Coletiva - Covid-19: veja o que muda na fase emergencial do Plano SP no estado 20211103

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Coletiva - Covid-19: veja o que muda na fase emergencial do Plano SP no estado 20211103

Local: Capital – Data: Março 11/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde. Vamos dar início à nossa coletiva, hoje em um dia que não é um dia normal, nem de coletiva, e nem daquilo que temos a informar à população do estado de São Paulo. Eu, pessoalmente, estou bastante triste de ter que anunciar aquilo que teremos a anunciar hoje aqui. Mas a nossa prioridade, desde março do ano passado, foi e continua sendo preservar as pessoas, preservar vidas, reconhecer que a existência é um dever daqueles que ocupam função pública, de assumir responsabilidades, para proteger a coletividade, e é exatamente isso que nós estamos fazendo. Eu queria começar a coletiva de hoje apresentando a vocês um vídeo de alguns dos hospitais aqui do estado de São Paulo, esse vídeo foi feito ontem, e eu queria mostrar para vocês agora.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO: [Sem falas].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Pessoal, infelizmente nós chegamos ao momento mais crítico, mais crítico da pandemia, mesmo com todos os esforços que nós estamos fazendo aqui em São Paulo, seguindo as recomendações dos maiores especialistas de saúde, nossos hospitais estamos chegando no limite, no limite máximo de ocupação. Essa nova cepa do vírus é muito agressiva, é muito perigosa. Temos que adotar medidas ainda mais restritivas de distanciamento social, para diminuir a circulação do vírus no estado de São Paulo, para proteger você, é a única forma, repito, é a única forma para tentarmos nesse momento conter a aceleração das mortes e evitar que tantas famílias sejam devastadas, como vem acontecendo todos os dias, aqui e no Brasil. É muito triste, repito, é muito triste. O Brasil está colapsando, e se nós não frearmos o vírus não será diferente aqui em São Paulo. E para aqueles que dizem que é só abrir novos leitos de UTI, eu esclareço, não é, no estado de São Paulo nós tínhamos 3.500 mil leitos de UTI, agora temos 9.200 mil. Mas não há profissionais suficientes, profissionais de saúde para atender tantos leitos, e principalmente para abrirmos mais leitos. Aliás, nosso orgulho e gratidão aos heróis da saúde, em São Paulo e no Brasil. A nossa luta é diária, há um ano, 12 meses lutando dia e noite. Nesse período acertamos em muitas coisas, e certamente erramos em outras, mas tudo é muito novo, e tudo é muito difícil, mas uma coisa eu garanto, nós estamos fazendo o que está ao nosso alcance, para cuidar e salvar a vida de 46 milhões de brasileiros que vivem em São Paulo. Estamos tentando equilibrar essa equação da economia com a saúde, mas temos que entrar em uma nova etapa do plano São Paulo, ela é mais restritiva, eu reconheço. Não é fácil tomar essa decisão, uma decisão impopular, difícil, dura, nenhum governante gosta de parar atividades econômicas do seu estado, eu, principalmente. Eu entendo o sofrimento de todos, é difícil, é difícil não poder sair para trabalhar, é difícil não sair para batalhar pelo sustento da sua família, é difícil não poder ir para a escola, para a faculdade, ter restringindo o seu convívio social, você não pode ir para o esporte, não pode ir para a sua academia. Eu me solidarizo, e solidarizo sim, com todos que tiveram suas vidas afetadas pela pandemia. Mas só há duas alternativas para controlar o contágio do vírus nesse momento, a vacina e o distanciamento social. Como governador de São Paulo eu vou cumprir o meu dever, a minha obrigação, e vou honrar o cargo que ocupo, mesmo que isso custe a minha popularidade, vocês me elegeram para cuidar de vocês, não de mim, para fazer o que é certo para vocês, e o certo hoje é fazer o que for preciso para parar essa segunda onda que está matando tantas pessoas aqui em São Paulo. Como todos vocês sabem, com muito esforço, lutando contra ataques e mentiras, nós conseguimos trazer uma vacina para o Brasil, e foi São Paulo que trouxe a vacina para o Brasil. Até agosto próximo, nós vamos entregar 100 milhões de doses da vacina do Butantã para salvar milhões de brasileiros em todo o Brasil, a vacina é de São Paulo, mas é também do Brasil, isso é orgulho para todos nós, nós estamos ajudando a salvar vidas em todo o país, mas é pouco, o Governo Federal, o seu Ministério da Saúde precisa viabilizar mais vacinas, o quanto antes, para salvar mais brasileiros. Nós estamos fazendo aqui o máximo que podemos, são 100 milhões de doses da vacina do Butantã. Mas não é suficiente, precisamos de mais vacinas. E nesse momento só temos o isolamento como alternativa, para reduzir a marcha do vírus e desafogar o sistema de saúde, garantindo assim o atendimento para todos, o atendimento humanitário, justo, correto, para preservar vidas. Eu faço um apelo para você, não como governador de São Paulo, mas como um cidadão, como pai de família, com brasileiro que ama o seu país, por favor, respeite as recomendações de distanciamento, respeite e colabore para que todos, todos possam vencer o vírus. Essa pandemia está nos mostrando que temos que pensar no coletivo, em nós, e não no singular, seja plural, juntos nós vamos vencer essa crise, os brasileiros de São Paulo sempre se mostraram à altura dos mais duros desafios, é a nossa história, é a nossa vida. Eu confio que não vai ser diferente dessa vez, vamos vencer, vamos vencer juntos. O sofrimento nós vamos passar por ele, mas vamos vencer, é um momento desafiador, mas vai passar, vai passar. Vou pedir agora ao doutor Jean Gorinchteyn que comece apresentando as informações dessa fase que nós denominamos fase emergencial do plano São Paulo, e as suas características. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, a todos. Boa tarde, governador. Esse é o momento mais difícil da pandemia que enfrentamos no nosso estado, na verdade, é o próprio país que vive, mas especialmente o nosso estado enfrenta uma das maiores, senão a maior crise sanitária de todos os tempos. Nós não temos, mesmo a Gripe Espanhola, não assolou tantas vidas, não teve a repercussão tão dramática e por períodos tão prolongados como a do COVID-19 em nosso meio. Certo? Com a velocidade da pandemia, muito mais rápida, acometendo de forma impiedosa, o maior número de pessoas em um curto espaço de tempo, os nossos hospitais estão começando a comprometer. Vários deles já estão comprometidos, chegando a 100% da sua ocupação. Estamos, portanto, no limite. Hoje, 53 municípios estão com 100% nas taxas de ocupação. Lembrando que na segunda-feira nós tínhamos 32 municípios com esse percentual. É a velocidade de instalação da pandemia no nosso estado, que compromete a assistência, a assistência à vida. Nós estamos hoje com 87,6% da taxa de ocupação no nosso estado, e a grande São Paulo tem 86,7% de ocupação. Importante lembrar que no dia 22 de fevereiro, nós tínhamos na grande São Paulo 68,8% de ocupação, e no estado, 66% de ocupação. Vejam a velocidade da instalação dos doentes no nosso sistema de saúde, nós tínhamos lá em 22 de fevereiro, 6.400 mil pacientes internados, hoje nós temos 9.184 mil pacientes internados. Isso significa o aumento de 2.774 mil pacientes admitidos nas UTIs. São em média 150 novas admissões nas Unidades de Terapia Intensiva a cada dia, por mais que estejamos aumentando o número de leitos, da última semana para essa, 1.118 mil leitos, estamos aumentando ainda mais, aumentaremos nos próximos dias mais leitos, mas é muito pouco. E não é tão célere como é a pandemia, infelizmente, no nosso estado. Precisamos a ajuda de todos, todos temos que ter a conscientização que o que está acontecendo hoje é uma pandemia diferente daquela que nós víamos no ano passado. Nós vimos inclusive que em março do ano passado nós tínhamos especialmente idosos fazendo parte desse numerário de pacientes internados, idosos, portadores de outras doenças que agravavam a sua condição clínica, hoje, em muitas UTIs, 50% da sua ocupação já é composta por pessoas com idade menor do que 50 anos. Ou seja, mais jovens estão sendo comprometidos. E quando eu digo isso, jovens de 26, 29, 30 anos, que ali estão em estado, muitas vezes, graves. É importante que nós estejamos muito atentos a esses números, nos novos casos, na semana epidemiológica atual em relação à semana anterior, tivemos 12% de elevação do número de casos. Nós ainda não acabamos essa semana epidemiológica, ainda temos mais dois dias, e estamos em crescente elevação. Próximo, por favor. O número de óbitos teve o incremento de 12,3% em relação à semana passada, que já era um número assustador, batemos o recorde de mortes entre a segunda para a terça-feira, como algo nunca visto na pandemia, e nunca visto na história do país, um grande número de mortes por uma determinada doença, no caso o próprio COVID-19. Próximo, por favor. E as internações que mostram o quanto ainda temos uma circulação realmente intensa do vírus, nas várias regiões, e especialmente no estado, mostrando uma elevação de 9,8%. Eu vou voltar a dizer que nós já tínhamos 19% de aumento na semana anterior, 19% na semana anterior, conseguimos superar em quase 10% hoje, e não terminamos a nossa semana epidemiológica que acaba, como disse, em 48 horas. Próximo, por favor. Antes de eu passar para isso eu quero fazer uma consideração importante, que quando nós falamos de jovens, o grande sentimento que esses jovens expressam, está exatamente no fato de se arrependerem, o arrependimento de não terem acreditado nos apertos, achado que só perderiam o paladar e olfato, e muitos deles não morrem, mas levam o vírus para casa e perdem as suas mães, os seus pais, os seus tios e avós. Não queiram vocês, que estão aí nos assistindo, terem essa sensação de culpa, que esses pacientes tem? Não leve isso para adiante. A perda de dor e do peso da consciência. Temos que ter responsabilidade. Mas eu não tenho dúvida, governador, nós vamos vencer, nós vamos vencer, com o apoio da população, com as restrições que estão sendo feitas, com as vacinas que estão sendo ministradas, especialmente daquele público mais vulnerável que corresponde à maior taxa de mortalidade, os idosos, correspondem a 77% ainda daqueles que morrem, nós vamos vencer. Mas todos juntos. Não é hora de diferenças, de cor, credos, condição social. É óbvio que é muito mais cômodo para quem tem uma condição social maior, para ficar em casa. Uma para aqueles que forem para a rua, tenham responsabilidade, usem máscaras, evitem se aglomerar e saiam somente se necessário, se puderem, fiquem em casa. Governador, como dissemos, nós estamos hoje nas Unidades de Terapia Intensiva com 9.184 mil pacientes internados, um número que foi 47% maior, do que no pico da primeira onda, que foi 6.250 mil pacientes. Foram 20 dias consecutivos de um recorde batido atrás do outro, superando internações, e também mortes no nosso estado. Hoje temos na central regulatória do Cross, 1.065 mil pacientes aguardando a regulação do nosso sistema, e isso inclui 35% de pacientes que vão para a UTI, fora as regulações que ocorrem nas regionais. O que totaliza aí, 2.046 mil casos aguardando as regulações para exames, para internações em enfermaria e Unidades de Terapia Intensiva. E é exatamente por isso que nós precisamos implementar uma fase emergencial. Nós não vamos podemos só ampliar leitos, nós estamos fazendo, vamos fazer mais, nós vamos dar assistência ao máximo que pudermos, mas todos fazem parte dessa história, todos são responsáveis para nós diminuirmos ao máximo o número de mortes. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean Gorinchteyn, médico infectologista e secretário da Saúde do estado de São Paulo. Ainda sobre essa fase emergencial, que começa no próximo dia 15, e vai até o dia 30 desse mês de março, vou pedir quando e o doutor Paulo MENEZES, médico e coordenador do centro de contingência do COVID-19, composto por 20 médicos especialistas, possa fazer o uso da palavra nesse momento. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Eu quero iniciar, como coordenador do centro de contingência, agradecendo a sua determinação, coragem e liderança no enfrentamento à pandemia aqui no estado de São Paulo, baseado na ciência, no conhecimento, na saúde e na medicina. Eu estou desde o início no centro de contingencia, já fui coordenador anteriormente, agora volto a ter essa responsabilidade de ajudar nos colegas no trabalho de avaliar quais as melhores estratégias para nós superarmos essa tragédia que nós estamos vivendo. E realmente a minha admiração e respeito crescem a cada dia, porque tomar as medidas que são necessárias requerem isso. E o senhor consegue ver que o que está em primeiro lugar, assim como para mim, profissional de saúde pública, é a saúde da população. As medidas então tem a ver com isso. Semana passada nós já tínhamos estado aqui, anunciando uma medida muito difícil, que foi a instituição da fase vermelha em todo o estado de São Paulo, a partir da avaliação que o centro de contingência fez, dos indicadores em todas as regiões do estado. Isso continuou avançando, e na última reunião nós vimos que a situação continuava piorando, como foi mostrado aqui pelo secretário Jean, e seriam necessárias novas medidas ainda mais restritivas. O que nós buscamos não é cercear o trabalho, a vida das pessoas, nós buscamos proteger a vida das pessoas, e a ciência tem mostrado como se faz isso, se faz através do distanciamento social, da proteção pelas vacinas, que foram rapidamente desenvolvidas, e por tratamentos clínicos baseados em evidência. Aliás, eu vou pedir licença para dizer que há duas semanas, por exemplo, nossa colega do Hospital de Clínicas, professora Rosa Pereira, e sua equipe, publicaram um trabalho importantíssimo em uma das maiores revistas médicas do mundo, a Jama, mostrando que vitamina D, infelizmente, também não auxilia na recuperação de pacientes com COVID-19. E é assim que a gente tem trabalhado. Nessa terça-feira fizemos a reunião, e apesar de já estarmos na fase vermelha, e os resultados da fase vermelha, como também já coloquei aqui, eles têm um tempo para a gente poder ver o seu reflexo, a situação continuou piorando, e nós precisamos aumentar o distanciamento medido atrás do isolamento social. Foi nesse sentido que nós sugerimos medidas que pudessem elevar o isolamento social da população para mais de 50%, e interagindo com uma equipe da secretária Patrícia Ellen, do Desenvolvimento Econômico, vimos quais são os setores, já que a fase vermelha já suspende todas as atividades presenciais não essenciais, teríamos que também ter medidas que vão além disso. E aqui foi apresentado um estudo que permite com que mais 4 milhões de pessoas deixem de circular, de forma que a gente consiga aquilo que para o centro de contingência é essencial nesse momento, que é o aumento do distanciamento social, um índice de isolamento acima de 50%. Dessa forma as medidas aqui anunciadas aumentam as medidas restritivas de 14 atividades, e esperamos assim dar um passo importantíssimo nessa direção. Eu também queria dizer que o período dessas medidas ele foi tomado, foi decidido com base também na ciência e no conhecimento, 15 dias, que é aquele período que a gente entende que é necessário para que se quebre o ciclo de transmissão atual do Coronavírus. Próximo, por favor. Dessa forma, são três alterações importantes, a primeira, é em relação às atividades que terão restrição completa, e aqui estão listados serviços de retirada em todos os setores, lojas de materiais de construção, celebrações religiosas coletivas, os templos de igrejas eles continuam recebendo seus fiéis, mas de forma individual, aqui nós estamos tendo a interrupção temporária de atividades coletivas, assim como atividades esportivas coletivas. Em relação aos setores principalmente de serviços, o teletrabalho obrigatório para atividades administrativas não essenciais, nos órgãos públicos, nos escritórios, e em qualquer atividade onde o setor não seja essencial. As pessoas devem ficar em casa, e as empresas, as instituições, os órgãos públicos precisam se organizar para que isso seja possível. E finalmente aqui em terceiro lugar, a suspensão de entrega de alimentos e produtos no estabelecimento comercial. O drive-thru é a única forma de fazer esse entrega, e permanece a possibilidade de delivery durante 24 horas, tanto para restaurantes, como para outros estabelecimentos comerciais. Próximo, por favor. Além disso, o centro de contingência recomendou e estão sendo aqui adotados o toque de recolher, entre às 20h e às 5h do dia seguinte. Aqui a mensagem é clara, não devemos circular após esse horário, a não ser que haja uma necessidade absoluta e imperiosa. Proibição do uso de praias e parques, porque por mais que se diga que não são lugares que não se deve ter aglomeração, o que nós observamos é que muitas pessoas, infelizmente, continuam utilizando esse espaço para o encontro, e não simplesmente para aquilo que deveria ser a atividade física, a saúde. Proibição completa de qualquer aglomeração, e o uso de máscaras, tanto em ambientes externos, como em ambientes internos. Aqui eu quero reforçar a importância de mesmo em pequenos encontros, dentro de casa, às vezes, a utilização de máscaras, porque se protege a todos que estão naquele ambiente, mesmo com número reduzido de pessoas. Às vezes, um pequeno encontro familiar com quatro, seis pessoas, é onde ocorre a transmissão e pode inclusive comprometer vidas. Próximo, por favor. E como já colocamos, é necessária a participação de toda a sociedade, de forma que a denúncia de aglomerações e atividades clandestinas é importante, assim nós temos aqui o 0800 e o telefone para denúncias, e o site do Procon, e o e-mail das secretarias da vigilância sanitária, para que quando houver a denúncia, ela possa haver a ação impedindo aquela situação. Essas são as recomendações que prontamente foram seguidas e implementadas aqui pelo governador. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Paulo MENEZES, coordenador geral do centro de contingencia do COVID-19. Eu vou voltar com o doutor Jean Gorinchteyn, para falar sobre o tema de transporte, na sequência vamos ouvir a doutora Heloisa Bonfá. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Por favor, o próximo. Sempre que nós vamos falar sobre evitar as aglomerações, a primeira pergunta que fazem: "E o transporte público?". E mostram fotografias das pessoas se aglomerando nas plataformas dos trens, dos metrôs ou dentro dos coletivos. Então essa é uma preocupação que nós temos que ter. Dessa forma o impacto que essa fase trará, fará com que nós estejamos diminuindo a circunscrição de 4 milhões de pessoas, aqui especialmente no município de São Paulo. E dessa forma estejamos ofertando 100% das frotas de trem, metrô e ônibus, sem a sua redução, mas nós precisamos mais, nós precisamos a cooperação de todos os empregadores, nesse momento, dos serviços essenciais, para que sigam a recomendação do escalonamento de horários de entrada no trabalho. Essa é uma forma de nós diminuirmos mais a aglomeração das pessoas, principalmente horários de pico. Porque é natural que os profissionais acabem se aglomerando em alguns horários em relação ao outro, por isso estendendo em grupos ao longo do dia. Portanto, essa é uma forma de se evitar essas aglomerações, porque são exatamente nessas aglomerações, com o uso inadvertido, errado, de máscaras, que as pessoas até podem usar a máscara, e acaba usando a máscara no nariz, sem fechar nariz e boca. Portanto, a sugestão é que os horários para trabalhadores da indústria, estejam escalonados para 5h e 7h, os trabalhadores de serviços das 7h às 9h, e os trabalhadores dos comércios em geral, das 9h às 11h da manhã. Próximo, por favor. Várias dessas medidas, tanto medidas mais restritivas, como esses escalonamentos de transporte, foram usados por vários países, e as medidas fortes nessa restrição da circulação é que vai fazer a diferença, esses países mostraram uma diminuição de circulação de pessoas, diminuindo a circulação do vírus, e diminuindo o número de pessoas que vão adoecer e consequentemente adoecer de forma grave. Esse é o momento fundamental, da importância de nós termos paciência, é muito difícil depois de um ano pedir paciência. Muitos deixaram de realizar os seus sonhos, tiveram o seu comércio absolutamente destruído, faliram, e nós ainda estamos dizendo paciência. Mas nós temos que garantir o nosso maior patrimônio, que é a nossa vida, a vida dos nossos filhos, e isso está na nossa história, vamos juntos colaborar. A gente falava, é mais um pouco, e não foi, mas eu tenho a certeza que não vai ser tão longo como foi da primeira para essa segunda onda, precisamos muito de todos, nunca pedimos com tanto clamor, nesse momento precisamos estar juntos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean Gorinchteyn. Agora eu vou convidar a doutora Eloisa Bonfá, diretora clínica do Hospital de Clínicas, o maior complexo hospitalar do estado de São Paulo, do Brasil, e também da América Latina. Doutora Eloisa.

ELOISA BONFÁ, DIRETORA CLÍNICA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. É com muita tristeza que prestamos novamente solidariedade às famílias das mais de 2 mil pessoas que estão morrendo por dia, e aqueles que terão que fechar o seu comércio já tão fragilizado. Os números apresentados aqui nos assustam, mas o que realmente dói é que atrás de cada um desses números é uma mãe, um pai, um filho que está sofrendo. O HC fez recentemente uma campanha que representa muito do que estamos fazendo aqui hoje, eu te protejo, você me protege, e juntos protegemos a todos, é o que nos restou. O que significa esse apelo de eu protejo e você me protege? Significa que todos tem um participe importante, na luta pela vacina, pela economia, por mais leitos de hospitais. E quero dizer para vocês que ninguém, ninguém, é com muita tristeza, que nós vemos aumentar essa restrição. Nenhum governo, nenhum pessoal do centro de contingência, que tem que determinar isso, está fazendo isso porque quer, é a opção que nós temos agora, é a opção recomendada pela ciência, é a opção recomendada pela saúde, é o que nos resta, e esse papel não é da saúde, não é só do governo, esse papel é de cada um, de cada um de vocês que está aqui, e principalmente da imprensa, para nos ajudar a falar uma única voz, que nós precisamos da população para que eles nos ajudem. Finalizo fazendo um pedido em nome de todos profissionais de saúde, peço humildemente uma homenagem muito especial, por favor, façam o isolamento. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Eloisa Bonfá, diretora clínica do Hospital de Clínicas. A doutora Eloisa foi convidada para integrar o centro de contingência do COVID-19, e aceitou, e a partir de agora passaremos a ter 21 membros no centro de contingência, e o centro de contingência muito honrado, doutora Eloisa, em tê-la como integrante desse grupo científico que nos ajuda, nos orienta nos baliza e ilumina os nossos caminhos, muito obrigado. Agora, doutor José Medina, que íntegra o centro de contingência de COVID-19, e também já foi o seu coordenador. Medina.

JOSÉ MEDINA, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGENCIA DA COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. O doutor Paulo já apresentou aumento das restrições em função do aumento do número de casos, da concentração do número muito grande de casos, em um período muito curto, que está levando à ameaça do colapso do sistema de saúde do SUS, que tem sido bastante resiliente no Brasil todo. Não é uma situação que está acontecendo só em São Paulo, acontece no Brasil todo, como aconteceu em outros países, como aconteceu em Portugal, na Inglaterra, aconteceu nos Estados Unidos, e agora está acontecendo de maneira mais intensa no Brasil. Nessa situação o poder público ele gerencia a preservação das vidas do agora, e balanceia a preservação das vidas do agora, com a preservação da qualidade de vida do futuro. Então quando nós começamos na pandemia, predominou a fase vermelha, cuidando das vidas do agora daquele momento, foi melhorando, melhorando, passamos para a fase verde, tentando melhorar a expectativa e a qualidade de vida do futuro, e agora nós estamos enfrentando uma segunda onda, onde cabe à restrições pesadas, como essa que está sendo apresentada, para preservar, principalmente as vidas do agora e daqui dois ou três meses retomar da mesma forma as medidas que podem liberar um pouco mais a economia, preservando a qualidade de vida do futuro. E nós temos agora uma visão de possibilidade maior do que naquela ocasião, porque existe a possibilidade de uma melhor qualidade de vida relacionada à disponibilidade de vacinas. O retorno à atividade normal relacionada à efetividade das vacinas, que nós estamos utilizando agora. De qualquer forma, é importante que todos nós tenhamos consciência de que a vacina não funciona como uma picada de cobra, não é que se toma a picada de manhã ela faz o efeito à tarde, ela demora um mês, ou dois meses para ter efeito. Então é possível que até o Natal nós vamos ter que tomar bastante cuidado, e eu até recomendo que se guarde uma máscara para o Natal, que é possível que nós tenhamos que utilizar ainda máscara no Natal. Eu sempre toda vez que participo de algum evento, de alguma recomendação, de alguma orientação sobre como lidar com essa pandemia, eu insisto bastante nos cuidados com o domicílio. E agora eu estou exagerando um pouco, é mais arriscado, o risco de contágio é maior em um aniversário onde existe aglomeração de pessoas, do que no transporte público. No aniversário você tem um tempo de exposição mais prolongado, você tem uma aglomeração de pessoas de faixas etárias diferentes, e com muita informalidade. Então todos nós agora conhecemos histórias de que foi em uma festa de casamento, foi em uma festa de aniversário, foi em um churrasco e apareceram depois desse evento três ou quatro ou mais pessoas contagiadas. E no transporte público que é mais difícil definir essa situação, mas o tempo de exposição e a informalidade nesse tipo de festa é muito maior do que no transporte público, o transporte público tem protocolo, você está de máscara, está por um tempo de exposição curto, e está pensando no vírus, consciente do vírus. Então nós temos que manter a consciência do vírus em casa também, para ajudar o poder público a segurar a proliferação dessa pandemia. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor José Medina. Agora vamos ouvir também o médico cientista, doutor João Gabbardo, que é o coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Hoje, 11 de março, faz exatamente um ano que a Organização Mundial de Saúde caracterizou uma situação de pandemia no mundo, e quem está desde o início nesse processo jamais poderia imaginar, naquele momento, que hoje, um ano após a caracterização da epidemia no mundo, nós tivéssemos aqui falando de números, de recorde de óbitos, do dia anterior, o dia 10 de março. Em São Paulo, no Brasil, e quase todos os estados. Então hoje, com essas recomendações, com essas novas medidas que estão sendo colocadas, se impõe que as pessoas entendam que se isso não for cumprido, nos próximos 15 dias, nós não vamos conseguir acompanhar a velocidade da pandemia colocando mais leitos, não será possível, as pessoas, se nós não conseguirmos implementar essas medidas, e se nós não aumentarmos o isolamento social, muita gente vai morrer, muita gente com plano de saúde, com o melhor plano de saúde, não vai ter leito nos hospitais privados. Empreendedores de sucesso morrerão, com muito dinheiro na conta, mas morrerão, assim como também morrerão trabalhadores informais, pessoas da classe média, todas, não vai ter leito para todo mundo, e os médicos vão ter que optar quem vai ocupar esses leitos. Então é fundamental que a gente receba todas as documentações que estão sendo agora colocadas, nós chegamos no ponto mais dramático da pandemia, e essa é a única maneira que nós temos de nos proteger, isolamento social, ficar em casa, só sair de casa quem realmente tiver um motivo muito especial para sair, e se sair se proteja ao máximo, o máximo, e o mínimo de tempo possível. Essa é a única coisa que nós podemos fazer, é nesse momento, não teremos milhares, não teremos soluções que possam ser implementadas nem por governo, por ninguém, nós não temos vacina para todo mundo, infelizmente, e só o que nos resta é o distanciamento. Mas eu queria, governador, nesse dia de hoje, em nome do centro de contingência, fazer publicamente um reconhecimento, o reconhecimento que o governo do estado de São Paulo, na sua gestão, hoje assume todas as recomendações que foram solicitadas pelo centro de contingência, todas, algumas até de forma adicional ao que o centro de contingência solicitou. Nós sabemos, governador, o que isso pode significar na sua imagem, desgaste, desgaste na popularidade, porque são medidas que são temporariamente antipáticas. O futuro vai julgar isso, lá adiante nós vamos ver quem usou, quem se sacrificou, colocando inclusive sua posição política para atender uma situação muito mais especial, que é a saúde das pessoas. Então eu quero aqui deixar registrado isso, a minha enorme satisfação de estar no centro de contingência, e saber que o senhor atendeu todas as recomendações que foram feitas, e algumas de forma adicional. Nós precisamos estar juntos, todos nós, todos os médicos que estão na linha de frente, os médicos que estão trabalhando no centro de contingência, colaborando no centro de contingencia, e a sociedade. Não é o momento de nós ficarmos ainda brigando, vamos ter que superar todas as divergências que são possíveis, o momento exige isso, exige entendimento. No futuro nós vamos ter um processo eleitoral, no futuro haverá um julgamento de quem estava certo e quem estava errado, mas não é o momento de nós darmos maior importância a isso nesse momento, é o que o senhor fez com essa atitude apresentada hoje aqui para toda a imprensa, e para toda a população de São Paulo. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Gabbardo. Obrigado pelas palavras, pelo reconhecimento, e obrigado também pelo seu esforço pessoal, pela sua dedicação ao longo de tantos meses, como coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19. Nós temos um tema que é muito importante, muito sensível para todos, que é o tema da educação, e eu pedi ao nosso secretário de Educação, Rossieli Soares, que pudesse apresentar hoje o que muda, o que se altera na educação em São Paulo nessa fase emergencial. Com você, Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Nós estamos falando de um momento onde todos nós temos que dar as nossas contribuições, e a educação é essencial, não há que

se discutir isso, o mundo inteiro está falando sobre isso. Hoje foi lançado mais um estudo que compila 130 países e as suas práticas no retorno, e falando da importância da imediata necessidade de termos as escolas funcionando. Então... Pode passar. A gente está falando nesse momento, especialmente na rede estadual, de escolas abertas apenas para alimentação, distribuição de materiais, o próprio chip que os alunos estão recebendo. Nós já entregamos aí aproximadamente 100 mil, vamos entregar os outros 400 mil ainda nesses próximos dias. Esse tipo de atividade. Mas sempre tudo com agendamento prévio. É trabalhar nesse momento com quem puder ficar em casa, ficar em casa. Pode passar.

O que a gente está falando é que a fase vermelha na educação, ela... Nós temos um decreto próprio, nós continuamos com as mesmas regras. Então, se a escola precisar fazer uma atividade presencial, precisar atender algum aluno que precise, seja ela da rede estadual, da rede municipal, da rede privada, ela poderá fazer a atividade. Nós não estamos mudando a regra do que está estabelecido, dos até 35% para as escolas. Mas nós estamos, sim, recomendando, e tive reunião com SIEEESP, com a [ininteligível], com a presidente da [ininteligível], a professora Márcia, para justamente recomendarmos que aquilo que nós estamos fazendo, que também seja, na medida do possível, trabalhado com as outras redes. Então, nós recomendamos para todos os municípios e também para as redes privadas que as atividades sejam realizadas, aquelas que são o mínimo possível, aquilo que é realmente necessário. A criança ou o adolescente precisa, a escola está autorizada pelo plano a funcionar. Mas se ela puder ficar em casa, se ela puder fazer à distância, faça à distância. Com essa medida, nós organizamos a nossa rede, e a rede estadual, e obviamente vamos discutir com as redes municipais, e aqui é importante, porque a gente trabalha em regime de colaboração, transporte escolar, uma série de coisas, a gente vai discutir isso com cada um dos municípios que têm atividades, para que também antecipem os seus recessos. Pode passar. Que é uma das nossas medidas principais. Nós temos, na rede estadual, um recesso em abril e um recesso em outubro. Nós estamos antecipando essas duas semanas de recesso, para diminuir as atividades nesse momento, e também para aproveitar melhor estes momentos. Vejam só: neste momento, a gente tem muito menos alunos nas escolas, mas em outubro, por exemplo, nós, se deus quiser, estaremos muito melhor, e poderemos ter muito mais estudantes. Por que parar lá na frente, se eu terei, neste momento, a condição de diminuir a desigualdade? Certamente, já com muito mais pessoas vacinadas, com uma condição muito melhor. Nós temos que, agora, fazer o sacrifício e aproveitar os momentos que teremos daqui pra frente. Por isso, a nossa recomendação para as redes particulares também, que negociem com os seus professores e busquem antecipar também as férias do meio de ano. Se for necessário, nós também, se for necessário, poderemos fazer isso. Mas aproveitarmos lá na frente esses momentos será muito importante para as nossas crianças. Então, do dia 15 ao 28, será equivalente aos dois recessos escolares. Portanto, é uma medida que vai fazer com que haja uma diminuição muito grande na circulação de pessoas dentro das escolas estaduais, e acredito também que as escolas municipais deverão ter muita adesão a esta medida. Não teremos atividades obrigatórias nesse período, portanto, mas nós estaremos apoiando os nossos estudantes que mais precisam. Nós vamos continuar com a alimentação para os nossos alunos que mais precisam. Caso o aluno queira, ele precise, ele pode agendar com a escola, nós estamos fazendo... Lembrando que na fase vermelha nós já tínhamos anunciado e já estávamos fazendo esse atendimento. Então, esses alunos precisam dessa alimentação, e nós vamos continuar dando este suporte. Pode passar.

E algo importante, para concluir, governador: Nós vamos continuar, mesmo no período de recesso, com as atividades do Centro de Mídias, na TV Educação, na TV Univesp, que nos apoia, pelo próprio aplicativo, que, lembro, tem a internet gratuita, paga pelo governo, com atividades, com as aulas, com reprises, para que os alunos possam fazer o reforço. Não teremos novas atividades nesse período, mas estaremos continuamente trazendo atividades passadas, para que os alunos possam inclusive recuperar. Nesse momento, a escola continua sendo uma prioridade. Os alunos que mais precisam continuam sendo, sim, uma prioridade, mas nós estamos juntos agora, nesse momento, para diminuir o fluxo, para termos mais pessoas em casa, não só na educação. Esse é mais um sacrifício que nós fazemos para salvar vidas, inclusive em favor das nossas escolas, é preciso que as pessoas fiquem em casa, para que a gente possa ter funcionamento o mais breve possível, com as nossas crianças na escola, porque isso realmente é essencial. Obrigado e boa tarde a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares, secretário de Educação do Estado de São Paulo. Muitas pessoas podem ter dúvidas sobre as novas restrições, você pode consultar o site do governo do estado de São Paulo: www.sp.gov.br, www.sp.gov.br. Peço que, se possível, meus colegas jornalistas, se puderem fazer esta menção nos seus áudios, nas suas imagens, naquilo que redigem para os seus veículos de comunicação. Isso ajuda a elucidar dúvidas que, circunstancialmente, pessoas que atuam no comércio, no setor de serviço, no setor da indústria, a população de forma geral... No site nós temos todas as informações completas, as que foram exibidas aqui e ainda em mais detalhes.

Antes de iniciarmos as perguntas, eu preciso também mencionar aqui que o sistema Bom Prato continuará a funcionar no estado de São Paulo, exatamente como vem funcionando, e nos mesmos horários. É alimentação para as pessoas que estão em situação de rua, e obviamente não haverá nenhuma interrupção nessa alimentação, nem restrição nos horários que já são conhecidos, e tampouco na entrega da chamada quentinha nos locais do Bom Prato, que não podem, evidentemente, receber pessoas, mas entregam a alimentação. Então é importante deixar esclarecido que essa alimentação continuará sendo entregue às pessoas em situação de rua, exatamente como temos feito ao longo dos últimos 12 meses. Também uma menção aos setores econômicos que estão sendo atingidos por esta medida preventiva, para proteger a saúde e a vida dos funcionários, dos colaboradores, dos fornecedores e também daqueles que são empreendedores. Nós queremos todos com boa saúde e todos em condições de, num futuro próximo, estarem ao nosso lado e estarem recuperando e motivados com os seus negócios. Nós vamos dar apoio, dentro daquilo que é possível, pelos bancos do governo do estado de São Paulo, o Banco do Povo e a Desenvolve SP, e esperando também que o governo federal, através do BNDES, possa ajudar aqueles que são empreendedores, não só em São Paulo, mas em todo o Brasil. A dificuldade que a pandemia impõe a São Paulo, impõe também aos outros 26 estados do país, e certamente o sofrimento é de todos. Então, eu peço que também aqueles que hoje comandam o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, tenham também esta capacidade de apoiar com financiamento as pequenas, micro e médias empresas, como nós estamos fazendo e continuaremos a fazer aqui em São Paulo.

Nas perguntas de hoje, nos veículos de comunicação que farão suas perguntas, pela ordem, nós teremos o SBT, a TVA da Argentina e o Jornal Perfil, a Globo Esporte, a TV Cultura, a Record, CBN, Portal UOL e a TV Globo, GloboNews. Começamos então com o SBT, com você, Flávia Travassos. Flávia, obrigado por estar aqui. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Nossas equipes percorreram algumas ruas da capital, governador, hoje de manhã, e também da Grande São Paulo, e flagrou aí pessoas desrespeitando as medidas da fase vermelha: lojas com portas meio abertas, algumas inclusive com portas fechadas, mas com uma plaquinha escrito 'entre'. Quer dizer, estava funcionando, pessoas aí recebendo esses consumidores. Queria saber, governador, se nessa fase emergencial vai haver uma estratégia mais dura para coibir esse tipo de atitude e saber se realmente essas recomendações vão efetivamente funcionar, como será essa fiscalização.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Flávia, boa tarde, mais uma vez. Sim, nós vamos ampliar essa fiscalização, mas é muito importante que as prefeituras municipais façam isso também. A Vigilância Sanitária é fundamentalmente uma responsabilidade municipal. Mas nós vamos apoiar, primeiro com a Vigilância estadual e depois também com a Polícia Militar e a Polícia Civil. Aliás, temos feito isso desde a semana passada, já na fase vermelha. Mas eu quero fazer um apelo aqui ao meu bom amigo, Bruno Covas, prefeito da cidade de São Paulo, para que ele possa mobilizar as prefeituras regionais, as subprefeituras, e todo o sistema de Vigilância Sanitária da prefeitura, para uma ação mais rigorosa, diante da situação de emergência que nós estamos agora. Estamos numa fase emergencial, isso exige também uma ação emergencial da Vigilância, e peço também a prefeitas e prefeitos da região metropolitana, do interior e do litoral, que também façam isso, sejam solidários com os seus concidadãos, sejam solidários e atuem para defender aqueles que fazem o correto, porque quem fecha o seu comércio e atende a recomendação, está obedecendo adequadamente àquilo que se recomenda, está protegendo a sua vida, a vida dos seus colaboradores e também dos seus fornecedores. Quem não faz isso, ele não só desrespeita a lei, ele desrespeita a vida, ele compromete os seus funcionários, seus fornecedores e seus clientes. Então, eu faço aqui um apelo para que prefeitas e prefeitos, a partir de agora, nessa fase emergencial, sejam mais rigorosos e ampliem a fiscalização de estabelecimentos que querem violentar a lei e, mais do que isso, Flávia, violentar a vida.

Agora vamos para, online, Eleonora [ininteligível], da TVA e do portal Perfil. Eleonora, prazer em revê-la virtualmente. Não sei se você está em Buenos Aires ou aqui em São Paulo, mas bem-vinda. Sua pergunta, por favor. Precisa apertar só o seu botãozinho de áudio, Eleonora.

REPÓRTER: Agora sim.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos lá, agora sim.

REPÓRTER: Ótimo. Boa tarde, governador, boa tarde a todos aqui, desde aqui de São Paulo. A pergunta que eu quero fazer para o senhor, que acho que é muito importante, é: O que acontece com as fronteiras que tem o Estado de São Paulo com o Rio de Janeiro, com o Paraná e com o Mato Grosso do Sul? Porque falo isto? Porque ontem eu estava olhando os jornais e as notícias e eu vi que a decisão do prefeito do Rio foi diminuir as restrições, não aumentar elas. Então, a pergunta é: O senhor acha que isso pode prejudicar os resultados de São Paulo? Eu não estou falando só de Rio, né? Estou falando da situação dos estados vizinhos de São Paulo. E se o senhor teve algum contato com os governadores sobre essa questão justamente. Essa é a pergunta.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eleonora, muito interessante. Obrigado. Muito interessante sua pergunta. No Fórum de Governadores, nós nos comunicamos diariamente. Hoje, até publicamos uma carta, um pacto pela vida e pela saúde, eu acho que você teve acesso a esta carta, denominada pacto pela vida e pela saúde, e que foi assinado por 22 governadores do Brasil, governadores comprometidos com a proteção da sua população. Infelizmente, eu tenho que falar a verdade, aliás, uma verdade que está clara em quem lê o documento: o governador do Estado do Rio de Janeiro não assinou esse documento, negou-se a assinar um documento que chama-se pacto pela vida e pela saúde. Os governadores do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul assinaram este documento e, portanto, estão comprometidos com o pacto pela vida e pela saúde, e que envolve medidas restritivas também nos seus respectivos estados. Eu lamento que o Rio de Janeiro, um estado onde eu vivi parte da minha vida, onde eu conheci a minha esposa, onde eu tenho tantos e tantos amigos, ao invés de ter medidas que restrinjam, e com isso protejam a sua população, faz exatamente o movimento oposto. Mas não cabe a mim fazer esse juízo, esse juízo deve ser da população do Rio de Janeiro. Aqui em São Paulo, seguiremos fazendo aquilo que a ciência e a saúde determinam para a proteção dos brasileiros que estão em São Paulo. E fico feliz de perceber que uma maioria expressiva de governadores do Brasil está na mesma conduta e na mesma linha. Obrigado, Eleonora, continue nos acompanhando aqui online.

Nós vamos agora para o Globo Esporte, com o Edgar Alencar. Edgar, obrigado por estar aqui participando conosco. Ajustar aqui o seu microfone... Agora sim, Edgar, por favor.

REPÓRTER: Obrigado, governador, boa tarde, boa tarde a todos. Diante de uma situação tão grave e tão mais ampla, me permita, por favor, uma questão ligada ao mundo esportivo

mais especificamente ao futebol, campeonato paulista. A Federação Paulista informou até numa carta aberta que houve reuniões com representantes do governo, apresentando argumentos para tentar manter o campeonato paulista, citando até exemplos de ligas da Europa, que mesmo diante de situações mais agressivas, ondas agressivas do vírus, ainda mantiveram seus campeonatos em atividade. Objetivamente, então, pergunto o quanto que isso foi levado em consideração, para o anúncio de hoje, e, mais objetivamente ainda, se vai haver flexibilizações, por exemplo, se os clubes vão poder utilizar seus centros de treinamento, mesmo durante essa fase emergencial, já que competições nacionais e internacionais não serão interrompidas. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edgar. Importante a sua pergunta, para esclarecer, não só para o mundo do esporte, mas também dos que representam clubes, atletas, comissões técnicas, mas igualmente o público, que gosta e assiste o futebol. Eu vou pedir ao Dr. José Medina que possa responder. Ele é o responsável, no Centro de Contingência, por todas as análises relativas ao mundo do esporte, incluindo o futebol. Mas esclareço, desde já, Edgar, que pra este final de semana as partidas que estão programadas no campeonato paulista, me parece que são 22 jogos, estão preservados, porque eles acontecerão no sábado e no domingo. A interrupção, porém, será feita a partir do próximo dia 15, por 15 dias, até o dia 30. E seguiremos no bom diálogo com a Federação Paulista de Futebol, o presidente Reinaldo Bastos é uma pessoa de excepcional diálogo, construtivo nas suas abordagens, e ele ampara bastante bem as suas considerações também por um comitê que o assessora, e nós reconhecemos isso. Por isso que é um diálogo construtivo, e que não fica cessado com as decisões de hoje. Nós continuaremos a dialogar com a Federação Paulista de Futebol, e especificamente com o seu presidente, que tem a minha estima e o meu respeito. Medina.

JOSÉ MEDINA, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado. Nós estamos numa fase emergencial, então tem prejuízo para todos os setores. Como a Dra. Eloisa Bonfá mencionou... Aliás, muito bem-vinda ao comitê, Eloisa. A Eloisa é uma pessoa, uma colega médica, que está, atende na ponta, atende todos os pacientes, coordena o Hospital das Clínicas. Ela tem uma experiência muito grande, que vai agregar muito ao nosso grupo. Muito bem-vinda, Eloisa. E ela... Nessa fase emergencial, como ela mencionou, todos têm um sofrimento, um desgaste para toda parte da sociedade, toda atividade comercial, toda atividade econômica, para mobilização de todas as pessoas, como eu disse, para preservar as vidas do agora. Em relação ao futebol, especificamente, nós estamos atendendo a um ofício, uma recomendação do Ministério Público. Então, o Ministério Público Estadual recomendou essa medida, isso fugiu da nossa alçada e nós estamos atendendo recomendação do Ministério Público Estadual.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Medina. Edgar, muito obrigado por estar aqui conosco. Agora vamos à TV Cultura, com a repórter Maria Manso. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Pela complexidade dos anúncios de hoje, eu peço para esclarecer algumas dúvidas hoje, primeiro em relação à questão que a Eleonora colocou, eu acho que não ficou claro se vai haver algum tipo de restrição em relação às viagens intermunicipais e interestaduais, já que nós regredimos até nas plaquinhas dos púlpitos, quer dizer, o foco agora é que as pessoas fiquem em casa. Então, também vai ser colocada alguma medida para que as pessoas não viajem, a não ser em situação de extrema necessidade? Em relação à educação, a gente sempre frisou, desde o começo, secretário, que não se queria que houvesse mudança nem disparidade no aprendizado de alunos das redes pública e das redes privadas. Se é apenas uma recomendação nesse momento para que as escolas particulares também cessem as aulas, não pode acontecer, nesse momento aí, essa disparidade, se as escolas particulares não seguirem essa recomendação? E por último, foi feito algum cálculo pelo Centro de Contingência se essas medidas divulgadas agora, quantas vidas podem ser poupadas se as pessoas levarem a sério tudo isso que vocês estão pedindo hoje para a população? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. Eu vou, nós vamos responder, mas eu vou pedir encarecidamente aos demais colegas que, por favor, façam uma pergunta apenas. Mas eu começo a responder, sobre o tema das viagens, e na sequência o Rossieli, sobre as escolas, e o Dr. Paulo Menezes, em nome do Centro de Contingência. Mas completando, inclusive, a resposta à pergunta feita pela Eleonora [ininteligível], e também por você, São Paulo, evidentemente, não fará restrições aos nossos vizinhos. Nós somos um só país, é um só Brasil. Não há dois países e nem um país chamado São Paulo e outros em torno de São Paulo. Nós somos um só país, uma só nação, e o que nós esperamos é que todos possamos estar unidos, em paz, com entendimento, com serenidade, para proteção daqueles que vivem nos nossos estados. Lamentavelmente, nós não temos uma coordenação nacional, que era o que se esperava de um país vítima de uma pandemia, que já levou a vida de 270 mil brasileiros, e tantos outros que, infelizmente, ainda perderão a sua vida. Não há essa coordenação nacional. Tanto é fato que os governadores do Brasil, pelo menos esses 22, que assinaram o pacto pela vida e pela saúde, estão comprometidos nesta coordenação e também intercambiando informações, apoio, ajuda e solidariedade também nas suas iniciativas. Eu espero que os outros governadores, que tomaram a decisão, e nós respeitamos, de não assinarem o pacto pela vida, possam refletir sobre isso, e refletir principalmente com um olhar de compaixão em relação à sua população, aos seus habitantes, olhando, evidentemente, a questão econômica, mas olhando substancialmente pela questão da existência. As pessoas que desaparecem não são consumidores, não consomem. Então, nós precisamos proteger a população e clamar e trabalhar por mais vacinas. Todos esses 22 governadores estão trabalhando, inclusive em alguns casos consorciadamente, para aquisição de mais vacinas, independentemente do governo federal, que, sistematicamente, diz que comprou vacinas, comprou vacinas, comprou vacinas e comprou vacinas. Mas o que nós precisamos é das vacinas, não é o anúncio das vacinas, e sim das vacinas. As pessoas querem a vacina no braço, e não no papel. Não é isso que está acontecendo. Com exceção das vacinas do Butantan, que, repito, vacinam nove em cada dez brasileiros, pelo esforço do governo de São Paulo e o compartilhamento com o Brasil, nós, até o presente momento, não temos mais vacinas. Então, aos governadores que firmaram esse pacto pela vida e pela saúde, o meu agradecimento e o meu reconhecimento. E aqueles que não o fizeram, que possam fazê-lo, e que tenham compaixão com as suas populações e estejam ao lado de todos os demais governadores na defesa da vida. Agora, vamos ao Rossieli, no tema das escolas, depois Paulo Menezes.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Maria, vamos lá. Na verdade, nós entendemos que o movimento que estamos fazendo vai diminuir a desigualdade, não aumentar. Primeiro que a gente está falando aqui de organização de calendário, cada rede tem a sua. Ele pode começar... Lembra da discussão? Podia começar dia 1 de fevereiro, no dia 8 de fevereiro, cada um poderia começar na sua data. Então, elas são organizadas de uma maneira diferente. A nossa escolha é: eu agora teria muito menos alunos do que numa semana lá em outubro, porque a gente tem certeza que, com mais vacinas, as do Butantan, por exemplo, já terão ajudado muito o nosso país, nós teremos uma situação muito melhor, com muito mais condições de termos os alunos na sala de aula. E aí, nós não teríamos, por conta de um recesso. Muito mais importante é que, durante este ano letivo, eu possa ter mais dias com os alunos, efetivamente, na sala de aula. Estamos antecipando os dois recessos, por este motivo pedagógico, que é ter o aluno no momento que eu puder ter mais alunos, especialmente, na sala de aula. A nossa sugestão, recomendação, é que as redes municipais e as redes privadas também sigam esse movimento. Vou dar um exemplo, para o pai, para a mãe que está nos assistindo, por exemplo, que é da rede privada. Eles têm 30 dias de férias, de forma geral, na rede privada, de férias no meio do ano. No meio do ano, poderíamos ter mais aulas presenciais, provavelmente, porque, tomara deus, a situação esteja muito melhor. Então, eu quero mais contato com o aluno. Por isso, recomendamos que se faça a antecipação neste momento. Justamente para a gente recuperar esse tempo, é fundamental que as medidas visem à presencialidade, assim que possível. Antecipar os recessos e férias, se for possível, para todas as redes, é a nossa recomendação. Já antecipamos duas semanas dos nossos recessos e vamos, inclusive, estudar, se for necessário, as férias também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. E agora, completando, Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador, Maria. O número, o número, ele não é exato, mas nós podemos ter ideias claras do que está acontecendo agora e do que nós esperamos que aconteça nas próximas semanas. Nas duas últimas semanas, nós tivemos um aumento diário de novos óbitos, da semana 8 para a semana 9, de mais de 40 óbitos por dia. Da semana 9 para a semana 10, que é a que nós estamos, novamente, um aumento de mais de 30 óbitos por dia no estado de São Paulo, em comparação com a semana anterior. Hoje, nós temos quase 10 mil pacientes internados nas UTIs, nós sabemos que, entre os pacientes internados nas UTIs, em torno de um em cada três, infelizmente, não conseguem sobreviver à grave doença que está acometendo esses pacientes. Então, se, nas próximas duas semanas, nós conseguirmos interromper a subida do número de internações que nós estamos observando hoje, eu diria que a gente já está salvando em torno de 40 vidas por dia. Se nós conseguirmos iniciar a redução, que é o que eu espero, porque junto com isso existe também ampliação da vacinação das faixas etárias mais idosas... E felizmente, segunda-feira começamos a vacinação de uma nova faixa etária dos idosos, na próxima segunda, isso é estendido. Isso vai também contribuir para que nós, progressivamente, tenhamos uma redução progressiva nesse número tão alto de vidas que estão sendo perdidas a cada dia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Maria, obrigado. Nós vamos agora para a TV Record, com Daniela Salerno. Dani, bem-vinda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, eu queria ter mais detalhes a respeito do toque de recolher. Foi dito aqui o pedido para as pessoas evitarem sair de casa entre 20h e 5h da manhã. Então, como isso vai funcionar? Vai ter alguma fiscalização? Uma pessoa que for abordada vai ter que justificar o porquê está na rua? Tem gente que trabalha nesse horário. Como que deve ser feito esse acompanhamento dessas pessoas? E só um detalhe que eu também gostaria de trazer aqui: farmácias, aquelas que estão 24 horas, alguma restrição de horário para esse setor? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Daniela, começando pela última parte da sua pergunta: não há restrição para o funcionamento das farmácias, continuarão a funcionar, com os mesmos horários que possuem. É um serviço absolutamente essencial. Toque de recolher, Dr. Jean Gorinchteyn vai responder, mas eu quero lembrar, a propósito da sua pergunta, e também para os que estão nos acompanhando, nos assistindo, inclusive em transmissão de televisão, que nós não estamos fazendo lockdown. Nós estamos fazendo uma fase emergencial. Lockdown é a última das últimas medidas, aquela onde você não pode sair de casa em nenhuma circunstância. Nós não estamos fazendo lockdown em São Paulo. É importante esclarecer, até para que os meus colegas jornalistas, e principalmente aqueles que titulam artigos, matérias, textos e notas, não usem a expressão lockdown, porque nós não estamos decretando lockdown em São Paulo. É a fase emergencial, mais restrita, mais dura, mas não é lockdown. Então, por favor, senão isso confunde as pessoas, e hoje todo mundo tem um celular, e um celular onde você põe no Google lockdown, você vai ter informações diferentes daquelas que nós estamos apresentando aqui na fase emergencial. E agora, sobre o toque de recolher, responde Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Quando nós estudamos o toque de recolher, sempre estamos olhando para a condição do nosso país, as pessoas, e por isso o lockdown, ele não teria a condição de ocorrer. Nós temos muitos trabalhadores informais, que ainda saem e se deslocam, muitas vezes em outros horários, que acontecem próximo das 20h, retornando para suas casas. Então, dessa forma, fazer lockdown seria, numa situação, ou de guerra, ou estado de sítio, isso não é o que nós queremos. Nós queremos que as pessoas tenham essa consciência de que não devam sair.

Por isso o toque de recolher, que se recolham respeitando esses horários. E para que nós estejamos dificultando o desejo das pessoas de estarem nas ruas, as fiscalizações acontecerão, tanto pela Polícia Civil, pela Polícia Militar, com a realização de blitz educativas, em que as pessoas serão inquiridas, aonde estão, para estão indo, se trabalham em serviços essenciais, para desencorajar as pessoas a se manterem nas ruas. Lembrando que será também cobrado em todos os períodos, mas também nesse período da noite, a observância e obrigatoriedade ao uso da máscara. Uma vez que existe um decreto do governador João Doria sobre a sua obrigatoriedade, e aqueles que não o fizerem terão e serão multados.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Daniela, muito obrigado. Vamos agora para a Vitória Abel, da CBN. Enquanto a Vitória se dirige aqui ao microfone, queria agradecer a transmissão ao vivo aqui da Band News, que ao lado da TV Cultura continua no ar, e as outras emissoras que até poucos minutos ainda transmitiam ao vivo essa coletiva. Vitória, boa tarde. Bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

VITÓRIA ABEL, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Peço já desculpas se eu me alongar, mas é porque acho que a gente não pode sair daqui com dúvidas. Ainda sobre o toque de recolher, continuando a pergunta da Daniela, farmácias ok, mantém 24 horas, mas outros estabelecimentos essenciais, eu não entendi qual vai ser a mudança de restrição para mercados, açougues, call center, essas atividades administrativas que são essenciais. Vão fechar todas as 20 horas, essa é a restrição? Quero entender isso, se esse toque de recolher é para essas atividades, tirando, por exemplo, as farmácias. Então vão ter dois tipos de atividades essenciais. Uma pergunta também para o secretário Rossieli, o senhor falou que as escolas vão permanecer abertas para alimentação, mas que as escolas podem abrir para alguma atividade extremamente essencial. De certa forma, não mudou muito então do que estava na fase vermelha, se a escola decidir que pode receber o aluno, ela pode? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitória. Esclarecimentos importantes sim. Eu vou pedir sobre o tema do toque de recolher, como foram várias questões em uma, que a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, possa informar. E lembrar também a ouvintes, telespectadores e internautas, e em breve leitores também, o sei do governo do estado de São Paulo é www.sp.gov.br, nós temos a relação completa de todos os setores, e as respectivas restrições, e as orientações também. Mas a Patrícia Ellen irá responder você, Vitória.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Queria aproveitar para responder, se pudesse voltar na tabela aqui onde nós temos os serviços, que vão ter restrições diferentes. Os serviços essenciais voltados à toda a parte de saúde, e que não estão elencados aqui, na tabela anterior, não terão alteração, ou seja, eles podem funcionar 24 horas, farmácias não estão nessa lista, podem funcionar 24 horas, hospitais não estão nessa lista, não há nenhuma alteração de recomendação. Então tudo que não está aqui e que já estava como serviço essencial, na fase vermelha, continua operando como opera hoje. Lembrando que todo mundo, mesmo em situações de medidas mais restritivas, farmácias, e serviços de supermercados, não foram fechados para exatamente não gerar aglomeração, e permitir que as pessoas recebam em suas casas se tiverem emergências. Então esses serviços não tem alteração. Os serviços que tem alteração é como o doutor Paulo disse, nós recebemos uma demanda do centro de contingência, que era de reduzir circulação, para fazer isso nós mapeamos a concentração de funcionários em todos os setores, e também fizemos o mapeamento de quais setores, além dos funcionários, trabalhadores formais e informais, também atraem público, ou clientes, e por isso geram um fluxo maior. Aqui na tabela, nós temos somente o número de funcionários formais, com base na fonte RAIS, um trabalho que fizemos com a FIPE, inclusive durante todo o ano passado. Para fazer a redução nós entendemos que alguns desses setores estavam gerando fluxo maior. Vou dar um exemplo, escritórios call center, que foi uma das perguntas que foi feita, infelizmente estavam gerando fluxo grande ainda. Então na próxima página nós deixamos claro que a partir de agora o que era recomendação passa a ser obrigatório. Para esse segmento, que é o que está no meio, é teletrabalho é obrigatório. O call center ele já é um trabalho à distância, mas nós temos o desafio dos funcionários que estão nas centrais, inclusive substituindo muito do trabalho que não pode ser feito presencialmente. Então pode continuar funcionando, mas escritórios, e aqui também tem uma mudança grande, órgãos públicos passam a ter também a obrigatoriedade de tudo que for possível migrar para o teletrabalho. Isso tem um impacto muito grande no fluxo de pessoas. Atividades com restrição completa, atividade de retirada, que é o [Ininteligível], ela também passa a ser proibida, somente delivey e drive-thru. Por quê? Muitos estabelecimentos, infelizmente, estavam funcionando com a porta baixa, as pessoas entrando e se aglomerando lá dentro. Então nós não podemos nos enganar agora, a gente se enganando, o que acontece? O vírus continua circulando, a gente continua se contaminando, e vamos ter riscos de atender as pessoas, como nós vimos nas falas de todos os representantes da saúde. Então esse mapa aqui é o mapa da verdade, e que pede a colaboração de todas as pessoas com dados e fatos. Restrições completas no primeiro grupo, no segundo grupo, recomendação de teletrabalho. E no terceiro grupo, delivery está permitido 24 horas. Qualquer emergência que as pessoas tiverem, poderá ser atendida sim. O que não está aqui continua funcionando como serviço essencial sem restrição. Vocês mencionaram alguns, posto de gasolina, serviços essenciais na fase vermelha, a gente vai colocar no decreto até para facilitar, vocês mencionaram os supermercados, farmácias, posto de gasolina, todos os que não estão com restrições específicas adicionais podem funcionar normalmente porque eles estão atendendo urgências e emergências. Porque nós não podemos fechar posto de gasolina, se uma ambulância tem uma emergência na madrugada, precisa abastecer. Então isso foi feito linha a linha, setor a setor. Volta na anterior, só, por favor. Então essas são as atividades que terão alterações, as demais que estão previstas na fase vermelha podem funcionar com a devida previsão que nós já tínhamos nessa fase. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Ainda mantendo esse slide, vou tomar a liberdade aqui de fazer um pedido para as duas emissoras que estão ainda transmitindo ao vivo, a TV Cultura e a Band News, que, por favor, se puderem, evidentemente, fixar essa imagem, porque isso ajuda a esclarecer não a totalidade, mas uma parcela significativa, aonde teremos aumento de restrições, e depois as pessoas poderão acessar o site www.sp.gov.br. Para conhecer mais detalhes sobre essas restrições. E muito obrigado também, porque as pessoas em casa poderão fotografar e depois acessar o site para informações ainda mais completas. Muito obrigado pela atenção. E também, antes de convidar o Lucas Teixeira, do Portal UOL, que é a penúltima intervenção de hoje, quero lembrar que o sistema de transportes do estado de São Paulo, ou seja, o sistema de trilhos, CPTM e metrô, não terá alteração e não haverá redução na oferta de transporte. Volto a repetir, não haverá alteração e nem redução na oferta de transporte público que compete ao governo do estado de São Paulo, ou seja, os trens da CPTM e os trens do metrô. O sistema metroviário e o sistema de trem, ferroviário, na capital de São Paulo e na grande São Paulo, sob responsabilidade do estado, não haverá nenhuma alteração. E nós recomendamos que as prefeituras da região metropolitana, interior e litoral, também não reduzam a oferta de ônibus ou outros tipos de transporte público para a população, mantenham a oferta exatamente como está, o que nós precisamos é reduzir o número de pessoas utilizando o transporte público, e não reduzir o volume e a disponibilidade do transporte público em São Paulo. Obrigado, então, Lucas, pela paciência, Lucas Teixeira, do Portal UOL boa tarde, sua pergunta, por favor.

LUCAS TEXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Se me permite, governador, é que faltou a parte da pergunta da educação para a Vitória Abel.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Me perdoe, Lucas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Então vou pedir desculpas ao Lucas de novo, nós fomos tão completos na primeira pergunta da Vitória, que faltou sobre as escolas. Perdão, Lucas. Agora com você, Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Perdão, Lucas, também. Obrigado, governador. Vitória, é uma mudança substancial, quando você tira primeiro de circulação, agora a autorização anterior ela permanece, mas com uma recomendação para que o mais rápido possível de menos pessoas transitando, que a gente possa mudar dentro dos calendários da rede estadual, municipal ou das privadas, para aproveitarmos melhores os momentos que a gente terá no futuro uma condição melhor de ter os alunos presenciais. Essa é uma medida que foi tomada no ano passado, inclusive antecipando ao máximo isso, que nós estamos trazendo para esse momento importante também.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ok. Obrigado, Rossieli. Agora sim, com você, Lucas Teixeira, do portal UOL.

LUCAS TEXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, obrigado. Então, é o seguinte, só para encerrar de última vez, o que não tem no slide apresentado, e inclusive muito bem detalhado, viu, doutor? Não muda, o que não está ali ranqueado naquele slidezinho, que agora sumiu, e está na essencial da fase vermelha, não muda, só para deixar bem claro entre nós. Isso, esse daqui. Se não tá aqui, fica lá? Ok. Isso posto, vem a minha pergunta, o estado, doutor Jean, tem falado muito sobre o aumento de jovens, e o último dado que ele tinha apresentado era uma reversão na pirâmide, não mais 40%, mas 60% ali entre 30 e 50 anos. Eu queria saber se essa porcentagem se mantém, se a gente está com o dado certo? E falar de como o estado tem visto isso? Eu tive uma conversa interessante com uma funcionária de uma UBS, ela falou: "Carnaval tem só uma vez por ano, festas clandestinas a gente tem todo dia". E vocês têm falado em aumentar restrições, como vocês têm visto esse crescimento numericamente atualmente, de jovens no estado? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem formulada. Antes da sua resposta, ao Lucas Teixeira, do portal UOL, do Jean Gorinchteyn, Lucas, para aproveitar e fazer um esclarecimento, a primeira resposta é sim, em relação à sua colocação, não foi uma pergunta, mas foi uma colocação, sobre esse quadro que está aí. Mas cabe um esclarecimento especificamente para o setor de supermercados e similares, que nós colocamos ali aumento de restrições. Algumas pessoas até aqui no meu celular chegaram perguntas, mas os supermercados terão os seus horários de funcionamento restringidos? Não terão restrição nos horários de funcionamento nos supermercados, mercados, minimercados, poderão operar nos seus horários normais, inclusive 24 horas. A restrição é o toque de recolher das pessoas, ou seja, pessoas que estão com a limitação para não saírem de suas casas a partir das 20h, até às 5h da manhã. Isso é restrição, não é proibição. Repito, não é lockdown, se alguma pessoa que trabalha à noite, trabalha de madrugada, ou por circunstâncias, tem que se deslocar, ela pode fazê-lo, não há impedimento para que ela possa fazer isso, nem faz sentido, aliás, é um direito constitucional ir e vir, não estamos em estado de sítio, nem em uma situação de guerra. Então os supermercados estarão operando regularmente dentro dos horários que já praticam para a população, seja o hipermercado, supermercado, mercado, mercadinho, ou o minimercado. Obviamente seguindo as regras sanitárias. E aproveito aqui para fazer uma recomendação para a Associação Paulistas de Supermercados - APAS, para que reforce aos seus associados a necessidade da utilização dos termômetros para tirar a temperatura das pessoas que chegam aos supermercados, a começar dos seus funcionários e dos seus prestadores de serviços, dos seus clientes também, é um gesto humanitário, e é um gesto de proteção aos seus clientes, e também aos seus funcionários. A obrigatoriedade do uso de máscara, isso é lei, o uso de máscara é absolutamente obrigatório, o supermercado que admitir um funcionário ou um cliente sem máscara, a multa é de R$ 5 mil por cliente ou por funcionário sem máscara, dentro de um supermercado. Então a APAS, que tem sido uma instituição bastante responsável e muito colaboradora, no sentido de proteção à saúde, tenho certeza que atenderá plenamente essa recomendação, e reforçará perante os seus associados aqui no estado de São Paulo. Agora sim, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O que nós temos observado nessa segunda onda da pandemia, é no estado de São Paulo de forma geral, pelos dados que nós temos, tem um aumento de 25% a 35% dos pacientes na faixa de 35 a 50 anos. Ou seja, aumentando sobremaneira essa faixa etária. A gente ainda tem, no estado,

de forma geral, ainda o predomínio de pessoas acima de 60. Mas já a sua elevação. Nós estamos observando que em algumas UTIs, e isso são relatos de vários municípios, inclusive UTIs do município de São Paulo, que já revelam nós termos 50% a 60% de ocupação nas UTIs, de pacientes com faixas etárias menores do que 50 anos. Hoje pela manhã, antes de assumir aqui o batente, que eu passo todas as manhãs, visita em um hospital próximo aqui, tive todo o cuidado de avaliar exatamente isso, qual era o número de pacientes que estariam com faixa etária menor do que 50 anos. E nas três UTIs COVID-19, nós tínhamos uma faixa que variava de 50% a 56% com o público menor do que 50 anos. Isso quer dizer o quê? Que são pessoas que se expõem mais, geralmente do sexo masculino, e se expõe, portanto, sem a utilização adequada do uso das máscaras, e acabam dessa maneira, adoecendo. Como hoje nós temos um vírus que tem uma carga viral, a concentração de vírus muito maior, acaba promovendo quadros muito mais graves, e que acabam impactando nesses jovens. É importante ressaltar que a despeito da gravidade da doença, eles ainda não repercutem o índice de modalidade elevado, exceto se tiverem o que nós chamamos de comorbidade. Mas nós temos que alertar que essa faixa etária está realmente sendo invertido, como você mesmo falou, nessa pirâmide etária.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, então, Jean Gorinchteyn. Lucas, mais uma vez, muito obrigado. Vamos para a última pergunta, e obrigado pela paciência, Daniella Gemignani, da TV Globo, Globo News, a Daniella eu vi aqui desde muito cedo, aliás, eu vi as suas matérias na Globo News. Então muito obrigado pela sua paciência, sua pergunta, por favor.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. A minha pergunta é se a situação está tão grave, a cada dia batendo novos recordes, por que esperar até segunda-feira, para o começo da fase emergencial, por que não amanhã? Visto que a gente tem o final de semana pela frente. E aí justamente por conta desse final de semana, festas clandestinas. Enquanto as pessoas físicas ainda não forem multadas, e não forem responsabilizadas financeiramente, vocês imaginam, que, de fato elas você ficar dentro de casa? Porque isso não tem acontecido nos finais de semana. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Começo pela segunda, a primeira será respondida pelo Jean Gorinchteyn, e se necessário, com alguma intervenção do centro de contingencia, se for necessário. Festas clandestinas, o governo do estado de São Paulo, desde o início dessa fase vermelha já com a ajuda da Polícia Militar e da Polícia Civil, fechou mais de 280 festas clandestinas de diferentes tamanhos. Inclusive ontem, exemplarmente fechada, e que foi objeto de imagens que repercutiram nas redes sociais, uma festa em plena tarde, nunca imaginei que alguém pudesse promover festa em uma tarde de quarta-feira. E esse senhor, ou enfim, esse grupo de pessoas quis promover uma festa, foram indiciados criminalmente, de acordo com o Código Penal pela Polícia Civil do estado de São Paulo, com a colaboração da Polícia Militar e da Guarda Metropolitana de São Bernardo do Campo. Graças ao trabalho do prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, ao trabalho da vigilância sanitária dessa cidade, e com a cooperação da GCM, da Guarda Metropolitana da cidade de São Bernardo, a Polícia Civil e a Polícia Militar fecharam esse estabelecimento. Apenas para citar um exemplo de uma ação bem coordenada, Daniella, entre prefeitura e governo do estado de São Paulo. E também outras 259 festas foram fechadas, a orientação dada à Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, está aqui o General Campos acompanhando a nossa coletiva, não há nenhuma condescendência. Por isso se pudermos colocar aqui novamente o slide para denúncias para que você da sua casa, do seu ambiente, possa denunciar qualquer festa clandestina de qualquer tamanho que você identifique, desde que isso seja uma notícia verdadeira, fake news não. Você pode utilizar o telefone 0800-7713541, repito, 0800-7713541, a ligação é gratuita e você faz a sua denúncia, ela é anônima, eu peço apenas que seja verdadeira, e a ação da polícia será imediata. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós estamos na fase vermelha, a fase vermelha é uma fase restritiva, que restringe comércios, serviços, circulações das pessoas, especialmente em serviços de assistência, alimentação e entretenimento. Dessa forma, no período da noite nós temos ainda um incremento que é feito através do toque de restrição, não é o toque de recolher, mas é o toque de restrição, em que com o apoio da Polícia Civil, da Polícia Militar, do Procon, da vigilância sanitária que está ligada à Secretaria Estadual da Saúde, são feitas inspeções, fiscalizações, evitando o descumprimento às normas do plano São Paulo. Aglomerações, a não utilização de máscaras, e o não respeito às atividades e horários. Dessa forma nós continuaremos durante esses próximos dias, fazendo as inspeções, fazendo as vigilâncias devidas, e promovendo as devidas multas. Nós precisamos multar as pessoas para elas entenderem que elas precisam ser punidas pela sua não adequação à lei. Nós vivemos em um país democrático regido por lei. E é exatamente dessa forma que faremos, para que assim possamos controlar a pandemia no nosso meio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Jean, eu vou tomar a liberdade de completar a sua resposta, para que não fique a Daniella, da TV Globo, Globo News, com a informação incompleta. O porquê da segunda-feira? Há uma razão para isso, e a razão foi fruto de um raciocínio do centro de contingência do COVID-19, sob liderança aqui do doutor Paulo MENEZES, e também do João Gabbardo, em conjunto conosco, nós estamos tomando decisões muito duras, e que afetam a vida de milhões de pessoas, não são de milhares de pessoas, são milhões de pessoas. É razoável que a obediência, a proteção à saúde, leve em conta também a proteção às pessoas. Pessoas que são donos de restaurantes, e de áreas de alimentação, compram alimentos com antecedência, ninguém compra alimento no dia para servir no dia. Nós temos que ter esse olhar também, o olhar de compaixão e de compreensão, para que eles possam ter tempo, seja no consumo, seja na devolução, na organização e no planejamento para que bares e restaurantes, e similares, tenham a oportunidade, em 48 horas, de fazer esse gerenciamento. O mesmo em relação às práticas esportivas, já equipes em diferentes modalidades esportivas, e não só no futebol, que já se deslocaram, outras que compraram diárias em hotéis, e que se organizaram para isso, uma medida feita para aplicação em 24 horas implicaria em uma conturbação gigantesca desses procedimentos. Estou apenas citando dois casos, entre muitos outros casos. E levando-se em conta também, que aos finais de semana, quando nós temos os melhores índices de isolamento em São Paulo. Então não compromete à uma análise correta, serena, mas também científica do centro de contingência que aplicar a partir de 0h de segunda-feira, dia 15, estabelece comprometimento com a proteção à saúde, mas o comprometimento também de compreensão com aqueles milhões de pessoas que serão afetadas por essa decisão. E foi por isso que nós, serena e equilibradamente, tomamos a decisão de fazer essa fase emergencial do dia 15 de março até o dia 30 de março. Ok? Muito bem, nós estamos com isso encerrando a coletiva, não teremos, obviamente, coletiva de imprensa amanhã, um dia bastante difícil, volto a repetir, dar informações dessa ordem, mas a nossa prioridade aqui são as pessoas, é a existência, é a saúde das pessoas, não é a política, e nem nos submeter a qualquer tipo de pressão de quem quer que seja, de grupos, associações, entidades, partidos aqui em São Paulo, como fazemos desde o dia 26 de fevereiro, a existência das pessoas e a sua saúde é a nossa prioridade. E continuaremos agindo dessa maneira. Por favor, fiquem em casa, usem máscaras, se protejam, recomendem aos seus filhos e netos para não saírem de casa, não participarem em hipótese nenhuma de qualquer tipo de aglomeração, denuncie pelo 0800-7713541. Se você tiver conhecimento de qualquer festa que esteja sendo anunciada pelos meios digitais, pelas redes, denuncie para que a polícia e a vigilância sanitária possam interceder imediatamente. Faça as suas orações, acredite na vida, e acredite principalmente naquilo que é a sua existência, a sua confiança e o seu próprio amor. Muito obrigado.