Coletiva - Assinatura de contratos de financiamento com empresários de Jarinu 20160208

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Assinatura de contratos de financiamento com empresários de Jarinu

Local: [[]] - Data:Agosto 02/08/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: O município de Jarinu sofreu um tornado extremamente violento e isso trouxe grande problema para a cidade, destruiu infraestrutura urbana, equipamentos e prejudicou atividade econômica da cidade. Então, nós abrimos uma linha de crédito para financiar a recuperação desses imóveis, indústria, comércio, serviços e hoje estamos assinando os primeiros contratos. São 30 contratos, R$1,6 milhão, têm contratos de R$10 mil, R$20 mil, R$30 mil, R$50 mil, R$70 mil, compra de equipamento, reformar o telhado, reformar o prédio, enfim, aquilo que foi destruído... E o importante, com juros subsidiado, então é 1% ao ano, sem correção monetária, o governo vai cobrir o subsídio para ajudar nessa recuperação. Então, quem emprestar lá os R$50 mil ele vai ter dois anos de carência para começar a pagar, depois mais oito anos para pagar com os juros de 1% ao ano. É juro negativo, porque como a inflação é 9%, 8,5%, na realidade só cobre 1% da correção monetária, o restante é juros negativos, então, é grande ajuda para a população. Também à medida que foi decretada de estado de emergência também está sendo liberado o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço, até R$6,2 mil, isso vai poder também ejetar um recurso expressivo na economia do município.

REPÓRTER: Governador são 30 contratos agora... Há possibilidade de ampliar esses recursos?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: São 30 contratos agora, 13 já estão em fase de aprovação, deverá ser assinado em seguida, então, 43 e se houver necessidade a agência é uma agência de fomento, ela apoia tudo o que gerar emprego, ela não financia alguém fazer uma viagem, comprar um carro, nada pessoal, é atividade econômica, então, equipamentos, prédios, investimento.

REPÓRTER: Governador, aproveitando a presença do senhor aqui na nossa região, eu tenho uma pergunta da área da saúde. O Hospital de Sorocaba Regional mais uma vez vem sofrendo com atrasos nas cirurgias, a justificativa é a falta de equipamentos. Há possibilidade de novos investimentos?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: O que nós fizemos? Sorocaba é uma cidade grande, a região também é bastante grande, então, nós já inauguramos o AME, ele está atendendo toda a parte de especialidades, são mais de 20 especialidades para desafogar complexo hospitalar. Depois inauguramos o AME Mais, a partir de março, então, pequenas cirurgias, cirurgias laparoscopias, é tipo hospital dia, tudo o que você puder fazer de manhã e ter alta à tarde, também faz no AME, então, o AME virou AME Mais, um AME cirúrgico. Estamos construindo um novo hospital em Sorocaba, lá na Raposo Tavares, estamos fazendo também a Rede Lucy Montoro, então, toda a parte de fisiatria, fisioterapia, tudo isso para poder desafogar o complexo hospitalar. Agora, eu vou pedir ao Dr. David Uip que vá à Sorocaba e acho que a gente poderia fazer uns mutirões, quer dizer, para reduzir fila. Então, procurar fazer lá uns mutirões enquanto não fica pronto o novo hospital e a Rede Lucy Montoro, para poder fazer um fluxo mais rápido das chamadas cirurgias eletivas, que as cirurgias de emergências, essas obviamente são executadas.

REPÓRTER: Governador, essa Audiência de Custódia em Campinas, na cidade [ininteligível], ontem teve um princípio de confusão lá, os policiais militares reclamando de um lado, os policiais civis de outro, o [ininteligível] nem de um, nem de outro. Tem alguma coisa nova a respeito de disso, teria uma reunião lá na secretaria, como que está essa situação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: A Audiência de Custódia ela é muito importante porque hoje alguém é preso e às vezes fica preso semanas e semanas até que ele seja apresentado ao juiz. Então, isso evita prisão desnecessária e melhora a justiça, porque o preso sendo colocado na frente do juiz, no mesmo dia, o juiz pode avaliar melhor, ter um julgamento melhor, se precisar já recolhe no sistema penitenciário, se não precisar vai para casa, não precisa ficar semanas e semanas preso aguardando o encontro com o juiz. Então, audiência de custódia, já instalamos, é o primeiro estado brasileiro que está implantando, já instalamos em São Paulo, agora estamos levando para as grandes cidades todas do estado de São Paulo. Campinas terá audiência de custódia, é um grande ganho para a sociedade. E nós vamos pagar os PMs através da Dejem, então, isso leva um trabalho a mais por parte da Polícia Militar, eles serão pagos através da Dejem, que é a chamada Diária Extra por Jornada Militar.

REPÓRTER: Governador, por favor, com relação à Santa Casa sustentada pelo Hospital São Vicente aqui de Jundiaí, essa verba já estaria liberada desde 2013, só que [ininteligível] do hospital e ainda teve essa liberação. Eu questionei a assessoria de imprensa da saúde sexta-feira e eles disseram que nem existe uma previsão para esse convênio. Eu queria saber o que aconteceu, se o hospital perdeu o prazo, daí não existe mais essa possibilidade...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, qual a informação que eu tenho aqui? Que o Hospital Municipal São Vicente, lá em Jundiaí, tem um convênio assinado, de R$1,5 milhão, são repasses de R$126 mil por mês, e a última parcela foi paga agora no dia 22 de julho...

REPÓRTER: Mas esse é o Pró Santa Casa...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, tudo bem... Você está falando de um outro convênio...

REPÓRTER: Isso...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso eu preciso verificar. Mas na realidade existe o convênio, assinado e sendo pago rigorosamente, R$1,5 milhão, a última parcela foi paga no dia 22 agora de julho, 22 de agosto será pago novamente, o outro convênio eu vou verificar.

REPÓRTER: Governador, sobre uma área de um instituto onde funciona hoje o escritório [ininteligível] em Jundiaí, faz parte do plano de venda de terrenos do governo do estado. Está um impasse, como que fica essa situação aí?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o que acontece? Eu posso falar com bastante liberdade sobre isso porque até os 16 anos de idade meu pai trabalhou quase 40 anos na Secretaria da Agricultura e eu morava em um instituto, em uma fazenda do governo, instituto de zootecnia. Nós temos áreas muito grandes, muito valorizadas, e grande parte delas ociosas. Então, áreas caríssimas, estratégicas, bem localizadas e com grande ociosidade. Então, o que nós estamos fazendo? Nós estamos vendendo a parte ociosa, a parte que você não utiliza. Eu não sei de cabeça aqui Jundiaí, mas, por exemplo, o Instituto de Zootecnia lá de Pinda, ele tem 1,2 mil hectares, não usa nem 1/5 disso, uma judiação, na beira da Dutra, local para instalar indústria, agronegócio, gerar emprego, desenvolvimento, uma infraestrutura espetacular, tudo parado, sem utilidade. Amanhã tem invasão até dessas áreas... Então, nós separamos um conjunto de áreas que não estão sendo utilizadas e com esse dinheiro nós vamos investir na agricultura e na pesquisa. Então, o recurso, parte do recurso que a gente arrecadar nós vamos utilizar na própria secretaria de agricultura e abastecimento, e na pesquisa e desenvolvimento. Está bom? Áreas ociosas, áreas úteis não.

REPÓRTER: Com relação às eleições, não tem como deixar de perguntar, como que o senhor vai se posicionar em relação a [ininteligível]?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o governo de São Paulo não tem candidato em lugar nenhum e vai trabalhar em parceria com todos os que foram eleitos. Eu enquanto militante, domingo, sábado, se puder fazer um testemunho, enfim, mas esse não é fator relevante. Eu já fui prefeito, o que decide eleição é o quadro local, não são forças externas, é a dinâmica de confiança, de esperança de cada município, e uma eleição muito importante, porque o governo mais próximo da população, mais perto do povo é o governo local, nós devemos sempre valorizar muito a descentralização. Quanto mais nós fortalecermos a federação, melhor, o que o município puder fazer o estado não deve fazer. O que o estado puder fazer o governo federal não deve fazer. O que a sociedade puder fazer o governo não deve fazer. Isso é um princípio de subsidiariedade. Então é muito importante a eleição municipal, termos aí boas propostas e bons candidatos. Está bom? Categoria 02 de agosto de 2016 [[]]