idosos. Nós devemos inaugurar agora no segundo semestre hospital na região da Franca, lá em Pedregulho. Pequenos hospitais, 60, 80 leitos, retaguarda para a região. Quer dizer, são casos que exigem cuidados médicos, enfermagem, atendimento médico, mas não demanda UTI, não é caso cirúrgico, são mais cuidados médicos. Em relação às PPPs, eu acho que vai dar uma deslanchada. Por quê? Porque havia uma dúvida jurídica se você pagava imposto sobre a contraprestação para o concessionário, isso dava de 25% a 30% de impostos, aí a PPP ficava muito cara, quase que inviabilizava. Nós conversamos com o ministro Guido Mantega e a Presidenta Dilma anunciou que vai desonerar os investimentos de PPP. Acho que vai dar uma acelerada. Nós temos previsão de construção de hospital em Sorocaba, hospital novo, em Sorocaba, para atender a região sudoeste do Estado; o novo Hospital da Mulher aqui na região da Nova Luz, na capital, para mulher; temos hospital no Vale do Paraíba, São José dos Campos, e temos ampliação e modernização de, praticamente, toda a rede que é bem distribuída no Estado de São Paulo.


REPÓRTER: Governador, o senhor falou, no seu discurso, da relação que tinha antes da saúde no Governo Federal, as esferas municipal e estadual. E hoje a Presidenta Dilma está inaugurando uma UPA 24 horas ali em São Bernardo. Como é que está, como é que é hoje essa articulação, qual é o papel dessa UPA na saúde aqui em São Paulo.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, é muito importante uma boa articulação município, Estado e União. Isso é fundamental. Porque se perguntar: quem é a responsabilidade pela saúde? É dos três. Quem que executa? É quem está mais perto. Então a saúde em muitos municípios ela está municipalizada, o Estado fica mais... Nós não temos UBS, nós não temos UPA, nós ficamos na rede de ambulatório de especialidades, que é a AME, rede Lucy Montoro que é de reabilitação, e a parte hospitalar, pesquisa, Instituto Butantã, Fábrica de Remédio, Furp; e o Governo Federal não tem hospital, não tem prédio, quer dizer... Agora, tem que participar do financiamento. Então, o grande problema hoje, a medicina está indo bem, evoluiu muito, a química, a ciência, as pessoas estão vivendo mais e com qualidade de vida. O problema é que o financiamento é insuficiente, quer dizer, o Brasil mudou, é um país idoso e precisa ter recursos para isso. Então, há necessidade do Governo Federal fazer duas coisas: a primeira é aumentar o teto de São Paulo, porque nós estouramos o teto. Há o teto de pagamento do SUS e nós estouramos 80 milhões por mês, 1 bilhão por ano, porque nós atendemos o restante do Brasil. Metade dos transplantes do Brasil são feitos em São Paulo. Se for no Hospital do Câncer de Barretos, ele atende 17 estados. Aí São Paulo está pagando para atender saúde de munícipe, de cidadão de outro Estado, o que não é justo. Então precisa corrigir o teto de São Paulo e implantar o cartão SUS, porque daí você vai pagar onde o doente é atendido. E o terceiro é corrigir a tabela porque a tabela ela é muito baixa. Mas eu diria que equacionada a questão de financiamento, aí é espetacular o aumento de expectativa de vida no mundo e no Brasil e com qualidade de vida, as pessoas estão vivendo mais, graças a Deus, e com qualidade de vida. E focar na saúde porque é muita doença, e focar na saúde. Muitas das doenças são contraídas por maus hábitos. Então você reiterar, faça ginástica, faça ginástica, se alimente com mais fibra, prato mais verde, higiene do sono... Uma série de cuidados de saúde ajudam, enormemente. Os chineses dizem que envelhecimento é normal, doença é desequilíbrio. Se a pessoa estiver equilibrada ela não fica doente. Então há necessidade de nós fazermos a chamada prevenção primária.


REPÓRTER: Governador, no campo político o senhor já definiu como será a sua participação na campanha do candidato Serra à Prefeitura?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, eu pretendo participar como fiz quando era governador, na minha própria campanha: hora de almoço, fim de semana, e se houver necessidade, estou a disposição para gravar para televisão, participar de alguns eventos. No que eu puder ajudar, estarei à disposição sem envolver o Governo do Estado de São Paulo.


REPÓRTER: Obrigado governador.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Prestação de contas agora é rápida, eu tinha problema de data porque a partir de amanhã não pode mais assinar convênio com Prefeitura, amanhã é o último dia, então nós, que nem o Romarinho; marcamos o gol no último minuto né?