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Edição atual tal como às 17h57min de 31 de janeiro de 2021

Coletiva - Enfermeira da ala de COVID-19 é a primeira vacinada do Hospital de Base de Rio Preto 20211901

Local: [[São José do Rio Preto] - Data: Janeiro 19/01/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós vamos agora fazer uma brevíssima coletiva, repito, em respeito ao hospital, ao ambiente hospitalar, à não aglutinação das pessoas e à necessidade da retomada plena do espaço para a vacinação. Teremos quatro perguntas, respectivamente da TV Tem, que é a TV Globo, a TV Bandeirantes, a DLNews e a Rádio CBN. Então, vamos começar com a Monise Cardoso, da TV Tem, que é TV Globo, depois com a Analia Venâncio, da TV Bandeirantes. Vou pedir só à Monise e à Analia, que indiquem qual é a sua câmera, porque fica mais fácil para quem for responder. Então a câmera da Monise é essa que está exatamente atrás dela. Monise, ainda bom dia, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom, 7.000 doses foram enviadas pelo Governo do Estado aqui para a Fundação [ininteligível]. Primeiro, a gente gostaria de saber se essas doses são para as duas etapas de vacinação de cada profissional de saúde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Essa é uma pergunta que precisa de uma resposta técnica, e a resposta da ciência será dada pela Dra. Regiane de Paula, que é responsável por todo o programa de imunização no Estado de São Paulo. Ela está aqui ao meu lado. Eu estou imunizado, portanto eu posso passar o meu microfone pra ela, sem nenhum risco. Imunizado porque eu tive Covid, não porque tomei a vacina. Eu vou tomar a vacina quando eu puder tomar a vacina, dentro da minha faixa etária. Eu não me antecipei, aliás, aproveitando para dizer isso, é a primeira vez que eu falo isso, nunca me perguntaram. Mas é bom que saibam: eu não furo fila, eu sigo a fila. Eu terei que ser imunizado também, aliás, todos que pegaram Covid terão que ser imunizados também, mas eu vou pra fila, tomarei a vacina na hora em que todos tomarem, na minha faixa etária. Pra quem não sabe, não parece, parece que eu tenho mais, mas eu tenho 63 anos. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: Obrigada, governador. Bom dia ainda a todos. Monise, obrigado pela sua pergunta. Neste momento, a primeira remessa que foi enviada são para os profissionais da linha de frente. Conforme mais vacinas chegarem, nós enviaremos mais doses, para que a gente possa imunizar. Então o Hospital de Base, nesse momento, recebeu e vai receber mais doses, para que a gente possa imunizar os profissionais da linha de frente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Nós vamos agora à Analia Venâncio, da TV Bandeirantes... Você que faz?

REPÓRTER: Não sou eu, eu queria saber se eu posso fazer...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, nós combinamos só quatro. Desculpa, não é para cercear, mas é pelo fato de que nós temos que respeitar. Primeiro evitar aglomerações, nós estamos numa aglomeração. Segundo, liberar rapidamente o espaço para que a vacinação possa fluir de forma correta. Analia está aqui, sua câmera ali. Sua pergunta, por favor. Espera aí, ele vai pôr o microfone, porque assim seus colegas podem compartilhar. Pode falar no seu microfone, o outro ele segura pra você, por favor.

REPÓRTER: Qual a quantidade de vacinas para imunizar todo o Estado de São Paulo? Nós temos aí um período de imunização de todo o estado? E queria também saber a logística de trabalho do Butantan.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então vamos de novo com a Dra. Regiane. Ela fez três perguntas em uma, mas são coligadas, portanto Analia não rompeu a regra. Vou passar a você, pra responder.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: Eu vou começar da última pergunta, sobre o Butantan. Mais 4,8 milhões de doses serão solicitadas agora à Anvisa, também, para que ela possa ter o uso emergencial aprovado. Esse rito deve ser um rito mais rápido do que foi o nosso rito do domingo, que todos acompanhamos. Eu acho que foi a primeira vez que todos acompanhamos o que acontece com uma vacina. E nós temos já uma grade para o município de São José do Rio Preto e todos os municípios da região. Isso, essa grade, ela deve sair amanhã e até sexta-feira ela chega a todos os municípios. Neste momento, a gente está trabalhando com os profissionais de saúde, indígenas e, por uma orientação do governador agora, nós vamos também trabalhar com a população quilombola. Então, no trajeto, o programa nacional de imunização, ele não prevê os quilombolas, mas o Estado de São Paulo fará a vacinação dos quilombolas também e das pessoas com mais de 60 anos, que estão em instituições de longa permanência, institucionalizadas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. Anali, obrigado pela pergunta. Nos deu oportunidade de dar essa informação, e é a primeira vez que falamos isso para a imprensa. Eu fiz uma postagem agora nas minhas redes sociais, informando que, contrariamente ao que indica o programa nacional de imunização, que exclui a população quilombola desta primeira etapa de vacinação, uma população de altíssima vulnerabilidade, assim como os indígenas, que estão incluídos, mas, não se sabe qual razão, os quilombolas foram excluídos. Em São Paulo, não, prefeito Edinho. Determinei imediatamente a inclusão da população quilombola para ser vacinada aqui no Estado de São Paulo, no programa prioritário. E irei também lá ao Vale do Ribeira, onde há uma concentração de população quilombola, para acompanhar a vacinação in loco, neste sábado. Aqui, nós respeitamos todos os brasileiros, todos os brasileiros importam e todas as vidas importam, em São Paulo. Vamos agora à DLNews, com o Heitor Mazoco (F), perdão. Heitor, onde você está? Está aqui.

REPÓRTER: Bom dia, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia.

REPÓRTER: Eu quero saber se há o risco de a pessoa tomar a primeira dose e ficar muito tempo, até mais de 28 dias, sem tomar a segunda dose, caso o estado não receba os insumos da China, que já deveria ter chegado há duas semanas, se corre esse risco, não só nessa primeira fase, mas em outras fases também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Interessante, importante e esclarecedora a sua pergunta. E a resposta da Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: Nós estamos nesse momento priorizando duas doses, é isso que o Instituto Butantan determina. Então, a primeira dose nós fazemos neste momento e a segunda dose entre 21 e 28 dias. Nós já temos um quantitativo, como eu falei anteriormente, previsto para passar pela aprovação emergencial, um quantitativo fica conosco no Estado de São Paulo e nós precisamos priorizar, portanto, a população de trabalhadores da saúde, os indígenas, quilombolas e a população de mais de 60 anos, institucionalizada em instituições de longa permanência. Então, é essa a população e são duas doses, a primeira hoje e a outra em 28 dias.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Explica de novo pra eles o que é população institucionalizada.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: A população... Isso. A população institucionalizada são aqueles idosos que estão em locais de longa permanência, instituições de longa permanência, albergados nessas instituições. Então, nós temos essa população... Exatamente. Asilos, casas terapêuticas, enfim. Então é essa população que nós vamos vacinar. Como que nós vamos vacinar? Quem vacina é o município, não é, prefeito? Nós temos uma estratégia, mas quem faz a vacinação é o prefeito. Eu já estive várias vezes aqui em São José do Rio Preto, é sempre muito bom estar aqui, e eles têm essa estratégia muito bem definida, de como vacinar, e essa população, especialmente, eles fazem o casa a casa, ou seja, eles levam a equipe da Saúde da Família até o local e fazem a vacinação de todos os profissionais da saúde que estão ali e também dos seus pacientes, que estão nessas instituições.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. E agora a última pergunta é da Madeline [ininteligível]. Estou pronunciando corretamente o seu sobrenome? Da Rádio CBN. Madeline, por favor.

REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos aqui presentes.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia.

REPÓRTER: Governador, a minha pergunta é direcionada para o senhor. Eu começo com uma constatação, fazendo parte da imprensa. A gente acompanha uma certa resistência por grande parte da população, que questiona a segurança, a eficácia e a procedência da Coronavac, isso inclusive já foi dito em vários momentos nas coletivas do Centro de Contingência. Eu queria entender, na opinião do senhor, isso também está relacionado, pode estar relacionado à falta do Governo Federal, em já ter iniciado, independentemente de termos um imunizante à vista, a falta do Governo Federal em ter iniciado uma campanha de conscientização da importância da vacinação? E dentro dessa pergunta, tem uma segunda. Se a gente constatar uma falta de procura da população do Estado de São Paulo, seja do país, mas principalmente no estado de São Paulo, para se imunizar o senhor pretende, tem algo que possa fazer ou acredita que possa ser feito algo defende que sejam feitas sanções para pessoas que não quiserem ser imunizadas? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adeline, duas perguntas em uma e vamos às respostas, começo pelo fim, o governo do estado de São Paulo, através da secretaria de São Paulo iniciou nesse domingo a campanha estadual de conscientização da vacinação, talvez alguns de vocês já tenham assistido ou ouvido inclusive na Rádio CBN e a partir dessa semana também em jornais regionais e os jornais nacionais, é o caso da Folha de São Paulo, O Estado, Valor Econômico, que são jornais editados em São Paulo, mas com circulação nacional, eu citei esses três, mas há outros também, mas a televisão, o rádio, e a mídia digital são importantes nesse programa De conscientização à população brasileira. Eu vou pedir um pouco de silêncio só ao pessoal, não por mim, mas em respeito aos jornalistas, em senão eles não podem, como eu sou parte desse mundo do jornalismo já estive desse outro lado eu sei como que é a dificuldade no áudio, obrigado. E além das ações publicitárias voltadas para esse programa de conscientização, necessária, aliás, a partir exatamente dessa sua boa observação nós temos convidados influencidadores ou influencers, como gostam de serem chamados nas redes sociais. Há pouco mais de uma semana eu falei com a Anita, a Anita é a maior influenciadora de show business do Brasil e uma das 20 maiores influencidoras do mundo ela 51 milhões de seguidores, e a Anita, com a grandeza, com a alma brasileira e a generosidade e a solidariedade dela gravou vários vídeos convidando as pessoas a tomarem a vacina do Butantan, e ela mesmo, Anita disse: "Eu vou tomar a vacina do Butantan, quando chegar a minha hora eu vou tomar a minha vacina do Butantan, e quero que os meus pais também tomem a vacina do Butantan", já que são pessoas com mais idade e obviamente estão no grupo de risco e outro, hoje mesmo vindo pra cá eu vi uma postagem do autor Bruno Gagliasso da Rede Globo de Televisão eu fiquei sensibilizado com a postagem dele, com o Bruno eu nem tive a oportunidade de falar, ou de dialogar, ele tomou a iniciativa, e tantos outros, um rapper, o MVioti ravou, talvez alguns de vocês tenham visto, um Rap do bumbum, bumbumtantan, popularizando a vacina e mostrando que ela é seugra, que é ela é boa, então esses movimentos espontâneos também das redes vão ajudar a criar essa consciência de que a vacina é boa que a vacina é importante e que a vacina salva a sua vida e na a sua primeira pergunta a resposta é sim, se o Brasil não tivesse um governo negacionista, um governo que não tem solidariedade com a vida que é o governo Jair Messias Bolsonaro, ele e todo o seu governo que prega o negacionismo, não usam máscaras em reuniões ministeriais, não usam máscaras em nenhum tipo de reunião, fazem, criticam as pessoas que fazem o isolamento em suas casas, há pouco tempo o presidente da República chamou de covardes as pessoas que têm mais de 60 anos e se protegem em casa da Covid-19, ou mesmo o presidente da República chamou de maricas todos nós que utilizamos máscaras, esse mesmo governo Bolsonaro recomendou e continua recomendar criminosamente o uso da cloroquina e medicamentos inadequados e incapacitados para proteger vidas, produzindo um crime ao popular usar e um consumo de medicamentos sob prescrição médico e orientação específica caso a caso, pode ser eventualmente recomendado, o mesmo governo negacionista que esqueceu de providenciar seringas e agulhas para o programa de vacinação, esqueceu, o mesmo governo que esqueceu testes num depósito do Ministério da Saúde em Guarulhos, testes necessários para ampliar a testagem e melhorar a imunização e o controle da pandemia, o mesmo governo que não trabalhou pelas vacinas, escolheu uma vacina apenas. Nessa vacina colocou R$ 1 bilhão e 900. Aliás, cabe aqui a pergunta: "Presidente Bolsonaro, Ministério da Saúde, onde estão as vacinas do povo brasileiro? Porque as únicas vacinas que vocês estão utilizando são as vacinas do Butantan de São Paulo. [aplausos].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Onde estão as vacinas do povo brasileiro, Jair Messias Bolsonaro? Ministro Eduardo Pazuello, onde estão as vacinas dos brasileiros? R$ 1 bilhão e 900, mais R$ 1 bilhão e 500 do Consórcio Convax, nada contra Convax consórcio e muito menos contra a Fiocruz pela qual temos maior respeito, mas onde estão as vacinas? A única vacina que está presente e vacinando profissionais de saúde no Brasil é a vacina do Butantan e ela é do Butantan até porque um negocionismo jamais negaria uma vacina, por isso, todos nós brasileiros de bem brasileiros que defendem a democracia, brasileiros que defendem a liberdade de expressão, brasileiros que defendem a constituição, brasileiros que defendem a vacina, brasileiros que defendem a vida, chega, Bolsonaro, chega de ser negacionista, chega de desprezar o povo brasileiro, chega de falta de como paixão, chega de agredir o povo brasileiro. [aplausos].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O basta, o basta está vindo das pessoas que têm coração e que querem viver, querer conviver, querem estar ao lado de seus familiares, querem voltar a ter o direito da alegria, do convívio, de abraçar e de beijar e é só a vacina e a vacinação em massa dos brasileiros e se possível as vacinas, quanto mais vacinas tivermos aprovadas pela Anvisa, disponibilizadas para o país todo, mais rapidamente estaremos vacinando os brasileiros, mais vidas serão salvas, estamos perdendo mil vidas por dia, cada vida conta, cada minuto conta, e é por isso que São Paulo não perdeu tempo, com a cota que lhe cabia pelo Plano Nacional de Imunização iniciamos imediatamente a vacinação e fizemos bem, vejam o que aconteceu na logística da vacina, inacreditável, erraram a logística da vacina do Butantan, a vacina que ia para Manaus foi para Vitória no Espírito Santo, a vacina do Rio de Janeiro, 35 minutos de voo de São Paulo, não chegou no Rio de Janeiro, a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro e o governo do Rio de Janeiro pediram emprestado jato empresário de São Paulo, para levar a vacina para o Rio de Janeiro, porque a logística do Ministro da Saúde não conseguiu levar a vacina de São Paulo ao Rio de Janeiro. Metade dos estados brasileiros não receberam a vacina pela falha na logística, o mesmo general que bradou: "A vacina não é do Butantan, a vacina é nossa, nós compramos adquirimos", diga-se de passagem também, até hoje, até hoje, nem o Butantan, nem o governo de São Paulo, prefeito, receberam um único centavo pela vacina, quem pagou a vacina do Butantan que está vacinando brasileiros de todo o Brasil foi São Paulo, com orgulho de poder ajudar mas por um desprezo que o governo que mente te e que não atende aos interesse dos brasileiros mas vamos falar de esperança para terminar esse nosso encontro e com alegria no coração. Viva a vacina, a vacina da verdade, a vacina que salva, a vacina da vida, a vacina do Butantan, a vacina do Brasil, muito obrigado a todos, fiquem com Deus, obrigado pessoal. [aplausos].