Coletiva - Em 10 dias, SP entrega 8,3 milhões doses da vacina do Butantan ao Brasil 20212203

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Em 10 dias, SP entrega 8,3 milhões doses da vacina do Butantan ao Brasil 20212203

Local: Capital – Data: Março 22/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado pela presença de todos. Aqui ao lado o Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, dar as informações sobre a entrega da vacina do Butantã. Hoje nós estamos entregando mais 1 milhão de doses da vacina do Butantã, totalizando com essa entrega 25,600 milhões de doses da vacina do Butantã. Repito, 25,600 milhões de doses da vacina do Butantã. Em uma semana o Butantã entregou 8,300 milhões de doses da vacina do Brasil. A vacina que está salvando vidas, e a vacina que está sendo aplicada em todo o Brasil. Até o final desse mês, do próximo mês de abril, serão 46 milhões de doses da vacina do Butantã, e essa confirmação desse total com os insumos e com a produção está confirmado. Portanto, até o final de abril, serão 46 milhões de doses da vacina do Butantã. E hoje nós celebramos a entrega de um total de 25,600 milhões de vacina do Butantã. Lembrando que a primeira entrega da vacina do Butantã foi feita no dia 17 de janeiro, com 6 milhões de doses da vacina, e com a primeira brasileira que tomou a vacina do Butantã no seu braço, a enfermeira Mônica Calazans, no dia 17 de fevereiro, no Hospital de Clínicas, em São Paulo. Depois entregamos em 22 de janeiro, 900 mil doses; 29 de janeiro, 1,800 milhão; 5 de fevereiro, 1,100 milhão; 23 de fevereiro, 1,200 milhão; 24 de fevereiro, 900 mil doses; 25 de fevereiro, 453 mil; 26 de fevereiro, 600 mil; 28 de fevereiro, 600 mil; 3 de março, 900 mil; 8 de março, 1,700 milhão; 10 de março, 1,200 milhão; 15 de março, 3,300 milhões de doses; 17 de março, 2 milhões de doses; 19 de março, 2 milhões; e hoje, 22 de março, mais 1 milhão, totalizando, repito, 25,600 milhões de doses da vacina do Butantã. Fico muito feliz com o brasileiro, como filho de baiano que sou, de saber que em todo o Brasil, baianos, sergipanos, paraibanos, gaúchos, catarinenses, paulistas, cariocas, todos estão recebendo a vacina do Butantã. Hoje, no dia de hoje, esperamos que venham mais vacinas, no dia de hoje de cada mil brasileiros vacinados, 950 estão sendo vacinados com a vacina do Butantã. Mas nós torcemos para que mais vacinas cheguem e cheguem ao braço dos brasileiros, de promessa para a efetividade, de que a vacina seja disponibilizada para os brasileiros. O que o Brasil precisa é de mais vacinas, quanto mais vacinas tivermos, mais rapidamente sairemos dessa crise da pandemia, e mais brasileiros estarão salvos. Nós vamos agora à quatro perguntas, começando pela Maria Manso, da TV Cultura, Maria, mais uma vez, bom dia. Sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Bom dia. O Ministério da Saúde mudou as orientações em relação à aplicação das vacinas, e liberou todos os estoques que seriam de segunda dose para serem aplicadas como primeira dose. Qual é o tamanho do estoque dessas supostas segundas doses que o estado de São Paulo tem? E em que quantidade isso vai acelerar a imunização aqui no estado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Maria, essa é uma pergunta para ser respondida pelo Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, que tem dialogado com o Ministério da Saúde, e tem também os dados precisos sobre o estoque de vacinas para a segunda dose aqui em São Paulo. E temos discutido isso nas reuniões do PEI - Programa Estadual de Imunização, essa reunião acontece todas as quintas-feiras, começa às 18h, normalmente vai até às 20h30min, são duas horas e meia de reunião, onde nós temos todos os dados atualizados, e os procedimentos de vacinação a partir da sexta-feira do dia seguinte. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Todas as vacinas que tem sido implementadas seguem toda a realística do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. Dessa forma, seguiremos está normativa que já vem sendo feita no sentido de despolarizar, de distribuir essa segunda dose, dando a chance de avançarmos na imunização de mais brasileiros aqui do estado de São Paulo. Fazendo com que possamos proteger a nossa população. À medida que hoje nós temos, como já tem sido visto na semana passada e nessa, que todas as vacinas já tem sido suplementadas e abastecendo o nosso país. Mas nós temos que lembrar que nós não temos só a vacina do Butantã, temos outras vacinas. Então para que nós possamos ter uma celeridade maior, outras vacinas que devem ser aportadas garantindo então a imunização de mais pessoas, de mais brasileiros em todo o país, e não apenas no estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Obrigado, Maria. Você quer fazer alguma...? Está com a Bruna aqui, pois não.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Qual o estoque que a gente tem hoje? E em que medida isso vai acelerar o calendário?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Na verdade, hoje nós temos mais de 500 mil doses de vacinas, isso permite sempre ampliar o faseamento de uma das faixas etárias, mas nós já estamos bastante adiantados em relação a todo o país. Dessa maneira nós já estamos protegendo mais pessoas dessas faixas etárias. Lembrando que no estado de São Paulo nós temos uma densidade demográfica maior do que outros locais. Então estaremos imunizando especialmente a faixa etária de idosos, que são aqueles que correspondem a 77% daqueles que evoluem de uma forma mais grave e fatal.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. Bom, nós vamos agora com Bruna Barbosa, da Rádio e TV Bandeirantes, sua pergunta, por favor, Bruna.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, secretário. O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, deu uma entrevista ontem ao Canal Livre, da Band, e disse que vai propor uma reunião com governadores, prefeitos e todas as esferas do poder, para tentar achar uma solução, um pacto nacional de combate à pandemia. Queria saber se o senhor já foi procurado pelo Rodrigo Pacheco? E o que acha dessa iniciativa do Presidente do Senado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bruna, eu assisti ontem o Canal Livre com ele, considero válida e importante essa iniciativa, não fomos ainda convidados, e se formos, participaremos. Essa é a nossa posição. Mais do que nunca o Brasil precisa estar unido em torno das medidas para combater a pandemia, e unidos todos, sociedade civil, a sociedade civil política, a ciência, a saúde, a imprensa, todos nós, pela vacina, pela saúde, pela vida. Vamos agora ao Artur Rodrigues, da Folha de São Paulo, o Artur está aqui desse lado. Bom dia.

ARTUR RODRIGUES, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, secretário. Eu gostaria de saber o que falta atualmente para a gente começar a fazer a produção nacional do Butantã, se o senhor já tem um cronograma, se isso foi adiantado? E queria tirar uma dúvida a respeito do protocolo para UTI, recentemente um rapaz de 22 anos morreu esperando uma vaga na UTI, e a gente queria saber se o estado pretende de alguma maneira criar um protocolo de priorização dessas pessoas que estão aguardando vagas em UTI, como outros países já fizeram, e aqui a gente tem alguma coisa, mas gostaria que o senhor explicasse isso para a gente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Artur, foram duas perguntas, a segunda, vamos começar pela segunda, com o doutor Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. E na sequência, eu respondo a fábrica da vacina.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O estado de São Paulo já tem o protocolo estabelecido, de prioridades. E esse protocolo prioriza a condição clínica, a gravidade de cada paciente, quem é o número um e eventualmente o número zero da nossa lista, é aquele indivíduo mais grave, que precisa de um suporte que não está podendo ser ministrado naquela unidade de pronto-atendimento, ou naquela UBS. Então esses pacientes é que terão a prioridade de assistência e de transporte muito mais rápido para uma unidade de atendimento mais complexa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Artur, a nova fábrica do Butantã está aqui, essa fábrica que vocês estão vendo aqui é a nova fábrica da vacina do Butantã. Fábrica essa, que está sendo construída com recursos privados, são R$ 182 milhões, não há dinheiro público, o único investimento público é o site, ou seja, onde ela está fisicamente, que é aqui nas instalações do Instituto Butantã. A fábrica será entregue fisicamente pronta até 30 de setembro, outubro e novembro chegarão os equipamentos, os equipamentos são chineses, de fabricação da vacina. Em novembro já o Butantã vai solicitar a homologação da ANVISA, é preciso que a ANVISA homologue e autorize a produção da vacina, 100% brasileira. E isso ocorrerá em dezembro. O doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, me assegura que já em dezembro estaremos as primeiras doses da vacina do Butantã integralmente produzidas aqui, tanto o insumo, quanto o envase, evidentemente, à própria vacina. Portanto, em dezembro nós já teremos a vacina 100% produzida aqui no Brasil, e a partir de janeiro em escala industrial, escala essa que o Butantã poderá chegar até 1 milhão de produção por dia. Ou seja, 1 milhão de vacinas por dia, a partir de janeiro, há um determinado momento, o doutor Dimas Covas me explicou que o procedimento é evolutivo no ajuste e no funcionamento das máquinas para produção da vacina. Mas já em janeiro, essa fábrica que aqui está, já poderá produzir 1 milhão de vacinas por dia. A partir de um determinado momento isso oportunamente o doutor Dimas Covas vai lhe informar. Mas já temos a fábrica, aliás, eu queria sugerir também para a Letícia, e a nossa equipe, talvez programar nos próximos dias, ou nos próximos 15 dias, talvez uma visita dos jornalistas, à fábrica, não há razão de nós não apresentarmos isso, ainda que sem os equipamentos. Mas a obra está evoluindo, está em dia, o cronograma da obra está em dia. E repito, 100% com investimento privado, o investimento de R$ 182 milhões. Esse é um investimento completo, incluindo os equipamentos para produção da vacina. Apenas como referência, o Ministério da Saúde transferiu para a Fiocruz R$ 1,900 bilhão para a fábrica de vacinas da Fiocruz, repito, R$ 1,900 bilhão de dinheiro público para a fábrica da vacina da Fiocruz. E aí recomendo que vocês procurem a Fiocruz para que eles possam informar em que estágio está a fábrica da vacina na Fiocruz. Então, obrigado, Artur. Vamos agora com Gabriel Prado.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Pergunta então para o Jean, quanto para o governador. O Marcelo Queiroga foi anunciado como novo ministro, mas não foi empossado, o Pazuello ainda não foi destituído do cargo. Com quem que o governo do estado conversa nesse momento? Com qual dos dois é estabelecida a conversa e o diálogo? Eu queria que os senhores falassem um pouquinho mais do perfil do Queiroga, se há um diálogo com ele, ou já houve? Como é que foi essa conversa? Como é que vocês recebem esse anúncio? É mais uma barreira para o governo do estado, como foi Pazuello, como o próprio governador já disse? Ou é uma pessoa que pode contribuir?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Boa pergunta, Gabriel. Em meio à uma pandemia que já levou a vida de mais de 282 mil brasileiros, perdão, mais de 286 mil brasileiros, nós temos dois ministros e, na verdade, não temos nenhum, porque um que sai e um que entra, o que entra não está autorizado a agir como ministro, porque ainda não recebeu a sua nomeação no Diário Oficial. O outro que sai já não está com disposição de determinar, orientar e comandar, porque já é um ex-ministro, ainda que ocupando o cargo. É uma situação sui generis, como é sui generis o governo Bolsonaro na gestão da saúde, quatro ministros, e agora em uma transição que poderia ser rápida e efetiva, está sendo lenta e dolorida. Dolorida para o ministro que chega, e consequentemente deseja agir, trabalhar e dialogar, e o que sai, que ao meu ver, deseja descansar. Então nós temos uma situação sem ministro nesse momento. Em relação ao ministro Marcelo Queiroga, ele teve a delicadeza de me telefonar na última sexta-feira, isso falamos ao telefone. Ele foi extremamente gentil, aberto ao diálogo, e nós também, nós dissemos ao ministro que tão logo ele deseje, nós gostaríamos de convidá-lo para conhecer aqui a fábrica do Butantã, da vacina do Brasil. E ter uma reunião conosco também, com o centro de contingência do COVID-19, onde se inclui o secretário Jean Gorinchteyn, o nosso secretário da Saúde. Mas ele mesmo disse: "Eu preciso esperar a minha nomeação para fazer esse diálogo". E nós dissemos que vamos aguardar para que isso aconteça. Em relação ao ministro Pazuello, não tenho falado com ele, há tempos, mas eu sei que o Jean Gorinchteyn tem mantido o diálogo com o Ministério da Saúde. Mas repito, é uma situação sui generis, em meio à uma pandemia, que vítima 286 mil brasileiros, nós estamos sem ministro, que um que sai e um que entra, o que sai não tem mais interesse, evidentemente, em tomar decisões, porque já tem um outro ministro na bica, para ser nomeado, e o nomeado não pode tomar decisões porque ainda não foi nomeado oficialmente. Pois não. Está é uma boa pergunta, vou deixar para o Jean Gorinchteyn tratar, porque ele tem falado com o Ministério da Saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Hoje nós temos tido a liberdade desde a semana passada de conversar tanto com o ministro Pazuello, tanto com o ministro Marcelo Queiroga, no sentido de trazer os problemas do estado de São Paulo com o apoio do Ministério da Saúde, e ambos têm se colocado muito à disposição em nos auxiliar nesse momento. Nós estamos em um momento de uma pandemia franca em todo o país, e nós temos que estar juntos. Essa força conjunta é que vai mudar essa história.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, então, Gabriel, obrigado pela pergunta. Nós com isso concluímos, hoje teremos coletiva lá no Palácio dos Bandeirantes, ela será conduzida pelo Jean Gorinchteyn, e pelo nosso vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia. E serão disponibilizadas mais informações a vocês, e eu estarei lá com vocês na quarta-feira na coletiva. E aqui, assim que já pudermos fazer uma nova entrega, e teremos novas entregas da vacina do Butantã. Bom dia, boa semana a todos. Por favor, se protejam. Obrigado, pessoal.