Coletiva - Assinatura de convênio entre a Secretaria da Saúde e a Famesp (Fundação Médica do Estado de São Paulo - Unesp) 20121812

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Coletiva - Assinatura de convênio entre a Secretaria da Saúde e a Famesp

Local: Capital - Data: 18/12/2012


REPÓRTER: Entrevista com o governador Geraldo Alckmin. Governador, eu queria saber, com esse contrato assinado com a FAMESP, o que muda agora no Hospital de Base de Bauru?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, dia primeiro de janeiro a FAMESP assume o Hospital de Base, preservando 1.001 empregos para os trabalhadores, colegas, profissionais da área de saúde, fora os médicos, já vai ser investido mais cinco milhões para poder recuperar o hospital, equipamentos, tecnologia, parte física do hospital, a FAMESP vai fazer depois um estudo mais detalhado dos outros investimentos que vão ser necessários, este será o sétimo equipamento público mantido integralmente pelo estado em Bauru, nós temos o Hospital Regional, temos o Centrinho, temos a Maternidade Santa Isabel, temos o Instituto Lauro Souza Lima, temos o Hospital Manoel de Abreu, temos o AME e agora o Hospital de Base. Então, nós vamos investir 72 milhões este ano no contrato de gestão com a faculdade de Medicina, e mais cinco milhões para investimento. A população vai ganhar um hospital que vai se modernizar, que vai ampliar o seu atendimento, e tudo de forma gratuita e com qualidade e esse é o nosso objetivo. Bauru passa a ter quase 700 leitos do estado, mantido pelo estado, para atender a população da cidade e da região, e com seis hospitais e mais o AME, passa a ser um dos principais centros na área de saúde, na área médica, odontológica, enfim, de saúde para a população e beneficiando toda a região central do estado de São Paulo.

REPÓRTER: Agora, governador, por que o estado deixou haver um impasse, ou até mesmo uma incerteza aos trabalhadores do Hospital de Base para depois no fim do ano realmente fazer esse acordo, trazer esse alívio, mas por que essa demora?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o estado foi o único, vou repetir, o único que não se omitiu, nós estamos resolvendo isso 100% pelo estado, mais ninguém está nos ajudando, só o estado de São Paulo, sétimo hospital praticamente, bancado 100%. Estamos assumindo inclusive, uma outra questão, 1.001 funcionário que não são funcionários do estado, mas que nós vamos preservar o emprego para a população. Então, são questões anteriores, questões antigas que foram se acumulando, e que nós estamos resolvendo. Primeiro terminamos o Hospital Regional, que estava fechado, que nunca funcionou e é hoje um dos grandes hospitais do estado com 318 leitos. Depois resolvemos a questão da Maternidade Santa Isabel que também entrou em dificuldade, e com boa solução, contrato de gestão, OS, e a universidade sendo a gestora do contrato, que é o caso da FAMESP. Isso é bom porque a FAMESP ela faz a gestão do AME, do Hospital Regional, do Hospital da Maternidade Santa Isabel e do Manoel de Abreu, e agora do Hospital de Base. Então, você passa a ter um complexo hospitalar, você integra os serviços e tem uma sinergia, quem ganha com isto é a população. Então, primeiro de janeiro, Hospital de Base administrado pela FAMESP, o emprego dos 1.001 trabalhadores da saúde preservado, e agora investir pra recuperar o Hospital de Base e prestar bom serviço a população.

REPÓRTER: Só mais uma pergunta, governador, agora sobre o Hospital das Clínicas de Botucatu. Houve uma suspensão em alguns transplantes no hospital, os médicos alegaram que houve uma falta de repasse de verba, já os administradores disseram que essa verba foi repassada. O que o estado diz sobre isso?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o secretário da saúde está aqui, o professor Giovanni, ele pode responder. O Hospital das Clínicas de Botucatu é o que nós assumimos, ele era um hospital da universidade, ninguém quer hospital, a verdade é essa, ninguém quer. Então, vai tudo ficando nas costas do estado de São Paulo. Então, a universidade empurrou para nós o Hospital das Clínicas que hoje é mantido integralmente com recursos do estado, o HC lá da universidade, lá da UNESP de Botucatu. Então, o professor Giovanni pode detalhar um pouquinho mais. Mas, eu quero reiterar o seguinte, há uma grande crise de financiamento da saúde no Brasil, gravíssima crise. As Santas Casas todas em situação falimentar, o SUS não é corrigida a tabela quase dez anos, os hospitais sendo sucateados, a população envelhecendo, ficando mais velha, situação dramática, do Oiapoque ao Chui São Paulo é o único que está suando a camisa pra manter hoje mais de 80 hospitais, aliás, o melhor hospital do Brasil que é o ICESP, que é o Instituto do Câncer, eleito pela população melhor hospital, e agora um fato impressionante, em uma mesma cidade sete hospitais do estado que é o caso de Bauru, isso não existe em nenhuma outra cidade do estado de São Paulo. Cidade como Campinas, Guarulhos, Ribeirão Preto, Rio Preto, tem um, no máximo dois hospitais.

REPÓRTER: Ok. Muito obrigado.