Coletiva - Campanha do Governo de SP supera R$ 1 bi em doações para combate ao coronavírus 20201008

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Coletiva - Campanha do Governo de SP supera R$ 1 bi em doações para combate ao coronavírus 20201008

Local: Capital - Data: Agosto 10/08/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Obrigado pela presença dos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos que estão aqui no Palácio dos Bandeirantes. Hoje, segunda-feira, 10 de agosto. Obrigado também aos jornalistas que estão online, acompanhando esta coletiva de imprensa sobre o Corona Vírus, direto aqui do Palácio dos Bandeirantes, na capital de São Paulo. Participam dessa coletiva Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento, Jean Gorinchteyn, secret ário estadual da Saúde, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, e também Ana Carla Abrão, coordenadora do Conselho Econômico do Estado de São Paulo, José Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. Também presentes aqui ao nosso lado General Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Coronel Camilo, secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, que também nos honram com a presença aqui, nesta tarde. Nas mensagens, ou na mensagem de hoje, uma única mensagem, que é a mensagem da união. A união pela saúde, pela ciência e pela vida. Tenho sempre solicitado aqui nesses encontros com a imprensa, e com o acompanhamento de milhares de pessoas, que nos assistem aqui ao vivo pelas emissoras de televisão que fazem a transmissão, para que todos possamos estar unidos neste enfrentamento da pandemia. Especialistas reconhecem hoje que o desprezo de alguns pela ciência, pela saúde e pela vida, e o desprezo pelo efeito desta pandemia, lamentavelmente contribuiu para que chegássemos a este triste número de 3 milhões de pessoas infectadas e 100 mil mortos no Brasil. O segundo pior índice do planeta. O primeiro, nos Estados Unidos da América, onde também o presidente da República foi, até pouco tempo, um negativista, que negava e confrontava a opinião da ciência, da saúde e da medicina. São os dois países, Estados Unidos e Brasil, infelizmente, lideram esse ranking macabro de pessoas infectadas e mortas. Em São Paulo, decretarmos luto oficial há três meses, exatamente no dia 7 de m aio, quando passamos de 3.000 óbitos no Estado de São Paulo. E continuamos em luto. A bandeira do Estado de São Paulo está a meio pau, e continuará assim enquanto estivermos enfrentando a pandemia, e enquanto tivermos óbitos advindos do Corona Vírus. Em São Paulo, eu quero destacar, vidas importam. E aqui não queremos apenas tocar a vida, queremos salvar vidas. Agora, é mais do que nunca momento de seguirmos trabalhando conjuntamente, de forma unida e solidária. Na área econômica, que será tema também da coletiva de hoje, o Brasil precisa agir rápido, para voltar a crescer e se desenvolver no período pós-pandemia. São Paulo estará sempre ao lado daqueles que, do Governo Federal, empreenderem medidas para a retomada do crescimento econômico do país, mas nós aqui faremos a nossa parte e por isso a presença do secr etário da Fazenda do Estado de São Paulo e ex-ministro Henrique Meirelles. Nosso foco será a geração de emprego e renda, e uma recuperação efetiva. Por isso, vamos aplicar aqui uma reforma administrativa, uma modernização administrativa e aquilo que é necessário para a manutenção do equilíbrio fiscal e a retomada gradual do crescimento de São Paulo. Teremos aqui um programa ágil, ainda mais do que o que fizemos em 2019, de desburocratização e de desestatização. Já assinamos, em plena pandemia, todos sabem, o mais robusto e de alto valor programa de concessão rodoviária do país. R$ 14 bilhões na rodovia Pipa, Piracicaba-Panorama, com investimentos internacionais, capitaneados por um grande fundo internacional, prova de confiança no Governo de São Paulo, prova de confiança na modelage m do sistema de concessão. E assim faremos, de forma ainda mais intensa a partir de janeiro de 2021. Temos que atrair investimentos externos, especialmente para obras de infraestrutura. E por quê? Porque são fortes geradoras de mão de obra, reduzem o custo-Brasil e melhoram a qualidade da infraestrutura para a população. Temos de ser também mais competitivos, produzindo mais e exportando mais. Nós temos 14 polos de desenvolvimento em São Paulo, um programa robusto, desenhado e coordenado pela secretária Patrícia Ellen, que já foi colocado em prática no ano passado e produziu resultado. E voltará com toda a força, a partir de janeiro de 2021, dentro do projeto Retomada 21/22, que tem a coordenação do secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles. Não vamos descuidar da responsabilidade fiscal e temos certeza de que o Gov erno Federal, através do ministro Paulo Guedes, também saberá controlar a inflação e tomar as medidas necessárias no âmbito da restruturação e na modernização do estado, no plano federal. Aqui, em São Paulo, nós vamos fazer isso. Em São Paulo, temos também um olhar de apoio às micro e pequenas e médias empresas. Fizemos já um volume considerável de investimento nessa área, e hoje vamos apresentar novos dados sobre isso. Especialmente para as microempresas, que representam a base maior da economia de São Paulo e do Brasil. E finalizo dizendo: sem política, sem ideologia, sem extremismos, mas com ação, com solidariedade e com competência. Feita a mensagem, vamos agora às informações de hoje. São três as informações que temos aos jornalistas nesta manhã. A primeira, uma boa notícia, uma excelente notícia: o Comitê Empresarial Solidário, que foi composto há quatro meses aqui em São Paulo, com empresas e instituições privadas, ultrapassou nesta manhã a marca de R$ 1 bilhão em doações para combater o Corona Vírus e aumentar o campo de proteção social no Estado de São Paulo, uma marca histórica no maior programa de doações solidárias já feito até então no país, R$ 1.030.000.000 arrecadados, com recursos auditados nessas doações pela PricewaterhouseCoopers, a PwC, uma das maiores empresas de auditoria do mundo. Na reunião realizada hoje, a 16ª do Comitê Empresarial Solidário, registramos mais 12 doações, que alcançaram R$ 108 milhões. Com isso, o aporte chegou a R$ 1.030.000.000. Logo no iníc io da crise, o Governo do Estado de São Paulo, como vocês aqui, jornalistas, e os que nos acompanharam pela televisão, puderam conferir que este Comitê Solidário iniciou as suas ações com um pouco mais de 100 empresas. Hoje, mais de 400 participam, 452 empresas para sermos ainda mais precisos. A participação da sociedade civil, a livre iniciativa, com o Governo de São Paulo, foi fundamental nesse processo de enfrentamento da pandemia. Quero agradecer a todos os doadores, daqui a pouco vamos apresentar o nome de todas as empresas que fizeram doações para as ações da Saúde, da Educação e da Proteção Social no Estado de São Paulo. Doadores que deram o exemplo, não apenas da sua atitude, mas também do seu gesto de humanidade, e que vão ficar para a história de São Paulo e do Brasil, pela iniciativa solid&aacu te;ria, no pior momento da vida do país, em toda a sua história. Quero fazer um agradecimento especial também a quatro mulheres que coordenam este comitê, que não parou hoje de trabalhar. Ele continuará, enquanto tivermos aqui a pandemia, até a chegada da vacina, este comitê estará operando. Tenho que fazer um agradecimento especial a Bia Doria, minha esposa, presidente do Conselho do Fundo Social, e que coordena este Comitê Empresaria Solidário, ao lado da Patrícia Ellen, que está aqui ao meu lado, secretária de Desenvolvimento Econômico e Social, ao lado da Célia Parnes, que é a nossa secretária de Desenvolvimento Social, e a Patrícia de Desenvolvimento Econômico, e de uma grande guerreira, que é a Regina Esteves, que é a presidente da Comunitas. Essas quatro mulheres lideraram este programa, que hoje ultrapassou a casa de R$ 1 bilhão em arrecadação. Segunda mensagem: Banco do Povo disponibiliza mais de R$ 70 milhões para microempresas. Conforme eu havia anunciado na mensagem, nós colocamos agora mais R$ 70 milhões para o atendimento a microempresas, incluindo produtores rurais e trabalhadores informais. O Governo do Estado chega agora, com esses R$ 70 milhões, a R$ 720 milhões em oferta de crédito. Esses R$ 70 milhões adicionais, que anunciamos hoje, estão disponíveis em duas novas linhas de crédito. A primeira linha é para os empreendedores informais e produtores rurais, sem CNPJ. A segunda linha é voltada para microempreendedores individuais, os MEIs, e produtores rurais com CNPJ. Com os R$ 70 milhões, o Governo do Estado chega, repito, a R$ 720 milhões na oferta de crédito, durante a pandemia. Antes desse anúncio, o Banco do Povo e o banco Desenvolve SP, j&aacut e; haviam disponibilizado R$ 650 milhões, aos menores juros do mercado, com carência estendida, e agora chegamos a R$ 720 milhões para os microempreendedores aqui do Estado de São Paulo. Terceira informação de hoje: A Fundação Cead cria o PIB+30. O PIB+30 foi criado para auxiliar o plano de recuperação econômica do Estado de São Paulo. A partir da necessidade de monitorar rapidamente as oscilações econômicas provocadas pela pandemia, foi criado o PIB+30, com o extraordinário trabalho da Fundação Cead. Trata-se de uma ferramenta de gestão inovadora, que permite examinar as estatísticas da atividade econômica a uma velocidade muito superior às análises de PIB conhecidas até agora. Essa medida coloca o Estado de São Paulo no mesmo patamar de países como os Estados Unidos e a França, por exemplo, em relação a ferramentas de análise da evolução da economia. Por essas características, o PIB+30 será parte fundamental no robusto e necessário plano de recuperação econômica, que estamos preparando para São Paulo, e que tem a figura de Henrique Meirelles, aquele será o comandante desta retomada, com a experiência que possui, tendo sido ministro da Fazenda e presidente do Banco Central do Brasil, além de ter presidido um dos maiores bancos privados do mundo. Para falar sobre o primeiro tema que anunciamos aqui, essa conquista que superou R$ 1.030.000.000 em doações do setor privado para a pandemia, eu passo a palavra a Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE SÃO PAULO: Obrigada, governador, boa tarde a todos. Aqui cabe o agradecimento muito, muito emocionado e intenso, aos 251 doadores do nosso Comitê Empresarial Solidário, conforme o governador já anunciou, que, durante esses quatro meses, mais de 450 empresas e empresários do bem, solidários, compartilharam conosco essa grande missão durante a pandemia. E hoje chegamos a essa marca espetacular, de R$ 1.030.000.000, doados integralmente às ações de Saúde, de Educação e de Proteção Social. Foram companhias inteiras, colaboradores, organizações da sociedade civil, que aderiram a um projeto sério, bem elaborado, de credibilidade de critérios claros, sempre explanados nessas nossas reuniões e muito bem orientado, no sentido de atuar na população mais vul nerável do nosso... estado, famílias em situação de baixa renda, idosos também em residenciais acolhidos, menores e pessoas em situação de rua. Todas essas doações foram integralmente e permanentemente auditadas, como o governador mencionou, pela PWC, de forma pro bono, mas também por todos os órgãos controladores do governo do estado. E nesse sentido, foram integralmente destinadas à monitores, respiradores, equipamentos de proteção individual, alimentos, itens de higiene pessoal e itens de limpeza, além de outros tantos serviços que também foram incorporados nessas doações. Parabéns a cada um que se envolveu. E nosso muito, muito obrigada. E como mencionou o governador, as reuniões continuam e o trabalho de proteção social se intensifica enquanto perdurar essa pandemia e sempre durante o nosso governo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Célia Parnes. Eu queria tomar a liberdade e pedir para exibirmos aqui a relação das empresas. Acho que nós temos. [Isso.] Essas são as empresas, todas elas, que fizeram doações ao longo desses quatro meses para chegar a este resultado de R$ 1,03 bilhão. [Temos mais uma lista.] Empresas nacionais e multinacionais. Além de contribuições pessoais também que foram feitas na pessoa física e que estão também identificadas aqui. A todas essas empresas e a todas essas 251 instituições, empresas e pessoas, o nosso muito obrigado pela solidariedade e por terem atendido o convite do governo de São Paulo para ajudar a quem mais precisa. Nós estamos cumprindo o nosso papel e a nossa obrigação. Agora vamos ao Jean Gorinchteyn, secretário de Saúd e do estado de São Paulo. E o tema Saúde e a atualização dos dados também. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, secretários. Boa tarde a todos. Estamos entrando na 33ª semana epidemiológica. Estamos indo para a 4ª semana em que as taxas de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva ficaram menores do que 60%. Para se ter uma ideia, 59% no estado, Grande São Paulo 57,6%. Na última semana, dados de hoje, tivemos uma regressão das internações no estado em 7%, no município em 6% e no interior também em cifras de 7%. Tivemos, porém, um aumento do número de óbitos nesta última semana epidemiológica em 5%, 86 óbitos a mais que na semana epidemiológica anterior, mas isso tem uma justificativa. É resultado da maior taxa de internações que ocorreram há duas semanas, e vocês terão a oportunidade de acompa nhar nos gráficos. A perspectiva é que tenhamos uma redução desse número de óbitos nas próximas semanas, frente também a redução das internações conforme havíamos referidos. Estamos mapeando os hospitais de todo o estado, avaliando as melhores práticas, e mais do que isso, investindo em protocolos de assistência, visando, desta maneira, diminuir a taxa de mortalidade, algo que vem sendo executando de forma brilhante pelo Centro de Contingência, sobre a coordenação do professor Carlos Carvalho e também do professor Medina. Estamos... Estaremos sempre vigiantes e vigilantes com relação a esses índices, para avaliar se prosseguiremos ou retrocederemos em relação as flexibilizações do Plano São Paulo. Importante sempre lembrar que a Ciência e a análise técnica da Medicina gar antiram e sempre garantirão a proteção e a manutenção das vidas. Importante também lembrar que para que nós possamos garantir as vidas, nós precisamos sempre fazer as intervenções em aumento de taxas de leitos de UTI, como já foram feitas, nós tivemos mais de 2,5 vezes o número de... Unidades de Terapia Intensiva ampliados nos seus leitos, nos seus respiradores, por... Fazendo então com que os equipamentos hospitalares estejam prontos para acolher aquele que mais necessite. E essas doações feitas pela iniciativa privada junto ao Comitê Empresarial Solidário contribuíram muito e estarão sempre contribuindo para que possamos aparelhar ainda mais, e mais do que isso, fornecer, principalmente para as comunidades carentes, condições de proteção, como máscara, como álcool gel. E aqui eu quero fazer um a gradecimento pessoal, não apenas como secretário, à secretária Célia Parnes pelo brilhante envolvimento, assim também como para a primeira dama Bia Doria. Importante que esses valores mencionados, eles também são indispensáveis e serão usados para que a gente possa realizar cada vez mais a testagem. Hoje São Paulo corresponde a 25%, um quarto, portanto, de todos os testes realizados no país e já ultrapassamos 2 milhões de testes. Na semana passada nós tínhamos dito 1,78 milhão. Hoje nós temos 2.276.347 testes. Detalhe, 60% feitos PCR, que é aquela forma em que eu identifico o vírus. A medida em que eu faço isso de uma forma precoce, eu isolo, detecto e avalio a possibilidade de pacientes com poucos sintomas e, ao mesmo tempo, previno uma evolução desfavorável. [Vamos aos dados de hoje com a primeira tela, por favor.] Hoje nós temos no estado de São Paulo 628.415 casos, com 25.151 óbitos. Como disse, taxa de ocupação, tanto estado quanto Grande São Paulo, menor do que 60%. [Próximo.] Lembrando que, por se tratar de questões que nós já conhecemos, em relação ao final de semana, o total de casos dia é 1.289, que seguramente irá impactar nos dados dos dias posteriores e vindouros. [Próximo.] A projeção de casos nessa primeira quinzena de agosto, segundo modelos matemáticos, está dentro das expectativas. [Próximo.] Bem como a projeção de óbitos, muito próximo da faixa inferior das expectativas tratadas. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos agora a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Nós temos aqui uma apresentação também sobre o Banco do Povo. Bom, primeiro eu queria reforçar as palavras da secretária Célia, do secretário Jean. Parabenizar o esforço de todos. A solidariedade tem feito muita diferença para a gente nessa pandemia. A gente entrou juntos nela, vamos sair juntos. Mas em especial eu queria parabenizar o seu esforço, governador, porque foram 16 reuniões de trabalho, fora todo o trabalho fim de semana, durante a semana, e a gente te viu aqui com a mesma dedicação para arrecadar R$ 6 ou R$ 60 milhões, e isso foi muito inspirador para todos nós e para todos que estão contribuindo. Então muito obrigada. E fica também o convite para que todos continuem nesta tarefa, porque a gente ai nda tem muito trabalho pela frente. E vendo esse trabalho empreendedor, a gente queria também fortalecer a mensagem hoje aqui que é reconhecer o esforço do empreendedor e da empreendedora de São Paulo. Por isso que nós estamos aqui complementando o trabalho do Banco do Povo. Mas já relembrando que até hoje, nesse ano, nós fizemos o maior aporte da história do Banco do Povo. E durante a pandemia já contemplamos quase 12 mil empreendedores, 11.932 empreendedores, com o microcrédito. Com o esforço especial do secretário Vinícius Lummertz, Sérgio Sá Leitão e Flávio Amary, nós também reposicionamos estas linhas para os setores mais vulneráveis, para o comércio, para bares e restaurantes, o setor de beleza, o setor de eventos. E eventos, aqui fica a mensagem, nós entendamos a diferença, reconhecemos a diferen&ccedil ;a entre eventos culturais, eventos sociais e eventos de negócios, são três blocos completamente diferentes. A gente está trabalhando com vocês, o trabalho aqui é com os nossos empreendedores, e principalmente com o apoio aqui do secretário Marco Vinholi, reconhecendo o protagonismo dos prefeitos. Então nós, o Banco do Povo, é uma parceria com o secretário Henrique Meirelles, Desenvolve São Paulo, mas atuando diretamente com as prefeituras. Então nós temos hoje mais de 450 municípios beneficiados e atuando conosco nessa jornada, mas 60% dos recursos foram para os setores mais vulneráveis da economia: comércio e serviços, bares e restaurantes. E por isso nós estamos tomando a decisão aqui de dar mais um espaço nessa jornada. [Na próxima página.] O primeiro, 70 milhões adicionais de aporte no Banco do Povo. Isso i nclusive foi um pedido, uma lembrança, governador, dos deputados na Comissão Econômica, na Alesp. Lembrando que mais de 50% dos empregos gerados no nosso estado vêm dos empreendedores, das empreendedoras, e por isso que agora a gente está focando em fazer um trabalho para dar créditos de menor valor para mais gente, tá? Então aqui é o foco no microempreendedor individual, nos autônomos, nos informais, que é quem está movendo a nossa economia e quem mais precisa de ajuda nesse momento. Precisa de ajuda, mas está fazendo o impossível, e é por isso que São Paulo vai ser referência nessa retomada. E vou trazer uma novidade aqui, que eu acabei de receber dos dados que fecharam de julho, nós tivemos aqui uma abertura de empresas, governador, em julho, de 21.788 empresas registradas na Jucesp. Com relação ao ano passado no mesmo período, o n úmero foi de 18.704. Ou seja, nós abrimos mais empresas esse ano no mesmo mês comparado com o ano passado. Então fica a mensagem aqui de reconhecimento da força, da resiliência dos nossos empreendedores. E que essa linha aqui seja mais um passo para apoiar todos eles nessa jornada de retomada do crescimento do nosso estado. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pelas boas notícias, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. E ainda no tema da Economia, eu peço a palavra agora da economista Ana Carla Abrão, coordenadora do Conselho Econômico do estado de São Paulo. Ana Carla.

ANA CARLA ABRÃO, COORDENADORA DO CONSELHO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador. Um... Boa tarde a todos. Um prazer estar aqui novamente. E aqui hoje, na verdade, eu trago uma mensagem positiva. Eu acho que hoje é o dia das boas notícias, felizmente. É claro que com todo o respeito e cautela que o momento exige. Mas sem dúvida alguma nós temos aí dados que indicam uma... recuperação econômica. O Conselho Econômico tem acompanhado os números do Brasil, e do estado de São Paulo em particular, e nós temos sim motivos para olhar para frente e de fato sinalizar que, do ponto de vista econômico, o pior já passou. Do ponto de vista da interrupção da atividade econômica, nós já vivemos o nosso pior momento. Mas isso significa também, olhando para essa trajetória, que só é poss& iacute;vel olhar adiante, só é possível discutir ações como essa do Banco do Povo, porque o estado de São Paulo conseguiu trabalhar um plano, implementar um plano, monitorar e controlar a pandemia de uma forma absolutamente exemplar. Todo o trabalho que foi feito por essa grande equipe de governo, o governador João Doria sob sua liderança, começa agora, completado dois meses de implementação do Plano São Paulo, a dar frutos, não só do ponto de vista de saúde, mas há dar frutos do ponto de vista econômico. Nós estamos no Conselho Econômico preparando um balanço desses dois meses, olhando justamente os números econômicos, e todos os indicadores mostram que de fato o governo do estado de São Paulo fez um trabalho que hoje já demonstra, já mostra um impacto muito positivo. E é claro que não acaba aqui essa agenda, não só do ponto de vista do controle da epidemia, nós sabemos que a vigilância tem que ser perene até que a gente tenha uma vacina, até que tenhamos condições de, de fato, encerrar esse capítulo tão difícil global e brasileiro e do estado de São Paulo. Mas certamente nós tivemos aqui todas as condições de controlar esse processo, de tomar as rédeas desse processo e de monitorar esse processo. E agora, olhando para frente, como o governador colocou no início, a agenda de retomada é a agenda fundamental. É uma agenda que exige sim a retomada do equilíbrio fiscal, a vigilância em relação ao orçamento, os programas de desestatização, de desburocratização que a equipe econômica liderada pelo ministro Meirelles estão aqui desenvolvendo, os programas de apoio econômico, como a secretária Patrícia Ellen colocou. Os programas de desenvolvimento social que são absolutamente fundamentais que são aqui liderados pela secretária Célia Parnes que vão trazer, sim, minimizar ou de alguma forma melhorar a situação de desigualdade social que ficou tão evidente, escancarada ao longo dessa pandemia. Então agora o que nós vemos é mais uma vez o Governo do estado de São Paulo sob a liderança do governador João Doria se antecipando a um processo que nós sabemos que é absolutamente necessário que é trazer as ferramentas pra que nós possamos retomar atividade, pra que nós possamos retomar o desenvolvimento pra que a economia volte a girar. Então é fundamental aqui ações como o controle de gastos públicos, a retomada dos investimentos via programa de privati zação e concessão, e todas as ações que estão sendo já delineadas, já estão sendo desenvolvidas e que o conselho econômico tem aqui a honra e o prazer de poder compartilhar, de poder contribuir e que, certamente, trarão de volta os motores, os motores de crescimento do estado de São Paulo que são fundamentais pra que a gente retome a economia brasileira como um todo. Então eu tenho aqui o prazer de dizer que, de fato, nós temos hoje uma agenda, infelizmente não temos essa agenda clara no Governo Federal, mas certamente o Governo do estado de São Paulo já tem a sua agenda elaborada e conseguirá, sim, implementar um plano que assim como o controle da pandemia foi um plano de governo que deu certo, que deu impacto positivo, também o plano econômico, certamente, trará aqui pro Brasil um grande exemplo de como que se planeja uma r etomada após uma interrupção absolutamente abrupta, inesperada da economia como a que nós vimos nos últimos meses. E os dados já estão aí mostrando isso. É um prazer poder aqui, governador, estar... fazer parte dessa discussão, fazer parte dessa elaboração e dessa formulação pra que justamente São Paulo seja como sempre foi o grande exemplo e o grande motor de desenvolvimento econômico e social brasileiro. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Ana Carla Abrão. Ana Carla é a coordenadora desse conselho econômico, é um conselho pro bono do qual fazem parte também três brilhantes economistas que eu gostaria de citar aqui: Pérsio Arida, Alexandre Schwartsman e Eduardo Haddad. E muito obrigado a você, Ana, pelo contínuo trabalho de apoio. Essa é a nossa visão profissional, o que nos orgulha muito aqui em São Paulo é fazermos um governo profissional e um governo que busca a informação e a experiência daqueles que conhecem pra poder nortear o nosso governo. Quero fazer também uma referência, Meirelles e Patrícia, ao Sebrae, ao trabalho do Sebrae, o Sebrae em São Paulo com Wilson Poit, e também o Sebrae Nacional com Carlos Melles que tem sido um grande parceiro do Governo do estado de S&atil de;o Paulo em todos os programas voltados para o apoio e o desenvolvimento do microempreendedorismo. Aqui nós gostamos de fazer trabalhos somando forças e agregando valores. E agora vamos a última intervenção dessa coletiva antes das perguntas com o secretário da fazenda, ex-ministro e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DA FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Vamos falar um pouquinho sobre a economia e nós vamos usar como base o que o governador mencionou que é o PIB +30 que é o indicador desenvolvido pela Fundação Seade, e a ideia é exatamente diminuir o período entre a base de ocorrência do conhecimento ou não, ou queda do produto, e a data de publicação. Isto é, a ideia é diminuir a defasagem em cerca de um mês. E é muito importante isso porque nos permite acompanhar com maior precisão essa evolução. Identifica rapidamente mudança de atividade econômica no estado de São Paulo, é importante mencionar que a Fundação Seade é exatamente a instituição que acompanha e monitora exatamente o nível de atividade e diversos indicad ores de São Paulo. Ela dá estimativas rápidas, passos que englobam aproximadamente 97% do PIB, isto é, ela não é 100% do PIB, porque aí demoraria um período um pouco maior pra publicação. Mas com 97% do PIB já dá uma estimativa muito boa, muito precisa da evolução das atividades. O PIB mensal, o PIB trimestral, PIB anual do estado de São Paulo e de município, e a referência é sempre o mês anterior, ou o mesmo mês do ano anterior. Próximo slide, por favor. Vamos agora comparar um dado muito importante. Isto aqui que é o fundamental. E confirma uma mensagem que nós temos dado de forma consistente, isto é, o que causa a crise econômica, o que causou esta queda de atividade muito forte foi a pandemia, e não as medidas de combate à pandemia. No momento em que a pandemia começa a ser combatid a eficazmente como é o caso do estado de São Paulo, nós podemos ver esta reação que nós estamos aqui observando. O PIB em junho cresce 6,8% em relação a maio. Crescimento fortíssimo. E em maio, já tinha crescido 6,3% em relação a abril, sendo que abril tinha havido uma queda muito grande em relação a março de 9,3%. Foi quando foi o impacto total da pandemia na atividade econômica. Já tinha uma preocupação ali no mês de fevereiro que já tinha sinalizado também uma queda significativa. Então nós mostramos aqui claramente como o mês de maio já mostra uma recuperação muito forte do estado depois de uma queda fortíssima, né, de 9,3%, e sobe 5,3% e depois 6,8%. Em resumo, recuperando no mês de junho, já tudo o que perdeu. Evidentemente, recuperou no mês de ju nho como nível de atividade que nós vamos mostrar depois, mas que isso evidentemente não recupera o nível de todo o trimestre. Mas é muito importante a reação da economia de São Paulo. No acumulado de 12 meses a atividade econômica cresce 0,7%, né? Por quê? Porque, evidentemente, 12 meses nós pegamos o segundo semestre de 2019. E importante notar que em 2019 São Paulo cresceu 2,5%, comparado com 1% da média nacional. Então é muito importante porque São Paulo foi o que puxou esta média nacional para um pouco acima de 1% no ano de 2019. Então São Paulo entrou forte economicamente, crescendo quando a pandemia atingiu fortemente o estado. Tivemos uma queda muito grande, principalmente em fevereiro e depois abril fortíssimo, e depois uma recuperação rigorosa devido exatamente a percepção por parte dos agentes econômicos de que o combate à pandemia está sendo feito com rigor, com seriedade, inspirando credibilidade e o processo de abertura também dentro de um processo científico, racional e que dá confiança a todo um processo econômico pra crescer. Portanto, este é o quadro da resposta da atividade econômica recente. Evidentemente, quando olhamos o próximo slide nós vamos ver que como eu já mencionei o trimestre ainda mostra a queda, principalmente pela queda muito forte, né, do mês de abril e uma recuperação grande, porém, ainda parcial no mês de maio, aí sim no final do trimestre é que nós tivemos a recuperação total. Mas então nós temos aí como média em relação ao primeiro trimestre uma queda de 6,9% e em relação a igual período no ano anterior, segundo tr imestre de 19, nós temos aí também uma queda importante de 5,4%. Mas o que é importante? A recuperação na margem, e mais importante do que isso tudo é quando nós comparamos o nível de atividade de junho com o nível de atividade de junho do ano passado. Então isso sim é o dado fundamental. Neste número, São Paulo em junho de 2020 comparado com junho de 2019, cresce, está positivo 1,9%. Portanto, isto mostra de um lado, vigor de todo o processo de promoção ao desenvolvimento... ao crescimento em São Paulo, como o estado saiu crescendo forte de 19 entramos em 2020 com o crescimento ainda mais acelerado, houve essa queda forte da pandemia, mas pelo sucesso de todas as medidas de controle da pandemia de não hesitar em tomar as medidas duras na hora necessária, e depois o processo de abertura também sério, gradual, com dados cien tíficos têm permitido sim uma retomada de atividade forte. De novo, repetindo, mês de junho já, portanto, uma comparação positiva com o mês de junho do ano passado. Basicamente é isso, governador. E muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário Henrique Meirelles. Vamos agora às perguntas. Hoje, todas elas serão presenciais, começando pela Rádio Jovem Pan. Na sequência, CNN, TV Cultura, SBT, UOL, IG, Rádio Capital, TV Globo e Globo News. Então, neste momento convido a jornalista Beatriz Manfredini, da Rádio Jovem Pan para a sua pergunta. Beatriz, boa tarde. Bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Eu queria saber sobre esse marco de doação que a gente chegou hoje, por acaso uma parte desse um bilhão de reais entra naquelas doações que a gente estava... que o governo estava esperando pra dobrar a produção de vacinas do Instituto Butantan? Eu lembro que acho que a meta era R# 130 milhões, se não me falha a memória, e a gente estava em 75%. Queria saber se alguma parte desse valor vai então pra produção. E se me permite, governador, uma segunda pergunta, fugindo um pouquinho do tema, queria saber sobre aquele caso que a gente acompanhou no domingo do jovem de 19 anos que acabou falecendo durante uma abordagem da PM. Os amigos falam que a PM estava envolvida. Queria saber se já tem um posicionamento sobre isso. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Beatriz. Primeira pergunta eu mesmo vou responder. A segunda nós temos aqui o general Campos, ou o coronel Camilo, um dos dois vai responder, responsáveis que são pela Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar em São Paulo. em relação ao fanden, a busca dos recursos para dobrar a capacidade de profissão do Butantan, não, não está dentro desse R$ 1,30 bilhão, é um outro fundo específico, um outro grupo, embora com algumas coincidências de doadores e nós vamos anunciar na quarta-feira, temos uma nova reunião pela manhã. Hoje já temos R$ 96 milhões, a sua informação está correta, ainda vamos buscar os outros R$ 34 milhões, e temos a reunião de quarta-feira, às 8h da manhã, esperamos traz er boas novidades na coletiva de imprensa da próxima quarta-feira. Peço então, general Campos... o microfone. O general Campos é o nosso secretário de segurança pública do estado de São Paulo, como você sabe, Beatriz e todos que aqui estão, e responderá a segunda questão feita pela Beatriz Manfredini, da Rádio Jovem Pan. General.

JOÃO CAMILO PIRES DE CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Beatriz, boa tarde. Boa tarde, Sr. Governador. Boa tarde a todos. Infelizmente nós vivemos um final de semana bastante trágico, Beatriz. Trágico e tenso. Ontem, cerca de 15h eu ainda estava saindo do cemitério do Morumbi onde fomos enterrar o soldado que faleceu no sábado. Com relação ao episódio que você solicitou, ele está em investigação tanto do DHPP, quanto da Polícia Militar. Também é trágico, também temos que considerar a atenção policial numa perseguição de uma motocicleta que tudo indicava que estaria como fruto de um roubo. O episódio teve o desfecho que teve, nós sempre lamentamos muito, mas estamos assim a atenção, as investigações do Departamento de Homic&ia cute;dio e Proteção à Pessoa da Polícia Civil, o inquérito da Polícia Militar e da própria Corregedoria. Todos os aspectos serão analisados, há testemunhas, há gravações de vídeo, e tudo isso ocorre com todo rigor, mas de toda a serenidade que nós esperamos para a ilustrar esse momento. Os dois policiais envolvidos, excelentes policiais, cumpridores de todas as normas, de todas as regras e que nós esperamos que eles possam ter a justificativas que podem ser plausíveis. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, general Campos. Beatriz Manfredini, obrigado pela sua participação. Vamos agora à CNN com a jornalista, Taina Falcão. Tainá, boa tarde. A sua pergunta, por favor.

TAINA FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde, eu tenho três assuntos, na verdade. Primeiro, secretário Meirelles, eu gostaria que senhor comentasse como é o governo agora utiliza essas informações que vão ser repassadas por essa ferramenta para melhorar as ações de recuperação da economia do estado. Um outro tema que a gente vem levantando na CNN, governador, sobre as seringas e a possibilidade de não haver agulhas suficiente para aplicação da vacina, isso foi assunto em outros jornais, também a gente tem levantado isso lá na TV, na emissora, e também gostaria, governador o senhor já te pronunciou pelo Twitter e hoje abriu sua fala falando sobre o 100 mil mortos, mas eu queria que o senhor também comentasse um pouco o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Tainá, vamos responder em partes, são três perguntas. A primeira será respondida pelo secretário Henrique Meirelles, sobre o Seade. A segunda das seringas, pelo João Gabbardo, e a terceira por mim mesmo.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA E PLANEJAMENTO DE SÃO PAULO: O dado econômico é fundamental para o direcionamento das atividades de governo, seja nível nacional, ou estaduais. No momento em que nós temos dados em que são atuais, isto é, dados correntes, com no máximo 30 ideias de defasagem, nós podemos tomar atitudes mais rapidamente e verificar eficácia ou não de cada medida, de cada ação, de todo o processo de retomada. Aqui, por exemplo, nós estamos num processo grande, de planejamento, do Plano São Paulo, todo o planejamento de contenção da pandemia e de processo gradual de abertura. Agora, estarmos acompanhando o efeito disso tudo na economia em tempo real é muito importante. Portanto, por exemplo, se nós formos aguardar o IBGE, o IBGE, ele os dados estaduais com um ano de defasagem. Então, isso é m elhor do que nada, mas evidentemente para o monitoramento e o direcionamento da política econômica é muito pouco eficaz. E com 30 dias nós vamos ter, então, já temos condições como agora, por exemplo, já podemos olhar junho, comparado com maio, comparado com abril e nós já temos um mapa atual do efeito de todas as medidas de reabertura gradual, inicialmente de contenção, de reabertura gradual da impacto da pandemia. Então, isso nos dá o direcionamento, é muito importante. Obrigado pela pergunta.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Henrique Meirelles, foi a primeira pergunta da jornalista Tainá Falcão. Vamos agora à resposta da sua segunda pergunta, eu vou trocar, ao invés do Gabbardo, Jean, o nosso secretário da saúde, Goldstein, que fará a resposta à sua segunda pergunta, sobre as seringas, para a aplicação da vacina, a CoronaVac, e provavelmente também para outras vacina que nó esperamos que também esteja pronta, a vacina de Oxford. Mas vamos aqui responder pela vacinação que cabe a São Paulo, da CoronaVac, com o secretário Jean Goldstein.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, obrigado pela pergunta. Nós, a princípio não temos a informação de falta, nós recebemos essa informação através da imprensa, logo pela manhã já estamos com um levantamento até o início da tarde teremos essa informação. Mas a, princípio, isso não é impeditivo de ministrar vacinas para a população de forma alguma. Tanto que todas as políticas de vacinação, inclusive, algumas que já estão correndo no município de São Paulo, em estações da CPTM e também do metrô vão acontecer normalmente. Nós não temos essa informação, estamos fazendo o levantamento da onde saiu essa informação para que gente possa trazer de uma forma mui to lúcida a vocês essa resposta.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E a terceira pergunta sobre o presidente Jair Bolsonaro. Eu lamento dizer que o presidente Jair Bolsonaro foi um omisso em relação à pandemia. Omisso e negativista. Mesmo tendo ele sido vítima da Covid, juntamente com a sua esposa, e estimo, ambos tenham se recuperado, mas ela continua minimizando os efeitos dessa pandemia, a mais grave crise de saúde da história do país, 100 mil mortos. Não há tragédia igual na história do Brasil. Efeitos trágicos. Presidente, Bolsonaro, não era uma gripezinha. Feitas as respostas. Obrigado, Tainá Falcão. Vamos agora Maria Amanso da TV cultura, após a Maria Amanso, o Fábio Diamante do SBT. Maria, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARIA AMANSO, REPÓRTER: Boa tarde. A Ana Carla disse que do ponto de vista econômico o pior da pandemia já passou, mas a gente sabe que o número de desempregados ainda é muito alto. O que dizer para essas pessoas nesse momento, por favor? E para o pessoal da saúde, para o senhor, governador, na TV a gente tem recebido muitos telespectadores nos pedindo orientações sobre a volta às aulas das crianças com necessidades especiais. Igual a orientação para esses pais, para essas mães e o governo pensa em algum programa para eles? Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Vamos à primeira pega e pode ser respondida, sim, pela Ana Carla Abrão, do conselho... coordenadora do nosso conselho econômico. Se o Meirelles desejar fazer algum comentário, pode ficar à vontade. Ana Carla.

ANA CARLA, COORDENADORA DO CONSELHO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Obrigada Maria, pela pergunta. De fato, assim, nós temos hoje e o ministro Meirelles mostrou os números, temos indicadores claros de que o pior já passou, mas, sem dúvida alguma nós temos aí uma jornada muito desafiadora pela frente. Nós temos hoje os estímulos físicos, os estímulos monetários, que em alguma medida neutralizam o impacto dessa queda que a gente observou em abril, maio e óbvio, né, começou ali já no final de março, mas nós temos que justamente construir a futuro para dar capacidade ao mercado de trabalho, à economia de recuperar esses empregos e obviamente ofertar empregos que foram perdidos. Então, a desafio não é pequeno e por isso que eu destaquei aqui as medidas de planejamento, as medidas de retomada, as medidas de apoio ao desenvolvim ento social, porque tudo isso é o que fará a diferença daqui para frente. Nós não podemos imaginar que a economia vai se recuperar sozinha por obra do próprio mercado e por obra de uma geração espontânea aí de crescimento. Ao contrário, lideranças significa justamente tomar a frente desse processo, antecipar um movimento de planejamento, de recuperação, de apoio e estímulo ao empreendedorismo, sem descuidar do social, porque de fato, uma crise dessa magnitude não se resolve do dia para noite e ela deixa, sim, sequelas que à medida que nós formas avançando no processo de recuperação, na retirada dos estímulos fiscais, essa sequelas ficarão claras. E o governo precisa, sim, nesse momento, apoiar o processo de recuperação, chamando a iniciativa privada para ajudar nos investimentos, garantindo a desburocrat ização, garantindo a desestatização, mas, acima de tudo, melhorando o ambiente de negócios, apoiando os mais vulneráveis para que gente consiga, sim, dar esperança a esses desempregados que estão hoje sem perspectivas no curto prazo, mas eles precisam saber que o governo de São Paulo, o Estado de São Paulo tem um governo que está planejando essa retomada para garantir o impacto, para garantir como o governador colocou, a retomada da emprego e da renda do estado de São Paulo que é que isso que vai fazer com em superamos de forma concreta todo o problema econômico que nós vivemos hoje.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA E PLANEJAMENTO DE SÃO PAULO: Gostaria só de adicionar, governador, um ponto importante, que a melhor política social, a mais eficaz que existe é emprego. Criação de emprego, criação de renda. E aqui é fundamental dois aspectos que gostaria de destacar, primeiro todas as medidas de promoção do desenvolvimento, do crescimento que estão sendo tomadas, muitas já mencionadas pela Ana Carla e todas as medidas que estão sendo já feitas, implementadas, planejadas para São Paulo sair forte, crescendo a uma taxa acima das taxas que se esperava, até algum meses atrás para o final de 20 e 21 e 22. Mas, além disso, é muito importante para a questão da renda e para a questão do crescimento, a qualificação do trabalhador. Então, existe uma série de pro jetos importantes no âmbito aqui da secretaria de desenvolvimento econômico com a secretária Patrícia Ellen e existe toda uma série de projetos muito importantes de formo mão de obra, de qualificação do trabalhador. Porque aí ele pode, não só obter o empregado melhor, ganhando mais, mas também ser mais produtivo gerando, então, mais emprego para o outros e mais renda para o estado e para o país. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Meirelles. Obrigado, Ana Carla. Na segunda da jornalista Maria Amanso, a resposta será dada pelo secretário da saúde, Jean Goldstein. Jean, sobre o tema da volta às aulas das crianças com necessidades especiais.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Governador, eu gostaria só de complementar a pergunta da Tainá, da CNN. Nós tivemos agora uma suplementação com relação às seringas. Não está havendo falta alguma e já existe uma licitação de mais de 30 milhões de seringas para que gente não venha a ter mesmo. Não há nenhum desabastecimento, seja nos estoques, todos sistemas de imunização ainda se mantém. Com relação à pergunta da Maria Amanso com relação a todas as crianças com necessidades especiais. Essa também é uma atenção que nós temos bastante intensa, lembrando que todas as normas de distanciamento, todos os ritos epidemiológicos, mágico do que isso, de sanitários, de preocupação sanit& aacute;ria vão ser tomados, mas nós temos uma preocupação um pouquinho maior com esse grupo exatamente porque geralmente, além de tudo, tem alterações do seu pulmão, tem alteração do coração e que podem claramente serem aqueles que possam desenvolver formas até muito mais graves. Então, nós estamos traçando, inclusive, planos de testagem, especialmente para essa população, não só do ponto de vista de um inquérito sorológico para saber quais deles já tiveram ou não, mas o segmento para a mínima presença de sintomas serem rapidamente rastreados e identificados. Então, são grupos que são nossa ótica de atenção porque mergulhem uma atenção a mais do que os grupos comuns que não têm comorbidade pelo risco de poderem, eles sim, desenv olver formas graves.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Maria Amanso, muito obrigado. Vamos agora ao Fábio Diamante, do SBT. Fábio, mais uma vez bem?vindo, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Eu queria fazer duas perguntas. Uma primeira pergunta para a área da saúde, Dr. Jean, o senhor podia explicar melhor para gente o aumento do número de mortos da Covid? Os senhores disseram que esse era um índice muito importante e o número de internações, que não havia um reflexo das medidas de flexibilização, exatamente porque esses números, eles não estavam aumentando. Eu queria perguntar diretamente para o senhor o que explica o aumento de mortos da Covid?19 em São Paulo? Uma segunda pergunta, queria saber qual foi a taxa de isolamento social dos últimos dias, especialmente no fim de semana, já que houve essa ampliação do funcionamento dos bares e restaurantes. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. A primeira pergunta se respondida pelo secretário Jean Goldstein e a segunda pela Patrícia Ellen, sobre a taxa de isolamento. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, a primeira questão é que todas a vezes que a gente faz a análise compilada desses dados a gente sempre avalia as semanas epidemiológicas. E o que isso impactou, nós tivemos há duas semanas, há mais de duas semanas, uma elevação do número de casos de internação, tanto em unidades de terapia intensa no capital, quanto no interior, principalmente alguns municípios do interior que fizeram parte desse incremento. E aí, com isso, a gravidade de alguns pacientes que vieram a ser acolhidos naquele sistema de saúde acabaram evoluindo dessa forma mais desfavorável que elevou o número de óbitos, e, com isso impactando as estatísticas que acabam ocorrendo agora. Então, são pessoas que já tiveram sua internação pregressa, mas qu e vieram a falecer ao longo da semana, por isso aumentando as estatísticas nessa semana epidemiológica e não no momento que foram acolhidas pelo sistema. Por isso aquela perspectiva, já que diminuímos o número de internações, já que temos uma taxa de ocupação, o que significa pacientes graves em Unidades de Terapia Intensiva, muito possivelmente também tenhamos um número reduzido de mortes, estamos atentos a esses números, para que a gente nunca chegue a um número que nos traga preocupação. Inclusive como você mencionou e frisou de uma forma muito correta, esse é um dos marcadores da flexibilização, o aumento das taxas de Unidades de Terapia Intensiva pode fazer com que uma ou outra região possam involuir nesse processo do plano São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Patrícia Ellen, sobre taxa de isolamento.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Foi 48%, ontem, no domingo, Fábio, 43% no sábado, e durante a semana nós estamos registrando uma taxa entre 41% e 44%. Lembrando que a gente já tinha antecipado que com a retomada gradual o isolamento não caísse de uma vez rapidamente, e nós estamos exatamente comprovando que isso é possível, com esse controle com a sociedade. Além disso tem um ponto bem importante que os prefeitos estão fazendo, que é reorganizar essa retomada alinhando os horários de funcionamento de diferentes setores, para evitar grandes aglomerações, nós percebemos que a gente já vê movimento na rua, mas o trânsito está muito longe de ser como ele era no nosso dia a dia normal. Então esse ponto é mérito dos prefeitos, interagindo diretamente com os setores econômicos, para alinhar os horários de funcionamento. E por último, lembrar que a gente tem reforçado muito o isolamento, e agora com a retomada é distanciamento, uso de máscaras e respeito aos protocolos. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADOD DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Muito obrigado, Fábio Diamante. Vamos agora para o Felipe Pereira, do UOL. Felipe, bem-vindo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu queria saber o seguinte, existe uma ferramenta agora de monitoramento mais ágil da atividade econômica, eu gostaria de saber quem está respondendo bem, e quais são os setores que devem reagir primeiro? E quais são aqueles que devem ter mais dificuldade? E como que o governo pode fazer para ajudar esses setores com mais dificuldades? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Vou pedir ao secretário Henrique Meirelles que responsa à sua pergunta, e se necessário, com alguma complementação ou da Ana Carla, ou da Patrícia Ellen, se necessário for. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DE FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Aqueles setores que tiveram a taxa de queda mais acentuada, que estão na frente da cadeia de produção, principalmente o comércio, serão aqueles que terão uma recuperação maior na medida em que a economia começa a se recuperar, na medida que começa a ser recuperada a renda. E há também uma recuperação importante daqueles setores que demandam maior nível de confiança por parte do consumidor, o consumidor tende a adiar compras que ele ou ela tem receio de que depois não vai poder, não vai ter condições de cumprir as obrigações. Um exemplo típico é o comércio de automóveis, a venda de automóveis teve uma queda drástica, e depois uma recuperação forte. Apes ar de ainda, evidentemente, estar em um nível mais baixo do que no nível do início do processo, mas já com uma recuperação forte. Por quê? Porque as pessoas começam a sentir mais confiança. Então esses setores são setores que sofreram muito, mas que tem condições de em função disso se desenvolver mais rapidamente. Além do comércio que é um setor que evidentemente reage muito mais ao processo não só de aumento da confiança, mas também da reabertura. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Meirelles. Ana Carla.

ANA CARLA ABRÃO, COORDENADORA DO CONSELHO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Queria só complementar o ponto do Ministro Meirelles. Realmente confiança é fator fundamental para que a gente consiga recuperar. E o que o governo pode fazer eu vou puxar a segunda parte da pergunta, é o que está sendo feito aqui, ou seja, ter transparência, ter capacidade de controlar a epidemia, porque, de fato, o que está minando a confiança das pessoas mesmo à medida que a abertura evolui no sentido de maior atividade, é justamente o medo da contaminação, e obviamente o medo de que a epidemia possa eventualmente ter uma outra onda. Então, confiança vem junto com transparência, vem junto com planejamento, comunicação, do que está sendo feito, e como as coisas estão evoluindo. Então acho que é isso que o governo pode fazer, é isso que o governo do estado de São Paulo está fazendo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ana Carla. Muito obrigado, Felipe Pereira, do UOL, pela sua pergunta. Vamos agora à Eduarda Steves, do IG, na sequência Carla Mota, e Willian Cury, complementando. Eduarda, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

EDUARDA STEVES, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. No sábado, por conta da final do Campeonato Paulista, muitas pessoas foram às ruas e geraram aglomerações em bares, postos de gasolina e outros pontos de encontro. A grande maioria estava sem máscara e sem respeitar o distanciamento social. Isso também aconteceu no mesmo final de semana que o Brasil chegou às 100 mil mortes pela COVID-19. Eu gostaria de saber se faltou fiscalização da Polícia Militar? E caso essas cenas continuem a se repetir, o que poderá ser feito pelo governo do estado? E uma pergunta para a economia, o governo anunciou em março que pessoas físicas e empresas teriam um prazo estendido de 90 dias, antes do protesto de dívidas pela Procuradoria Geral do estado. Gostaria de saber se esse prazo poderá ser prorrogado novamente? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Na primeira pergunta, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, vai responder. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduarda, obrigado pela pergunta. A sua pergunta é muito importante, o plano São Paulo ele é um pacto com a sociedade, ele é um pacto que vira para a sociedade e diz assim: "Olha, você fica em casa enquanto nós arrumamos os hospitais". E assim o fizemos, e aos poucos os índices melhoraram, a flexibilização acabou sendo impactada exatamente, ou guiada por esses índices de melhora. E claro, as pessoas puderam sair daquelas restrições em que elas perderam o seu direito de ir e vir. Puderam voltar às suas atividades econômicas de forma gradual. Mas nós estamos no meio do caminho, isso de forma frequente nós temos insistido nisso. O papel da população ele é fundamental, é claro que nós temos toda uma vigilância que ocorre, mas ela n&atilde ;o vai ter braço, vamos ser muito reais e claros, por mais que a culpa não é dos empresários que estão fazendo de uma forma muito correta, seguindo os planos sanitários, ritos de distanciamento, isso está acontecendo fora, nas ruas, pela população. A população ela tem que manter essa garantia de pacto para que a gente impeça que haja um aumento do número de casos. Se nós tivermos um aumento do número de casos, em pessoas sim adoentadas, necessitando internações de Unidades de Terapia Intensiva, muito possivelmente algumas regiões serão impactadas e terão que involuir. Então esse apoio que nós temos que ter também é da população, nós não podemos delegar somente às autoridades esse papel, cada um de nós é responsável. Portanto, se progredirmos, todos n&oacu te;s seremos beneficiados. Se nós involuirmos, todos nós estaremos em prejuízo, não só no ponto de vista da saúde, mas também com a economia e os próprios aspectos psicólogos e emocionais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jean, obrigado pela resposta. Eduarda, a segunda pergunta será respondida pela Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: O prazo era aquele de 90 dias. O que nós estamos trabalhando agora são outras medidas para apoio e retomada econômica, além do pacote já anunciado aqui, inclusive dentro do programa da retomada 21/22 com o secretário Henrique Meirelles, que a gente vai anunciar nas próximas etapas, nas próximas semanas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Eduarda, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à programa intervenção de hoje, é da Carla Mota, da Rádio Capital. Carla, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Eu gostaria de fazer uma pergunta na área econômica, porque no mês de maio o secretário declarou que estava ocorrendo um equívoco por parte aí de alguns setores que diziam que a crise econômica era causada aí pelo isolamento social. Naquela ocasião, secretário, e hoje também, o senhor voltou a dizer que a crise é gerada pela própria pandemia. Passado todo esse tempo, o senhor acredita aí que houve uma mudança de pensamento desses setores? E aí eu emendo também, secretário, com os números apresentados hoje, com a experiência que o senhor tem como ex-ministro, eu sei que o jornalista gosta de data, mas já dá para dizer, e já dá para calcular aí o tempo da recuperação econômica? Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla. Evidentemente vamos pedir ao secretário e ex-ministro Henrique Meirelles, que possa responder às duas questões. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DE FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, depende da manutenção desse ritmo, nós acreditamos que a manutenção desse ritmo, que eu devo dizer, surpreendeu a maior parte dos analistas, já os dados de junho do estado de São Paulo, com essa manutenção, nós teremos condições de atingir o nível de produção anterior na vida do ano, por aí. Mas evidentemente, como já mencionado pela Ana Carla, nós inclusive aqui dependemos um pouco exatamente das políticas macroeconômicas do país, São Paulo está crescendo bem mais do que o país. Mas é parte do Brasil, porque São Paulo produz, compra e vende de todo o Brasil. Então é importante que o país como um todo também tenha um processo de recuperação. Quer dizer, m as não há dúvida que mantido esse ritmo nós teremos uma recuperação muito mais cedo do que se esperava, não há dúvida. Porque a expectativa era algo a mais para mais tarde, durante o ano de 2021, agora nós estamos esperando isso acontecer bem mais cedo, principalmente devido à surpresa positiva dos números já de junho. E as iniciativas que já se dão para julho, que indicam uma perspectiva de melhora substancial para julho, e depois para agosto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Henrique Meirelles. Carla Mata, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à última intervenção, que é exatamente da TV globo, Globo News, com você, William Cury, boa tarde, bem-vindo, sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu quero falar sobre as novas linhas de crédito do Banco do Povo, são R$ 70 milhões a mais para, principalmente microempreendedores individuais, informais e produtores rurais também. E aí o valor total de crédito já chega a 720. Eu queria saber como que está o acesso a esse dinheiro? Quanto já foi acessado por quem está precisando, microempreendedores, informais, das outras linhas de crédito já abertas também? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, Will, que será respondida pela Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Das linhas que já foram anunciadas, Will, nós ainda temos disponibilidade na linha em parceria com o Sebrae, a linha juros zero, tentando um pedaço a juros zero, como a juros baixíssimos aqui entre 0,35% e 1%, é a menor taxa de juros do mercado. E essa é uma linha de microcrédito orientado, onde os pequenos empreendedores são incentivados a realizar curso de qualificação técnica empreendedora, exatamente para melhoria da produtividade e gestão nas empresas. Essa está disponível pelo site do Banco do Povo, bancodopovo.sp.gov.br. E também pelo site empreendarapido, que é o programa 100% em parceria com o Sebrae, empreendarapido.sp.gov.br. O crédito adicional, o que nós percebemos é que com o trabalho que foi feito agora de crédito, inclusive uma iniciativa do Governo Federal também, as empresas um pouco maiores começaram a ter acesso a esse recurso, mas o microempreendedor está tendo muito dificuldade. Foi por isso que a gente reposicionou essas linhas para ter esse olhar para os microempreendedores formais e informais, para eles sejam exatamente atendidos, porque os nossos microempreendedores movem a nossa economia no estado de São Paulo, e essa linha veio exatamente voltada a esse público. Outra coisa que nós fizemos também, e aí foi um trabalho do secretário Henrique Meirelles, através do conselho do Banco do Povo, a gente revisou aqui um modelo de aporte, então os municípios hoje tem mais flexibilidade para poder aportar mais recursos. Então se tiver municípios que tenham recursos disponíveis, também podem fazer esse aporte diretamente do fundo do Banco do Povo para a gente melhorar a cel eridade de acesso a recurso. E para finalizar, todo o trabalho que foi feito com a Desenvolve SP, para criar plataformas aqui de acesso digital. E também pelo Sebrae, com fintechs, com uma linha adicional de outros 50 milhões que está disponível também nesse momento pelo Sebrae, com fintechs através de plataformas digitais. Então só para não confundir, hoje no total a gente tem cerca de R$ 170 milhões disponíveis, através do Sebrae, da parceria do governo com o Sebrae e com a gente, para o microempreendedor já disponível imediatamente através desses dois sites que eu mencionei para vocês.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, William Cury, pela pergunta, e pela presença. Obrigado, Patrícia Ellen. Muito obrigado aos jornalistas que hoje vieram na coletiva de imprensa, cinegrafistas, fotógrafos, a equipe técnica também A todos que estão aqui respondendo perguntas, a você que em casa acompanha essa coletiva pela TV Cultura. Lembre, se você for sair da sua casa use máscara, distanciamento social, pelo menos 1,5 metros em relação à outra ou outras pessoas, lave as mãos constantemente. Se proteja, faça as suas orações, uma boa tarde, e até quarta-feira, na nossa próxima coletiva. Muito obrigado.