Coletiva - Assinatura de "Autorizo" para Liberação de Recursos para a Santa Casa - 20121607

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Assinatura de "Autorizo" para Liberação de Recursos para a Santa Casa

Local: Capital - Data: 16/07/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, muito bom dia! Uma alegria virmos aqui à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo assinarmos com o Dr. Kalil, que é o provedor aqui da Santa Casa, um convênio para investimento, no valor aproximado de cinco milhões de reais para reformar mais uma enfermaria de clínica médica. Nós já temos uma enfermaria reformada, esta será a segunda e já acertamos com o Dr. Kalil de reformarmos, ajudarmos a reformar as outras quatro, reforma e modernização. É um prédio antigo, então só tem banheiro no corredor, e enfermaria de oito leitos, às vezes até dez leitos. Então as enfermarias reformadas, modernizadas passam a ser mais... Ter mais conforto para os pacientes, quatro leitos cada enfermaria e banheiro dentro do apartamento dos quatro leitos, então deixa de ter banheiro no corredor para ter banheiro dentro da própria enfermaria, reduz para quatro leitos cada espaço, cada apartamento, então é um... E modernização, reforma do prédio e modernização. A Santa Casa de São Paulo é uma instituição benemérita, um dos maiores hospitais do Brasil com uma expertise, uma faculdade de medicina que é um orgulho, que completa o ano que vem 50 anos, grande retaguarda do SUS de São Paulo, grande retaguarda, e por isso mesmo sempre sofrendo com a dificuldade da tabelo do SUS. Então o Governo tem procurado ajudar com o pró Santa Casa, ajudar o custeio e ajudar agora também nos investimentos para a modernização das enfermarias de clínica e enfermaria de cirurgia. E agradecer aqui a toda... Ao provedor, o Dr. Kalil, toda equipe, os irmãos, superintendência, e um grande empregador, que ele tem dose mil... Aliás, se incluir as OSs 18 mil pessoas que trabalham, a saúde gera muito emprego, que é uma coisa muito boa. E temos contrato de gestão, através de OS a Santa Casa administra o Hospital Regional de Guarulhos, o Hospital de Francisco Morato, o Hospital de Franco da Rocha, a parte médica do complexo hospitalar penitenciário, e os e ainda ambulatório, Guarulhos também e o Ambulatório Dr. Geraldo Bourroul. Então nós temos grandes contratos de gestão com a Santa Casa e a parceria aqui na Santa Casa de São Paulo aqui na área central.


REPÓRTER: Governador há falta de vontade política nessa questão de reajuste da tabela, porque não se faz isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu vejo que duas coisas são necessárias: uma para São Paulo, que é aumentar o teto porque toda hora nós não conseguimos, os novos serviços todos estão extra teto. Tem que implantar rápido o Cartão SUS, porque com o Cartão SUS você vai pagar onde o doente é atendido, enquanto não implantar o Cartão SUS São Paulo estoura o teto, por quê? Porque nós atendemos alta complexidade de doze estados do Brasil. Então, vem tudo para São Paulo e você não tem como não atender, são casos graves. E a outra é corrigir a tabela. Todo mundo que atende o SUS tem dificuldade, e principalmente as Santas Casas porque o hospital do governo ele complementa com dinheiro do Governo, agora a Santa Casa como é que faz? Ela passa a ter dificuldade. Então eu diria que duas prioridades: a primeira é corrigir a tabela do SUS, e a segunda é acertar o teto, corrigir o teto de quem atende a população; e a terceira é nós nos conscientizarmos de que o Brasil não é mais um país jovem, é um país maduro, caminha para ser um país idoso, e isso exige mais recurso, claro que sempre exige boa gestão, mas principalmente mais recurso, mais orçamento para poder financiar saúde no Brasil.


REPÓRTER: O senhor falou que vai reformar mais duas enfermarias esse ano, quando que será isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O Dr. Kalil ele tem seis, ele e o Dr. Fortis tem seis enfermarias. Uma já está pronta, uma começa agora, até já visitei ela está vazia já, já está vazia para começar a reforma. As outras quatro nós assinamos dois convênios esse ano e dois o ano que vem.


REPÓRTER: Mas não tem previsão?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, aí a Santa Casa entra em contato com o Dr. José Manoel que está aqui com a Secretaria, e a gente assina ainda esse ano mais dois convênios.


REPÓRTER: Governador, ainda a respeito dessas mudanças que o senhor diz do teto e do Cartão SUS, por que há essa demora, e pelo contato que o senhor tem com o Governo Federal, está perto de haver essas reformas?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O Cartão SUS sim, eu acho que está caminhando bem, não é, José Manoel? Eu acho que está caminhando e ele é muito importante, não só para o Estado de São Paulo, para os outros estados, para a prefeitura, para todo mundo, aí para um pouco o empurra. Por que o que acontece? Às vezes algum ente do governo estadual, municipal não atende os doentes, não amplia os serviços e encaminha para outro estado, encaminha para outro lugar. Aí o recurso vem junto. Hoje não vem, você fica com o doente, não é gripe, são casos mais graves, caros e sem o financiamento adequado. Eu acho que o Cartão SUS está encaminhado, o que precisa é acelerar mais e o nós estamos dispostos inclusive a ajudar no financiamento do Cartão SUS para acelerar. A outra é a tabela do SUS, quer dizer, ela precisa ser corrigida.


REPÓRTER: Que há dez anos não é corrigida, né?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É, tem coisas que foram corrigidas, mas pontualmente, a tabela como um todo precisa ter uma correção importante.


REPÓRTER: O senhor falou, quando que estoura mesmo o teto?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Em torno de 80 milhões/mês. Quando você soma tudo que atende, nós não podemos mandar as contas porque está acima do teto.


REPÓRTER: Mudando de assunto. A Folha De São Paulo informou hoje que o senhor deve fazer vídeos, mensagens de apoio a prefeitos do interior do PSDB, sendo que o primeiro poderia ser o prefeito de São José dos Campos, candidato à prefeito de São José dos Campos. É isso mesmo? O senhor pretende?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o Governo do Estado não tem candidato em lugar nenhum, ele trabalha para todo mundo. Enquanto militante do meu partido, se eu puder dar uma declaração de apoio, enfim, para algum candidato do PSDB, farei com muita satisfação. Mas as decisões de eleição municipal elas são locais, não é? São locais. O que norteia toda a lógica é a questão local da cidade, isso é que é importante.


REPÓRTER: Governador se vier cobrança por pedágio por quilômetro rodado, a Folha trás hoje a questão das áreas urbanas, por exemplo, você sai de São Paulo e vai até o Aeroporto de Cumbica dizem que esse trecho vai passar a ser cobrado porque vai ter o pórtico, normalmente. É essa a ideia mesmo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, não há nenhuma hipótese de nós cobrarmos até Cumbica porque essa é uma rodovia federal, então não tem, quer dizer, a Dutra ela é federal. O que nós estamos procurando é corrigir a questão de moradores que moram perto de praça de pedágio, esse é o objetivo. Vamos dar um exemplo: a primeira rodovia que foi implantado o Ponto a Ponto, que é o pedágio eletrônico, Itatiba-Jundiaí. Tinha um bairro de Itatiba do lado da praça de pedágio, então para ir à Itatiba percorria um trecho pequenininho e pagava tarifa inteira, agora reduz a 1/5 o valor, porque você paga por trecho percorrido. Rodovia Santos Dumont, Sorocaba - Campinas tinha uma barreira de pedágio e Indaiatuba do lado. Então a pessoa para ir de Indaiatuba à Campinas pagava R$ 10,10 e para voltar, R$ 10,10. Agora vai pagar R$ 4,00. Se for para o Aeroporto de Viracopos que era R$ 10,10 vai pagar R$ 2,00. Então você vai tornar mais justa a cobrança, porque você paga pelo trecho percorrido. Isso deve reduzir para muita gente o valor do pedágio. Agora, pode ter casos que pessoas por estar entre duas barreiras não pagavam nada, passarão a pagar um pouquinho. Então a ideia é sempre reduzir a tarifa e o equilíbrio econômico financeiro. Se em alguma rodovia isso aumentar a arrecadação, nós vamos usar esse dinheiro para reduzir tarifa de pedágio. Agora, de cara já vai beneficiar moradores, famílias que moram perto das praças. Outra novidade: a operadora era uma só, então pagava R$ 66,00 para o tag, R$ 66,00 para cinco anos depois renovar, R$ 56,00 para transferência e R$ 13,00 por mês de mensalidade. Nós introduzimos uma outra operadora, resultado: é zero real para por o tag, zero para renovar, zero para transferir e varia de R$ 6,00 a R$ 8,00 a mensalidade. Nós queremos lá na frente de graça, e vamos instaurar o pré-pago, que nem telefone, você enche o cartão e aí você vai gastando, porque o grande problema hoje é a inadimplência, se a pessoa passa no Sem Parar e não paga, o Sem Parar tem que pagar para a concessionária, tem uma inadimplência, se for pré-pago não tem inadimplência. Então nós queremos que todo mundo tenha pedágio eletrônico, os carros a partir de 2014 já vão vim com chip, já vem com chip já de fábrica, acabar com essas barreiras de concreto, não ter mais isso nas novas rodovias, só arco eletrônico, então você passa e você nem percebe, tem um arco e você paga pelo quilômetro percorrido que é o chamado Ponto a Ponto. E estamos reestudando as doze concessões antigas, as doze mais antigas buscando uma alternativa para ter pedágio mais barato. Então sempre o objetivo é reduzir tarifa, não é aumentar, é reduzir, e de outro lado tornar mais justo o sistema de cobrança.


REPÓRTER: Governador, quando o senhor assina o decreto para regulamentar os plantões de servidores da saúde?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O Dr. José Manoel está aqui. Nós aumentamos o plantão dos médicos, era entorno de R$ 650,00 por aí, passou para quase R$ 800,00, nos locais mais distantes quase mil reais e no local mais distante ainda acho que é R$ 1.180,00, quase R$ 1.200 reais um plantão de doze horas, então, para não faltar médico. O Dr. José Manoel pode... A lei já foi aprovada pela Assembleia Legislativa e tem efeito retroativo. O Dr. José Manoel vai explicitar melhor para você. E estamos estudando o plano de carreira dos médicos, queremos médicos em tempo integral, dedicação exclusiva podendo fazer carreira no estado e se dedicando ao SUS.