Coletiva - Anúncio da produção de dois novos medicamentos pela Furp - 20120312

De Infogov São Paulo
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\Coletiva - Anúncio da produção de dois novos medicamentos pela Furp

Local: Capital - Data: 03/12/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É um grande avanço para a ciência... Um grande avanço para a ciência. O Brasil tem um dos maiores programas de transplantes do mundo, muito bem-sucedidos. Aliás, o serviço que mais faz transplante de rim é o do professor Medina, aqui em São Paulo. Nós fazemos transplante de rim, de fígado, coração, pulmão, ossos, pele, córnea, nós temos o maior programa de transplantes e feito pelo SUS. E quando começaram os transplantes, o grande problema não foi a técnica cirúrgica, que foi muito bem-sucedido, mas a rejeição, ou seja, o organismo identificava que aquele órgão não era dele, e havia o processo de rejeição, que até paralisaram no passado, levou a se parar o programa de transplantes. Aí, surgiram os imunossupressores, as drogas extremamente eficientes para evitar a rejeição, e os transplantes caminharam em um ritmo extremamente positivo. Então, hoje, é um sucesso absoluto. E essa parceria é para produzir dois medicamentos, o Micofenolato de Sódio e Everolimo, que são medicamentos para evitar a rejeição, medicamentos para os transplantados. E, no caso do everolimo, ainda também tem uma ação importante no tratamento do câncer. Então, medicamentos que vão ser importantes para transplantes, e também no enfrentamento da doença do câncer. O contrato assinado é entre a Furp, que é a maior empresa do país de estatal de medicamentos nossa, do governo do estado, uma das maiores da América Latina; e a Novartis, que é uma das líderes mundiais na fabricação de remédios. Então, esperamos em um ano estar com os medicamentos já fabricados, e vão ser adquiridos pelo Ministério da Saúde; vão atender, não só a São Paulo, mas vão atender também outros estados da Federação. E, ao mesmo tempo, nós completamos 17 anos do programa Dose Certa, chegando aí a 20 bilhões de unidades de medicamento distribuída gratuitamente em 600 municípios do estado de São Paulo. São 69 tipos de remédio diferentes. O progresso da farmacologia, da química, da ciência, é a grande responsável pelo ganho de expectativa de vida média que houve no mundo. Se for verificar, a maior causa de morte no passado, era moléstia infecto contagiosa, e, com o antibiótico, isso se teve um ganho espetacular, tanto é que...

(...)Hoje, a primeira causa é coração, a segunda é câncer, e a terceira é causa externa, nem é doença. Então, é fantástica, a química e a farmacologia, como são eficazes, e como isso beneficiou a vida da população. Claro que isso não é um estímulo a ninguém tomar remédio, mas os remédios, receitados corretamente, têm efeitos extremamente eficazes. E, no caso dos transplantes, ele é necessário, aliás, ele é permanente, não é? A pessoa tem que tomar a vida inteira para que não haja rejeição do órgão transplantado. E a gente não precisa nem ser médico, você vê uma pessoa fazendo hemodiálise, e depois vê a pessoa transplantada, é impressionante, muda até a cor! Quer dizer, você tem um ganho de qualidade de vida fantástico com os transplantes. E não há transplante se não houver imunossupressor. Então, comemoramos aí o Micofenolato de sódio e Everolimo.


REPÓRTER: É um medicamento caro? Será distribuído? Como é que vai ser?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Distribuído gratuitamente. Então, esse medicamento, o professor Giovanni Cerri pode detalhar melhor, mas é uma parceria com o Ministério da Saúde, e a Secretaria de Saúde aqui do estado; e a tecnologia, a Novartis e a Furp, mas a distribuição é gratuita.


REPÓRTER: Governador, por favor, eu queria mudar um pouco de assunto, saber qual a opinião do governo de São Paulo a respeito do recente veto da presidente Dilma sobre parte da lei dos royalties do pré-sal?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nossa posição é favorável. Nós defendemos o veto, por quê? Porque aquilo que já está contratado, especialmente o pós-sal, toda a área já contratada de petróleo e gás, deve seguir a regra do momento em que o contrato foi feito. As novas descobertas, os novos avanços, os novos poços de petróleo e gás entram na regra nova. Então, nós defendemos o veto, e acho que o veto foi correto, mantêm-se a regra antiga para os contratos já assinados, e se estabelece uma nova regra para o futuro.


REPÓRTER: Governador, o ex-presidente Fernando Henrique disse em entrevista, que ele acha que o PSDB já tem que lançar o nome à Presidência da República. O senhor acha que isso já é hora de ser discutido?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, o presidente Fernando Henrique lembrou o nome do Aécio Neves, que é um grande nome, mas eu acho que ainda tem tempo ainda para se... Eu não sou mineiro, mas, nesse caso, não há razão para este momento ser o momento da decisão. Esse é um processo que você vai amadurecendo. Agora, o presidente Fernando Henrique é um homem de visão, é um estadista... Então, ele deu aí um norte importante, mas acho que a decisão mesmo deve ser o ano que vem.


REPÓRTER: O senhor coloca o seu nome à disposição novamente, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Candidatíssimo à Presidência do Santos Futebol Clube, se o Luiz Álvaro me permitir...