Coletiva - Assinatura de convênios 20161006

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Assinatura de convênios

Local: [[]] - Data:Junho 10/06/2016

Parte 1

REPÓRTER: O senhor costuma dizer que em época de crise o importante é raspar o fundo do tacho. Esse tacho está rendendo, hein, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É, é o 15º lote de convênios. Então, só no dia de hoje são mais 27 municípios, 27 prefeituras municipais, quase 21 milhões de reais, 20,7 milhões de reais em três Secretarias, Secretaria da Saúde, que é a primeira prioridade da população, Casa Civil, então recursos para asfalto, saneamento, centro cultural, área esportiva, quiosque, enfim, cada cidade prioriza, não é, mercado, e Turismo, o Dade, as instâncias turísticas em São Paulo. O turismo é que está segurando emprego, porque é o setor de serviços, ele distribui muito a renda, gera muito emprego, muita renda, muito pequena empresa. Então, estamos liberando hoje também os recursos do Dade para as instâncias turista s. Esse é o dinheiro mais bem aplicado, ele é descentralizado, vai para as prefeituras, as prefeituras que contratam, geram emprego na cidade, priorizam as obras mais necessárias. Então, é o princípio da descentralização e da participação.

REPÓRTER: Dentro desse projeto, o senhor falou sobre a privatização dos aeroportos no estado. Como é que está?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Está indo muito bem, é concessão, não é privatização porque nós não vamos vender o ativo. É uma concessão por prazo determinado de cinco aeroportos de aviação executiva, Campos dos Amarais, em Campinas, Jundiaí, Bragança Paulista, Ubatuba e Itanhaém. Qual o objetivo? É trazer a iniciativa privada para investir, investir na pista, investir na segurança e trazer empresas, não é, para as regiões. Então, empresa de serviços, empresa de aviação, empresa de manutenção. Isso gera um polo, não é, importantíssimo em termos de geração de emprego e atrair mais investimentos e empresas para gerar emprego. Tá bom?

REPÓRTER: Bacana. Obrigado, governador.

Parte 2

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, é uma grande alegria recebermos hoje o Prefeito de Americana, o Omar Najar; o nosso Vice-Prefeito, o Roger Willians; a Doutora Mirela, Secretária de Saúde do Município; os nossos Parlamentares, o Deputado Federal, Vanderlei Macris; o líder da bancada do Governo, na Assembleia, o Cauê Macris; e o representante do nosso Deputado Chico Sardelli; também o professor David Uip, Secretário de Estado da Saúde. E assinamos um convênio para conclusão da reforma das obras do Pronto Socorro Municipal, no valor de 3 milhões de reais. Já foi assinado hoje e amanhã estará publicado. A prefeitura agiu de forma inteligente, priorizando aquilo que mais interessa à população. Então, esses 3 milhões é para o pronto-socorro. Depois nós vamos ajudar em uma segunda etapa, mas essa primeira etapa já está liberada.

REPÓRTER: Governador, essa segunda etapa seria o quê?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Aí tem os outros andares, que ali é um prédio. Aí a prefeitura vai estabelecer qual a prioridade. A primeira, a mais urgente é para emergência do pronto-socorro.

REPÓRTER: Governador, o Prefeito havia dito inicialmente que precisava de 8 milhões. Dá para o Governo bancar mais 5?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Dará. Mas, Roma não se fez em um dia. Então, vamos por etapas. Nessa época de crise, tem que raspar o fundo do tacho. Então, priorizamos aí 3 milhões. Dá para terminar o pronto-socorro. Depois a gente vê mais recursos para poder avançar no conjunto da obra.

REPÓRTER: Governador, o... Fugindo um pouquinho da pauta, pode ser? O Governo, ele tem marcas antigas como o Poupa Tempo e o Bom Prato, de 10 a 20 anos. Eu queria saber se o Governo tem alguma coisa nesse sentido em vista lá para a região de Americana, Santa Bárbara.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o Poupa Tempo, ele já funciona em Americana, mas o local não é um local adequado em razão do problema de enchente, do período das chuvas e tal. Então, a prefeitura já arrumou um local seguro, um local bom, e nós vamos, então, para o novo prédio. Bom Prato ainda não tem nada neste momento, mas poderá ter mais à frente. E eu queria também trazer uma palavrinha sobre o Corredor Metropolitano. Nós terminamos a parte viária do terminal, para poder liberar o trânsito na região e não prejudicar o comércio. Então, está fluindo bem lá o trânsito. Infelizmente a empresa deu problema. Nós rompemos o contrato e vamos relicitar a obra. Então, ela será relicitada e nós vamos terminar lá o o Corredor Metropolitano.

REPÓRTER: Tem previsão para isso, Governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É o mais rápido possível. É o prazo... Essa é a diferença: no setor privado, uma empresa deu problema, manda embora e põe outra. No setor público, você tem que fazer uma auditoria, ver o local em que parou a obra, até para poder mover uma ação e ter indenização da empresa, e aí abrir uma nova licitação. Então, os prazos de lei, exclusivamente.

REPÓRTER: Governador, no trem intercidades, tem alguma novidade nesse caso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós tivemos aí a mudança, o afastamento da Presidente Dilma, e o novo Governo acabou de assumir. Então, nós deixamos o pessoal, primeiro, sentar na cadeira lá e a partir da semana que vem, nós vamos fazer lá o trabalho. Os estudos mostram que é perfeitamente possível você ter mais uma linha para o trem de carga, no futuro, não terá nenhum problema, e ter o espaço para o trem intercidades. O estudo mostrou bem essa questão. E se o Governo Federal... Eu, até antes mesmo do impedimento, tive um reencontro com o Presidente Michel Temer, e disse a ele da importância. Eu falei: “Olha, não vai ter custo para o Governo Federal. Vocês precisam é liberar as áreas, porque entre São Paulo, Campinas e Americana, as áreas são caras. Então, inviabiliza um empreendimento desse se você não tiver as áreas. Se o Governo Federal entrar com as áreas, nós entramos com linhas atuais da CPTM, como é a linha 7, que já está faturando, já está atendendo, servindo, o investimento já está abatido. E o setor privado faz o trem intercidades, que é um cruz, ele faz norte e sul de Americana até Santos, e faz oeste e leste de Sorocaba até Taubaté. Agora, a primeira etapa é São Paulo, Campinas e Americana. Então, essa é primeira etapa. O Governo Federal, nós temos a divisor do Banco Mundial. Então, o Governo Federal dando o OK, nós temos condições de já preparar o processo licitatório.

REPÓRTER: Governador, mudando um... Falando em linhas políticas, já que o senhor citou o afastando da Presidente Dilma, eu queria saber o que o senhor acha do que foi visto até agora no Governo do Presidente Michel Temer, e se o senhor acha que eleições presidenciais seria uma solução para a crise, já que desde ele assumiu há uma crise atrás da outra, problemas com ministros, gente envolvida em lava jato, delação premiada. Eu queria saber se uma nova eleição pode resolver esse problema.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, ela não tem previsão constitucional. Nós temos que seguir rigorosamente o que determina a Constituição Brasileira. No modelo parlamentarista, perdeu confiança, troca o Primeiro-Ministro. Então, faz parte do modelo parlamentarista esta flexibilidade. Como também, se vai bem, pode ficar 10 anos, como foi Margaret Thatcher, na Inglaterra; Helmut Kohl, na Alemanha; Felipe González, na Espanha, enfim, é mais flexível. O modelo presidencialista é de mandato. Então, você tem o mandato. A única coisa que pode ter é o impeachment. Então, aí já não será o primeiro caso. Eu era Deputado Federal e votei favoravelmente ao impeachment do Presidente Collor, na época. Então, afastada a presidente, assume o vice. Assume o vice. Não tem nenhuma razão para fazer uma nova eleição, nesse momento, a não ser que a chapa fosse afastada, mas aí é o processo que está no Tribunal Superior Eleitoral, no TSE, mas que não foi decidido até agora. Se decidir este ano, aí seria eleição direta. Se for a partir do ano que vem, da metade do mandato para frente, é indireta, é o Congresso que elege, mas isso eu não vejo horizonte essa questão nesse momento. Eu acho que o que tem que fazer é terminar o processo de impeachment, que deve ser votado em agosto e tratarmos de trabalhar para tirar o País da crise. O grande... Hoje, a economia ainda está caindo. A gente vê aqui pela arrecadação aqui, eu vi hoje, no dia de hoje, ela ainda não parou de cair. Ela ainda continua tendo uma queda importante. Mas, eu acredito que no segundo semestre, ela deve dar uma melhorada. O agronegócio vai bem. O câmbio ajuda também a indústria a começar a exportar. A gente tem alguns setores da indústria que já começam a exportar. O câmbio é importante. Na medida em que a inflação cai, os juros também devem cair. Então, eu acredito que a gente pode ter aí no final do ano já uma retomada da atividade econômica.

REPÓRTER: Governo, com relação à Ivo Macris, o pessoal reclama muito, a vicinal que liga Americana a Paulínia está toda esburacada. O Governo tem condições de ajudar a prefeitura de Americana a recuperar essa estrada?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, poderemos. A gente tem procurado priorizar as SPs porque são rodovias com movimentação mais intensa, de grande tráfego, mas sempre que é possível, a gente procura fazer boas parcerias. Está bom? Um abração.

REPÓRTER: Obrigada. Categoria 10 de junho de 2016 [[]]