Coletiva - Apresentação do balanço da Operação Saturação - Paraisópolis - 20122911

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Apresentação do balanço da Operação Saturação - Paraisópolis

Local: Capital - Data: 29/11/2012

GOVERNADOR DE SÃO PAULO, GERALDO ALCKMIN: Olha, nós estamos completando 30 dias da Operação Saturação aqui em Paraisópolis. Tenho vindo aqui todas as semanas nessas últimas quatro semanas acompanhado aqui o trabalho junto com a população e o resultado é muito positivo. Foi feito um trabalho integrado entre a Polícia Civil, a área de inteligência. A Polícia Militar ostensiva, preventiva, polícia científica procurando enfrentar organizações criminosas e proteger a população, diminuir crimes contra a vida e diminuir roubo e furto. Nós tivemos aqui nesse trabalho 19 armas de fogo aqui apreendidas, uma granada, 407 munições, quase 60 kg de cocaína, 344 kg de maconha, 783 g de crack, o que equivale 4 mil pedras de crack e 1.043 unidades apreendidas de drogas sintéticas. Tivemos aqui também 107 prisões, sendo uma delas do líder de tráfico de drogas aqui na região, que inclusive foi transferido para a penitenciária de segurança máxima federal. E comparando os 30 dias anteriores aos 30 dias da Operação Saturação. Homicídio que teve três casos caiu pra zero. Furto caiu de 133 pra 94, menos 29%. Estupro caiu de dois pra zero e latrocínio nenhum caso. Então, resultado importante do trabalho. Paraisópolis é uma comunidade trabalhadora, uma comunidade pacífica e esse trabalho de inteligência de identificação de líderes e de combate ao tráfico de arma e tráfico de droga, deu bom resultado aqui nesta Operação Saturação. E nós temos também uma operação integrada em Guarulhos, zona norte e zona leste de São Paulo.


REPÓRTER: E tem data pra terminar, governador?


GOVERNADOR DE SÃO PAULO, GERALDO ALCKMIN: Não, aí é a polícia que determina através de todo o trabalho de inteligência. Ela verifica qual a região que é mais necessária e faz a operação saturação e tem o tempo necessário neste trabalho. E eu que venho aqui toda a semana, é entusiasmante a gente vê, a população quer a polícia, a população confia na polícia, quer dizer, ela se sente protegida por essa presença policial importante.


REPÓRTER: Por enquanto então fica por aqui, governador?


GOVERNADOR DE SÃO PAULO, GERALDO ALCKMIN: Aí é a polícia que vai estabelecer a ... Isso é uma decisão técnica, do quanto tempo fica pra onde vai. São decisões técnicas orientadas pela inteligência, orientada pelas analises de estatísticas, enfim, criminológicas.


REPÓRTER: Como é que o senhor avalia hoje a situação de segurança pública em São Paulo, já com a posse de novos comandantes, do secretário...

GOVERNADOR DE SÃO PAULO, GERALDO ALCKMIN: Eu queria dizer da nossa confiança e do nosso entusiasmo com o trabalho do Dr. Grella, nosso secretário de Segurança Pública, do comandante-geral que está aqui conosco, o Coronel Meira, do delegado-geral de polícia o Dr. Blazeck que está aqui também conosco, e Dr. Celso Perioli que está aqui também, foi mantido da Polícia Técnica Científica. Então, o Dr. Grella está elaborando um grande trabalho, terá todo nosso apoio. Amanhã já temos uma boa notícia, a formatura de mais 960 novos soldados que amanhã já vão para as ruas patrulhar as ruas de São Paulo e do Estado, a formatura vai lá no Vale do Anhangabaú. A semana que vem nós temos a formatura dos novos delegados de polícia, mais 185, aliás, passaram num concurso de 22 mil inscritos, então isso reforça também a área de investigação, e vamos fazer um investimento grande, já autorizamos médicos legistas e peritos criminais, 80 entre médicos legistas e peritos criminais. Então um grande reforço também na parte da Polícia Científica e o Dr. Grella determinou inclusive prazo para quando haja um crime a chegada da perícia, porque quanto mais rápido atuar mais importante é. Nós queremos... Isso vai ser depois explicitados, são questões técnicas. Mas tem até um filme americano chamado 48 Horas que acabou indo até para o cinema que mostra a importância das primeiras 48 horas na investigação no sentido de prender os criminosos e de elucidar os crimes cometidos.


REPÓRTER: Governador, nós estamos ao vivo aqui pela rádio CBN, eu gostaria que o senhor dissesse, o senhor já fez um balanço aqui, divulgou alguns número, eu gostaria que o senhor falasse agora já que o Dr. Grella está já há alguns dias a frente da Secretaria, o que muda daqui para a frente na questão da seguros segurança pública aqui em São Paulo?


GOVERNADOR DE SÃO PAULO, GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos urgência, até ontem quando me perguntaram quanto tempo, eu falei é para ontem. Estamos trabalhando com total empenho, com empenho redobrado no sentido de fortalecer, São Paulo tem uma grande força policial extremamente preparada tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil e Científica, é integrar ao máximo esse trabalho, fortalecer esse trabalho, eu não tenho dúvida, nós vamos ter excelentes resultados em benefício da população. É trabalho 24 horas, e eu domingo até despachei longamente com o Dr. Grella e fico muito feliz porque esse não é uma escolha fácil, é alguém que tem experiência, tem a liderança, tem a capacidade de trabalho, espírito público, para liderar esse trabalho, e eu acho que São Paulo está com o secretário da Segurança Pública motivado, com uma boa equipe e já colhendo bons resultados. Aqui a operação saturação aqui em Paraisópolis o resultado está aqui, arma apreendida, munição apreendida, droga apreendida, 107 presos, líder do tráfico de droga da região em penitenciária de segurança máxima, homicídio aqui nos últimos 30 dias, latrocínio zero e queda também nos furtos. E uma população trabalhadora, pacífica ajudando a polícia.


REPÓRTER: Agora, a anistia internacional, governador, ela fez críticas aí. O senhor estava falando agora pouco em relação às mudanças na questão da investigação que deve ser feita. Como é que vão ser essas investigações, já que a Anistia Internacional já está criticando justamente essa questão em relação à segurança pública em São Paulo?


GOVERNADOR DE SÃO PAULO, GERALDO ALCKMIN: Olha, eu não tenho nenhum problema com crítica. Eu gosto de Santo Agostinho, que sempre diz: ‘Prefiro os que me criticam porque me corrigem, aos que me adulam porque me corrompem”. Então não tem nenhum problema ter crítica e nós...


REPÓRTER: Como é que o senhor vai corrigir isso, governador?


GOVERNADOR DE SÃO PAULO, GERALDO ALCKMIN: Se tem uma força policial que tem uma corregedoria atuante é a polícia de São Paulo. Nós temos uma corregedoria forte, temos investigação pela DHPP. Agora, é preciso também entender que muitos casos você tem confrontos, bandidos fortemente armados, muito cruéis. Então é preciso não generalizar, caso a caso é verificado. E o importante é proteger a população.


REPÓRTER: Governador, em relação aos assassinatos, essa semana a gente viu que diminuíram. Então, houve uma mudança de postura no comando das polícias depois que o Dr. Grella assumiu? Qual foi essa mudança?


GOVERNADOR DE SÃO PAULO, GERALDO ALCKMIN: Não. Nós sempre dissemos que São Paulo... Esses últimos dois meses tiraram um fato, que é um fato importante. São Paulo tinha, em 1999, quase 14 mil homicídios, reduziu pra 13 mil, 12 mil, 11 mil, 10 mil, 9 mil, 8 mil, 7 mil. Quando eu passei o governo pro Serra eram 6 mil por ano. O ano passado foi 4,3 mil homicídios. O que dá 10,5 mais ou menos, que nós temos 42 milhões de pessoas. Quer dizer, é extraordinário o trabalho que foi feito. Saímos de quase 40 homicídios por 100 mil habitantes pra 10,5. Agora, você tem momentos de confronto, você tem momentos de dificuldade, de enfrentamento, que são necessários. Agora, a polícia é preparada. E esse é um trabalho que você nunca pode dizer que está pronto. Esse é um trabalho que é de todo dia, 24 horas por dia. É uma luta permanente no sentido de proteger a população, reduzir índice de criminalidade, não tolerar impunidade, prender quem precisa prender, ter ação de inteligência. E entender que nós estamos num estado que tem tamanho de país, 42 milhões de pessoas, numa região metropolitana de 21 milhões de pessoas, com todas as dificuldades das grandes metrópoles, com grande desigualdade de renda, com problema de má ocupação do solo, urbanos, enfim, com questões. É preciso ver também a chamada prevenção primária, que é importante também nesse trabalho.


REPÓRTER: O que o senhor pode falar da perda do jornalista Joelmir Beting?


GOVERNADOR DE SÃO PAULO, GERALDO ALCKMIN: Olha, eu fui agora, estou chegando lá do Cemitério do Morumbi onde fui fazer as minhas orações e levar aos seus filhos a família, os nossos sentimentos. Eu encontrava muito o Joelmir Beting em Tambaú. Porque ele nasceu em Tambaú, e era com eu, devoto do Padre Donizete, e no jornal, seja na televisão ou no rádio. Um homem bem humorado. Diz que um estado permanente de bom humor é uma das melhores provas de inteligência, com bordões muito refinados, muito elaborados, que conseguia traduzir o ‘economês’ para o dia a dia das pessoas, que tinha uma enorme capacidade de comunicação. Foi uma grande perda. Eu até estava conversando com a família, 74 anos hoje, é jovem. Quer dizer, hoje a expectativa de vida média pra quem passou dos 30 anos já está sendo mais do que 80. Uma grande perda. Mas deixa boas saudades, boas lembranças, bons exemplos.