Coletiva - Anúncio dos índices de mortalidade Infantil no Estado e lançamento do programa Diagnóstico Amigo da Criança - 20120309

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva no Anúncio dos índices de mortalidade Infantil no Estado e lançamento do programa Diagnóstico Amigo da Criança

Local: Capital - Data: 03/09/2012


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos duas boas notícias. A primeira boa notícia é o índice de mortalidade infantil de 2011, que é feito pela Fundação SEADE, e que hoje é divulgado. Então, nós tivemos uma queda comparando 2010 com 2011; 11,8 para 11,5. É o menor índice de mortalidade infantil de toda a série histórica. São Paulo tinha 25 praticamente, 24,6 em 1995. Então uma queda importante, mais de 30% de queda nesses últimos 11 anos. Então nós saímos em 1995 de 24,6 para 11,5. É um dos menores índices do país, e 322 municípios um dígito, quer dizer, menos de dez. 11,5 a mortalidade infantil. Isso foi graças a investimento em pré-natal, graças a investimentos no parto, nas UTIs neonatal. Então o atendimento com a gestante, as consultas de pré-natal, o atendimento ao parto, os hospitais, toda parte de maternidade, e principalmente UTI neonatal. A mortalidade infantil é o índice que ocorre no primeiro ano de vida, então é o número de crianças que nasceram vivas e que morreram no primeiro ano de vida. Mas praticamente a metade delas morre nas primeiras semanas, nas primeiras duas semanas. É a parte neonatal. Então todo empenho nessa área. Ao mesmo tempo podemos comemorar essa queda da mortalidade infantil no estado, o Hospital das Clínicas aqui, o Instituto da Criança apresenta um programa que nós queremos expandir para o estado todo, do Diagnóstico Amigo da Criança. Criança pequenininha, às vezes pesa 1kg, 1kg e pouquinho, criança prematura, você precisa colher sangue, e às vezes essa própria coleta também que precisa ser feita para o tratamento, tira sangue de uma criança já debilitada. Então é a micro coleta, tirar o mínimo, mínimo possível de sangue, e, ao mesmo tempo, quando a criança precisa fazer exames, o mínimo de rádios ionizantes. Quer dizer, diminuir o máximo os rádios ionizantes, ou seja, diagnóstico amigo da criança, diminuir as espetadas, principalmente a micro coleta, retirar menos sangue com o mesmo grau de eficiência, e expor menos a criança a rádios ionizantes. Esse é o dever da universidade, ela está estabelecendo novos protocolos, fazendo pesquisa, para poder avançar o trabalho, e principalmente a mortalidade infantil. Que todo ano a gente espera com grande expectativa, e graças a Deus mais um ano que a gente comemora a redução da mortalidade infantil em São Paulo.


REPÓRTER: Governador, como é que está esse índice na capital e na região metropolitana?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O professor Giovanni Cerri, e a Dra. Sandra, vão detalhar por região. As três regiões que tiveram menos de dez é a Região de Barretos... Não é cidade, é Região de Barretos, Região de São José do Rio Preto, que é muito grande, Região de Presidente Prudente. Mas nós tivemos queda praticamente no estado todo. E depois que você abaixa de 30 a queda é pequena. O Brasil tinha em 1940, 140 mortos por mil nascidos vivos. Então você cair até 30, até 25 vai mais rápido. Agora, quando você chega a 12, a 11, a dez, aí a queda, ela é sempre nas vírgulas. Mas São Paulo continua reduzindo a mortalidade infantil, e uma redução de mais de 30% em 11 anos.


REPÓRTER: É possível chegar a uma média menor que dez, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, é possível e é nosso objetivo. Por exemplo, o estado tem 645 municípios, metade 322 já é um dígito, que é a nossa meta. Nossa meta é todo estado chegar a um dígito.


REPÓRTER: E o senhor tem previsão de dar, assim, como é que está?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Isso é ano a ano. O que se tem que fazer? É sempre investir na gestante, na mamãe, no pré-natal, no parto, nas maternidades, e principalmente neonatal. Por exemplo, o meu filho que mora no México já há cinco anos, a esposa dele teve gêmeos, então normalmente quando é gêmeo, nunca chega a termo, é difícil chegar a termo. Dois é muito grande, então acaba nascendo antes, aí é prematuro. Então tem dificuldade, baixa o peso, o ‘pulmãozinho’ ainda não está maduro. Então todo empenho na parte neonatal, ou seja, naquelas primeiras semanas de vida que são as mais difíceis. Todo empenho nessa área.


REPÓRTER: Agora, governador, os nossos índices ainda são altos em comparação com países de primeiro mundo, e até com vizinhos nossos aqui da América Latina, México se não me engano, acho que, não! O Chile, eu acho que são 07, enfim. Porque São Paulo está indo lentamente... Regredindo lentamente?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, eu não tenho o ranquiamento do Brasil, mas se nós não formos o primeiro, nós estamos ali empatados... O segundo, Santa Catarina o primeiro! O primeiro é Santa Catarina, nós somos o segundo. Agora nós temos na região metropolitana 20 milhões de pessoas, então um estado que tem população de país como é São Paulo, e praticante ali junto com Santa Catarina os melhores índices do país. E metade dos nossos municípios já tem nível europeu, metade é um dígito, né? E a outra metade está reduzindo, quer dizer esse é um trabalho permanente aí, que os médicos também precisam ajudar, porque uma das razões de prematuridade é às vezes cesariana também, então você marca, olha vai nascer tão dia. Mas às vezes acaba tendo prematuridade, pulmãozinho imaturo chama-se síndrome da membrana hialina falta de uma ensina chamada hyaluronidase, a criança precisa ficar entubadinha ali ventilando até amadurecer o pulmão alguns dias, e saí, graças a Deus tem bons resultados. Mas são um conjunto de fatores que tem que ser trabalhado.


REPÓRTER: Então paro cesárea, ele contribuí mortalidade infantil?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não! Parto cesárea não indicado, né, quer dizer se você tiver 90% de cesárea no hospital, evidente que é um exagero. A cesariana ajudou muito a reduzir a mortalidade tanto da criança, quanto da mãe, a mortalidade materna despencou. Agora a desnecessária é uma das responsáveis de prematuridade.


REPÓRTER: Mas essa proporção de parto cesárea pra parto normal está aceitável, está no índice bom?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É um esforço permanente para reduzir! É um esforço permanente pra reduzir, então esse é um trabalho, agora eu, por exemplo, que sou um... Acho que o máximo que nós devemos ter de parto normal, mas parto normal em hospital, quer dizer defender o parto normal, lutar para o parto normal, trabalhar pelo parto normal, porque é sempre um pouquinho mais demorado, né? A primípara, a mulher que vai ter o primeiro neném o parto é mais longo, precisa ter mais paciência, mais demorado. A multípara, depois que ela teve 2, 3 filhos é rápido, a criança nasce rápido, então o primeiro parto é mais demorado, mais lento um pouquinho. Agora defendemos sempre no hospital, porque você tem retaguarda, se precisar de se fazer uma cirurgia rápida, anestesia, banco de sangue, enfim toda retaguarda.


REPÓRTER: O governo orienta os médicos a priorizarem o parto, normal como que é feito [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Essa é uma orientação médica, né, das escolas, enfim, é obvio que você sempre deve...


ORADORA NÃO IDENTIFCADA: [Ininteligível] da gestante, por causa disso!


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É! A Dra. Sandra vai detalhar melhor para vocês.


REPÓRTER: Governador acabou a pouco um motim na Fundação Casa de Franco da Rocha, as primeiras informações dão conta de até de uma capacidade acima do que a unidade determina. O senhor tem informações, e como acompanhou esse motim?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, primeiro já encerrou a rebelião, segundo tem duas informações: uma de que tem 03 a menos do que a capacidade, outra que tem 03 a mais, mas vamos até imaginar que tenha 03 a mais, não é essa... Não é essa a razão, e já está resolvida, já, a questão da rebelião. Deixa eu passar aqui, a Dra. Sandra.