Coletiva - Doria anuncia orçamento recorde para ciência e tecnologia em 2022 20212010

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Coletiva - Doria anuncia orçamento recorde para ciência e tecnologia em 2022 20212010

Local: Capital – Data: Outubro 20/10/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Muito obrigado, pela presença dos jornalistas, meus colegas cinegrafistas também. Obrigado, a você, que da sua casa acompanha aqui ao vivo do Palácio dos Bandeirantes, mais uma entrevista coletiva. Hoje nós também temos boas notícias, e as boas notícias começam com ciência, inovação e tecnologia, o governo do estado de São Paulo acaba de aprovar um repasse de R$ 1 bilhão para as universidades, às universidades paulistas, e anuncia o maior orçamento para a ciência e tecnologia da história dos governos de São Paulo. Nosso governo está repassando nesse momento, R$ 1 bilhão para investimentos em infraestrutura física e tecnológica das universidades públicas do estado de São Paulo, respectivamente a USP, a Universidade de São Paulo, a UNICAMP, e a UNESP, cujos reitores se encontram aqui conosco nesta tarde. Em 2022 o estado de São Paulo vai ter o maior orçamento em ciência, tecnologia e inovação de toda a sua história, serão R$ 17 bilhões de investimentos nas universidades, e também para a FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa, do estado de São Paulo, um orçamento robusto, e o maior, repito, de toda a história. Em um momento triste do Brasil, em que o obscurantismo custou milhares de vidas, que se foram com a COVID-19, o estado de São Paulo reafirma a sua confiança, a sua crença na ciência, com um investimento tão expressivo, e a convicção de que o conhecimento é a melhor vacina contra a ignorância. E o governo de São Paulo vai também na razão inversa do Governo Federal, que reduz investimentos em ciência, pesquisa e tecnologia, São Paulo amplia o seu investimento em ciência, pesquisa e tecnologia. O assunto será tratado aqui pela Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e o por Vahan Agopyan, que é o Reitor da Universidade de São Paulo, em nome dos outros dois reitores que aqui estão participando desta coletiva. Segunda boa informação, é já na área da saúde, o governo do estado de São Paulo autorizou a contratação de 1 mil novos profissionais, entre médicos e enfermeiros, para a rede pública estadual de saúde. A contratação já foi publicada no Diário Oficial, e os 1 mil novos profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e oficiais de saúde, vão reforçar as equipes dos hospitais públicos e estaduais, para atender o aumento de demanda dos serviços de saúde que estavam represados por causa da COVID-19. Respeito pela saúde, respeito pela vida, respeito pelos profissionais de linha de frente, que ajudam a salvar vidas em São Paulo e no Brasil. O tema será abordado por Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Ainda no tema da saúde, o secretário Jean Gorinchteyn vai anunciar uma nova etapa do Corujão da Saúde, o vitorioso e inovador programa de saúde pública do governo do estado de São Paulo, que a partir de amanhã, dia 21, inicia uma nova etapa do Corujão da Saúde, programando 51 mil procedimentos oftalmológicos, entre consultas, exames e cirurgias. Repito, 51 mil procedimentos oftalmológicos entre consultas, exames e cirurgias. A meta do Corujão da Saúde é zerar a demanda reprimida com atendimento, em dez hospitais estaduais, e 46 Ambulatórios Médicos de Especialidades - AMEs, e em todas as regiões do estado de São Paulo. O Corujão da Saúde foi retomado no último dia 1 de outubro, e o governo de São Paulo vai prosseguir com o Corujão todos os meses no atendimento à população, principalmente a população mais vulnerável do estado de São Paulo. Lembrando que iniciamos no dia 1 de outubro o programa do Corujão com os exames, e as medidas de oncologia, incluindo hospitais da rede pública, e os melhores hospitais do Brasil, entre os quais eu destaco o Albert Einstein e o Sírio Libanês, que atendem pessoas vulneráveis sob orientação e custos do governo do estado de São Paulo. Sobre essa nova fase do Programa Corujão da Saúde, falará também Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do estado de São Paulo. E na sequência teremos os dados atualizados do vacinômetro, São Paulo é o estado que mais vacina no Brasil, na primeira dose, nas duas doses, e também na terceira dose. E a doutora Regiane de Paula, coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, dará essas informações, e os dados atualizados para todos vocês. E por último uma informação na área da segurança pública, e do atendimento às pessoas que precisam do apoio, do suporte e do socorro do Corpo de Bombeiro, um orgulho do estado de São Paulo, nós estamos entregando hoje 12 novas viaturas do Corpo de Bombeiro, daqui a pouco você que está na sua casa vai poder ver, inclusive as viaturas que estão aqui em frente da onde estamos falando nesse momento, em um total de 32 novas viaturas recém-adquiridas, dessas 32, 12 estão sendo entregues hoje. São viaturas de alta tecnologia, um investimento de R$ 23 milhões, do governo do estado de São Paulo, para garantir ao Corpo de Bombeiro um atendimento ainda melhor, mais amplo e mais tecnológico para todos os municípios no estado de São Paulo. Lembro que desde o início do nosso governo, portanto, em dois anos e meio, adquirimos 6.400 mil novos veículos para as forças de segurança em São Paulo, entre eles, veículos blindados para a Polícia Civil e a Polícia Militar, e é a primeira Polícia Militar e a primeira Polícia Civil do Brasil a ter o uso de veículos blindados. Sobre esse tema do Corpo de Bombeiro falará General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. Essas são, portanto, as notícias de hoje, agora sim com mais detalhes, vamos começar com ciência, inovação e tecnologia, com a nossa secretária Patrícia Ellen, renovando aqui a informação que dei logo no início, São Paulo vai na direção oposta do Governo Federal, enquanto o Governo Federal corta recursos da ciência, inovação, pesquisa e tecnologia, São Paulo amplia os investimentos em pesquisa, e investimentos em ciência e tecnologia. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador. Hoje é, de fato, um dia muito importante, que representa exatamente essa vitória da ciência e da defesa da vida, contra o negacionismo, nós acompanhamos nesse ano e meio, diariamente, com a sua liderança, a nossa luta aqui para fazer uma gestão baseada em dados e evidências, e sempre respeitando a ciência. E esse adiantamento de recursos ele é fruto desse respeito, falar que respeita a ciência é uma coisa, respeitar na prática, principalmente no ano de maior desafio, onde nós enfrentamos a maior crise econômica da nossa história econômica, sanitária e humanitária, é diferente. Então nós estamos mostrando que não é só discurso, é prática no estado de São Paulo, esse compromisso com a ciência, com a tecnologia e inovação. A reforma administrativa que foi feita também, um custo pessoal muito grande, nós acompanhamos, governador, trouxe um orçamento adicional para o estado que permitiu esse repasse adicional, esse adiantamento que está sendo realizado, de R$ 1 bilhão, para a USP, UNESP e UNICAMP, para que investimentos em infraestrutura, modernização das redes, compra de materiais, apoio aos estudantes em maior vulnerabilidade, esses investimentos possam ser realizados para uma retomada segura das aulas. O artigo que o senhor publicou hoje fala da importância da educação pública de qualidade, e esse é mais um gesto mostrando na prática esse compromisso com a educação, com o ensino superior, e com a ciência. Na próxima página nós temos aqui o detalhe de cada uma das universidades, então a USP teve um aumento de orçamento de 2018 para a Lei Orçamentária agora de 2022, de 46%. É o maior orçamento da história da USP. E aqui eu agradeço não somente como secretária da pasta, mas também como aluna da USP, a minha vida foi transformada por ter acesso à educação, e é uma honra estar aqui vendo essa entrega de um orçamento tão importante, que vai ajudar tantos jovens a terem a sua vida transformada. Eu e minhas irmãs, inclusive eu fiz USP, tenho dois irmãos que fizeram UNESP, e a nossa vida foi transformada, e que esse recurso possa ser utilizado para ajudar muito mais meninos e meninas a devolver a todos eles o direito de sonhar e transformar esses sonhos em realidade, que sonhar todos nós sonhamos, mas realizar esses sonhos, somente com esse compromisso de recursos, de fato, que é o que está acontecendo aqui hoje. Na próxima página o caso da UNICAMP, teve um aumento de 35%, com relação ao início da sua gestão, governador, e a UNESP teve um aumento de 44% com relação ao início da gestão. O pessoal de ICMS foi mantido, de 9,57%, mas esse aumento de orçamento só foi possível com aumento de arrecadação e com a reforma administrativa. Então é muito importante que todos conheçam esses números. Dois compromissos foram honrados, a manutenção do 9,57% do ICMS, e o aumento do orçamento que foi fruto de muito trabalho, e até agradeço a todos os servidores públicos que contribuíram para que esse orçamento fosse possível. Na próxima página, a FAPESP, nosso professor Zago está aqui conosco também, teve aumento de 31%. Hoje eu estou como presidente do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, que representa todos os secretários, todos os estados, e nós vimos que a FAPESP hoje é responsável por mais da metade de todo o orçamento das Fundações de Amparo à Pesquisa, governador. Então esse recurso não está sendo utilizado para financiar a pesquisa somente no estado de São Paulo, na verdade, ele está financiando os nossos pesquisadores em todo o Brasil. Então agradecemos esse gesto também. Na próxima página, para finalizar, pouca gente conhece isso, mas o nosso orçamento total, de ciência, tecnologia e inovação, juntando o esforço para aumentar o orçamento da FAPESP, da USP, da UNICAMP e da UNESP, aumentou 41%. E com isso nós temos muitos investimentos que serão realizados. E para finalizar, infelizmente isso é muito diferente do cenário nacional. No cenário nacional nós tivemos uma redução de orçamento de mais de um terço, somente nesse último ano, e o último corte que foi realizado na semana passada, houve uma queda de quase 90%, adicional, do crédito suplementar que estava previsto, mas que infelizmente não foi cumprido. O próprio ministro da Ciência e Tecnologia se manifestou, e aqui como brasileira digo que isso é uma pena, é muito, muito grave para todos nós, nós vimos como investimento na ciência, se manifestou através da vacina, e como fez diferença, através da sua liderança o estado de São Paulo hoje é o estado que mais vacina no Brasil, e uma das sociedades que mais vacina no mundo. E se não fosse esse investimento na ciência, nós, talvez, não estivéssemos aqui contando uma história tão bem-sucedida de uma retomada tão segura. Então muito obrigada, como secretária, mas principalmente como cidadã, como aluna da USP, e como brasileira. Nós precisamos agora ter essa consciência que hoje foi mais uma vitória da ciência contra o negacionismo, mas a luta ainda é muito grande, e nós precisamos estar unidos para os próximos passos. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E, professor Zago, muito obrigado pela sua presença aqui também, Marco Antônio Zago que já foi Reitor da Universidade de São Paulo, é o presidente da FAPESP, e um orgulho para o governo do estado de São Paulo realizar um investimento tão substancial em pesquisa, inovação, ciência e tecnologia, embora eu gostaria que todo o Brasil pudesse ter a partir do Governo Federal investimentos robustos nessa área, e não o corte de R$ 600 milhões, como foi proposto, e infelizmente realizado, 87% de redução de investimento em ciência, pesquisa e inovação. Nenhum país progride andando para trás em ciência e tecnologia. Eu lamento muito que a decisão do Governo Federal tenha sido nessa direção. E saúdo que aqui em São Paulo nós estamos protegendo a ciência, inovação e a tecnologia, seja na FAPESP, seja nas três universidades que aqui estão representadas pelos seus reitores, e agora passamos a palavra para o Reitor da Universidade de São Paulo, Vahan Agopyan, que fala em nome dos reitores das três universidades paulistas, desse investimento expressivo em ciência, inovação e tecnologia. Vahan.

VAHAN AGOPYAN, REITOR DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO: Obrigado, senhor governador. Boa tarde, a todos e à todas. Acho que a secretária Patrícia Ellen fez uma discrição bastante detalhada e muito clara. Eu apenas queria reforçar que esses recursos estão chegando em momento muito importante, as três universidades estaduais paulistas, como a população já sabe, estão acelerando, aumentando as atividades presenciais nos nossos diversos campus, e com esses recursos que, aliás, já estão liberados, portanto, nós já estamos utilizando, com esses recursos nós estamos conseguindo além da modernização, melhorar a segurança para os nossos alunos, servidores e docentes, poderem retornar às suas atividades presenciais com mais tranquilidade. E queria também destacar que esses recursos adicionais para a nossa Fundação de Apoio à Pesquisa, nesse momento em que nós temos restrições na esfera federal, é a garantia que as três universidades estaduais paulista, que são universidades de pesquisa, que representam uma porcentagem muito importante do desenvolvimento que é feito no país, vão poder continuar com as suas atividades, vão poder manter as suas atividades. E por fim, governador, sem me alongar demais, eu acho que o senhor não está somente defendendo verbalmente a ciência e tecnologia, mas na prática o senhor está viabilizando que o estado de São Paulo, as instituições no estado de São Paulo, e particularmente as suas três universidades estaduais tenham ou suporte o apoio necessário para continuar as suas tarefas. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Vahan. O Vahan Agopyan, Reitor da Universidade de São Paulo, agradeço muito a sua intervenção, agradeço também ao Pasqual Barretti, Reitor da UNESP, ao Tom Zé, Reitor da UNICAMP, que também aqui participam dessa entrevista coletiva. E agora vamos ainda na ciência, mas agora falando de saúde, com o Jean Gorinchteyn, para falar sobre o fortalecimento no atendimento médico no período pós-pandemia, com a contratação de mais 1 mil novos profissionais em São Paulo. Quero agradecer também, Jean, antes de passar a palavra a você, agradecer a transmissão ao vivo da TV Cultura, também da Record News, e dos portais Cidade On, UOL, e Estadão, que transmitem ao vivo essa coletiva. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. É uma preocupação muito grande do governo do estado de São Paulo, através da sua Secretaria de Saúde, de manter de uma forma primorosa e qualificada, a assistência de toda a população. Dessa maneira, estamos então ampliando 1.070 mil cargos para profissionais de assistência no pós-pandemia, o que se inclui aqui médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros, oficiais de saúde, e assistentes sociais que estarão sendo mantidos nas várias instituições para dar continuidade ao nosso processo de assistência à nossa população. E dessa maneira, à medida que temos melhora dos nossos índices, como veremos logo a seguir, temos a obrigação de acolher outras doenças que foram mantidas de lado. O governo do estado, sob à liderança do governador João Doria, e vice-governador Rodrigo Garcia, fizeram uma ampliação de recursos para as Santas Casas, são R$ 1,2 bilhão que estão sendo aportados nessas instituições, tanto Santas Casas, quanto filantrópicos, para acolher as outras doenças. Ao mesmo tempo o próprio Corujão da Saúde, iniciado na sua primeira fase, na sua primeira etapa, como a fase oncológica, onde 335 mil exames que estavam ali represados, estão tendo a possibilidade de estarem sendo feitos de uma forma muito célere, se utilizando de horários, principalmente no terceiro período, horários noturnos e finais de semana, para acolher a necessidade da nossa população. E agora uma outra fase que ocorre de forma concomitante, que é o Corujão da Saúde, mas voltada à oftalmologia, uma outra área extremamente sensível na sua assistência. A meta é que nós tenhamos a possibilidade de acolher 51 mil procedimentos, entre exames, consultas e procedimentos cirúrgicos, para que até dezembro, portanto, dezembro agora, de 2021, nós possamos zerar a fila da oftalmologia, tanto nos ambulatórios médicos de especialidade, que já estão acometidos e aguardando as suas sequências de atendimento. Próximo. Lembrando que as consultas, nós temos 11.794 mil consultas médicas, serão 23.112 mil exames, o que inclui ao mapeamento de retina, ultrassom de globo ocular, tomografia computadorizada, biometria ultrassônica, e mais outros seis procedimentos de exames a serem liberados. E também 16.077 mil cirurgias, o que se inclui aqui tanto a catarata, quanto cirurgias de retina. Próximo. Os horários serão estendidos nas várias unidades, cada qual tem o seu horário que será enviado para cada um dos seus pacientes, para que nós possamos nos utilizar também dos períodos diurnos e noturnos, serão 46 ambulatórios médicos de especialidade, dez hospitais estaduais que darão esse acolhimento. Esse é um investimento que tem um custo de R$ 14 milhões, mas é de extrema importância, como reforço para o atendimento e o acolhimento da nossa população. Próximo, por favor. Os dados da saúde, só para falar rapidamente, nós estamos em franca melhora, dos índices, temos hoje, para você ter uma ideia, 80% dos hospitais privados do estado estão com 20% do número de ocupação. Portanto, é exatamente o contrário que nós víamos no passado, antes nós tínhamos 80% de ocupação, 90%, e hoje nós temos 20% nos hospitais privados. E quando nós olhamos os hospitais públicos, 28,5% de ocupação nas taxas de UTI em São Paulo, no estado de São Paulo, com internação de 1.841 mil pessoas. Só para você ter uma ideia, esse número significa 2.600 mil pessoas a menos, do pico da primeira onda, e 9.200 mil pessoas a menos do pico da segunda onda. Isso se deve à liderança de São Paulo na vacinação, São Paulo, como vocês verão a seguir, com a doutora Regiane de Paula, é um grande vacinador, isso é um case de sucesso e responsabilidade à vida. Próximo. Temos regressão importante, tanto de número de casos, 58% comparativamente nas semanas epidemiológicas, 14,2% nas taxas de internação, e também 43,3% do número de óbitos. Dessa forma, São Paulo mantém a sua segurança à saúde, podendo fazer essas retomadas tanto voltadas a serviços, como também à própria saúde. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Jean Gorinchteyn. Agora vamos com mais boas notícias sobre o processo vacinal, repito, São Paulo é o estado que mais vacina no país, liderança absoluta, da primeira dose, nas duas doses, e na dose de reforço, que vocês vão saber agora mais detalhes com a doutora Regiane de Paula, que é a responsável pelo PEI - Programa Estadual de Imunização. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA DE IMUNIZAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e todas. Ciência se faz ao lado da saúde, e a prova, governador, da sua liderança, e do seu empenho em fazer a vacinação está aqui. Então hoje nós podemos dizer que o esquema vacinal completo em São Paulo ele já tem uma meta atingida de esquema completo, de mais de 90% da população de 40 anos ou mais. E estamos muito próximos de atingir metas muito importantes, da população de 35 a 39, de 30 a 34, de 25 a 29, de 20 a 24, e ainda vamos atingir também muito rapidamente a população dos adolescentes. Lembrando que nessa semana, por uma deliberação bipartite, nós passamos para a população de 18 anos ou mais, a vacinar com a vacina da Pfizer, completar o esquema vacinal para 21 dias. Então essa população de 18 anos ou mais, já deve procurar uma Unidade Básica de Saúde e se vacinar, completar o seu esquema vacinal. O que é muito importante para o estado de São Paulo, para o Brasil e para o mundo, porque nós realmente demonstramos que aqui no estado de São Paulo, os paulistas acreditam na vacinação e acreditam na sua liderança, governador. Então isso é muito importante nesse momento, em que nós estamos caminhando tão bem na campanha de vacinação. Quando nós vamos para o esquema do nosso vacinômetro, o estado de São Paulo, em primeira dose, é número absoluto em doses aplicadas, 69.230.870 milhões de doses aplicadas, sendo que da população acima de 18 anos, governador, 99,76% da população já se vacinou com, pelo menos, uma dose. E 84,26%, da população adulta, já completou seu esquema vacinal. Então esses dados reforçam e deixam muito claro o quanto a população do estado de São Paulo aderiu, adere e acredita na vacinação, o quanto é importante essa vacinação. E nós chamamos, mais uma vez, todos aqueles que tem 18 anos ou mais, que precisam tomar a vacina da Pfizer, procurem hoje, amanhã, porque a vacina está nas unidades aguardando para que você complete seu esquema vacinal. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Resultado extraordinário, 69.231.870 milhões de doses de vacinas aplicadas aqui em São Paulo, até às 13h de hoje. Esse número certamente vai subir a mais de 69,6 milhões de doses aplicadas hoje, e amanhã pela manhã, até o 12h, estaremos ultrapassando a casa de 70 milhões de doses aplicadas em São Paulo. Mais vacinas aplicadas do que na Alemanha, mais vacinas aplicadas do que na França, mais vacinas aplicadas do que em Israel, mais vacinas aplicadas do que nos principais estados americanos, é uma vitória da ciência, da saúde e da decisão do governo do estado de São Paulo, de promover a vacinação em massa dos brasileiros que aqui residem. Regiane, mais uma vez muito obrigado a você, e parabéns à sua equipe também. Agora vamos saindo do assunto da saúde, para a preservação da vida, com o Corpo de Bombeiro do estado de São Paulo, um orgulho do nosso estado, um orgulho do Brasil, vamos falar sobre a entrega das novas viaturas do Corpo de Bombeiro, com o nosso secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, General Campos.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA: Grato, senhor governador. Boa tarde, ao senhor. Boa tarde, a todos. Vamos para o tema salvamento, agora, mas antes disso, a nossa gratidão ao senhor pelo apoio que tem dado ao investimento, na área da segurança pública, hoje é um exemplo de uma entrega que vai salvar pessoas, uma entrega de viaturas de autobomba e salvamento, que são utilizadas em resgates, são utilizadas em incêndios, não é, Coronel Silva? Como também são utilizadas em ações contra produtos perigosos. São viaturas que engradecerão o nosso Corpo de Bombeiro, são 32 viaturas, hoje entregamos 12, até o final do ano, 20, com alta tecnologia, como o senhor disse, daqueles dados que ali estão, eu destaco o sistema de bomba de água com vasão de 750 galões por minuto. E o último item, comando eletrônico e automatizado em toda a unidade, ou seja, a mistura de espuma, pressão da água, ela é comandada rapidamente por um terminal eletrônico do lado esquerdo da viatura, está disponível para aqueles que quiserem conhecer. São viaturas nacionais, tanto o chassi, quanto a própria militarização da viatura foi feita em território brasileiro. Seguinte, por favor. E aí estão os municípios que receberão essas duas viaturas, uma distribuição absolutamente técnica, de substituição daquelas que já estão necessitadas, serão contempladas Amparo, Andradina, Bauru, Cotia, Guaratinguetá, Indaiatuba, Piracicaba, Presidente Prudente, São Carlos, São José do Rio Preto, São Roque e São Vicente. Senhor governador, ganha o Corpo de Bombeiros, mas ganha muito mais a população de São Paulo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, General Campos. Quero agradecer também a presença do Comandante Geral do Corpo de Bombeiro do estado de São Paulo, Coronel Silva, muito obrigado por estar aqui ao nosso lado também, juntamente com a sua equipe que está aqui fora com os veículos que serão apresentados à imprensa, e a você que está em casa, daqui a pouquinho. Agora vamos então às perguntas, nós temos seis perguntas que serão feitas hoje aqui, começando pela CNN Brasil, depois temos a Agência Reuters, depois a Rádio e TV Bandeirantes, e Band News. O portal Metrópoles, o SBT, a TV Globo, Globo News. Começando então com CNN Brasil, com o Mateus Meireles. Mateus, bem-vindo, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MATEUS MEIRELES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. As minhas perguntas são mais direcionadas à questão da saúde, quanto à vacinação, especificamente, na última sexta-feira, cerca de 4 milhões de pessoas aqui no estado de São Paulo estavam com a segunda dose atrasada, não tinham voltado para receber essa segunda dose dentro do prazo estipulado até então. Qual foi o impacto do Dia V, no sábado, e qual a situação atual quanto a esse volume de pessoas que estão com a segunda dose atrasada no estado de São Paulo? Uma outra pergunta, sobre as máscaras, o que tem sido discutido pelo Comitê Científico, qual que é o parâmetro ou o momento específico, considerando todos esses dados positivos, para que se discuta ou se anuncia a possibilidade da retirada das máscaras, pelo menos, em ambientes externos, no estado de São Paulo. O que tem sido discutido quanto a isso? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Mateus. As respostas serão dadas pela ciência, começando com a doutora Regiane de Paula, e na sequência o doutor João Gabbardo, na primeira questão com referência à vacinação, e o questionamento sobre os resultados do Dia V, o Dia da Vacina, e o atendimento à população na vacinação aqui em São Paulo. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA DE IMUNIZAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mateus, o Dia V nós fizemos um grande movimento que ele se desdobrou, nós fizemos a campanha de multivacinação, para 15 anos ou menos, e também fizemos a segunda dose da COVID-19, e a terceira dose para quem necessitava. Nós tivemos uma população entorno de 10%, buscando as Unidades Básicas de Saúde. Gostaríamos que esse movimento fosse muito maior, todos os 645 municípios estavam preparados para esse movimento, mas isso, de fato, não ocorreu. E hoje nós continuamos com um número aproximado de 4 milhões de faltosos. E o que é importante a gente ressaltar? O estado, junto com o governador, o Plano Estadual de Saúde, nós estamos avaliando diariamente essa situação, o secretário Jean Gorinchteyn também tem participado disso. Então por isso que como toda a rede está abastecido 645 municípios com a vacina da Pfizer, e ela se alterou de 12 semanas para oito semanas, na segunda-feira, fazendo uma avaliação retrospectiva do Dia V, nós passamos então através de uma deliberação bipartite, que acontece a partir desde ontem, alguns municípios a partir de hoje, a vacinar toda a população com 18 anos ou mais, com 21 dias. O que isso, de fato, significa? Não é necessário mais olhar a sua carteira de vacinação, se você tem 18 anos ou mais, procure a Unidade Básica de Saúde e complete o seu esquema vacinal, isso facilita a comunicação com a população, não só do Plano Estadual de Imunização, como também dos próprios municípios. Então todos os municípios têm as doses de vacina, e devem fazer essa vacinação com 21 dias. Garantindo então o esquema vacinal completo, e a proteção da população paulista. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Em relação às máscaras, responde João Gabbardo, nosso governador executivo do nosso comitê de saúde. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ CIENTÍFICO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, Mateus. Boa tarde, a todos. A posição do Comitê Científico do estado de São Paulo é que não é o momento de nós flexibilizarmos a utilização das máscaras, apesar dos números estarem muito positivos, como foi demonstrado pelo secretário Jean. Mas por que o comitê entende que ainda não é o momento, se os números estão tão positivos? Porque nós estamos passando exatamente nesse momento uma transição no plano São Paulo, com flexibilizações importantes, volta às aulas, frequência obrigatória dos alunos, a presença de público nos espetáculos esportivos, culturais, a redução da medida de distanciamento de 1 metro. Então nós precisamos acompanhar qual será o impacto dessas modificações nos nossos indicadores. De qualquer maneira o Comitê Científico está estudando, está analisando, e vai propor nos próximos dias ao governo, um conjunto de indicadores relacionados à transmissibilidade da doença, novos casos, internação, relacionados também à cobertura vacinal, e esses indicadores não vão definir uma data para que nós possamos flexar o uso de máscaras. Mas ele vai indicar que no momento que nós atingirmos esses indicadores, haverá então possibilidade de nos tornarmos não obrigatório o uso de máscaras em algumas situações. Inicialmente ambientes externos, ar livre, sem aglomeração, é importante que tenhamos essa distinção. O ambiente externo, ar livre, é muito diferente caminhar na beira da praia ou estar concentrado em uma área de comércio aqui no estado, na capital de São Paulo. Também é importante registrar que o governo tem recebido manifestações de setores, como por exemplo, setores de eventos, pedindo para que não seja flexibilizado o uso de máscaras nesse momento, porque todos têm receio de ter que retroceder. Nós não queremos retroceder. Desde o momento que nós iniciamos as flexibilizações no plano São Paulo, sempre foi com muita segurança, nós sempre avançamos, nós não precisamos fazer retrocessos. Então nós vamos continuar mantendo essa segurança, o avanço gradativo, para que nós não tenhamos que repetir aquilo que alguns países fizeram, flexibilizaram precocemente e tiveram que retroceder. E por último, gostaria tem de dizer, que o comitê científico vai propor ao governo que em determinadas situações, mesmo após a pandemia, o uso das máscaras seja obrigatório. Vou dar um exemplo, ambiente hospitalar, nos hospitais as UTIs, e principalmente os centros cirúrgicos, a máscara é obrigatória para evitar a transmissão de doenças. Então o comitê vai propor ao governo que em ambiente hospitalar o uso da máscara seja obrigatório, mesmo após a pandemia. Então esse estudo do uso das máscaras ele está bastante adiantado, e nos próximos dias o governo vai poder apresentar então todas as novas recomendações relacionadas ao tema. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Mateus, muito obrigado. Vamos agora à uma pergunta online, que é do jornalista Eduardo Simões. O Eduardo já está em tela, ele é o correspondente da Agência Reuters, no Brasil. Eduardo, boa tarde. Prazer em reencontrar você, ainda que virtualmente. Fique à vontade para a sua pergunta, por favor.

EDUARDO SIMÕES, REPÓRTER: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos e à todas. Eu queria saber do Comitê Científico qual a importância de a gente ter eventualmente no Brasil uma vacina autorizada para as crianças menores de 12 anos. Principalmente aí pensando no controle da pandemia, na eventual [Ininteligível] vacina para essa faixa etária aí menor, de 12 anos, especialmente que alguns países já começaram a fazer isso, ou estão estudando começar a fazer isso muito em breve. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. Seu áudio veio com pequeno defeito, mas foi compreensível a pergunta do jornalista da Agência Reuters, correspondente no Brasil, Eduardo Simões, é exatamente sobre a avaliação na vacinação para crianças, crianças menores de 12 anos, para o controle da pandemia. Eu vou pedir, Eduardo, ao médico infectologista, e secretário da Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, que possa responder à sua pergunta, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: É fundamental que para que nós tenhamos o controle da pandemia, nós tenhamos a associação tanto de uma cobertura vacinal para os adultos, uma vez que isso de alguma forma protege as crianças. Mas mesmo com progressão dessa imunização, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, mais de 2 mil crianças e adolescentes morreram em decorrência de COVID-19. Muitas das quais sem qualquer comorbidade. Ou seja, uma doença como a COVID-19 mata, e mata mais do que se nós somarmos várias doenças virais em conjunto. Então dessa maneira nós temos que ter esse olhar de atenção, nós entendemos que as crianças, a chance de mortalidade é menor, mas ela existe. Então nós temos por obrigação proteger a nossa população, a gente sabe que à medida que as crianças ainda tenham um sistema imune, que ainda é imaturo, que ainda está em desenvolvimento, nós vamos ver ainda essa mortalidade que pode ser prevenida através da vacinação. E é assim que o governo do estado de São Paulo luta para que nós tenhamos a liberação das vacinas, assim como é feito em outros países como na China, na Tailândia, no Chile, para que possamos vacinar e proteger as nossas crianças.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Jean Gorinchteyn, muito obrigado, pela sua resposta. Obrigado a você, Eduardo, continue nos acompanhando aqui na coletiva. Agora vamos presencialmente com a Rádio e TV Bandeirantes, e Band News, rádio e TV, com a Maira Di Giaimo. Boa tarde, bem-vinda mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

MAIRA DI GIAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria perguntar sobre a AstraZeneca, porque a gente teve uma decisão do Ministério da Saúde para reduzir o prazo, a Secretaria de Saúde me informou que ainda faltariam 400 mil doses para a gente poder reduzir, mas o Ministério da Saúde respondeu falando que já enviou todas as doses necessárias para essa antecipação, que inclusive doses necessárias para completar com a AstraZeneca a imunização, o esquema vacinal de todos os adultos. Então eu queria entender realmente o que aconteceu, e se não é uma possibilidade, por exemplo, de usar a Pfizer para essas pessoas? Enfim, queria entender um pouquinho.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Eu vou pedir à doutora Regiane de Paula, que possa responder à pergunta, e se houver necessidade, com comentários do secretário da Saúde do estado de São Paulo.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA DE IMUNIZAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Maira. Nós aguardamos sim, 400 mil doses da vacina AstraZeneca, do Ministério da Saúde. Nós inclusive ontem oficiamos novamente o ministério, para que isso ocorra, e não só o estado de São Paulo, eu faço parte da câmara técnica de epidemiologia do CONASS, e vários outros estados estão fazendo também uma solicitação similar, com outros quantitativos de dose, mais uma solicitação similar. E nós estamos avaliando, então por quê? Porque com a redução para oito semanas, nós aguardamos que eles nos enviem, e se isso não acontecer, aí sim vamos avaliar se fazemos com a dose da Pfizer ou não. Mas nesse momento a gente ainda aguarda que o Ministério da Saúde se posicione, uma vez que nós sabemos que eles têm estoques da vacina da AstraZeneca no seu galpão em Guarulhos. Então aguardamos, e ontem oficiamos e aguardamos a resposta até o final de hoje, às 18h.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, Jean Gorinchteyn, algum comentário?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: É muito importante que São Paulo sempre teve um olhar muito milimétrico, precioso para a nossa vacinação, respeitando sempre o nosso cronograma exatamente para não frustrar a expectativa da nossa população no seu direito de se vacinar, no seu direto de se proteger contra a COVID-19. Dessa maneira nós esperamos esse mesmo olhar do Ministério da Saúde, para com a nossa população, especialmente voltada à AstraZeneca, que nós precisamos de ter esse quantitativo de doses para progredir na vacinação de segunda dose. Porque nós sabemos que para essas pessoas estarem devidamente imunizadas e protegidas, elas precisam ter as duas doses.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Obrigado, Regiane. Maira, obrigado. Vamos agora com o nosso Portal Metrópoles, com a Indara Freitas. Está frio hoje, né?

INDARA FREITAS, REPÓRTER: Eu queria fazer uma pergunta sobre o Corujão da Saúde, ele foi retomado em 1 de outubro, eu queria saber como tem sido a adesão até agora, se tem números sobre os exames, e consultas já realizada na área oncológica? E só para tirar uma dúvida, os hospitais, vão funcionar de madrugada também? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Indara. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Dando o feedback, exatamente da nossa primeira fase oncológica, ela tem acontecido de uma forma bastante satisfatória, são 100 serviços da rede estadual que estão incluídas nesses atendimentos, 45 dos nossos ambulatórios médicos de especialidade. E outros 55 hospitais privados, especialmente do interior já deram seus atendimentos. Hoje tendo um quantitativo de 16.800 mil exames. Lembrando que eram 335 mil exames que estavam realmente no aguardo, que conseguiremos dar término, finalizar essa fila no início do próximo ano, muito possivelmente até fevereiro. E nós temos também na própria capital, 96 serviços da rede privada, que estarão procedendo o seu atendimento, que incluem hospitais de referência como o Hospital Albert Einstein, o Hospital Sírio Libanês, entre outros. Portanto, nós tivemos uma aceitação por parte desses hospitais, entendendo que nós vivemos em um momento de saúde pública que todos, tanto a parte pública, quanto a parte privada, precisam acolher e atender a nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. E muito obrigado, a você, Indara, também. Vamos agora com a Flávia Travassos, do SBT. Flávia, boa tarde. Bem-vinda, mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Hoje a Prefeitura de São Paulo está começando a vender os ingressos para o Carnaval 2022, a gente acabou de ouvir do Comitê Científico de que há uma necessidade de se avaliar primeiro os impactos que vai ter essa flexibilização dos cinemas, dos teatros, enfim. Queria saber do Comitê Científico como é que ele avalia já a venda dos ingressos para o Carnaval ano que vem, se isso é cedo demais para pensar? E se já pode se imaginar todo mundo sem máscara já em poucos meses? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávia. Olha, no meu tempo o Carnaval era com máscara, inclusive. Eu vou pedir ao nosso Paulo Meneses, que é o nosso coordenador do antigo centro de contingência, agora nosso Comitê de Saúde, que possa responder. Por favor, lembrando que nós estamos em outubro, o Carnaval é em fevereiro também.

PAULO MENESES, COORDENADOR DO COMITÊ CIENTÍFICO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos, Flávio. Bom, a questão de ingressos ela coloca o evento como outros eventos de grande volume de pessoas, temos o futebol, temos os eventos culturais, os shows, que já estão regulamentados nesse sentido. Então eu não vejo nenhuma diferença entre um evento no sambódromo, e os outros eventos seguindo os protocolos que estão estabelecidos para esse tipo de evento. O que a gente tem que discutir são as aglomerações não controladas, o Carnaval reúne milhões e milhões de pessoas, no país inteiro, circulando de lá para cá, daqui para lá, vindas de outros países, inclusive. Então essa é uma outra questão que deve ser tratada separadamente. A questão do Carnaval no sambódromo eu entendo que ela segue o que nós já discutimos e já foi estabelecido para grandes eventos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Meneses. Flávia, obrigado pela pergunta. Vamos agora ao William Curi, da TV Globo, Globo News. Will, bem-vindo. Estava de férias, Will? Faz tempo que não vejo você por aqui.

WILLIAM CURI, REPÓRTER: Boa tarde. Não, infelizmente não.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem-vindo, de qualquer maneira. Sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURI, REPÓRTER: Obrigado. Eu queria saber sobre a cidade de Guarulhos, que tem doses de vacinas perto do vencimento, porque muita gente que tinha que voltar para tomar a segunda dose acabou não voltando, e o estoque tem um prazo de validade, aí eu queria direcionar para a doutora Regiane essa pergunta, que eu acho que pode me responder bem isso, o que se pretende se fazer em relação a isso, redistribuir essas doses para outros municípios, que, porventura, estejam precisando de vacina? E tem outras cidades na mesma situação que Guarulhos? Também com esse mesmo problema? Obrigado.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA DE IMUNIZAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Will, pela pergunta. Nós temos conversado diretamente com todas as prefeituras, no sentido de reforçar os protocolos para remanejamento das doses, a fim de garantir o melhor aproveitamento delas. Então são duas coisas, o gestor municipal ele pode decidir de que forma ele vai utilizar essas doses, até porque, 21 dias agora nós passamos a antecipar olhando já da vacina da Pfizer o que está acontecendo com essas doses, e principalmente o problema em relação a Guarulhos e alguns municípios, em que nós estamos conversando, remanejando, vendo as necessidades e ampliando a capacidade do município para essa vacinação, é com a vacina da Pfizer, 21 dias por causa da trajetória dessa vacina, do tempo que ela precisa para ser aplicada a partir do momento que você descongela a vacina e coloca essa vacina na rede, ela tem 30 dias para ser aplicada. Então as nossas tratativas têm sido direto com os municípios, e estamos fazendo com que os municípios, se necessário, possam remanejar via vigilância epidemiológica, grupos de vigilância epidemiológica para outros municípios. Mas antes disso, o que a gente tem pedido aos municípios? Que eles olhem a sua população ainda não vacinada com a vacina da Pfizer, e se necessário, antecipem e tomem essa decisão, porque os gestores municipais eles podem tomar a decisão inclusive de antecipar determinadas faixas etárias, porque a vacina está em posse deles, e eles conhecem a sua população, e quem deve ser vacinado no seu território. Então nós temos conversas sucessivas, e não esperamos e não contamos com perdas de dose. Então trabalhamos com os 645 municípios nesse sentido, para que a gente tenha essa agilidade, e solicitamos aos grupos de vigilância epidemiológica, que estão ligados ao Centro de Vigilância Epidemiológica do estado, junto ao PEI, que faça esse comunicado diretamente e diariamente com todos os municípios. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Obrigado, a você, Willian Curi. E para finalizar, com um pouquinho de bom humor, Flávia, quando eu disse do meu tempo de Carnaval, eu adoro Carnaval, e ainda hoje frequento o Carnaval, mas no tempo dos bailes de Carnaval você lembra de uma música que era: "Eu sou aquele pierrô que te abraçou, que te beijou"? Pierrô usava máscaras, portanto, viva ao Carnaval. E se tivermos que fazer o Carnaval com máscaras, faremos da mesma maneira. Mas é cedo ainda, estamos em outubro, temos um longo tempo aí até chegar em fevereiro. Viva à alegria do povo brasileiro! Viva à esperança! Estamos vacinando, melhorando as condições de controle da pandemia, mas isso ainda exige cuidado, atenção, zelo e segurança, como temos feito aqui desde o início da pandemia. Muito obrigado, a todos os jornalistas que aqui vieram, meus colegas cinegrafistas, fotógrafos também, você que nos assistem em casa direto pelos portais que já foram aqui mencionados, direto também pela TV Cultura e demais emissoras. Muito obrigado. Breve estaremos juntos novamente, fiquem protegidos, usem suas máscaras, boa tarde, a todos.