Coletiva - Anúncio do Programa de Concessões de Rodovias, Ferrovias e Trem de Alta Velocidade - 20121508

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva no Anúncio do Programa de Concessões de Rodovias, Ferrovias e Trem de Alta Velocidade

Local: Brasília - DF - Data: 15/08/2012


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: E o projeto do Ferroanel norte-sul está bem adiantando, tanto é que tá naquele primeiro pacote.


REPÓRTER: Agora, governador, São Paulo é um dos exemplos de mais... De concessões bem-sucedidas, não é? Eu queria saber o que é que...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Tem 20 anos já.


REPÓRTER: Exatamente. Ela bairrista, governador. Ela é bairrista.


REPÓRTER: Eu sou bairrista, sou paulistana. Sou paulistana. Aí eu quero saber o seguinte...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É que as nossas concessões são da década de 90.


REPÓRTER: Qual é a perspectiva de que esse novo jeito de parceria do governo federal dê certo, o que é que o senhor...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Vai dar certo. Vai dar certo.


REPÓRTER: É? O que é que faz o senhor garantir? Nem todo governador é como o de São Paulo, né?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Porque essa é uma reforma do estado necessária, que nós já fizemos em São Paulo. O governo não tem dinheiro para tudo, e não deve ser executor de tudo. Então, na área de infraestrutura, você pode ter um grande papel regulador, planejador... Planejador, regulador e fiscalizador, e traz o setor privado para construir e operar. Então, esse é um bom caminho, eu acho que tem tudo... Acho que vai dar certo.


REPÓRTER: O Sr. Paulo Godoy disse que, mesmo com esse pacote de concessões...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Paulo Godoy sabe tudo.


REPÓRTER: Ele que disse, mesmo com esse pacote de concessões, não vai dar pra chegar no necessário para ter uma boa logística, governador. E aí?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Mas é um passo importante. Mas é um passo importante.


REPÓRTER: Tá certo.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: E ferrovia. Há um... Nós precisamos implementar. E integração de modais, né? Ferrovia, hidrovia, você integrar esses modais, rodovia... Tá bom?


REPÓRTER: Governador, eleições. O senhor está surpreso com o desempenho do Russomanno?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eleições, tá indo muito bem o Serra. Oi, querida!


REPÓRTER: Tudo bem? Como vai? Tudo bom?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: E a família?


REPÓRTER: Tá boa, tá ótima!


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Prazer em revê-la. Eleições para a frente e para o alto.


REPÓRTER: Não está surpreso com o desempenho do Russomanno, que até agora não caiu? Todo mundo dizia que ele já ia ter caído nessa época...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, eu acho que a campanha está indo bem. O Serra mantém uma liderança boa. A eleição em São Paulo, geralmente, tem segundo turno, porque são 11 candidatos, então, com tanto candidato sempre tem segundo turno. Eu acho que o Serra já está no segundo turno. E, como conhece muito bem a cidade, enorme folha de serviço prestado... Acho que tá indo bem. Em relação aos concorrentes, aí cada um tem que suar a camisa, né? E a campanha mesmo, ela vai começar no dia 21, quando começa o horário eleitoral. E o voto se define depois da Parada... Parada Militar, Sete de setembro.


REPÓRTER: Ah, bom... Fiquei só esperando o senhor complementar.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Aí o sujeito vai dizer: em que gaveta eu guardei meu Título de Eleitor? Prazer em revê-lo. Tive uma boa reunião com o pessoal lá.


REPÓRTER: Obrigada, governador!


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Tchau, querida. Mas tá indo bem, tá indo bem!


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Governador Geraldo Alckmin!


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ô, meu querido...


REPÓRTER: ... É que não querem.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Nós queremos sim, o que nós não queremos é IGP.


REPÓRTER: Não, isso eu sei. Mas e aí? Mas há negociação no Congresso que vai sair, vai sair, eles não querem governador.


REPÓRTER: O senhor vai participar do encontro com o Ministro Mantega amanhã?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Vou. Nós vamos assinar R$ 10 bilhões de PAF, do Programa de Ajuste Fiscal. Isso é resultado da grande disciplina fiscal de São Paulo. Porque a nossa dívida que era R$ 2,2, hoje é 1,4 na relação dívida sobre receita corrente líquida. Então vai ser importante. Tá bom?


REPÓRTER: Esses anúncios de hoje, governador, o que significam pra São Paulo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Anúncios muito importantes. O Brasil precisa ampliar rapidamente sua infraestrutura, melhorar sua logística, melhorar competitividade internacional, reduzir custos, trazer a iniciativa privada para investir fortemente. Então todo nosso apoio. Isso significa emprego na veia, porque é investimento, e significa desenvolvimento, você melhorar a logística. E todo apoio. São Paulo, o Ferroanel, ele é importante não só para o estado, mas para o Brasil, porque o Porto de Santos é o grande porto latino-americano. Isso vai melhorar muito o acesso ao Porto de Santos. E todo nosso apoio, para fazer junto com o Rodoanel, na Asa Norte, construímos praticamente paralelamente.


REPÓRTER: Governador, São Paulo é um grande produtor de produtos do agronegócio. O quê que representa esse pacote de obras de infraestrutura como esse para o país?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Muito importante para reduzir custos, melhorar a competitividade internacional, trazer desenvolvimento, empregos com salário mais alto, esse é um bom caminho, e me entusiasma muito no caso da agricultura o acesso ao Porto de Santos por ferrovia, você com o Ferroanel, vai reduzir custos, melhorar logística, e melhorar o acesso ao Porto de Santos. Isso é importante não só para São Paulo, como para o Centro‑Oeste brasileiro, para Minas Gerais, para Paraná, então o investimento e ferrovia, o investimento no modal ferroviário e a sua integração com hidrovia, ferrovia, porto é essencial.


REPÓRTER: Finalmente vai ser reduzido o tão falado Custo Brasil?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Essa é uma das questões. Eu acho que o Custo Brasil, uma dela é imposto, é a carga tributária tão alta, a outra é reduzir custos de logística e infraestrutura. Esse é um bom caminho, que nós damos todo o apoio.


REPÓRTER: Como será cobrada essa questão... Para que façam as obras, não fiquem, não caiam no esquecimento?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O ministro deu aí o cronograma, então esse cronograma é um cronograma ousado, ele é importante para ser cumprido, para ser ter mais rapidamente possível esses investimentos. Em ferrovia é reduzir custo, promover desenvolvimento, melhorar competitividade internacional; e rodovia é reduzir acidente, a maior causa externa de morte hoje em muitas regiões do Brasil é acidente rodoviário, então é investir na saúde também, por que essa a terceira causa morte hoje no Brasil.


REPÓRTER: Governador, o governo Dilma mudou de DNA agora, resolveu virar privado, privatista, o senhor acha que houve uma guinada no DNA?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós damos todo o apoio, por que essa visão moderna, nós já fizemos em São Paulo, há quinze anos, as concessões foram muito bem‑sucedidas, vai dar certo a proposta porque o setor privado é preparado, tem crédito, o governo não deve ser executor de tudo, e nem financiador de tudo, então é importante a participação da iniciativa privada e o governo ter a papel do planejador, resgatar planejamento, regulação e fiscalização.


REPÓRTER: O senhor acha que esse modelo que está usado pela menor tarifa, que já utilizado hoje na Régis Bittencourt, é o melhor para se conceder rodovias no Estado de São Paulo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O importante é eficiência no investimento público. São Paulo na década de 90 fez um modelo por maior ônus, porque precisava de recurso, passava por muita dificuldade, hoje tem feito por menor tarifa, o Rodoanel foi por menor tarifa. O que quê eu acho importante? Você ter a menor tarifa possível e o maior investimento, não só manutenção, mas você ter forte investimento na infraestrutura e logística.


REPÓRTER: Governador, como é que a senhor avaliou essa medida? Desculpa, cheguei atrasada.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Avaliei de forma positiva, no caminho certo, esse é o caminho para o Brasil crescer mais depressa, ter mais competitividade internacional, acredito que o setor privado vai dar uma resposta positiva, eu acho que é importante o estado moderno, nós já praticamos isso em São Paulo há mais de uma década, o governo moderno é aquele que resgata planejamento e tem um forte papel indutor, regulador e fiscalizador, mas ele não precisa ser executor de tudo.


REPÓRTER: ... Inicio de vários planos de concessão. O senhor acha que é uma mudança do padrão do governo, do modelo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É um avanço. Porque necessário, vai dar certo, resgata planejamento. Um novo papel do estado, que é o papel de planejamento, indução, ser regulador e fiscalizador. Mas o executor deve ser a iniciativa privada. Você ganha em eficiência, ganha em rapidez, tem custo menor, o Brasil gera emprego, é mais competitivo internacionalmente. Um país das dimensões continentais do Brasil, logística e transporte tem peso no custo país.


REPÓRTER: Mas é uma mudança de perfil, o senhor acredita?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o Governo Federal já fez nos aeroportos, no caso nosso de São Paulo, Viracopos e Cumbica. Foi uma decisão acertada. E terá todo nosso apoio. São Paulo é parceiro nesse trabalho. Até porque nós acreditamos nisso e já praticamos esse trabalho. São Paulo tem a melhor infraestrutura do país executada nesse papel novo, pela iniciativa privada. Um papel de planejamento, regulação e fiscalização do poder público.


REPÓRTER: O senhor sente disposição dos empresários para investir?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Sinto. Há enorme disposição. O país tem um espaço muito grande pra novas PPPs e concessões, tendo crédito, bons projetos. Tem tudo pra dar certo.


REPÓRTER: A presidente se antecipou as críticas de oposição dizendo que não se trata de uma venda de ativos, enfim. O senhor acha que já é um prenuncio de campanha?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A medida é uma medida correta, que nós sempre defendemos. E vamos continuar defendendo. Você traz o setor privado com ganhos de eficiência, com investimento, antecipa investimento, gera mais emprego, reduz custo para o país. Esse é o caminho correto e terá todo o nosso apoio. No caso de São Paulo, o Ferroanel é essencial para a carga, para o porto, para o desenvolvimento e para o transporte de passageiros, porque tira o trem de carga da estação da Luz. O trem de carga passa dentro da cidade. Nós já tiramos o caminhão com o Rodoanel, agora precisa tirar a ferrovia com o Ferroanel. Isso vai agilizar muito e aumentar o transporte de carga por ferrovia para o porto. Para a Hidrovia Tietê-Paraná. E a Hidrovia Tietê-Paraná ela vai terminar dentro do trem, lá em Piracicaba; e do trem vai até o porto de Santos. Então você vai pegar carga do Oeste de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, sem um caminhão. Hidrovia, 2.400km de hidrovia.


REPÓRTER: Tietê o que governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Tietê-Paraná.


REPÓRTER: O senhor acha que entra nesse primeiro pacote já? Já tem uma previsão [ininteligível].


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A hidrovia já estamos fazendo. O Ferroanel já estão no primeiro pacote.


REPÓRTER: Só uma coisa mais geral. Isso tudo, esses pacotes de anúncios significa na visão do senhor uma mudança de postura do PT? Poderia [ininteligível] Governo de São Paulo [ininteligível] Fernando Henrique.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu acho que algumas questões deixaram de ser objetos de luta ideológica pra ser fruto de consenso. Isso mostra amadurecimento. E nós sempre defendemos que o Setor Privado pode ter um papel importantíssimo. O governo do passado ele era financiador e executor de tudo. O governo era o grande investidor e o grande executor, fazia tudo. O papel moderno é resgatar planejamento, ser o grande indutor, regulador e fiscalizador. As agências precisam ser muito fortes e muito profissionalizadas. As agências passam a ter um papel extremamente relevante no novo modelo. Mas o caminho tá certo, tem todo o nosso apoio.


REPÓRTER: Obrigado, governador.


REPÓRTER: É sobre isso que eu ia perguntar governador. Desculpa, gente. Posso agora? Vocês já terminaram. A avaliação do senhor como oposição dessa proposta [ininteligível].


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a avaliação é positiva, nós sempre defendemos as concessões e as parcerias público privadas. Necessária à participação do setor Privado, isso vai trazer mais investimento. Investimento em infraestrutura é emprego na veia, o país tá precisando pra crescer mais. Reduz custo, melhora a competitividade internacional. Então todo o nosso apoio. Acho que esse é o caminho certo e tem o nosso integral apoio. E São Paulo tem grandes projetos incluídos como o Ferroanel norte, Ferroanel sul. E nós queremos no Ferroanel Norte fazer junto com o Rodoanel. Fazer paralelo, fazer junto para poder reduzir custos ambientais, custos de obra e tirar o trem de carga do centro da cidade, da Estação da Luz. Melhora o acesso ao porto de Santos, que é o maior porto da América Latina. E também a integração ferroviária com o Mato Grosso do Sul através de Panorama e Estrela d’Oeste.


REPÓRTER: Então o senhor vê com bons olhos. A questão da logística, como é que o senhor avalia isso dentro dessa proposta? O senhor acha que isso... A logística...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ela é necessária a logística para integrar modais. Por exemplo, integrar hidrovia com ferrovia, com rodovia, com aeroportos. Essa integração de modais é importante. E o Brasil está entre os cinco maiores países em extensão territorial do mundo. Então, em um país continental com o Brasil, logística e transporte pesa no custo final do produto. Então não pode ter custo alto, precisa reduzir custo para melhorar a competitividade internacional.


REPÓRTER: E esse programa então ele vem justamente sinalizando que isso ocorra.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ele vem ao encontro desses objetivos. Então nós que sempre defendemos isso vamos ser parceiros neste trabalho.


REPÓRTER: Muito obrigada.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Mas São Paulo cresceu e nós temos uma rede grande. Se contar o ensino fundamental e o médio, nós temos 5,3 milhões de alunos, então, é mais complexo. Mas toda nossa prioridade é para o ensino médio, porque esse é o desafio mundial, né? No mundo inteiro, o ensino médio é o grande desafio, e no Brasil, total.


REPÓRTER: E a responsabilidade é do senhor também, né, a rede de ensino.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: E é do estado. Então, São Paulo cresceu. Nós éramos o quarto estado no ranking, e hoje somos segundo, só perdemos para Santa Catarina, que é um estado menor. Então, nós crescemos. E qual o nosso programa para o ensino médio? É integrar com o técnico e ir pra escola de tempo integral. Então, em um período, o aluno faz o ensino médio, e no outro período ele faz o técnico. E queremos fazer o integrado, que é um currículo só. Ele sai com os dois diplomas.


REPÓRTER: Governador, apesar de ser a segunda maior nota do país, e de ter havido esse avanço, realmente, entre 2009 e 2011, como o senhor avalia a nota de 3.9? Assim, é uma nota que está média... É satisfatório?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós estamos acima da meta nacional agora, estamos acima. E da meta do Sudeste também. Mas é claro... Eu mesmo já coloquei, é o nosso desafio, é melhorar o ensino médio. Então, esse é o desafio do Brasil. São Paulo avançou, precisa avançar mais, e toda nossa prioridade: Formação de professor, currículo e o médio com o técnico, porque aí o aluno, ele diminui a evasão, ele tem mais entusiasmo, porque ele tem uma profissionalização, ele já sai com dois diplomas, o diploma do médio e o diploma do técnico.


REPÓRTER: Então, São Paulo está fazendo o seu papel, mas o governo não tá satisfeito ainda.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, nós queremos melhorar e melhorar muito. Agora, não entrou no ensino médio, não entraram as nossas melhores escolas, porque...


REPÓRTER: É amostral...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não. É o seguinte, o Centro Paula Souza, que é a maior rede de ensino, ele tem ensino médio, nós temos perto aí de...


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Duzentas e trinta escolas.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, acho que nós temos perto de 70 mil alunos... 55 mil alunos. Eles não participam porque eles não são da Secretaria da Educação. Para você ter uma ideia, no Enem, no último Enem, das 50 melhores escolas do Brasil, 36 são do Centro Paula Souza de São Paulo, mas não participou do IDEB, porque não é da Secretaria da Educação, é da Secretaria de Ciência e Tecnologia. Mas, resumindo, melhorou. Enquanto o Brasil está parado, São Paulo cresceu, passamos do quarto para o segundo lugar no ranking, mas queremos avançar muito mais. Professor, currículo e o técnico junto com o médio.


REPÓRTER: Perfeito. Obrigado, governador.