Coletiva - Anvisa autoriza testes da vacina contra o coronavírus, com voluntários da saúde 20200607

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Coletiva - Anvisa autoriza testes da vacina contra o coronavírus, com voluntários da saúde

Local: Capital - Data: Julho 06/07/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Muito obrigado pela presença, dos jornalistas, os cientistas e também fotógrafos e técnicos que aqui estão, nesta tarde, na octogésima quinta coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. Hoje, segunda-feira, dia 6 de julho. Ao nosso lado, para a coletiv a de hoje, o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas; a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen; o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi; o secretário municipal de saúde, Edson Aparecido; doutor Paulo Menezes, coordenador do comitê de saúde, do centro de contingência do COVID-19; doutor Dimas Covas, diretor presidente do Instituto Butantan. Hoje o nosso secretário José Henrique Germann não está presente, está fazendo exames médicos, e por aconselhamento está finalizando os exames, e hoje não pode participar da nossa coletiva. Estão aqui também ao nosso lado, porém não à frente, o secretário de Segurança Pública, General Campos, e o secretário de governo da capital de São Paulo, Rubens Rizek. Bem, nas mensagens de hoje, desta nossa coletiva, come&cc edil;amos a falar sobre uso de máscaras, o que é lei é obrigatório, em São Paulo, na capital, e nos outros 644 municípios do estado de São Paulo. Essa é a razão da campanha que está no ar neste momento, nas emissoras de televisão, emissoras de rádio, e também na internet, para que as pessoas não saiam de casa sem usarem a sua máscara, e sem usarem corretamente. A máscara deve ser aplicada e deve ser utilizada de forma correta, não no pescoço, e ser manuseada de formas correta. Os veículos de comunicação têm através de várias entrevistas orientado corretamente a população sobre como usar a máscara e a importância do uso da máscara para preservação da sua vida. Enquanto nós não tivermos a imunização da vacina as medidas de prevenç& atilde;o e segurança são necessárias, e a máscara passa a ser um item observatório no seu dia a dia, é a sua vestimenta a partir de agora até que tenhamos a vacina aplicada é a máscara. A máscara ajuda a preservar vidas. E obviamente os que puderem permanecer em suas casas, aqueles que fazem parte do grupo de risco principalmente, se puderem, continuem em casa, se preservando, preservando sua saúde e a saúde também dos seus familiares. Da mesma maneira, ao sair, não esqueça a sua máscara, se ela for uma máscara descartável você vai precisar ter pelo menos, quatro máscaras para uso descartável por dia, se for uma máscara de tecido de forma correta, lembre de lavá-la ao final do dia, ou quando puder, para o seu reaproveitamento, se tiver duas máscaras de tecido, ainda melhor. E faço um apelo para que todos tenham responsabilidade, a pandemia não acabou, nós ainda estamos na pandemia e estamos em quarentena, evitem aglomerações, evitem a proximidade física e respeitem o distanciamento social, que recomendando pela medicina é de 1,5 metros entre as pessoas na suas atividades normais de trabalho, ou atividades físicas. Em São Paulo, volto a repetir, nós seguimos a ciência, a medicina e a saúde. E o uso da máscara é obrigatório, para o governador, para o prefeito, para o Presidente da República, para ministros de estado, para secretários, autoridades, personalidades e sociedade civil, não há exceção, a máscara, o uso obrigatório da máscara é para todos. A lei em São Paulo, volto a repetir, ela vale para todos, sem exceção. Não usar máscara é virar as costas para os profissio nais de saúde, que graças ao seu esforço tem salvado milhares de vida em São Paulo e no Brasil. Quem não usa máscara menospreza a vida, e menospreza também o trabalho da ciência, da medicina, e dos profissionais da saúde. Quem não usa a máscara é inimigo da saúde. Segunda mensagem, testagem, nós já realizamos aqui em São Paulo mais de 1 milhão de testes, estatisticamente teremos mais casos registrados, como já tem ocorrido nas últimas semanas. E por quê? Porque estamos testando mais, e vamos continuar a testar. Agora mesmo autorizamos a distribuição de mais de 0,5 milhão de testes, melhorar o diagnóstico aumenta o conhecimento da pandemia, e reduz as subnotificações. O objetivo principal, todos sabem, é reduzir a curva de óbitos, e isso nós estamos conseguindo em São Pau lo, com a colaboração do prefeito Bruno Covas e das autoridades municipais da capital de São Paulo, também da maioria expressiva dos prefeitos e prefeitas do interior do estado, e do litoral, e da grande São Paulo, que tem nos ajudado neste sentido. Ao lado também do Ministério Público, do Tribunal de Justiça, e de todos aqueles que respeitam a saúde, a medicina e fazem o correto enfrentamento da pandemia. As informações de hoje, uma boa notícia vinculada à vacina, a ANVISA, que é a autoridade responsável no plano nacional, na vigilância de saúde, autorizou o Instituto Butantan a iniciar os testes da CoronaVac, a vacina que o Instituto Butantan está desenvolvendo junto com o laboratório chinês. E a partir da próxima segunda-feira, dia 13 de julho, os voluntários já poderão se inscrever. A inscriç&a tilde;o será obrigatoriamente para profissionais de saúde, médicos, paramédicos, enfermeiros, os que estão atuando, ou os que já atuaram desde que evidentemente tenham o seu diploma. Com autorização da ANVISA começaremos o processo de testagem a partir do dia 20 de julho. Doutor Dimas Covas, que aqui está, dará mais detalhes. Mas eu quero lembrar que a vacina será testada em 9 mil voluntários, repito, 9 mil voluntários da área de saúde, em seis estados brasileiros, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Semana que vem chegam os lotes da vacina da China e começa o processo de distribuição para os centros de pesquisa, e o início dos testes no dia 20 de julho. Essa é uma etapa de fundamental importância na vida do país, e na vida e na saúde de milh&otild e;es de brasileiros. Toda pesquisa clínica será coordenada pelo Instituto Butantã, um dos maiores centros de pesquisa do mundo, com conhecimento, mais de 100 anos de atividades, maior produtor de vacina da América Latina, um dos maiores produtores de vacina do mundo. E volto a repetir, o doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, poderá mais detalhes na entrevista coletiva de hoje. É um salto para a vida, aquilo que São Paulo, através do Instituto Butantã está fazendo junto com um laboratório privado chinês. E nós torcemos também para que a vacina de Oxford, que está sendo igualmente testada aqui no Brasil produza resultado, e possa também ser fabricada em Manguinhos, no Rio de Janeiro, para termos duas vacinas em condições de imunização de milhões de brasileiros, no menor tempo possível, vencida essa tercei ra etapa de testes. Terceira informação, perdão, segunda informação de hoje, e boa informação, pela segunda semana consecutiva o estado de São Paulo, que tem queda no número de óbitos. Houve uma diminuição de 36 óbitos na semana que acabou neste último domingo, em relação à semana passada. De domingo a sábado da semana anterior, tivemos 1.769 óbitos, nesta última semana foram 1.733. Repito, 36 óbitos a menos, dando sequência às semanas de redução de mortes pelo Coronavírus em São Paulo. Nesta última semana atingimos 5% de letalidade em relação ao número de casos do Coronavírus, é o índice mais baixo de toda a série histórica. São boas notícias, são boas notícias sim, mas elas não devem ser cele bradas com emoção, mas sim com moderação, moderação para mantermos o foco nas medidas de controle da pandemia, no aumento da capacidade de atendimento do sistema de saúde em todo o estado de São Paulo, e na obrigatoriedade do uso de máscara, obediência à legislação e ao distanciamento social. Passo-a-passo, com o plano São Paulo, respeitando a medicina, respeitando a ciência, respeitando os profissionais que estão salvando vidas, dialogando, nós conseguiremos vencer a pandemia e alcançar a vacina. Até lá todos precisam ter paciência, resiliência e compreensão de que ainda estamos na pandemia, que a pandemia mata, e nós, por disciplina, no uso da máscara, no distanciamento social, e no isolamento aos que mais precisam ficar em casa, estaremos salvando vidas em São Paulo. Agora vou pedir a interven&cce dil;ão do nosso coordenador do centro de contingência do COVID-19, o nosso comitê de saúde, o doutor Paulo Menezes para falar em nome da medicina. Doutor Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde. Em primeiro lugar eu gostaria de colocar os dados do dia, por favor. Hoje nós temos um total, no Brasil, de 1.603.055 milhão de casos, 64.867 óbitos, e para o estado de São Paulo, 323.070 casos confirmados. De ontem para hoje tivemos um aumento de 1% no total de casos confirmados, e óbitos, 16.134 no total, um aumento menor do que 0,5% de ontem para hoje. A taxa de ocupação no estado está próxima de 64%, e na grande S& atilde;o Paulo, 63,3%. Nós temos um total de 5.501 pacientes internados em UTI, e 8.023 em enfermaria, confirmados e suspeitos. 176.494 casos já se recuperaram, e tivemos 48.366 altas hospitalares. Então apresentamos já na sexta-feira aqui, a nossa projeção de casos para o estado de São Paulo, até a metade do mês de julho, a projeção de acordo com os dados que tínhamos até o final de junho, é de uma faixa de 335 mil a 470 mil casos confirmados. Próximo, por favor. Em relação a óbitos, a projeção até a metade do mês é de entre 18 e 23 óbitos, e hoje estamos ali com 16.134, no limite inferior dessa projeção. Com isso, eu encerro aqui a apresentação da saúde. Queria comentar que continuamos com aquela proporção do total de casos confirmados, três quartos s&atil de;o confirmados por exames diagnósticos, principalmente PCR, e o quarto são casos confirmados por testes sorológicos rápidos. Eu acho que são essas as informações de hoje. Obrigado, senhor governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo Menezes. Antes de passar ao doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, transmitir um abraço carinhoso ao doutor José Henrique Germann, que está nos assistindo em casa e se recuperando, que se recupere bem. Doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, com mais uma boa notícia sobre a nova vacina CoronaVac.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, obrigado, governador. Eu vou fazer rapidamente uma recapitulação do que nós apresentamos algum tempo atrás, e situar em que fase agora nós nos encontramos. Próximo. No mundo são 136 vacinas em desenvolvimento, 12 em estudos clínicos, vejam bem, apenas 12 vacinas no mundo estão em fases diferentes de estudo clínico. Próximo. E, desses 12, apenas três vacinas estão na fase chamada estudo clínico d e fase três, e uma dessas é a vacina que o Butantan fez o acordo com a Sinovac. Então, a partir da aprovação da Anvisa, que ocorreu na última sexta-feira, nós nos credenciamos como uma das três vacinas que tem grande chance de chegar ao público muito rapidamente. Próximo. Esse é um estudo clínico registrado também, isso é o Clinical Trials, [ininteligível] dos Estados Unidos, então, o estudo está lá, registrado, todas as características do estudo estão disponíveis publicamente, né, em inglês, mas também tem a parte, a tradução para português, né? Próximo. Isto é a Sinovac, um resumo da Sinovac, quer dizer, uma grande companhia, né, que tem, nesse momento, três grandes centros produtores de vacina e, veja, está com um quarto centro, que vai produzir espe cificamente essa vacina, e em fase adiantada de construção, e a partir de setembro desse ano estarão disponíveis doses em volume muito grande, em torno de 100 milhões de doses, e essa fábrica da Sinovac terá a capacidade pra produção, até o final desse ano, de 300 a 500 milhões de doses. Próximo. E esse é o Butantan, mostrando a área industrial do Butantan, isso é importante, poucas pessoas conhecem essa parte do Butantan, quer dizer, todos sempre falam das cobras, dos museus, enfim, mas essa é a parte importante, que são as fábricas, e duas fábricas dessas em adiantado processo de conclusão de suas obras. Próximo. O Butantan tem larga experiência na área de estudos clínicos, aqui são apenas alguns exemplos de estudos clínicos de fase três, levada a efeito pelo Butantan, a maior deles com a vacina da dengue, que incluiu em torno de 17 mil voluntários. Próximo. Então, esse é a fase três, aí algumas características da fase três, ela vai, em princípio, custar em torno de 85 milhões de reais, integralmente custeados pelo governo, quer dizer, não existe aqui recursos privados ou da própria Sinovac, o estudo é de propriedade do Butantan, por isso que é um codesenvolvimento, quer dizer, pra vacina ficar pronta, é necessária essa fase três. Próximo. Quais são os critérios, depois nós vamos detalhar mais a frente, mas esse é os critérios gerais aí do estudo, o nome do estudo oficial é [ininteligível], profissionais de saúde que serão incluídos, trabalhando no atendimento à pacientes com Covid, isso é importante, porque são esses profissionais que est&at ilde;o mais expostos e que vão permitir o desenvolvimento muito rápido do estudo clínico, então, é importante que se entenda isso. E tem lá algumas características, acima de 18 anos de idade, não ter infecção prévia é fundamental, quer dizer, então, as pessoas que já foram infectadas, né, não podem entrar no estudo. Não participar de outros estudos, né, não estar grávida ou planejar engravidar nos primeiros meses do estudo, não ter doenças outras e não ter outras alterações que impeçam a vacinação, tá? Então, isso é geral, mas que será especificado a partir da semana que vem. Próximo. Isso aqui é um resumo do que já foi feito até então, fase um, fase dois, na fase dois, importante, se demonstrou a segurança e a ef icácia da vacina, quer dizer, após 14 dias da segunda vacinação, mais de 90% das pessoas vacinadas desenvolveram proteção, então uma vacina que tem um perfil de proteção elevado e daí o nosso entusiasmo. Próximo. Existe já uma fábrica pronta, que está sendo adaptada para a produção dessa vacina, então está aí, né, a fotografia da fábrica e da área que será usada para a produção, poderemos chegar a 100 milhões de doses nessa fábrica. Próximo. Essa é a vacina, próximo. E aí são as fases, já apresentei anteriormente, então iniciamos o ensaio fase três, os centros, os 12 centros estão sendo preparados intensivamente pra iniciar, de fato, a inclusão dos voluntários, a transferência de tecnologia já est&aacu te; também em curso, nós já estamos discutindo com os parceiros chineses. O regulatório saiu na sexta-feira e agora nós vamos para a próxima fase, que é prever a chegada de vacinas, não pra esse estudo, mas para distribuição para o Brasil, e nós temos um acordo preliminar de acesso até o final desse ano, de 60 milhões de doses, quer dizer, se a vacina for efetiva, teremos acesso a 60 milhões de doses. Próximo. Bom, e aí são os centros, eu já nomeei aqui, eu vou passar rapidamente, né, então no Estado de São Paulo, próximo, são sete centros, próximo, e aí nos diversos estados, como o governador já mencionou. Próximo, próximo, eu acho que é a última. Então, obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. Daqui a pouco o Dr. Dimas estará à disposição pra perguntas. Vamos agora ouvir o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, sábado agora nós tivemos a assinatura do protocolo com dois setores que reabrem hoje na cidade de São Paulo, setor de bares, restaurantes, padarias, e o setor de estética e beleza. Eu queria, mais uma vez, reforçar, que apesar da cidade de São Paulo estar nessa fase de reabertura, passamos por quatro semanas na fase dois, agora entramos na terceira fase, na terceira semana da fase três, a pandemia continua na cidade de São Paulo, como continua no estado e no Brasil. Queria pedir à popula&cc edil;ão cautela, queria pedir à população que entenda que ainda não é o momento de comemorarmos o fim da pandemia, pra que a gente possa evitar cenas na cidade de São Paulo, como nós tivemos no Rio de Janeiro, como nós tivemos em Londres, como nós tivemos em outros locais mundo afora. Queria pedir, mais uma vez, a compreensão da população, que essa fase de flexibilização não se confunde com a comemoração do fim da pandemia na cidade de São Paulo. Essa semana a prefeitura deve anunciar quando que serão reabertos os parques municipais, estamos terminando de discutir com a vigilância sanitária as regras de reabertura, mas eu já posso adiantar que quando a gente anunciar, nós vamos anunciar a retomada dos parques durante a semana, nós não vamos retomar os parques ainda aos finais de semana, pra evitar aglomeração, mas até esta sexta-feira a gente anuncia a data da reabertura e do horário de reabertura dos mais de 100 parques municipais. E até sexta-feira, nós também teremos concluída a fase um do inquérito sorológico na cidade de São Paulo, nós já tivemos a fase zero, que mostrou um índice de prevalência de 9,5% da população na cidade de São Paulo, uma taxa de letalidade de 0,5%, um valor bem abaixo do que tem sido visto em outros locais mundo afora, e agora com a fase um nós vamos poder ter outros dados pra aprofundar o diagnóstico e a contaminação aqui na cidade. E, finalizar, mais uma vez, agradecendo, agradecendo aos empresários, que tem vindo discutir com a prefeitura os protocolos sanitários, agradecer as famílias pela paciência de permanecer em isolamento, agradecer aos profissionais da área da saúde, por toda a dedicação e, mais uma vez, insistir pra que as pessoas continuem a utilizar máscara, continuem a utilizar todas as recomendações sanitárias que, nesse momento, é um ato de respeito ao próximo, um ato de cidadania. Muito obrigado, boa tarde a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Antes de passar para o Marco Vinholi, que é a penúltima intervenção antes do início das perguntas, quero também fazer um agradecimento a Anvisa, na pessoa do seu presidente Antônio Barra Torres, e a toda a direção da Anvisa, que assumiu o compromisso e cumpriu dentro do prazo e, obviamente, obedecendo todos os preceitos de pesquisa, de análise e os pressupostos legais para autorizar o Instituto Butantan a iniciar a terceira fase de testes. Portanto, um registro de agradecimento a postura correta e republicana e técnica da Anvisa. Vamos ouvir agora Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional do Estado de São Paulo. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Eu quero utilizar dos dados aqui, que foram analisados pelo coordenador executivo do centro de contingência, João Gabardo, que indicam justamente a fala do governador sobre a queda dos óbitos aqui no Estado de São Paulo, uma queda que se apresentou na semana passada pela primeira vez, já havia uma desaceleração ao longo dos períodos anteriores, mas na semana passada registrou uma queda em números absolutos pela primeira vez e, nessa segunda semana, com parando a semana 27 com a semana 26, mais uma vez o registro de queda em número de óbitos. Com esses dados, nós podemos verificar a consistência dessa queda ao longo desse período, que significa, comparando a semana 25 e chegando até o fim da semana 27, uma queda de 9,5% no número de óbitos aqui no Estado de São Paulo. Esses registros são fundamentais, se a gente colocar também a queda e chegando ao patamar mais baixo nos números de letalidade, nesse momento, no Estado de São Paulo, 5%, eu vim ao longo da semana passada registrando, bateu 5.4% no início da semana, depois 5.2% na sexta-feira, e hora a gente chega a 5% de letalidade, por dois fatores fundamentais, primeiro o aumento da testagem, que se deu aqui no Estado de São Paulo, cumprindo protocolos fundamentais, e segundo pelo aumento da capacidade hospitalar nesse período. São Paulo não deixou e não deixará ninguém sem atendimento, já são mais de 2.500 respiradores distribuídos por todo Estado de São Paulo, contando com 22, que serão distribuídos hoje nas regiões de Vale do Paraíba, Marília, Sorocaba e Bauru. Portanto, duas boas notícias, a letalidade no seu índice mais baixo e também a queda consistente durante esse período do número de óbitos no Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. E vamos a última intervenção, da secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Queria compartilhar nossos dados aqui de isolamento do sábado, que foi dia 04/07, são de 47%, tanto no estado, quanto na capital. E somente reforçar a mensagem que já foi passada por todos aqui, que nós estamos no período importante de transição, que exigirá de todos nós muita disciplina, muita paciência e muito espírito coletivo, nós estamos entrando, aqui na capital, na região do ABC, na regi ão também do estado que pega Itapecerica, Taboão da Serra, numa fase, na próxima etapa de flexibilização, mas nós temos a presença do vírus, como o governador colocou, então é muito importante o uso das máscaras, a adesão aos protocolos e, pra quem puder, ficar em casa, nós temos no site do Plano São Paulo todas as informações, os protocolos pra restaurantes, bares, estabelecimentos congêneres, também pra academias, pra salões de beleza, pra todo trabalho que está sendo iniciado na área de economia criativa, eventos, museus, galerias, também eventos na área de negócios, congressos, então, nós deixamos essa informação acessível e reforçamos a importância do cumprimento desses protocolos, para que possamos iniciar essa retomada de uma forma sustentável no longo prazo, uma forma que não precisemos retroceder, mas o Plano São Paulo também tem os mecanismos, se for necessário. E finalizando com os dados de hoje, a média dos últimos sete dias, como disse o secretário Marco Vinholi, ela é muito positiva. Essa mensagem, no tom positivo, ela é importante. As regiões que estão na fase vermelha estão claramente caminhando para a fase laranja, e as regiões que estão na fase laranja estão claramente caminhando para a fase amarela. Para mantermos essa trajetória, precisamos todos fazer a nossa parte. Então a minha mensagem é essa: espírito coletivo, solidariedade, respeito aos protocolos, uso de máscaras, para que possamos manter essa próxima etapa da retomada econômica e das atividades também nessa trajetória positiva. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Lembrando que o secretário de Saúde da capital de São Paulo, Edson Aparecido, está aqui também presente e poderá responder perguntas dos jornalistas. E vamos agora às 13h15 para as perguntas. Pela ordem teremos GloboNews, Jovem Pan, TV Record, Agência Reuters e os demais veículos que vamos nominar ainda ao longo da coletiva, e começando com a TV Globo, GloboNews, com você, William Cury. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Eu tenho duas perguntas, uma para o prefeito, outra para o governador ou para a equipe. Primeiro para o prefeito, em relação às praças de alimentação dos shoppings. Hoje começa a funcionar bar e restaurante aqui em São Paulo, tendo que fechar até as 5h da tarde. Eu queria saber como é que fica a praça de alimentação do shopping. Ele tem que respeitar esse horário de fechamento ou vai ser em outro horário alternativo? Como é que vai ser e por que vai ser dessa forma? Agora para o gover nador, sobre a vacina, que vai ter a testagem. A partir do próximo dia 20, o recrutamento de voluntários começa, num primeiro momento, para profissionais de saúde, já no dia 13 agora. Eu queria saber como é que faz para se candidatar, para o profissional de saúde, como é que ele vai poder se candidatar, tendo em vista que não é só aqui em São Paulo. Temos cinco estados e o Distrito Federal também. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, William Cury. As duas perguntas, na sequência, a primeira delas com o prefeito Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: As praças de alimentação dos shoppings, tal como os restaurantes dentro de shopping, devem observar o protocolo sanitário, assinado com o setor de restaurantes, e o horário de funcionamento dos shoppings. Então, eles observam o protocolo de regras a serem estabelecidas dentro do protocolo de restaurantes, mas o horário de funcionamento deles é o horário de funcionamento dos shopping centers, ou seja, das 16h às 22h.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Will, as duas perguntas são importantes, porque ajudam a esclarecer melhor a população, embora o tema da vacina do Dr. Dimas tenha mencionado, mas é importante que ele mencione mais uma vez como será feito o recrutamento, de que forma e especificamente quem pode se candidatar como voluntário a ter a aplicação da CoronaVac, a vacina contra o Corona Vírus, destes 9.000 voluntários. Então passo ao Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, para a resposta ao jornal ista William Cury, da TV Globo, GloboNews.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. William, agora nós temos um processo, um processo que é por fases. Então os centros, os 12 centros estão em treinamento, quer dizer, estão recebendo os recursos para proceder o início da campanha. Eles também têm que, uma vez que foi aprovado na Anvisa, internalizar o protocolo de estudo clínico, através das suas comissões de ética médica. Então, cada um dos centros tem que aprovar o que foi aprovado na Anvisa, no seu nível local. Na sexta-feira agora, na sexta-feira próxima, nós faremos uma divulgação do material de recrutamento, que envolve material gráfico e envolve um aplicativo, quer dizer, a pessoa que é candidata da área de saúde dessas regiões, dessas cidades, na proximidade desses centros, pode se candidatar. E se estiver dentro dos critérios, eles serão chamados, aí sim, para proceder à vacinação. Então esse é, vamos dizer, o cronograma. O governador já anunciou que no dia 20 esse cronograma tem, de fato, o seu início, do ponto de vista de aplicação das vacinas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Dimas, para ficar ainda mais claro, dada a importância da informação, qual o site de acesso para que a pessoa, o profissional de saúde, possa preencher os dados eletronicamente e fazer o encaminhamento ao Instituto Butantan?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, já existe o site que tem essas informações gerais que eu apresentei aqui, e será um aplicativo, governador. A pessoa baixa o aplicativo no seu celular, e aí ela já preenche esse primeiro cadastramento, onde será possível se identificar se ele está dentro dos critérios ou não. Então, por exemplo, se ele já teve a infecção, ele não está dentro do critério e não pode prosseguir às próximas fases. Num município, por exemplo , Curitiba, no Paraná. Se a pessoa mora fora de Curitiba, já é um fator que pode dificultar o acompanhamento, então ele tem que estar mais próximo ao centro, e ele tem que concordar em comparecer periodicamente ao centro, para ter um exame clínico e a retirada de material, a retirada de sangue, para poder ser examinado. É mais ou menos isso, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E a validade do aplicativo, ou seja, o início da validade do aplicativo, qual a data? É dia 13?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: É a partir da semana que vem.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Meu lado jornalista aqui ajudando o William Cury.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: A partir da semana que vem, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Então, a partir do dia... Estamos falando do dia 13 de julho, segunda-feira. Will, muito obrigado pelas perguntas. Agora, vamos à Rádio Jovem Pan, depois TV Record, Agência Reuters, SBT e o Portal IG. Com a palavra, Vítor Morais, da Rádio Jovem Pan. Vítor, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A minha primeira pergunta é com relação também aos bares e restaurantes. Eu queria saber se o Governo do Estado estuda aumentar o horário de fechamento, uma vez que muitos representantes do setor estão reclamando de ficarem abertos até as 5h da tarde, muitos restaurantes nem abrem à noite. Então, eu queria saber se está sendo estudada essa possibilidade de aumentar o horário de fechamento dos bares e restaurantes, aqui no Estado de São Paulo. E a minha segunda pergunta é s&o acute; uma dúvida com relação à vacina. Na fase 2 de testes, quem foram essas pessoas que foram testadas e que desenvolveram aí então 90% de proteção contra o vírus? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vítor. A primeira pergunta eu mesmo respondo, se necessário com comentário do Dr. Paulo Menezes. A segunda, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. Em relação a restaurantes, bares, pizzarias e similares, neste momento o horário estabelecido de fechamento é 17h, por determinação do Centro de Contingência, do Comitê de Saúde. Foi unânime. Os 19 membros do Comitê votaram em estabelecer o horário limite de 17h. Passo a passo, o Plano São Pa ulo é um plano seguro, correto, amparado na ciência e na saúde, Vítor, mas ele via passo a passo. Nós reconhecemos que o setor da economia criativa de alimentos e bebidas, todo ele, é um dos setores que sofreu muito com a pandemia, mas volto a mencionar que o inimigo da economia é a pandemia, não é a quarentena. Nós temos a obrigação de salvar vidas dos donos de restaurantes, dos funcionários de restaurantes e similares e dos frequentadores destes espaços. Como mencionou corretamente o prefeito Bruno Covas, nós não queremos em São Paulo as cenas que assistimos no Rio de Janeiro e em Londres, nós não queremos. Superaglomeração, pessoas sem máscaras, pessoas com dosagem alcoólica elevada, que não prestam atenção nem ao distanciamento nem à sua própria proteção. E a orient ação do Comitê de Saúde foi exatamente no sentido de, nesta etapa, manter o funcionamento até 17h. Quero também aproveitar para dizer aos proprietários de pizzarias e de restaurantes de cozinha japonesa, em especial, que seguem funcionando, com delivery. Aliás, desde o início da quarentena, pizzarias fazem entrega de pizzas nos endereços que solicitam e também de cozinha japonesa. Quer fazer algum comentário, Dr. Paulo? E na sequência vamos ao Dr. Dimas.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Rapidamente, governador, reforçando que o Centro de Contingência tem como objetivo garantir a saúde da população, garantir que nós possamos retomar progressivamente atividades e áreas econômicas que estavam suspensas, sem botar em risco a saúde da população e diminuindo o máximo possível a chance de aumento de número de casos, por exemplo, que tem sido observado em vários lugares que, precipitadamente, permitiram o retorno de algumas dessas atividade s.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo. Agora sim, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, a segunda pergunta do jornalista Vítor Morais, da Rádio Jovem Pan, sobre a fase 2 de testes da CoronaVac.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Vítor, tanto a fase 1 como a fase 2, que nesse momento já, lá na China, tem mais de mil pacientes incluídos, foram realizados com voluntários chineses. Agora, toda essa documentação que foi gerada lá na China foi encaminhada aqui para o Brasil, encaminhada para a Anvisa, e a Anvisa entrou em contato direto com a companhia chinesa e esclareceu todas as dúvidas que, porventura, existissem. Então, esses dados são dados que estão disponíveis aqui na Anvisa, foram registrados e mostram esse perfil que eu apresentei. Quer dizer, após a vacinação, 14 dias após a vacinação, 90% de resposta, ou seja, uma das vacinas que estão aí, das mais promissoras. E daí, como eu volto a dizer, o meu entusiasmo. Eu sou muito, estou muito entusiasmado que essa será uma das vacinas que chegará ao mercado, com eficiência, muito rapidamente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Vítor Morais, mais uma vez obrigado pelas perguntas. Vamos ao terceiro veículo de comunicação desta tarde, é a TV Record e RecordNews, com a jornalista Daniela Salerno. Daniela, boa tarde.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. São duas perguntas também, a primeira, eu gostaria de entender como que São Paulo reagiu economicamente, falando da atividade econômica desde que o Plano São Paulo foi inaugurado ou lançado. Então falando aí pelo menos do período de junho, se possível com comentário do prefeito também, já que a capital liderou esse início de retomada. E uma segunda pergunta, a respeito... A gente tem agora o segundo semestre chegando, a gente tem índices de mortes reduzindo, a notícia da vacina , que é uma boa notícia, mas ainda um discurso de muita cautela e de muita moderação. E a gente sabe que, justamente no segundo semestre, começam os planejamentos a respeito de carnaval. Parece um pouco precipitado falar isso, mas a gente sabe que escolas de samba começam a trabalhar e estão preocupadas com esse assunto, e também a própria prefeitura já começa a pensar, muitas vezes, no carnaval de rua. Então, eu gostaria de entender como que esse assunto está sendo tratado e se é possível já começar planejar a respeito disso. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela Salerno. Começando com Patrícia Ellen, sobre a retomada com o Plano São Paulo. Na sequência, prefeito Bruno Covas responde as duas últimas perguntas, sobre o plano no âmbito da capital e sobre carnaval. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: O Plano São Paulo tem nos permitido fazer uma retomada muito cirúrgica, para atender os setores que tiveram impacto maior, como setor de comércio, serviços, economia criativa, eventos, como o governador mencionou, mas ao mesmo tempo controlar o fluxo de pessoas. Então, nesses protocolos que estão sendo trabalhados, nós estamos monitorando qual é o número de empregos, de empreendedores em cada área, e também o impacto ali na parte de isolament o social. Por isso que os protocolos da educação também foram anunciados e são tão importantes. Mas pelo ângulo econômico, também desde o início, nós deixamos claro a importância de fazer uma quarentena para controlar o fluxo de pessoas, mas manter a atividade econômica. E nós monitoramos semana a semana, inclusive através do fluxo das notas fiscais eletrônicas e notas fiscais em geral, por setor e por região. O volume de atividade, o ticket médio e o valor total. E o que nós percebemos foi que, no início da quarentena, a gente teve um primeiro de atividade e volume, que chegou ali a ter uma queda entre 25% e 30% da atividade econômica, da mesma semana, com relação à semana em 2019. Então, nós estamos monitorando com relação a 2019 e com relação ao projetado para esse ano. Para ess e ano, o secretário Henrique Meirelles, o secretário Mauro Ricardo, têm falado, também pela arrecadação, qual que vai ser o nosso déficit até o fim do ano. Estamos trabalhando em redução de custos, mas temos boas notícias. Eu vou citar alguns exemplos. Nós percebemos que a atividade econômica, no que diz respeito a volume, está no máximo 5% a menos do que com relação às mesmas semanas em 2019. O que mudou? O ticket médio, porque o valor médio transacionado, as transações estão num volume praticamente recuperado com relação a 2019, mas com valor médio menor porque nós estamos no meio de uma recessão global, a maior que nós já presenciamos. Então, estamos trabalhando com o secretário Henrique Meirelles na retomada 21/22, exatamente para trabalharmos de uma fo rma mais estrutural nessa retomada. E a última boa notícia, como exemplo, da resiliência dos nossos empreendedores, em especial os micro e pequenos, que são os que mais geram empregos em nosso estado, mais da metade dos empregos, no mês de junho nós registramos mais de 15 mil novas empresas abertas. Como referência, esse número médio no ano passado era em torno de 16 mil novas empresas abertas por mês. Então, nós estamos muito otimistas, estamos trabalhando no plano da retomada 21/22, também no programa de desburocratização para facilitar a vida desses empreendedores, com acesso à abertura de empresas, à gestão de seus negócios em parceria com o Sebrae e também reforçando a minha última frase aqui, esse pedido para o governo federal para o crédito, em especial ao capital de giro, chegar mais rápido, porque esse &e acute; um momento crucial, são esses próximos três meses que esses empreendedores precisam desse capital de giro para iniciarmos essa retomada sustentada pelos próximos dois anos. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia. Agora, Daniela Salerno, as suas duas últimas duas perguntas serão respondidas pelo prefeito Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE SÃO PAULO: A prefeitura está discutindo internamente o que fazer em relação a esses grandes eventos, não apenas o carnaval, mas nós temos o réveillon na Paulista, dia 31 de dezembro, nó temos a parada que deveria ter sido em junho e foi adiada para novembro, nós temos a virada cultural que deveria ter acontecido em maio e foi adiada para setembro, então, a sua preocupação é qual a previsibilidade que nós temos da doença em relação a estas datas, setembro, novembro, dezembro , fevereiro, para poder avançar em qualquer tipo de planejamento e evitar desperdício de recurso público. Então, a gente discute transformação já da virada cultural em apenas uma virada online, sem nenhum evento presencial, isso já é o horizonte que a prefeitura trabalha e a gente está discutindo com a vigilância sanitária em que momento é possível ter alguma previsibilidade ou se não é possível, nós vamos ter que discutir o adiamento desses eventos para outra oportunidade. Então, ainda não há uma decisão da prefeitura em relação, mas a gente, sim, está discutindo em relação a esses grandes eventos, o que fazer na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito Bruno Covas. Daniela Salerno, obrigado pelas perguntas. Vamos pela ordem agora com o Eduardo Simões, online, da Agência Reuters. Na sequência o Fábio Diamante do SBT, o Eduardo Esteves do Portal IG, Daniele Franco do Jornal o Tempo de Minas Gerais e finalizando, Bruna Macedo da CNN. Eduardo, obrigado por estar participando, boa tarde, você já está em tela, sua pergunta, por favor.

EDUARDO SIMÕES, JORNALISTA DA AGÊNCIA REUTERS: Boa tarde governador, boa tarde a todos. E queria saber, dada a [ininteligível] pela Anvisa que levou cerca de 25 dias, o governador até agradeceu falando que foi dentro do prazo, eu queria saber se esse já era o prazo esperado desde o início e se isso impacta, de alguma forma, no cronograma que o Dr. Dimas falou numa outra coletiva da expectativa de ter os testes clínicos concluídos já nesse ano? E qual a expectativa agora para que essa vacina esteja disponível, caso ela se prove eficaz? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Eduardo. Eu vou pedir ao presidente do Instituto Butantan, Dr. Dimas Covas, para responder a sua questão. Dr. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Eduardo, as próximas fases envolvem, então, o engajamento ativo dos centros com a questão do recrutamento, que deve acontecer, como eu expliquei anteriormente, a partir da semana que vem, a escolha dos voluntários, o teste nestes voluntários para saber se eles estão bem do ponto de vista laboratorial, se não tiveram a infecção e, na sequência, a alocação, esse um grupo vai receber a vacina e o outro grupo vai receber o placebo. O fato da Anvisa ter aprovado em tão curto tempo e isso é curto tempo quando se trata de uma vacina dessa dimensão, podemos dizer que isso foi muito rápido. A Anvisa trabalhou tecnicamente, de uma forma intensa para resolver as pendências que haviam no começo, as dúvidas que ela tinha no começo, mas esse prazo foi um prazo muito bom, um prazo que está dentro do que havia sido previsto. Nós estamos, nesse momento, preparando esses centros, preparando material para as pessoas se candidatarem e espero que tudo isso ocorra muito rapidamente e antes de outubro a gente termine a inclusão dos 9 mil voluntários. Com isso poderemos te uma análise preliminar dos resultados ainda este ano, o que levará, seguramente, ao uso da vacina já em meados do ano que vem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, Eduardo Simões da Agência Reuters, obrigado pela sua participação, continue ligado aqui conosco. Vamos dar sequência, agora com o jornalista Fábio Diamante do SBT. Fábio, boa tarde, sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, JORNALISTA DO SBT: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Governador, a minha primeira pergunta é para o prefeito. Prefeito, a questão das academias, a gente sabe que foi uma mudança não esperada no plano, eu queria saber se a prefeitura já começou a conversar com as academias? Se existe uma previsão da discussão desse protocolo? Se o senhor tem uma ideia de como ele vai funcionar? A segunda pergunta, governador, a CBF anunciou que o campeonato brasileiro volta no dia 9 de agosto, como uma data definida. Eu queria saber como é que o go verno vê essa data, se, de fato, São Paulo pode ter jogos sem torcida ou se pode ter o jogo mesmo nessa data? Uma terceira pergunta fora da Covid, se justifica pela repercussão, eu queria que o senhor comentasse, governador, o vídeo da primeira-dama, da Bia Doria. A repercussão é muito grande, ela tem sido bastante criticada principalmente em relação ao comando fundo social, eu queria saber como é que o senhor viu o episódio e como é que o senhor vê as críticas que ela vem recebendo? Obrigado.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Ainda não temos previsão. A comissão de sexta-feira discutir com a vigilância sanitária, tanto a questão das academias quanto de algumas atividades culturais que passaram agora à fase 3, assim que a vigilância tiver qualquer manifestação a gente reabre a discussão em relação a protocolos com o setor, mas ainda, isso começando na sexta-feira, depois do anúncio do governo do estado, então, ainda não há nenhuma previsão por parte da prefeitura de data ou de quando isso será feito na cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Bruno. Fábio, respondendo, começando sobre o tema do vídeo. O vídeo foi editado e, evidentemente, feito com uma enorme maldade, sem a menção do que antecedeu o vídeo onde a Bia Doria, primeira-dama do estado de São Paulo e presidente do conselho do Fundo Social, dizia que o ideal era o acolhimento das pessoas em situação de rua, que as pessoas em situação de rua, em São Paulo, pudessem estar acolhidas em centros específicos para isso, como dur ante à prefeitura eu procurei fazer e como tem feito o Bruno Covas na medida do possível. E que ali sim, pudessem ser oferecidos não apenas alimentos, como guarida, a cama, o cobertor, o banho e as condições de assistência básica de saúde, como são feitos aqui nos CTAs, nos Centros Temporários de Acolhimento na capital de São Paulo. Onde, aliás, dos 19, 10, inclusive, têm áreas para o atendimento dos cães. Pessoas em situação de rua, muitos vivem com os seus cães, é o seu único companheiro nas ruas de São Paulo. Isso foi omitido naquela edição do vídeo o que gerou uma edição parcial e, evidentemente, naquela parcialidade, com críticas a Bia Doria. Mas ela vem cumprindo bem o seu papel, aliás, em conjunto com a secretária Célia Parnes, de proteção e de atend imento a todas as pessoas em situação de pobreza, extrema pobreza e em especial as pessoas em situação de rua. Eu queria aproveitar, Fábio, para fazer aqui dois agradecimentos: à manifestação feita pelo cardeal arcebispo de São Paulo que fez uma manifestação nas suas redes em defesa, ele conhece o trabalho da primeira-dama Bia Doria, fez com uma forma muito carinhosa e com o seu próprio testemunho. E o outro, da deputada estadual Janaína Paschoal que também fez uma manifestação também muito sincera, porque conhece o trabalho e a amplitude daquilo que a Bia Doria realiza para as pessoas mais pobres e mais humildes. E lamento muito que até bons jornalistas e bons veículos de comunicação não tenham se informado melhor sobre o contexto da gravação como um todo e acreditado num vídeo que foi colocado nas red es sociais. Em relação a CBF e ao futebol. A decisão da CBF de voltar no dia 9 de agosto, não houve consulta prévia ao governo do estado de São Paulo, mas aqui nós temos um bom entendimento com a Federação Paulista de Futebol, entendimento esse que prossegue, mas para realizar esse entendimento nós dependemos da manifestação do Comitê de Saúde, do Centro de Contingência do Covid-19, que tem um relator específico para o tema do futebol e do esporte, de maneira geral. Até o final da semana que vem, no mais tardar, teremos uma posição relativamente à conclusão do Campeonato Paulista de Futebol. Nós temos, se não me engano, são três rodadas. Nós não temos ninguém do esporte hoje aqui, mas se eu não estou enganado faltam três rodadas para concluir o Campeonato Paulista de Futeb ol. Sem concluir, os times de São Paulo não podem participar do Campeonato Brasileiro. Nós estamos levando em conta também isso e os aspectos de saúde, e o protocolo que assinamos com a Federação Paulista de Futebol, e esta, por sua vez, com todas as equipes da primeira divisão, do A1 do futebol de São Paulo. E tem cumprido, diga-se de passagem, a Federação Paulista de Futebol tem sido extremamente correta na relação com o Governo do Estado. Portanto, Fábio, creio que já na semana que vem, antes do final da semana que vem, já teremos uma decisão completa a ser anunciada. Se tivermos antes, tanto melhor. Vamos agora com a jornalista Eduarda Esteves, do Portal IG. Na sequência, Daniele Franco, do jornal O Tempo, de Minas Gerais, e Bruna Macedo, da CNN. Eduarda, boa tarde, sua per gunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Minha pergunta é sobre a abertura hoje dos bares e restaurantes. A gente viu que, no Rio de Janeiro, essas cenas lamentáveis foram divulgadas nas redes sociais, de muita aglomeração nos bares. Inclusive, esse público chegou a desrespeitar os fiscais da Vigilância Sanitária. Eu queria saber aqui em São Paulo, o que pode acontecer com uma pessoa que desrespeitar esses fiscais. E uma pergunta sobre o uso de máscara: eu queria saber se a prefeitura ou o Governo do Estado já tem algum balanço s obre as multas, tanto aplicadas nos estabelecimentos quanto aplicadas às pessoas. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Eu compartilho a resposta com o Bruno Covas, e se o Bruno desejar com alguma intervenção do Edson Aparecido. Então, Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Bom, o protocolo em relação ao funcionamento de bares e restaurantes, no caso aqui da cidade de São Paulo, não prevê exatamente a utilização de área externa. Então, isso é uma questão bastante importante. Nós, da Vigilância Sanitária, consideramos que a utilização apenas da parte interna facilitaria tanto a autotutela, por parte dos proprietários, ou o acompanhamento correto da aplicação do protocolo, como tamb&e acute;m uma eventual vigilância, um acompanhamento da Vigilância Sanitária. Nós ainda não temos, na Vigilância Sanitária, o balanço do primeiro dia, que foi sexta-feira, da aplicação de eventuais multas para aquelas pessoas que não utilizaram máscara, ou para proprietários de estabelecimentos que tinham pessoas sem utilização de máscara. Não houve nenhuma constatação formal por parte da Vigilância. Nós devemos fazer um balanço semanal em relação a isso, porque são muitos estabelecimentos. São 27 as unidades de Vigilância Sanitária na cidade, e a gente deve fazer um balanço dessas aplicações semanalmente. Mas nós não fizemos nos dois primeiros dias, que foi quinta e sexta-feira.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Edson Aparecido. Eduarda Esteves, muito obrigado. Antes de prosseguirmos com a Daniele Franco, já vamos colocá-la em tela, do jornal O Tempo, de Minas Gerais, quando eu fiz o agradecimento ao Cardeal Arcebispo de São Paulo, não mencionei o nome Dom Odilo Scherer, a quem mais uma vez agradeço pela manifestação feita. Vamos então agora para a Daniele Franco. Temos a... Aqui. Já em tela, Daniele, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. A minha pergunta é para o presidente Dimas Covas, a respeito da vacina e como ela vai funcionar, como vão funcionar os testes aqui em Minas Gerais. Quantos voluntários serão selecionados aqui no estado? E caso a vacina funcione, esses, os profissionais de saúde que são o público dos testes, também terão prioridade na aplicação? E a segunda pergunta é: Se o antígeno se mostrar eficaz nesses testes, em quanto tempo o Butantan consegue produzir as 100 mil doses? E os estados on de os testes foram feitos vão ter algum tipo de prioridade? Vai ter algum tipo de ordem nessa distribuição dessas doses? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniele. Vou pedir ao Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, aliás a quem você dirigiu as duas perguntas, para respondê-las.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Daniele, são 9.000 voluntários, que vão fazer o teste em 12 centros. Então, em princípio, cada centro fica responsável aí pra recrutar em torno de 750 a 800 voluntários. Obviamente que cada centro tem a sua independência do ponto de vista de recrutamento. Aqueles que forem mais rápidos e recrutarem mais rapidamente, eles irão absorvendo os candidatos. Logicamente que cada região tem um número mínimo, mas o número máximo depende aí da efic ácia, da eficiência de cada um dos centros. A seleção, eu já mencionei que será feita a partir da semana que vem. As pessoas podem começar a se candidatar a partir da semana que vem. Os requisitos são profissionais de saúde, acima de 18 anos, não tem limitação. Profissionais de saúde da área pública, da área privada, enfim, isso não o impede. Se o antígeno, se a vacinação se mostrar eficiente, nós vamos ter a disponibilidade da vacina imediatamente, quer dizer, nessa nossa parceria, isso é importante eu frisar, 60 milhões de doses estão reservadas para o Brasil, quer dizer, é uma quantidade muito grande de vacinas, que será suficiente para cobrir as necessidades já previstas. E quem faz essa distribuição é o Ministério da Saúde, através do seu Progr ama Nacional de Imunização. Então, ofereceremos essa vacina ao Ministério da Saúde, a quem caberá estabelecer aí os critérios nacionais da aplicação da vacina.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Daniele, muito obrigado pela sua participação, direto de Belo Horizonte. Nós vamos tirá-la de tela e vamos à última pergunta, que é da CNN, jornalista Bruna Macedo. Obrigado pela paciência, Bruna. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, prefeito, e boa tarde a todos. A gente está falando aí de reabertura dos restaurantes, dos bares, a gente já está pensando numa reabertura das academias, eu queria saber como é que fica a situação das escolas. Normalmente, são lugares grandes, arejados. Será que não daria para fazer uma distribuição segura entre os alunos? De repente intercalar ali as carteiras, fazer um horário de intervalo diferente, para cada sala, para cada turma. A gente sabe que muitas vezes a escola, de repente, &eacute ; um lugar mais seguro para a criança, às vezes, do que a própria casa, às vezes, do que a rua. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, Bruna. Vou responder, e se a Patrícia Ellen desejar, com a sua participação, também. O protocolo para a área de saúde já foi apresentado aqui pelo secretário Rossieli Soares, juntamente com o secretário executivo da Secretaria de Educação, Haroldo Corrêa. É um protocolo feito com muito cuidado, com muito zelo, com muito diálogo e com muito respeito à saúde e à educação e, obviamente, no âmbito espec&iac ute;fico das escolas, aos professores, aos que trabalham nas escolas, e principalmente aos alunos e aos seus pais. Este protocolo já anunciado, ele vai ser cumprido exatamente como previsto. Não há, neste momento, nenhuma alteração programada neste protocolo, que prevê, a priori, o reinício das aulas no sistema público de ensino em São Paulo no dia 8 de setembro, se até lá, no Plano São Paulo, as etapas forem bem cumpridas e a Saúde mantiver a sua decisão de apoiar esta iniciativa de reabertura das escolas públicas e privadas no dia 8 de setembro. Quer complementar, Patrícia?

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: A complementação é que todos os protocolos de distanciamento, intervalos, percentual de retorno, estão sendo elaborados, o secretário Rossieli inclusive anunciou esses protocolos, já foram bastante detalhados. O que a gente precisa é do estado em quatro semanas de estabilidade no amarelo, para que isso se inicie. Então, esse trabalho de estabilização dessa nova etapa da pandemia é crítico para a nova fase de retomada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Bruna, muito obrigado pela pergunta. Nós vamos encerrar agora essa 85ª coletiva de imprensa. Amanhã, teremos a coletiva da área da saúde. Muito obrigado a todos que aqui vieram, os que acompanharam de casa. Por favor, os que puderem, permaneçam nas suas casas, se protegendo, e ao sair usem máscaras. Não aceitem nenhuma outra recomendação para não utilizarem a sua máscara. Usem. A máscara protege, a máscara salva vidas. Boa tarde a todos.