Coletiva - Balanço operação Direção Segura e entrega de viaturas para a Polícia Militar Rodoviária 20122812

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Balanço operação Direção Segura e entrega de viaturas para a Polícia Militar Rodoviária

Local: Capital - Data: 28/12/2012


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, hoje, nós estamos entregando mais 60 viaturas zero quilometro para a Polícia Rodoviária Estadual, no dia 07 de janeiro mais 61, então 121 viaturas novas. E destacar a importância do trabalho da Polícia Rodoviária Estadual. Há 10 anos atrás, a maior causa externa de morte era homicídio no estado do São Paulo. Hoje pela queda de 14.000 para 4.500, a maior causa de morte é acidente rodoviário: atropelamento, motocicleta, carro, enfim, acidentes em rodovias ou em áreas urbanas. Então a polícia rodoviária bem treinada, bem capacitada e com boas condições materiais de trabalho. A outra, o balanço da primeira semana da Lei Seca, uma lei correta que veio proteger o motorista, proteger aqueles que... a sociedade como um todo e bons resultados aqui em São Paulo: em uma semana da nova lei, nós tivemos 99 pessoas presas, 385 foram multadas em razão de álcool e direção. O ano passado, 2011, nós tivemos 478 prisões, este ano 1.201; o ano passado: sanções administrativas, multas 5.712, esse ano 11.767. Esse o balanço do ano. E o balanço da semana: em uma semana, 99 prisões, o que mostra é que a lei, ela está correta, ela mais é abrangente e ela vai proteger o motorista, o próprio motorista e proteger a sociedade. Há uma incompatibilidade entre álcool e direção é uma questão de saúde pública. A terceira maior causa de mortalidade no Brasil não é doença, é causa externa, é acidente de trânsito é uma das ligações nos casos de acidentes mais graves que são os fatais, com morte ou grave lesão, tem envolvimento de álcool. Então, bebeu, não dirija. Essa é a orientação. A lei vai ser cumprida e a Polícia está trabalhando.


REPÓRTER: Governador, no começo do ano foi feita aquela operação na Cracolândia, né, para tirar os usuários de drogas. Só que hoje de manhã, Globocop flagrou uma multidão de usuários lá. Eu queria saber como anda essa operação e por que essas pessoas voltaram pra lá?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: olha, esse é um trabalho permanente, permanente. Nós fizemos mais de 400 internações voluntarias, então muita gente foi internada, foi tradada. Contratamos este mês de dezembro, fizemos um convênio com a Missão Belém, então as equipes estão nas ruas: médicos, psicólogos, assistentes sociais, serviço social. Foram 212 pessoas já que foram encaminhadas pra casas transitórias, e é um trabalho de convencimento. A questão hoje da droga e do crack, ela é extremante grave, e como é que nós enfrentamos isso? De um lado, polícia combatendo traficante, e acho que tem que aumentar o combate na questão das fronteiras, porque grande parte disso vem de fora do país. E de outro lado, o trabalho social e de saúde pública, que é um trabalho de internação para tratamento. Dependência química é doença, como é a apendicite, a pneumonia. Eu visitei agora, quinta-feira, um novo hospital que nós vamos entregar agora em fevereiro em Botucatu, um dos melhores do país tudo de graça, pelo SUS, mais 76 leitos. Nós pretendemos agora mais do que dobrar o número de leitos pra tratamento de dependentes químicos. E aqui, volto à questão do álcool, porque tão grave quanto droga é o alcoolismo no país.


REPÓRTER: Mas um dos objetivos dessa operação é justamente tirar essas pessoas dali, não é? E elas já estão voltando, Governador. Há alguma...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O número é menor porque as ruas Senador Dino Bueno, Rua Helvétia, elas estavam interditadas. Não passava mais nem ônibus, ali nós chegamos a ter perto de 1.000 pessoas. É um fluxo, não é? aumenta, diminui... Hoje deve ter 200, 250. Então se reduziu o problema a um quarto e nós vamos continuar trabalhando. Acabamos...

REPÓRTER: A operação acabou?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Hã? Não, nunca, isso aí não vai acabar, não vai acabar. É um trabalho permanente, nós estávamos na retaguarda: internação e polícia. Então, a prefeitura fazendo abordagem, o atendimento primário para os CAPS e nós fazendo a parte de internação e combate ao tráfico. Aí nós resolvemos ajudar na entrevista, no trabalho de atenção primária. Então, a partir deste mês de dezembro começou o trabalho. Fizemos um convênio com a Missão Belém, onde nós temos aí a abordagem, médicos, assistentes sociais, psicológicos, equipes todas no sentido do convencimento, para a pessoa ir pra tratamento ou ambulatorial, nos CAPS da prefeitura, ou em hospitais de retaguarda do estado.


REPÓRTER: Governador, como estão os estudos para tornar público o conteúdo de boletins de ocorrências de homicídios no estado?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, o Dr. Fernando Grella, discutimos sobre isso... O nosso compromisso é com a transparência. Transparência total, melhor ... melhor parceiro que o governo pode ter é uma sociedade organizada, acompanhando. Então, total transparência. Então, dentro dos princípios de segurança, de segurança e a secretaria sabe quais são, total transparência. Os BOs de homicídios, os dados todos podem ser fornecidos sem nenhum problema. A secretaria analisa casos de sigilo, menor de idade, enfim, os casos de segurança e o restante, transparência total. Podem ser sim, liberados.


REPÓRTER: Governador, o Estadão trouxe números que apontam que entre janeiro e novembro desse ano, a Polícia Militar matou mais pessoas do que durante o ano de 2006. Queria que o senhor comentasse isso, um índice que chega a uma morte a cada 16 horas.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, três dados importantes aí: primeiro, o aumento do número de prisões, porque é na prisão que você tem risco de confronto, que você tem risco de ter resistência. Então, nós começamos o ano com 180 mil presos e terminamos o ano... O Lourival está ai? 195 mil, praticamente. Então 15 mil presos a mais, é um recorde. Não teve nenhum ano que você teve 15 mil prisões a mais. Que foram mantidas presas, claro que o número de prisões é infinitamente maior. Primeira questão, no ano 2000 o estado de São Paulo tinha 132, uma morte pra 132 prisões. Essa é era a taxa no ano 2000. Cada 132 prisões, você tinha um confronto seguido de morte. Hoje, esse número é 256, dobrou, quer dizer, para cada 256 prisões você tem um óbito. Dez anos atrás a polícia levava 8 minutos pra chegar no flagrante, em média. Hoje leva 3 minutos, tem mais confronto, você não chega depois que o fato ocorreu, você chega em cima do fato. Agora, nós vamos fazer um esforço, já está sendo feito, para que esses índices serem melhores ainda. Agora é preciso verificar que era 132 no ano 2000, hoje 256. Esse ano foi um enorme aumento de população carcerária, o número de prisões foi altíssimo e é na prisão que você tem mais risco de confronto. E a outra é a velocidade com que a polícia está chegando no flagrante, houve uma redução forte.


REPÓRTER: O senhor não considera a Polícia Militar violenta em São Paulo?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu acho que a bandidagem é muito violenta, a bandidagem é muito violenta. A polícia profissional. E é nosso trabalho melhorar isto permanentemente. É nosso dever a cada dia aprimorar, melhorar, capacitar. Esse é... O que eu estou mostrando é que há uma evolução no sentido de reduzir essa taxa, nós queremos que ela seja reduzida ainda mais. Agora, tivemos um ano com grande número de prisões.


REPÓRTER: Governador, voltando um pouco à questão de Lei Seca, de fato, álcool é incompatível com a direção. Mas, por acaso, o Governo do Estado estuda alguma parceria com a prefeitura pra aumentar transporte público inclusive de madrugada pra evitar que as pessoas tenham que pegar o próprio carro ou um táxi?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós temos o metrô e o trem que vão até 00h40 e começam às 05h da manhã. Precisa verificar tecnicamente, porque você precisa fazer manutenção, enfim. Mas é possível, sim, estudar em algumas regiões. Por que você precisa ter demanda, que você tem a demanda, você colocar um transporte coletivo 24 horas. Você tem ônibus, não é? O ônibus existe. O transporte de alta capacidade, o estado não tem ônibus urbano. Transporte de alta capacidade que é metrô e trem, se tiver demanda, é possível, sim, estudar. Olha, eu queria trazer uma outra boa notícia: hoje estão sendo nomeados 10.360 professores para a rede pública do estado, que começarão a dar aula em fevereiro. Então, em fevereiro eles já vão dar aula, 10.360. Com isso, nós completamos em dois anos, 34.913 professores concursados, capacitados na escola superior de professores e que estão nomeados. Então, 10.360, nomeação hoje e começam em fevereiro a dar aula, total 34.913.


REPÓRTER: Governador só mais uma coisa, tem algum estudo para modificar ou ampliar as operações da Lei Seca, com a inclusão de profissionais de saúde ou de outro pessoal que não só da polícia militar, tem algum outro estudo?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, eu vejo essa questão do álcool como uma questão extremamente relevante. Extremamente relevante. Há uma tolerância na sociedade. Nós estamos desde o início do governo centrados nessa questão, omeçamos com a questão do menor de 18 anos de idade. Então, mudamos a lei aqui em São Paulo. Todo o estabelecimento hoje, tem uma mão, assim, menor de 18 anos, não pode ter venda bebida alcoólica. Separamos a bebida alcoólica dos refrigerantes no self-service. Fizemos um entendimento com os supermercados passou bebida alcoólica, trava o caixa, e aí tem que apresentar carteira de identidade. Deu até problema, mas está resolvido. Fizemos um trabalho no sentido de olha, é proibido vender e consumir, porque o que dizia o dono do estabelecimento? Ele dizia: “Eu não vendi, ele trouxe a bebida”. Agora, ele é responsável se a bebida estiver dentro do seu estabelecimento, ele tem tomar conta. Então, uma campanha... As famílias participando. Então, desde o começo nós estamos fazendo. A lei federal é importante. A polícia vai fazer a lei ser cumprida. A punição, ela tem efeito educativo. E nós vamos preservar vidas. Outras medidas de... a outra, é tratar dependente químico, porque tanto o álcool como a droga, causa dependência. E como é que causa dependência? É molécula, é química. Você tem uma região do cérebro emocional, o hipotálamo, que registra uma sensação de prazer. A pessoa quer repetir aquilo. Então, isso é química. Você tem que internar, desintoxicar e recuperar. Então, é um problema grave de saúde pública em todo o país. E não só no Brasil, não é? você tem país do mundo inteiro que o álcool é uma questão grave. Então, isso envolve sociedade, não é só polícia, mas a polícia tem o papel importante na... mais importante ainda na questão rodoviária, porque os acidentes mais graves têm envolvimento de alcoolismo. Muito obrigado.


REPÓRTER: Obrigado, Governador!