Coletiva - Centro de Contingência veta retorno de público a estádios de futebol em São Paulo 20202309

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Coletiva - Centro de Contingência veta retorno de público a estádios de futebol em São Paulo 20202309

Local: Capital - Data: Setembro 23/09/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, bom dia a todos. Nosso bom dia aos jornalistas que aqui comparecem, técnicos, cinegrafistas, fotógrafos, aos que também remotamente participam desta coletiva de imprensa de hoje, quarta-feira, 23 de setembro. Aqui ao nosso lado, na coletiva de hoje, a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, o Eduardo Ribeiro, que é o secretário executivo de Saúde, Dr. Jean Gorinchteyn está em Brasília para uma audiência com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Também o Dimas Covas, presidente do Insti tuto Butantã, José Osmar Medina, o coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, o nosso Comitê de Saúde, João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, e um convidado especial que é diretor da Sinovac para a América do Sul, Sr. [ininteligível]. Ele é chinês e ele terá um intérprete, o Sr. [ininteligível], para traduzir a sua participação e também, se necessário, respostas a perguntas dos jornalistas que aqui estão presentes nesta coletiva. Mensagem de hoje, antes dos anúncios que temos, anúncios importantes. A nossa corrida, eu sempre tenho dito aqui, é a corrida pela vida, pela existência, pela saúde dos brasileiros. E disse também, assumi o compromisso nessas coletivas, eu e os secretários, e todos os dirigentes de empresas do Governo do Estado de São Paulo, empresas e autarquias, em sempre comunicarmos com transparência e com verdade todos os passos do nosso enfrentamento à pandemia da Covid-19. Verdade e transparência que representam ativos da imprensa brasileira, ao longo desses oito meses, cumprindo o dever de informar, questionar, orientar, perguntar e transmitir a informação correta a leitores, telespectadores, ouvintes, seguidores, internautas, a população de forma geral, com todos os canais de comunicação. Registro que nenhum dirigente público convencerá jornalistas, meios de comunicação e a opinião pública com falácias, sofismas, desinformação, negacionismo, fake news ou mentiras. Pode até enganar, no primeiro momento, pode até induzir, no primeiro momento. Na sequência, a verdade e os fatos prevalecerão. O Brasil, infelizmente, caminha para a triste marca de 140 mil óbitos pelo Corona Vírus, uma triste marca, um registro de profunda tristeza a 140 famílias que perderam seus filhos, seus entes queridos. O vírus não foi embora, não tirou férias, e nunca foi um resfriadozinho. Como nunca foram também caboclos e índios os responsáveis pelo desastre ambiental que nós estamos vendo na amazônia brasileira. Investidores internacionais sabem quanto aplicaram no Brasil no ano passado e neste ano. Infelizmente, os dados apresentados hoje pelos jornais, pelos telejornais, pelas emissoras de rádio e pelos sites brasileiros demonstram uma queda substancial de investimento internacional no Brasil. Parte da queda desses investimentos é a falta de cuidado e de atenção com as questões ambientais, e infelizmente também com as questões relativas à saúde e à proteção de uma naç&atil de;o, contra a Covid-19. O negacionismo da pandemia, o negacionismo do meio ambiente, não resolve problemas. Ao contrário, agrava consequências. Governar, administrar é ter humildade para reconhecer equívocos, para afastar a soberba do seu entorno e aposentar o negacionismo à realidade. A autocrítica, ela ajuda, ela constrói, ela provoca respeito e referência. A falta de autocrítica reproduz miopia, arrogância, autoritarismo e uma visão equivocada para um país. Em São Paulo, nós colocamos como prioridade há oito meses a proteção à vida e à saúde dos brasileiros de São Paulo. Vários outros governadores de estado fizeram o mesmo, adotando posturas duras em relação às suas quarentenas, para proteger saúde e vida. Tudo que está ao alcance daquilo que devemos fazer, temos feito, aqui em S&a tilde;o Paulo, e a prioridade nesse momento, além de proteger e orientar, com o Plano São Paulo, o programa da quarentena inteligente, com a obrigatoriedade do uso de máscara, com a recomendação para o distanciamento social, a recomendação para a utilização de álcool em gel para lavar as mãos e adotar hábitos sanitários que protegem a vida das pessoas, nós também estabelecemos aqui com muita clareza a prioridade para a vacina. Não por outra razão, o Instituto Butantã firmou contrato com a Sinovac, o maior laboratório privado da China, para a transferência de tecnologia desta vacina para o Butantã, para que, além da aquisição da vacina para os brasileiros de São Paulo, e espero também para os brasileiros de todo o país, para que possamos produzir aqui, no Instituto Butantã, a vacina c ontra a Covid-19, para todos os brasileiros. Como já faz o Butantã ao produzir a vacina contra a gripe para todos os brasileiros, a imunização de todo o país. Estudos clínicos comprovam segurança da vacina Coronavac: 94,7%, e aí vem uma nova informação aos jornalistas que aqui estão, aos que nos acompanham remotamente, virtualmente, e aos que nos assistem, ouvem e acompanham como pessoas interessadas na informação e na verdade. 94,7% de mais de 50 mil voluntários testados na China não apresentaram nenhum sintoma adverso em relação à vacina CoronaVac. Os resultados dos estudos clínicos realizados na China mostraram um baixo índice, de apenas 5,3%, de efeitos adversos e de baixa gravidade. A maioria destes casos apresentou apenas dor no local da aplicação da vacina. Efeitos adversos de baixa gravidade, para uma minoria de pes soas, são comuns em vacinas amplamente utilizadas. A vacina da gripe, por exemplo, produzida aqui pelo Instituto Butantã, em São Paulo, para todos os brasileiros, apresenta efeitos adversos pouco nocivos, como dor no local de aplicação e não mais do que 10% dessas pessoas da totalidade que são vacinados apresentam alguma reação desta natureza. Esses resultados comprovam que a Coronavac tem um excelente perfil de segurança, e comprovam também a manifestação feita pela Organização Mundial de Saúde, há duas semanas, indicando a Coronavac como uma das oito mais promissoras vacinas em desenvolvimento no seu estágio final, em todo o mundo. Desde o dia 21 de julho, quando os testes da vacina foram iniciados aqui no Brasil, não temos até o presente momento nenhum registro de reação adversa grave nos mais de 5.600 voluntários que já foram vacinados, entre um total de 9.000 que estão sendo testados. Lembrando que todos os voluntários são médicos e paramédicos. Além de segura, a Coronavac está se mostrando altamente eficiente. E ao falar sobre a Coronavac, quero registrar também, na qualidade de governador, que torço para que outras vacinas possam ser testadas, aprovadas e aplicadas aos brasileiros aqui em nosso país. Repito: Nós não estamos em uma corrida pela vacina, nós estamos numa corrida pela vida. Mais vacinas aprovadas, mais vacinas chanceladas pela Anvisa, mais brasileiros serão salvos, e mais rapidamente. Os estudos na China demonstraram que a Coronavac apresentou 98% de eficiência na imunização das pessoas que foram lá testadas. Reconfirmo também que o primeiro lote de 50 milhões de doses... Perdão. Que o primeiro lote de 5 milhõ es de doses da Coronavac chegará ao Instituto Butantã agora no mês de outubro. Repetindo, reconfirmo que o primeiro lote de 5 milhões de doses da vacina Coronavac para serem aplicadas em São Paulo chegarão ao Butantã agora no mês de outubro. Deveremos, por óbvio, aguardar a finalização desta terceira e última fase de testagem, os seus resultados, e obviamente a aprovação da Anvisa. Mas já em dezembro, na segunda quinzena, poderemos iniciar a imunização, de acordo com critérios de vacinação adotados pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, e dentro do protocolo também do Ministério da Saúde. E os que primeiro receberão a vacina, obviamente, serão médicos e paramédicos. Até 31 de dezembro, teremos mais 46 milhões de doses da vacina Coronavac. E até 28 de fevereiro, 60 milhões de doses desta vacina, o que é suficiente para a imunização de todos os brasileiros de São Paulo. Já fizemos negociações com o ministro da Saúde, agora confirmado, Eduardo Pazuello, para que o Ministério da Saúde possa comprar mais 40 milhões de doses, desta mesma vacina, para permitir a vacinação de brasileiros de outros estados do país, e esperamos também que, com o sucesso da vacina de Oxford, da Astrazenica e outras vacinas, o Governo Federal possa imunizar a totalidade dos brasileiros no menor prazo possível. Mas em São Paulo, nós não perdemos tempo. Em São Paulo, nós não classificamos vacina de primeira classe ou vacina de segunda classe, e muito menos brasileiros de primeira classe ou brasileiros de segunda classe. Vamos vacinar aqui todos que precisam ser vacinados, e aqui nós não ficamos discutindo origem da vacina. O que importa é que a vacina, sendo aprovada, seja aplicada e seja dada em imunização a todos os brasileiros, de São Paulo e do Brasil. Nós aqui planejamos, como temos feito sempre, toda a ação de proteção aos brasileiros de São Paulo. Por isso, temos no Instituto Butantã, que completa agora no início do ano 120 anos de existência, com a sua capacidade técnica, tecnológica e científica comprovada internacionalmente, em São Paulo, o estado com a melhor infraestrutura de saúde do país, a melhor infraestrutura de toda a América Latina, colocando a serviço dos brasileiros, sejam os que estão em São Paulo, sejam os que vêm a São Paulo para o atendimento, o que há de melhor na medicina do mundo. Repito: a nossa corrida é pela vida, a nossa corrida & eacute; por todos os brasileiros, indistintamente, os que estão em São Paulo e os que estão fora de São Paulo. Estamos transformando esperança em realidade, e realidade cada vez mais próxima de todos nós. Dadas essas informações, vamos começar com os dados de hoje, as informações de hoje, nos dados da saúde, com o Eduardo Ribeiro, que é o secretário executivo da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Eduardo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Vamos à totalização dos números. Temos hoje totalizados no Brasil 4.591.604 casos, e 138.108 óbitos, um número lamentável de óbitos. Em São Paulo, totalizamos 951.973 casos, com 34.492 óbitos. Em relação à taxa de utilização dos serviços de saúde, a taxa de ocupação dos leitos de UTI no Estado de São Paulo é de 46,9% e na grande São Paulo, essa taxa de ocupação é de 46,1%. Em relação ao número de pacientes internados em leitos de UTI, totalizam 3.972 pacientes, enquanto em leitos de enfermaria temos 5.280 pacientes internados. Lembrando que nas últimas nove semanas vínhamos observando uma queda consistente do númer o de casos novos internados. Pra finalizar, em relação aos casos, temos recuperados 818.593 pacientes, com 104.209 altas hospitalares. Próximo. Em relação à projeção, à curva de projeção de casos no Estado de São Paulo pra segunda quinzena de setembro, observamos que o total de casos encontra-se na margem inferior do intervalo de confiança previsto pelos especialistas que apoiam o Plano São Paulo. Próximo. Da mesma forma que o número de óbitos acumulados até aqui encontra-se no intervalo inferior da margem de confiança, o que demonstra grande confiabilidade das projeções realizadas pelo grupo de especialistas que apoia o Plano São Paulo. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Eduardo Ribeiro, secretário executivo de saúde do Estado de São Paulo. Repetindo que Jean Gorinchteyn está em Brasília neste momento, onde agora, logo após o almoço, tem uma audiência com o ministro da saúde, Eduardo Pazuello. Nós vamos agora com José Osmar Medina, que é o nosso coordenador do centro de contingência do Covid-19 e com um anúncio importante relativo ao futebol e ao anúncio feito ontem sobre torcidas em estádios de futebol, e o Medina dará a posição oficial do Estado de São Paulo, através do seu centro de contingência do Covid-19. Volto a repetir a todos que nos acompanham aqui, ao vivo pela TV Cultura e, repito, aos jornalistas que estão aqui, e os que nos acompanham remotamente, toda a orientação re lativa à medidas do Plano São Paulo só serão adotados pelo governo quando forem aprovadas pelo centro de contingência do Covid-19. Aqui em São Paulo não há pressão política, não há pressão econômica, não há pressão partidária, não há pressão da economia, como não há pressão do esporte, há vida, existência e proteção aos brasileiros que estão em São Paulo. Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador. Boa tarde a todos. Então, essa é uma resposta a demanda da Confederação Brasileira de Futebol, pra retomada de público nos estádios, especialmente pra partida entre Brasil e Bolívia, que vai ser realizada no dia nove de outubro, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Nós fizemos uma reunião com o comitê de contingência ontem e o comitê concluiu que o cenário atual da pandemia no Estado de São Paulo não permite a retomada de público em eventos associados à grandes aglomerações, como nas partidas de futebol de qualquer categoria. Essa é uma decisão técnica, baseada em algumas premissas, primeiro que o Estado de São Paulo permanece em quarentena, recomendando insistentemente rigor no is olamento, distanciamento social, uso de máscaras, segundo que a prevalência da doença, embora esteja decrescendo no Estado de São Paulo, ela ainda se encontra em patamares elevados, e terceiro, nesse tipo de eventos, ocorre um fluxo de pessoas de diferentes origens geográficas, com prevalência diferentes da doença, que produzem aglomerações difíceis de ser moduladas pra garantir o permanente distanciamento recomendado. E também ocorrem muitas atividades paralelas ao redor do estádio, que movimentam muitas pessoas em atividades não controladas também, o que coloca todos em risco, principalmente considerando que o número de pessoas que tem a doença em fase pré sintomática ou assintomática ainda também é grande. E também nós nos baseamos no que vem acontecendo em outros países, que tem, que começaram, que a pandemia começou antes, que estão numa fase mais avançada da pandemia do que aqui no Brasil, como Inglaterra, Espanha, Itália, Portugal, Estados Unidos, que não liberaram a presença de público em eventos dessa natureza, considerando o elevado risco de contágio. Assim nós vamos manter as diretrizes que nós já discutimos com a Federação Paulista de Futebol, com a Confederação Brasileira de Futebol, manter a realização das partidas sem público, quando nós fizemos a primeira análise dessa situação pra chegar a essa conclusão, nós tomamos, utilizamos como prova de conceito o protocolo apresentado pela Federação Paulista de Futebol, o campeonato todo se desenvolveu sem nenhuma intercorrência, depois aplicamos o mesmo conceito no campeonato brasileiro da série A, de outras categorias tamb&e acute;m e até mesmo em outras modalidades, protocolos semelhantes, sem público e nós não tivemos nenhuma intercorrência, nenhum problema nessa situação, então nós estamos mantendo, por decisão unânime do comitê, essa decisão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, informação dada sobre este tema para esclarecimento às confederações, à Federação Paulista de Futebol, Confederação Brasileira de Futebol, com todo nosso respeito, respeitamos de forma plena a Federação Paulista de Futebol, a CBF, os seus diretores, e aqueles que procuram valorizar a atividade esportiva, especificamente no campo do futebol, mas a nossa obrigação, o nosso dever em São Paulo é proteger a vida e a saúde de todas as pessoas, incluindo jogadores, técnicos, comissão técnica, torcedores e todas as pessoas que participam e que integram a vida no Estado de São Paulo. Portanto, essa é a decisão do comitê, como governador do Estado de São Paulo, nós respeitaremos aqui esta decisão. Agora, vamos fal ar sobre a vacina, e eu queria convidar o Dr. Dimas Covas e o Sr. Xing Han para atender a um pedido que recebi aqui dos fotógrafos e cinegrafistas, fazermos uma fotografia com a vacina. Ok. Vamos, então, agora, Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Vou apresentar rapidamente uma atualização da vacina, do andamento do desenvolvimento da vacina, próximo, e apresento, inicialmente, os volumes já contratados, até dezembro de 2020 teremos aqui no Butantan seis milhões de doses em frascos unidose, quer dizer, uma dose por frasco, são produzidos na China, já estão em produção na China, 40 milhões de doses em frascos multidoses, dez doses por frasco, que passam a ser produzidos no Butantan. O primeiro lote de cinco milhões chega agora em outubro, e já iniciamos aí o processo de validação da produção no Butantan. Temos ainda, com a Sinovac, o compromisso de 55 milhões de doses adicionais, em frascos multidoses, portanto, produzidas no Butantan, até maio de 2021. Desse total de 55 milhões, o governador soli citou à Sinovac o adiantamento de 15 milhões até fevereiro, para completar aí 60 milhões de doses. Então, esse compromisso já está firmado, os 40 milhões de doses adicionais aos 60 milhões previstos para o Estado de São Paulo, depende aí da sinalização do Ministério da Saúde. Próximo. Esta é a evolução do estudo clínico até o dia 21, dos nove mil voluntários até o dia 21, 5.500 haviam sido vacinados com a primeira dose, neste grupo um percentual já havia recebido, inclusive, a segunda dose. Doze centros de vacinação, seis estados. Neste momento, temos já uma aprovação da Anvisa para ampliação desses nove mil voluntários para 13 mil para as fases subsequentes do programa. E é importante que deverão ser ainda incluídos no estudo idosos e crianças. Para tanto, próximo, é importante apresentarmos, e já foi apresentado à Anvisa os dados de segurança, que vieram da China. Na China já foram 67.260 doses aplicadas até o último dia 13 de setembro e 50.027 voluntários. Então, veja, esse perfil de segurança é o maior já apresentado até esse momento, em termos de pessoas vacinadas. Os efeitos adversos, né, foram muito poucos, em torno de 5.36, sendo que a maior parte dos efeitos é os chamados efeitos grau um e grau dois, grau três, que é um efeito um pouquinho mais, que pode ser considerado um pouquinho mais grave, apenas em 0,03 e assim mesmo eu vou apontar quais foram esses efeitos. Os efeitos mais frequentes, dor no local da injeção, que é uma injeção intramuscular, 3%, fadiga, quer dizer, cansaço, né, uma sensação de cansaço, 1.5% e febre 0.21%. Entre os efeitos considerados mais graves, apenas sete efeitos foram relatados em quatro voluntários, e quais foram esses efeitos? Quer dizer, quando eu falo mais grave todo mundo fica, né, os efeitos estão lá, perda de apetite, dor de cabeça, fadiga e febre acima de 38.5. Ou seja, absolutamente dentro do esperado pra uma vacina. Conclusão, uma vacina que tem um excelente perfil de segurança, testado em 50 mil voluntários. Próximo. Dentro desses voluntários, né, uma população de idosos, acima de 60 anos, 422 voluntários, em duas fases, fase um e fase dois, fase um, 72, fase dois, 350. E ali do lado, no gráfico, o perfil de imunogenicidade, quer dizer, GMT é a média geométrica do título de anticorpos e GMI é a média geométrica da imunidade. Então, foram testadas três doses , doses baixas, doses médias e doses altas, em relação ao controle, então, veja, o gráfico fala por si, né, um excelente perfil de indução de imunogenicidade, em pacientes idosos. Próximo. E recentemente foi aprovado o estudo em fase um e dois em crianças de três a 17 anos, que deve começar brevemente na China. Fase um, 72 crianças, fase dois, 480 crianças. Com isso, se completa o estudo de segurança em toda população que será vacinada no futuro, e as notícias são muito boas, governador, muito boas e acredito que ainda vamos, né, ouvir, daqui a pouco, as notícias do Sr. Han.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. Estou acompanhando aqui com o meu celular, um despacho internacional acaba de indicar que a vacina Sinovac começa hoje a sua terceira fase de testes na Turquia, [outro idioma], então, notícia que acaba de chegar aqui da agência [ininteligível] para uma informação adicional àquela que nós já mencionamos aqui. Vamos ouvir agora o Sr. Xing Han, diretor da Sinovac, para a América do Sul, mais uma vez, muito obrigado, Sr. Han, por estar aqui no Brasil, nos atendendo neste acordo importante entre a Sinovac e o Instituto Butantan.

XING HAN, DIRETOR DA SINOVAC PARA A AMÉRICA DO SUL: Obrigado, governador. Meu nome é Xing Han. [outro idioma]. Eu [ininteligível] da Sinovac... [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: A Sinovac sempre ficou à frente diante esse tipo de vírus.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: 2004, somos primeiro do mundo entre o teste clínico para Sars, de vacina.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: E 2009 nós somos primeiros do mundo, foi registrar vacina para H1N1.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Hoje eu fico muito feliz, posso, junto com o governador, com o diretor do Butantan, Dr. Dimas, ficando aqui juntos para fazer essa entrevista.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Para nós, juntos, para enfrentar essa epidemia.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Eu sou a primeira vez vem Brasil (sic), está aqui há um mês, chegando aqui.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Profissionalmente, o pessoal do Instituto Butantan, e seu trabalho forçado (sic) me deixou muito feliz.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Nós cooperamos junto com Instituto Butantan, ficou muito bom, nos entendemos mutuamente, e esse teste de fase 3 está indo muito bem.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Nós confiante (sic) essa vacina, Coronavac, tanto pela segurança quanto pela eficiência, vai ser bem testado e daqui a um mês ou dois meses a gente já vai sair resultado de fase 3.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Também nosso time, lá em Beijing, nós trabalhamos duro e nós conseguimos, dentro de cinco meses, construir uma fábrica nova, somente para Coronavac.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Nosso time, lá em Beijing, vai trabalhar dia e noite para garantir fornecimento desses 46 milhões de doses e mais, até fevereiro chegar a 60 milhões de doses pra São Paulo.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Mais uma vez eu agradeço pela calorosamente (sic) o Estado de São Paulo e Instituto Butantan receberam Sinovac, e eu gostaria, junto com eles, enfrentar essa pandemia juntos, e para nossa vida voltar ao normal.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, nosso agradecimento ao Sr. Xing Han, diretor da Sinovac para a América do Sul. Muito obrigado ao Sr. [ininteligível], intérprete, que continuará aqui conosco, fazendo o serviço de tradução simultânea do português para o chinês, para o Sr. Han. Vamos agora já para as perguntas, que podem ser dirigidas a todos que estão aqui, ou a algum dos que aqui estão nesta coletiva, começando, pela ordem, com a TV Globo, GloboNews, na sequência com CNN, TV Record, uma pergunta da Rádio Montecarlo, do correspondente Carlo Cauti (F), depois o SBT, TV Cultura, Rede TV e Rádio Jovem Pan. Primeira pergunta, portanto, é sua Willian Kury, da TV Globo, GloboNews. Bem-vindo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria falar, claro, sobre a vacina. Os dados mostrados hoje apresentam, atestam que a vacina é segura, tem se mostrado segura, pelo menos, nos estudos clínicos da fase 3, realizada na China. Sei que mais pra frente serão apresentados os dados sobre a eficácia dessa vacina, que é diferente da segurança, mas eu queria saber se já há algum dado preliminar, mostrando que a vacina, além de segura, também é eficiente, obrigado. Na fase 3, por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Muito obrigado, Will. Eu vou pedir a resposta do Dr. Dimas Covas, e na sequência do Sr. Xing Han, diretor da Sinovac. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Willian, nós ainda não concluímos o estudo de fase 3, ele está em andamento. Os resultados, eles são de conhecimento de quem controla o estudo, que é um organismo internacional, e portanto, além de afirmarmos que não houve a incidência de efeitos colaterais adversos graves, nós ainda não temos os dados disponíveis em relação à eficácia. A eficácia será demonstrada, uma vez terminada a inclusão dos 9.000 voluntários, em duas doses vacinais. A partir daí então, previsto para acontecer até o dia 15 de outubro, a partir do dia 15 de outubro poderemos ter o aparecimento dos resultados de eficácia, que permitirão o registro da vacina na Anvisa. A Sinovac iniciou também um estudo de fase 3 na Turquia, anunciou também recentemente, e isso vai co rroborar lá na frente o processo de registro dessa vacina no mundo, então isso é muito importante, que todos nos unamos aonde estão sendo realizados os testes com a vacina, e o Brasil está na frente nesse processo. Obrigado, Dimas Covas. Vamos agora ouvir o Sr. Xing Han, apenas para esclarecer também, um jornalista me mandou uma mensagem aqui: a grafia, Xing, X-I-N-G, Han, H-A-N. Então, vamos ouvir o Sr. Han, diretor da Sinovac para a América do Sul.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: A tecnologia usada nessa vacina é muito tradicional.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Esse tipo de tecnologia já é mais de centenas de anos, já foi comprovado esse tipo de vacina é seguro.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Esse teste, não somente para animais, mas fase 1 e fase 3, tudo demonstrando eficácia dessa vacina.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Nós confiante (sic) este teste de fase 3 vai ter um bom resultado e vai entrar curto prazo para fazer registro na Anvisa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas, muito obrigado, Sr. Han, e muito obrigado, Willian Kury, da TV Globo, GloboNews. Vamos agora para a CNN, com a jornalista Tainá Falcão. Tainá, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Sr. Governador, bom, e a todos que participam da coletiva. Eu queria primeiro, governador, atualizar os números, né? O senhor falou sobre, até o final de dezembro, 46 milhões de doses. Deixa... Eu queria entender: até outubro, 6 milhões ou 5 milhões, e até o final do ano, 46 milhões, até fevereiro seriam aproximadamente 100 milhões de doses? Essas 100 milhões já estão garantidas? Sobre a reunião que acontece com o ministro Pazuello, também, se o senhor pode atualizar alguma... A reunião já acabou por lá, então se tem alguma atualização vinda de Brasília. E eu tenho também uma pergunta para a Sinovac, a respeito do andamento da vacina aqui, se existe alguma tratativa com outros estados, para que a vacina chegue para outros estados aqui. E se solicitada, existe a capacidade da Sinovac produzir em parceria com o Butantã vacinas extras, além desses 100 milhões que já estão assegurados aqui, segundo o Governo de São Paulo?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, vamos por partes. São várias perguntas. Nós vamos começar com a Sinovac, pra facilitar um pouco mais o entendimento do Sr. Xing Han, para responder à sua pergunta, lembrando que o compromisso... Apenas para esclarecer. O compromisso da Sinovac com o Governo do Estado de São Paulo é para 60 milhões de doses da vacina, até fevereiro do próximo ano, sendo 5 milhões entregues já agora neste mês de outubro, 46 milhões de doses até 31 de dezembro, e o restante dessas doses, os outros 9 milhões, ao longo do período de janeiro e fevereiro. Total, 60 milhões de doses. Nós estamos sugerindo e em tratativas com o Ministério da Saúde, com o ministro Eduardo Pazuello, para que o Governo Brasileiro compre mais 40 milhões de doses da vacina, adicionalmente &agrave ;quelas que já serão oferecidas aos brasileiros de São Paulo, com o apoio do Ministério da Saúde, para os brasileiros de outras regiões do país. Desejosos que estamos de que todos os brasileiros possam ser vacinados ao mesmo tempo, no mesmo período, em todo o Brasil, com a vacina Coronavac, com a vacina de Oxford e, provavelmente, essa é uma decisão do Ministério da Saúde, por isso que eu classifico aqui provavelmente com mais uma ou duas vacinas, o que permitirá a vacinação de todos os brasileiros dentro de um mesmo período. Então, agora sim, vamos ao Sr. Xing Han para a resposta dele.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC: [Pronunciamento em outro idioma].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Exatamente igual a gente combinou com o Dr. Dimas sobre esses números, nós vamos fazer até outubro de 5 milhões e depois a gente vai fazer o máximo possível para atingir, no final de fevereiro, de 60 milhões de doses.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então, confirmando... Diga, Tainá. Perdão? Ah, não, vou responder. Tem a pergunta também do ministro Pazuello. Vou responder.

REPÓRTER: A reunião já terminou do nosso secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, assim como o nosso secretário especial de governo em Brasília, Antonio Imbassahy, com o ministro Eduardo Pazuello, com o secretário Cascavel e com outros membros do Ministério da Saúde. A informação é positiva. A primeira parte da liberação do recurso solicitado pelo Governo de São Paulo foi autorizada, foi liberado pelo ministro, para a vacina do Butantã, no valor total de R$ 80 milhões, para a Fundação Instituto Butantã. É uma primeira parte destes recursos. Quero aproveitar aqui, acabei de receber a informação aqui online do secretário da Saúde e do secretário Antonio Imbassahy, quase que em conjunto com a sua pergunta, Tainá. Portanto, a pergunta e a resposta vieram quase que simultaneamente. Aprov eito aqui para agradecer ao ministro Eduardo Pazuello e toda a sua equipe, pela postura republicana, técnica e correta de enxergar a vacina do Instituto Butantã com a Sinovac como uma das vacinas necessárias ao povo brasileiro, e por ter uma visão que não é vinculadamente a nenhuma questão partidária, política ou ideológica, como deve ser. Então, está de parabéns mais uma vez, aliás, o ministro da Saúde, pela postura correta. Nós temos que defender a vida e a saúde dos brasileiros. Questões políticas não devem ser colocadas à frente da questão da vida e da saúde. Tainá, obrigado pelas perguntas, e acabou de receber uma resposta, você e todos, exclusiva, porque acabei de receber a informação aqui no meu celular.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos agora à TV Record, com Camila Buznelo (F). Camila, obrigado por estar aqui conosco. Acho que é a primeira vez que eu vejo você aqui na coletiva. Bem-vinda, portanto. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigada, governador. Eu queria saber o seguinte: como vocês pretendem fazer essa distribuição de vacinas, já que não pode ter distinção de classe social, já que já está chegando, e a gente já tem uma data para que elas sejam aplicadas? E a segunda pergunta é em relação à eficácia. Eu queria insistir nesse assunto, queria saber na China quanto tempo dura esse estudo, né, a gente tem muito menos pessoas vacinadas aqui em São Paulo, então na China já são mais de 50 mil vacinados, se já tem algum indício de quanto tempo seja essa eficácia da vacina, porque especialistas levantam essa questão, né, de ninguém sabe ao certo quanto tempo ela fica ativa no corpo. E a terceira é o seguinte, o Rio de Janeiro já liberou os cinemas, já deu uma data, outubro. S&at ilde;o Paulo trabalha com alguma coisa nesse sentido?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Camila, obrigado. A Camila veio recheada, a primeira participação, mas também veio engatilhada aqui com várias perguntas. No tema do cinema, entretenimento, vai responder a Patrícia Ellen daqui a pouquinho a sua questão. Em relação à aplicação da vacina, eu vou pedir ao secretário executivo de saúde, Eduardo Ribeiro, Eduardo tem uma enorme experiência na área de imunização, ele foi secretário também aqui do Governo do estado de São Paulo, nessa área de saúde com o Dr. David Uip, portanto, com enorme experiência em imunização e em ações de infectologia. Então, passo a palavra a você, Eduardo, pra responder a jornalista Camila Busnello da TV Record.

EDUARDO AMORIM, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Camila. Obrigado pela pergunta. Como bem enfatizou o governador, o intuito primordial do Governo do estado de São Paulo com essa iniciativa é imunizar não só todos os brasileiros de São Paulo, mas também favorecer essa ação pra todos os brasileiros do Brasil. Existe uma ordenação racional na priorização da vacinação que se dá por meio da priorização dos grupos de risco. Então serão elencados os principais grupos de riscos, dentre eles, por óbvio, profissionais de saúde, idosos com comorbidades e outras categorias que vão sendo ao longo do tempo e do cronograma priorizados pro início da vacinação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Eduardo. Então, primeira pergunta, das três perguntas da Camila, respondida. Sobre eficácia começamos com Dimas Covas. Você sabe que o Dr. Dimas é um especialista em vacinas, um dos maiores especialistas no Brasil nesta área e no estudo específico também nessa terceira fase de testagem. E depois vamos ouvir, obviamente, o Sr. Xing Han, da Sinovac. Dimas.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Camila, com relação à eficácia. A eficácia ela demonstra qual o percentual da população será protegida. Portanto, nós dependemos da finalização do estudo de fase três. É esse estudo que vai determinar, né? É um estudo controlado, então tem um grupo que recebe a vacina, tem um grupo que não recebe a vacina. E pra que a eficácia seja demonstrada num primeiro momento, a primeira possibilidade de abertura desses resultados é quando ocorrer entre os 9 mil vacinados, 154 casos de infecção. Então como eu disse, esses números são de controle, né, da organização que olha pro estudo, né, nós não sabemos esses valores. Mas a hora que atingir 154 casos na corte, pode ser feita a primeira análise de eficácia. E a&iacut e; o que se espera é que o grupo que tenha sido vacinado tenha sido protegido da infecção em relação ao grupo controle. Quando é que esses números poderão aparecer? A partir de 15 de outubro, 15 de outubro nós teremos terminado o esquema vacinal e a partir daí os dados serão analisados à medida que as pessoas vão reportando, vão voltando aos centros clínicos. Então, é isso que é mais ou menos o esquema, né? Então, a partir de 15 de outubro isso pode aparecer a qualquer momento. Ok?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Agora sim, vamos ao Sr. Xing Han da Sinovac.

XING HAN, REPRESENTANTE DA SINOVAC (POR INTÉRPRETE): Essa pergunta é muito profissional e também é bom pra responder. A duração de vacina precisa pra análise clínica com um tempo para saber quanto tempo de duração. Porque essa pandemia começou esse ano, né, nós começamos em julho esse teste de fase três de vacina, então nós não temos ainda dados para dizer quanto tempo de duração. Mas como eu já te falei, essa tecnologia usando pra vacina é uma tecnologia já é muito tradicionalmente usada com muito tempo. Pelo menos, pelas outras vacinas nós vimos com mesma tecnologia essa vacina consegue durar mais tempo. Acreditamos com a mesma tecnologia nós desenvolvemos essa Coronavac ter mesma duração como outra vacina.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então, segunda pergunta da Camila Busnello da TV Record está respondida. Vamos agora ao tema de entretenimento, do cinema que você formulou a pergunta. Quem responde é a Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia de São Paulo.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Eu queria lembrar que cinemas e teatros, pelo protocolo do estado de São Paulo já estão permitidos a funcionar seguindo protocolos específicos desde o final de julho nas regiões que entraram na fase amarela e permaneceram nessa fase, a partir da quarta semana nessa fase. Então o município de São Paulo tem essa autorização também. Mas cada município, respeitando aqui o modelo que nós estamos adotando no Plano São Paulo, tem autonomia pra fazer a gestão e a pactuação da implementação desses protocolos. Especificamente no município de São Paulo, a informação mais recente, estava em contato aqui também com o secretário Sérgio S á Leitão, que haverá um evento agora, amanhã, nessa quinta-feira, exatamente pra apresentação dos protocolos e detalhe de como vai ser o faseamento. Na regra atual, a prefeitura estava seguindo o modelo de iniciar gradualmente essa reabertura a partir da fase verde, mas amanhã haverá mais detalhes tanto do planejamento das datas como, como vai ser o modelo de protocolo adotado pelo município de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Patrícia Ellen. Obrigado, Camila, pelas perguntas. Bem-vinda. Volte sempre. Vamos agora a uma pergunta on-line de um correspondente internacional da Rádio Monte Carlo, de Monte Carlo, que é o Carlo Cauti. Carlo, bem-vindo à nossa coletiva. Você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

CARLO CAUTI, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Acabei de voltar da Europa e lá os casos estão subindo muito rapidamente. A Europa teve um momento de estabilidade nos contágios, nos casos, mais ou menos parecido ao que a gente viu nos dados aqui em São Paulo. Alguns países já estão pensando em fazer novos lockdowns, alguns já estão fazendo lockdowns, por exemplo, o Reino Unido e amplas regiões, a capital da Espanha, Madri, né, alguns bairros na cidade. Alguns países, como, por exemplo, Israel, no Mediterrâneo já decretaram lockdown no país inteiro. Então minha pergunta é: Caso o estado de São Paulo verifique novos picos de contágio, aumento do contágio, está se cogitando decretar lockdown em algumas regiões ou no estado inteiro?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carlo, vou dividir a resposta com João Gabbardo e o José Medina, mas eu começo a responder a sua pergunta, uma pergunta interessante dada a circunstância daquilo que ocorre nesse momento especificamente na Espanha e na Grã-Bretanha conforme você mencionou. Nós temos aqui o Plano São Paulo exatamente para evitar o lockdown. O Plano São Paulo foi construído em etapas, em fases, um projeto muito elogiado, inclusive, fora do Brasil, exatamente porque ele estabelece a hete... ele sendo heterogêneo ele estabelece uma avaliação criteriosa por região, por cidade. Pode evoluir e pode regredir, mas não vemos aqui necessidade de considerarmos o lockdown que já foi um protocolo disponível no passado, no início da pandemia. Neste momento, nós não vemos essa perspectiva dada as circunstâncias de controle que nos encontramos aqui no estado de São Paulo. Mas quem comanda este processo são os médicos, são os cientistas, e por isso eu passo a palavra a eles, começando pelo João Gabbardo, nosso coordenador executivo do Comitê de Saúde, e na sequência, ao Medina, ao José Medina.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos que acompanham a coletiva, em especial o jornalista Carlo Cauti. O que você está relatando na Europa, e nós estamos acompanhando aqui do Brasil é um número, um aumento do número de casos confirmados em alguns países, mas que não estão associados a um aumento do número de casos de pessoas com maior gravidade, de pessoas que precisam internar em leitos de terapia intensiva, ou associado ao aumento do número de óbitos. Esse aumento no número de casos confirmados tem ocorrido numa população mais jovem, que tem saído mais, que tem flexibilizado mais, reduzindo a sua, o distanciamento social, e também porque se testa hoje mais do que se testava anteriormente. Esses países que estão tomando essas medidas, o Reino Uni do, com restrições de algumas áreas, a Espanha, determinados bairros de Madri, e Israel fazendo um lockdown em todo o país, eles, diferente do que tem previsto no Plano São Paulo, em que a diferença da quarentena pro lockdown. O lockdown existe o envolvimento da autoridade policial, inclusive com estabelecimento de multas. Essas pessoas, elas só ficam autorizadas a sair do seu bairro, no caso da Espanha, pra trabalhar, para ir à escola, levar o filho à escola, ou para atendimento médico. Se não houver essas condições, as pessoas são multadas. Hoje a multa em Madri é de 600 euros pra quem não cumprir com essas recomendações do lockdown. O cenário epidemiológico de São Paulo, ele não apresenta indicadores que justifiquem pensar nessa possibilidade. Nós estamos há cinco semanas, nós vínhamos reduzin do o número de óbitos. Na semana passada tivemos uma interrupção nessa queda, houve um pequeno aumento, mas já nesses primeiros quatro dias desta semana, semana epidemiológica de nº 39, nós já estamos com 18% de redução de óbitos quando comparado com o mesmo período de domingo a quarta-feira da semana passada. Então, o estado de São Paulo encontra-se numa fase de flexibilização, todo o estado está numa fase amarela, e os indicadores que nós temos, Carlo, nos projetam uma possibilidade muito maior de nós progredirmos pra uma fase verde do que nós regredirmos pra uma fase vermelha e que só os serviços essenciais possam funcionar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Gabbardo. Vamos agora, na mesma pergunta do Carlo Cauti, com José Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, Carlo. Não existe nenhuma expectativa de estabelecer lockdown na cidade de São Paulo ou no estado de São Paulo, mesmo no início da pandemia, como eu falei uma vez, o mapa do estado de São Paulo parecia um mosaico de duas cores entre laranja e vermelho, o Plano São Paulo deu conta de fazer a gestão da progressão da pandemia, e hoje o estado de São Paulo está todo na fase amarela. Agora, chama bastante atenção o que está acontecendo na França, o que está acontecendo na Europa, como o Dr. Gabbardo mencionou, o número de casos é muito grande, mas a letalidade é dez vezes menor do que a letalidade que aconteceu no primeiro... no primeiro pico em função da faixa etária das pessoas que estão sendo feito o diagnóstico agora, e do maior número de testes que são realizados. Mas a principal... a principal medida na França foi obrigar o uso de máscara, que nós já fazemos aqui. A principal medida de Madri é regionalizar os cuidados que aqui no Plano São Paulo já faz. E a principal medida, uma das principais medidas do Reino Unido, é além de todos eles recomendarem... recomendarem a não aglomeração, né, no Reino Unido foi fechado os bares e restaurantes às 10h da noite. Israel é um pouco diferente, Israel tem uma população de 9 milhões de habitantes, está tendo... é o país do mundo que tem o maior número de casos por cem mil habitantes, a maior incidência de casos por cem mil habitantes com uma letalidade inferior a 1%. E o lockdown determinado em Israel nessas próximas três semanas está relacionado aos tr&ecir c;s principais feriados de Israel. É para evitar que esse número cresça em uma proporção que possa saturar o atendimento de saúde do local. Então não existe essa ideia, não existe essa possibilidade, ou a não ser que aconteça algum desastre, isso não deve acontecer, o lockdown não deve ser instituído no estado de São Paulo, como não foi até agora.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Patrícia Ellen, eu, às vezes, tenho a mesma dificuldade que tenho, às vezes, para entender o Henrique Meirelles, eu tenho para entender o Medina. Mas a gente vai fazendo a tradução simultânea na tecla de tradução simultânea com o Medina. Carla, [Ininteligível], obrigado pela sua participação aqui. Vamos agora ao Fábio Diamante, do SBT, na sequência a TV Cultura, Rede TV e Jovem Pan. Fábio. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria fazer uma pergunta para o comitê, relacionado à situação dos números que a gente tem visto nos últimos dias, não só a São Paulo, mas em relação ao país. Essa tendência de queda que de fato a gente via acontecer de maneira muito permanente, muito consistente, ela de alguma forma se interrompeu. Santos mais do que dobrou o número de mortos em Santos, nos últimos sete dias. São Paulo teve aquela queda na semana passada, segunda-feira, agora melhorou um pouco, Rio com aumento, Distrito Federal com aumento, são sete estados no país com alta de mortes. Queria saber o que está acontecendo. E se os senhores estão vendo esses números com algum grau de preocupação, já que ainda não haja queda, que a tendência se man tenha, não haja aumento, até decidir queda ainda se mantenha. A gente percebe de maneira clara uma mudança no panorama dos números. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio Diamante. Eu vou pedir ao Medina para responder, com a complementação da Patrícia Ellen, ou do Gabbardo, como preferir, ou de ambos também. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então, obrigado, mais uma vez pela pergunta. Nós estamos preocupados com os dados, da mesma forma como você mencionou, e nós estamos acompanhando esses dados, e depois vamos identificar quais são os fatores que determinaram esse crescimento. Alguma parte desse crescimento pode estar relacionado ao feriado prolongado de 15 dias atrás, isso ainda não está definido. O Doutor Gabbardo tem esses números de maneira mais clara do que eu.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Fábio, efetivamente na semana passada, semana 38, nós tivemos, assim como ocorreu em São Paulo o aumento de casos, nós tivemos um aumento de caos no país. Até porque, São Paulo tem um impacto muito importante no resultado final em função dos 40 milhões de habitantes. Na semana passada nós tivemos no país um aumento na ordem de 6% no número de óbitos, mas assim como em São Paulo, essa semana no Brasil inteiro nós temos uma regressão nesse número de óbitos. Nós comparando os três primeiros dias, porque eu não tenho ainda o número do Brasil de hoje, de quarta-feira, mas até ontem, até terça, domingo, segunda e terça-feira, o país apresenta uma redução de 18% no número de &oacu te;bitos. São Paulo apresenta uma redução de 17%, e o país apresenta uma redução de 18%. Então eu tenho a sensação e a impressão que nós temos é que houve efetivamente uma interrupção nessa queda no número de óbitos na semana passada, e isso foi um evento que não deve estar se repetindo nos próximos dias. Continuamos em uma curva de redução do número de internações, do número de pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva, em redução no número de óbitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Gabbardo. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Corroborando com o Gabbardo, Fábio, os dados que nós temos do plano São Paulo atualizado, dos últimos sete dias, confirmam a mesma tendência no estado como um todo. Mantemos uma queda no número de internações já por oito semanas, essa é a nona, nós temos agora uma queda registrada de 6% na média de internações, e de 15% no número de óbitos. Nos dados a Baixada não foi uma semana atípica, a Baixada atipicamente ela tem tido essa variação no número de óbitos, nós temos trabalhado com eles, tem uma questão inclusive do perfil da população que é mais idosa. Mas como referência mesmo na região da Baixada tiveram uma queda de internações em 25%. Então tem uma questão específica de modalidade na região que nós temos atuado tipicamente com eles, mas não a tendência geral no estado. Como um contraponto também no município de São Paulo, nós voltamos a ter reduções bastante expressivas, o número de óbitos caiu 23%, e o número de internações caiu 10% na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Gabbardo. Obrigado, Medina. E obrigado, Fábio Diamante, do SBT. Nós vamos agora à Maria Manso, da TV Cultura. Antes, porém, queria agradecer a presença aqui entre nós, do secretário João Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. Maria Manso, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu tenho três perguntas, eu sei que a informação sobre os R$ 80 milhões do Ministério da Saúde acabou de chegar, mas essa verba nova muda os planos de que maneira, aonde vai ser aplicado esse dinheiro? As 46 milhões de doses até dezembro continuam sendo prioritariamente para quem mora em São Paulo? Ou essa verba muda alguma coisa? Em relação à informação sobre os estádios, o comitê deu como um dos argumentos que um espetáculo como esse do futebol juntaria pessoas de diferentes regiões da cidade, o que poderia provocar um aumento de contágio. Mas essa informação também não se aplica também, por exemplo, aos cinemas, que junta pessoas de diferentes regiões da cidade? Por que então liberar os cinemas, não usar esse mesmo critério que es tá sendo usado para os estádios? E por fim, para a Sinovac, eu queria perguntar para o doutor Han, não sei, doutor ou senhor Han, se ele já tomou a Coronavac, e caso afirmativo, qual é a sensação de já estar imunizado durante uma pandemia? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Manso veio com a corda toda hoje, hein, Maria? Você não tomou a vacina, mas tomou um aditivozinho para vir hoje à coletiva. A primeira pergunta eu mesmo posso responder. Em relação, houve também essa questão feita por outra jornalista aqui presente. Os R$ 80 milhões do Ministério da Saúde, questão foram confirmados hoje de maneira acertada, repito, pelo ministro Eduardo Pazuello, pelo secretário Cascavel, portanto, pelo Ministério da Saúde, são exclusivamente para a nova fábrica de vacina do Instituto Butantã, fábrica que está sendo implantada, nós já falamos sobre ela aqui com investimento privado, e agora também com a participação do Governo Federal e do Ministério da Saúde, onde por este ato eu renovo o agradecim ento e elogio a postura do Ministério da Saúde, conforme já mencionei aqui, Maria, uma visão republicana, técnica e correta. Então esses R$ 80 milhões são exclusivamente para a nova fábrica da vacina do Butantã. A nova fábrica da vacina Coronavac, do Butantã, a vacina contra a COVID-19. Sobre isso, depois se o Dimas quiser, ele pode complementar. Em relação à futebol e cinema, eu queria antes de passar para o Medina, para responder, dizer que você está muito otimista, comparar o público de um cinema com um público de estádio de futebol, ou você gosta muito do cinema ou gosta muito do futebol. Mas quem vai responder sobre isso é a ciência, é a medicina, é o doutor José Medina. Peguei você, Medina?

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então, obrigado, Maria Manso, mais uma vez, pela pergunta. E sobre o argumento do futebol, porque o futebol não pode ter público e as outras atividades tem. A gestão de qualquer plano, tanto de restrição como de retomada, ela é gradativa. Então sempre tem o balanço entre o risco e o impacto daquela ação. No início, quando algumas atividades foram preservadas, por exemplo, trabalhadores da área da saúde, o risco desses trabalhadores é muito elevado, de contágio, mas o impacto deles pararem de trabalhar é pior ainda, porque ninguém deixa de ser atendido. Então foi mantido o atendimento na saúde, embora o risco aos trabalhadores de saúde é muito grande. Daí para frente foi liberando as ações em função do risco e do benefício que podia trazer em termos de saúde, e do impacto também na área econômica. Então isso é feito de maneira gradativa e escalonada. Por exemplo, o risco maior de adquirir, de contágio do Coronavírus, está relacionado às atividades do lazer da madrugada. Então esse seguramente vai ser o último a ser liberado. E no Reino Unido ele está sendo o primeiro a ser restrito agora. Então existe uma análise, nem sempre ela é absolutamente matemática, ela é mais dentro daquilo que nós consideramos dentro do senso comum, que o risco de uma plateia de 30 mil pessoas ou 100 mil pessoas em um estádio de futebol, vindo de regiões geográficas distintas, e com o comportamento que nós normalmente temos no futebol, ela tem um risco maior do que no cinema e em outras atividades. Então ela tem que ser uma libera&ccedi l;ão escalonada, porque se esse argumento for utilizado sempre, tem que fechar tudo quando o risco é muito grande, e quando esse risco diminui tem que abrir tudo de uma vez, por isso que tem um escalonamento tanto para fechar, como para abrir.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Medina. Agora vamos ouvir o senhor Xing Han, que é diretor do Laboratório Sinovac aqui na América do Sul, sobre a pergunta feita pela jornalista Maria Manso, se ele já tomou a vacina Coronavírus. Senhor Han.

XING HAN, DIRETOR DO LABORATÓRIO SINOVAC AQUI NA AMÉRICA DO SUL: Sim, eu tomei duas vacinas, uma dose primeira, e depois a segunda dose, tomei. É o mesmo teste de fase três feita agora, que está fazendo no Brasil, com a mesma dose, e eu tomei. Até agora eu não sinto nada depois de tomar a vacina, não tenho dor de cabeça, febre, absolutamente nada. Posso sinceramente te falar, depois que eu tomei essa vacina, chegou no Brasil e eu me sinto muito tranquilo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, muito obrigado ao senhor Xing Han, diretor da Sinovac para a América do Sul. Obrigado, Maria Manso, pelas suas perguntas. Antes de convidar a Carolina Riguengo, da Rede TV para a sua pergunta, estou olhando aqui os sites com as notícias publicadas agora dessa coletiva, queria só fazer uma observação ao bom jornalista Felipe Resk, do Jornal Estado de São Paulo, Felipe, uma pequena correção aqui na manchete da sua matéria, onde você fala que: "São Paulo terá 46 milhões de doses da vacina até fevereiro de 2021". Corrigindo, são 60 milhões de doses até fevereiro de 2021. O restante a matéria absolutamente impecável com relação aos dados que foram aqui fornecidos. Vamos agora então a você, Carolina Riguengo, da Rede TV. Boa tar de, obrigado pela sua presença.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Minha primeira pergunta é se existe a possibilidade de o estado de São Paulo distribuir primeiro a vacina do que o Ministério da Saúde? E duas questões queria retomar, que não ficaram claras. A primeira é a respeito do público nos estádios, é só na fase azul que é quando há uma liberação maior que o pessoal vai poder voltar a assistir o futebol? E também esse resultado apresentado hoje da fase três da vacina, ela é na China? Eu fiquei na dúvida. Vocês podem responder para a gente, por favor. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. São três perguntas, a primeira eu responderei, a segunda o Medina, a terceira, o Dimas, que assim já preparamos todas as respostas. O nosso desejo, Carolina, é que a vacina seja distribuída pelo Ministério da Saúde, é isso que nós temos dialogado com o ministro Eduardo Pazuello. E eu espero que assim seja, entendo que o sistema SUS funciona muito bem, é um sistema exemplar, no Brasil, e aliás, uma referência mundial. E o nosso desejo é de que a vacina possa ser adquirida pelo Ministério da Saúde, distribuída aos estados, incluindo aí evidentemente São Paulo, para aplicação a todos os brasileiros. E é assim que nós esperamos que isso aconteça. Evidentemente temos a circunstância de estarmos aqui protegendo os brasileir os de São Paulo, por isso a nossa garantia ao laboratório Sinovac, de que nós compraremos, caso o Ministério da Saúde por circunstância não possa fazê-lo, nós garantiremos 60 milhões de doses para São Paulo. O pedido, e até boa a sua pergunta, para esclarecer que a medida completa são 100 milhões de doses, 60 milhões até fevereiro, na sequência, mais 40 milhões, totalizando 100 milhões de doses da vacina Coronavac. Se houver aprovação do Ministério da Saúde assim será, isso não tem nada a ver com os R$ 80 milhões de investimento na fábrica do Butantã que nós mencionamos agora pouco, esse é um outro recurso cuja a negociação está sendo feita e conduzida com o próprio ministro Eduardo Pazuello, ministro da Saúde. E é o que nó s desejamos e esperamos. Conforme já disse aqui, mais de uma vez, entendo que o Brasil não tem cidadãos de primeira classe e cidadãos de segunda classe, todos são brasileiros, os de São Paulo, os do Nordeste, os do Sul, só Centro-Oeste, do Norte, de qualquer parte, ricos ou pobres, homens ou mulheres, nós temos que vacinar todos os brasileiros que precisam ser vacinas. Essa é a nossa posição. Sobre o futebol, Medina, você pode responder à pergunta da Carolina, e na sequência o Dimas, sobre a terceira fase da testagem na China.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Carolina. Em relação à pergunta do futebol, essa decisão, essa recomendação do comitê ela se aplica dentro do cenário atual, tanto a fase amarela como a fase azul. Tanto faz a fase amarela, como a fase verde. Seguindo essa recomendação, a não ser que tenha alguma mudança no comportamento da pandemia, ou que o plano seja recalibrado, o público no futebol deve ser liberado somente na fase azul.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, Medina. E a terceira pergunta da Carolina, responde Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Carolina, as fases três do teste da vacina estão sendo realizadas no Brasil, com os números que eu mostrei, e vai se iniciar na Turquia. O uso na China já é um uso rotineiro, é um uso emergencial que incluiu esses 50 mil voluntários. Principalmente profissionais de saúde, profissionais que tem relação com o comércio exterior, o pessoal das embaixadas que tem que se deslocar. E o pessoal de segurança do CDC, que o correspondente é a ANVISA chinesa. E no caso lá, os funcionários da Sinovac foram todos vacinados. Então já é um uso autorizado pelo governo chinês dentro dessa característica de uso emergencial, e continuará sendo feito, e continuará a produzir resultados de segurança, os resultados de eficácia somente serão conhecidos com o término d a fase três de estudo. Como eu disse, aqui no Brasil, e agora se iniciando lá na Turquia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Carolina, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora à última intervenção de hoje, é a da Rádio Jovem Pan, aquela que é TV e Rádio, com o polivalente repórter Daniel Lian. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIEL LIAN, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, todos. A minha pergunta é em relação ao futebol, pelo o que foi traçado aqui, o cenário até pelo centro de contingência, poderíamos dizer que está praticamente descartada a volta de público para esse ano, e que só ocorreria em 2021? E até mesmo se o governo trabalha com a hipótese de que essa volta ocorra somente a partir da distribuição da vacina? E sobre a vacina, eu gostaria de saber se há um cronograma já detalhado, um pouco mais detalhado? Os senhores citaram que o primeiro grupo a ser atendido será o de profissionais da saúde. E como é que será o escalonamento posterior, até que atinja toda a população, camada de idosos, como é que será essa projeção? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniel Lian. A primeira pergunta sobre a volta da torcida aos estádios, aqui quem responde não é o governo, é a medicina, é o centro de contingência de COVID-19, o comitê de saúde, então passo a palavra ao José Medina, que é o coordenador deste grupo E a sua segunda pergunta vou pedir ao João Gabbardo, coordenador executivo, perdão, deste mesmo comitê da saúde, a resposta. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então, a liberação do público nos estádios ela vai depender da evolução da pandemia, ou de alguma nova recalibração que permita, em função da evolução da pandemia, que ela possa ser liberada antes da vacina. Nós não temos ainda essa definição, porque é impossível ter essa definição baseado naquilo que está acontecendo em outros países. Nós estamos observando o que vem acontecendo na Europa, as restrições que eles estão colocando na Europa, e essa decisão ela vai ser tomada de acordo com a dinâmica da pandemia, e de acordo com a dinâmica do comportamento da população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Sobre o tema da imunização, vou pedir a resposta do Gabbardo, mas com a participação também do Eduardo Ribeiro, secretário executivo de saúde do estado de São Paulo. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: O Ministério da Saúde sempre estabelece esse conjunto de prioridades discutindo com o comitê nacional, em que há representação de todos os estados, não é uma decisão isolada do Ministério da Saúde, ela é discutida com os representantes, com as secretarias estaduais de saúde. E são duas variáveis que devem ser consideradas, uma, a disponibilidade da vacina, quantidade de vacina disponível. E segundo, de acordo com as evidências científicas e com as comprovações que nós temos quais são os públicos, quais são os grupos que são mais beneficiados com a utilização dessas vacinas. Então normalmente são essas duas variáveis que tem que ser consideradas, quem é que deve ser priorizad o, e qual é a disponibilidade que nós temos de vacina. Sem nenhuma dúvida o grupo da saúde sempre fica como a prioridade máxima, porque são as pessoas que vão estar em contato diretamente com os possíveis doentes, e eles podem ser vetores importantes de transmissão da doença, e também porque como aconteceu na Europa, a redução do número de profissionais da área da saúde é extremamente prejudicial para a continuidade da assistência. O segundo grupo a ser priorizado, levando em consideração as outras doenças que são também transmitidas da mesma forma que o Coronavírus, são os pacientes idosos e os pacientes com doenças crônicas, comorbidades. Aí depois disso, de acordo com a disponibilidade vai se ampliando para o pessoal da área da segurança, para o pessoal da &aacu te;rea da educação, populações indígenas, sempre são consideradas, porque eles têm uma dificuldade, uma redução na sua imunidade frente a esses vírus. Então os grupos prioritários são estabelecidos em uma discussão entre Ministério da Saúde e secretarias estaduais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado. Antes de passar, Gabbardo, a palavra ao Eduardo, Daniel Lian, nós vamos acrescentar também tripulações da aviação comercial, dos aviões de São Paulo, o maior centro distribuidor de voos da América Latina, tem dois dos três maiores aeroportos do país, aeroporto de Guarulhos, aeroporto de Congonhas. Tem o terceiro dos quatro maiores, que é o aeroporto de Viracopos. E nós também vamos imunizar as tripulações dos aviões que servem o estado de São Paulo. Então agora a palavra para o nosso secretário executivo da saúde, Eduardo Ribeiro.

EDUARDO RIBEIRO SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SAÚDE: Obrigado, governador. Complementando as palavras do Gabbardo, os grupos de risco que são definidos para a priorização do cronograma de aplicação das vacinas, eles têm como principal objetivo poder propiciar aqueles pacientes que se infectados correm mais risco de desenvolver formas graves da doença, que eles possam ter uma imunização mais precoce. Isso é definido sempre, via de regra, com grupos técnicos de especialistas que priorizam com clareza os grupos de maior vulnerabilidade. E eu gostaria de aproveitar, governador, só para reiterar, que o Instituto Butantã é um parceiro tradicional do Ministério da Saúde, fornecedor de um grande contingente de vacinas, há muitos anos, e o desejo do governo do estado de São Paulo é que a nossa parceria, Butantã, Sinovac, possa oferecer a o Ministério da Saúde mais uma excelente opção de imunização, para que prioritariamente todos os brasileiros do Brasil sejam imunizados. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Eduardo, pela resposta. Agora sim, concluímos, Daniel Lian. Obrigado pelas perguntas, também. Grato pela presença de todos os jornalistas que aqui vieram, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos. Os que nos acompanharam online, nas suas redações ou nas suas casas. você que nos acompanhou como cidadão, como cidadã, nas imagens diretas da TV Cultura, aqui dessa coletiva de imprensa. Desejo a todos uma boa tarde. Por favor, lembre, ao sair de casa ou do seu escritório, ou do seu ambiente de trabalho, lembre de colocar a sua máscara. Faça o distanciamento social de 1,5 metros ao sair, para outra ou outras pessoas. Use álcool em gel, lave as suas mãos e faça a sua oração. Muito obrigado. Boa tarde, até sexta-feira.