Coletiva - Comemoração dos 21 anos da Lei de Cotas - 20122407

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva na Comemoração dos 21 anos da Lei de Cotas

Local: Capital - Data: 24/07/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, hoje nós completarmos 21 anos da lei de cotas, para pessoas com deficiência, em São Paulo atingiu 47,6% das pessoas com deficiência trabalhando. São 26 mil trabalhadores, só do Governo do Estado nós contratamos 9.206 trabalhadores e nós temos um desafio, rapidamente passar de 50% e ser o primeiro estado do Brasil com o maior número de pessoas com deficiência contratadas, para isso um grande esforço de qualificação profissional. Nós estamos aumentando as vagas do Via Rápida, onde trabalhadores podem fazer o curso em um mês, no máximo em dois meses, recebe uma bolsa para fazer o curso e rapidamente se empregam e podem trabalhar. O trabalho realiza o trabalho atrás felicidade porque permite a sua vocação ser realizada, ajuda o desenvolvimento de país, são excelentes profissionais, com carteira assinada, com todo o direito, com toda garantia essa é a verdadeira inclusão. Então criamos aqui um mutirão hoje pra aumentarmos ainda mais empregabilidade entre as pessoas com deficiência em todo o Estado de São Paulo, importante a participação dos sindicatos dos trabalhadores e do sindicato patronal, do Ministério Público, do Ministério do Trabalho e Emprego e da Sociedade Civil para que nós possamos avançar mais rapidamente.


REPÓRTER: Como será esse mutirão?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Mutirão envolvendo a Secretaria do Trabalho, o Via Rápida, nós vamos ter carreta também para o Via Rápida móvel, e qualificação profissional, cursos rápidos de um mês. Porque qual o argumento do setor empresarial? É que falta mão-de-obra qualificada. Primeiro que nós temos mão-de-obra qualificada, segundo que a gente pode qualificar ainda mais e rapidamente.


REPÓRTER: [ininteligível] se tem vagas suficientes?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós temos o Via Rápida, e temos... Hoje em dia não se segrega, o correto é a inclusão. Então nós temos alunos com deficiência em todos os cursos, desde o ensino básico, técnico, tecnológico e universitário, em todos eles, agora, nós vamos desenvolver um trabalho específico, por exemplo, pessoas com deficiência de visão, você tem que ter um tipo de qualificação profissional, pessoas com mobilidade reduzida, você tem um tipo de qualifico profissional, então temos convênios com entidades é o próprio centro Paula Souza e a meta é rapidamente passar de 50%, hoje nós temos 47,6%, 126 mil pessoas, acho que pode fazer um esforço pra chegar a 150 mil pessoas trabalhando, pessoas com deficiência.


REPÓRTER: Governador os sindicatos fizeram parceiras com entidades, para capacitação de pessoas com deficiência para o mercado de trabalho. Qual a importância desse novo olhar do sindicalismo brasileiro governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, superimportante. Quer dizer, os sindicatos podem ser um importante parceiro para gente poder qualificar mais rapidamente os trabalhadores e qualificar direcionado para o mercado de trabalho, ou seja, pras empresas que têm que contratar por lei, são obrigadas a contratar, nós já estamos identificando quais são essas áreas para concentrar a qualificação profissional nessas áreas.


REPÓRTER: Já se sabe quais são as áreas que existe mais demanda?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A Secretaria do Emprego, ela tem esse trabalho porque ela tem o “Emprega São Paulo”. Então ela sabe quais são vagas que faltam mão-de-obra qualificada e quem tem que cumprir a lei de cotas? São empresas com maior tamanho não é microempresa, então a gente vai identificando também essas empresas e aí o Ministério Público, fiscalização também vai ajudar.


REPÓRTER: O Secretário da Segurança disse ontem que a cidade passa por uma escalada de violência. Diante desse fato, desse problema, tem alguma orientação para as pessoas?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, essa é uma tarefa que você tem todo dia vencer banha batalha, você nunca pode dizer: olha, terminou. Essa é uma luta permanente, polícia na rua, 24 horas trabalhando para proteger a população, nós temos um indicador da eficiência policial. O ano passado, em 2011 nós tivemos 66 mil pessoas presas, de janeiro a junho; esse ano, de janeiro a junho já passamos de 73 mil. A polícia está mais na rua, está prendendo, está protegendo a população, tirando criminoso da rua, então são tarefas importantes. Ontem nós, sexta-feira, fizemos a formatura de mais 920 soldados, um ano de estudos, eles não vão pra rua antes de um ano, um ano na escola superior de soldados, não são efetivados, a não ser depois de um ano de estágio probatório, então são dois anos, ontem eu fui a Guarulhos, mais de 180 policiais incorporados à tropa, dia primeiro de agosto agora, na semana que vem aumento de 11% para as policias. Então um soldado que entra... Inicial aqui na capital é R$2.850. Nós valorizamos também a carreira policial. Um jovem que entrou na polícia já é R$2.850. Para esses 920 vagas, nós tivemos 77 mil inscritos. Então você veja que é uma seleção grande, por que você tem quase 100, 80 candidatos por vaga. Quer dizer, uma seleção grande, é uma tarefa permanente. Eu não tenho dúvida que passa esse estresse. A gente precisa sempre avaliar indicadores com uma série histórica, e quando a gente pega de 2000 para cá, é uma sequência de redução de crimes contra a vida, que é homicídio e latrocínio. E o que acontece? A polícia foi para cima do tráfico de droga, inclusive nas pontas, nas chamadas biqueiras, e aí houve uma reação de ataque à polícia. Não há nenhuma... O governo não retroage no combate à criminalidade, é nosso dever. E também precisamos combater tráfico de drogas nas fronteiras. Porque nós produzimos cana, laranja, soja, milho, mas não produzimos cocaína. Como é que entra tudo isso no país? É preciso também uma ação mais efetiva de fronteira, e perseverar nesse trabalho. E teremos mais uma formatura policial, agora no segundo semestre, de mais 970 policiais, 200 delegados vão tomar posse na semana que vem, aqui em São Paulo.


REPÓRTER: [Ininteligível] declaração que não cabe ao secretário [ininteligível], que é...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Essa é uma tarefa que você nunca pode dizer que encerrou, essa é uma permanente e a polícia tem que trabalhar. Quais são os indicadores da eficiência policial? Números de prisões, número de drogas apreendidas, carros recuperados, crimes esclarecidos... Para isso nós estamos fortalecendo a Polícia Civil, nomeamos 800 investigadores escrivães; agora 200 delegados, a Polícia Militar aumentando o efetivo, tablets nos carros, computação embarcada, tecnologia nesse trabalho.


REPÓRTER: Governador, ontem a gente teve aquela invasão nos prédios, no apartamento aqui no centro, e a gente teve também uma chacina ali no Grajaú, dois assassinatos e outras vítimas que foram mortas por um motoqueiro. Eu gostaria de saber se o governo assume esse aumento da violência e o que tem feito efetivamente para combater isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nesse caso desse arrastão, dois criminosos já foram presos e grande parte do que foi roubado, já foi recuperado. Os outros também vão ser, caiu a casa. Já prendeu dois...


REPÓRTER: Mas o governo assume esse aumento de violência?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O governo está trabalhando. Se você pegar as estatísticas brasileiras... São Paulo era, há 10 anos atrás, o 25°... Aliás, perdão. São Paulo era o 5° estado mais violento do Brasil, hoje é o 25° estado. Se saiu do 5° estado mais violento, para 25° e é uma luta permanente. E vamos melhorar mais, não tenham a menor dúvida de que os indicadores vão cair, tem que perseverar esse trabalho, nós vamos investir fortemente em policiamento, treinamento, tecnologia, eficiência policial e vai passar. Agora, nós não podemos ter medo de reação de criminoso. Então se a polícia não tiver sido duro e firme contra o tráfico de drogas, inclusive na ponta, não teria tido a reação que tivemos os criminosos nos últimos 15, 20 dias, mas é necessário que isso seja feito.


REPÓRTER: Agora, governador, a população tem que se acostumar com esses momentos de estresses, como o senhor disse?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não tem que se costumar. A polícia está na rua, está trabalhando, protegendo a população, aumentando o efetivo da polícia, boas notícias para segurança, mais 920 policiais, 200 delegados de polícia, polícia equipada, motivada, carreira policial. Esse é o dever do estado, que é o que está sendo feito.


REPÓRTER: Governador, cortando a pauta, a prefeitura de São Paulo e o governo de São Paulo tem tido uma sinergia muito grande nas políticas de inclusão social. Qual é a importância dessa sinergia, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, é importante. Eu acho que os três níveis de governo: Federal, estadual e municipal; e principalmente a sociedade civil, quanto mais andarem juntas, mais sinergia ocorre. Muito obrigado!


REPÓRTER: Qual é a sua opinião sobre a situação agora do estado e na cidade, tem uma escalada mesmo, qual é a sua opinião?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a polícia está trabalhando, a população pode confiar, nós tivemos mais 920 policiais já se incorporando à tropa essa semana, vamos ter mais 200 delegados, é perseverar nesse trabalho, polícia na rua ostensiva, preventiva para proteger a população. Só para se ter uma ideia, nós prendemos de janeiro à junho do ano passado 66 mil presos, este ano já são 77 mil. A polícia está efetivamente trabalhando. Agora, quando você enfrenta o tráfego de droga tem reação, especialmente porque se foi para biqueira, se foi para a ponta, então acabam atacando a polícia para desviar a atenção, nós temos é que perseverar nesse trabalho. E esses novos policiais que se incorporaram agora à tropa, um ano de treinamento, e vão ter mais um ano para o estágio probatório, são dois anos procurando capacitar. Agora, temos uma força policial de quase 100 mil policiais militares, além da Polícia Civil e da Polícia Científica, então pode haver algum erro, pode haver desvio, para isso a Corregedoria rápida para poder corrigir, não permitir nenhum tipo de desvio de conduta.


REPÓRTER: Mas está havendo muitas ocorrências na cidade, né?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A polícia esta trabalhando permanentemente, é natural que haja mais enfrentamento.


REPÓRTER: Governador, uma última pergunta. Saiu na Folha de São Paulo que nos últimos cinco anos a polícia de São Paulo mata mais do que toda a polícia dos Estados Unidos, isso é sinal de eficiência?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós tivemos de janeiro a maio o índice de letalidade menor do que a do ano passado. Menor.

Só no Governo do Estado nós temos 9.206 pessoas trabalhando, cadeirantes, cegos, surdos, vários tipos de deficientes, vamos aumentar a qualificação e cobrar das empresas, pois as grandes empresas são obrigadas pela lei de cotas a contratar muito bons funcionários, a pessoa fica independente economicamente, melhora a sua autoestima, se realiza através da sua profissão. Queremos ser o primeiro estado brasileiro a... Já somos numericamente, mas queremos ser percentualmente primeiro estado do país em percentual de pessoas com deficiência qualificadas, capacitadas e trabalhando.


REPÓRTER: Na coletiva o pessoal pegou no pé do senhor sobre a questão da segurança, mas o senhor já falou, tem que ter mais polícia.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Segurança é a polícia na rua. Podem confiar, nós estamos com mais 920 policiais militares que se incorporaram à tropa agora na sexta-feira, polícia toda preventiva, quanto mais polícia na rua melhor, nós estamos fazendo uma reengenharia para ter sete mil policiais militares a mais na atividade de ponta, trabalhando, protegendo a população.


REPÓRTER: Dá um alô para Laércio que está na sua escuta lá.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Laércio, grande abraço.


REPÓRTER: ... Para o setor de gastronomia e hotelaria?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, primeiro dar os parabéns ao setor dos hotéis, restaurantes, bares, similares que é um dos setores que mais emprega, portanto social e economicamente mais importante, é muito emprego, emprego na veia, setor importantíssimo. Então no Via Rápida Emprego que é o nosso programa de qualificação profissional, nós estamos dando prioridade à parte de gastronomia, formar pizzaiolo, chapeiro, padeiro, confeiteiro, cozinheiro, copeiro, toda a área de gastronomia, a parte de receptividade, de recepção, parte de hotelaria, parte de imagem pessoal, enfim esse setor de serviços que é hoje o que mais abre postos de trabalho, e boas parcerias com sindicatos do setor.


REPÓRTER: Além das medidas de formação, também tem curso de idiomas, medida mais práticas?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Tem. Nós temos nas ETECs, temos nas FATECs e temos na nossa educação básica, o chamado CEL que é o Centro Estadual de Línguas. Mas nós podemos, até você me deu uma ideia boa aqui, podemos fazer cursos também de segunda língua, segundo idioma independente do curso regular.


REPÓRTER: Obrigado, governador!


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Um abração.