Coletiva - Aula prática de pintura para reenducandos no Hospital Pérola Byington 20161510

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Aula prática de pintura para reenducandos no Hospital Pérola Byington

Local: [[]] - Data:Outubro 15/10/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bom dia. Olha, cumprimentar o vice-governador, Márcio França, que está fazendo, junto com os demais secretários, um belíssimo trabalho. Cumprimentar o Ricardo Madalena, deputado estadual; professor Davi, Uip, secretário da Saúde; Lorival Gomes, da administração penitenciária; Dr. Luiz Henrique Gebrim, diretor aqui do Hospital Pérola Byington; Dr. Geraldo Reple Sobrinho, coordenador de serviço da Saúde e da Secretária; Marco Antônio, coordenador do programa Via Rápida, da Secretaria de Ciência e Tecnologia, o Mauro Rogério Bittencourt, da Secretaria da Administração Penitenciária, do coordenador de reintegração; o Antônio José de Almeida, coordena dor das unidades prisionais da região metropolitana, e destacar aqui a importância desse trabalho. Nós já tivemos até agora 5.745 reeducandos que fizeram o curso do Via Rápida, como são dois cursos. Então, praticamente mais de 11 mil cursos foram dados pela Via Rápida, pela secretaria de ciência e tecnologia para os nossos reeducandos, cada três dias de trabalho tem redução de um dia de pena. Nós já fizemos pintura e pequenas reparos, pequenos reparos em 42 escolas do Estado de São Paulo, 71 unidades prisionais, sete escolas técnicas, 28 unidades de reintegração da SAP, uma unidade do Samu e agora já estamos com quatro hospitais. Nós temos aqui em São Paulo o Hospital Pérola Byington, que será inteiro pintado, pequenos reparos, o Hospital Leonor Mendes de Barros, também na capital, em Santos o Hospital Gui lherme Álvaro. Em Ribeirão Preto, o Hospital Santa Tereza, e em Mirandópolis, na região de Araçatuba o nosso hospital regional. Então, um trabalho bonito, a gente vê o capricho nos nossos reeducandos, eles aprendem uma profissão, prestam um serviço à população, melhoram os prédios públicos, os equipamentos públicos para servir à nossa população. E quero até dar um depoimento, que o Lorival me retratou, nós temos presos que fazem, que cumprem chama serviço social, aquele que é do semiaberto, que trabalha em cartório. Temos até um exemplo de presos da chamada pena alternativa, que mostram bem a envolvimento deles nesse trabalho e nessa parceria, um reeducando que estava em pena alternativa, ele não foi preso, cumpria pena alternativa, ele tinha que fazer 60 dias em um serviço do governo. Quando acab aram os 60 dias ele não precisava ir mais, ele continuou mais 12 dias como voluntário para poder terminar o serviço ele começou, então, é um programa que tem um sentido realmente de reintegração, de reinserção do reeducando na sociedade, e prestando um bom serviço à população.

REPÓRTER: Que tipo de preso pode ter acesso ao Via Rápida?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: O preso que pode sair da unidade prisional, que é do semiaberto. Aqueles que não podem sair, que ficam dentro da penitenciária, aí tem oficinas que eles trabalham dentro. Agora, os que podem sair do semiaberto. Então, estão trabalhando, pintura do prédio, escola, o próprio serviço penitenciário, estamos estudando também os parques, não é? Cuidar dos parques, enfim, já temos hoje 150 presos em parques do estado também, melhorando a manutenção, recuperando os parques.

REPÓRTER: O governador, o trabalho do Via Rápida é um muito amplo, eu queria que o senhor falasse, por exemplo, quanto à qualidade, a importância do trabalho?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o Via Rápida é um grande programa porque não é faculdade, não é curso técnico, tecnológico, que determina três anos, cinco anos, não, o Via Rápida são cursos de meses, não é? Depende do tipo de curso, pode ser dois meses, três meses e qualifica as pessoas para o mercado de trabalho. Então, é um bom casamento entre a necessidade do mercado de trabalho e a qualificação do trabalhador, da trabalhadora. Aí o Márcio França inovou porque trouxe o Via Rápida para as reeducandos. Então, essa é a grande inovação, quer dizer, a Via Rápida não só para os trabalhadores, trabalhadoras, mas também o reeducando p ara ele aprender uma profissão e trabalhar, e trabalhando, ajuda a reduzir a pena.

REPÓRTER: Governador, aproveitando a participação do senhor aqui, está tendo nesse momento uma manifestação lá na Santa Casa a respeito do Caism da Vila Mariana, porque há uma possibilidade de a Santa Casa não conseguir mais dar conta do seu trabalho lá. O que é que senhor pode dizer, falta dinheiro, a Santa Casa passa por um momento difícil para tranquilizar esses pacientes da saúde mental.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, Santa Casa é um dos principais hospitais de São Paulo, tem mais de 400 anos, um trabalho seríssimo atende o SUS. Nós temos um feito um aporte grande para a Santa Casa, além do que ela recebe do SUS, mas ela acabou tendo uma dívida muito elevada, que eu tenho certeza, vai acabar superando até ela estar trabalhando com a Caixa Econômica Federal e nós estamos ajudando para poder renegociar essa dívida e a Caixa Econômica assumi-la, mas o professor Davi Uip pode explicitar melhor.

REPÓRTER: Governador, em relação ao pedido de indenização da Via Quatro, a governo vai recorrer? Vai pagar? Em que situação está isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, esse é um 'Clem', não é uma reclamação que vai ser analisada pelo metrô e pela Procuradoria-Geral do Estado. Não tem nada, nada a esse respeito a não ser isso, está bom?

REPÓRTER: E as policiais civis e militares que reclamaram daquela portaria da Secretaria de Segurança que agora eles vão ter que fazer a escolta das audiências de custódia no interior, que isso vai tirar muitos policiais das ruas. Como o senhor está vendo essa decisão?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nós estamos marcando uma reunião com o Dr. Mágino sobre isso. O ideal, não é, e a gente tem insistido nisso é que o máximo que a gente possa ter a videoconferência. Então, o máximo que a gente puder fazer a videoconferência para evitar esse deslocamento de presos que sempre acaba tendo necessidade de escolta. O Lorival também criou, nós temos hoje o agente de vigilância e a agente de escolta. Nós tínhamos no passado 4 mil PMs nas muralhas, hoje não tem mais nenhum, só agente de vigilância. Então, liberamos 4 mil policiais militares que faziam a muralha das penitenciárias. Na época todo mundo: "Ah, vai fugir preso, vai ter problema". Pelo contrário, at é caiu o número de fugas. Hoje aí passamos a ter o quê? A escolta. Nós precisamos diminuir o número de escoltas, o máximo possível de videoconferência, temos conversado com o Poder Judiciário e também foi criado o agente de escolta. É o agente de vigilância e escolta para a gente liberando os policiais. Eu vou verificar...

REPÓRTER: Mas a ideia é aumentar esse número de agentes para fazer essa escolta para as audiências de custódia?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nós já temos hoje um número...

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [ininteligível].

REPÓRTER: Mas eles não fazem para o interior?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Toda região metropolitana hoje já feita pela SAP, agente de escolta. O interior é que ainda não tem. Nós vamos ter uma reunião só sobre isso.

REPÓRTER: Governador, o senhor acredita que há risco de aumentar o número de acidentes e mortes caso aumente a velocidade da marginal Tietê e Pinheiros?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, essa eu já respondi sobre isso, é uma decisão técnica. A margem, ela é uma via expressa, não é? Via expressa, normalmente tem velocidade maior porque não é via de bairro, não tem semáforo. Agora, qual vai ser a velocidade em quais pontos, é uma decisão técnica que precisa ser... Eu não conheço...

REPÓRTER: Mas há risco de aumentar número de acidentes e mortos?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Em princípio não. Agora, isso precisa ser verificado, não é? Quem fez o estudo, quem analisou avaliar.

REPÓRTER: O Extra do Rio de Janeiro publicou uma reportagem que há uma tensão entre Comando Vermelho e PCC, há uma grande movimentação de presos sendo transferidos nos presídios cariocas, inclusive os presos paulistas que estão lá. Aqui em São Paulo muda alguma coisa, há uma atenção especial a isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o Lourival, que tem, quantos anos você tem de penitenciária? 40 anos. Mas não, 40 anos de direção, não é, de funcionário. Entrou como oficial administrativo, fez toda a carreira no sistema penitenciário, tem 40 anos e experiência, ele pode dar uma palavra sobre isso.

REPÓRTER: E em relação ao PSDB, o senhor considera se afastar para ir para a presidência do partido ou não?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, não. Não tem nada disso.

REPÓRTER: Obrigada.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Os secretário e o vice-governador dão uma palavrinha. Categoria 15 de outubro de 2016 [[]]