Coletiva - Com melhora de índices, dez regiões progridem de fase no Plano SP 20210502

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Coletiva - Com melhora de índices, dez regiões progridem de fase no Plano SP 20210502

Local: [[Capital] - Data: Fevereiro 05/02/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado pela presença, aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, obrigado aos jornalistas que estão não acompanhando à distância, virtualmente, obrigado aos que nos acompanham também pelas emissoras que nesse momento transmitem ao vivo essa coletiva aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Essa é a coletiva de nº 172 tratando do tema COVID-19. Da coletiva de hoje participam Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã; Paulo Meneses, coordenador do centro de contingência de COVID-19; João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde; E Regiane de Paula, coordenadora geral do programa estadual de imunização em São Paulo. Quatro informações hoje, Piauí, uma boa notícia, a primeira notícia é uma boa notícia, o governo de São Paulo entrega hoje mais 1,100 milhão de doses da vacina do Butantã, para o Ministério da Saúde, vamos entregar agora à tarde mais um lote de 1,100 milhão de doses da vacina do Butantã para a distribuição em todo o Brasil. Com isso, aumentamos ainda mais a participação da vacina do Butantã do Programa Nacional de Imunizações. Ainda sem este lote, nove de cada dez vacinas que são imunizadas, que são oferecidas hoje na imunização dos brasileiros, provém do Instituto Butantã. Repito, nove em cada dez vacinas contra COVID-19, que são aplicadas no Brasil, são vacinas de São Paulo, do Instituto Butantã, para ajudar a salvar milhões de brasileiros. Deste total de 1,100 milhão de doses, 248 mil doses ficarão em São Paulo, obedecendo rigorosamente o princípio de proporcionalidade do Programa Nacional de Imunizações. Com esse novo lote o Instituto Butantã entrega um total de 9,800 milhões de doses de vacinas para o Ministério da Saúde, para o Programa Nacional de Imunizações. Vamos agora ver ao vivo imagens do embarque dessas vacinas na logística do Butantã, para o Ministério da Saúde, já temos aqui em tela, e daqui a pouco o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, falará a esse respeito. Vocês estão vendo aí imagens agora na sede do Instituto Butantã, esses caminhões são climatizados, são checados, e aí está a carga da vacina do Butantã sendo embarcada, e esses caminhões climatizados vão fazer a entrega dessas vacinas no centro de logística do Ministério da Saúde em São Paulo. Vocês estão vendo agora são cenas do centro de distribuição do Instituto Butantã, levando a vacina do Brasil, a vacina do Butantã, para o Ministério da Saúde, para contribuir mais uma vez no Programa Nacional de Imunizações, para o atendimento de brasileiros em todo o país. Podemos agora cortar o link, obrigado. Segunda informação de hoje, plano São Paulo, anunciamos hoje a vigésima primeira classificação do plano São Paulo, com a queda do número de internações hospitalares pela terceira semana consecutiva, e abertura de novos leitos em hospitais, nove regiões do estado de São Paulo avançam para fases menos restritivas do plano São Paulo. Apenas uma região do estado regrediu. Paulo Meneses e João Gabbardo, médicos do centro de contingência do COVID-19, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, falarão a esse respeito. Terceira informação, não é uma informação, é uma denúncia. Quero aqui chamar a atenção dos jornalistas que estão presentes aqui no Palácio dos Bandeirantes, e também os que nos acompanham à distância, o Ministério da Saúde desabilitou 3.258 leitos de UTI/COVID-19 em São Paulo. Volto a repetir, o Ministério da Saúde, em plena pandemia, em uma das fases mais difíceis da segunda onda da pandemia, desabilitou 3.258 leitos de UTI em São Paulo. Apesar do agravamento da pandemia de Coronavírus, houve uma drástica redução de leitos de UTI exclusivos para o tratamento de pacientes da COVID-19, financiados pelo Ministério da Saúde. O SUS é uma conquista do Brasil, o SUS é uma conquista de todos os brasileiros. O Ministério da Saúde quebra o pacto federativo ao impor à São Paulo a desabilitação de 3.258 leitos, e estabelece claramente um viés político no comportamento do Ministério da Saúde, no enfrentamento de uma crise gravíssima de saúde como essa. Mais detalhes serão oferecidos a vocês pelo secretário da Saúde do estado de São Paulo, que integra inclusive o CONASS - Conselho Nacional dos Secretários da Saúde, e falará a esse respeito. E temos informações que em outros estados também. O viés político está sendo aplicado pelo Ministério da Saúde desabilitando leitos de UTI para outros governos estaduais. É gravíssimo isso que estamos aqui denunciando nesse momento! É avançar dentro de uma política de ordem ideológica, partidária, no tema da saúde, mais do que aquilo de errado e condenável que já se fez pelo Ministério da Saúde. E nós utilizaremos todos os canais se mantiver essa decisão, quero já antecipar aqui, vamos judicializar, vamos ao Supremo Tribunal Federal, e essa sumula do Supremo Tribunal Federal, se for favorável à São Paulo, vai ser favorável também a todos os demais estados brasileiros. Um absurdo virar as costas para aqueles que precisam de Unidades de Terapia Intensiva, por uma razão política e ideológica! O Brasil precisa de saúde, o Brasil precisa da ciência, o Brasil nesse momento precisaria estar unido, deixando à parte visões ideológicas, e comportamentos condenáveis do Presidente Jair Bolsonaro e do seu Ministério da Saúde. Quarta informação de hoje, vacinação, aqui voltamos para a boa notícia, mais de 2 milhões de pessoas preencheram o pré-cadastro para vacinação em São Paulo. O preenchimento desse pré-cadastro no site denominado vacina já, economiza cerca de 90% do tempo da pessoa que vai se vacinar, e ajuda a evitar aglomerações nos locais de votação. Por que estamos chamando atenção nesse momento para o Vacina já? Porque isso vai permitir que a vacinação das pessoas com mais de 90 anos, e mais de 85 anos, possa ser mais rápida, mais planejada, e consequentemente mais segura para àquelas pessoas que podem ir aos locais de vacinação. Nós vamos exibir agora um rápido vídeo que mostra passo-a-passo como é o procedimento que facilita a vida das pessoas, e contribui para agilizar a vacinação, especialmente as pessoas idosas. E logo após nós teremos na rodada de apresentação a doutora Regiane de Paula, coordenadora do programa de imunização do estado de São Paulo. Aliás, doutora Regiane, se me permitir, na sua intervenção nós exibiremos o vídeo, acho que fica mais fácil, porque facilita a sua abordagem e a narrativa também. Seguindo a ordem dos temas que foram colocados aqui, começamos com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, falando sobre esse novo lote de mais 1,100 milhão de doses da vacina do Butantã entregues hoje ao Ministério da Saúde. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Boa tarde, governador. Entregamos hoje então para o estado de São Paulo, 248 mil doses, para o centro de distribuição do Ministério da Saúde, 852 mil doses. E com isso, nós integralizamos aí 9,8 milhões de doses já entregues. Teremos mais vacinas brevemente, com o lote que chegou essa semana, a partir do dia 23, pretendemos liberar 600 mil doses por dia. Semana que vem, no dia 10, chegarão mais 5.600 litros dessa partida inicial de 46 milhões, das quais ainda faltam 12 mil litros, em dois movimentos, o primeiro de 8 mil litros que aguardamos autorização, e o segundo de 4 mil litros, que também aguardamos a autorização para a exportação lá na China. E temos aí os 54 milhões, que também devem começar a chegar até março, mês a mês, até o total de 33.600 mil litros, com a última entrega em julho. Com isso, nós poderemos entregar esse total de 100 milhões de doses, completar as 100 milhões de doses até setembro desse ano. Essas remessas nesse momento estão acontecendo de uma forma muito rápida, existe aí um comprometimento tanto da Sinovac, como do governo chinês, para que isso seja feito em fluxo contínuo, nós não tenhamos mais problemas de abastecimento de matéria-prima. Então são essas as informações, governador. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Dimas Covas agora no segundo tema, Plano São Paulo. A 21ª classificação do Plano São Paulo, muito importante para a orientação de 46 milhões de brasileiros que vivem no Estado de São Paulo. Sobre isso, falarão, pela sequência, Dr. Paulo Menezes, Dr. João Gabardo, Patrícia Ellen e Marco Vinholi. Começando então com o nosso coordenador-geral do Centro de Contingência do Covid-19, Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. Primeiramente, eu quero dizer que o Centro de Contingência recebe com alívio essa mudança na trajetória dos indicadores, observada nas últimas semanas. As projeções que nós tínhamos no meio do mês de janeiro eram extremamente preocupantes e levaram a recomendações de aumento de restrições de atividades, que permitiram, ao longo dessas semanas, ter o efeito observado, principalmente na redução do indicador de novas internações por 100 mil habitantes. A reclassificação então, ela é feita de acordo com os critérios e algoritmos estabelecidos pelo Centro de Contingência, e permitem com que áreas que apresentaram melhoras mais significativas possam manter as suas atividades nos setores, conforme essa classificação. Eu queria chamar a atenção para o fato de que as regiões que estão hoje classificadas como fase amarela apresentam indicadores muito distintos das regiões que são classificadas como fase laranja, principalmente. Chegamos a observar, por exemplo, diferença de até três vezes em relação a número de casos novos e número de internações por 100 mil habitantes, entre regiões da fase amarela e regiões da fase laranja, o que mostra que os indicadores estão funcionando para essa classificação, e também mostra a necessidade de nós continuarmos trabalhando com muita atenção, com muita responsabilidade, que o vírus ainda circula de forma intensa, especialmente nas regiões classificadas como laranja, e é preciso que todos continuem mantendo as ações para reduzir a transmissão do vírus, e a gente possa superar mais uma vez o momento de pandemia em que vivemos. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. João Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos que acompanham a coletiva. Desde o início, governador, o grande aspecto positivo do Plano São Paulo foi de poder dar orientações e recomendações diferentes para cenários epidemiológicos diferentes. Sempre foi de cuidar dos indicadores das regiões, e que a gente pudesse fazer as recomendações para cada uma das regiões, conforme o seu cenário epidemiológico. Nós percebemos que, nessas últimas semanas, felizmente, boa parte das regiões, e aí eu incluo a região metropolitana, pela sua importância, do ponto de vista populacional, redução do número de internações e a possibilidade de que essas regiões, que serão apresentadas logo a seguir, pudessem ter uma progressão para a fase amarela. Por outro lado, nos preocupa bastante a situação de determinadas regiões no interior, onde os indicadores não são favoráveis e essas regiões permanecem no vermelho, com funcionamento exclusivamente dos serviços essenciais. Mesmo assim, deve-se lembrar que, para as regiões que estão no amarelo, ou para as regiões que estão no laranja, a partir de um determinado horário, que significa a partir das 20h para as regiões laranja e a partir das 22h para quem está classificado no amarelo, que as recomendações são de ficar no vermelho, só funcionar serviços essenciais. Então eu insisto: mesmo para aqueles que estão classificados hoje, pela redução das internações, pela melhoria dos seus indicadores, que, a partir das 22h mantenham o vermelho para as regiões amarelas, e mantém vermelho a partir das 20h para quem está classificado na região laranja.

Estamos agora numa fase, num momento que temos uma luz muito próxima, que é a possibilidade de nós vacinarmos a população mais susceptível, e felizmente, dentro de alguns meses, com a imunização dessas pessoas, fundamentalmente aquelas pessoas de maior idade, nós vamos ter queda nesses indicadores, vamos ter queda nas internações, utilização de leitos de UTI e óbitos. Então, é importante que a população mantenha o esforço, mantenha o seu sacrifício, não fique aguardando por determinações governamentais. Faça a sua parte, todos nós somos responsáveis, e ao cuidar da gente, nós estaremos cuidando dos nossos familiares, dos nossos amigos, das pessoas que são mais susceptíveis à doença. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabardo. Agora, sim, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador. Exatamente pela melhoria dos indicadores, como foi acompanhado durante essa semana, um grande salto na redução de internações e de casos, nós temos uma conquista importante nesse anúncio de hoje, com a melhoria nos indicadores de 10 regiões, que estarão avançando de fase. Na próxima página, nós relembramos aqui qual é a nossa classificação vigente, e onde nós tínhamos grande parte do estado na fase laranja e um percentual também expressivo, 18% da população, na fase vermelha. Na próxima página, nós temos como essa classificação se altera. Nós temos seis regiões avançando da fase laranja para a fase amarela: a região metropolitana de São Paulo, a região de Registro, a região de Araçatuba, a região da Baixada Santista, Presidente Prudente. Então, temos aqui seis regiões exatamente avançando agora, da fase laranja para a fase vermelha, e a região de Campinas, que é a única que eu não nomeei. Então, são seis regiões que avançam, lembrando que essas regiões passam a ganhar duas horas de funcionamento, todos os setores, serviços que poderiam funcionar na fase laranja podem funcionar na fase amarela também, mas agora com a permissão do horário de funcionamento avançando para as 22h. Então, ganhamos um período importante de atividades, com a capacidade de ocupação de 40%, e também é possível espalhar o funcionamento durante o dia, com até 12 horas de funcionamento durante esse período, das 6h da manhã às 22h. Cada gestor, do seu negócio, seu serviço, pode organizar para funcionar 12 horas dentro desse período de funcionamento. Depois das 22h, somente serviços essenciais. Um ponto que eu queria lembrar também é o ponto de alguns ambientes tem maior risco. Então, venda de bebidas alcoólicas é permitida até as 20h, e o consumo e atendimento no local apenas para clientes sentados. Isso é muito importante. Nós temos uma época que, na próxima semana também, que seria de feriado, mas que é uma semana normal. Ainda assim, lembrar a responsabilidade de todos nós nessa fase, de um passo tão importante de flexibilização. Tivemos também uma melhoria importante em quatro regiões que estavam na fase vermelha, que agora passam para a fase laranja: Barretos, Ribeirão Preto, Marília e Taubaté passam para a fase laranja. E temos também uma região que teve uma piora em seus indicadores, que é a região de Araraquara, que passa para a fase vermelha.

Na próxima página, nós temos os indicadores, que o secretário Vinholi vai dar detalhes. Houve aqui um trabalho muito grande das regiões, da população, também da Saúde, Desenvolvimento Regional, para garantir que leitos extra também pudessem fazer aqui, dar um respiro para o sistema de saúde, para que pudéssemos ter uma redução expressiva também na ocupação de leitos, que está retratada nesse quadro. Muito obrigada, governador, obrigada a todos que fizeram o seu esforço. Temos uma recompensa importante nesse momento, que é esse avanço na flexibilidade, mas também uma responsabilidade muito grande com essa nova etapa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia Ellen. E finalizando neste tema da reclassificação do Plano São Paulo, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde a todos, dia de atualização importante, significando uma evolução contundente no enfrentamento da segunda onda aqui do Estado de São Paulo. A maior parte das regiões do Estado de São Paulo evoluindo. Como nós podemos observar no quadro da evolução das regiões, nós tínhamos, no dia 21 de janeiro, a ocupação dos leitos de UTI média do estado em 71.6% naquele momento. E agora, chegamos a 67.2% na ocupação média do Estado de São Paulo, uma evolução muito importante, graças ao esforço feito pela Secretaria de Saúde aqui do Estado de São Paulo, pelas prefeituras, pelos hospitais filantrópicos, que, no momento mais contundente da segunda onda, ficaram sem 3.000 leitos, desabilitados pelo Ministério da Saúde e pelo Governo Federal. Nós vamos vencendo e avançando com a ocupação de leitos de UTI adequados, na maioria das regiões do Estado de São Paulo. Temos três regiões que ainda seguem com uma ocupação alta: Araraquara, que teve esse crescimento da ocupação; Bauru, que seguiu aumentando a ocupação, nós apontamos na última atualização, a ocupação era pouco superior aos 75%, agora chega em 90%; e Franca, que também bate seus 84% de ocupação agora. Mas nós estamos trabalhando também nessas três regiões. Nós anunciamos leitos importantes para chegar num número superior a 240 leitos na região de Bauru, um grande esforço conjunto com os hospitais da região. Também na região de Franca, através da Santa Casa de Franca, 15 novos leitos, e também no nosso AME, no município de Franca. E também na região de Araraquara, já trabalhando em contato com a prefeitura de Araraquara, com as prefeituras da região, a implementação de novos leitos. Assim como as outras regiões, que conseguiram avançar, nós esperamos também evoluir nessas regiões ao longo dessas próximas duas semanas. Portanto, um dia muito importante de evolução nos indicadores, de esforço conjunto entre Estado de São Paulo, prefeituras e sociedade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: ... antes de passar para o próximo tema, apenas recomendando aos prefeitos e prefeitas do Vale do Paraíba e das demais regiões do Estado de São Paulo, para que, por favor, tenham cuidado, tenham zelo, sigam a orientação do Plano São Paulo, recomendem aos seus habitantes, aos seus cidadãos, que usem máscara sempre que saírem de suas casas, dos seus ambientes de trabalho ou por qualquer outra razão em deslocamento. Que não façam aglomerações, que obedeçam, se possível, o distanciamento social de 1,5 metro entre eles, e sigam as regras também para a higiene das suas mãos. Prefeitos responsáveis salvam vidas no Brasil neste momento.

Agora com a palavra, Jean Gorinchteyn, a propósito da denúncia que fizemos aqui. E quero deixar claro: a denúncia não é apenas do Estado de São Paulo, há outros estados brasileiros também que estão sendo penalizados com o descredenciamento de leitos de UTI para atendimento de pacientes com a Covid-19. Dr. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Começo a minha fala com um alerta, na verdade um novo alerta, nós já fizemos essa colocação na última coletiva, que aconteceu agora, no dia 3 de fevereiro, quarta-feira, sem qualquer resposta ou posição do Ministério. Nós temos que lembrar que o Sistema Único de Saúde, o SUS, ele é um acordo entre o Governo Federal, os estados e municípios. Qual é esse acordo? É o custeio, especialmente da saúde, para aquilo que nós chamamos de pacto federativo tripartite. Porém, em desacordo a esse pacto federativo, o Ministério da Saúde reduziu os investimentos e recursos nos leitos de Covid em todo o país. São os leitos que nós chamamos habilitados. E no Estado de São Paulo isso também não foi diferente, dos quase 5.000 leitos ativos em São Paulo, apenas 564 leitos foram habilitados, portanto, 11% do nosso total. Outros 3.258 leitos de Covid-19 foram simplesmente desabilitados em plena pandemia. E dessa maneira, fez com que recursos, ao longo de todo o ano de 2020, a partir de abril de 2020 até fevereiro de 2021, tivesse que ter um aporte de R$ 1,5 bilhão que deixou de ser aportado pelo Governo Federal, com essa finalidade.

Lembramos que a pandemia, ela não acabou. A pandemia, ela continua ativa, e precisamos destes recursos. A população merece respeito e precisamos que o Governo Federal faça a sua parte, cumpra o seu papel nesse pacto. Aliás, aproveitando, as agulhas e seringas que foram solicitadas ao Ministério da Saúde para a continuidade do programa de imunização nacional, no Estado de São Paulo, ainda não foram enviadas. E mesmo através de reiterados ofícios que foram mandados, desde o dia 26 de janeiro, não tiveram qualquer posicionamento do Ministério da Saúde. Das 15 milhões de seringas e agulhas que deveriam ser distribuídas para todos os estados, que também não o foram, São Paulo solicitou a sua parte, 3,4 milhões, que, como disse, não vieram e sequer estão [ininteligível]. O programa de vacinação não para e precisa, para a sua continuidade também, seringas e agulhas.

Vamos para os dados da semana. Continuamos em quarentena, na quinta semana epidemiológica do ano de 2021, e de forma muito feliz, as medidas estabelecidas pelo Plano São Paulo colaboraram para melhorar as estatísticas e os índices da saúde. Foram exatamente esses índices que estão permitindo com que haja uma flexibilização segura em várias regiões do estado. Outras, porém, pela grande quantidade de pessoas infectadas, pela alta circulação do vírus naquelas regiões, tiveram consequentemente um impacto no aumento, na elevação das taxas de ocupação em unidades de terapia intensiva, o que exigiu que essas regiões tivessem uma restrição maior em horários e serviços, e se mantivessem, portanto, no faseamento vermelho do Plano São Paulo. Foram três regiões, que merecem uma atenção maior do que todas. Todas as regiões, mesmo aquelas que estão em amarelo, merecem atenção, mas especialmente aquelas que estão com os seus leitos de UTI com uma ocupação bastante aumentada. Em relação à semana epidemiológica anterior, tivemos a diminuição de 11% no número de casos, tivemos 4% de elevação no número de óbitos e quando nós falamos de internação, como eu sempre reforço que é um dado absolutamente atual, que é avaliado na data de hoje, o número de ocupações de leitos de UTI, tivemos 15% em queda, entre a segunda semana epidemiológica e essa semana, para o mesmo período. Portanto, essa queda, ela é um sinal muito grande do controle da pandemia no nosso estado. A ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva, na Grande São Paulo, ficou em 66,3%, no estado, 67,4% e, como nós já sempre reforçamos, tínhamos 40% de taxa de ocupação em novembro, mas também tínhamos 71% de taxa de ocupação ainda em janeiro. Portanto, estamos progredindo, mas estamos ainda no meio do caminho. Tivemos 1.833.163 casos diagnosticados e, infelizmente, 54.324 pessoas perderam as suas vidas. Próximo, por favor. Observem aqui o número de casos, de novos casos, a média diária, vem em inflexão, isso é algo importante. Próximo, por favor. E nas internações, isso que é o dado absolutamente atual, mostra três semanas consecutivas de queda desses números, chegando agora à quinta semana, portanto, epidemiológica, a níveis muito parecidos com aqueles que nós tivemos no final de agosto, quando nós já estávamos em descenso significativo da pandemia no nosso meio. Próximo. Novos óbitos, como eu disse, um incremento em 4%, mas lembrando que ele não reflete o momento atual. Pode ter dados aportados de uma ou até mesmo duas semanas pregressas. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Agora a última intervenção antes das perguntas, doutora Regiane de Paula, coordenadora geral do sistema de imunização, ou seja, do Programa Estadual de Imunização, que vai falar sobre o cadastro, o pré-cadastro, o Vacina Já, como isso facilita e melhora o desempenho da vacinação, melhora o conforto das pessoas, e a sua segurança também, principalmente dos idosos, cuja a vacinação começou esse final de semana agora na capital de São Paulo, e será intensificada a partir de segunda-feira, dia 8, inclusive com os pontos de drive-thru, na capital, em outras cidades do estado de São Paulo. Doutora Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos. Eu gostaria de começar a apresentação mostrando nosso vacinômetro, que foi atualizado às 13h10min. Nós já vacinamos quase 710 mil paulistas. Então o sistema está funcionando, o sistema Vacivida, que é uma plataforma nominal, é muito importante que os municípios registrem as suas doses, para que a gente tenha online quantas pessoas estão sendo vacinadas no estado de São Paulo. Então eu gostaria de mostrar todos, e a gente está realmente trabalhando muito fortemente junto aos municípios para isso. O Plano Estadual de Imunização ele tem o seu público alvo trabalhadores de saúde, que é a primeira fase, indígenas e quilombolas, que a gente deu início no dia 17 de fevereiro, ainda a vacinação em andamento, principalmente com os trabalhadores de saúde, com 1,6 milhão de pessoas a serem vacinadas. Nós iniciamos no dia 8 de fevereiro agora os idosos com 90 anos ou mais, o que corresponde a 206 mil pessoas. E na próxima semana, 15 de fevereiro, 85 a 89 anos, nós começamos também a vacinar esses idosos com 309 mil pessoas. Próximo. Por que a importância do Vacina Já? E do pré-cadastro? E a gente tem falado muito com a imprensa inclusive durante toda a semana? Ela agiliza o atendimento na hora da vacinação, ela diminui muito o tempo na sala de vacinação. Então esse tempo na sala de vacinação ou no drive-thru para aplicação da vacina, ela cai de dez para um minuto. É uma ferramenta amistosa, não é um agendamento obrigatório, mas veja, é muito importante que ela seja feita, porque ela facilita com que esses idosos não fiquem em fila, não haja aglomeração. Então a gente está solicitando à toda essa população, e principalmente filhos, netos, que possam fazer o pré-cadastro. Próximo. Esse é o pré-cadastro, é um preenchimento fácil, essa é a tela que vocês quando abrirem o www.vacinaja.sp.gov.br, é isso que em dois minutos vocês vão preencher. Nome completo, endereço, telefone, data de nascimento e CPF. E no momento da vacinação esses dados eles vão ser automaticamente puxados para quem vai fazer essa vacinação. Então nós vamos diminuir muito esse tempo de vacinação. Eu já falei, repito e tenho falado muito sobre o pré-cadastro que está no site www.vacinaja.sp.gov.br. Precisamos evitar aglomerações, principalmente para essas populações. Então o que nós estamos solicitando nesse momento é que esse idoso, que ele leve pelo menos, uma única pessoa consigo, seja para o drive-thru, seja para uma Unidade Básica de Saúde. Cada município está desenvolvendo a sua própria estratégia. O município de São Paulo mostrou aqui na última coletiva qual será a estratégia do município. Mas a gente já tem vários municípios utilizando estratégias parecidas com a do município de São Paulo. E o que nós gostaríamos de deixar claro aqui? Mesmo tomando a primeira dose da vacina, é muito importante não haver aglomerações. Uso de máscara, álcool em gel, e respeitar o distanciamento. Então nesse momento a gente continua mantendo todos os critérios sanitários, para que a gente possa realmente dar segurança à essa população. Mais uma vez, www.vacinaja.sp.gov.br, e acho que em seguida a gente passa então, governador, para todos verem como é rápido e fácil.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO: "O pré-cadastro para se vacinar contra o Coronavírus economiza 90% do tempo de vacinação, o processo é simples, basta acessar vacinaja.sp.gov.br. Na página você encontra o campo pré-cadastro, e depois de digitar o código de segurança, é só preencher o formulário com as informações pessoais, como nome completo, CPF, endereço e telefone para contato. Apesar de não ser obrigatória, a medida evita aglomerações, o que traz mais segurança principalmente para os idosos, que começam a ser imunizados na próxima segunda-feira. O site vacina já oferece ainda informações sobre os pontos de vacinação mais próximos. Se você conhece alguém que faz parte do grupo que pode se vacinar, ajude com preenchimento do formulário. Vale lembrar que mesmo com cadastro, um documento com foto é obrigatório no dia da vacinação".

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutora Regiane. Simples, fácil, prático o acesso e o preenchimento, leva menos de 60 segundos para o preenchimento de seis informações. Eu quero registrar também que a Prodesp - Companhia de Processamento de Dados do estado de São Paulo, garante total confidencialidade das informações deste cadastro. Vamos agora às perguntas, pela ordem nós teremos hoje a CNN Brasil, a Bloomberg, a TV Cultura, o SBT, a TV Record, a Rádio CBN, a TV Globo, Globo News, e a Rádio e TV Bandeirantes. Começando então com você, Tainá Falcão. Boa tarde, obrigado por estar aqui, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde. Governador e secretário Jean Gorinchteyn, diante das informações que vocês novamente trouxeram a respeito dos leitos desabilitados, e sobre a falta de oferta das seringas pelo Ministério da Saúde, ainda é possível resolver isso no diálogo? Ou o governo de São Paulo pretende acionar a justiça?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Boa pergunta. Eu vou, evidentemente, dividir com o doutor Jean Gorinchteyn, Tainá Falcão. Mas se tivermos até hoje, ao final da tarde, uma resposta positiva do Ministério da Saúde, para aquilo que já deveriam ter fornecido há mais de uma semana, o doutor Jean Gorinchteyn vai citar novamente quantos ofícios ao longo da semana foram dirigidos ao Ministério da Saúde sem resposta. Mas se até o final do dia confirmarem a reabilitação dos leitos, e também uma data, uma previsibilidade para entrega das seringas, não há razão para contestação legal judicial. Se não o fizerem, na segunda-feira o assunto será judicializado. E volto a alertar aqui, servirá de base para vários outros governadores que também estão queixosos, Tainá, pela desabilitação de leitos em plena pandemia, amigas e amigos jornalistas, meus colegas, é inacreditável uma circunstância como essa em plena pandemia! Morrendo 1.200 brasileiros por dia, e o Ministério da Saúde desabilita leitos de UTI para salvar vidas? O Ministério da Saúde! É inacreditável! Não disponibiliza seringas e as agulhas para que os estados possam processar a sua vacinação, todos os estados brasileiros e o Distrito Federal estão usando as suas próprias seringas, e as suas agulhas, para não interromper o processo e agilizar a vacinação. Mas é surpreendente em um país, que é o segundo país do mundo em número de pessoas vitimadas pela COVID-19, terceiro país do mundo em número de mortes, e o Ministério da Saúde desabilita leitos de UTI para salvar vidas. E não entrega seringas e agulhas para aplicar a vacina. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós já enviamos ao Ministério da Saúde três ofícios fazendo as solicitações tanto para habilitações de leitos, como também para aquisição, ou melhor, o recebimento dessas agulhas e seringas, a qual São Paulo tem esse direito, é uma prerrogativa baseada no próprio Programa Nacional de Imunizações, e não será diferente nesse momento. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde do país também tem essa visão, de que nós precisamos habilitar os leitos, isso não é uma problemática exclusiva de São Paulo, mas é um problema que todos os estados estão vivendo. Isso não pode acontecer. Estamos hoje, através do próprio CONASS mandando novo ofício ao ministério, que já ao longo da semana vem sendo cobrado pelo presidente do CONASS, professor Carlos Lula, e não tem tido sucesso. Caso essas negativas continuem, seguramente outros meios que não apenas a conversação, a diplomacia, passam a ser tomadas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Antes de passar à próxima pergunta, Tainá, e agradecendo pela formulação da questão que você fez, volto a dizer aqui como governador do estado de São Paulo, é surpreendente, para não dizer vergonhoso, que um Ministério da Saúde do Brasil em plena pandemia, que já levou a vida de 228 mil brasileiros, desabilite leitos de UTI! Não faltam recursos ao Ministério da Saúde, o ministério tem orçamento para isso! Por desumanidade, por falta de compaixão, por falta de decisão, por falta de planejamento, ou por motivação ideológica, seja qual for a razão, ela é injusta, inadequada e condenável! Vamos agora à próxima pergunta, Tainá, mais uma vez, obrigado. Ela é online, é da Bloomberg, e do André Romane, que é um dos seus correspondentes no Brasil. André, boa tarde, obrigado por participar, sua pergunta, por favor.

ANDRÉ ROMANE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Esses últimos dois dias repercutiu uma entrevista sua em que você diz que estão sendo negociadas a compra de mais 20 milhões. Enfim, quero saber quando a gente vai ter certeza, se esses 20 milhões vão ser adquiridos realmente, e se esses 20 milhões vão ser voltados para São Paulo, exclusivamente? Se eles vão ser negociados com o Governo Federal, como estava acontecendo até então? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, André. Eu vou dividir a resposta com o doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, mas sim, é fato, autorizei a Secretaria de Saúde e o Instituto Butantã à uma aquisição adicional de 20 milhões de vacinas, fora dos 100 milhões que nós temos por obrigação. Lembrando que o contrato, senhor ministro da Saúde, e secretários da Saúde, ainda não foi assinado pelo Ministério da Saúde para os 54 milhões complementares aos 46 milhões. Mas vamos considerar aqui que o contrato será assinado, são 100 milhões de doses da vacina do Butantã, para o Ministério da Saúde, para a vacinação dos brasileiros, obviamente, isso será cumprido na íntegra. Mas adicionalmente a isso, o governo do estado de São Paulo tomou a decisão de adquirir, sob sua responsabilidade, sobre seu custo, mais 20 milhões de doses da vacina, da vacina do Butantã, se ela estiver disponível pelo laboratório Sinovac, ou outra vacina para permitir que possamos cumprir a nossa meta de vacinar 100% das pessoas que precisam ser vacinadas em São Paulo, até dezembro deste ano. Doutor Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Governador, nós iniciamos a negociação com a Sinovac, dessa partida adicional de 20 milhões. Sim, já existe uma manifestação de disponibilidade, após a integralização das 54 milhões, em termos de matéria-prima que acontecerá em julho. Então é possível que a partir de julho nós recebamos aí mais matéria-prima para produção de 20 milhões de doses adicionais. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado. André Romane, muito obrigado por participar, se puder, continue nos acompanhando aqui na coletiva. Obrigado, doutor Dimas Covas. Vamos agora à TV Cultura, na sequência, o SBT e a TV Record. Pela TV Cultura, faz a sua pergunta, Maria Manso. Boa tarde, obrigado pela presença. Sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu queria muito saber a opinião e a avaliação do nosso comitê de contingência, e também do senhor, governador, sobre essa problemática que está acontecendo em Brasília agora, a ANVISA mudou os critérios exigidos para aprovar novas vacinas, não é mais necessário que os testes de fase três sejam feitos aqui. Isso beneficia logo em um primeiro momento a Sputnik V, a vacina russa. Também houve ali uma divergência entre o chefe da ANVISA e o chefe do governo no Congresso, inclusive com insinuações de que essa pressão sobre a ANVISA para liberar mais vacinas, incluindo a Sputnik, tenha interesses pessoais e financeiros envolvidos. Como é que vocês estão vendo isso que está acontecendo em Brasília, envolvendo a ANVISA, Congresso e a Sputnik? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Maria Manso, muito obrigado pela pergunta. Eu vou pedir ao doutor João Gabbardo, médico, ex-secretário de Saúde do estado do Rio Grande do Sul, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, para responder à pergunta, e se algum outro médico integrante aqui da nossa bancada, doutor Jean, também falará a esse respeito. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Maria, eu não tenho dados para falar sobre esses interesses paralelos que foram citados, mas no aspecto técnico eu acho que a decisão de não obrigar a fase três no Brasil, é correta, desde que essa vacina tenha tido registro, e tenha sido autorizada em um dos países que apresentam um histórico de boa regularidade na questão de controle sobre a produção de vacinas e de medicamentos. Agora, não dá para deixar de dizer que essa decisão é absolutamente injusta com as exigências que foram feitas ao Butantã. Quer dizer, ao Butantã foram impostas regras que obrigaram um trabalho imenso, o custo da fase três realizada no Brasil foi muito grande, e principalmente nós perdemos muito tempo nessa fase, se isso não fosse exigido do Butantã, nós já poderíamos ter começa a vacinação muito antes. Então nesse aspecto não tem nenhuma dúvida que houve um prejuízo ao Butantã, e ao estado de São Paulo, e aos brasileiros em geral.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor João Gabbardo. Doutor Jean Gorinchteyn, no mesmo tema, respondendo à jornalista Maria Manso, da TV Cultura.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Existe uma condição muito clara, que foi colocada pela ANVISA, sobre a necessidade de que uma fase três deveria ser realizada no país, inicialmente, e ao mesmo tempo ter uma consideração de que ela tivesse a sua regionalização em órgãos internacionais naqueles birôs internacionais consolidados, que pudessem aprovar, seja na Europa, seja nos Estados Unidos, seja na própria Ásia. O que nós tivemos e fizemos em relação à Coronavac, a vacina do Butantã, foi exatamente seguir todos os rituais éticos, científicos, com a melhor qualidade e lisura para apresentação desses dados, o que faz com que hoje todo o cidadão que receba no braço essa vacina, receba uma vacina com a garantia da segurança, a garantia da eficácia da proteção. O que nós precisamos é que se nós tivermos rediscutindo essas considerações, que a fase tenha sido efetivamente realizada com todos os protocolos científicos de lisura, que garantam essa mesma segurança para a nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean Gorinchteyn. Maria Manso, mais uma vez, muito obrigado. Vamos agora ao SBT, com a jornalista Flávia Travassos. Flávia, boa tarde. Obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Queria saber do doutor Dimas Covas o que está faltando para o Ministério da Saúde assinar esse contrato da compra das 54 milhões de doses? Se é só uma questão burocrática, ou se existe alguma coisa aí mais grave, que isso não tenha sido feito até agora? E saber a opinião do senhor, doutor, sobre essa questão da vacinação já ter começado na capital, né? O prefeito Bruno Covas antecipou a vacinação das pessoas que com 90 anos ou mais, já seria a partir do dia 8, segunda-feira, e já começou hoje, na cidade de São Paulo. Como é que o senhor viu essa decisão? E se isso muda alguma coisa na prática para o estado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávia. Começo pela sua pergunta, e na sequência, Dimas Covas. Sem nenhum problema, o secretário da Saúde, Edson Aparecido, nos consultou se poderia fazê-lo, dentro da disponibilidade de doses da vacina que possuem, e justificou que isso daria um grau de conforto e de melhor eficiência no programa de vacinação para as pessoas com mais de 90 anos, inclusive àquelas que serão vacinadas em casa pela Secretaria Municipal de Saúde, no caso específico da capital de São Paulo. Então enxergamos isso como um gesto construtivo para facilitar, agilizar e melhorar o conforto e a segurança das pessoas idosas nessa atual etapa da vacinação. E na segunda-feira começaremos de forma mais intensa, com a abertura de cinco unidades de drive-thru aqui na capital de São Paulo. A capital concentra o maior número de pessoas com essa idade, acima de 90 anos. E na sequência, acima de 85 anos. O conforto do drive-thru, e a facilidade também vai agilizar bastante o sistema, e isso começará, de fato, no dia 8, segunda-feira. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Bem, obrigado, governador. Flávia, nós recebemos a minuta do contrato do ministério, isso foi revisado pelo governo do estado, ontem foi feita a devolução do contrato, e não vejo que tenha nenhum outro problema, a não ser os trâmites burocráticos. Há qualquer o contrato poderá ser assinado. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Flávia, mais uma vez, obrigado. Vamos agora, Daniela Salerno, da TV Record. Daniela, boa tarde. Bem-vinda, sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Embora não tenha ninguém aqui representando a educação, eu queria trazer esse tema novamente, porque com a atualização do mapa, as regiões são muito impactadas com a possibilidade de ampliação de capacidade dos alunos dentro das escolas. A gente sabe que cada município tem aí a autoridade de seguir ou não o plano São Paulo, mas eu queria entender da área da saúde, qual é a recomendação. Segunda-feira já pode mudar alguma coisa? Ou vocês vão solicitar, orientar um estudo prévio, ou 15 dias para ter a alteração de ter mais alunos frequentando as escolas, para aqueles municípios que já entraram na fase amarela? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela Salerno, vou pedir ao nosso secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, para que possa responder. Evidentemente todas as ações do governo, relativamente à saúde, são transversais, e obviamente são compartilhadas com a Secretaria de Educação, através do secretário Rossieli Soares. Mas a resposta completa será dada por Jean Gorinchteyn nesse momento. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Se deixou muito claro, tanto por todos os trabalhos que se viu fora do país, mostrando que o ambiente educacional se bem preparado, como realmente foi, tanto do ponto de vista de diminuição do número de pessoas que ali estivessem presentes, no preparo, com distribuição de álcool em gel, de máscaras, [Ininteligível], fazendo um ambiente que nós chamamos um ambiente seguro, fez com que o aparelho escolar, a escola, seja um local de segurança. Nós sabemos que essas crianças correm muito mais riscos, tanto do ponto de vista da própria pandemia, de adquirirem a doença por estarem nas ruas, por estarem nas praias, por estarem nos clubes, e nas casas de amigos, ou muitas vezes, até dos próprios cuidadores que aglomeram quatro, cinco ou seis crianças dentro das comunidades para cuidar dessas crianças enquanto as suas mães estão fora. Então ficou muito claro, muito estabelecido que a escola tem que ficar aberta em qualquer fase da pandemia, cuidando-se de toda a condição, para que dentro dessas escolas, e orientando pais, responsáveis, para que estejam também fazendo da mesma forma nas considerações extramuros, fora da escola.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn. Daniela? Sim, pois não, claro.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Só para entender melhor, doutor Jean. Então segunda-feira as escolas já poderiam receber 70% da capacidade dos alunos, seria isso? É praticamente automático? Muda de fase, segunda-feira já passa a valer?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Todas as vezes que nós temos qualquer modificação dentro do plano São Paulo, todas as considerações que foram feitas pela Secretaria de Educação, serão estabelecidas, inclusive, com relação ao percentual de ocupação de professores e de alunos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, portanto, Jean Gorinchteyn. Daniela, mais uma vez, obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos agora para Vitória Abel, da Rádio CBN. Logo na sequência, a TV Globo, GloboNews e rádio e TV Bandeirantes. Vitória, boa tarde, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Primeiro, eu queria um esclarecimento dos senhores, do Dr. Jean também, com relação aos leitos que vocês disseram que foram desabilitados. Vocês usaram a palavra 'desabilitados', eu queria saber se o Ministério da Saúde realmente já enviou uma resposta oficial, dizendo que não vai mais pagar por esses leitos, ou se simplesmente não respondeu, e vocês ainda estão aguardando, como era a situação já do início da semana? Com relação às 54 milhões de doses, deve ser assinado então o contrato brevemente, Dr. Dimas, mas eu queria saber o pagamento das 46 milhões de doses, se já caiu na conta do Butantan, porque ainda não tinha caído. Se sim, eu queria saber o valor, não sei se o senhor pode divulgar o valor desse contrato, assim como o valor do contrato das 54 milhões de doses. E da compra também das 20 milhões de doses pelo Governo de São Paulo, governador, esse valor o Governo de São Paulo já tem preparado no orçamento deste ano, para bancar essas doses? O próprio Governo de São Paulo vai bancar? Se me permite só uma última pergunta, governador, com relação ao estado de calamidade, que venceu o decreto de calamidade no final do ano, e o governo não enviou um novo pedido para a Alesp. Eu queria saber se vocês pretendem enviar um novo pedido, até por conta da situação do orçamento. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vitória Abel, quatro a um pra você hoje, hein? Tá, eu vou responder as duas últimas e, na sequência, o Jean Gorinchteyn e o Dr. Dimas... O Dr. Jean e o Dr. Dimas responderão. Não houve necessidade e a priori, neste momento, nós não vamos renovar o estado de calamidade em São Paulo, por isso não foi encaminhado para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Em relação às 20 milhões de doses, nós determinamos um remanejamento de orçamento, para dar o suporte necessário para a aquisição de mais 20 milhões de doses de vacina, para o atendimento à população aqui do Estado de São Paulo. Eu volto a repetir aquilo que você, aliás, tem acompanhado desde março do ano passado: Prioridade absoluta do Governo do Estado de São Paulo é a saúde e a vida. Preservar vidas para garantir a existência. E, na sequência, ativar o melhor e mais rapidamente possível a economia.

Então, vamos ao Jean Gorinchteyn e o Dimas, nas outras duas perguntas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nós tivemos quase 5.000 leitos públicos ofertados para a população do Estado de São Paulo. Desses, nós tivemos uma desabilitação, ou seja, o não fornecimento de recursos para custeio, pelo Ministério da Saúde, de 3.258 leitos. E nós tivemos apenas a habilitação, portanto, o custeio, de 564 desses leitos, compondo apenas 11% do total de leitos que temos disponíveis. Dessa maneira, esses recursos, eles passam a ser somente pactuados tanto pelo estado quanto também pelos municípios, sendo eles também onerados frente a essa não oferta de recursos, bem como nenhum posicionamento estratégico de quando e se será realmente habilitado em algum momento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Governador, com relação ao pagamento, nós solicitamos semana passada, através de ofício, o pagamento das primeiras 6 milhões de doses, que foram entregues, e fui informado hoje pela manhã de que isso já está autorizado, e portanto também deverá ocorrer esse pagamento muito brevemente. Isso vai dar em torno aí de R$ 350 milhões, então isso foi autorizado.

REPÓRTER: Desculpa, só das 6 milhões, os R$ 350 milhões, é isso?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Isso, exatamente.

REPÓRTER: E o valor total, o senhor pode passar?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: É só você fazer a conta, quer dizer, a dose é US$ 10,30. Então, à medida que vai sendo entregue, elas vão sendo liquidadas progressivamente pelo Ministério. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitória Abel, obrigado, Dr. Dimas, Dr. Jean Gorinchteyn. Antes de passar à próxima pergunta, eu quero lembrar que as medidas anunciadas aqui do Plano São Paulo, de reclassificação... Ou melhor, enfatizar aquilo que já foi dito pela secretária Patrícia Ellen. Começam a valer a partir de amanhã, sábado.

Vamos agora à pergunta da TV Globo, GloboNews, com o jornalista Guilherme Balza. Guilherme, obrigado por estar aqui mais uma vez, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Algumas dúvidas com relação às 20 milhões de doses que o governo está negociando com a Sinovac. Essas doses, elas vão vir prontas ou são insumos para produção aqui no Butantan? Outra coisa, o Estado de São Paulo tem autonomia para ficar com essas doses, sem repassar essas vacinas para o plano nacional de imunização ou pode ter algum problema aí, jurídico, enfim? E a outra questão é: algumas regiões estavam na fase vermelha, ainda que nos finais de semana e à noite, e estão indo para a fase amarela em questão de dias. O senhor acha que isso não pode atrapalhar a eficácia das medidas mais restritivas? É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Guilherme. Sua segunda pergunta é repetição da pergunta que você já fez na última coletiva, mas sem problema nenhum, vamos responder. Em relação à primeira, e a segunda será respondida pela Patrícia Ellen, ainda que redundantemente, mas vamos lá. Em relação às 20 milhões de doses, isso nada interfere no contrato que temos com o Ministério da Saúde. As 100 milhões de doses contratadas serão entregues ao Ministério da Saúde, dentro dos prazos estabelecidos para o atendimento aos brasileiros. Determinamos aqui em São Paulo, adicionalmente a essas 100 milhões de doses, a aquisição de mais 20 milhões de doses, sendo a vacina do Butantan a prioridade. Se houver dificuldade do laboratório Sinovac de nos encaminhar, dentro do menor tempo possível, ou seja, tendo o tempo do programa estadual de imunização, debaixo do guarda-chuva do plano nacional de imunização, para que possamos imunizar todos os brasileiros de São Paulo até 30 de dezembro deste ano... Determinei inclusive que pode ser uma outra vacina, não necessariamente do Butantan. E em relação ao poder e não poder, evidentemente, a Constituição permite e o pacto federativo permite. Aliás, não só São Paulo, permite a qualquer outro estado brasileiro, ao Distrito Federal e também às prefeituras municipais. Se quiserem comprar mais vacinas, com o objetivo de preservarem vidas dos seus cidadãos, poderão fazê-lo, é uma decisão do Executivo, municipal ou estadual. E no caso de São Paulo, nós tomamos essa decisão e vamos praticá-la.

Vamos agora, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Bom, acho que um ponto importante, a gente já disse isso desde agosto do ano passado, quando começamos o processo mais intenso da busca das vacinas, que o Plano São Paulo, ele vai existir enquanto nós precisarmos fazer essa gestão da pandemia, até termos o impacto da vacinação em escala, no controle definitivo do crescimento da pandemia. Então, há uma gestão a ser feita também agora nos próximos meses. Não é um impacto de uma semana, no que diz respeito à vacinação, o Dr. Dimas Covas, o Dr. Jean têm dito isso muitas vezes, a gente vai ver o impacto da vacinação, concreto, daqui a alguns meses. Com relação às medidas, nada mudou. O que nós fizemos hoje foi a aplicação das regras do Plano São Paulo. Houve uma melhora significativa das internações, muito expressiva, inclusive, fruto do esforço de todos, do controle, mostrando também que as medidas são eficazes. E o que nós estamos controlando sempre é menos o fluxo da pandemia e mais o impacto dela no nosso estado, porque o fluxo da pandemia, definitivamente, somente com a vacinação. Queria lembrar também que isso está sendo feito em todo o mundo. Ontem, eu conversei com um amigo que está em Israel, e ele explicando que ali também as medidas restritivas são anunciadas semanalmente, de acordo com o controle do fluxo do vírus. Acho que a gente precisa separar as três coisas: a vacinação é para que tenhamos uma solução definitiva; o Plano São Paulo, semanalmente, é para acompanharmos o fluxo do vírus, diminuir o impacto dele na população, garantindo acesso ao sistema de saúde; e permitindo a economia a funcionar com os controles, com os protocolos. Então, não haverá mudança, é a aplicação prática do plano, como tem sido feito nas últimas semanas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Guilherme Balza, João Gabardo me pediu aqui pelo celular que pretende complementar a resposta. João.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sim, é que não houve nenhuma região que estivesse no vermelho que tenha passado diretamente para o amarelo. As que tiveram vermelho e que progrediram, progrediram para o laranja. Quanto ao fato das noites estarem no vermelho, elas permanecem ainda no vermelho. As que tiverem progredido para o laranja, a partir das 20h é fase vermelha. Para os que tiverem passado para o amarelo, a partir das 22h, também se caracteriza só com o funcionamento dos serviços essenciais. A questão do final de semana foi uma medida extraordinária complementar, que foi implementada pelo governo há duas semanas atrás, e que já teve os resultados considerados positivos e que, no momento, pelos indicadores, já tinha sido decidido na quarta-feira, não haveria mais necessidade da sua manutenção.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, João Gabardo, Patrícia Ellen, obrigado, Guilherme Balza. Agora, vamos... Diga. Venha até o microfone, por favor, senão nós não conseguimos lhe ouvir.

REPÓRTER: Acho que faltou só o esclarecimento se são doses prontas, essas 20 milhões, ou se são insumos que vão ser produzidos aqui.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O Butantan, oportunamente, vai informar. Sendo insumo ou sendo a vacina pronta, pra nós tanto faz. O Butantan tem capacidade de envase de um milhão de doses por dia, e vai usar essa capacidade para nos atender, se vier em forma de [ininteligível], de insumo. O que é importante deixar claro aqui é que, em São Paulo, não faltará vacina, independentemente do plano nacional de imunização, independentemente do Ministério da Saúde, de Eduardo Pazuello ou de decisões desta ou daquela ordem. São Paulo não ficará sem vacina. Todos os brasileiros de São Paulo serão vacinados até 30 de dezembro deste ano.

Vamos agora à última pergunta de hoje, que é a Maira, da rádio e TV Bandeirantes. Maira, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Antes da minha pergunta, só um esclarecimento, só pra deixar claro, em relação à pergunta do meu colega. O Butantan tem um acordo com o Ministério da Saúde, e esse contrato tem uma cláusula que fala de exclusividade para todas as doses importadas ou produzidas. Eu só queria entender se isso realmente não tem interferência em São Paulo poder comprar doses exclusivamente para o estado. E minha pergunta é em relação à vacinação. Eu queria saber se há alguma previsão de vacinar os moradores de rua, como pediu a Defensoria Pública do Estado. E os idosos estão muito ansiosos aí por datas, né? Para pessoas com mais de 70, de 80, se já tem aí algum posicionamento, com a chegada desses insumos. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. A sua primeira questão será respondida pelo Dr. Dimas. A segunda, parcialmente por ele e complementarmente pelo Dr. Jean Gorinchteyn.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maira, essa questão da exclusividade se diz respeito às doses contratadas. Além delas, não há nenhuma cláusula restritiva.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Jean?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Opa, desculpa. Com relação às suas questões, os moradores de rua são de responsabilidade, a vacinação, pelos municípios. São exatamente eles que têm o cadastro dessa população e é uma população vulnerável, mais vulnerável do que algumas outras, então merece uma atenção. No outro contexto, que está relacionado a vacinarmos as outras faixas etárias, nós estaremos em reunião ainda hoje para que possamos adequar tanto o recebimento das doses como a possibilidade de vacinarmos outros grupos etários, de forma decrescente, para que também possamos estar protegendo os idosos, que correspondem a 77%, infelizmente, das mortes e complicações decorrentes ao Covid-19.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn. Maira, obrigado pelas perguntas. Eu imaginei que, talvez, os jornalistas aqui presentes fossem perguntar sobre o tema do ICMS sobre combustível, dada a manifestação feita pelo presidente Jair Bolsonaro, mas não tendo havido a pergunta, eu responderei aqui. Sobre este tema, em 2020, a Petrobras promoveu 32 reajustes de diesel. A Agência Natural de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível, a ANP, revelou que o preço médio do diesel subiu sete semanas consecutivas nos postos de combustível do Brasil. A maior parte do preço do diesel, exatamente 47%, é determinada pela Petrobras, o ICMS é responsável por uma pequena fatia do preço final do produto, no caso de São Paulo, 13.3%. Então, não é cabível que o presidente da República queira vulnerabilizar o equilíbrio fiscal dos estados brasileiros, transferindo, sob qualquer aspecto, a responsabilidade pela eliminação ou redução do ICMS no combustível para os estados. O presidente Jair Bolsonaro tem mecanismos no âmbito federal e no âmbito da Petrobras, para estabelecer o entendimento que julgar conveniente para redução do preço do combustível, seja o diesel, seja a gasolina, seja o etanol, sem penalizar os estados brasileiros. Hoje pela manhã, falei com vários governadores do Brasil, não todos, mas vários, absolutamente contrários a esta proposta, e mais uma vez teremos que agir. Se houver essa deliberação, os governadores agirão, e uma parcela considerável agirá conjuntamente para evitar este dano aos estados, que estão suportando uma parcela considerável de todo o programa de saúde pública, diante da pandemia, além do atendimento à segurança pública, educação, proteção social e atendimento aos mais vulneráveis.

A todos que aqui estão, muito obrigado, boa tarde, voltaremos a nos encontrar na segunda-feira. Por favor, use máscara.