Coletiva - Encontro Estadua Acelera São Paulo - 20123005

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva do Encontro Estadual Acelera São Paulo

Local: Santos - Data: 30/05/2012

REPÓRTER: Os R$ 25 milhões do Hospital dos Estivadores vão chegar antes das eleições, do prazo, três meses antes das eleições não pode ter o repasse, não é? O senhor acredita que vai chegar antes esses R$ 25 milhões?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós já autorizamos o termo aditivo, é a cidade que vai receber o maior recurso. A maioria dos outros hospitais nós estamos liberando R$ 10 milhões, R$ 15 milhões, até R$ 18 e R$20 milhões, São Bernardo do Campo. Santos é que vai receber o valor maior, R$ 25 milhões. A Prefeitura prestou contas, o dinheiro é depositado. Nós não temos problemas financeiros, o orçamento já está garantido. Então, prestou contas, pode ser liberado em 30 dias, 60 dias, 90 dias, o dinheiro é sempre liberado mediante prestação de contas. Então, está inteiramente o recurso disponível, uma obra muito importante, o hospital vai dar uma retaguarda para Santos e para a região muito significativa. São R$ 25 milhões para reforma e para equipamentos do Hospital dos Estivadores. Hoje, foi entregue o primeiro navio, o navio Alpha Crucis, bancado pela FAPESP do Governo do Estado, US$ 11 milhões, vai ser muito importante para a pesquisa oceanográfica, junto com a Universidade de São Paulo, e está chegando um segundo navio, que é o Alpha Delphini. Então, serão dois navios para a Universidade de São Paulo junto com a FAPESP desenvolver pesquisas na área oceanográfica. Depois tivemos também, definimos, finalmente, com a concessionária, são R$ 328 milhões a obra no trevo na Anchieta e a duplicação da parte principal da Rodovia Cônego Domenico Rangoni, e também uma parte da Manoel da Nóbrega. Uma obra gigantesca, R$ 328 milhões. Seja na adequação do trevo, nós vamos fazer até uma rodovia nova, ali saindo da alça do trevo, então é uma grande obra estrutural para a logística da região. Estamos inaugurando hoje o Restaurante Bom Prato, que é também importante sob o ponto de vista social. Hoje, foi assinado o contrato com o consórcio que tem uma das mais importantes consultorias do mundo para fazer o projeto executivo do túnel entre Santos e Guarujá, e amanhã estará no Diário Oficial a licitação para compra dos trens, os 22 trens do VLT, e nós esperamos já estar iniciando a obra do VLT também este ano. Enfim, conquistas importantes aqui para a região, e o parque tecnológico. Estamos disponibilizando R$ 10 milhões para a Prefeitura para fazer o núcleo do parque tecnológico. O núcleo tem a parte administrativa, tem auditório, tem laboratórios e tem a incubadora de empresas de base tecnológica. Então é o início praticamente efetivo do parque tecnológico aqui de Santos.

REPÓRTER: Governador, estamos ao vivo na Rádio Terra AM, e as obras dos viadutos no final da Imigrantes ali em São Vicente.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: As obras de São Vicente o Governo vai fazer os três viadutos, são três viadutos que nós vamos fazer. Estamos só aguardando o licenciamento ambiental da CETESB. Saiu o licenciamento ambiental, elas já estarão licitadas e serão feitas. Três obras importantes que vão eliminar lá o semáforo.

REPÓRTER: Governador, quando o Governo do Estado vai reabrir a UTI pediátrica do Hospital Guilherme Alvaro?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, hoje, nós..., ontem nós assinamos a lei aprovada pela Assembleia Legislativa, aumentando significativamente o valor de plantão. Não só para médico, médico, dentista, farmacêutico, enfermagem, fisioterapeuta, enfim, para todo mundo. Médico varia do local, pode chegar a 71%. Nós chegaremos a pagar por um plantão de 12 horas, R$ 1.132,00. Nem a iniciativa privada chega a tanto. Então nós não vamos ter problemas de falta de médico. O prazo limite que nós demos é 11 de junho, mas acho que de repente a gente possa abrir já na semana que vem. Mas o limite é 11 de junho.

REPÓRTER: Governador, [ininteligível], a entrada da cidade e a saída na Anchieta, tem alguma previsão? Como é que está esse projeto?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos, através da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, inúmeros estudos de investimentos aqui para a Baixada. Seja na área de transporte, ferrovia, rodovia, tem estudo para todo lado. Mas nós somos muito cautelosos, nós estamos anunciando aquilo que na minha terra se chama “Macuco no borná”, ou seja, aquilo que está garantido. Tem dinheiro, tem prazo, começa tal dia e termina tal dia. Então, existem inúmeros estudos aqui na questão de transporte, seja rodoviário, seja ferroviário. O que nós começamos ontem ,e vai ficar pronto em 12 meses, é um alargamento da Imigrantes, entre o Km 40 até o Rodoanel. Então nós vamos ter mais uma faixa, vamos alargar duas pontes, dois viadutos e já prevendo a sexta faixa, inclusive, na Imigrantes.

REPÓRTER: Governador, hoje de manhã e ontem à noite teve um toque de recolher na zona leste de São Paulo, o senhor associa isso às mortes envolvendo os policiais da ROTA? E o senhor percebeu também ou alguém pode ter levantado isso, desde que o Coronel Salvador assumiu as denúncias aumentaram?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, primeiro não houve nenhum toque de recolher, eu acabei de... Tem muita gente que gosta de dar má-notícia, não é? Mas não teve nenhum toque de recolher. Acabei de falar com o comandante-geral, o coronel Roberval, pelo contrário, em razão da ação da ROTA, ontem na zona leste, nós estamos com 150 policiais a mais ali na região da zona leste. Não tem nenhum toque de recolher, acabei de ouvir o comandante-geral, não procede.

REPÓRTER: Governador, com relação a paralisação do Poupatempo que nós tivemos aqui na cidade de Santos essa semana.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o Poupatempo aqui, os funcionários não são do Governo, os funcionários são da iniciativa privada. É um assunto privado, já determinei ao Secretário de Gestão, que, aliás, está aqui, que é o Davi Zaia, para verificar com a empresa. A empresa alega que ainda não terminou a negociação do dissídio, mas nós vamos ter todo o interesse em resolver rapidamente, e resolver bem. Mas, não são funcionários do Governo, são funcionários da empresa contratada.

REPÓRTER: Governador, por favor, a respeito do Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, a Prefeitura disse que pretende desativar 94 vagas por conta de uma falta de um repasse por parte do governo do Estado, de R$ 11 milhões. Eu gostaria que o senhor falasse sobre isso.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, é importante esclarecer o seguinte: Não teve nenhum atraso de repasse, nós liberamos o ano passado o valor previsto e a Prefeitura não prestou o serviço previsto, só isso. Eu vou lhe passar os dados exatos, mas nós fizemos um contrato, eu vou passar para vocês. Se eu não me engano, se eu não me engano foi R$ 8 milhões, e vocês vão prestar esses serviços. Os serviços não foram prestados naquilo que foi contratado. E dinheiro público não pode fazer o que quer, e se você faz um contrato, o contrato precisa ser cumprido. Então, nós estamos chamando a Prefeitura para sentar e conversar para realmente fazer um contrato que seja cumprido. A outra, eu queria deixar claro o seguinte: Há uma crise no financiamento da saúde no Brasil inteiro, do Oiapoque ao Chuí, porque enquanto o Ministério da Saúde não corrigir a tabela do SUS é um tapa-buraco todo dia. Está quebrando a Santa Casa de Franca, aí você vai lá e dá um socorro. Está quebrando a Santa Casa de Cruzeiro, está fechando, você vai lá e dá um socorro. A Santa Casa de São Paulo deve R$ 160 milhões em bancos, o Santa Marcelina... Então, há uma crise de financiamento gravíssima, o Governo Federal já disse que não vai corrigir a tabela do SUS, e isso realmente se ocorrer vai se agravar. Nós estamos no nosso limite, já estamos com o déficit de perto de R$ 1 bilhão esse ano, fazendo tudo que a gente pode aí para poder socorrer. Mas, há necessidade de corrigir a tabela do SUS.

REPÓRTER: Governador, o Instituto do Câncer foi anunciado o ano passado para o Hospital Guilherme Alvaro também, até hoje não foi introduzido lá.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O Instituto do Câncer será implantado aqui em Santos, eu vou lhe passar o cronograma, como o Hospital Emílio Ribas já esta funcionando no Guarujá. O Instituto do Câncer funcionará no Guilherme Alvaro, nós vamos ampliar muito o Guilherme Alvaro, exatamente para ter menos dependência de outros hospitais. Vamos ter uma forte ampliação no Guilherme Alvaro. E estamos apoiando todas as prefeituras para que elas também possam ampliar o seu serviço.

REPÓRTER: Governador, sobre o Coronel Salvador. Desde que ele assumiu as denúncias na ROTA aumentaram?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O que é que é importante explicar: A ROTA quando é chamada são casos complicados, quer dizer, a ROTA não atua em um policiamento preventivo. Não, ela atua em casos mais difíceis, onde você tem criminosos fortemente armados, você tem quadrilhas muito perigosas, você tem possibilidade de confronto. É óbvio que quando a ROTA atua como são casos muito mais graves e muito mais complicados, tem mais confronto. Isso é evidente. Veja que nesse caso ocorrido na zona leste, foram presas três pessoas, além dos seis criminosos que foram mortos em confronto, foram apreendidas metralhadoras, munições, revólveres, armas, coletes balísticos, droga, dinheiro. O que é que queriam os criminosos? Fazer interceptação para sequestrar e liberar presos de facções criminosas. Agora, de outro lado, nós não toleramos nenhum tipo de abuso, nenhum. Zero. Então, o que nós fizemos? Um fato que passou despercebido, todo caso de confronto em que haja morte quem investiga é o DHPP, passou para Polícia Civil a investigação. Então, tolerância zero em qualquer tipo de abuso.

REPÓRTER: O senhor pode falar só sobre o túnel que o senhor não falou? Governador, sobre o túnel Santos/Guarujá.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Túnel Santos/Guarujá, o contrato foi assinado hoje, um grande consórcio, com consultoria inclusive internacional, com experiência em construção de túnel na China, na Dinamarca. Com grande experiência em tuneis marítimos. O contrato assinado hoje, o prazo total é de 18 meses, mas nós esperamos já no segundo semestre do ano que vem licitar a obra, obra física. Nós vamos correr com o projeto executivo e com o licenciamento ambiental. O túnel prevê passagem a pé, bicicleta, motocicleta, automóveis, se quiser caminhão, ônibus, e até o VLT. Que nós queremos em segunda fase, em um segundo momento, trazer o VLT para o Guarujá. Então, uma grande obra, uma luta de mais de 50 anos, fruto de muitos estudos. A questão da ponte, que era uma outra alternativa, ela ficando na entrada do canal, ela no futuro poderia limitar o porto, que é o maior porto da América do Sul e os navios são cada vez maiores. Se ela ficasse mais ao fundo do canal poderia limitar o aeroporto, que é o modal de transporte que mais cresce. Então, a medida mais adequada sobre o ponto de vista de engenharia foi a passagem seca, foi o túnel. E essa é a obra que vai ser feita, nós esperamos o ano que vem já estar iniciando essa grande obra.