Coletiva - Em parceria com iniciativa privada, SP amplia leitos de UTI no Hospital das Clínicas 20202704

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Coletiva - Em parceria com iniciativa privada, SP amplia leitos de UTI no Hospital das Clínicas

Local: Capital - Data: Abril 27/04/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, antes de começar a coletiva de imprensa, primeiro, boa tarde a todos, obrigado pela presença, vou repetir o agradecimento daqui a pouco, mas quero fazer um agradecimento especial a presença do Paulo Chapchap, CEO do Hospital Sírio-Libanês, Paulo, obrigado pela presença aqui, muito boa as duas entrevistas hoje que você fez, aos dois veículos, um do Rio, um de São Paulo. Ao César Nomura, que é superintendente de medicina diagnóstica do Sírio-Libanê s, que tá aqui conosco também, ao Paulo Hoff, presidente da rede [ininteligível] de oncologia. Paulo, alegria reencontrar você, ainda que nessa circunstância. Guilherme [ininteligível], que é o superintendente do Instituto Israelita Albert Einstein, responsabilidade social, Guilherme tá aqui, obrigado, Guilherme pela tua presença, um abraço pro Sidney. Também o Edson Aparecido, secretário de saúde do município de São Paulo, estava em reunião conosco até agora a pouco. O Tulio Pheifer, que é o coordenador médico de oncologia do Sírio-Libanês, que tá aqui conosco participando também. O Antônio José Rodrigues Pereira, superintendente do Hospital das Clínicas da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo. O Fernando [ininteligível], presidente do Hospital do Coração, t á aqui conosco também. O João Prates, infectologista do Hospital Beneficência Portuguesa, que tá aqui participando, obrigado pela presença e pelo apoio. Acho que falei de todos. Agradecer também a presença dos secretários Célia Parnes, secretário do desenvolvimento social, que tá aqui conosco, General Campos, secretário de segurança pública, Flavio Amary, secretário de habitação, Cleber Mata, secretário de comunicação, tem mais aqui, perdão, o Jofre [ininteligível], do Banco BTG, que tá aqui, é um grande, eu vou citar a colaboração de vocês, o Eliseu Lopes, nosso chefe da ouvidoria, Eliseu, alegria reencontrar você, e Marta [ininteligível], presidente da diretoria das senhoras do Hospital Sírio-Libanês, que está aqui conosco também, já cu mprimentei, muito obrigado pela presença. Bom, agora sim, boa tarde a todos, muito obrigado pela presença, nessa coletiva de imprensa aqui, no Palácio dos Bandeirantes, hoje, segunda-feira, dia 27 de abril, ao nosso lado o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, o secretário de saúde do Governo do Estado de São Paulo, José Henrique Germann, o diretor da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo, e diretor também do Hospital das Clínicas, o Tarcísio Eloi de Barros Filho, e a Heloísa Bonfá, diretora clínica do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo. São as pessoas que hoje estarão aqui fazendo as suas comunicações e respondendo perguntas. Quero agradecer, uma vez mais, aos jornalistas, que aqui estão, que compareceram, cinegrafistas, fotógrafos, e os que estão também remotamen te acompanhando esta coletiva. Da mesma maneira, muito obrigado a todos que nos acompanham ao vivo diretamente na transmissão que está sendo feita pela TV Cultura, pela Record News, pela Band News, pela Rede Brasil, pela TV Alesp e pela TV da Rádio Jovem Pan. Todos ao vivo, neste momento, às 12 horas e 31 minutos, e também as emissoras que farão flashs daqui ao vivo, a TV Globo, a TV Globo News, a TV Record, o SBT, a CNN, a Rede TV, a TV Bandeirantes, a Rádio Bandeirantes e a Rádio Band News, a todos nosso muito obrigado por estarem acompanhando esta coletiva. Eu quero, nas mensagens iniciais, antes das informações, e na sequência a palavra do prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, dizer que aqui, em São Paulo, desde o início desta pandemia, nós defendemos a união de todos, a cada dia praticamos aqui a união e a solidariedade, a união para assi stir aqueles que são infectados, aqueles que são vítimas do coronavírus, aqueles que poderão se tornar vítimas e, com a nossa proteção e o trabalho preventivo e o isolamento social, podem ficar distantes deste risco, e aos mais pobres e mais vulneráveis, eu volto a mencionar que nós acreditamos que num momento tão difícil como esse, do nosso país, e particularmente aqui, do Estado de São Paulo, que é o epicentro desta pandemia, nós precisamos estar unidos, precisamos estar juntos, praticar o amor, o bom senso, o equilíbrio, o perdão, a capacidade de cada um de deixar de lado as suas vontades pessoais, seus desejos, sua vontade política, os seus anseios empresariais, para sermos solidários e proteger vidas, salvar vidas é a prioridade do Governo do Estado de São Paulo desde o dia 26 de fevereiro, quando tivemos o primeiro ca so confirmado de coronavírus aqui em São Paulo. Quero também deixar uma mensagem de solidariedade aos familiares de 4.057 pessoas, que perderam suas vidas com o coronavírus ao longo deste período, é muito triste pra essas famílias terem perdido pais, irmãos, mães, avós, avôs, cunhados, pessoas próximas das suas famílias e não terem tido sequer oportunidade de se despedirem dessas pessoas, essa também é uma fase, é uma face triste do coronavírus, portanto, a estas famílias, em meu nome, e no do Bruno Covas, a nossa solidariedade, esperando que com o esforço que estamos fazendo aqui em São Paulo, e que outros governadores e prefeitos também estão fazendo, possamos ajudar a salvar vidas e evitar situações tão tristes quanto estas. E quero também aqui finalizar nas mensagens um pronunciamento c omo brasileiro, como cidadão e como governador do Estado de São Paulo. A Polícia Federal deve ser respeitada e a Polícia Federal é nacional, a Polícia Federal do Brasil não é pessoal, nem familiar, portanto, transmito aqui a minha solidariedade também a todos os integrantes da Polícia Federal, que ajudaram a ganhar respeitabilidade da opinião pública brasileira, ao longo do lava-jato, com a cooperação do ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro, o Brasil rejeitou a República dos companheiros, o mesmo Brasil rejeita a República dos amigos, nós não devemos ser condescendentes, nem com os companheiros, e nem com os amigos nessas circunstâncias, entendo também que o presidente da República do Brasil deve interagir com o povo e não com o chefe da Polícia Federal, ele deve interagir com a proteção a vida de milh&otil de;es de brasileiros, e não com aquele que vai comandar a Polícia Federal, interferir é crime. Quero agora fazer os anúncios de hoje, e na sequência vamos ouvir o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Hoje nós anunciamos o funcionamento de 100 novos leitos de UTI no Hospital das Clínicas em São Paulo, Hospital das Clínicas é o maior centro de tratamento do coronavírus do país, uma estrutura exemplar, um hospital público, um complexo hospitalar público, mas que tem o apoio imprescindível do setor privado, e graças a doações de hospitais particulares e instituições privadas, nós temos conseguido dar o apoio necessário a estrutura do Hospital das Clínicas, e por isso a presença do Dr. Tarcísio Barros Filho e da Dra. Heloísa Bonfá hoje aqui nesta coletiva, para que o HC, o Hospi tal das Clínicas de São Paulo continue realizando o seu trabalho exemplar e, mais do que nunca, ajudando a salvar vidas. São 100 novos leitos de terapia intensiva, lembrando que nós já temos uma unidade exclusiva no Hospital das Clínicas, com 900 leitos, sendo 200 de UTI, já funcionando, já operando, e 700 de enfermaria, inteiramente dedicados ao coronavírus. Pra chegar a mais 100 leitos de UTI, o Hospital das Clínicas recebeu 24 milhões de reais em doações de equipamentos, serviços, recursos financeiros e estrutura, oferecidos por empresas como o Banco BTG, a rede de hospitais DOR, o Hospital Sírio-Libanês, o Hospital Albert Einstein e o Hospital Beneficência Portuguesa, todos eles representados aqui por seus diretores, que estão aqui presentes, assistindo e acompanhando a nossa coletiva. Em nome da população de São Paulo, e do Gov erno do Estado de São Paulo, quero agradecer a todos pelas doações, pela generosidade e pela responsabilidade de compreenderem que é com união que nós poderemos salvar vidas em São Paulo. E agradecer e cumprimentar também, Dr. José Henrique Germann, Dra. Heloísa, Dr. Tarcísio, a estrutura e a equipe do Hospital das Clínicas, do complexo do Hospital das Clínicas, pelo trabalho, pela dedicação, são centenas de profissionais trabalhando, muitos superando 12, 14 horas de trabalho por dia para salvar vidas. Também quero informar que taxa de isolamento da região metropolitana de São Paulo, sábado, foi de 52%, ontem, domingo, 58%. É nesta base, e neste patamar mínimo de 50% que nós temos que alcançar diariamente, não apenas aos finais de semana. E faço aqui um apelo, que será renovado pelo Bruno Covas, para que a população da capital de São Paulo e da região metropolitana de São Paulo, as duas áreas mais atingidas em todo o país pelo Coronavírus, tenham solidariedade com a vida, ficando em casa, permanecendo em casa, vão ajudar a salvar as suas vidas, as vidas dos seus familiares, dos seus vizinhos e dos seus amigos. E quero destacar, finalizando, a lista das 20 cidades do estado de São Paulo, que no domingo, perdão, no sábado, alcançaram índices superiores a 60%. E quero registrar que a manutenção desses índices superiores a 60%, assim como análise da oferta de infraestrutura pública de saúde, para hospitalização, leitos e UTIs, assim como os indicadores da doença vão ajudar na revisão da quarentena, a partir do dia 11 de maio. Nós aqui, repito, não tomaremos nenhuma medida, nenh uma iniciativa em São Paulo, que não esteja baseada na ciência, na medicina e na saúde. Não haverá pressão política, comercial, empresarial, pessoal, de amigos, de familiares, ou de quem quer que seja, fora da saúde e da medicina. Mas quero cumprimentar as cidades que vou elencar aqui, que alcançaram índices expressivos de distanciamento social. As cidades, através dos seus prefeitos e prefeitas, dos seus representantes e líderes, e da sua população: Bebedouro, 70%; Ubatuba e São Sebastião, e Lorena, assim como Cajamar, 69% de isolamento; São Vicente, Ribeirão Pires e Cruzeiro, 68% de isolamento; Mairiporã e Ibiúna, 67% de isolamento; Caraguatatuba, Poá e Caieiras, 66% de isolamento; Itaquaquecetuba, Itapecerica da Serra, Pindamonhangaba, Sertãozinho, Itanhaém, Votuporanga e Caçapava, com 65% de isolamen to. Foram as 20 cidades que mais respeitaram o isolamento social no estado de São Paulo, no último sábado. Aos que integram as comunidades dessas 20 cidades, os nossos cumprimentos, vocês todos, autoridades públicas, lideranças comunitárias, líderes empresariais e a população de forma geral, estão ajudando a salvarem as suas vidas, a vida dos seus familiares e dos seus amigos nestas cidades. Passo agora a palavra ao prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Eu queria começar destacando alguns dos decretos que foram publicados no último sábado aqui na cidade de São Paulo. O primeiro deles decretou luto oficial na cidade, de três dias, portanto, hoje é o terceiro dia de luto oficial, por conta de termos passado de mil mortes aqui na cidade de São Paulo. O decreto serve como uma forma de homenagem à essas pessoas, conforto à família que perdeu os entes queridos, mas acima de tudo, como um alerta para toda a cidade de São Paulo, cer tamente se não fosse todo esse esforço que a prefeitura, o governo do estado e a população fizeram ao longo dos últimos dias, em relação ao isolamento social, nós teríamos números muito piores aqui na cidade e no estado. E é mantendo esse isolamento que nós vamos atravessar melhor essa epidemia. Um outro decreto, trouxe a regulamentação da lei municipal que autoriza a prefeitura a utilizar o recurso dos fundos municipais para o combate ao Coronavírus na cidade de São Paulo. Vamos inclusive em breve assinar com o governador, se tudo der certo, ainda essa semana, o decreto que trata da utilização dos recursos do FMSAI, que é um fundo para onde vão os recursos oriundos da Sabesp aqui na cidade de São Paulo, para também, se for o caso, utilizar esses recursos no combate ao Coronavírus. No sábado também foi publicado um edital pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos, para aquisição de até 100 mil cestas básicas mensais, para poder distribuir para a população mais carente da cidade de São Paulo. E queria também dizer que no dia de hoje nós iniciamos às 7h30min um bloqueio educativo na Radial Leste, uma ação conjunta da Secretaria Municipal de Transpores, com a Secretaria Municipal de Saúde, informando a população, fazendo verificação da temperatura das pessoas, dando o folheto, distribuindo máscaras. Ou seja, uma ação pedagógica, informativa, mas que prepara também a prefeitura, a CET, e a Secretaria de Transportes, para se for o caso, e se for recomendado pela área de saúde, a gente poder bloquear outras vias da cidade de São Paulo, como já fizemos no centro da cidade, para poder restringir ai nda mais a circulação de pessoas. Eu queria lembrar mais uma vez, do esforço que a prefeitura tem feito, para ampliação do número de leitos aqui na cidade de São Paulo. Nós tínhamos até o final do ano, começo desse ano, 507 leitos de UTI na cidade, administrados pela prefeitura. A ideia inicial era dobrar a quantidade de leitos, com mais 600 leitos, vínhamos trabalhando até a semana passada com a ampliação de 930 leitos de UTI, e agora a gente já trabalha com a ampliação de mais 1.361 leitos aqui, de UTI na cidade de São Paulo, dos quais metade devem ser entregues até o fim agora deste mês de abril, e a outra metade até o fim de maio. São também mais leitos de enfermagem, somando ao todo, 3.630 leitos adicionados pela Prefeitura de São Paulo. Hoje de manhã estivemos lá no hospital municipal do M'Boi Mirim, inaugurando uma nova ala, uma construção doada pela Gerdau, pela Ambev e pelo hospital israelita Albert Einstein, um investimento de mais de R$ 13 milhões, a ampliação em mais 100 leitos, fazendo com que o hospital tenha agora um total de 514 leitos, sendo a maior estrutura da América Latina voltada exclusivamente na questão do Coronavírus. Uma obra que durou 33 dias, sete a menos do previsto, e que inclusive liberou espaços na ala antiga, para poder ampliar o número de leitos de UTI. Agora, todo esse esforço que a prefeitura tem feito, que o governo do estado tem feito, de ampliação do número de leitos, vai ser em vão se as pessoas também não colaborarem fazendo a sua parte, ficando dentro de casa. Ficar dentro de casa nesse momento é uma responsabilidade cívica, é uma questão moral. São as nossas atit udes hoje, que vão fazer com que a gente tenha um resultado a ser colhido nos próximos dias. Nós já temos uma taxa média de ocupação de leitos de UTI em torno de 70% aqui na cidade de São Paulo, e não vamos conseguir atender a todos, como nós estamos conseguindo atender aqui na cidade de São Paulo, se as pessoas não colaborarem com o isolamento. Então a gente faz mais uma vez aqui um apelo, para que as pessoas possam permanecer dentro de casa, a gente sabe e reconhece o sacrifício que as pessoas têm feito ao longo das últimas semanas, mas isso é extremamente necessário para que a gente possa enfrentar esta pandemia. Ficar dentro de casa não é apenas um ato de higiene, é um ato humanitário de respeito ao próximo, de respeito à sua família, de respeito às pessoas, de respeito aos seus vizinhos, aos seus amigos. Enfim, toda a vida importa. E é dessa forma que a prefeitura e o governo do estado têm agido, pensado, atuando, e fazendo mais uma vez aqui um apelo para que todos fiquem em casa. Muito obrigado, boa tarde, a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Antes de passar a palavra para a saúde, ao doutor José Henrique Germann, secretário de Saúde do estado de São Paulo, quero pedir desculpas ao citar a presença dos dirigentes dos hospitais, deixei de citar a presença do doutor Sidnei Cladner, que é o presidente do hospital israelita Albert Einstein. Sidnei, me desculpe, mas aqui está feita a citação, com todas as honras e os nossos agradecimentos. Doutor Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Antes de mostrarmos os nossos números de ontem para hoje, eu queria agradecer a presença de todos que colaboraram, sejam empresas e hospitais, com esta ampliação dos leitos do Hospital das Clínicas, que de fato, melhora gradativamente o nosso enfrentamento à epidemia. E gostaria de salientar que frente ao número de leitos que o senhor prefeito colocou, e mais aqueles que nós podemos chegar aí perto de, talvez 8 mil leitos, to dos de UTI, nós não seremos suficientes se não ficarmos em casa, se as pessoas não ficarem em casa, e manterem a taxa de isolamento em torno de 60%. Isso é extremamente importante e sem isso, com todos esses leitos a gente ainda pode ter algumas dificuldades. Portanto, somando para a grande São Paulo todas as prefeituras e a própria secretaria. De ontem pra hoje nós tivemos 20.715 casos que de um aumento de 4% de número de casos, e óbitos 1.700; um aumento de 2% no estado de São Paulo. Tivemos internação, internações em UTI e enfermaria de 1.509, 1.716, quem se lembra aumentou bastante o número de pacientes internados. Para o Brasil nós temos 61.888 casos e 400... 4.205 óbitos no território nacional. Era isso, Sr. Governador. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário da saúde, Dr. José Henrique Germann. Vou passar a palavra ao Dr. Tarcísio Barros Filho que é o diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo que administra o Hospital das Clínicas, e na sequência a Dra. Eloísa Bonfá, renovando o agradecimento, Tarcísio, em seu nome e da Dra. Eloísa ao trabalho que centenas de médicos, paramédicos, enfermeiros e colaboradores do maior complexo hospitalar do país têm feito para salvar vidas. Por favor.

TARCÍSIO BARROS FILHO, DIRETOR DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO: Sr. Governador, Sr. Prefeito, Sr. Secretário, Eloísa, meus caros senhores, minhas senhoras. É uma satisfação estar aqui hoje nesse momento poder me dirigir a população de São Paulo, que eu quero comunicar em meu nome e em nome dos docentes dos professores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em nome dos 20 mil colaboradores do Hospital das Clínicas que têm sido de uma dedicação exemplar neste momento de crise. N&oacut e;s gostaríamos de registrar a importante demonstração de solidariedade que nós recebemos dos colegas dos hospitais públicos, dos hospitais privados e de empresários nesse momento. O Hospital das Clínicas dos seus 2.400 leitos fez uma operação muito grande de forma que deixou um edifício inteiro com 900 leitos reservados apenas para atender os pacientes com o corona. Desses 900, cem já eram originalmente de terapia intensiva. Com a colaboração do governo e do secretário, conseguimos passar pra mais cem, pra 200, que continuam se mostrando insuficientes. A demanda, a procura tem sido, tem sido muito grande. Então, conversando com o secretário, ele nos autorizou que procurássemos ajuda dos hospitais privados do estado de São Paulo. E eu gostaria de deixar registrado que nenhum dos hospitais que foi procurado em nenhum momento disse, disse não, n& atilde;o é possível. Todos, simplesmente, disseram: vamos ver o que podemos fazer, como podemos ajudar. Porque não é só a possibilidade de se comprar um aparelho. Muitas vezes o problema é que não existem aparelhos suficientes, não só em São Paulo, no Brasil, no mundo como um todo. Então você não tem ventiladores suficientes, monitores suficientes, não tem enfermagem treinada, profissionais de saúde treinados, e demoraria muito tempo pra treiná-los. Então, os que eu estou basicamente... Beneficência Portuguesa, Rede Dor, o Hospital do Coração - HCor, Hospital Sírio Libanês, Hospital Albert Einstein, todos eles se prontificaram e cada um deles colaborando de alguma forma diferente, com a enfermagem, com profissionais médicos, com aparelhos, com monitores, vai nos possibilitar que ao longo desses... das próximas se manas nós passemos para 300 leitos de terapia intensiva. E agradecendo aos empresários em geral que tem colaborado muito com o Hospital das Clínicas, eu gostaria de registrar só a presença do Joffre e do BTG que também teve uma colaboração muito grande na parte de possibilitar a contratação de profissionais já treinados em terapia intensiva o que faz muita diferença pra casa como um todo. E nesses momentos de crise é que aparece o que há de melhor e pior no ser humano, e felizmente aqui no estado de São Paulo a gente tem observado que na maior parte das pessoas tem aparecido o que há de melhor. A demonstração de solidariedade tem sido muito grande e chega a nos emocionar a cada um desses momentos. Então, meu muito obrigado em meu nome, em nome de toda comunidade do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP e da popula&ccedil ;ão mais carente do estado que é a que vai ser mais beneficiada por essas atitudes. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Tarcísio Barros Filho. Muito importante a sua ênfase a cooperação dos hospitais privados e também do banco BTG que numa demonstração de solidariedade e união têm contribuído para que o complexo do Hospital das Clínicas possa continuar atendendo, atendendo bem e mais pessoas aqui no estado de São Paulo. Não fosse a cooperação dessas instituições nós não estaríamos tendo um prédio inteiramente dedicado ao Coronavírus, o maior centro de atendimento ao Coronavírus no país. Eu paço agora a palavra a Dra. Eloísa Bonfá que é diretora clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Dr. Eloísa.

ELOÍSA BONFÁ, DIRETORA CLÍNICA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde a todos. Eu queria dizer que eu estou aqui representando 20 mil colaboradores que trabalham no complexo HC. E nós viemos aqui hoje, em primeiro lugar pra agradecer, mas também trazer um número de conforto. O Hospital das Clínicas isolou o seu maior instituto que tem praticamente metade dos leitos do Hospital das Clínicas para o atendimento do Covid. Nós isolamos no dia 30 de março. Hoje, nós estamos chegando muito próximo de mil pacientes internados que passaram durante esse período. Mil pacientes foram acolhidos e atendidos. E aqui um alerta, isso só foi possível porque nós tivemos tempo para atender esses pacientes e locais pra atender. Se esses mil pacientes chegassem a nossa porta em um dia, nós não teríamos condições de atendê-los. Então, eu queria que a população entendesse que nós estamos nos preparamos... preparando para a maior operação de guerra pela vida que o HC presenciou nos seus 76 anos de vida que foi celebrado em abril. Mas hoje nós recebemos, nós entregamos para a cidade de São Paulo, 200 leitos de UTI dedicados ao Covid, uma promessa feita ao governador, ao secretário, e eu quero dizer que nós cumprimos essa promessa, mas ficou claro que a pandemia vai exigir mais de nós, e o governador , e o secretário nos pediram para ampliar, passar pra mais cem leitos de UTI. Essa nova fase é mais complicada, ela tem que transformar enfermarias, centros cirúrgicos em leitos de UTI. E nós nunca conseguiríamos fazer isso sozinhos no pouco tempo que nós temos para esperar o pico da pandemia. E isso só está sendo possível porque nós temos aqui representados hospitais privados que nos estenderam a mão e empresários que nos estenderam a mão. E queria acrescentar que junto a Rede Dor nós temos o Bradesco que veio também pra nos ajudar. E junta todo esse grupo, nós temos também o grupo de resgate de atenção a urgência que também vai adotar uma UTI no Hospital das Clínicas. São pessoas altamente qualificadas que vêm se agregar ao nosso grupo pra dar um bom atendimento para aqueles pacientes mais graves que precisam da qualidade do Hospital das Clínicas. E antes de terminar eu queria só dizer que tudo isso que nós fazemos, tudo isso que nós estamos testemunhando que é essa solidariedade é também uma responsabilidade social. É muito importante entender que numa pandemia todos têm um papel, todos nós precisamos participar. E este exemplo a gente espera que possa ser seguido por muitas pessoas. E pra cada um que está em casa, a responsabilidade social é estar isolado para que a gente possa acolhê-los quando vocês precisarem. E tem que valer a pena todo o esforço das pessoas que estão na linha de frente. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Eloísa Bonfá. E ratificando a sua colocação, hoje pela manhã na reunião virtual do Comitê Empresarial de Solidariedade, foi a 6ª reunião, arrecadamos mais R$ 39 milhões, somado aos R$ 406 milhões que arrecadamos em outras cinco reuniões, todos os recursos vindos do setor privado pra o atendimento a saúde e a proteção social em São Paulo. O que nos faz renovar o agradecimento a este sentimento, essa grande corrente solid&aacute ;ria que fizemos aqui em São Paulo, e hoje temos aqui vários representantes do setor privado, principalmente dos hospitais, mas também de instituições financeiras que têm nos ajudado. Bem, vamos agora as perguntas. Precisamente 13h, vamos começar presencialmente com a jornalista Daniela Salerno, da TV Record. Daniela, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, antes de fazer minha pergunta, eu só gostaria de confirmar uma informação sobre o anúncio de hoje, que ficou dúvida, pelo menos pra mim, de quando essa ampliação vai estar disponível. Então o investimento chega e quando realmente vai ser disponibilizado? Posso emendar minha pergunta? A minha pergunta de hoje é a seguinte: a gente sabe que, com a mudança de protocolo, pessoas mesmo com sintomas leves agora já são internadas. Isso faz com que o número de internação o bviamente seja mais alto. Queria entender se o Governo estuda reativação de prédios que já foram usados por hospitais ou espaços que ainda estão ociosos. A gente tem um hospital na Zona Oeste, que poderia atender, a gente tem hospital também na Zona Norte, que poderia atender, e se os profissionais de saúde seguem esse mesmo protocolo de sintomas leves serem isolados. A gente, no último boletim, tem 3.000 profissionais de saúde afastados só na capital. Se me permite uma última pergunta para o prefeito, o que o senhor acha do fundo, do Projeto de Lei que prevê que o Fundo Eleitoral seja destinado ao combate do Corona Vírus. É uma pauta que pode ser colocada a qualquer momento na Câmara dos Deputados. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Daniela. Daniela fez três em um, mas nós vamos responder as três, as três perguntas. Eu vou dividir, evidentemente, com a saúde a resposta em relação às unidades de UTI. Talvez não tenha ficado claro e eu queria agradecer a sua intervenção. Nessa primeira quinzena de maio, serão ativados 40 leitos e na segunda quinzena de maio mais 60 leitos. Ou seja, até o final do mês de maio, teremos 100 leitos adicionais aos 200 já em operação. Quero t ambém, antes de passar a palavra ao Dr. Germann, dizer que no próximo dia 1 de maio estaremos operando o terceiro hospital de campanha aqui em São Paulo. Bruno Covas e eu estaremos colocando em operação este hospital com 240 leitos no complexo Ibirapuera, ao lado do Ginásio do Ibirapuera. Em relação aos hospitais, a utilização de prédios ou outras edificações, eu vou dividir a resposta com o Dr. José Henrique Germann, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, e depois com o Bruno Covas, que responderá também sobre o tema do Fundo Eleitoral. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Com relação à utilização de hospitais que estão fechados, vamos dizer assim, são poucos, nós temos dois ou três, é muito mais rápido o que nós estamos fazendo com o hospital de campanha do que colocar um hospital que está há muito tempo parado para funcionar. Isso tem um custo muito maior e um tempo maior ainda. Então, a opção foi pela agilidade e, nesse sentido, colocado como hospital de campanha. E aí nós temos esse do Ibirapuera, que o governador acabou de falar, o AME Barradas, que fica na região do Heliópolis, do lado ali do Hospital Heliópolis, e o AME Campinas, que era um AME para ser inaugurado agora no mês de abril e que nós transformamos num hospital de campanha, um hospital provisório, que voltará a ser então um ambulatório, logo que passar por isso. A questão dos protocolos dos casos mais leves serem internados, não existe um problema maior no número de leitos de enfermaria. A nossa preocupação é com relação ao leito de UTI. Então é esse que é o crítico numa situação como esta. Os leitos de enfermaria, que atendem os casos mais leves, sem gravidade, mas que, segundo o nosso secretário municipal, podem apresentar uma gravidade e não terem condições de chegar até o hospital, então é por isso que eles estão ali. Então, esses nós não temos problemas em números de leitos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Passo agora ao Bruno Covas, prefeito da capital.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Daniela, na verdade são duas questões. A primeira é sobre a utilização do recurso do Fundo Eleitoral e a segunda é sobre a data das eleições, são duas questões que precisam ser resolvidas conjuntamente, porque senão vai ficar uma dúvida em relação ao que acontece no segundo tema. Por eu ser pré-candidato, eu não tenho a imparcialidade e a isenção necessária para poder opinar sobre o assunto. Eu acho que fica impossível externar uma opinião sem que isso seja contaminado pelo fato de eu ser pré-candidato. Então, nesse momento eu sinto muito, mas eu não posso opinar sobre algo sobre o qual eu não tenho a isenção suficiente para poder opinar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Daniela Salerno, TV Record, obrigado pelas perguntas. Vamos mais uma pergunta presencial, é da TV Bandeirantes, com a jornalista Isabel Mega (F). Isabel, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Tudo bem, governador? Boa tarde, boa tarde a todos. Governador, eu queria ter um cenário um pouco mais definido em relação aos hospitais de campanha. Nesse final de semana circularam muitas informações sobre isso, inclusive muitas fake news foram desmentidas a respeito do funcionamento desses hospitais. E a pergunta que eu faço é se por enquanto dá pra gente dizer que esses hospitais estão subutilizados. E queria emendar com o relato dos nossos colegas da Rádio Bandeirantes, de denúncias que eles receberam, especificamente em rel ação ao Hospital do Pacaembú, de falta de EPI, de profissionais que não estão sendo autorizados a ir, por exemplo, ao banheiro, para não gastar avental, e também desse cenário de que muitos dos leitos que foram fornecidos nessa unidade estariam vazios. Então, queria uma resposta em relação a esse cenário e também essa análise sobre os outros hospitais também de campanha. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Isabel. Eu vou tomar a liberdade, Bruno, de pedir ao secretário de Saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido. Edson, você pode vir até aqui, se você quiser ficar entre o Bruno e eu. Nós estamos aqui o distanciamento suficiente, além de você estar nesse caso portando a máscara, como todos os demais, aliás, que estão aqui, estão usando a máscara, para responder à jornalista Isabel Mega (F), da TV Bandeirantes.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Bom, primeiro, os hospitais de campanha têm cumprido um papel importantíssimo, porque eles aliviam a pressão que ocorre nos nossos hospitais normais da cidade. Nós temos 19 hospitais funcionando, agora 21, com a inauguração, com a parceria com a Cruz Vermelha. E a existência de mais 2.000 leitos de retaguarda, que são 2.000 leitos de baixa e média complexidade faz com que a gente alivie a pressão dos nossos hospitais. Pra se ter uma ideia, os hospitais de campanha, já passaram por lá 462 pessoas que foram tratadas e curadas nos nossos hospitais de campanha. Hoje nós temos 142 pessoas no Hospital do Pacaembu e mais 32 pessoas para serem lá recebidas, seguramente até o final da próxima semana nós teremos a ocupação total. E no Hospital do Anhembi, nós temos 353 pessoas hospitalizadas. Então, portanto, não há subutilização, ao contrário, eles já cumpriram um papel e vão cumprir um papel muito mais importante, porque, como disse o prefeito e o governador, o pico da doença ainda não chegou na cidade de São Paulo. Então, nós vamos utilizar essas estruturas de forma absolutamente definitivas. Segundo, é totalmente infundado que esses equipamentos nossos não tenham EPIs necessárias para os funcionários. Essa coisa de afirmar que os profissionais de saúde s&ati lde;o impedidos de ir ao toalete, de beber água, porque não tem troca de equipamento, é uma afirmação infundada, não colabora, traz insegurança para os familiares inclusive dos profissionais. E eu queria aqui, governador, prefeito, rechaçar de pronto essa colocação. Acho que não corresponde à verdade e não auxilia nesse momento a juntarmos esforços, no sentido de combater a doença na cidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido, secretário de Saúde da cidade de São Paulo. Obrigado, Isabel Mega (F) pela sua pergunta, pelas suas perguntas. Vamos agora a uma pergunta online, não presencial, ela vem de Santos, da TV Santa Cecília, da jornalista Amanda Barbieri. Amanda, boa tarde, você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Na semana passada, foi anunciado que a fila de exames ia zerar a partir da quarta-feira, dia 22, em todo o estado. Porém, aqui na região metropolitana da Baixada Santista, isso não ocorreu. A fila aqui nos nove municípios, de pessoas aguardando resultados de exames, ultrapassa 1.600 pessoas. Então eu queria saber quando que isso se tornará uma realidade aqui na Baixada Santista, que a fila será zerada, como foi anunciado que seria feito em todo o estado? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Amanda, obrigado. Vou dirigir, evidentemente, sua pergunta à área de Saúde, ao Dr. José Henrique Germann, secretário de Saúde do Estado de São Paulo. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, Amanda, boa tarde a todos novamente. Com relação à questão dos testes, hoje os testes estão zerados. Não existe uma fila para realização de exames. Por exemplo, no dia de hoje foram liberados 1.164 exames e estão em processamento 295. E no fim de semana, os laboratórios ficaram ociosos, pra você ter uma ideia. Não tem fila mais pra exame. Esses exames que podem estar, como você falou, na fila, para os hospitais da Baixada, é que alguma questão relacionada ao processamento da informação, não do exame. Então, existe um sistema onde as pessoas colocam, as prefeituras, as secretarias municipais colocam isto, o pedido, e vão ver o resultado, que se chama o Sistema GAL, que é um sistema bastante complicado, que é do Ministério da Saúde. Ele está trocando isso pelo e-SUS, que é um outro sistema, e que também fará o mesmo papel. Então, provavelmente, aí existe um problema de comunicação, não de realização de exames.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann. Amanda Barbieri, da TV Santa Cecília de Santos.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Obrigado, Amanda.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela sua participação também. Vamos a mais uma pergunta presencial, é da jornalista Maria Manso, da TV Cultura. Maria, obrigado pela sua presença, aliás presença constante em todas as nossas coletivas. Boa tarde.

MARIA MANSO, JORNALISTA: Boa tarde a todos. Governador e secretário Germann, o Ministro anterior da Saúde ele fazia reuniões constantes com os secretários, com o senhor também para a troca de informações, para pedido de necessidades, como é que está a relação com o novo Ministro da Saúde, ele já fez alguma reunião, ele está aberto para solicitações também como o Mandetta ou não?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Área da saúde vai responder.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, nós não tivemos nenhum contato ainda com o novo Ministro nos colocamos lá para agenda para poder ter algum contato na próxima quarta-feira, depois de amanhã será o dia que é feita a reunião do Conass que é o Conselho Nacional de Secretários de Saúde Estaduais, e na quinta junto com o conselho dos secretários municipais e com o Ministério é feito uma reunião a famosa tripartite onde ali é resolvido v&aacut e;rios assuntos relacionado a própria execução do sistema único de saúde. Com a questão do Coronavírus isso passou para virtual, então eu espero que agora nessa quinta-feira a gente possa ter uma reunião tripartite como tivemos todos os meses anteriormente.

MARIA MANSO, JORNALISTA: Desculpe, secretário, só completando então, são dez dias sem nenhuma interlocação com o Governo Federal, com o Ministério da Saúde, o que está fazendo falta para vocês?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, vejo bem, eu acredito, eu não vou, não tenho como julgar o que está acontecendo, mas acredito que iniciar as atividades no Ministério não é de pouca monta, mas do ponto de vista aqui estadual, todas as questões que a gente tem, a gente trata com o segundo e o terceiro nível do Ministério, então, não precisamos, pelo menos por enquanto a ter uma reunião específica com o Ministro, a ideia para colocar na agenda é para um primeir o relacionamento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E para complementar completar antes da próxima pergunta, respondendo à jornalista Maria Manso, na última quinta-feira o Cosud, o Consórcio Sul Sudeste de governadores que são os governadores do estado do Sul e o Sudeste são sete governadores protocolamos uma solicitação ao Ministério Nelson Teich para que ele possa fazer um vídeo conferência com os governadores e com os secretários de saúde da região Sul Sudeste, a região, aliás, notoriame nte sabida a mais afetada pelo Coronavírus, estamos aguardando a resposta, o protocolo foi feito no Ministério da Saúde, na quinta-feira dia 23 de abril na parte da tarde e foi assinado pelos sete governadores de estado. Vamos agora à mais uma pergunta presencial, é do jornalista Pedro Duran, da CNN. Pedro Duran, boa tarde, a sua pergunta, por favor.

PEDRO DURAN, JORNALISTA CNN: Oi, governador, boa tarde ao senhor, a todos aqui presentes, a minha pergunta é sobre o isolamento no estado e na capital, a gente teve nesse domingo pela primeira vez uma queda no índice de isolamento, desde o começo da quarentena o índice era de 59%, sempre aos domingos e nesse domingo foi 58%, um número que já vem caindo em vários lugares especialmente na capital que tem uma média mais baixa do que o governo do estado enquanto cai o índice de isolamento e sobe o índice de ocupação nas unidades de terapia int ensa, no entanto, o governo até agora não fez nenhuma ação mais drástica como essa que o prefeito está fazendo agora de fazer as blitz sanitárias pela cidade, aqui, na Radial Leste e tudo mais. A minha pergunta na verdade é para tentar entender que o senhor acha que essa queda no índice de isolamento pode ter tido algum reflexo naquela fala do senhor de flexibilizar a quarentena depois do dia 10 e se governo estuda alguma medida mais drástica como essa da prefeitura ou algo que possa fazer com que as pessoas fiquem em casa já que pela tendência da curva o isolamento deve cair ainda mais até chegar no dia 10, aí sim, quando as coisas forem liberadas conforme forem pode cair mais. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Pedro Duran, vou dividir a resposta com o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Não há tendência, não se pode falar em tendência, há um comportamento, no domingo foi de 58%, índice de isolamento aqui na capital de São Paulo, 1% inferior conforme você mencionou ao que ocorreu nos últimos quatro domingos. Não há nenhuma influência ao nosso ver da perspectiva de alguma flexibilização futura e que só será anunciada no próximo dia 8, eu tenho dito e respondido às vezes informado aqui que nenhuma decisão do governo do estado de São Paulo será adotada sem o amparo e o suporte da saúde e não havendo uma taxa de isolamento adequada assim como uma taxa de disponibilidade de leitos nos hospitais principalmente de UTI e o mapa de avanço ou não do Coronavírus isso, esses são os três fatores que determinarão a nossa decisão portanto, não há nada a celebrar, a comemorar e muito menos a ir para as ruas, eu tenho dito e repetido que as pessoas devem ficar em casa, seja aqui na capital de São Paulo, seja na região metropolitana que representa e concentra o maior volume de infectados e lamentavelmente o maior número de óbitos também está aqui na região metropolitana, vários prefeitos e prefeitas, tem cumprido muito bem o seu papel como tem feito o Bruno Covas e eu li hoje pela manhã que no início dessa coletiva o nome de 20 cidades que alcançaram índices superiores a 65%, poderia ler mais outros 25 de cidades que alcançaram índices superiores a 55%. Cada prefeito, cada prefeita vem cumprindo o seu papel na liderança local junto com a sociedade civil para e os veículos de comunicação, é bom registrar para estimular as pessoas a continuarem no isolamento social para preservarem as suas vidas. E agora para complementar eu passo ao Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Eu queria insistir também nessa fala do governador de que nada vai ser feito aqui na cidade de São Paulo, se não tiver autorização e recomendação da área da saúde seja para poder flexibilizar, seja para poder endurecer, é a área da saúde que aponta para a prefeitura e para o governo municipal o que deve ser feito. Foi por conta da recomendação da área da saúde que nós começamos a restringir os equipamentos públicos, área cultural, n a área do meio ambiente na área da assistência, depois decretando calamidade pública na cidade de São Paulo, restringindo comércio de bens e mercadorias, depois o comércio de serviços, hoje como disse, testamos esse bloqueio para que a CET possa estar preparada para se for o caso fazer outros bloqueios ao mesmo tempo de ruas e avenidas na cidade de São Paulo e a todo momento a gente vai levantando possibilidades para que a vigilância sanitária da saúde determinar a gente possa ou tornar mais rígido ou flexibilizar a quarentena aqui na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Bruno Covas, obrigado Pedro Duran da CNN que, aliás, transmitiu a pergunta e resposta ao vivo para os seus telespectadores em todo o Brasil e antes de passarmos para o Jornal O Vale, o Xandu Alves que é um dos seus editores, quero mais uma vez agradecer a TV Cultura, Record News Band News, Rede Brasil, TV Alesp e Jovem Pan, estão transmitindo ao vivo essa coletiva, além dos flashs da CNN conforme eu já mencionei, TV Globo, Globo News, TV Record, SBT, Rede TV, TV Bandeirantes, Rádio Bandeirantes e R ádio Band News. Vamos agora ao Xandi Alves, o Jornal o Vale, o Vale do Paraíba, sede do Jornal o Vale é São José dos Campos. Xandu, você já está em tela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

XANDU ALVES, JORNALISTA JORNAL O VALE: Boa tarde governador, boa tarde a todos. A região metropolitana do Vale com o Paraíba, ela tem quatro cidades entre as 20 do estado com maior número de casos confirmados, essas quatro cidades representam quase 60% do total da população da região, ao mesmo tempo, o Vale do Paraíba tornou-se foco de resistência à quarentena, com cidades tentando flexibilizar aí as regras antes de 10 de maio, desde então o isolamento caiu nessas principais cidades, duas perguntas, governador, como essas medidas de rebeldia preju dicam a estratégia do estado em conter a Covid-19 no interior? E uma segunda pergunta é se será feita com trabalho específico com essas cidades que têm mais casos na região, exemplo, São José dos Campos e Taubaté que também querem flexibilizar as regras e tiveram queda no isolamento. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Xandu, eu mesmo responderei a sua pergunta, as medidas de relaxamento não foram aplicadas, foram anunciadas, mas não foram institucionalizadas porque houve determinação da justiça, da Promotoria Pública das cidades e também a reconfirmação do Tribunal de justiça através dos desembargadores que deliberaram sobre isso, e que o que temos feito é dialogar, é dialogar, com prefeitas e prefeitos, de todas as regiões, o Vale do Paraíba tem 39 cidades, o nosso secretário do Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi que, aliás, está aqui presente tem feito isso diariamente em teleconferência, por regiões consorciadamente para informar as medidas no âmbito da saúde e da proteção social que nós temos adotado e também os recursos que são destinados para a saúde pública municipal. Lembro inclusive, Xandu, que duas cidades do Vale do Paraíba foram mencionadas hoje aqui pela manhã como cidades que performaram muito bem e receberam os cumprimentos e os elogios do governo de São Paulo, Lorena, com 69% e Pindamonhangaba com 65%. Vamos manter a linha do diálogo, do bom entendimento com os prefeitos e prefeitas para que mantenham a quarentena até o dia 10 de maio que é uma determinação do governo de São Paulo e por ser uma determinação através de dec reto é que o Ministério Público também tem agido e de forma correta, diga-se para proteger a vida daqueles que habitam em todas as cidades, em todos os 645 municípios do estado de São Paulo, e também vale mencionar, o Tribunal de Justiça do estado de São Paulo tem ratificado as medidas da promotoria pública, todos com a clara, objetiva e correta intenção de proteger vidas. Vamos agora à penúltima pergunta da coletiva de hoje, é da jornalista Eduarda Steves, do IG. Boa tarde, obrigado pela presença. Sua pergunta, por favor.

EDUARDA STEVES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Comerciantes de São Paulo pediram a reabertura do comércio para o próximo dia 1 de maio, justamente para aproveitar as vendas do Dia das Mães. Muito comércios na capital já começam a funcionar inclusive de portas fechadas, as pessoas podem entrar, comprar e sair. Gostaria de saber se é possível que haja uma negociação com esses empresários? E se é possível que essa reabertura seja feita? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduarda, obrigado pela pergunta. Eduarda, eu vou dividir a resposta, obviamente, com o prefeito Bruno Covas. Do ponto de vista do governo do estado nós já tínhamos respondido demandas anteriores, e dizendo claramente, não há exceção, não houve exceção para a Páscoa, não haverá exceção para o Dia das Mães, como não haverá exceção para feriados. Até o dia 10 de maio, nós temos uma quarentena obrigat ória, exceto para o comércio essencial, e a relação do comércio essencial já foi explicitada aqui, na semana passada, todos sabem o que representa a essencialidade. Os demais devem manter as suas portas fechadas, mas podem fazer o atendimento online. Hoje mesmo conversei pela manhã com o doutor Alfredo Cutait, que é o presidente da Associação Comercial do estado de São Paulo, e da Federação das Associações Comerciais do estado de São Paulo. Pessoa, que aliás, tem mantido um excelente diálogo com o governo do estado, com todas as suas áreas. E nós elogiávamos, inclusive, a capacidade criativa do setor do comércio, de pequenas, médias, e até de pequenas empresas, na venda online, na venda na presencial dos seus produtos nas áreas que não estão abertas com a permissão do decreto. Porta nto, por parte do governo de São Paulo não haverá nenhuma exceção, nem mesmo para o Dia das Mães. Eu reconheço que é uma dada importante, aliás, foi institucionalizada pelo meu pai, em 1949, como publicitário que era, e patrocinada pela Associação Comercial. Eu já não tenho minha mãe, gostaria muito de tela para abraçá-la e beijá-la nesse dia, mas eu tenho certeza e convicção de que todas as pessoas saberão compreender, as que ainda tem o privilégio de terem as suas mães, que é melhor protegê-las e tê-las ao seu lado, do que colocá-las em risco diante de uma circunstância de uma pandemia tão grave quanto essa. Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Sem nenhuma chance, a gente continua com a quarentena, faço inclusive aqui o reforço para que as pessoas que percebam o comércio não essencial aberto, que, por favor, denunciem no 156, nós estamos com 2 mil fiscais das subprefeituras voltados a isso, muito mais importante que o comércio do Dia das Mães é a proteção da vida. Então não há nenhuma possibilidade de reabertura de comércio por conta desse feriado de 1 de maio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Obrigado, Eduarda, pela pergunta. Vamos agora à última pergunta de hoje, ela é presencial, do jornalista William Cury, da TV Globo e da Globo News. Will, você foi muito bem substituído aqui nesses últimos dias pela Beth Pacheco, e ela já deixa saudades aqui, quero dizer isso para você.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Eu não tenho dúvida. Bom, a minha pergunta ela é muito parecida com a do Pedro Durant, só que para mim não ficou muito claro. O governo disse que a reabertura, a saída da quarentena a partir do dia 11 de maio, se dará baseando não só na taxa de isolamento, mas em outros critérios, como a ocupação dos leitos hospitalares. Olhando hoje, nós temos durante a semana uma taxa de isolamento menor, do que a linha de corte de 50%, e a ocupação de leitos quase na saturação, em muitos locais já esgotados, em outros, chegando próximo a 100%. O governo não trabalha de véspera, o governo tem um planejamento, então certamente já tem um cronograma traçado. Com o cenário atual, de taxa de isolamento no meio de semana menor do que 50%, e leitos com a ocupação na ordem de 70% no estado para mais, a chance maior é de termos uma reabertura a partir do dia 11 de maio, ou de renovar a quarentena por não atender os requisitos? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, vou responder, e vou dividir a resposta com a área da saúde, com o doutor José Henrique Germann. O governo do estado de São Paulo não tem deliberações neste momento, até porque, segue à risca a orientação da área da saúde, e a avaliação é feita dia a dia, não há essa previsibilidade com tamanha antecedência para a localização. Assim é a intenção, e esta se mantém, de flex ibilizar a quarentena, porém, de acordo com o local, com a região e dentro dos três fatores que você mesmo mencionou, e que eu volto aqui a lembrar, índice de infecção, portanto, pessoas infectadas, e as pessoas vítimas de óbito. Segundo, o isolamento social, o campo de isolamento social, o percentual de isolamento social. E também a proximidade na região, se está avançando ou não, mesmo tendo uma área, uma cidade infectada, se há algum risco na região em torno, e qual a capacidade local e regional de atendimento hospitalar, seja em leitos, seja em UTI. Tudo isso está sendo feito sob coordenação do comitê de saúde, que é coordenado pelo doutor David Uip, e com 15 membros. Agora são 16 membros, que integram este comitê, e nós não adotaremos nenhuma medida que possa violar a orientaç&atil de;o da saúde. E volto a recomendar, tanto quanto já fez Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, que aqueles que estão na capital de São Paulo devem obedecer a orientação da saúde, não apenas por ser a saúde a medicina e a ciência que tem o controle, e sabe aquilo que está falando, mas para protegerem as suas próprias vidas, a vida dos seus familiares, a vida das pessoas de quem você gosta, de quem você ama, e as pessoas com as quais você convive. Eu espero que ninguém na capital de São Paulo, na grande São Paulo, no estado de São Paulo, e no Brasil, tenha que um dia escolher alguém da sua família, dada a inexistência de um leito de UTI para saber quem vive e quem não vive. É para evitar este drama do colapso da saúde que nós fazemos o isolamento social. E para que ninguém algum d ia tenha que viver o drama de escolher alguém da sua família com mais, ou com menos idade, para dizer, este vive ou esse morre. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, a situação é a seguinte, nós trabalhamos com cenários, como nós já havíamos dito anteriormente. O cenário que nós temos hoje nos permite dizer o seguinte, as pessoas que ficarem necessitadas de tratamento por terapia intensiva, nós temos leitos de terapia intensiva para oferecer. Isso é uma questão assistencial, elas estarão bem atendidas sem qualquer problema. Mas com muito esforço. Porém, a questão do is olamento, do distanciamento social, é uma questão de comunicação, é uma questão de como as pessoas entendem que deve ser a vida delas, principalmente no que diz respeito à escolha entre ficar doente ou ficar sem trabalhar. Nós temos algum tempo ainda desta epidemia, mas ela não vai ser indefinida, ela tem tempo de vida, ela deve demorar cinco meses, pelo menos, foi o que aconteceu nos outros países, e ele aqui, esse vírus aqui está tendo um comportamento muito parecido com os demais países. Então nós temos que nos resignar para poder viver. Nós precisamos ficar em casa cada vez mais. Coloquem as suas pessoas idosas em casa, só sai para trabalhar aqueles que estão envolvidos nas atividades essenciais para manter o fique em casa. Gostaria muito de salientar isso, é o único remédio que nós temos, acrescido, principalmente agor a, do uso de máscaras. Use máscaras, é mais fácil do que até fazer o isolamento, mas usem máscaras e fiquem em casa. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor José Henrique Germann, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Já finalizando a nossa coletiva, às 15h31min. Volto a lembrar que o uso de máscaras em todo o estado de São Paulo é recomendado, foi recomendado por decreto, seguindo a mesma orientação aqui da Prefeitura de São Paulo, com o prefeito Bruno Covas. E nós esperamos que as pessoas sigam esta recomendação conforme lembrou o secretário da Saúde, usem m&aa cute;scaras se tiverem que sair por necessidade explícita de terem que sair, fora disso, permaneçam em casa, protejam as suas vidas, as vidas dos seus filhos, dos seus pais, dos seus maridos, das suas esposas, das pessoas que você gosta, e das pessoas com as quais você convive. Mais do que nunca nós precisamos de solidariedade e união, e para que isso se materialize, fiquem em casa. Um bom dia, a todos. Obrigado.