Coletiva - Covid-19: SP terá mais R$ 90 mi para capital e cidades com menos de 100 mil habitantes 20202703

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Coletiva - Covid-19: SP terá mais R$ 90 mi para capital e cidades com menos de 100 mil habitantes

Local: Capital - Data: Março 27/03/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. A pedido do prefeito Bruno Covas, eu abro aqui esta nossa coletiva de imprensa agradecendo... Vocês estão ouvindo bem ou não? Está ouvindo?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [ininteligível]

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos de novo. Boa tarde a todos. Eu quero agradecer inicialmente o Bruno Covas, pela deferência de permitir que aqui, no seu ambiente, nós possamos iniciar esta coletiva de imprensa, e começo exatamente saudando o Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, prefeito com o qual temos trabalhado desde o início desta gravíssima crise e realizado um trabalho em conjunto com as nossas equipes de saúde e toda a estrutura de governo. Também cumprimentar o Edson Aparecido, secretário de Saúde do Município de São Paulo, incansável no seu trabalho e o da sua equipe, para as ações preventivas e de atendimento à populaç&atilde ;o da maior cidade do país. Cumprimentar também o José Henrique Germann, que está aqui ao meu lado, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, e Germann, em seu nome também cumprimentar a todos que, na área da saúde pública estadual, vêm se sacrificando, vêm se esforçando, vêm dedicando horas e arriscando as suas vidas para salvar pessoas. Agradecer também o Eduardo Tuma, vereador, e em nome dele a Câmara Municipal, pelo apoio a todas as iniciativas que o prefeito Bruno Covas vem empreendendo para salvar vidas na maior cidade do país. Agradecer também a você, Helena Sato, nossa coordenadora do Centro de Contingência do Corona Vírus, e a todos que fazem parte desse grupo, incluindo nosso querido Dr. David Uip, que está se recuperando, e bem, e saudar a presença do Júlio Croda, que desligou-se do Minist&eacute ;rio da Saúde e agora passa a integrar o time do Governo do Estado de São Paulo e o time sob a coordenação da Helena Sato, do Centro de Contingência do Corona Vírus. O Júlio Croda é um dos mais respeitados profissionais da medicina que trata de epidemias, infectologia, e ele é mais do que bem-vindo para nos ajudar nesta guerra e a superá-la. Alguns informes antes de falarmos do hospital de campanha, onde nós estamos aqui, no Estádio Municipal do Pacaembú, o Estádio Paulo Machado de Carvalho, transformado em hospital de campanha, e sobre isso o prefeito Bruno Covas e o secretário Edson Aparecido falarão na sequência. Queria, na condição, mais uma vez, de brasileiro, de cidadão e de governado r do Estado de São Paulo, dizer que o Brasil pode parar, pode parar para lamentar a irresponsabilidade de alguns, e chorar a morte de muitos. Nossa homenagem aqui aos profissionais de saúde, aos cientistas, aos socorristas, aos brasileiros de bem que estão salvando vidas, enquanto alguns preferem desprezar vidas. Não é racional fazer política com a saúde e a vida as pessoas, especialmente das mais pobres e mais vulneráveis. É racional, sim, ter atitudes corretas, honestas, humanitárias e solidárias. Hoje mais de 50 países estão em quarentena, lutando contra uma pandemia, a pior crise de saúde do mundo nos últimos 100 anos. Quase a metade da população do planeta está recolhida em casa, o mundo inteiro está errado e o único certo é o presidente Jair Bolsonaro? Será esta a racionalidade? Um mundo errado e um dirigente certo? R eflitam sobre isso. Há um documento oficial do Ministério da Saúde pregando o isolamento, há um decreto assinado pelo presidente da República defendendo o isolamento, um decreto de calamidade pública. A campanha que o Governo Federal está lançando hoje, nas emissoras de televisão e nas redes sociais, prega justamente o contrário. Afinal, temos um Governo Federal ou dois governos? Um que acerta na sua política pública, no seu Ministério da Saúde, com seus técnicos, com seus especialistas, com seus cientistas, e outro que prega exatamente ao contrário, qual dos dois governa o Brasil? Esses R$ 4,8 milhões de investimento nessa campanha, para desinformar a população do Brasil, deveria ser utilizado para comprar suprimentos para os hospitais públicos, atendimento aos mais pobres, aos mais humildes, aos desvalidos, e ao atendimento e à informação correta da população brasileira. O Brasil precisa discutir quem será o fiador das mortes no Brasil. São Paulo, Bruno Covas e eu, não trabalhamos com futurologia, trabalhamos com dados, com informações, com respeito à ciência, com respeito àqueles que dedicam a sua vida inteira ao estudo da saúde. E nós dedicamos o nosso trabalho aos que querem viver e a terem o seu direito de viver. O Brasil precisa de união, e não de ódio. Não é hora de fazer política, não é hora de fazer campanha, não é hora de propagar ideologismos, não é hora de fazer conflagrações e disputas. Esta guerra, esta guerra de saúde, esta guerra de vida, só será vencida se nós tivermos a capacidade de estarmos unidos. A política que mata pessoas não salva a economia. Nesse momento, a hashtag que salva vidas é: fique em casa. E se tiverem dúvida disso, consultem o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, que ontem à noite declarou o seu arrependimento de ter apoiado uma iniciativa semelhante a essa, que hoje o Governo Federal e algumas pessoas desavisadas, e outras irresponsáveis, promovem em todo o Brasil. O resultado da irresponsabilidade em Milão, na Lombardia, hoje representa 4.400 italianos mortos, enterrados, sepultados, que perderam a sua vida, porque acreditaram na mensagem de que não era preciso parar. Será que em São Paulo, em outras cidades, em outros estados do nosso país, vamos precisar enterrar 4.400 pessoas para ter a certeza de que o convite para irem às ruas, para fazerem o que não devem fazer, é um erro? Antes que isso aconteça, você, que é cidadão, você, que é brasileiro, você, que ama a vid a, siga as orientações dos médicos, da medicina correta, da ciência e das autoridades que não têm medo de falar a verdade: fique em casa. Na coletiva de hoje, antes de passar a palavra ao prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, o Governo do Estado de São Paulo anuncia um repasse de R$ 50 milhões, fundo a fundo, para a prefeitura da capital, cujo depósito será feito na próxima segunda-feira, para cofinanciar os hospitais de campanha da Prefeitura de São Paulo. Hospitais que serão apresentados pelo prefeito Bruno Covas e pelo secretário Edson Aparecido, a começar deste onde estamos no Estádio do Pacaembu que será inaugurado no próximo dia primeiro. Também estamos fazendo repasses para outras cidades, ontem anunciamos um total de R$ 90 milh&oti lde;es de repasses, dos quais R$ 40 milhões, neste momento, estão sendo destinados também para 565 municípios do estado de São Paulo com menos de 100 mil habitantes. Ontem anunciamos R$ 218 milhões para as cidades, no estado de São Paulo, com mais de 100 mil habitantes; no total para os 645 municípios do estado de São Paulo, incluindo a sua capital, destinamos um total de R$ 30 9 milhões, todos os valores deverão ser investidos para o custeio, a compra de insumos, e a montagem e operação de hospitais de campanha como esse no Estádio do Pacaembu. Quero finalizar, antes de passar a palavra ao prefeito Bruno Covas, dizer também que ontem orientamos a nossa Secretaria de Transportes, em linha com o Ministério dos Transportes, que volto a dizer, tem tido um comportamento republicano, correto, as sertivo, na figura do seu ministro Tarcísio Gomes de Freitas, e a secretaria de Transportes, Bruno Covas, do governo do estado, em conjunto com a sua Secretaria de Transportes, diga-se, nós orientamos a liberação de todos os espaços nos postos de pedágio, perdão, nos postos de pesagem do Departamento Estadual de Rodagem para o apoio e descanso de caminhoneiros. Repito, a partir de hoje todas, hoje, às 6 horas da manhã, todos os espaços dos postos de pesagem das rodovias do estado de São Paulo estão disponibilizados para os caminhoneiros, a medida vale até o dia 30 de junho. Liberamos também o acesso de caminhões aos domingos, à tarde, na chegada pelas rodovias a São Paulo, até ontem isto era restrito devido ao grande fluxo de veículos que retornam à capital pauli sta aos finais de semana. Essa medida também será válida até o dia 30 de junho. Criamos também dois canais junto aos caminhoneiros para que eles possam denunciar o fechamento de serviços essenciais nas estradas, ou qualquer outro tipo de bloqueio de rodovias que possam prejudicar o trabalho dos caminhoneiros e a atenção ao transporte e ao abastecimento. Denúncias poderão ser feitas por caminhoneiros e motoristas de ônibus e outros sistemas de transporte pelo telefone 0800-055-5510 ou através do e-mail abastecimentoseguro@sp.gov.br, o funcionamento do sistema telefônico e do sistema de e-mail: 24 horas por dia até o dia 30 de junho. Quero finalizar, lembrar também que essas medidas do governo de São Paulo somam-se àquela que já suspendeu por 90 dias a pesagem de caminhões nas rodovias estaduais e também as que estão sobre concessão de empresas privadas. Restaurantes e postos de combustíveis fazem parte de serviços essenciais do nosso estado, nunca foram fechados e não serão fechados. Nos postos de combustíveis os restaurantes podem operar com o produto acabado, elaborado para ser entregue aos motoristas e alimentação ser feita fora dos restaurantes. A mesma orientação que Bruno Covas tem na capital de São Paulo é a mesma que temos para todo o estado de São Paulo. Serviços de entrega denominados 'delivery', serviços de entrega em mãos para o consumo em outro local que não aquele onde foram adquiridos estão autorizados, estão permitidos. Feitas essas considerações iniciais passo a palavra ao prefeito da capital de São Paulo Bruno Covas. Bruno

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, queria começar saudando a todos em nome do governador João Doria, dizer que agradeço muito por toda essa ajuda e parceria que o governo do estado tem tido com a prefeitura de São Paulo, esses R$ 50 milhões serão utilizados pela prefeitura nos nossos hospitais de campanha Pacaembu e Anhembi. A previsão inicial é que nós seríamos 2 mil leitos nos hospitais de campanha, já chegamos a 2.100 com o anexo que vai ser feito no hospital do M'Boi Mirim, e a previsão inicial é que nós teríamos mais 490 leitos de UTI, se somando aos 507 que nós t& iacute;nhamos na capital. Esses 490 já não correspondem à realidade, que nós vamos acrescentar 725 leitos aqui de UTI na cidade de São Paulo. Então, a prefeitura hoje trabalha com números de 2.100 leitos de retaguarda, nos hospitais de campanha, e 725 leitos de UTI. Dizer que o trabalho que a gente feito aqui: prefeitura e governo do estado de São Paulo é um trabalho conjunto, juntando não apenas dois governos, mas trabalhando acima de tudo ao lado da ciência, nós estamos fazendo aqui o que é recomendação da Organização Mundial de Saúde, e estamos fazendo aqui o que é recomendação das principais lideranças e autoridades da Vigilância Sanitária. O isolamento, a so licitação para as pessoas ficarem dentro de casa, a proteção à vida não é uma ação de esquerda, de direita, ou de centro, é uma ação humanitária. Nós estamos aqui trabalhando conjuntamente, e o governador com tantas outras, inúmeras prefeituras, independente de coloração partidária ou divisão política, esse é um momento de união, esse não é um momento de apostar na divisão, esse não é momento de partidarizar ou pensar na próxima eleição, é somente pensar nas vidas. A gente tem visto aí o mundo inteiro tendo que se sacrificar, que realmente não é uma questão simples, vocês imaginam o que é um prefeito da cidade de São Paulo botar no seu curr ículo que fechou o Parque Ibirapuera, então não é algo que eu desejava fazer no meu íntimo, mas eu fiz assim que orientado e solicitado pela Vigilância Sanitária, o Ibirapuera, os outros parques municipais, os centros culturais, os equipamentos esportivos, e assim foi feito a decretação da Situação de Emergência e agora de Calamidade Pública na cidade de São Paulo. Então este trabalho conjunto é um trabalho... necessário que eu espero possa surtir efeitos para que a gente mostre, né, para o mundo inteiro que aqui a gente segue sim a recomendação do que é a ciência, do que é o necessário a ser feito para reduzir o número de mortes de paulistanos, paulistanas e, no casso do governador, dos paulistas. É exatamente atuando desta forma: conjuntamente, com a consciência tranquila, que nós estamos fazendo o que é o certo, que a gente vem hoje verificar esse bom andamento das obras aqui do Hospital de Campanha Municipal do Pacaembu, as obras começaram sexta-feira da semana passada, aliás começaram... anunciadas na sexta e começaram no sábado praticamente. Nós estamos aqui, portanto, há seis dias de obras, a previsão inicial é que ficaria pronta em duas semanas e, praticamente pela metade, a gente consegue entregar para que os profissionais possam começar a utilizar, já, a partir da quarta-feira da semana que vem. Então, a gente fica muito feliz, agradeço muito a toda equipe, em especial da Secretaria de Saúde Municipal que trabalhou em c onjunto com a Secretaria de Saúde do Estado, e tem trabalhado 24 horas por dia, sete dias por semana para colocar de pés esses espaços, já é a terceira fase da pandemia. Então, nós passamos pela prevenção para levar informação à população, pelas ações de isolamento, e agora a gente está se preocupando com a terceira fase, com a explosão dos casos e com a quantidade de pessoas que vão precisar desses leitos que aqui estão. Eu tenho certeza que, embora, a gente veja muitos políticos preocupados com o artigo da CLT, que trata de responsabilização, a nossa preocupação aqui é com o artigo 121 do Código Penal, e não ser responsabilizado por nenhum homicídio, muito obrigado e boa tarde a todos vocês.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Bruno Covas, vou passar a palavra ao Edson Aparecido, secretário municipal de saúde, que pode expor a vocês o programa dos hospitais de campanha na capital de São Paulo, sempre com o nosso integral apoio e suporte e, na sequência, o Dr. Germann, e se necessário, com a ajuda da Dra. Helena, darão a vocês os números atualizados de pessoas em atendimento e, infelizmente, também as vítimas. Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: Bom, meu boa tarde a todos, como disse o prefeito, à luz do cenário que a doença foi se apresentando, a pandemia foi se apresentando aqui da cidade de São Paulo, em conjunto das ações nossas com a secretaria estadual e sob a orientação do Ministério da Saúde, a prefeitura foi tomando medidas, primeiro, como disse o prefeito, de prevenção, depois de contenção e, finalmente, de mitigação, quando nós tivemos o primeiro caso, dia 23 de fevereiro, e depois a transmissão comunitária, no dia 13 de março, com a morte no dia 16 da primeira pessoa aqui na cidade de São Paulo. Todos os estudos das nossas equipes técnicas apontavam pra necessidade exatamente de que as medidas de restrição que pudessem nos ajudar a reduzir o desenvolvimento, a chamada curva de disseminação da doença, pra que a gente tivesse, pra que nós tivéssemos tempo de preparar a rede de atenção básica do município e a rede hospitalar para o momento mais agudo da crise, da pandemia, que é exatamente o que nós estamos entrando agora, que é o mês de abril. E, portanto, essa terceira etapa, nós tínhamos que, exatamente, primeiro, preparar os leitos de UTI na cidade, que foi todo esse reforço, colocado aqui pelo prefeito, nós temos 507 leitos de UTI no município e estamos, em menos de 40 dias, avançando pra mais 725 leitos de UTI aqui na cidade, né, e, ao mesmo tempo, precisávamos ter uma estrutura de retaguarda , uma estrutura de baixa e média complexidade, onde viessem doentes de coronavírus, pessoas que estavam contaminadas, mas não estavam agravadas pra ocupar um leito de UTI, e com isso a gente reduziria e vai reduzir a pressão que os hospitais vão ter de terem exatamente o leito, o leito de UTI em cada uma das nossas unidades. Foi em função disso, nós já vínhamos iniciando um processo de planejamento, foi em função disso que nós recebemos, na quinta-feira passada, exatamente dirigentes do Einstein, que tem uma... Que tiveram e estão tendo uma experiência extremamente importante de combate à pandemia aqui na cidade de São Paulo e no Estado de São Paulo, nos apresentando exatamente a sugestão da articulação desses dois hospitais de campanha, né, são hospitais, então, nós vamos ter aqui pacientes de coronav&i acute;rus, que serão encaminhados para esses hospitais pela regulação do município, pra que a gente possa trata-los, dar todo o acompanhamento médico, recupera-los no prazo de dez a 14 dias, pra que depois, então, eles possam retornar as suas casas. A cada 200 leitos, como é esse que nós temos aqui, esse hospital, nós teremos também, a cada 100 leitos, nós teremos oito leitos de estabilização, então, portanto, aqui nós teremos 16 leitos de estabilização, por conta daqueles pacientes que, eventualmente, agravarem aqui, serem estabilizados neste hospital de campanha, e, em seguida, serem dirigidos a uma UTI de um dos 18 hospitais da prefeitura de São Paulo. Aqui vão trabalhar 520 profissionais de saúde, né, com toda a infraestrutura necessária, que vocês já puderam aqui acompanhar, né, os nossos profission ais de saúde vão ter um sistema paralelo de alimentação, que vai ser instalado aqui no ginásio do Pacaembu, a alimentação dos pacientes é uma alimentação separada, é um outro tipo de alimentação e, desta maneira também nós vamos agir nos 1800 leitos de hospital de campanha que estão sendo instalados no Anhembi. No Anhembi a gente deve ter algo em torno de 2100 profissionais, lá nós tivemos, inclusive, a sessão do hotel Holiday Inn, pra que os profissionais de saúde, que vão atuar no Anhembi possam, inclusive, eventualmente, dormirem, ficarem naquele estabelecimento, que foi uma sessão da [ininteligível]. Então, nós acreditamos que o planejamento é que pra terça-feira todo complexo esteja entregue, pra que na quarta-feira comecem a chegar, entrar os profissionais e começarem a chegar os primeiros pacientes que deverão ser aqui tratados. O município está gastando 35 milhões na infraestrutura desses 2000 mil leitos e algo em torno de 15 milhões de reais para o seu custeio em quatro meses, esses valores divididos em quatro meses. Então, em linhas gerais, é um pouco isso, acho que alguém depois, governador, prefeito, nas perguntas a gente possa esclarecer mais algum item.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido, vamos às informações, agora, do Dr. José Henrique Germann, o status atual, a situação atual de pessoas em atendimento, lamentavelmente óbitos.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. Os dados que nós temos pra hoje são os seguintes, no Brasil para ontem, né, o informativo de ontem, nós tínhamos 2915 casos confirmados, no Estado de São Paulo, que é um dado de hoje, nós temos 1223. Ontem nós tínhamos 1052 casos confirmados. De ontem pra hoje houve um crescimento de 14%. Isto é um dado importante. Nós temos acompanhado desde o começo da epidemia, aqui no Estado de São Paulo, qual é o comportamento da incidência de casos, tanto aqui em São Paulo, no estado, como no Brasil e demais países que foram acometidos pela epidemia, que vocês j&aacu te; sabem quais são. São dados extremamente fidedignos, eles provém com chancela da Organização Mundial de Saúde, e são adotados tanto pelo Ministério da Saúde, quanto por nós, que mostra que há um crescimento da epidemia e com algumas variações, que vocês também devem ter observado, que agora Estados Unidos escapou da curva e está acima da China, do que foi apresentado pela China. Que a Itália tem um número de casos inferior à China, mas com um número de óbitos maior. E a outra constatação que a gente observou é que vindo do frio para o calor, vindo do hemisfério norte para o hemisfério sul, não houve modificação no comportamento do vírus, no que diz respeito a questão de inverno ou verão. Ele se comportou da mesma maneira. E, feitas as previsões n a incidência para o Brasil e para o Estado de São Paulo, nós ainda temos poucos dados, porque isso começou a ser, é o procedimento correto, a gente passa a estabelecer os pontos dessa curva à partir do caso 100, não é à partir do caso zero, à partir do caso 100, então, isto posto, nós temos números e pontos nesta curva ainda muito pequenos. Então, nós precisamos de mais um pouco, mais algumas semanas, pra que a gente possa fazer previsões. Mas o que nós temos observado é que o crescimento da curva de São Paulo tem uma incidência menor, ou uma taxa de crescimento menor do que a curva do Brasil. Para vocês terem uma ideia, em 16 de março, foi quando teve o caso 100, 15 de março, e 16, eram, 152 casos confirmados no estado, chegando no dia 25 que passou agora, a 862, um crescimento de 467%, e no mesmo período, para o Brasil, o crescimento foi de 939%. O que eu quero dizer com isso é que as medidas que foram tomadas pelo governo do estado estão em linha, primeiro com a literatura toda que a gente consulta, estuda e acompanha todo dia, e as demais histórias de epidemias que se conhece. E é, justamente, a questão de evitar as aglomerações, e nós estamos promovendo esse distanciamento social e isso significa, esses dados mostram que nós estamos no caminho certo. E aí vale um apelo para que a gente continue nesse distanciamento social, que a gente não afrouxe, que a gente não faça com que isso seja menos regrado do que tem sido até agora, pra que a gente possa caminhar até o fim da quarentena, que é no dia 7 de abril, dentro do mesmo padrão de crescimento. Se nós conseguirmos isso, nós teremos, pra frente do dia 7, uma vida melhor e de mais esperança co m relação à questão desta epidemia. Quanto ao número de óbitos, nós tivemos 77 ontem, no dado de ontem brasileiro, e o dado de hoje no Estado de São Paulo são 68, 69... Sessenta e oito na Grande São Paulo e um em Ribeirão Preto. Os pacientes graves em UTI foram 70, hoje, 70. E ele varia, de acordo com altas e óbitos, obviamente, ou internações. Então, era 61, passou pra 70, desceu pra 59, foi pra 84 e agora desceu pra 70. Então, ele tem esse comportamento irregular, é assim mesmo. E isso se consolidando decrescente, significa também então que as medidas estão corretas desta maneira. Então, eu enfatizo a necessidade da gente observar os padrões de distanciamento social que nós estamos promovendo. Isso é fundamental para que a gente consiga chegar, do meio pra frente dessa epidemia, dentro de uma caracter&iacute ;stica de tratamento, e característica de melhoria dos pacientes, bastante significativa. Eu queria passar a palavra, por favor, para o Dimas Covas, que foi quem, no Instituto Butantan, e junto com o Centro de Contingência do Estado, que inclusive ele faz parte, ele estabeleceu essa estatística, criou essas observações. Eu gostaria de saber se você podia complementar os dados que eu coloquei aqui. Tem outro microfone pra ele? Ok, obrigado.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, nós, com o auxílio do Júlio Croda e da equipe de epidemiologistas da UnB, nós fizemos um esforço para modelar qual seria o efeito das medidas de isolamento social e se esses efeitos já poderiam ser mensurados. Então, reunidos dados principalmente da região metropolitana, em comparação com os dados do Brasil e de outros municípios, e as conclusões são muito animadoras. Antes das medidas de contenção, a transmissibilidade do vírus era uma pessoa infectada transmitindo pra 5, 5,5 pessoas da população, então isso explicava aquele comportamento explosivo da curva. No dia 16, as medidas começaram, dia 15 pro dia 16 , as medidas começaram a ser anunciadas, e aí, progressivamente, elas foram implementadas. Então veja, no dia 20, essa transmissibilidade já tinha reduzido pra 1 pra 3, quer dizer, um indivíduo infectado transmitia pra três pessoas. No dia 25, que foi o último dado que nós usamos pra fazer essa modelagem, já era pra 1 pra 2,5. E, portanto, nós estamos observando uma queda, que resulta do afastamento social. Quer dizer, isso é inequívoco. Se nós continuarmos nesse procedimento, essa curva vai se estabilizar e nós vamos atravessar esse período mais crítico. Da mesma forma, nós fizemos uma projeção em termos das necessidades de leitos hospitalares, principalmente no município de São Paulo, considerando que agora nós temos também a incidência da síndrome gripal. Então, é uma época do ano em que as doenças respiratórias, do sistema respiratório, aumentam muito. E esse é um sistema de notificação muito poderoso aqui no Estado de São Paulo e no Brasil, das síndromes gripais. Então, veja bem, as medidas tiveram efeito inclusive no número de notificações de síndromes gripais, que antes das medidas era 1 pra 4,5, um indivíduo transmitindo pra 4,5, e agora já é 1 pra menos de 2. E da mesma forma, como eu disse, a questão de leitos. Se nós não tivéssemos tomado nenhuma medida, nós teríamos, nessa data, um contingente muito grande de pacientes precisando de leitos hospitalares, provavelmente logo, logo, nós teríamos mais de 25 mil. A projeção agora, 25 mil pacientes. A projeção agora é pra menos de 10 mil pacientes. O sistema de saúde, os leitos, seriam totalme nte incapazes de atender à demanda. Hoje, eles já estão dentro da curva. Então, as medidas de afastamento social estão sendo efetivas. Esses dados serão disponibilizados, esses gráficos serão disponibilizados, exatamente demonstrando que essa modelagem pode ser feita, e nós podemos acompanhar todo o processo. Agradeço ao Júlio Croda, que está trabalhando conosco. Ele foi incorporado à equipe de Epidemiologia do Butantan, e o Butantan está trabalhando ativamente no tratamento desses dados.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Dimas Covas. Antes de abrir às perguntas dos jornalistas que aqui estão, nós temos oito veículos de comunicação já inscritos, nós também queremos trabalhar, queremos trabalhar para salvar vidas. E após salvar vidas, preservar saúde, temos todos condições de voltar ao trabalho. Primeira pergunta é da TV Bandeirantes, jornalista Rodrigo Hidalgo. Rodrigo, boa tarde, obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, o senhor foi ameaçado de morte depois de repudiar o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro. Eu queria que o senhor detalhasse como foram essas ameaças, as providências que o senhor tomou e como o senhor vê a criação de um novo movimento? Hoje nas ruas a gente viu uma carreata em direção ao Palácio dos Bandeirantes, um pequeno número de manifestantes do lado de fora. Como é que o senhor vai lidar com isso a partir de agora?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lidar com a verdade e com a responsabilidade, que é o que cabe a um gestor público como eu e como o Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, e eu como governador do estado. Eu não faço política como governador, eu faço gestão. Bruno Covas, como prefeito, ele faz a gestão da cidade de São Paulo. Há outras pessoas que preferem fazer disso a gestão da política, a gestão do ódio, a gestão da conflagração da disputa. Não haveria momento mais adequado na história... Mais inadequado, mais impróprio na história do país para fazer conflagração política do que agora. Todos devíamos estar unidos para salvar vidas, e não para prejudicar vidas. Ontem à noite, logo após o término do Jornal Nacional, às 21h30, comecei a receber centenas de mensagens no meu Whatsapp, dezenas de telefonemas, todos chulos, com xingamentos, numa ação orquestrada e determinada não apenas por robôs, como por instruções, certamente partidas do dito gabinete do ódio, em Brasília, que, nos últimos 15 meses, só tem produzido isto, conflagrações, atritos, conflitos, bobagens, erros e instabilidade na vida do país. Lamentavelmente, comecei a receber, depois das 10h30 da noite, ameaças mais duras, de agressão, de constrangimento e, a partir daí, ameaças de invasões à minha casa. Chamei a Polícia Civil, registrei o Boletim de Ocorrência, conforme já foi informado aos jornali stas, e pedi investigação, assim como já estamos monitorando todos os telefonemas que recebi e todos os Whatsapps que nós temos os telefones registrados. E aproveitar pra dizer também, para bolsominions, bolsonaristas, ameaçadores, agressores, como esses que estão aí fora gritando, que eu não tenho medo de cara feia, não tenho medo de bolsominions, não tenho medo de 'zero um', 'zero dois', 'zero três', 'zero quatro', não tenho medo de Bolsonaro. Eu sou brasileiro e fui educado pelo meu pai e pela minha própria vida a trabalhar pelo Direito e pela Justiça. E como governador de São Paulo, vou trabalhar, como tenho feito, para salvar vidas, ainda que isso me custe o dissabor e a tristeza de ver parte do meu país e do meu povo seguindo um irresponsável, que faz uma campanha para que as pessoas saiam às ruas, num momen to em que devem ficar em suas casas. Não me põe medo. Não põe medo ao Bruno Covas, que aliás tem isso no sangue, na trajetória e na história do seu avô. E vamos continuar a fazer aqui o que é necessário fazer, para salvar vidas, proteger as pessoas, inclusive destas, incautas, injustas, que gritam e clamam pelo pior. Nós vamos ajudar a salvar a vida de vocês também. Próxima pergunta do jornalista William Cury, da TV Globo e da GloboNews. Will, boa tarde, obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde, tudo bem? Sobre a questão do isolamento social, o estado, a prefeitura, tem repetido sempre nas coletivas que é necessário que as pessoas que podem, fiquem em casa. O Bolsonaro, no pronunciamento, ele estimulou que as pessoas, talvez, desrespeitassem essa determinação. Eu queria saber o que vocês analisaram, com dados das secretarias e também da CET, desses três últimos dias, do movimento da cidade. Eu queria saber se continuou o mesmo movimento desde o início, ou se as pessoas começaram a sair mais de casa. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, eu vou dividir a resposta com o prefeito Bruno Covas. Ainda não é possível dizer se houve aumento ou não. Até ontem, nós conseguimos, com o início do período da quarentena, reduzir sensivelmente o movimento nas ruas, no transporte coletivo e qualquer outra área pública, excluindo aquelas onde já não é permitida a presença de pessoas por atos e decretos do prefeito e do governador. Vamos ver hoje o balanço e analisar isto para poder informar amanhã. De qualquer maneira, as decisões da quarentena estão mantidas até o dia 7 de abril, nenhuma alteração nesta decisão. Estamos monito rando isso de forma científica, cuidadosa, precisa, tomando como base as referências do Centro de Contingência do Corona Vírus, com profissionais, cientistas, médicos, especialistas, para tomar as decisões corretas na hora certa, e para salvar vidas, inclusive destes que pregam a ruptura do isolamento ou que pregam a desconsideração e a irresponsabilidade. Vamos salvar a vida destes também. Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Não, na prática não houve nenhum aumento, nenhum incremento no número de pessoas nas ruas, vocês vejam pelo tamanho das manifestações. O pior efeito até agora tem sido a confusão que o discurso conflitante tem causado, então as pessoas achando que agora pode, mas do ponto de vista prático nenhuma grande mudança no trânsito, nenhuma grande mudança no transporte público. É muito mais perguntas e perguntas que a gente vem recebendo, se o discurso vale como algum decreto, se o discurso vale como ordem, e a gente não tem visto nenhum decreto, nenhuma ordem reafirmando o que o discurso do Governo Federal tem sido feito. Então, do ponto de vista prático, continuam as restrições impostas pelo Governo do Estado, pela prefeitura, e a gente não vê nenhuma grande movimentação e afluxo de pessoas nas ruas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pra completar a resposta ao jornalista William Cury, Bruno, eu lembro que o Ministério da Saúde do Governo Federal segue as orientações da Organização Mundial de Saúde, e diariamente realiza briefings e informações corretas à imprensa brasileira e à imprensa internacional, com dois médicos renomados, capacitados e bem orientados para oferecerem informações corretas. Fiquem em casa, obedeçam à quarentena. Pessoas com mais de 60 anos, protejam-se, fiquem em casa. Pessoas com morbidades, fiquem em casa. Pessoas portadoras de deficiência, fiquem em casa. Obedeçam à orientação dos técnicos , médicos, cientistas e autoridades responsáveis. Portanto, volto a perguntar: temos dois governos? Um governo da saúde, que orienta corretamente e que faz uso dos meios de comunicação, nas suas conferências de imprensa, para orientar corretamente pelo isolamento. E outro governo, que orienta exatamente o oposto. Em qual desses dois governos nós, cidadãos brasileiros, deveremos acreditar? Vamos agora à terceira pergunta, que é do jornalista Leonardo Martins, da Rádio Jovem Pan. Leonardo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

LEONARDO MARTINS, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, são duas perguntas sobre o mesmo tema. Qual é o plano de ação do governo para aumentar o número de testes aqui no Estado de São Paulo? E também em Brasília a UnB está fechando uma parceria com o Governo Estadual para fazer 700 testes do Covid-19 lá. Gostaria de saber se vocês têm a pretensão de fazer uma parceria com as universidades em São Paulo, principalmente a universidade, a USP, né? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Leonardo. Vou dividir a resposta com o Dr. José Henrique Germann e, se necessário, com a Dra. Helena Sato, que está aqui, que é a nossa coordenadora do Centro de Contingência do Covid-19. Nós já estamos e já ampliamos e anunciamos aqui, inclusive aos ouvintes e internautas da Rádio Jovem Pan, o aumento de testes. Já estamos fazendo 2.000 testes por dia, desde a última segunda-feira. Eu até fiz a expressão e coloquei a vocês: testar, testar e testar. Obviamente que não é possível testar toda a população de uma cidade, de um estado e de um país, mas fazer testes em todos aqueles que possam e star ameaçados e sob suspeita. E isso nós incrementamos e aumentamos, no âmbito no estado e, quero mencionar também, no âmbito do município de São Paulo. Vou pedir a palavra do Dr. José Henrique Germann, e na sequência, se a Dra. Helena Sato quiser fazer uso da palavra, e o Dr. Edson Aparecido, secretário de Saúde do município de São Paulo. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SÁUDE DE SÃO PAULO: Seguinte... Alô. Nós temos o laboratório inicial, que é o hospital... O laboratório Adolfo Lutz, que faz os... Ele já vinha fazendo, desde o começo. Fez, junto com o Instituto de Medicina Tropical, o primeiro sequenciamento do DNA do vírus, enfim. Aí ele vem fazendo e coordenando toda essa situação de diagnóstico. Entra agora o Instituto Butantan, com mais mil testes por dia, e ontem inclusive tivemos a reunião com os reitores da USP, das várias universidades do Estado de São Paulo, onde nós pudemos mapear 17 laboratórios que são possíveis de virem a fazer os testes. Isso é muito rápido, porque eles já estão preparados, eles já têm tudo que é necessário, exceto a matéria prima do teste. Então, isso é rápido. E nesse sentido, entram mais 17 laboratórios. E o Instituto Biológico ali da Rua Tutóia, também tem um equipamento que pode fazer isso, a 300 exames/dia. Além disso, nós estamos abrindo inscrições, vamos chamar assim, para os laboratórios que quiserem se cadastrar para fazer os exames, tanto públicos quanto privados, e eles serão cadastrados neste momento. Temos uma compra já de 30 mil testes, e uma em andamento, de 300 mil testes. Então, esta é a situação do estado, posso dizer que não teremos problema com relação a essa demanda inicial que foi em função do início da epidemia. Helena, você quer fala r alguma coisa? Ok.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Helena, obrigado, José Henrique Germann. Quero aproveitar para esclarecer, antes de passar ao Edson Aparecido, Dr. José Henrique Germann, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, é um médico que administrou os dois maiores hospitais do país, o Hospital Albert Einstein, por 30 anos, e o Sírio-Libanês, cinco anos? Seis anos. Trinta e seis anos dedicados à administração dos dois maiores hospitais privados do país, e ele tem o comando de todas as nossas decisões compartilhadamente com o nosso Centro de Contingência do Covid-19. São 13 membros, mais dois secretários, o próprio secretário da Saúde do estado, o secretário municipal de Saúde, que aqui está, Edson Aparecido, e os 13 cientistas e especialistas. E é por isso que as nossas decisões são bem fundamentadas, são bem amparadas, porque temos não apenas um secretário da Saúde, no qual acreditamos e confiamos, como ele também se respalda daqueles que são especialistas nessa matéria de epidemias e infectologia. Obrigado, Dr. José Henrique Germann. Vamos agora ao nosso secretário da Saúde, Edson Aparecido, a quem também, Edson, aproveito para renovar o agradecimento, você é um guerreiro, conheço você, você foi o nosso secretário na prefeitura de São Paulo, tem sido um guerreiro operoso e dedicadíssimo à frente dessa enorme responsabilidade que tem e agora é multiplicada diante dessa grave crise do coronavírus. Edso n Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. O município adquiriu 100 mil testes rápidos que chegam a partir de terça-feira no município, esses testes serão utilizados em profissionais de saúde que apresentarem sintomas do coronavírus; pessoas, pacientes que sejam internados na nossa rede hospitalar também com os sintomas, que estejam agravados, e pacientes que apresentem sintomas na nossa rede de atenção básica. UPAs, nós temos 14 UPAs, 13 prontos-socorros e 85 AMAs, UBSs, que a gente utilizaria esses primeiros 100 mil testes. Hoje também nós fechamos um acordo com cinco laboratórios privados, aqui na cidade, estamos montando agora toda a logística para que a gente possa, a partir de... em sete dias, contando hoje, realizarmos 600 testes, 600 exames, 600 testes de IPCR, todos os dias a partir daqui uma semana. Foi um acordo que nós fizemos com cinco laboratórios privados e esse processo, então... agora nós vamos fazer a logística de onde esses exames serão realizados, mas a gente deve em uma semana, então, disponibilizar para a cidade 600 testes diários de IPCR, teste rápido.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido. Vamos agora ao SBT, jornalista Fábio Diamante, Fábio... na sequência teremos o Evandro Cini, já dá para preparar um pouquinho. Fábio, boa tarde, obrigado pela presença, aliás, todos esses dias você acompanhando, sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER SBT: Obrigado, boa tarde. Governador, eu queria retornar ao assunto inicial, os reprodutores do discurso do presidente, que agora estão nas ruas, prometem uma série de ações, entre elas, de criar aglomerações, inclusive no final de semana, que vai exatamente contrário à orientação do governo. Minha a pergunta para o senhor é a seguinte: como o senhor vai lidar com isso? O senhor entende que o governo é obrigado a respeitar essa escolha das pessoas, ou o senhor cogita usar a força policial para que as aglomerações não ocorram.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, antes de tudo usar o bom senso, o bom senso de chamar à responsabilidade as pessoas, não importa se você apoia Bolsonaro, se você ama Bolsonaro, ou se você tem outra opção política ou ideológica na sua vida, todas elas são respeitáveis, eu não as desconsidero, tendências políticas, vocações partidárias, vocações de paixão por pessoas, movimentos, famílias, todos eles são válidos e são democraticamente aceitos, o que você não pode é transformar isso é um desrespeito à lei, em um desrespeito à ordem e em um desrespeito &a grave; vida. Próxima pergunta: jornalista Evandro Cini da CNN. Evandro.

EVANDRO CINI, REPÓRTER DA CNN: Boa tarde a todos, obrigado aí pelo espaço. Eu gostaria de saber um pouco mais sobre essa questão dos bastidores da política, se o governo do estado já esgotou todas as possibilidades de diálogo com o Governo Federal, porque se nós estamos falando de interesse público, a divergência de informações também pode provocar mortes dependendo disso. Ou há ainda a possibilidade de se apresentar qualquer alternativa para haver o mesmo discurso entre os dois poderes.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Evandro, interessante a sua pergunta, posso responder e se o Bruno Covas... ele pode aditar também. Nós não temos nenhuma interrupção, e o Germann da mesma maneira. Nós não temos nenhuma interrupção no diálogo com o setor de saúde, com o Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde continua mantendo o diálogo conosco, com o ministro Luiz Henrique Mandetta, os seus secretários, seus executivos, seus médicos, especialistas. Temos seguido protocolos da Organização Mundial de Saúde e assim prosseguiremos, não há nenhum distanciamento com a área mais fundamental, que é exatamente a área da saúde. Outra área que eu quero destacar, que é muito importante, área de logística e transportes, e por isso temos aqui secretários do município que atuam nesta área e o secretário de Transportes do estado de São Paulo João Otaviano, que aqui está. É fundamental manter as rodovias abertas, o serviço de transportes funcionando, controlado e higienizado, preparado e bem informado, inclusive para os seus funcionários e usuários, mas que ele funcione bem para permitir que o ir e vir de cargas, mercadorias, insumos, medicamentos, profissionais de saúde, profissionais de segurança e aqueles que são responsáveis pelo abastecimento em mercados, supermercados, as lojas que fazem o atendimento circunstancial e operacional com produtos de higiene , de limpeza, de alimentação, manutenção, assim como oficinas mecânicas, aqueles que estão já previamente autorizados pela prefeitura e pelo governo, que tudo funcione bem. Portanto, não há nenhuma interrupção nesse diálogo, não há nenhum abalo nesse diálogo, e eu quero saudar a importância da atitude republicana, especialmente desses dois ministérios, que nesta circunstância dessa grave crise, são aqueles com os quais nós devemos falar constantemente. Vou pedir o depoimento do Dr. José Henrique Germann e, na sequência, se o Bruno desejar, do Bruno Covas. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, nós temos total alinhamento com o Ministério da Saúde no que diz respeito às ações que nós temos estabelecido aqui no estado. Fazemos parte do Conselho de Secretários de Saúde que se reúne regularmente, muito mais agora, tanto do ponto de vista presencial, quanto virtual. Então nós estamos em contato, todos os secretários dos estados, mais o ministério, mais a Diretoria de Epidemiologia, enfim, toda a área diretiva do Ministério da Saúde está... estamos alinhados com eles e fazemos todas as nossas ações baseadas nestes preceitos técnicos que v êm da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde aqui no Brasil, que são absolutamente condizentes com a literatura que existe a respeito.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Germann. Bruno?

BRUNO COVAS, PREFEITO MUNICIPAL DE SÃO PAULO: Não, queria só reforçar que esse diálogo com o Ministério da Saúde, é muito mais do que uma simples conversa, todas as ações tomadas pela prefeitura de São Paulo foram combinadas com o Ministério da Saúde, né, não é somente: "ah, vamos sentar numa mesa, ou vamos sentar numa reunião online e vamos debater o tema, não". Quando a gente tomou a decisão de restrição, isso foi combinado com o Ministério da Saúde, quando tomamos a decisão de ampliação de leitos de UTI, isso foi combinado com o Ministério da Saúde. Então, esse diálogo, ele n ão apenas permanece, mas essas combinações de ações conjuntas, elas também permanecem e, creio eu, não é diferente no governo do estado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito, Bruno. Aliás, enfatizo aquilo que mencionou o nosso secretário Jose Henrique Germann, que fala com o ministro Mandetta várias vezes ao longo do dia, sem contar através do WhatsApp e de outras formas de comunicação, inclusive com secretários executivos do Ministério da Saúde. Bem, Evandro, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos agora à Folha de São Paulo, jornalista Artur Rodrigues. Artur, boa tarde sua pergunta, por favor.

ARTUR RODRIGUES, REPÓRTER DA FOLHA DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Eu gostaria de perguntar para o prefeito Bruno Covas, sobre a questão do material de proteção aos profissionais da saúde. A gente tem falado com eles e alguns estão bastante desesperados, afirmando que tem um racionamento, que tem poucos materiais, que alguns trabalham em alas com infectados e, às vezes, têm que usar um mesmo material por muito tempo. Só queria também esclarecer com o governador, teve uma mudança na estrutura da secretaria, o vice-governador assumiu algumas atribuições da Secretaria de Saúde, a gente queria entender por que que o governador fez essa mudança, e se está satisfeito aí com o serviço que estava sendo feito?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, tomo a liberdade Bruno de começar por aqui, aí passo para o Bruno Covas. Artur, não. Não houve nenhuma modificação, apenas a estruturação administrativa, a estruturação médica segue intocável, irretocável e atuando não só com dignidade, com capacidade, como também já testadamente em todos esses dias. O que nós melhoramos foi a funcionalidade administrativa, dado ao fato de que nós estamos encaminhando um volume expressivo de recursos que precisam ser operacionalizados dentro daquilo que a lei estabelece, e o objetiv o foi apenas este: a estruturação de recursos. Inclusive do Ministério da Saúde, que diga-se, embora ninguém tenha perguntado, foi o único recurso que foi repassado até agora para o governo do estado de São Paulo, foi aquele que o ministro Luiz Henrique Mandetta prometeu quando esteve conosco na Secretaria da Saúde, há 10 dias, se eu não estou enganado aproximadamente, ele cumpriu a sua palavra e destinou fundo a fundo os recursos. Todos os demais recursos são provenientes do governo do estado de São Paulo, e são recursos vultosos, e aí nós reforçamos a estrutura administrativa da secretaria, e isso temporariamente, até que a crise seja ultrapassada. Portanto, nenhuma outra alteração, nenhuma dúvida e, ao contrário, elogios a toda estrutura da Secre taria da Saúde e também do nosso Centro de Contingência do Coronavírus. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Queria pedir pro secretário Edson Aparecido começar a responder a parte técnica, depois eu concluo.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: Bom, primeiro, a Secretaria de Saúde, através da Covisa, há mais de 40 dias, nós soltamos um protocolo, nós editamos um protocolo de biossegurança, que levava em conta exatamente todas as instruções do Ministério da Saúde com relação a utilização dos insumos nesse momento por parte dos profissionais de saúde. Então, a gente tá levando muito em conta isso, a adequação, a correta utilização dos insumos para os profissionais que estão na linha de frente do atendimento do coronavírus, nós compramos, nós adquirimos seis milhões de luvas cirúrgicas, um milhão de luvas M95, três milhões de máscaras, né, seis milhões de máscaras cirúrgicas, um milhão de máscaras M95, três milhões de luvas cirúrgicas, aventais, inclusive os aventais impermeáveis, estamos aí, estamos fazendo isso pela estrutura da secretaria municipal, mas também através das organizações sociais, porque isso nos ajuda muito nesse processo de aquisição, vocês sabem que o mercado está completamente congestionado, agora mesmo nós perdemos uma compra de respiradores, que nós vamos tentar superar isso, nós já tínhamos adquirido esses respiradores, e aí, enfim, uma rede particular foi e deu um recurso, deu um valor muito maior e acabou adquirindo esses respiradores, que já estavam determinados pra secretaria. Queria também s&oa cute; rapidamente esclarecer pra população que está nos assistindo, esse hospital não é um hospital de porta aberta, as pessoas não vão vir pra cá, né, pra poder serem atendidas, as pessoas que virão pra cá, os pacientes que virão pra cá, serão encaminhados pra cá pelos nossos hospitais municipais, pelas UPA's, pelas AMA's, é um sistema nosso de regulação, que vai estar acompanhando e tem todo o cadastro dos pacientes e esses pacientes, através de ambulâncias, virão pra cá. Então, o hospital não é um hospital de porta aberta, as pessoas não vão vir pra cá dessa maneira, vão vir, exatamente, em função de uma demanda, que toda nossa rede hospitalar e da atenção básica vai nos apresentar.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Só queria dizer que nós já investimos, já repassamos a Secretaria de Saúde nesse combate ao coronavírus um bilhão e 100 milhões de reais, então, só o orçamento da Secretaria de Saúde já foi acrescido em um bilhão e 100 milhões de reais, no dia de hoje a Câmara Municipal está votando no sistema online, em segundo turno, um projeto que prevê a gente utilizar recursos que estão parados em fundos municipais, aliás, queria aproveitar aqui a presença de vários vereadores e agradecer, projeto que foi aprovado em primeira votação, por unanimidade, dos 55 vereadores, só um, que est á de licença, não votou, mas os outros 54 votaram favoravelmente, e agora a segunda votação já estava com 49 votos favoráveis, 50 agora me corrigindo o presidente Eduardo Tuma. Então, ou seja, não faltam recursos e não falta boa vontade da prefeitura em alocar esses recursos e, se for o caso, vamos buscar ainda outras alternativas pra poder investir, pra poder equipar, pra poder atender a população aqui da cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Obrigado, Edson. Artur, obrigado pela pergunta. Vamos agora a penúltima pergunta de hoje, é do UOL, jornalista Felipe Pereira, Felipe, boa tarde, sua pergunta, por favor.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Não é o primeiro pronunciamento do presidente que não corrobora com as medidas do Ministério da Saúde, na outra ocasião os governadores se reuniram e mostraram um posicionamento, existiu alguma articulação, alguma conversa entre vocês, a respeito da campanha lançada hoje, e os senhores pretendem se reunir pra alinhar medidas de proteção à população? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Felipe, obrigado pela pergunta, os governadores, desde ontem à noite, quando já tivemos a informação de que o Governo Federal iria apresentar hoje esta campanha, a antítese da realidade que o próprio Ministério da Saúde recomenda e instrui corretamente, nós começamos a trocar mensagens, primeiro de indignação, totalidade de todos que se manifestaram, embora ali os 27 não tenham se manifestado, Felipe, na sua totalidade, mas todos que se manifestaram, se manifestaram indignados, a palavra é essa, indignação dos governadores do Brasil em relação a medida equivocada, esdrúxula e irrespons&aacu te;vel, os governadores que ali se manifestaram, como é o caso de São Paulo, e eu respondo por São Paulo, vão continuar a fazer o que for necessário para salvar vidas, e salvando vidas, salvar a economia, salvar empregos, e preservar a existência, e cabe perguntar mais uma vez, quem será o fiador das mortes? Aquele que autorizou esta campanha? Aquele que idealizou a campanha? Aquele que defende uma campanha pras pessoas irem às ruas? Aquele que foi às ruas, quando a orientação já era se resguarde, se preserve? Aquele que identifica a mais grave crise de saúde da história da humanidade como uma gripezinha, um resfriadozinho? Quem será o fiador das mortes no Brasil? A última pergunta é da jornalista Vanessa Lorenzini, da TV Cultura. Vanessa, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

VANESSA LORENZINI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Tá crescendo na internet, na sociedade em geral, um movimento de defesa da volta ao trabalho, como reflexo dos primeiros sinais de perda econômica em razão da quarentena. Em Curitiba, a gente ouviu sobre buzinaços, na internet já tem hashtags pedindo a volta ao trabalho, como responder a esses movimentos? Como responder a quem não está doente e está pedindo a volta ao trabalho?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com atitudes responsáveis, Vanessa, eu vou dividir a resposta com o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, que comanda a maior cidade do país, a maior cidade da América Latina, responsabilidade, Vanessa, eu não quero lançar acusações sobre essas pessoas, que estão erradas, ao promoverem buzinaços, gritarias, xingamentos, movimentos pela internet, ofensas, ameaças e até agressões, nós saberemos perdoá-las, o que nós não vamos fazer é mudar o nosso comportamento, a atitude de dirigentes públicos responsáveis para proteger as pessoas, defender a vida, amparar as nossas decis&oti lde;es na ciência, na medicina, nas experiências internacionais bem sucedidas, e cumprir o nosso dever. E, Vanessa, Bruno e eu, assim como vários prefeitos, prefeitas, governadores e uma governadora, do Brasil, nos sentiremos dignificados do nosso cargo e da nossa responsabilidade, se ao término desta crise, nós tivermos tido a capacidade, com a nossa resiliência, com a posição de obedecer a ciência, de ter defendido vidas e evitado mais mortos. Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Primeiro estabelecer e lembrar que não adianta abrir comércio se não tiver cliente vivo pra ir no comércio, né, quer dizer, defender a vida é defesa da economia também, e segundo que essa dicotomia entre economia e saúde é falsa, porque parte do setor produtivo, parte da economia tem algumas restrições, então, primeiro lugar, a outra não mantém, construção civil está a pleno vapor, né, as obras estão a pleno vapor, a indústria a pleno vapor, call center a pleno vapor, então, você tem parte da atividade econômica que não sofreu nenhum tipo de restrição pra poder abri r. Segundo, aquele que não pode abrir, pode vender online, pode vender por aplicativo, pode vender por delivery, quer dizer, claro que esse é um momento de perde-perde, né, claro que esse é um momento em que prefeitura, governo do estado estão perdendo receita, e a gente sabe que a economia vai sofrer prejuízo, mas a gente tá defendendo o bem principal a ser tutelado, que é a vida, não dá pra continuar do jeito que estava e depois se arrepender lá na frente, como mencionou aqui o governador João Dória, se arrependeu ontem à noite o prefeito de Milão. Então, a gente acredita na diversidade, no empreendedorismo das pessoas, pra que elas possam encontrar também saídas desse tipo de venda, que é permitido, não há nenhum problema, online, por delivery, e continuem a produzir. Então, não há nenhuma dicotomia, ou s&o acute; saúde, ou só economia, essa dicotomia é falsa, é um discurso raso, é apenas pra criar confusão. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Correto, eu endosso as palavras, Vanessa, do prefeito Bruno Covas, e apenas adito o seguinte, nós estamos numa guerra, já mencionei isso e o Bruno também, várias vezes, e uma guerra perigosa e com muitas vítimas, mas é uma guerra com um fim determinado, e as pessoas precisam compreender isso, diferentemente de um conflito armado, que quando começa, não se sabe quando será o seu fim, esta guerra da saúde terá um fim, estamos todos trabalhando para que ela possa ser o mais breve possível, mas antecipar o seu fim, antecipar o seu encerramento irresponsavelmente, não vai concluir a guerra, vai ampliar vítimas, é hora de t ermos paciência, perseverança, compreensão, criatividade, solidariedade e humanidade. Muito obrigado. Amanhã não teremos coletiva, talvez não tenhamos também no domingo, na segunda-feira Bruno Covas e eu estaremos lá no Palácio dos Bandeirantes, meio dia e 30, porém, se houver necessidade, por circunstâncias, Bruno Covas e eu, juntos, ou separadamente, convidaremos e convocaremos coletiva de imprensa. Muito obrigado, um bom dia, fiquem em paz.