Coletiva - Em março, SP entregou 25 mil doses de vacina por hora ao Brasil 20212403

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Em março, SP entregou 25 mil doses de vacina por hora ao Brasil 20212403

Local: Capital – Data: Março 24/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, a todos. Hoje é a décima sétima entrega de vacinas do Instituto Butantan, para o Brasil, estamos entregando hoje, nesses caminhões que estão aqui atrás, 2,200 milhões de doses da vacina do Butantan, a vacina do Brasil, a vacina produzida aqui em São Paulo, pelo Instituto Butantan, vai para o braço de 2,200 milhões de brasileiros. Com isso, com essa entrega de hoje, nós atingimos um total de 27,800 milhões de doses da vacina do Butantan. Repetindo, hoje estamos entregando 2,200 milhões de doses da vacina do Butantan, contra a COVID-19, totalizando 27,800 milhões de doses da vacina do Butantan, já entregues. Lembrando que até 30 de abril o Butantan vai entregar a partir aqui de São Paulo, 46 milhões de doses da vacina do Butantan. e até o dia 30 de agosto, está confirmado, vamos entregar mais 54 milhões de doses da vacina do Butantan. São 17 entregas, sendo que apenas em março entregamos um total de 14,300 milhões de doses da vacina do Butantan. E repito, continuamos no mesmo desempenho, ou seja, de cada dez brasileiros que recebem a vacina contra a COVID-19, nove estão recebendo a vacina do Butantan. Ou seja, de cada mil brasileiros, 900 estão recebendo no braço a vacina do Butantan, a vacina do Brasil. Queria registrar que o Butantan com esse volume de vacina já distribuídas, quatro vezes mais vacinas do que a Espanha aplicou, e o dobro de vacinas que também a Alemanha aplicou. Hoje o Butantan é um orgulho para o Brasil, um orgulho para os brasileiros que já tiveram a oportunidade de receberem as suas vacinas. E eu quero chamar atenção de todos, hoje teremos um anúncio muito importante às 12h45min, no Palácio dos Bandeirantes, os que puderem estar lá e nos acompanharem, asseguro que o anúncio que faremos hoje será de grande importância e grande repercussão. Nós aqui hoje temos a presença do doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, aqui ao meu lado, e também do Jean Gorinchteyn, nosso secretário da Saúde do estado de São Paulo. Eu pedi à doutora Regiane de Paula que aqui estivesse também, ela é a coordenadora do Programa Estadual de Imunização - PEI, que está aqui ao nosso lado também. Vamos então às perguntas, começando por você, Gabriel Padro, da TV Globo, Globo News. Mais uma vez, bom dia. Sua pergunta, por favor.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, para todo mundo. A pergunta pode ser para o senhor ou para o Dimas. O doutor Dimas concedeu uma entrevista hoje à TV Globo falando sobre o soro contra o Coronavírus. O governo do estado entregou ontem no final da tarde toda a documentação. Vocês esperam aprovação para quando? E quando for aprovado, no mesmo dia começa a aplicação do soro? Queria que o senhor falasse como é que isso vai acontecer a prática, já tem um número X definido de pacientes? Tem uma faixa etária definida? Esse soro aplica, combate o quê? Na prática, como é que vai ser isso? Obrigado.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Gabriel, bom dia, a todos. Nós entramos com o pedido de autorização para o estudo clínico desse soro já há mais de meses na ANVISA. Na Excelência a ANVISA fez dois lotes de exigências, o último lote na última sexta-feira, e que nós protocolamos ontem à noite. Então nós aguardamos com uma expectativa enorme que isso seja apreciado muito rapidamente pela ANVISA. O soro está pronto, já tem um bom tempo que ele está pronto. Nós estamos com uma linha de produção preparada para iniciar regularmente a produção desse soro. O estudo clínico está pronto para o seu início, será feito inicialmente com pacientes imunossuprimidos. Pacientes transplantados, principalmente transplantados de rim, aonde a modalidade pela infecção é altíssima. Então nós estamos tudo preparado para começar a partir do momento em que haja a autorização da ANVISA. E espero que haja lá uma sensibilização para que isso ocorra rapidamente, hoje, amanhã, estamos aguardando. Está tudo pronto. E nós não podemos deixar um recurso terapêutico importante, como um soro, que é a chamada vacina instantânea, o soro é uma vacina instantânea. Nós não podemos deixar de usar esse recurso terapêutico no momento de gravidade como estamos vivenciando agora.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Por ser uma vacina instantânea, isso impede o avanço de sequelas? Combate na hora o vírus? Eu sei que pode ser uma pergunta absurda para o senhor, mas é só para explicar para o nosso assinante como é que é isso quando entra na veia.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Olha, é um concentrado de anticorpos contra o Coronavírus. Então quando o paciente começa a ter manifestações clínicas importantes, ele já pode receber esse soro, ou seja, ele já começa a ter a resposta imune contra o vírus, por isso que é uma vacina instantânea.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Mas isso em uma pessoa já infectada, é isso?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Sim, uma pessoa infectada que começa a ter os sintomas, portanto, ela está com o vírus circulando. E quando você injeta o soro ele está carregado de anticorpos, e são esses anticorpos que vão lá combater o vírus. Então rapidamente você faz o clareamento do vírus, você retira o vírus de circulação. E isso permite que a doença não evolua.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabriel. Apenas para enfatizar que o soro do Butantan está pronto, foi apresentado à ANVISA, isso já tem tempo, e está sendo submetido à aprovação da ANVISA. Dada a circunstância e a emergência em que nós nos encontramos, com praticamente 300 mil brasileiros mortos, é de se supor que a ANVISA trate isso com senso de urgência. Quanto mais rápida for a sua aprovação, e nós esperamos que isso aconteça até sexta-feira, no mais tardar até depois de amanhã. No dia seguinte, Gabriel, o soro começa a ser aplicado. O soro é útil, ele ajuda a salvar vidas, e contribui ao lado da vacinação, com a vacina do Butantan, para preservação de vidas. Portanto, não há razão para demora por parte da ANVISA nessa aprovação. E nós esperamos, com sinceridade, que o senso de urgência dado à pandemia e à tragédia de 300 mil mortos, que possamos ter essa aprovação até no máximo de sexta-feira dessa semana. Vamos agora à Bruna Barbosa, da Rádio e TV Bandeirantes. Bruna, mais uma vez, bom dia.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. Acontece nesse momento em Brasília uma reunião do Presidente Jair Bolsonaro com ministros, chefes de poderes e seis governadores para discutir um pacto nacional de combate ao Coronavírus. O senhor não foi convidado. Esperava estar nessa lista? Como é estar de fora dessa lista? E também queria que o senhor comentasse ontem o pronunciamento do Presidente Jair Bolsonaro, que falou de várias vacinas, mas não citou a Coronavac. Como foi isso na avaliação desse pronunciamento? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fazer o pacto de uma união nacional apenas com os que adulam e apoiam o Presidente Jair Bolsonaro isso não é um pacto, isso é um jogo de cena, e de jogo de cena eu não participo, aliás, nem eu, nem os governadores que têm consciência da gravidade desse momento no país. E por essa consciência da gravidade, entendem que o Presidente Jair Bolsonaro, não só foi um negacionista desde o início da pandemia, como não tem uma coordenação nacional, nem por ele, nem pelo Ministério da Saúde. Portanto, jogo de cena nós não participamos. E lamentamos que o Presidente ainda chame isso de pacto nacional, só se for o pacto da morte, que ele está acostumado a fazer ao propor Cloroquina, ao não defender vacinas, ao não usar máscaras, ao estimular aglomerações. E fazer um disfarce, como fez ontem nesse seu pronunciamento à nação, foi um disfarce para enganar o país, ali estava o retrato de um mentiroso. Vamos agora à Beatriz Manfredini, da Rádio Jovem Pan. Bia.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Bom dia, governador. Doutor Dimas, doutor Jean. Eu queria saber sobre o kit intubação, ontem a secretaria estadual de saúde diz que tem um kit para mais ou menos mais uma semana, a gente está batendo recordes aí de internados, se tem previsão desse kit chegando aos poucos, um pouco mais. E para o governador, por favor, se puder responder, eu sei que tem a coletiva 12h45min. Mas os anúncios são referentes ao endurecimento do plano emergencial, a gente bateu recorde de mortes ontem, mais de mil mortos. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bia, vou facilitar, até para manter o nosso Jean Gorinchteyn aqui no púlpito. Essas informações na coletiva às 12h45min. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Com relação à todas as medicações, especialmente de kits de intubação, isso foi uma grande preocupação do governo do estado de São Paulo, da Secretaria de Saúde, no sentido de que não ocorresse desassistência, até pelo volume aumentado de pacientes que necessitam serem intubados. Então nós nos antecipamos em duas frentes, uma frente mudando alguns protocolos que foram validados, autorizados pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia, em que possamos usar outras medicações, que são medicações que funcionam tão bem quanto, e que estão disponíveis no mercado. E, por outro lado, fizemos a aquisição emergencial desses produtos, dando a segurança de termos uma margem maior de vários dias para colher e assistir os nossos pacientes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Bia, obrigado. Gabriela Rangel, da CBN. Gabriela, mais uma vez, bom dia.

GABRIELA RANGEL, REPÓRTER: Bom dia. Bom dia, a todos. Sobre a questão do oxigênio, nessa semana isso já foi abordado, gostaria de saber se teve alguma novidade em relação a isso? Se o estado se mantém nessa posição crítica de ainda depender de cilindros? Se houve avançado nessas doações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabriela. Eu vou dividir com o doutor Jean Gorinchteyn. Nós fizemos uma reunião na última segunda-feira com os maiores fabricantes de oxigênio do Brasil, praticamente todos eles com sede aqui em São Paulo. E também com empresas que poderiam ajudar e contribuir na disponibilização de mais oxigênio em novas usinas. Conseguimos, o compromisso dos dois maiores fabricantes, a Air Liquide, e também o White Martins, ao lado de outros fornecedores nacionais e multinacionais, também de expressão, mas esses são os dois maiores. E conseguimos também que a Liquigás, uma das maiores distribuidoras de gás do país nos ajudasse na distribuição, no fornecimento dos tubos e na distribuição, na logística, porque esse é o maior problema, o doutor Jean vai comentar com vocês que é a logística nos tubos de oxigênio, não nas usinas de oxigênio. E quantas usinas conseguimos também com um apelo que fizemos à Ambev, ao Jean Jereissati, que é o CEO da Ambev. A Ambev tem sido uma grande parceira do Brasil e de São Paulo, na ajuda e no apoio diante dessa grave situação da pandemia. Parte do investimento dessa fábrica aqui atrás, que será a futura fábrica da vacina do Butantan, tem o investimento também da Ambev, de R$ 20 milhões, ao lado de outras 26 empresas. E a Ambev disponibilizou e colocará em prática nas próximas duas semanas uma grande usina de produção de oxigênio na sua unidade de Ribeirão Preto aqui em São Paulo. Aproveito para deixar aqui um agradecimento à todas as empresas privadas, que produzem oxigênio, pelo apoio, pela confiança. A Liquigás, no programa de distribuição com todo o seu sistema de entrega e logística, e também o fornecimento dos tubos. E a Ambev, por um gesto de grandeza e de sentimento humanitário, com essa nova usina de oxigênio. Com isso nós garantimos o suprimento de oxigênio em São Paulo, com alguma reserva, e com os devidos cuidados. E agora o Jean Gorinchteyn dará mais detalhes a esse respeito. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Já de 15 dias a medida em que nós vimos um número muito alto de pacientes sendo acolhidos nos hospitais, tanto enfermarias, nos pronto-atendimentos e nas UTIs, a nossa preocupação era estratégica para que nós não tivéssemos o colapso do oxigênio, como aconteceu em Manaus. Então por liderança do governador João Doria nós nos antecipamos nos contatos com as empresas, para que tivéssemos a garantia de nosso sistema estar sendo suportado, com fornecimento de oxigênio. Então já de 15 dias a resposta era, nós temos como fornecer oxigênio para toda a rede estadual. Agora a nossa preocupação passou a ser logística, porque municípios com menos de 10 mil habitantes, e muitos municípios que estão em regiões muito distantes, eles não dependem daqueles tanques de oxigênio, que caminhão vai lá, e ele abastece para uma semana, eles precisam de cilindros de oxigênio. E o que nós tínhamos observado é que, muitas vezes, o caminhão percorria 200 quilômetros, deixava os cilindros, e no final da tarde ligava: "Olha, precisamos mais porque esses cilindros estão acabando". Portanto, dessa forma, logisticamente não tinha como esse caminhão voltar. Então essa estratégia ela visa exatamente fazer uma logística muito mais rápida, de envase desses cilindros, de distribuição através das empresas privadas que estão e estarão fazendo a distribuição para esses municípios, recolhendo aquele cilindro e trazendo de volta para serem envasados. Então dessa forma nós queremos continuar a garantir assistência a todos. Nós teremos oxigênio baseado exatamente nas estratégias que foram tomadas de forma bastante antecipada para não termos desassistência.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Gabriela, obrigado. Vamos agora concluir a nossa coletiva, nos veremos aqui a pouquinho, às 12h45min, na coletiva do Palácio dos Bandeirantes, coletiva da qual eu estarei participando também. Muito obrigado, um bom dia. Fiquem bem, fiquem protegidos. Obrigado, pessoal.