Coletiva - Balanço das obras de desassoreamento dos rios Pinheiros e Tietê - 20120404

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva do Balanço das obras de desassoreamento dos rios Pinheiros e Tietê - janeiro de 2011 a fevereiro de 2012

Local: Capital - Data: 04/04/2012


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Comemorar... Terminou o verão, já estamos no outono, dia 4 de abril, e neste ano não tivemos nenhuma vez o Rio Tietê fora da calha e nem o Rio Pinheiros fora de calha. Nós retiramos do Rio Pinheiros 882 mil metros cúbicos de material assoreado, até agora, o ano passado e esse comecinho de ano, no Rio Tietê nós retiramos 2 milhões e 129 mil metros cúbicos de material assoreado, de 8 afluentes, Cabo Sul, Baquirivu, Cotia, Carapicuíba, Juqueri, nós retiramos 1,4 milhão de metros cúbicos de material assoreado. Então isso vai dar, ao todo, 4,4 milhões de metros cúbicos e retiramos dos piscinões, que estão limpos agora pelo Estado, pelo Governo, mais 90 mil metros cúbicos. Então vai da 4,5 milhões de metros cúbico de material assoreado retirado. Os 28 piscinões, que o Governo de Estado tem, o DAEE tem, têm capacidade para 5,4 milhões de metros cúbicos, então o que nós retiramos de material assoreado equivale a 86% de capacidade de todos os piscinões, são 1.700... Quase 1.800 piscinas olímpicas, então, isso deu uma capacidade de reservação, uma segurança muito grande. Nós chegamos a ter um dia, em janeiro deste ano, que nós tivemos 50 milímetros de chuvas. No outro dia, 42 milímetros de chuva, e mesmo assim não houve nenhum transbordamento, e o trabalho vai continuar para a gente, quando chegar no verão do ano que vem, ter mais segurança ainda. Então, nós vamos retirar do Pinheiros mais 700 mil metros cúbicos e do Tietê mais 900 mil metros cúbicos, aí nós chegamos à batimetria original e só fazer a manutenção, aí só manter, vamos entregar no segundo semestre mais um piscinão, será o 29º, que é o piscinão do Olaria, na Bacia do Pirajussara, e vamos começar um novo piscinão na bacia do Tamanduateí, ambos aqui em São Paulo. Então, o trabalho permanente de manter os rios, especialmente o Tietê e o Pinheiros, bem desassoreados, voltando à batimetria original da calha, quando foi rebaixada, com explosão de rochas e aprofundamento e alargamento da calha. E reduzimos de R$ 64,00, em média no Tietê, para R$ 39,83, o custo por metro cúbico, principalmente em razão por ter conseguido mais próxima o bota-fora. Então as distâncias diminuíram, então, com isso, nós reduzimos de R$ 64,00 para R$ 39,00 e recuperamos a eclusa do cebolão, então também fazendo por barcaça é mais barato e tira caminhão da Marginal...


JORNALISTA: O senhor acha que em 2013 vai ser a melhor situação em quantos anos?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Vai voltar a 2005, quer dizer, volta à batimetria original, o que quê acontece? Quando foi feito o rebaixamento da calha, foi feita a limpeza do canal e o aprofundamento, ele aprofundou mais de 2 metros...Como?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Dois e meio.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Dois e meio, ele teve um profundidade de dois metros e meio a mais, inclusive com explosão de rocha, afundou a calha e alargou de quanto?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Alargou de 20, na base, para 48.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Alargou de 20, mais no fundo, até 48 metros, então, aumentou muito a capacidade de reservação do Tietê. Então, o chamado prazo de recorrência, se você disser assim: “ele pode transbordar?”, pode, mas é uma chuva que ocorre de quanto em quanto tempo? Qual é o prazo de recorrência?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Cem anos.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Cem anos.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Com 1% de probabilidade de não ocorrer uma chuva maior que essa.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Então, você tem um prazo de recorrência de cem anos, aí se der uma chuva dessa de cem anos ai também... Transbordar o Tietê não tem problema, porque vai estar tudo alagado, mas o fato que é... Voltando à batimetria, nunca se faz uma obra que você possa dizer: “Nunca vai acontecer alguma coisa”, mas o prazo de recorrência de 30 anos já é um prazo bom, de 50 anos é um prazo excepcional, prazo de recorrência de 100 anos é uma enorme de uma segurança em termos de engenharia.


JORNALISTA: Governador, o Governo do Estado tem umas PPPs aí para construir vários piscinões, tem alguns professores de engenharia que questionam essa questão do Governo investir muito em piscinão ao invés de, por exemplo, aumentar a calha do rio. O Governo pretende fazer mais esse tipo de obra e menos piscinão, como é que vai ser as diretrizes do Governo do Estado nessa questão?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Primeira prioridade é a calha, o Tietê é o grande ralo de São Paulo. Os rios todos chegam no Tietê: Tamanduateí, Pirajussara, Cabosul, Aricanduva... Tudo chega no Tietê. Então, você ter uma calha mais funda, você ajuda toda a macrodrenagem da região. Então, primeira prioridade: Manter as calhas profundas, as calhas na batimetria original do rebaixamento, o rio limpo. Depois de chegar lá no fundo, em média tem que tirar 500 mil metros cúbicos por ano, dependendo do verão, se o verão for muito intenso, 600 mil; se for menos, 400 mil. A primeira prioridade é essa: Fazer do próprio Tietê um grande piscinão... O Parque Várzea do Tietê, que tá começando na sua primeira etapa da Penha, da barragem da Penha até a divisa com o Tamanduateí vai ser um grande reservatório, por que nós vamos ter ali milhares de famílias que vão sair de área de risco e vão para áreas mais seguras e essa área que foi aterrada, vai ser desaterrada, vai se recompor a várzea, recompor o rio, recompor a várzea. Essa é a primeira prioridade. A outra é manter os piscinões limpos. Quer dizer, você perde 30%, 25% da capacidade dos 28 piscinões assoreados. Então o governo assumiu dos 28... 25. Nós assumimos, por que os três da capital, a Prefeitura faz a manutenção correta. Limpeza, segurança e bombas, a parte elétrica e de máquinas. Aí você tem razão, os piscinões aí vão ser mais para casos específicos, uma região que não suporta ali localmente, regionalmente a questão da água. O que é o piscinão? É a várzea moderna. A várzea foi ocupada, você vai tirar a marginal? Não tem jeito. Então tem que fazer o piscinão, é para corrigir uma ocupação desordenada do solo e uma ocupação das várzeas. Esse piscinão que nós vamos inaugurar na Olaria, na bacia do Pirajussara, ele é um piscinão coberto. Então ele é...


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Área de lazer.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Ele tem área de lazer, tem quadra, tem área verde... Ele é totalmente coberto.

JORNALISTA: É o único, ou não?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Não.


JORNALISTA: Pacaembu?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Não, Pacaembu não é nosso.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Não, é a prefeitura.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Do estado, acho que é o primeiro.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Não, não. É o segundo, tem um no São Bernardo do Campo. Nós temos um coberto em São Bernardo, pequeno, mas é coberto.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Então tem um pequeno. O primeiro piscinão feito foi da prefeitura do Pacaembu, o estado nunca tinha feito piscinão, foi Mário Covas que começou. 28, 27 abertos, um coberto pequeno em São Bernardo, esse segundo aqui da Olaria, que vai ser inaugurado no segundo semestre, ele é fechado e com muita área de lazer e área verde. Aí é totalmente fechado.


JORNALISTA: Governador, ontem teve uma ação no prédio do Paraíso, os bandidos chegaram até a agredir alguns moradores. Eu pergunto, o senhor tá trocando o comando da PM também. Haverá uma mudança de linha à condução da segurança pública aqui?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, todo o DEIC ele já tá empenhado em identificar esses criminosos e prender esses criminosos. A Polícia tá totalmente mobilizada aí. Ontem eu recebi o coronel Roberval, que é o novo comandante geral da Polícia Militar, é um profissional, não cabe a mim ficar ensinando segurança para ele, ele que é um profissional. Ele comandava o ABC, um dos mais respeitados coronéis da Polícia Militar, extremamente motivado, trouxe o comandante que foi da região de Campinas, como subcomandante. Tropa na rua, prevenção, Polícia ostensiva, preventiva e de outro lado, investigação. Eu recebi o pessoal do DENARC, segunda‑feira, para um café, para estimular. O DENARC fez a maior apreensão da história do DENARC, mais de uma tonelada de cocaína foi apreendida; fruto de quatro meses de investigação dos policiais do DENARC e do DIAP. O DEIC já está trabalhando nessa questão para aprender esses criminosos.


JORNALISTA: Governador, a respeito dos bafômetros metros, o Governo aprende comprar mais abafo metros. Alguma operação mais ostensiva já começa agora nesse feriado? Como é que vai ser isso, governador?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Começa hoje, não é, quarta-feira? Começa hoje...


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Oitenta na capital.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: São 80 pontos na capital. Acho que duzentos e... Deixa eu pegar os dados...


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: São 80 policiais na capital, 40 Vinte... Exato, vinte metros, Seis mil em todo estado. Então vai até domingo.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Nós vamos ter seis mil policiais em todo o estado de São Paulo, com inúmeros pontos de bloqueio para coibir qualquer motorista alcoolizado dirigindo. Infelizmente a gente vê feriados, épocas bonitas como essa agora da Páscoa, da Semana Santa e da Páscoa, às vezes transformar em tragédia. E é acidente rodoviário. E muito desses acidentes ligados ao alcoolismo. A pessoa que bebe põe em risco não apenas a sua própria vida, mas a dos outros também. Então a Polícia está toda mobilizada, começa hoje esse trabalho, para garantir mais segurança para quem vai viajar nos próximos dias.


JORNALISTA: O senhor pretende trabalhar para provar essa tolerância zero do álcool junto com a bancada do PSDB, como é que o senhor vê essa questão por conta aí do STJ ter enfraquecido a Lei Seca?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, nós já aprovamos em São Paulo uma lei que é proibida não só a venda, mas também o consumo para menor de 18 anos. Porque antes o que dizia o dono do estabelecimento? "Olha, ele trouxe a bebida de casa, trouxe... Comprou em outro lugar". Agora não cabe mais essa desculpa. Se alguém tiver bebendo num posto de gasolina, num restaurante, num bar, vai ser multado, porque ele é responsável pelo seu estabelecimento. Então, é um esforço grande proibindo venda e consumo para menor de 18 anos. A outra é a direção segura. Quer dizer, realmente ter punição forte e grave. Os Estados Unidos é prisão imediata dirigir alcoolizado. Então, eu acho que essa questão do álcool e direção nós temos que ser muito firmes nisso. Está bom, senhores?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [ininteligível]


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: É até o dia 9, não é? É, se não for quinta-feira, vai ser na segunda-feira. Está bom?


JORNALISTA: Governador, só mais uma pergunta. O senhor já tomou sua decisão sobre o novo procurador-geral, vai indicar o Felipe Locke?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: É o que eu acabei de dizer para ele.


JORNALISTA: Eu não ouvi, desculpa. Eu não ouvi a pergunta.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Até quinta-feira ou até segunda-feira, três bons nomes, sob o ponto de vista ético, sob o ponto de vista de experiência, excelentes nomes.


JORNALISTA: O senhor prevê mais mudanças no secretariado por causa da eleição? Tem mais alguma mudança prevista?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Hoje, depois eles... O Cleber passa para vocês. Nós indicamos o novo secretário da Cultura, o Marcelo Araújo, diretor da Pinacoteca do Estado há dez anos, e fez da Pinacoteca do Estado um dos melhores museus do país. É o novo secretário, será o novo secretário da Cultura. Comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Roberval, que já assumirá em seguida. E o chefe da Casa Militar, coronel Meira, que é o atual comandante da região de Araçatuba, coronel Benedito Meira, tem 31 anos de Polícia Militar. Está bom?

JORNALISTA: Obrigado, governador.