Coletiva - Com todas as regiões na fase amarela, Plano SP passa a ter atualização mensal 20201109

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Coletiva - Com todas as regiões na fase amarela, Plano SP passa a ter atualização mensal 20201109

Local: Capital - Data: Setembro 11/09/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Obrigado pela presença de todos. Meus cumprimentos aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos e técnicos que estão aqui participando desta coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Na coletiva de hoje a presença de Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo; Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde; Gustavo Junqueira, secretário da Agricultura e Abastecimento; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Fernando Capez, secretário extraordinário de Defesa do Consumidor, e presidente do Procon; José Medina, coordenador do centro de contingência do COVID-19, nosso comitê de saúde; E João Gabbardo, secretário execut ivo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19. Também aqui ao lado, se necessário, para atender à imprensa, o secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, General João Campos; secretário de Educação, Rossieli Soares; secretário de Educação, Cleber Mata; secretário municipal de Saúde da capital de São Paulo, Edson Aparecido; secretário municipal de governo da capital de São Paulo, Rubens Rizek; secretário municipal de Educação, Bruno Caetano; e Lauro Laganá, superintendente do Centro Paula Souza, também aqui presente; além de José Henrique Germann, nosso assessor especial de Saúde Pública, que também se encontra aqui ao nosso lado. Três informações aos jornalistas aqui presentes, e aos que nos acompanham virtualmente pela TV Cultura, na transmissão ao vivo que está sendo feita. Primeira informação, boa informação, e boa notícia, duas regiões progridem e todo o estado de São Paulo, pela primeira vez, desde o início da primeira quarentena, do plano São Paulo, estão na fase amarela. Todo o estado de São Paulo, a partir de amanhã estará na faixa amarela. Nesta décima terceira atualização do plano São Paulo, as regiões de Franca e Ribeirão Preto se juntam à outras 20 regiões do estado, e se integram na fase amarela do plano São Paulo. A progressão foi possível devido à queda acentuada dos óbitos, das ocupações, das internações, e da taxa de ocupação de leitos em UTI em ambas as regiões, Franca e Ribeirão Preto. No estado de São Paulo como um todo, a pandemia regride de maneira sólida, agora todo o estado de São Paulo está na faixa amarela. Caminhamos para a oitava semana consecutiva de declínio nas internações, os óbitos estão em queda há cinco semanas consecutivas, são números robustos de queda da pandemia em São Paulo. 52,5% é o índice de ocupação dos leitos de UTI em São Paulo, é um índice dos mais baixos que já tivemos até hoje. Devido a esta regressão rigorosa dos indicadores em todo o estado, entramos em uma nova fase do monitoramento da pandemia. E eu chamo a atenção dos jornalistas para essa deliberação do centro de contingência do COVID-19, o nosso comitê de saúde. Por questão de segurança, a partir de hoje, as requalificações do plano São Paulo passam a ser mensais, ao i nvés de quinzenais. Repito, a partir de agora, por deliberação do centro de contingência do COVID-19, as reavaliações do plano São Paulo passam a ser mensais. O monitoramento por períodos mais longos da atual fase de estabilidade e regressado dos indicadores, é que vai nos dar a segurança necessária para progredirmos nas regiões até a fase verde. Se houver piora, e aí chamo a atenção mais uma vez dos jornalistas aqui presentes, os que nos acompanham virtualmente, havendo piora significativa nos indicadores, manteremos a regra de rebaixamento imediato para a fase vermelha, em qualquer região do estado. Também pela mesma razão, razão de segurança. Não haverá retorno, portanto, para a fase laranja, o que aumenta a responsabilidade de prefeitos, prefeitas, secretários municipais de saúde e da própria população, afinal, essa população precisa se resguardar, se proteger, obrigatoriamente utilizar máscara ao sair de casa, seguir o distanciamento social de 1,5 metros, lavar as mãos e usar álcool em gel, isso vai evitar infecção, vai evitar internações, e vai evitar óbitos. Mantida a atual situação, e o controle da pandemia, seguiremos todos juntos e bem, para a fase verde. De acordo com as novas regras, a próxima requalificação do plano São Paulo, será, portanto, no dia 9 de outubro, até lá, seguimos em quarentena, e com cautela na fase amarela. Segunda informação de hoje, o que justifica a presença do secretário extraordinário de Defesa do Consumidor, e também do secretário de Agricultura e Abastecimento, o Procon de São Paulo vai fiscalizar o abuso nos preços do arro z e de outros produtos da cesta básica em São Paulo. O acompanhamento e a fiscalização vão ocorrer em todo o estado de São Paulo, com fiscais do Procon trabalhando focadamente a partir desta segunda-feira, dia 14 de setembro. Quero esclarecer que não vamos fazer controle ou tabelamento de preços, somos um governo liberal, e respeitamos a variação de preços em função das regras de mercado. Os empresários tem o direito de determinar em um regime de livre mercado os preços dos produtos, desde que sejam respeitadas as normas do Código do Consumidor e sem abusos. Aqui em São Paulo estaremos atentos a eventuais abusos e especulações. E quando falamos em abuso e especulações não falamos em regras de mercado, regras de mercado não aceitam abusos, nem especuladores. A inflação do arroz, ao nosso ver, não foi causada pela pandemia, a agricultura não parou no Brasil e não parou em São Paulo. Também não tivemos quebra de safra, a safra deste ano foi praticamente igual a safra de arroz do ano passado. Em 2020 é preciso registrar isso, o estoque regulador do Governo Federal que já vinha baixo, teve o segundo pior registro em duas décadas, o Governo Federal poderia ter ouvido mais de perto o setor, e promovido o equilíbrio de estoque e demanda. Quero ressaltar que não é uma crítica, apenas um registro deste fato. Por último, a terceira informação de hoje, o governo do estado de São Paulo oferta mais 9 mil vagas de qualificação profissional através do NovoTec Expresso, com apoio das Etecs e das Fatecs do Centro Paula Souza, são 11 opções de cursos rápidos e gratuitos para jovens do ensino médio, das escolas estaduais , e estudantes que estejam cursando o EJA - Educação de Jovens e Adultos. Os candidatos podem se inscrever gratuitamente, volto a repetir, até o dia 23 de setembro, e sobre isso a Patrícia Ellen fará uma exposição, e indicará também o site para as inscrições online. As aulas serão semipresenciais, e começam no dia 5 de outubro, e vão até o dia 18 de dezembro, respeitando protocolos de segurança e saúde. Também pelo NovoTec anunciamos a parceria firmada entre o governo de São Paulo e a empresa EF Education First, oferecendo 17 mil bolsas de cursos gratuitos de inglês online. As inscrições também podem ser feitas até o dia 23 de setembro, e repito, as inscrições são gratuitas. Essas são as três informações substanciadas da coletiva de hoje, e nós vamos come&c cedil;ar com os dados da saúde, com o secretário da Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na trigésima sétima semana epidemiológica, frente à queda nessas semanas, de forma consecutiva nos índices da saúde, tanto de óbitos, quanto de internações, conseguimos algo inédito no plano São Paulo, são 100% dos municípios no faseamento amarelo, só que não podemos esquecer, ainda estamos em quarentena. As regras sanitárias devem ser seguidas, lembradas, praticadas mesmo nos momentos de lazer, o uso de máscara, distanciamento entre as pessoas, e evitar aglomeração, ainda fazem e devem ser seguidas como regra. Como disse o governador, nessa nova etapa haverá a manutenção do status do plano São Paulo por quatro semanas consecutivas até o dia 9 de outubro. E isso nos dar&aacute ; segurança para que possamos progredir para a fase verde de cada uma das regiões. Mas estaremos atentos a cada instante, porque se houver piora dos índices, que coloquem em risco a população, de forma imediata retrocederemos. Por favor, o primeiro slide. Os dados de hoje do plano São Paulo mostram um número de casos, 882.809 mil, com óbitos de 32.338 mil. Tivemos uma taxa de ocupação tanto, e olha a proximidade que nós temos tanto de estado, quanto da própria grande São Paulo, muito próximas, nós tínhamos uma ocupação maior nas últimas semanas das Unidades de Terapia Intensiva no interior, e ela já vem se aproximando, e nós estamos abaixo desse 52%. Quer dizer, atingimos esse 52% com 724 mil pacientes recuperados. Próximo, por favor. Dos diagnósticos estabelecidos, dos 8.055 mil casos diagnosticados e confirmados, n ós tivemos 66% deles feitos por RTPCR, e mantivemos as taxas das projeções da primeira quinzena mantendo o limite inferior daquilo que era esperado para o mês de setembro para o número de casos, e também para o número de óbitos. Mostrando o quão temos controle da pandemia no nosso meio. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E agora sobre a mudança para a fase amarela, e no plano São Paulo, a partir de agora teremos todo o estado de São Paulo na fase amarela, vamos ouvir José Medina, nosso coordenador do centro de contingência do COVID-19. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde. Hoje nós estamos fazendo uma reclassificação, que é válida por quatro semanas, considerando que os indicadores apontam que todas as 22 regiões estão na fase amarela. Essa nova classificação ela equaliza os cuidados com a saúde, com uma atividade econômica razoável e mais estável, e também nos dá um fôlego, dá um fôlego para o comitê para fazer um acompanhamento dos indicadores de evolução da pandemia nas próximas quatro semanas. Também entender qual vai ser o impacto do remanejamento de leitos COVID-19 para outras enfermidades nos indicadores de capacidade de esquema de saúde. Considerando que hoje nós temos mais de 2 mil leitos de terapia intensiva reservados para COVID-19 no estado de São Paulo. Então esse dimensionamento vai ter que ser redimensionado. E também nós temos que garantir que nós vamos trabalhar com maior segurança na migração da fase amarela para a fase verde, e posteriormente para a fase azul. Então a atualização do plano São Paulo eles passam a ser mensais, isso se justifica porque nós temos uma estabilidade maior agora na fase amarela, e todas as regiões do estão na fase amarela. Mesmo assim, se alguma região apresentar alguma alteração grande nos números de casos, no número de internações e no número de óbitos, ela pode voltar para a fase vermelha, como acontecia nas reclassificações extraordinárias que aconteciam nas sextas-feiras. Então essa modificação é uma modificação importante, porque ela dá mais estabilida de para o programa, ela dá uma uniformidade de comportamento de todo o estado, considerando que a doença agora tem uma distribuição mais ou menos equilibrada no estado todo. Nós devemos lembrar, entretanto, que nós permanecemos em quarentena, seguimos em quarentena, nós ainda estamos com cerca de 7 mil novos casos por dia, próximo de 200 óbitos por dia, então todos os cuidados devem ser mantidos, para garantir que todas as regiões se mantenham na fase amarela, com a perspectiva de subir para a verde e para a fase azul também. Por isso, é muito importante manter esses cuidados para manter essa segurança, para conseguir continuar a evolução do Plano São Paulo, garantindo a saúde e também uma economia mais razoável e mais estável do que vinha acontecendo durante as fases laranja e vermelha. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Agora vamos, no mesmo tema, ao João Gabbardo. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos que acompanham a nossa coletiva. Nossa média móvel de óbitos da semana, conforme tínhamos previsto na quarta-feira passada, teve um pequeno aumento em função de uma recomposição de dados, ainda decorrente do feriado, mas a nossa média móvel está em 178, então provavelmente, amanhã encerra-se a semana epidemiológica, nós vamos ter um número bem abaixo de 200 óbitos, o que demonstra um indicador bastante positivo em relação à evolução da doença. Sobre a questão que nós estamos anunciando hoje, só reforçar o que já foi dito anteriormente, tanto pelo governador, como pelo secretário, como pelo Medina. O Estado de São Paulo passa a estar 100% n a fase amarela, e reforçar que isso não significa que a gente sai da quarentena. O cumprimento das recomendações de distanciamento social permanece. Não serão admitidos comportamentos que gerem, provoquem, estimulem aglomerações, que resultem em redução do distanciamento social e também relaxamento na obrigatoriedade do uso das máscaras. Acho que é importante que, nessa fase, todos se deem conta e assumam a responsabilidade que, dependendo do que ocorrer nas próximas quatro semanas, o estado pode passar para uma situação bem diferente, mas tudo vai depender do comportamento das pessoas nessas quatro próximas semanas, em que nós estaremos na fase amarela. Então, precisamos de um pouco mais de esforço nessa reta final da retomada de uma nova normalidade, que nós vamos enfrentar em São Paulo, no país e no mundo. O Centr o de Contingência, nesse período de quatro semanas, vai se debruçar sobre os indicadores que estávamos utilizando até o momento. Esses indicadores, esse modelo que nós trabalhamos foi, teve um sucesso absoluto no acompanhamento, no monitoramento da fase mais difícil da pandemia. Nós agora precisamos atualizar esses indicadores, aperfeiçoar esses indicadores para uma nova realidade, para uma nova realidade, em que os números são menores e a possibilidade de, de uma semana para outra, ter uma movimentação para cima ou para baixo é significativamente maior, por conta de nós trabalharmos com uma base, com um N muito menor. Então, é possível que nós tenhamos que fazer alguma atualização nos indicadores, para que possamos continuar fazendo, por exemplo, uma ampliação da testagem. Então, o indicador, ele precisa estim ular que os municípios continuem fazendo testagem, porque essa é a forma que nós temos para identificar casos, isolar casos e reduzir a transmissibilidade da doença. Os novos indicadores devem prever uma nova realidade em relação à capacidade instalada. Não é racional que nós tenhamos uma capacidade de leitos, uma disponibilidade de leitos de UTI, que têm um custo altíssimo para a sociedade, com 50% ou mais de leitos ociosos. Então, esse movimento tem que ser feito de uma forma muito segura, em que toda redução, toda desmobilização desses leitos não possam significar qualquer risco de atendimento à população. Então, esses indicadores devem prever isso, uma racionalidade na desmobilização desses leitos, que é necessária. A população tem outras demandas de saúde, que precisam se r atendidas, e esses leitos devem estar à disposição dessa nova realidade. Mas, com segurança, isso é fundamental. Nós não podemos correr o risco de, tendo um aumento de casos, estarmos com a nossa capacidade prejudicada. E por último, a porta da fase vermelha continua aberta, e aqueles que, por alguma razão, pioraram os seus indicadores, eles vão imediatamente, a qualquer momento, dentro dessas quatro semanas, regredir para a fase vermelha. É isso, governador, muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. Ainda no mesmo tema, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Semana de melhora nos indicadores do Estado de São Paulo, a mais aguda melhora desde o início da implementação do Plano São Paulo. Pela primeira vez, nós chegamos a 100% do estado na fase amarela. Nós temos hoje, passar esse slide, por favor, a região de Ribeirão e Franca, Ribeirão Preto e Franca, que estavam na fase laranja e agora vêm para a fase amarela, e uma ocupação de leitos de UTI de 52,5%, no Estado de São Paulo, fruto do investimento de mais de R$ 500 milhões do Governo do Estado, trazendo para índices importantes em todas as regiões do Estado de São Paulo, que mantiveram a população com atendimento, ninguém no estado ficou sem atendimento, como nós, desde o início desse processo, trabalhamos. E as duas regiões agora seguem para a fase amarela. O estado tem a queda de 31% no número de casos, 10% nas internações e 19% no número de óbitos durante esse período. E além disso, as duas regiões, Ribeirão Preto, uma queda de 32% no número de casos, 19% nas internações e 31% nos óbitos. Nós investimos mais de R$ 12 milhões na região, quadruplicando o número de leitos de UTI, levando pra 66% na sua ocupação, na data de hoje. A região de Franca, da mesma forma, era a região no estado que tinha menos leitos de UTI por 100 mil habitantes, nós saímos de 4,32 para 15,6 leitos por 100 mil habitantes, com uma ocupação hoje de 60% nesses leitos de UTI, redução de casos de 29% e 26% na redução de internações ao longo desse período, com investimento na ordem de R$ 10 milhões. Esse avanço, foi importante uma mobilização de todos, dos gestores municipais, do Governo do Estado de São Paulo, da sociedade como um todo, e a gente já pode ver nessas colunas, no que tange à capacidade hospitalar, todos já com índices de fase verde, ninguém acima de 70% na ocupação dos leitos de UTI. E na coluna ao lado, na evolução da pandemia, 21 das 22 regiões do estado na fase verde, no que tange aos casos, portanto, uma redução muito contundente ao longo dessa semana dos números de casos de Covid-19, puxado pela capital, que teve a redução de 41% de casos ao longo da última semana. Portanto, ótimos indicadores, São Paulo segue avançando, com esforço de todos. Já foi colocada aqui a cautela necessária para que a gente possa seguir avançando, mas nós tem os que deixar aqui o cumprimento aos gestores, à sociedade dessas regiões e ao trabalho da Secretaria de Saúde, do governador João Doria e de todos aqui, que conseguiram chegar agora com 100% na fase amarela.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Vamos agora ouvir o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Aproveito pra registrar aqui um agradecimento muito especial ao Bruno Covas, à toda a sua equipe de secretários, com destaque ao Edson Aparecido, secretário de Saúde do município de São Paulo, aqui presente. Também ao Bruno Caetano e ao Rubens Rizek, dois secretários que, juntamente com a equipe do Bruno Covas, têm ajudado de forma integrada e harmônica a construirmos, dentro do Plano São Paulo, vitórias sucessivas, com a redução de infecções, óbitos e ocupação de leitos de UTI. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Queria apenas fazer o registro, que agora, pela manhã, inclusive acompanhado por grande parte da imprensa, eu estive visitando uma escola municipal na Vila Curuçá, região da subprefeitura do Itaim Paulista, Zona Leste de São Paulo, que é uma escola municipal exemplo da adaptação que nós estamos fazendo para se a Secretaria de Saúde, a Vigilância Sanitária, autorizarem a volta às aulas, nós já estamos com a nossa rede preparada para poder receber os alunos. Então, não há nenhum empecilho, do ponto de vista da rede municipal de educação, para esse retorno. Assim que autorizada pela área da Saúde, nós estamos preparados para poder fazer esse retorno. Não são problemas técnicos dentro da Secretaria de Educação que impedem a volta às aulas na cidade de São Paulo. Essa é uma decisão que vai caber especificamente à área da Saúde. Aliás, na semana que vem, a gente deve ter a apresentação de dois inquéritos sorológicos, o 5º realizado com os adultos, a fase 5, realizada com os adultos, e o 3º realizado com as crianças, até 14 anos de idade, agora já incluídas crianças da rede privada e da rede pública estadual. Alguns números que estão sendo tabulados são números que deixam a secretaria e a prefeitura preocupados, como por exemplo um aumento de 56% do número de pessoas com Corona Vírus na classe A e B. Então, essa, que foi uma doença que começou na região central, depois atacou em especial a periferia da cidade de São Paulo, todos os inquéritos mostram uma prevalência muito maior entre as regiões periféricas e as regiões centrais, entre os bairros de maior IDH e os bairros de menor IDH, mas agora esse último inquérito está trazendo esse dado já tabulado, de um aumento de 56% na região oeste da cidade de São Paulo. Mas todos os dados serão apresentados na semana que vem, quando a prefeitura deve definir sobre retornar as aulas na cidade de São Paulo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Agora, vamos falar sobre o Novotec Expresso, qualificação profissional, que facilita a empregabilidade aqui no Estado de São Paulo, com Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador, boa tarde a todos e a todas. Com o que nós vimos hoje, com a estabilização e o controle da pandemia no Estado de São Paulo, nós estamos, de um lado, honrando nosso compromisso de respeito à ciência, de respeito e proteção às vidas, e também agora garantindo uma prioridade ainda maior para proteção de empregos e geração de oportunidade de emprego e renda para a população. Hoje, em especial, nosso trabalho e prioridade é com nossos jovens da rede pública estadual, e por isso queria agradecer a parceria com o secretário Rossieli, que está aqui presente, secretário Bruno Caetano, professora Laura, a superintendente do Centro Paula Souza, e o Daniel Barros, que é o nosso subsecretário de ensino técnico profissionalizante e também autor do livro "País mal educado: Por que se aprende tão pouco nas escolas brasileiras". E um dos pontos dessa realidade do aprendizado, que é muito importante, é escutar os nossos jovens, escutar o que faria com que eles aprendessem mais e o que faria com que eles ficassem na escola. O secretário Rossieli lançou um trabalho aqui na próxima página, por favor, uma audiência pública para escutar os nossos jovens. E metade deles disseram que o itinerário que eles escolheriam, o formativo mais importante, é a formação técnica e profissional. E a razão que eles colocam é que esse itinerário permite que eles tenham uma melhor conexão com o mercado de trabalho. Nossos jovens estão pedindo isso e o Estado de São Paulo foi também o pioneiro em implementar, iniciar o p rocesso de implementação da nova base do ensino médio, o novo ensino médio, que foi aprovado pelo Congresso Federal, e que agora está sendo implementado também no Estado de São Paulo. Na próxima página, nós também lembramos que o governador João Doria colocou como um dos seus compromissos, ainda de campanha, triplicar o acesso ao ensino técnico e profissional aos nossos jovens do Estado de São Paulo, porque de fato, apesar de São Paulo ser o estado com a maior penetração de ensino técnico, ainda está muito aquém do que pode ser feito, e as referências mundiais indicam que pelo menos um terço dos alunos precisam ter acesso a essa modalidade. E é esse compromisso que ele colocou que nós estamos aqui cumprindo a cada dia, desde o início do mandato. Por isso, na próxima página, esse é o ponto no PEC, ele é um programa que está, exatamente, realizando a ampliação do acesso ao ensino técnico e profissional dos jovens estudantes da rede estadual paulista. Na próxima página nós trazemos a ampliação que está sendo anunciada e realizada hoje que é a adição de 9.060 vagas de qualificação profissional em cursos de duração de 90 horas que podem ser concluídos em até três meses, em 108 aulas. São para jovens do ensino médio, também para os jovens e adultos do EJA, do ensino para jovens e adultos e concluintes do ensino médio em até dois anos. Isso foi uma demanda dos jovens que nós estamos acolhendo agora, não é somente para quem está matriculado, quem concluiu em até dois anos também pode se inscrever. As inscrições já est&ati lde;o abertas, é muito importante pedir a colaboração também dos pais e mães que estão acompanhando hoje essa coletiva, parentes, para estimular os nossos jovens a se inscreverem. Nós temos 11 opções de cursos e as inscrições vão até o dia 23 de setembro. Na próxima página nós temos quais são essas opções de cursos para estimular a participação dos jovens. Os cursos atendem os pedidos, as demandas deles e também quais são as áreas que estão empregando mais atualmente. Então, foi um trabalho que foi feito ouvindo os jovens, mas também mapeando as principais demandas de mercado. Assim, nós temos cursos de empreendedorismo, projeto de vida, Excel básico, atendimento ao cliente, vendas, informática, programação de computadores, criação de conte& uacute;dos para redes sociais, multimídia, cibersegurança e telemarketing, que são profissões que estão empregando e que também têm um interesse muito grande dos jovens. Lembrando que as vagas estão disponíveis em todas as regiões administrativas e nessa etapa nós estamos com uma cobertura de 88 municípios. Na próxima página, só reforçando os prazos, nós temos até o dia 23 de setembro para as inscrições e o início das aulas dia 5 de outubro, porque o término vai ser realizado até o dia 18 de outubro. As aulas são feitas, a maior parte, online, num modelo utilizando a ferramenta Microsoft Teams, mas é como se fosse presencial porque os professores estão ali em tempo real, interagindo com os alunos. Na próxima página nós temos aqui o site para quem quiser realizar a inscri&ccedi l;ão, novotec.sp.gov.br. Essa iniciativa, é a iniciativa de ensino profissional, lembrando que nós vamos ter ainda, no próximo mês, um outro anúncio relativo a ensino técnico também para esse mesmo público em parceria com o secretário Rossieli, voltado aos jovens da nossa rede estadual de ensino médio. Para finalizar, na próxima página, o governador sempre coloca como aprender inglês é uma forma de empoderar, de criar novas oportunidades para os nossos jovens. Eu pessoalmente passei por essa experiência, fui aprender inglês aos 19 anos e eu não consegui emprego antes em empresas porque eu não falava inglês. Então, de fato, faz muita diferença, essa é uma oportunidade muito legal para os jovens que, além dos cursos profissionalizantes, também temos agora 17 mil bolsas para cursos de inglês online que po dem ter suas inscrições também no mesmo site, novotec.sp.gov.br, com os mesmos prazos de inscrição. Então, fica a mensagem não somente para os jovens, mas também para as suas famílias. Nós estamos aqui trabalhando para proteger vidas, mas a política mais importante de todas, que vai fazer com que a gente saia dessa crise melhores e com uma retomada econômica não somente sustentável, mas também inclusiva, é apoiar os nossos jovens e os nossos adultos em sua formação profissional para que tenha melhores oportunidades de emprego e renda. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Queria ressaltar, em relação ao tema do inglês, é de fundamental importância. O jovem que aprende a falar inglês, ainda que o inglês básico, tem quatro vezes mais chances de ser empregado e duas vezes mais chance de ter um salário melhor do que aquele que não tem o segundo idioma, no caso, o inglês. Vamos agora sob o tem a do Procon e a fiscalização no abuso de preços do arroz e de outros produtos da cesta básica, com o secretário extraordinário de Defesa do Consumidor e presidente do Procon, Fernando Capez.

FERNANDO CAPEZ, PRESIDENTE DO PROCON DE SÃO PAULO: Bem, governador, boa tarde a todos. O Procon vai manter a mesma estrutura que foi empregada no início da pandemia com relação a explosão de preços de botijão de gás, quando o governador determinou que se procurasse manter dentro de limites aceitáveis, estavam vendendo a R$ 150, estabilizou a 70, 62, hoje está um pouco mais. E também a mesma estratégia empregada com relação a explosão dos preços também em alguns meses. Nós estamos em contato permanente, juntamente com o secretário da Agricultura, Gustavo Junqueira, tivemos uma reunião com o setor ontem, muito produtiva, com a Associação Paulista de Supermercados, com vários produtores, nós compreendemos que se trata de uma questão macroeconômica, com a explosão do dólar ficou mais i nteressante a exportação do que a venda para o mercado interno. A Constituição Federal consagra como princípio da ordem econômica a livre iniciativa, mas, ao mesmo tempo ela determina, no mesmo artigo, que a livre iniciativa deve ser compatibilizada com o respeito aos direitos do consumidor. Então, o Procon vai cumprir a lei. Nós estamos aqui olhando esse primeiro gráfico aqui demonstrando os preços, em média, do pacote de 5 quilos de arroz que eram praticados em março desse ano, início da pandemia. E em agosto pularam de 13,37 para 16,87. São dados do Procon numa pesquisa com o Dieese. Evidentemente que aqui nós temos que considerar algumas marcas de primeira linha que foram encontradas com preço de até R$ 27. E o feijão também, o leite, mas nós estamos nos concentrando, nesse momento, no arroz que onde está focado o problema. Enc ontramos arroz vendido a R$ 53, então o Procon diz: isto é prática abusiva, é um indício claro de prática abusiva. Arroz a R$ 40 neste momento, indício claro de prática abusiva. Qual a diferença de prática de preço normal de mercado e prática abusiva? Está no Código de Defesa do Consumidor. Todo aumento desproporcional da margem de lucro em pleno período de pandemia, é um indício de prática especulativa e, portanto, prática abusiva. O código de defesa do consumidor é claro, qualquer vantagem desproporcional e injustificada sai das leis da oferta e da procura e entra na questão da proteção do consumidor. Então, isso é uma média, nós também vamos encontrar pacotes de arroz a 20, 20 e poucos reais porque são de marcas diferentes, mas é mais ou menos R$ 16 é um parâmetro que nós vamos utilizar. O que vai acontecer com o estabelecimento que estiver vendendo acima disso? Não há uma multa no início, vai ser feito uma autuação, uma constatação de quanto ele pagou e por quanto ele está vendendo e vamos comparar por quanto ele pagou e quanto vendia no primeiro semestre. O aumento injustificado, desproporcional da margem de lucro é um indício de prática abusiva. Agora, vamos para o segundo e último slide, que está aqui, vejam, o Procon fiscalizou nos dois meses aí que foi necessário a intervenção, 3.660 estabelecimentos em todo o estado. Agora, vejam que interessante, dos 3.660, muitos aumentaram o preço, mas apenas 253 foram multados, portanto, menos de 10%, o que significa que estes foram flagrados com práticas abusivas, ou seja, usando a desculpa da pandemia, usando a desculpa macroecon&oc irc;mica para praticar especulação. O Procon recebeu quase que 500 mil reclamações, esse é um governo, evidentemente, em que todos os órgãos conversam entre si, as secretarias conversam e a determinação do governador é: é um governo liberal, mas que cumpre a lei, vamos fiscalizar os abusos. É isso, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Capez. E ainda no mesmo tema, para finalizar, Gustavo Junqueira, secretário de Agricultura e Abastecimento.

GUSTAVO JUNQUEIRA, SECRETÁRIO DA AGRICULTURA E ABASTECIMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado governador, boa tarde a todos. Só complementando as colocações do secretário Capez e deixando claro a dinâmica do setor do agro, o setor do agro é uma atividade de um ciclo muito longo, então, o que foi colhido agora, foi vendido agora, foi plantado, planejado a uma não atrás, portanto, não há como nós produzirmos num estacionamento de um supermercado, ele tem todo um rito a ser cumprido em incentivo à produção. O que a gente observa aqui e o que foi discutido é uma atuação em conjunto do Procon, ou seja, estabelecendo um grupo do Procon com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, para que a gente possa, de fato, observar todas essas influências nas mudanças tanto do custo de produção, quanto no aumento da oferta , na diminuição da oferta e no aumento da demanda, portanto, levando a preços mais altos e, em alguns casos, preços acima do que seria razoável ser praticado. Então, esse grupo vai, na prática, fazer esse trabalho em conjunto para que o Procon possa atuar com mais informação e o apoio da secretaria. É muito importante lembrarmos que esse é um momento de administrarmos o sucesso do Brasil, administrarmos o sucesso do agronegócio brasileiro, do agronegócio de São Paulo e, portanto, como um grande fornecedor de alimentos para o mundo, nós temos que entender que os preços são preços internacionais, são vasos comunicantes. Portanto, uma demanda maior por parte de outros países, sem dúvida alguma, afetará a oferta de produtos no Brasil e, portanto, essa gestão do sucesso significa o quê? Significa nós fo carmos na segunda parte do nome da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Um país do tamanho do Brasil, um país com a responsabilidade que o Brasil tem de segurança alimentar mundial, precisa ter uma política de abastecimento muito firme, transparente e de longo prazo. O governador mencionou aqui a questão dos estoques reguladores, essa é uma parte importante, seja os estoques na mão das pessoas físicas, jurídicas privadas, seja estoque regulador na mão do governo. A gente não faz política de estoque regulador há algumas décadas e esse tem sido um erro de planejamento do Brasil que precisa ser reorientado para que a gente foque, sim, na produção, que vai muito bem, o Brasil cresce, exporta, mas também no abastecimento que é e será cada vez mais demandado. Então, é importante que a gente atue de maneira firme, de maneira respon sável, nesse momento que mostra algumas fragilidades no setor. O agro, como foi colocado pelo governador, desde o início não parou, continua trabalho para que a gente possa fazer essa entrega, seja aqui no Brasil, seja fora do Brasil. Então, é um trabalho em conjunto para que a gente possa fortalecer ainda mais o agro aqui em São Paulo. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Gustavo. Agora vamos às perguntas presenciais e online, pela ordem temos: CNN, SBT, Agência Reuters, TV Cultura, O Vale, o IG e Rede Brasil. Começando então com a CNN com a jornalista Tainá Falcão. Tainá, boa tarde, prazer tê-la aqui novamente, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, JORNALISTA DA CNN: Boa tarde. E vou continuar nesse assunto, eu queria mais detalhes, secretário, do que foi conversado ontem nessa reunião, principalmente do que foi dito pela Associação dos Supermercados, porque já foi noticiado eles comentando um valor ainda maior do preço do arroz, de que isso vai ser inevitável, o que é que o governo daqui conversou com a associação nesse sentido? E mais detalhes do Procon sobre como vai ser a fiscalização, se vai ter primeiro uma advertência? Pelo que eu entendi, não vai ter uma multa, certo? E o por que dessa multa não existir? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá. No mesmo tema respondem, respectivamente, o Gustavo Diniz Junqueira e na sequência, Fernando Capez. Gustavo.

GUSTAVO JUNQUEIRA, SECRETÁRIO DA AGRICULTURA E ABASTECIMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá, pela pergunta. O que existe de mecanismos para que sejam usados é, sem dúvida alguma, as tarifas dos impostos de importação. Isso o governo precisa, principalmente e exclusivamente, na verdade, o governo federal usar essas tarifas para que ele possa regular o mercado no Brasil. A importação de arroz deveria ter sido pensada com mais antecedência, o próprio setor produtivo do arroz alertou para que isso fosse pensado, para que a gente não tivesse disparidade de preço, seja o preço direto ao consumidor, seja o preço ao produtor. Só lembrando que o produtor de arroz esse ano vendeu mais ou menos a sua saca de 60 Kg por R$ 50. Hoje, essa saca vale R$ 100. Então, existe aqui vários elos da cadeia, ou seja, uma cadeia muito longa. As exportaç&otilde ;es foram praticamente em linha com o que se exportou no ano passado, e a produção também. Então, não há grandes rupturas na produção e o que está havendo é um aumento do consumo. Ontem, a reunião foi uma reunião muito produtiva, a gente vem fazendo essas reuniões desde o início da pandemia, o governador tem orientado, desde o início do seu governo, para uma preocupação com o abastecimento, com políticas planejadas e de uma integração entre o governo. Então, participou a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, que é a Abia, responsável aí, só pra quem não sabe, 58% de tudo que é produzido nos solos brasileiros são transformados em alimentos pelas indústrias brasileiras, então nós somos também uma potência nessa quest&at ilde;o industrial. Participou produtores, associações relacionadas aos produtores de arroz, de leite, de carne, de frango e suínos, e a Associação dos Supermercados. Então foi uma discussão bastante ampla, e o que nós chegamos à conclusão é que o monitoramento, o acompanhamento ele é importante, e os supermercados entenderam que o que às vezes é apresentado como um preço abusivo, ele de fato é abusivo, mas ele não é um preço geral de todos os supermercados. Nós temos muitos [ininteligível], esse é um estado, talvez o setor mais liberal da economia brasileira, e portanto uma referência no Brasil, com multiplicidade de participantes. Mas o objetivo é trabalhar em conjunto para que a gente, encontrando o caso, seja resolvido, e não apenas multar pelo simples fato de multar, mas sim endereçar o proble ma. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito, Gustavo. E agora vamos à mesma pergunta da Tainá Falcão, com Fernando Capez.

FERNANDO CAPEZ, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR: Tainá, o objetivo do Procon nunca é multar. Desde o início dessa administração, a gente tem procurado evitar ao máximo punir o empresário, o fornecedor, principalmente nesse momento de dificuldade pelo qual a economia atravessa. Nós vamos iniciar, sim, segunda-feira, uma ampla fiscalização em todo o estado. Nós vamos fiscalizar vários estabelecimentos. Você viu que, em questão de dois meses, foram quase 4.000 estabelecimentos no estado. Nós vamos entrar nos estabelecimentos, com todo o respeito, sabemos que são empresários, são empresas, são fornecedores, e ali vai ser feito o seguinte: vai se autuar e verificar quanto aquele estabelecimento pagou pelo produto e por quanto ele está vendendo na prateleira. Em seguida, a empresa tem um prazo, 72 horas, ela vai se manifest ar, ela vai justificar. Por que você está vendendo nesse valor? Ele então, diante da justificativa, os técnicos do Procon podem aplicar uma multa, sim. A multa será aplicada quando aquele aumento for um aumento injustificado e desproporcional. Vou te dar um exemplo: Você tem aqui questões macroeconômicas que justificam uma alteração no preço. Mas alguns podem se aproveitar dessa desculpa para, mantendo o mesmo valor de compra do produto, ter um lucro maior, aumentar sua taxa de lucro. Qualquer aumento desproporcional da margem de lucro, em pleno período de pandemia, é um indício de abusividade. É isso que nós vamos então verificar. Multa, em último caso, mas a multa é uma opção, está aberta e para quem estiver especulando e se aproveitando da dificuldade do consumidor, nesse momento de crise, sem dúvida alguma, n&atilde ;o vai compensar, ele vai receber uma multa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Capez, obrigado, Gustavo. Tainá, obrigado pela pergunta. Vamos agora ao SBT, com o jornalista Fábio Diamante. Fábio, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Eu queria fazer duas perguntas. A primeira pergunta é sobre a mudança do Plano São Paulo, a retirada da fase laranja. Eu queria saber se alguns indicadores serão alterados também. Pensando no ponto de vista econômico, a fase vermelha para o amarelo é um salto muito grande, né? Seria tudo funcionando praticamente, pra vermelha, pra fechar tudo de novo. Esses indicadores para essa mudança, eles mudam, eles vão ser flexibilizados ou não? Esse salto vai, de fato existir? Uma segunda pergunta eu queria fazer para o prefeito. Prefeito, o senhor falou sobre as crianças, estudantes da classe A e B contaminados. O senhor sempre demonstrou uma preocupação com os assintomáticos. Esse percentual que o senhor divulgou hoje é de assintomáticos ou o senhor tem o percentual de assintomáticos dentro desse grupo? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Pela ordem, a primeira pergunta será respondida pelo Zé Medina, nosso coordenador do Centro de Contingência, e a segunda, obviamente, pelo prefeito Bruno Covas.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Fábio. Na evolução da pandemia, nós tivemos um período de nove semanas, de nove períodos, onde ficou uma alternância entre fase vermelha e fase amarela, na maioria das regiões do Estado de São Paulo. Nas últimas seis semanas, nós estamos alternando, nós estamos crescendo o número de regiões que estão ficando na fase amarela, e ocasionalmente tem duas ou três regiões que estão na fase laranja. Então, isso nos dá segurança, nessas seis semanas, para fazer uma mesma linguagem para o estado todo. Então, a mesma linguagem para assistência à saúde, a mesma linguagem para desenvolvimento econômico razoável e sustentado, porque não existe fronteira entre uma região e outra, e a maior parte das regi&o tilde;es são regiões, tem até cidades que estão muito próximas uma da outras, é difícil você separar uma região da outra, nessa momento agora. E como existe uma uniformidade no amarelo, nós entendemos que a mudança do amarelo pro laranja é uma mudança muito grande. As atividades que são no amarelo são muito próximas do vermelho e muito restritas, e as atividades do laranja são muito próximas do vermelho, e muito restritas, e as atividades do amarelo são atividades que propiciam uma atividade econômica mais estável. Então nós entendemos nesse momento que é possível fazer isso, visto que, mesmo que aconteça uma região que fique mais próxima da fase laranja do que da fase amarela, isso vai ser diluído no estado todo, na população do estado todo. Nós temos j&aa cute; mais de quatro semanas, mais de quatro ciclos onde a maior parte do... Quase 90% da população estava na fase amarela, então nós confiamos nessa situação estável, tanto na saúde como na área econômica, e vamos observar. Isso vai ser monitorado diariamente, e semanalmente nós vamos manter esse tipo de análise que nós estamos fazendo e esperamos que, com a colaboração de toda a população, nós estamos numa nova fase. Nós não vamos mais voltar a alternar vermelho e laranja, e devemos ficar agora no amarelo, que é o novo normal, pensando em como nós vamos passar pro verde e depois pro azul.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Aumento de 56% na classe AB se refere ao inquérito realizado nos adultos, e nos adultos, eu não tenho aqui o dado desta última fase, mas nas outras fases anteriores o número de assintomáticos ficou em torno de 40%.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Fábio, obrigado pelas perguntas. Vamos agora a uma pergunta online, que é da Agência Reuters, com o Eduardo Simões, que já está em tela. Eduardo, boa tarde, obrigado por participar aqui da nossa coletiva, e sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Minha pergunta é uma pergunta sobre saúde e outra sobre a vacina, também sobre saúde. A gente viu, principalmente no feriado passado, fim de semana passado, um grande número de aglomerações, até uma queda na adesão ao uso de máscara. Isso gera algum temor no Centro de Contingência, de que nas próximas semanas a gente possa ver um aumento do número de casos? Que possa até colocar em risco esse marco que foi atingido hoje, com todo o estado já na fase amarela? Em relação à vacina, governador, gostaria de saber se houve algum posicionamento, alguma resposta do Ministério da Saúde, em relação ao pedido de ajuda federal para o Instituto Butantan, que foi feito pelo Governo do Estado. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. A primeira pergunta, sobre saúde e riscos, vou pedir a resposta ao João Gabbardo, nosso coordenador executivo do Centro de Contingência, se necessário com algum comentário do Jean Gorinchteyn, nosso secretário de Saúde. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sim, Eduardo. Todas as ações que geral aglomeração, que colocam as pessoas em contato mais próximo e que isso pode ter um risco de aumento da transmissibilidade, é monitorado pelo Centro de Contingência. Então, nós vamos ficar atentos para ver o resultado, o impacto dessa aglomeração ou efeitos que possam ter ocorrido neste final de semana. Claro que a gente, até na última entrevista falamos sobre isso, que é um ambiente ao ar livre, com uso de máscaras, onde o risco é menor. Mas isso não significa em hipótese alguma que essas aglomerações, mesmo sendo feitas em ambiente ao ar livre e mesmo com máscaras, isso deve ser desestimulado, isso deve ser... Todas as ações da Vigilância Sanitária, das secretarias de Sa&uacut e;de, dos municípios, devem ser no sentido de impedir que isso aconteça. Vamos monitorar, vamos acompanhar, e se for necessário, se tiver algum impacto, as medidas de restrição serão tomadas pelo Centro de Contingência, ou recomendadas pelo Centro de Contingência.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Vou pedir um comentário, Eduardo, do Jean Gorinchteyn, e que ele também responda à segunda questão, relativa à destinação de recursos do Governo Federal, pelo Ministério da Saúde, para a fundação Instituto Butantan. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Eduardo, nós estamos aguardando realmente um posicionamento ainda do Ministério da Saúde, para que promova o primeiro aporte no apoio da ampliação da fábrica do Instituto Butantan. Nós estamos no meio de uma pandemia, nós não voltamos e não voltaremos ao nosso normal se nós não tivermos a vacina. E a verdade é que nós precisamos muitas doses, para que a gente possa, de uma forma rápida, promover a proteção, a imunização da nossa população. Se nós tivermos hoje, com o estoque que nós temos, de 46 milhões de doses, lembrando que, para vacinarmos, nós teríamos duas doses, nós só conseguiremos vacinar 23 milhões de pessoas. Nós temos 215 milhões de pessoas. Sequer conseguiremos vacin ar aquele grupo que estaria destinado à vacinação, como nós faríamos da gripe, os mesmos pleitos da gripe, que são no mínimo 70 milhões de pessoas, mas tendo duas doses, 140 milhões de doses. Então, nós precisamos, o Brasil precisa do apoio do Ministério da Saúde nesse momento para que possamos aumentar a capacidade da fábrica e podermos, assim, ter o maior número de doses para protegermos a nossa população e retornarmos ao nosso normal.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu complemento, Eduardo. Não é hora de vacilação, é hora de vacinação. Num momento como esse, urgência, emergência, capacidade de superar burocracias fazem parte de um governo responsável, que quer salvar vidas e proteger pessoas. É isso que nós esperamos do Ministério da Saúde do Brasil. Eduardo, muito obrigado, vamos tirar você aqui de tela neste momento e vamos convidar a Maria Manso, da TV Cultura, para a sua pergunta, depois vamos com Xandu Alves, do jornal O Vale. Maria Manso, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Aproveitando os dois secretários de Educação presentes aqui, eu queria falar de volta às aulas. Com todo o estado na fase amarela, a gente completaria coincidentemente os 28 dias de todo o estado na fase amarela até o dia 7 de outubro. Mantém-se essa data de volta às aulas, 7 de outubro? E aqui na capital, se o resultado do inquérito sorológico que vai ser divulgado na semana que vem, tiver resultados parecidos com os anteriores, a prefeitura vai manter ainda a decisão de não voltar aqui na cidade? E só aproveitando o prefeito, mais uma questão, um pouquinho fora da agenda, mas a gente recebeu a denúncia do Hospital da Cachoeirinha, que, com esse calor recorde aqui na cidade, algumas alas lá do hospital estão funcionando sem ar-condicionado, inclusive as salas de cirurgia. Se o senhor tem informação sobre isso, por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. Vamos primeiro com o tema da educação. Vou tomar a liberdade, Bruno, de convidar também o Edson Aparecido, juntamente com o Rossieli, se os dois quiserem vir aqui à frente, podem proceder à resposta à pergunta da Maria Manso, e na sequência voltamos... Ah, e o Edson também pode responder as duas perguntas. Então, começamos com você, Rossieli, e depois o Edson Aparecido, Maria, responderá as duas questões.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Boa tarde, Maria. Primeiro, nós temos um plano, estamos avaliando, como foi anunciado durante todo o mês de setembro, continuamos fazendo avaliação para que este retorno no dia 7 de setembro, que é uma previsão, possa ser realmente validado pela área da saúde, seja do estado, seja pelas vigilâncias sanitárias municipais. Então durante a próxima semana nós teremos o resultado do inquérito do município, alguns estudos nossos que estamos fazendo e vamos continuar debatendo para cravar que realmente retornará ou não no dia 7 de outubro. Lembrando que o protocolo estabelecido para a educação está mantido, nós estamos voltando às atividades presenciais opcionais, não obrigatórias, de acordo com aquilo que a vigilância sanit&aac ute;ria local vai determinando, logicamente o plano continua, e vamos durante a semana que vem falar sobre a volta às aulas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Obrigado, Rossieli. Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Apenas, complementando, então, governador, acho que é exatamente isso que o secretário Rossieli colocou. O inquérito sorológico não é o único fator de decisão sob o ponto de vista epidemiológico para volta ou não das aulas, ele evidentemente reúne dados importantes, que nós estamos fazendo uma testagem, já são 12 mil crianças que foram testadas, mais a pesquisa que fora feita com os pais. Agora essa próxima etapa são mais 6 mil crianças divididas entre crianças do ensino municipal, do ensino estadual na capital, e da rede privada. O que nos dá uma visão bastante ampla da prevalência e da contaminação dessa faixa etária de quatro a 14 anos. Então o inquérito nosso deve ficar pronto em meados da semana que vem, e ele, sem dúvida nenhuma, é um elemento que vai nos nortear na tomada, e nortear o prefeito junto com o estado na tomada de decisão ou não na volta às aulas em outubro. Com relação ao Hospital Vila Nova Cachoeirinha, que você colocou, o Hospital Vila Nova Cachoeirinha é um hospital-escola, referência na saúde da mulher no estado de São Paulo, lá nós fazemos 500 partos por mês, 140 cirurgias, 42% desses partos são partos prematuros e de alto risco. E nós tivemos durante a pandemia um problema de manutenção, na licitação que nós fizemos de manutenção do ar-condicionado, empresas não se apresentaram, tivemos um problema semana passada, que já foi corrigido, o ar do hospital já está funcionando, inclusive aumentamos a capacidade do ar-condicionado do hospital em 50%. In iciamos um novo processo licitatório para a manutenção do ar-condicionado. Mas já voltou a funcionar, está funcionando normalmente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Muito obrigado, Edson Aparecido, Rossieli Soares. Maria Manso, obrigado. Vamos agora à antepenúltima pergunta, que é do Xandu Alves, do Jornal O Vale, do Vale do Paraíba, o principal veículo de comunicação de todo o Vale do Paraíba. Xandu, você já está em tela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

XANDU ALVES, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Boa tarde, governador. Há 116 anos, o Médico Osvaldo Cruz, e o Presidente Rodrigues Alves não atua, nascidos aqui no Vale do Paraíba, enfrentavam a Revolta das Vacinas, movimento contrário à vacinação obrigatória naquela época, para conter a Varíola. Em 2020, governador, Coronavírus, mesmo ainda em desenvolvimento, já enfrenta ataques na internet, resistência à vacinação, e o próprio Presidente disse que ninguém vai ser obrigado a se vacinar, fala que virou peça publicitária. Eu pergunto, governador, não aprendemos nada com o Osvaldo Cruz? E como o senhor vê esses ataques à Coronavac, e a própria postura do Presidente? Inclusive [Ininteligível], que já chegaram a chamar o senhor de comunista, pela parceria aí com o laboratório chinês. É isso, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, respondo, e vou pedir também a cooperação nessa resposta do João Gabbardo, que foi secretário executivo do Ministério da Saúde, do governo Bolsonaro, com o Luiz Henrique Mandetta, como ministro da Saúde. Com muita tranquilidade, aqui em São Paulo nós tratamos este tema, Xandu, como um tema de saúde e de ciência, não há nenhum viés política, eleitoral, ideológico, nem de origem de vacina. A vacina pode ser chinesa, inglesa, americana, italiana, russa ou portuguesa, desde que ela siga os protocolos internacionais, que siga as fases de testagem, e que seja aprovada tecnicamente pela ANVISA, qualquer vacina neste contexto será bem-vinda e importante para salvar vidas no Brasil. Aqui nós não avaliamos a China como sendo comunista ou não comunista, é o principal parceiro econômico e comercial do Brasil e do estado de São Paulo, e assim pretendemos olhar e seguir fazendo negócios, exportando, gerando renda, gerando empregos. E neste caso, da Coronavac, fruto deste acordo do Butantã com o laboratório privado chinês, Sinovac, protegendo vidas e salvando pessoas. Essa é a nossa visão. E eu lamento muito essa postura ideológica, partidária, e tenho que mencionar, mentirosa, de colocações feitas através das redes sociais, e lamentavelmente estimuladas pelo gabinete do ódio em Brasília. Nós aqui em São Paulo preferimos ficar com o gabinete do amor e da vida. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Xandu, essa questão eu acho que está muito mal colocada, nós não deveríamos estar discutindo a questão da obrigatoriedade, nós não deveríamos estar perdendo tempo com isso, acho que nesse momento qualquer manifestação que desestimule a vacinação é extremamente negativa. Lembro que o Governo Federal, nós temos uma lei que foi assinada em fevereiro de 2020, muito antes do primeiro caso confirmado, em que um Projeto de Lei que foi apresentado pelo Executivo, eu estava no Ministério da Saúde na ocasião, nós colocávamos que o agente público, a autoridade sanitária poderia colocar como compulsória a realização de determinadas ações. Naquela época nós pensávamos muito na questão dos testes dos exames, na confirmação laboratorial, porque havia uma certa reação negativa das pessoas submeterem ao exame, não queriam se submeter ao exame para não confirmar que podiam estar com COVID-19. Então se colocou no Projeto de Lei a possibilidade da autoridade sanitária tornar como compulsório fazer o exame, a internação, se for necessário, e prevíamos naquela época, vacinação, muito antes até de uma possibilidade no horizonte de ter vacinação, isso foi em fevereiro de 2021. Então eu acho que o problema nesse momento não é de ficar discutindo pela obrigatoriedade, nós temos é que trabalhar, estimular as pessoas que no momento que houver a vacina elas queiram fazer a vacina, e os grupos de risco devam fazer a vacina, porque isso é fundamental para a interrupção da transmissibilid ade, isso é fundamental para a redução de casos graves, de pessoas que vão precisar internar, de pessoas que vão para as unidades de tratamento intensivo. Então a legislação prevê que isso é um ato voluntário, e acho que nós precisamos de ações que sejam estimulantes da população de utilizar dessa ferramenta fundamental que é a vacina.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. O Jean Gorinchteyn gostaria também, Xandu, de fazer um breve comentário em resposta à sua pergunta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Xandu, como médico infectologista que sou, nós nos fazemos valer tanto da história quanto da ciência, passamos mais de um século, e hoje nós temos como resposta, de que um país para ser um país desenvolvido, ele tem que se sustentar em dois pilares, entre esses pilares, a saúde em que entre elas a modalidade infantil é avaliada. A modalidade infantil ela é reduzida se eu der assistência à saúde, e a vacina faz parte dela, a própria Organização Mundial de Saúde coloca que nós temos um impacto de 3 milhões de crianças que deixam de morrer pela vacinação, e o saneamento básico. O Brasil tem um dos melhores programas nacionais de imunização do mundo, e é o único país que distribui as vacinas pelo S istema Único, seja rico, seja pobre, para todos de forma gratuita. Então nós temos que nos honrar disso. Discutir se a vacina deve ser ou não tomada são coisas para poucos, nós temos que falar nos muitos, muitos que morreram, muitos que deixarão de morrer pela vacina. Nós temos que lembrar de quem morreu nesse momento, para impedir que outros venham a morrer. A vacina é a única resposta.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Xandu, obrigado pelas perguntas, uma boa tarde pra você, continue aqui nos acompanhando. E vamos agora à penúltima intervenção presencial, é do Portal IG, com a jornalista Eduarda Esteves. Eduarda, mais uma vez, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Prefeito, com as temperaturas mais altas na cidade e com as pessoas saindo mais de casa, a prefeitura já pensa em reabrir os parques aos sábados e domingos, principalmente nessa fase de reabertura? E pro Procon, qual será o valor da multa, no caso desse aumento desproporcional? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Vamos então ao Bruno Covas e, na sequência, ao Fernando Capez.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: A prefeitura vai reabrir os parques, assim que a Vigilância Sanitária autorizar a reabertura.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Fernando Capez.

FERNANDO CAPEZ, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR: A multa é calculada de acordo com o faturamento do infrator. Se, por exemplo, foi um aumento abusivo praticado só naquele estabelecimento, é calculado sobre o faturamento daquele estabelecimento. Agora, se existe uma rede muito grande de estabelecimentos e foi uma decisão global, aí a multa sai cara. Ela pode chegar até R$ 10.260.000,00.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Gabbardo quer fazer alguma observação, dessa pergunta ou da anterior?

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Da anterior. Uma correção, queria fazer uma correção...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Claro. Fique à vontade, claro, claro.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Na minha fala, porque no nosso inconsciente o ano de 2020 não ocorreu, então quando eu falei, na legislação que foi feita, em fevereiro de 2020, e não fevereiro de 2021, como falei anteriormente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Feito o esclarecimento pelo Gabbardo, Eduarda, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à última intervenção, é do jornalista Gilvandro Oliveira, da Rede Brasil. Gilvandro, prazer em revê-lo aqui, na nossa coletiva. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Prazer, governador, mais uma vez estar presente aqui. A todos, ao prefeito Bruno Covas. Governador, dia 9 recebemos uma notícia belíssima em relação ao registro, que não houve reação nenhuma, em relação à vacina. Quando começa a vacina, governador? Em relação ao Estado de São Paulo e para o Brasil? Que eu acredito que a vacina sai aqui de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gilvandro. Vou dividir a resposta com o secretário de Saúde Jean Gorinchteyn, mas antecipo que nós estamos na terceira e última fase da pesquisa, com o Instituto Butantan, em vários centros acadêmicos, universidades, em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Estado do Paraná. São 9.000 voluntários, todos médicos e paramédicos, como você sabe. Até o presente momento, não houve nenhuma intercorrência, embora isso possa fazer parte de qualquer processo de fase de testagem, ainda que na terceira e última etapa. Mas, de fato, você tem razão. Hoje, neste momento, a vacina mais avançada, a mais próxima de ter a sua aprovação, é a Coronavac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac, laboratório pri vado chinês, com sede em Pequim, e o Instituto Butantan aqui em São Paulo. Nós já teremos a vacina pronta para iniciar a imunização em dezembro deste ano. Tudo correndo bem, não havendo nenhuma intercorrência, nas próximas semanas, e também tendo a aprovação final da Anvisa, a aprovação técnica, e eu tenho absoluta confiança do procedimento técnico da Anvisa. E desejamos ampliar a capacidade de disponibilidade da vacina para mais brasileiros. Aqui em São Paulo, nós vacinaremos os brasileiros de São Paulo, com o Instituto Butantan, quero deixar isso bem claro aos que nos assistem e nos acompanham aqui, seja pela TV Cultura, seja por outros órgãos de comunicação, inclusive o que você representa. Mas o que nós desejamos é o sentimento de atender o país. Não há nenhuma raz&at ilde;o para que isso não aconteça. Porém, para que isto possa suceder, precisaremos do apoio do Ministério da Saúde, para, através do Sistema SUS, fazer a aquisição da vacina e imunizar mais brasileiros, além daqueles que estão em São Paulo. E finalizo, antes de passar a palavra a Jean Gorinchteyn, aproveitando a sua boa pergunta, pra dizer: Em São Paulo, nós não colocamos nenhum viés político, nem na pandemia, nem na vacina. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE de são paulo: Gilvandro, nós estamos dentro de todos os parâmetros de cronograma, correndo de forma absolutamente normal. Os estudos foram iniciados dia 31 de julho, e a programação é a inserção do último voluntário para a primeira dose agora, no dia 30 de setembro. A segunda dose, ela se finaliza, pra esse grupo que entrou de forma mais tardia, no dia 15 de outubro. Nesse momento, os trabalhos são abertos, o estudo é aberto para se avaliar quais foram os efeitos colaterais. Nós temos os efeitos colaterais da fase 2, que chegou a 5,3%, discreto desconforto no local da aplicação, uma dor muito pequena. A febre, menos de 1%, portanto, uma vacina muito segura. E além disso, o que nós temos? À medida que esses trabalhos são abertos, o estudo, ele é aberto, ele é levado para a Agência Nacional de Vigilância, a Anvisa, como órgão regulador, para dar a sua chancela de liberação. Portanto, nós teremos, possivelmente no final de novembro, início de dezembro, essa chancela da Anvisa. Receberemos, até dezembro, 46 milhões de doses, e até o primeiro trimestre do ano que vem, mais 15 milhões. Para que o Instituto Butantan possa ampliar sua capacidade de produção, chegando a 100 milhões ou 120 milhões de doses, nós precisaremos esse incremento governamental. Muito bem, você me pergunta quando a vacinação ocorrerá. Se todos esses ritos forem seguidos, de uma forma convencional, como vem acontecendo, é capaz que, ainda em dezembro ou no início de janeiro, parte da população já possa ter acesso a essas vacinas.

REPÓRTER: Dezembro, se Deus quiser, muito bem.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Claro. E assim será, Gilvandro. Repito: tudo correndo bem, nessa terceira e última fase de testagem, e até aqui tudo corre bem, nós já teremos condições, ainda em dezembro, de iniciar a imunização aos brasileiros de São Paulo. E se o Governo Federal desejar, e o Ministério da Saúde apoiar, aos brasileiros de outros estados. É o que nós esperamos também.

REPÓRTER: Governador, nós estamos ao vivo agora também pela Rede Brasil, e todos... O jornalismo, A Hora da Verdade, Cléber Leite, todos da emissora estão na torcida. Eu acho que o Brasil, independente aqui até os colegas de partido, de classe, do que for. Se você está trabalhando nesse foco, vai acontecer. E eu torço que seja em dezembro. A gente precisa ficar livre desse Corona Vírus.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gilvandro, obrigado pelo seu bom sentimento. Além da prática do bom jornalismo, nós temos que ter cidadania, torcer pelo bem e não pelo mal. Torcer pelo sucesso e não pelo fracasso. Torcer pela vacina e não pelo vacilo. Agora, não é hora de vacilar, é hora de vacinar, é o que eu tenho dito e repetido às vezes. Não há nada mais importante no país, quero deixar isso bem claro a todos que aqui estão, e os que nos acompanham ao vivo neste momento, do que a vacina. A vacina salva, o novo definitivo é com a vacina. Sem a vacina, nós não teremos o novo, sem a vacina, nós não teremos imunização, sem imunização, não teremos a oportunidade de resgatar emprego, a economia, a renda e a oportunidade real para milhões de brasileiros, que esperam voltar à normalidade. Só voltaremos com a vacina.

REPÓRTER: À nossa vida normal, né, governador? Precisamos...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Exatamente. Muito obrigado, Gilvandro. Obrigado aos jornalistas que aqui compareceram, técnicos, cinegrafistas, fotógrafos, aos que nos acompanham de casa pela TV Cultura, pela Rede Brasil. Um bom final de semana a todos. Por favor, não saiam de casa sem usarem as suas máscaras para se protegerem e proteger aos seus familiares e aos seus amigos, e às outras pessoas também. Lavem as mãos, usem álcool gel e, por favor, façam distanciamento social de 1,5 metro para outra ou outras pessoas. Teremos oportunidade, muito em breve, com a vacina, de nos divertir, confraternizar, nas praias, nos parques, nas praças, nos campos de futebol, nas quadras esportivas, com os nossos amigos, e festejar. Mas antes da vacina, não, antes da vacina nós precisamos nos preservar. Muito obrigado, bom final de semana a todos.