Coletiva - Balanço das Obras de Desassoreamento e combate às enchentes 20121012

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Balanço das Obras de Desassoreamento e combate às enchentes

Local: Santa Isabel - Data: 10/12/2012

Coletiva Editada

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Daqui duas semanas praticamente começa o verão, dia 23 de dezembro. Então nós estamos fazendo um grande trabalho para evitar o problema das enchentes aqui na região metropolitana, na parte de responsabilidade do Estado, que é o rio Tietê, porque é o rio nasce em Salesópolis e desagua lá no rio Paranazão. Então é um rio estadual. O primeiro trabalho foi à retirada de material assoreado. Nós concluímos praticamente a volta do Tietê a sua batimetria original. Voltou 2005, quando foi feito o rebaixamento da calha. Nós tiramos do rio Tietê 3,5 milhões de metros cúbicos de lama e de sujeira, isso entre o trecho lá de Santana do Parnaíba até a barragem Cebolão, do Cebolão até a barragem da Penha e a montante da barragem da Penha. Então somando tudo dá 3,5 milhões de metros cúbicos. Dos afluentes do Tietê, Cabuçu, enfim, Tamanduateí, dos vários afluentes, mais 1,9 milhões de metros cúbicos e do rio Pinheiros 1,7 milhões de metros cúbicos, o que dá 7,1 milhões de metros cúbicos de material assoreado que foi retirado. Isso dá quase 40 piscinões, que aumenta a capacidade de reservação. Então esse foi o primeiro trabalho, limpar o Tietê, voltar a batimetria original, limpar o Pinheiros e limpar os afluentes. O segundo, limpar os piscinões. Nós temos 30 piscinões no estado, 5 na capital que a prefeitura faz a manutenção e 25 fora da capital, que era feito… uma prefeitura faz, a outra não faz, e os piscinões estavam com problema de sujeira. Já contratamos então, o estado assumiu a responsabilidade da manutenção dos 25 piscinões, limpeza, parte elétrica, bombas, manutenção, e já tiramos 220 mil metros cúbicos de material assoreado dos piscinões. Está faltando um só para terminar, já fizemos praticamente 90% do serviço, vamos chegar a 245 mil metros cúbicos, deixando os 30 piscinões totalmente limpos, 90% já está executado. Depois nós temos a construção de novos piscinões, são oito novos piscinões. Dois aqui na capital, Olaria que está em obra e Guamiranga, quatro em Franco da Rocha, que sofreu muito com problema de enchentes e dois na circunvalação no parque ecológico do Tietê. Só esses dois do parque ecológico do Tietê que são piscinões, podemos chamar de naturais, dá um milhão de metros cúbicos de reservação, então mais oito piscinões, aumentando a capacidade nesses oito piscinões para 2,8 milhões de metros cúbicos. Todos os piscinões, os 30, eles têm 5,1 milhões de metros cúbicos. Então nós vamos aumentar praticamente mais de 50% a capacidade de reservação através dos piscinões. E os polders aqui na marginal. A marginal do Tietê, a via expressa e as laterais, elas mergulham embaixo da ponte. Então embaixo da ponte Vila Maria e Vila Guilherme, ponte do Limão, Aricanduva, embaixo dessas pontes a marginal é mais baixa. Então você tem dois problemas, o Tietê enche a marginal nesses pontos e a água que para nesses pontos, mesmo que o Tietê não transborde, ela para a marginal, porque a pessoa não consegue passar, então, o que é que estão sendo feito? Oito… seis polders.

REPÓRTER: [ininteligível] piscinão o polder, é isso?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O polder é o seguinte, você faz um dique na beira do rio para o rio não transbordar, você faz uma parede, um dique na beira do rio, então o rio não pula para fora, não transborda. E a água que para embaixo da ponte, a água da pista, ela tem um sistema de dreno, de furos, que ela cai na canaleta, que é essa que nós percorremos aqui essa canaleta. Cai na canaleta e por uma tubulação ela vem parar nesse reservatório aqui. Então você tem o reservatório, então a água que ficaria na marginal vem toda para o reservatório. A hora que rio abaixar, ela volta por gravidade. Se o rio não abaixar, tem um sistema de bombas que bombeia a água para o rio. Então ela protege duplamente, ela protege o dique, o Tietê transbordar no ponto mais baixo, embaixo da ponte. E ela tira a água debaixo da ponte por um sistema de drenagem para uma espécie de uma mega boca de lobo ali para o reservatório e daqui é bombeado.

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Coletiva 1

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Essa mureta segura à água e aqui ela é furadinha.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Mais à frente ali.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Mais à frente ali ela é furadinha. Então, a água da pista entra nessa canaleta, vai lá para o ponto mais baixo, que é embaixo da ponte... Aqui é Vila Maria, não é?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Vila Maria.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Vila Maria. Quando chega no ponto mais baixo, que é essa canaleta que nós viemos dentro dela, ela entra numa tubulação, passa embaixo de todas as pistas e cai no reservatório. E o reservatório, por bombeamento, joga no rio. Então, evita de enchente nas marginais.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Evita alagamento da pista.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Evita alagamento da pista. Por que é que a pista alaga? Porque embaixo da ponte ela é mais baixa, então o rio sobe e transborda, ou a água da pista para lá. Então, agora, o rio não transborda porque você fez o dique, você fez o polder, você fez o muro. E a água da marginal, ela drena, porque ela cai na canaleta, é tudo furado aqui. E da canaleta vai para uma tubulação para o reservatório, e do reservatório, por bombeamento, vai para o rio. Então, os seis polders, os seis polders é pra evitar os pontos mais baixos da marginal vir pra cá; e, de outro lado, a água do rio ser retirada e bombeada. Isso faz... São seis polders; dois embaixo da ponte da Vila Maria, dois embaixo da ponte Aricanduva, um na ponte dos Limões, e um na Vila Guilherme. São seis pontos. Isso aumenta 20% a vasão do rio, quer dizer, o rio que tinha uma capacidade de vasão de 1 milhão de metros cúbicos/segundo, vai pra praticamente 1,2 milhão, você tem um ganho aí de 20%. De outro lado, o rio Tietê, foram tirados aí, desde lá da barragem lá da Penha aqui, até o Cebolão, foi tirado 1,7 milhão. Da barragem da Penha pra trás, mais um milhão e pouco; do cebolão pra baixo, mais um milhão e pouco. Então, só aqui...

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Toneladas?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, metros cúbicos. Então, só aqui do Tietê foi tirado 3,5 milhões de metros cúbicos, o que volta á batimetria original. Agora é só manutenção. E ainda foi tirado 1,9 milhões dos afluentes, dos afluentes; e mais 1,5 milhões do Pinheiros. Deu 7,1 milhões de desassoreamento. Então, a possibilidade de enchente reduziu bastante. Não é que não vá ter, mas reduziu muito. E com os polders, aí você preserva a marginal.

REPÓRTER: Esse uso de polders é a primeira vez, governador?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Guilherme, depois ele vai dar uma coletiva mais completa lá.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós temos só polder na Vila das Bandeiras, agora vamos ter além da Ponte das Bandeiras, além das Ponte das Bandeiras vamos ter Vila Maria, Vila Guilherme, Aricanduva e Limão.

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Coletiva 2

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós estamos... Daqui uma semana, daqui duas semanas praticamente, começa o verão, dia 23 de dezembro. Então, nós estamos fazendo um grande trabalho para evitar o problema das enchentes aqui na região metropolitana na parte de responsabilidade do Estado, que é o Rio Tietê, porque é o rio que nasce em Salesópolis e desagua lá no Rio Paranazão, então um rio estadual. O primeiro trabalho foi a retirada de material assoreado, nós concluímos praticamente a volta do Tietê a sua batimetria original, voltou a 2005 quando foi feito o rebaixamento da calha. Nós tiramos do Rio Tietê, 3,5 milhões de metros cúbicos de lama e de sujeira, isso entre o trecho lá de Santana do Parnaíba até o Cebolão, do Cebolão até a barragem da Penha, e a montante da barragem da Penha, então somando tudo dá 3,5 milhões de metros cúbicos. Dos afluentes do Tietê, Cabuçu, enfim, Tamanduateí, dos vários afluentes, mais 1,9 milhão de metros cúbicos, e do Rio Pinheiros, 1,7 milhão de metros cúbicos, o que dá 7,1 milhões de metros cúbicos de material assoreado que foi retirado, isso dá quase quarenta piscinões, que aumenta a capacidade de reservação. Então, esse foi o primeiro trabalho, limpar o Tietê, voltar a batimetria original, limpar o Pinheiros e limpar os afluentes. O segundo, limpar os piscinões, nós temos trinta piscinões no estado, cinco na capital, que a prefeitura faz a manutenção, e vinte e cinco fora da capital que era feito, uma prefeitura faz, a outra não faz, e os piscinões estavam com problema de sujeira. Já contratamos então, o estado assumiu a responsabilidade da manutenção dos vinte e cinco piscinões, limpeza, parte elétrica, bombas, manutenção e já tiramos duzentos e vinte mil metros cúbicos de material assoreado dos piscinões, tá faltando um só pra terminar, já fizemos praticamente 90% do serviço, vamos chegar a duzentos e quarenta e cinco mil metros cúbicos, deixando trinta piscinões totalmente limpos. 80% já está executado. Depois, nós temos a construção de novos piscinões, são oito novos piscinões, dois aqui na capital, Olaria, que está em obra, e Guamiranga, quatro em Franco da Rocha, que sofreu muito com problema de enchentes, e dois na circunvalação no Parque Ecológico do Tietê. Só esses dois do Parque Ecológico do Tietê, que são piscinões, podemos chamar de naturais, dá um milhão de metros cúbicos de reservação. Então, mais oito piscinões, aumentando a capacidade, nesses oito piscinões, para 2,8 milhões de metros cúbicos. Todos os piscinões, os 30, eles têm 5,1 milhões de metros cúbicos, então, nós vamos aumentar, praticamente, mais de 50% a capacidade de reservação através dos piscinões. E os polders aqui na marginal. A marginal do Tietê, a via expressa e as laterais, elas mergulham embaixo da ponte. Então, embaixo da ponte Vila Maria, Vila Guilherme, Ponte do Limão, Aricanduva, embaixo dessas pontes, a marginal é mais baixa. Então, você tem dois problemas: o Tietê enche a marginal nesses pontos, e a água que para nesses pontos, mesmo que o Tietê não transborde, ela para a marginal, porque a pessoa não consegue passar. Então, o que está sendo feito? Oito... Seis polders.

REPÓRTER: É semelhante ao piscinão, o polder?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O polder é o seguinte, você faz um dique na beira do rio para o rio não transbordar, você faz uma parede, um dique na beira do rio, então, o rio não pula para fora, não transborda, e a água que para embaixo da ponte, a água da pista, ela tem um sistema de dreno, de furos, que ela cai na canaleta, que é essa que nós percorremos, aqui, essa canaleta. Cai na canaleta e, por uma tubulação, ela vem parar nesse reservatório aqui. Então, você tem o reservatório, então, a água que ficaria na marginal vem toda para o reservatório. A hora que o rio abaixar, ela volta por gravidade; se o rio não abaixar, tem um sistema de bombas que bombeia a água para o rio. Então, ela protege duplamente, ela protege, por dique, o Tietê transbordar no ponto mais baixo da ponte, e ela tira a água debaixo da ponte, por um sistema de drenagem, por uma espécie de uma mega boca de lobo ali, e vem para o reservatório e daqui é bombeada.

REPÓRTER: E vai dar tempo de ficar pronto, governador?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Fica pronto, agora em janeiro, esse aqui da ponte da Vila Maria, margem direita, essa fica; todas as outras estão em execução, não ficarão todas prontas agora para janeiro. Mas ficarão até setembro.

REPÓRTER: Então para essa temporada de chuva ainda, governador, não vai ficar pronto?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Oito, seis pontes. Dois na ponte da Vila Maria, dois na ponte da Vila Guilherme, um na ponte do Limão e o Aricanduva. São seis [ininteligível] sistema de dique, de canaleta, de tubulações, de reservatório e de sistema de bombas.

REPÓRTER: Para essa temporada aqui, governador [ininteligível]?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Tudo isso, uma observação. Tudo isso para consertar o mau planejamento urbano e a má ocupação do solo, que no rio, a várzea pertence ao rio. Então, a várzea pertence ao rio, o rio é todo sinuoso e a várzea faz parte do rio. Se diz que o Egito é uma dádiva do Nilo, porque o rui Nilo sobe, alaga tudo, fertiliza as terras e as pessoas podem plantar. O que é que foi feito na barragem da penha para cá? O rio virou um canal, deixou de ser sinuoso e virou um canal e se concretou dos dois lados, fazendo as marginais, e o restante tudo concreto. Então evidente que, qual é a várzea moderna aí, para consertar o problema? São os piscinões e os polders, que nós fizemos ainda o aprofundamento da calha. Nós vamos, respondendo a sua pergunta. Nós vamos enfrentar o verão numa situação muito melhor. Primeiro, o aprofundamento da calha do Tietê, então esse o rio voltou a batimetria original. Segundo, a limpeza dos piscinões, são 245 mil metros cúbicos a mais nos 30 piscinões que estão operando. Terceiro, esse polder já vai estar funcionando, os demais ficando pronto vai entrando em operação. Quarto, a circunvalação aqui no parque ecológico Tietê, só a circunvalação dá um milhão de metros cúbicos de reservação. Então, eu acho que nós estamos mais preparados aí.

REPÓRTER: Ainda então nós teremos enchentes ainda no rio Tietê, não é, governador? Ainda não vai dar para cessar com todo esse problema que todo ano atinge a cidade?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu não sou engenheiro, mas eu aprendi o seguinte: Nunca você tem uma obra que você diga é 100%. Nunca vai ter enchente, não existe no mundo porque ela custaria tão caro, mas tão caro para uma chuva que pode acontecer a cada mil anos. Então não tem sentido você gastar dinheiro público para uma coisa tão rara. Então você, uma obra de segurança é uma obra que o prazo de recorrência é 50 anos, 100 anos. O que é que é prazo de recorrência? É aquele evento que ocorre a cada X ano. Você tem prazo de recorrência 100 anos, aí ela pode ultrapassar o limite. Mas aí, a cidade inteira vai estar alagada, também não adianta o Tietê não... Então, eu diria que o prazo de recorrência dessa obra, ele é 100 anos, toda ela concluída. Então, é uma obra de...

REPÓRTER: Nada animador governador.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, é muito animador, porque normalmente o que acontecia no passado? Choveu; alaga. Choveu; alaga. Choveu; alaga. Aí, você vai ter um prazo de recorrência muito grande. Diria que nós vamos... E o Tietê, não é só a Marginal, ele ajuda toda a cidade porque ele é o ralo da cidade. Aricanduva desagua no Tietê, Pinheiros desagua no Tietê, Cabuçu desagua no Tietê, Tamanduateí desagua no Tietê, é o grande escoadouro. Então, ele estando mais limpo, mais profundo, com polders, você ajuda a macrodrenagem de toda a região metropolitana.

REPÓRTER: É possível que não haja alagamento nesses...

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Exatamente. Exatamente. A possibilidade que possa ocorrer, ela reduziu bastante.

REPÓRTER: Quanto?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ah, é difícil você... Sou cauteloso nesse negócio de número, mas a margem de segurança aumentou muito. Fatos a destacar. Primeiro: voltou a batimetria original, 7,1 milhões de metros cúbicos retirados. Dois: piscinões todos limpos, os 30 piscinões. Três: os polders, um entregue, todos os outros em execução. Quatro: oito piscinões em obra. Então, sobre... Agora, qual o ideal? O ideal é recompor o parque. Da barragem da Penha pra cá não tem jeito, da barragem da Penha pra lá, até o córrego Três Pontes, vai ser feito o Parque das Várzeas do Tietê. Então, o Parque das Várzeas do Tietê, você não vai só transferir as famílias pra locais seguros, você vai retirar o aterro que foi feito pra recuperar a várzea do rio. Primeira etapa da barragem da Penha até o córrego Três Pontes, divisa de Guarulhos e Taquá, em Taquá em São Paulo; segunda etapa até Suzano; terceira, até a nascente do rio em Salesópolis.

REPÓRTER: Governador, quais são os pontos críticos de alagamento aqui da região que essas obras entregues podem evitar agora nesse verão?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha o que...

REPÓRTER: Normalmente acontece que a gente pode evitar.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A ponte aqui da Vila Maria, essa é a ponte da Vila Maria. E já tem esse sistema de ponta, que nós fizemos anteriormente da Ponte das bandeiras, ela já existe, agora nós vamos ter seis a mais. Agora, todo Tietê vai ser beneficiado, porque ele foi limpo desde a barragem da Penha até Santana do Parnaíba.

REPÓRTER: Governador, o governo deve anunciar essa semana um plano para recuperar as margens do Tietê e do Pinheiros, um plano de R$ 80 milhões, não é? Queria que o senhor desse detalhes, parece que vai ter uma passarela...

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Se vocês observarem aqui, aqui no Tietê, além do aprofundamento da calha, a limpeza das bermas; porque a água trás planta, alga, e então para, ali naquelas pedras das bermas, acumula terra, sujeira e vai nascendo planta. Então, fica feio além de reter sujeira. Todas as bermas estão sendo limpas, as floreiras aqui na marginal do rio Tietê, todas elas vão ser recuperadas; as vedélias e a grama, toda ela vai ser recuperada, e vamos inaugurar, antes do Natal, o Jardim Metropolitano. São oito quilômetros entre a barragem da Penha, o Parque Ecológico, até a entrada do aeroporto de Cumbica; e oito quilômetros de volta, são 16 quilômetros de jardim no projeto do Rui [ininteligível], a Noite Iluminada. Aliás, até tentei achar ontem o Giriboni, mas só o governador trabalha domingo, então… Estava em Lins, lugar incerto e não sabido. Mas para reforçar a iluminação. Então nós vamos, à noite, quem vier do aeroporto de Viracopos… de Cumbica, quem vier de Cumbica vai ver um jardim maravilhoso até a barragem da Penha, com grama, flores, árvores, palmeiras, árvores da mata atlântica e iluminada à noite. E o projeto lá do rio Pinheiros é a semana que vem. Isso é que nem um seriado de cinema, volte domingo que vem.

REPÓRTER: Governador, aqui na Zona Leste, no Jardim Pantanal, tem uma região que comumente é alagada pelo rio Tietê. Esse ano inclusive, já por uma vez, um sábado, ela foi alagada. Tem alguma obra do governo do estado prevista para essa região exclusiva?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Pantanal? Olha, o Dr. Alceu e o Giribone vão poder detalhar mais tecnicamente.

REPÓRTER: Governador, só uma pergunta. Esse fim de semana teve policiais presos, teve violência. Gostaria que o senhor comentasse: a polícia está descontrolada? Trocou o comando e mesmo assim está tendo violência. O que é que está acontecendo?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, a polícia trabalhou rápido, lamentavelmente nós tivemos um problema. Primeiro, eu queria destacar duas coisas: a polícia agir de forma integrada, Polícia Civil através do DHPP, Polícia Militar e a Polícia Científica. Os policiais foram presos rapidamente, os seis já estão presos, a apuração rigorosíssima; e de outro lado aqueles que puseram fogo em ônibus foram... Ficam presos nove criminosos e sete menores, 16 presos, também rapidamente. Então, o governo no tolera nem pessoas fardadas cometendo atos ilegais, os policiais são homens e mulheres da lei, são agentes da lei, é intolerável agir à margem da lei; a ação foi rápida e imediata. E nem criminosos tocando fogo em ônibus, que é crime, e nesse caso, inclusive, com dois inocentes mortos. Dezesseis foram presos. A polícia passou lá à noite trabalhando e de maneira integrada: Polícia Civil, Militar, e Científica.

REPÓRTER: Esses inquéritos vão correr mais rapidamente, governador? Com essa história da digitalização, agora? Porque esse é um gargalo, não é?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É. Duas coisas importantes: primeiro, o DHPP trabalhando extremamente empenhado, é inteligência e investigação. Polícia Científica presente no local extremamente rápido. Nós estamos com um programa chamado 48 horas, as primeiras 48 horas são essenciais para você desvendar um crime. A chance em um empenho total nas primeiras 48 horas são decisivas para a elucidação e prisão dos criminosos. E, finalmente, queria trazer uma palavra, que nós já indicamos para a Casa Civil: o Sidney Beraldo. Ele assume dia 18 o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, foi eleito pela Assembleia Legislativa, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado; assumirá na próxima terça-feira. Então, nós indicamos para a Casa Civil o secretário Edson Aparecido, que é deputado federal. Até nós pretendemos separar Casa Civil de Secretaria de governo, estamos estudando. E conversei com o Edson, porque nós não queremos ninguém candidato na Casa Civil. Então, ele abriu mão de ser candidato à deputado federal, para se dedicar exclusivamente à tarefa de governo. Então, deverá assumir a semana que vem, saindo o Sidney Beraldo, assume o Edson Aparecido na Secretaria da Casa Civil.

REPÓRTER: Governador, apesar de ter sido rápida essas ações que o senhor disse, do Governo do Estado em relação à segurança pública, elas tem sido eficientes na medida em que esses ataques, esses assassinatos tem sido uma constante na cidade de São Paulo? A sensação da população é que isso não está controlado.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós temos uma absoluta confiança no trabalho do Dr. Fernando Grella. O Mário Covas uma vez falou: “Olha, eu nunca perdi sono para escolher secretário”. O único que eu pedi uma noite de sono foi Secretaria da Segurança”. Uma coisa de grande responsabilidade. O Dr. Fernando Grella tem autoridade, é um homem do Ministério Público, procurador do Estado, montou uma excelente equipe. Eu estava vendo um dia desses nas redes sociais, um policial cujo o título é “agora vai”. Então, ele citava o seguinte: que num túnel houve uma abordagem, um carro suspeito, a polícia faz a abordagem, que é o correto, não é? Para proteger a população. Falou: “Olha, seria uma coisa corriqueira, se não fosse o fato de que quem estava fazendo a abordagem era o comandante da Polícia Militar”. O Coronel Meira tomou posse, não teve nenhuma festa. Trabalho, trabalho e trabalho. Então, nós estamos reestruturando a Polícia Civil, aprimorando a Polícia Científica, e toda a Polícia Militar empenhada. Toda confiança no trabalho, no Secretário da Segurança Pública e no time da polícia, seja Civil, seja Militar, seja Científica; e os desvios de conduta é punição imediata.

REPÓRTER: O senhor prevê alguma operação até o fim do ano?

REPÓRTER: O muro da raia olímpica da USP, ele vai ser demolido, governador? Porque o Andrea Matarazzo disparou um e-mail, falou que vai ser, que é um projeto dele. O governo acatou essa ideia?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, quem deve anunciar é a Universidade de São Paulo, mas nós temos ali dois grandes projetos que vão se integrar; eles devem ser anunciados dentro de mais alguns dias.

REPÓRTER: Vai aumentar a Operação Saturação?

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Gente, obrigada, viu?